As Mulheres Da Vida de John O’Callaghan

Escrita porNatashia Kitamura
Revisada por Natashia Kitamura

Capítulo 21

Tempo estimado de leitura: 10 minutos

  — Talvez seja melhor assim, %Tiff% — digo sério e ela abaixa a cabeça. — Acho que estamos velhos para termos outro bebê. — Ela concorda. — Venha cá. — A puxo para se deitar comigo e nos cobrimos. — Veja bem, podemos comprar o seu animal de estimação.
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  Ela nada disse. Abriu um pequeno sorriso magoado e adormeceu em meus braços calada. Suspiro. Não quero admitir, mas eu estava começando a gostar da ideia de ter um novo filho. Eu também estava triste por nossos filhos saírem de casa e ficarmos os dois naquela casa imensa.
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  Dois dias depois, minha mulher já estava de volta ao normal. O dia seguinte da notícia fora um tanto impactante ainda e ela percorria a casa séria e cabisbaixa. Então uma conversa milagrosa com %Any% a fizera voltar a ser o que era, e seja lá o que as duas tenham conversado, eu não tenho a menor curiosidade de saber o que era.
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  — Pai, pai, pai! — %Marina% batia na porta de meu escritório e eu não tive escolha a não ser deixá-la entrar. — Pai, o senhor Brock está aí na frente para levar Kennedy para casa, pede pra ele deixar Ken ficar até o final das férias, por favor!
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  A olho sério.
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  — Senhor Brock está aí? — Me levanto rapidamente e ela concorda com a cabeça.
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  — Ele quer levar Kennedy para passar o resto das férias em Saint Martin, mas ele quer ficar aqui. Pede pra ele, pai, por favor.
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  — %Mary%, antes de tudo. — Seguro seus ombros e a faço parar de pular feito um grilo. — Ele sabe do relacionamento de vocês, não sabe?
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  — Hum, acho que sim, quero dizer, Kennedy disse que comentou com eles.
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  — Comentou? — Passo a mão no rosto.
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  Por uma obra boa do acaso, eu estava bem apresentável naquele dia. Fora um milagre de não sei quem eu estar daquela maneira, porque eu geralmente trabalhava com roupas confortáveis. Talvez fosse a reunião que eu tivera na parte da manhã no escritório da empresa e não tive tempo de me trocar. Graças ao bom Pai. Ao sair do escritório, dei de cara com meu chefe e sua mulher parados com roupas de viagem. Ótimo. Vocês vão fazer uma turnê mundial e eu fico aqui trabalhando e bancando a babá de marmanjos.
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  — Boa tarde, senhor Brock. — Sigo até ele e aperto sua mão.
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  — O'Callaghan. Obrigado por pousar meu filho em sua residência.
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  — Sem problema nenhum, senhor — digo vendo %Tiffanny% parada perto da senhora Brock. — É um bom garoto.
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  — Sei... — Ele não parecia muito seguro do que ouvia e ao olhar rapidamente para Kennedy, pude ver suas orelhas vermelhas. — Bom, estou também sabendo que somos familiarmente ligados. — Ele olha para %Marina%, como se a analisasse. Ah, como eu queria lhe dar um belo soco no meio de seu rosto. Talvez %Natalie% quisesse quebrar mais um nariz hoje, se bem que é mais fácil quebrar os dedos a mover um osso desse narigão.
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  — Sim senhor.
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  — E o senhor quem incentivou-os?
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  — Não.
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  — E nem os impediu.
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  — Não.
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  — Podemos... — Ele aponta para meu escritório e eu concordo, dando um passo para o lado. Olho para %Tiffanny% e ela convidava a mulher de meu chefe a irem até a cozinha para lhe servir um belo pedaço de torta. Olho para %Marina% e esta me encarava como cachorro sem dono. Lhe dou as costas e entro em meu escritório, aponto para uma cadeira e ele se senta. — O'Callaghan, você não está tentando fazer sua filha conquistar meu filho para obter um cargo maior na empresa, está?
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  — Não. — Mas se bem que seria uma boa se ela fizesse isso por seu pai.
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  — Tem certeza?
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  — Senhor Brock, se tem uma coisa que eu não gosto, é agir pelas costas das pessoas. E o senhor pode até achar que não sou um bom contador, mas eu sou honesto. E se minha filha gosta de seu filho, não serei eu o empecilho de suas vidas. — Pra quê se já terão um no lado do garoto?
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  — Certo. Então posso contar com o senhor.
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  — Não sei por que desconfia de mim, senhor Brock, que nunca fiz mal nenhum para o senhor ou a empresa. Estou muito bem onde estou.
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  Ele ficou me encarando por mais alguns minutos, até mudar o assunto:
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  — E Kennedy? Ele demonstrou algum interesse maior na profissão?
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  — Sim senhor.
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  — O quanto?
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  — Bom, com o relacionamento, digamos que ele começou a se importar com seu futuro e o de minha filha também.
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  Ele concordou com a cabeça.
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  — Então o relacionamento veio em um bom momento. — Parecia dizer isso mais para ele do que para mim. Se levantou. — Bom, espero que ele mantenha essa posição. Obrigado mais uma vez por hospedá-lo. Vou levá-lo hoje...
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  — Se o senhor não se importar, gostaria de pedir para que deixasse o garoto aqui até o final de suas férias de verão.
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  Senhor Brock levantou uma sobrancelha e me encarou desconfiado.
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  — O garoto ainda tem algumas dúvidas em algumas partes das estatísticas e estávamos em um bom andamento até hoje.
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  — Estatísticas. Eu sabia que ele ia pegar leve com essa — o homem diz. Eu também sabia. Kennedy era ótimo em cálculo, mas estatísticas? Não era o rei, não. — Bom, imagino que ele então possa estar pronto para estagiar bem na empresa quando voltarem às aulas.
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  — Imagino que sim.
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  — Muito bem. — Ele respira fundo. — Vou promovê-lo. Cumpro com minhas palavras.
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  — Obrigado.
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  — E vou manter sua filha no estágio. É uma boa contadora e se irá entrar na família, deve saber que as coisas não serão tão fáceis.
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  — Não são fáceis aqui em casa também. — Protejo a educação que dei à ela.
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  — Claro, claro. — Ele se dirige até a porta que na qual eu abri. — Kennedy, você irá ficar por mais um tempo. Fiquei sabendo que tem algumas coisas a melhorar em estatísticas.
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  — Quê- Ah... Claro. Senhor O'Callaghan está me ajudando.
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  — Sei. Se prefere assim, então fique. — E olha para %Tiffanny% e a mulher, que já estavam de volta à sala. — É uma bela casa, senhora O'Callaghan.
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  — Obrigada, muita gentileza sua, senhor Brock. Vamos combinar um jantar em breve, para conversarmos mais.
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  — Ah, com certeza sim. — Senhora Brock sorri e acompanhamos os dois até a entrada de nossa casa, Kennedy fora até o carro com os dois, provavelmente para trocar mais algumas palavras. %Marina% e %Tiffanny% me encaram e então eu sorrio:
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  — Fui promovido.
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  Ouço seus gritos e abraços. Era um dia feliz.
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  Não posso dizer o mesmo de uma semana depois. Parecia que as pessoas aguardavam, cada semana um acontecimento. Porém, este fora um pouco pior que o esperado. Era um final de semana e o John aqui estava de folga do trabalho, tirando o fato de que Brock decidiu tirar todas as suas dúvidas comigo bem quando eu estava assistindo meu jogo da NBA.
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  — Paciência, John. Ele é o futuro da nossa filha e filho do seu chefe. — %Tiffanny% insistia em me lembrar desses detalhes quando ia até a cozinha bufar e beber um copo de água.
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  Com as energias repostas, volto para a sala, mas logo vemos %Marina% descendo com %Natalie% correndo atrás.
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  — Alguém nos leva até o hospital do centro?
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  — Epa, epa. Calma e explicação. — Levanto o lápis olhando para as duas com Kennedy enquanto %Tiffanny% se aproximava com Pat da cozinha.
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  — %Caroline% está no hospital. Garrett ligou e disse que ela chama por nós duas.
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  Olhamos para %Natalie% que mexia as mãos nervosa calada atrás.
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  — Eu levo. — %Tiffanny% deixa o pano de prato na mesa da bancada e retira o avental da cintura, pegando seu molho de chaves enquanto eu volto a dar atenção à Kennedy e suas dúvidas sem fim.
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  Eu não sabia quanto tempo haviam se passado desde que as três mulheres haviam saído, eu só sei que foi tempo de Pat tomar seu banho, descer e assistir à NBA por mim. O telefone tocou e ele atendeu, logo o passando por mim.
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  — Não dá pra pegar o recado? — O encaro com uma cara feia e ele levanta os ombros.
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  — É a mamãe.
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  Levanto uma sobrancelha e pego o telefone, o colocando no ouvido.
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  — Oi, %Tiff%.
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  — Venha para o hospital.
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  — Por quê?
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  — %Caroline% perdeu o bebê.
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