As Mulheres Da Vida de John O’Callaghan

Escrita porNatashia Kitamura
Revisada por Natashia Kitamura

Capítulo 23

Tempo estimado de leitura: 14 minutos

  Era sábado quando %Caroline% saiu do hospital. De acordo com %Tiffanny%, ela ainda estava um tanto atordoada por ter perdido o filho. %Tiff%, %Mary% e %Natalie% tiveram de ir até a residência dela retirar todas as coisas que lembrassem bebês. %Any% fora junto para reformar o quarto e transformar numa sala de televisão. Enquanto isso eu fiquei trabalhando em meu escritório, Patrick me encheu a semana inteira sobre criar seu currículo para o estágio e Kennedy fazia alguns trabalhos da empresa e me pedia ajuda quando precisava. Quando %Any% saía com as mulheres, Jared geralmente vinha para casa para trabalhar aqui, já que ele dizia querer sair da casa dele, olhar para o lado e ver a reforma, pois pensava no dinheiro que estava indo embora.
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  — Ela gastou três mil dólares em uma poltrona, John. — Ele apertava as têmporas exausto.
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  — Uma poltrona é importante para a mãe na hora de amamentar, Jared.
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  — É? E o que a poltrona faz na sala então?
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  Ah, sim. Não era uma poltrona de amamentar.
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  — Bom. Acho que você poderia conversar com ela sobre isso.
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  — Eu tento, John, mas você sabe como ela está. Parece que se aproveita da situação da gravidez para trabalhar menos, gastar mais e me fazer chantagem emocional.
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  — Jared, dá um desconto pra ela. %Any% sempre foi louca no trabalho, querendo fazer tudo, agora é o momento dela descansar e usufruir.
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  — Mas existem limites, John. Principalmente no cartão de crédito. O dela chegou no limite e então pegou o meu.
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  Ficamos calados e olhamos para Pat e Kennedy que nos encarava boquiabertos.
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  — Não casem nunca — murmuro e os dois rapidamente concordam com a cabeça.
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  — Então, como andam as contas? — Jared sai do assunto, olhando para Kennedy que volta a encarar os papeis.
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  — Ah... Bom. Acho que estou indo bem, quero dizer, todas as vezes que pedi para o senhor O'Callaghan corrigir eu estava 94% certo.
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  — Então podemos dizer que há um risco de 6% de seu cliente falir?
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  Olhamos para Jared, que respira fundo.
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  — Desculpe, estou só nervoso por causa da situação. Um cliente dificilmente fali com uma margem de 6% de erro.
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  "Só seu pai consegue fazer isso." Pensamos os dois. O senhor Brock geralmente tinha um dom de fazer seus clientes falirem, mesmo que eles fossem milionários, mas como ele possui mais da metade das ações da empresa, não era possível que um dia ele mesmo fosse falir ou ser demitido. Ele não era nem louco de vender essas ações e com o rumor de Kennedy aqui entrar no lugar dele depois de um tempo de formado, a vontade dos outros sócios de manter a sociedade piorara, o que fizeram dois venderem suas ações para senhor Brock. Pelo menos minha filha vai ter um marido rico.
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  E o que diabos eu estou pensando no casamento da minha filha com esse moleque? Convenhamos, eu sou um imbecil.
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  — Mas pode acontecer, não pode? — Ele olha para nós dois preocupados.
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  — Geralmente quando acontece, não é um desfalque muito grande, o que dá para reverter se o cliente estiver disposto a ainda confiar em você.
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  — O que dificilmente iria acontecer.
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  — Exatamente — concordo com ele.
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  — Acho melhor eu rever tudo novamente.
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  — Relaxe, Brock. Suas contas iniciais todas passarão por aprovação no início, e 99% dos estagiários são muito piores do que você. — Jared o acalma. Infelizmente ele não estava mentindo.
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  Olhamos para Patrick, que encarava-nos boquiaberto e então sorrio.
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  — E como vai o seu currículo?
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  — Mais pobre do que eu numa segunda-feira pós festa. — Ele olha para a tela de seu notebook em seu colo. — Acho que preciso fazer alguns cursos.
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  — Você poderia aproveitar que está de férias e fazer alguns — falo vendo-o se levantar e me mostrar seu computador. — Não está assim tão mal.
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  — Meus colegas tem o dobro disso.
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  — Seus colegas mentem — lhe respondo. — Um garoto da sua idade não tem como ter experiência de mais de um ano em mais de duas empresas. Empresas não pegam menores de idade para trabalhar até mesmo como estagiários. Não empresas boas que seus amigos provavelmente lhe dizem ter trabalhado. Não se preocupe, filho, enquanto não estiver no último ano, as empresas saberão que você não é assim tão profissional.
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  — E não espere receber bem no seu primeiro estágio.
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  — %Marina% recebe bem — ele diz com a cara fechada.
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  — %Marina% é uma filhinha de papai que foi esperta em seguir a carreira dele. — Jared encosta em sua cadeira e eu rio. — O que foi? Disse alguma mentira?
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  — O fato é que não importa o quanto ganhe agora, Pat, o importante é ter experiência para seu currículo. E então quando for trabalhar de verdade, uma boa empresa te contratar porque sabe que você tem experiências em diversos lugares.
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  Ele se manteve calado olhando a tela de seu computador:
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  — Tudo bem, mas vou fazer um curso de espanhol, acho. — E fecha a tampa. — Vou ver como a %Naty% está. — E sai do quarto.
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  — Pode ir descansar também, Brock. Já está tarde para continuar. — Finjo que vou desligar meu computador, porque só dessa maneira ele se retira do escritório. Parecia se sentir obrigado a ficar enquanto eu estivesse trabalhando. Ele rapidamente se retirou e olhei para Jared.
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  — Ele está se esforçando, hein?
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  — É, está indo bem.
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  — Já está o vendo como genro?
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  — Jamais.
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  Ele ri.
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  — É, foi o que eu imaginei. Mas antes isso do que algo pior.
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  — Existe pior? — brinco. — É um bom garoto. A família só que não é boa, mas %Marina% tem bom gosto, sabe se cuidar.
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  — É, ela definitivamente irá por algumas rédeas nele. — Ele ri olhando para a foto de minha família em nossa mesa. — E a nora?
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  Me mantenho calado até então resolver dizer:
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  — Ela estragou um pouco o histórico dela.
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  — Sei... Mas não é uma garota ruim. Só não é forte.
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  — É, é. Patrick gosta dela.
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  — Bastante, parece.
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  — É. %Tiffanny% está terrível desde o início do relacionamento desses dois.
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  — Mal consigo imaginar. — Ele ri e eu o acompanho. — Ela nunca foi dessas de um dia imaginar que seu filhinho a trocaria por um par de peitos que não fosse os dela para lhe amamentar.
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  — Eles não transaram ainda, Jared.
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  — Como não? — O vi se endireitar na cadeira, levanto meus ombros. — Ele puxou a %Any%, foi?
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  — Imagino que sim — respondo rindo.
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  — Coitada da menina...
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  — É o castigo que se leva por usar drogas.
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  — E como é que estão fazendo para ela dormir?
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  — Ela geralmente só dorme. Patrick lhe dá muito remédio para as emoções e elas geralmente têm antialérgicos, então acaba adormecendo rápido.
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  — E %Tiffanny% com a história dos dois dormirem juntos?
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  — Os proibiu de ficarem com a porta fechada.
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  Ouço sua risada alta.
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  — E nada dos pais?
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  — O pai vem de vez em quando, mas ela não quer o ver. A mãe sumiu. %Tiffanny% quer ir até o apartamento retirá-la de lá para %Natalie% voltar a ficar lá, mas Patrick teria de ir junto e ela prefere os dois dormindo juntos com a porta aberta aqui em casa, do que ter insônia pensando no que os dois estariam fazendo sozinhos no apartamento deles.
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  — Bom, fiquei sabendo que Brock irá se mudar para lá.
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  — É. Não sei por que concordei com isso.
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  — Porque você gosta do garoto.
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  — Cale a boca, Jared — falo ao vê-lo rir, se divertindo de minha situação. — Não sabe o quanto estou rezando para que seja uma menina e ela seja tão linda quanto minha irmã. Aí quero só ver todo trabalho que irá ter.
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  — Vire essa boca para lá, John! Se eu tiver filha, eu morro, porque %Any% não vai deixar eu ser ciumento com ela. Nunca vi pessoa ser mais coruja com um bebê que sequer nasceu...
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  — Estão falando de bebês? — Vemos a cabeça de %Tiffanny% na porta de meu escritório. — Pois parem. %Caroline% está aqui.
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  Nos levantamos rapidamente e fomos até a sala, onde %Natalie% e %Marina% estavam sentadas uma de cada lado de %Caroline% em nosso sofá. %Any% e %Tiffanny% foram para a cozinha prepararem alguma coisa para comer, provavelmente e Patrick e Kennedy estavam assistindo à TV. Fomos até Garrett e o cumprimentamos.
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  — Como ela está? — Jared pergunta.
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  — Depressiva, mas melhor. Voltou a comer e está começando a aceitar que não dá para mudar as coisas.
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  — E você? — pergunto. Ele olha para mim e então caminhamos até meu escritório.
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  — Está difícil. — Ele passa a mão pelo cabelo. — Perder um filho muda toda a concepção de vida.
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  — Há outros por vir, Garrett — Jared diz compreensivo. — O que os pais dela disseram?
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  — Bom, eu ainda quero casar. — Ele solta uma risada. — Depois de tudo o que aconteceu, acho que eles mais estão é aliviados por ter um cara responsável do lado de %Carol%, não um pirralho qualquer.
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  — Talvez tivesse que ter acontecido para que você tivesse essa aceitação deles.
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  — Pode ser.
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  Fiquei calado observando-o. Ele não parecia muito afim de %Tiffanny% mesmo. Suspiro.
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  — Vocês fizeram essa com tanta facilidade, nada impedirá de fazer mais uma vez depois que casarem. A data ainda está de pé, imagino — Jared continua conversando.
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  — Ah, claro. Acho que vamos adiantar, já que o que %Carol% não queria era casar de barrigão. Vamos esperar esse trauma dela passar, ela achar que está pronta para entrar no vestido e no altar e pronto.
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  — Você conversou com ela? — de repente pergunto e ele me encara. — Digo, com %Caroline%, sobre casar, filhos, vida...
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  — Você não mudou nada. — Ele dá uma risada e ouço Jared dizer um 'você não viu nada'. Abro um pequeno sorriso. — Conversei. Ela está tentando evitar falar sobre o bebê, mas de resto estamos conversando sempre sobre. Não é uma garota qualquer, ela. Dá pra ver que é forte e que aguenta as coisas.
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  — Acho que só quer carinho, coisas das garotas da idade. — Jared nos olha.
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  — Acho que isso não é de idade não, Jared. Isso é coisa de mulher mesmo — digo entre risos e eles me acompanham.
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  — E como anda %Any% e o bebê? — Garrett olha para Jared, que torna a fechar a cara.
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  — Você entrou no assunto errado — falo para ele e o vejo levantar as sobrancelhas surpreso.
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  — Agradeça que ela saiu do estado chantagem emocional para tudo — Jared o responde sério. — Pelo menos agora é você quem gasta dinheiro com ela e tem controle de tudo, porque aqui nesse lado está a quarta guerra mundial, porque a terceira ela ganhou.
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  Dou risada.
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  — Jared, você tem economias de sobra, é um cara precavido, não tem com que se preocupar.
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  — John, estou vendo meu dinheiro deslizar e dissolver como manteiga em uma panela quente. Sem retorno. O bebê é um bebê! Não sabe de tudo o que tem. Comprar um vídeo game? Bebês mal ficam com os olhos abertos!
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  — Bom, você quem pediu, não foi? — Aponto para Garrett em concordância. Jared bufa impaciente e encosta em sua cadeira.
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  Decidimos não falar mais sobre %Any% e o bebê porque ele sempre relacionava ao dinheiro que estava indo embora. E Jared quando queria, conseguia ser mais teimoso que %Tiffanny%, %Any% e %Marina% juntas.
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