As Mulheres Da Vida de John O’Callaghan

Escrita porNatashia Kitamura
Revisada por Natashia Kitamura

Capítulo 2

Tempo estimado de leitura: 13 minutos

  — E como andam as mudanças? — Jared perguntava para mim durante o nosso intervalo do trabalho na cozinha. Preparávamos um lanche com uma xícara de café para nós dois. Trabalhávamos com contabilidade. O que seria isso? Bom, vamos dizer que Paris Hilton gaste tanto por mês. Eu faço a soma de tudo o que ela gastou e dou-lhe o resultado, dizendo se ela deve diminuir as compras, o que ela nunca faria, o que resultaria dela ir à falência. De qualquer maneira, eu faço isso mais com empresas do que artistas. Lidar com artistas é burrice e coisa para iniciante. Tudo o que eles sabem fazer é mandar e esperar que lhes digamos amém por ter recebido trabalho. Trabalho na empresa fazem 15 anos.
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  — Que mudanças? Os três estão me fazendo comprar tudo novo — falo sério. — Este mês estou com as contas no topo da cabeça! — Me sento na cadeira e suspiro. — %Marina% está tão animada que mal consegue parar de falar nas mudanças de suas roupas e acessórios. Ela acha que mudar de quarto significa mudar tudo o que tem dentro dele, inclusive suas roupas.
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  — John, se está tão atolado assim, fale com a %Tiffanny%. — Jared sempre achava que %Tiffanny% fosse uma pessoa compreensiva. Ela era, quando não estava decorando um novo apartamento para seus únicos dois filhos. O olho com uma expressão que o faz entender de que não adiantaria, quando se trata de nossas esposas, elas não são muito diferentes uma da outra. — Bom, então é melhor dar um jeito.
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  — Estou fazendo hora extra. %Tiffanny% vai me matar — falo com uma careta, passo a mão no rosto. — Ela odeia quando volto para casa e já está dormindo.
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  — Bom, das duas a uma. Ou ela te tem mais cedo em casa e para de comprar compulsivamente, ou ela compra e lide com o fato de não te ver até o dia seguinte. Ou nos finais de semana.
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  Ficamos calados pensativos, olhando um para a cara do outro até Jared rir:
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  — Ela nunca vai parar de comprar — ele fala e eu rio junto. — É da natureza das mulheres. Elas não param nem quando não tem dinheiro.
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  — O que nunca irá acontecer com %Tiffanny%. — Aponto para ele rindo, me referindo à minha esposa passar por alguma dificuldade; ele pisca.
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  — Nem com %Any%.
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  — Principalmente com %Any% — falo sério, o fazendo parar de rir receoso pelo meu nervosismo repentino. Volto a rir, achando graça em seu desespero. — Você tinha que ver sua cara agora!
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  — Não acha que estamos velhos demais para ficar fazendo esses tipos de brincadeiras um com o outro?
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  Mais uma vez, trocamos olhares pensativos até cairmos na risada:
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  — Pffff!!
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  — Posso saber o motivo das risadas para não estarem trabalhando? – ao ouvir a voz ecoar na cozinha, ficamos sérios imediatamente. Droga. Tenho que admitir, quando meu chefe quer ser um filho da puta desprezível, consegue com a maior facilidade. Sua maior dificuldade é ser simpático, principalmente com seus funcionários.
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  — Estamos no intervalo, senhor Brock — Jared diz, mais sério.
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  — Então vejam se não extrapolam no volume de suas vozes, há outras pessoas trabalhando...
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  Sua voz se distancia a cada passo que dá para longe da cozinha. Eu e Jared nos entreolhamos e suspiramos, certos de que se não voltássemos a trabalhar logo, logo seriamos abordados por Brock.
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  — Às vezes me pergunto se a função dele aqui na empresa é mesmo mandar nas pessoas, porque está mais para encher o saco delas — Jared disse, antes de começar a começar seu lanche.
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  — PAIÊÊÊ! — Suspiro cansado e finjo dormir no sofá com o jornal em cima do rosto. — Pai, o senhor estava respondendo o Pat há 2 minutos, não me engana.
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  Bufo e retiro o jornal do rosto.
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  — O que quer que seja, a resposta é ‘não’.
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  — Não posso voltar para casa nos finais de semana? Ela me olha surpresa. Abro um pequeno sorriso. %Marina% é, definitivamente, uma O’Callaghan.
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  — Se esqueceu a quem você puxou, criança? Não adianta me enganar, você entendeu muito bem meu ponto. Não vou levar ninguém a nenhum lugar.
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  — E dar dinheiro?
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  — Muito menos.
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  — Mas paai...
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  — Nem mais, nem menos. Vocês já gastaram demais, acham que dinheiro cai do céu ou se planta de montão por aí? — falo nervoso e ela emburra.
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  — Acontece que eu prometi pra %Carol% que a gente ia no shopping comprar o presente de aniversário da %Naty%! — Ela levanta os braços nervosa.
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  — Tenho certeza que %Natalie% já ganhou presentes demais para o aniversário desse ano com o apartamento de vocês.
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  — Pai!
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  — %Marina%! — A imito e ela bate o pé. — Você tem mesada, faça bom proveito dela.
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  — Mas minha mesada é para eu comprar meu carro! Não pude retruca-la depois de ouvir seu desabafo. Ela finalmente havia conseguido minha atenção. Levanto a sobrancelha e fico pensativo. Então era para isso que ela recebia os 50 reais mensais e ia para o banco com %Natalie% todo dia 6. Mistério desvendado.
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  A questão agora é: Se ela recebe 50 dólares desde os 8 anos e se encontra com 18 agora, são 12 meses multiplicado por 10 anos, que dá 120 meses, este, multiplicado por 50, dá... 6 mil dólares? Mais rendimentos? Isso se ela não colocar o resto do dinheiro que sobra quando recebe para viagens e passeios com as amigas.
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  Suspiro e tiro a carteira do bolso, derrotado. Dessa vez ela mereceu. Tiro uma nota de 50 dólares e lhe entrego, a fazendo sorrir e me abraçar, dando um beijo em minha bochecha e gritando por Pat logo em seguida.
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  — Pai, Pat pode me levar com o carro? Por favor... — Ela ajoelha e abraça minha perna assim que envio o meu olhar de que ela estava exagerando bastante nas exigências. Encaro mais uma vez seu rostinho lindo e vejo a garotinha que sempre amei carregar no colo. Reviro os olhos.
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  — Ele sabe onde está a chave  murmuro. — O meu, não o da sua mãe! — falo mais alto ao vê-la correr escadaria acima gritando por Patrick. Me levanto e sigo para meu escritório. Sexta era dia de trabalho em casa. Ligo meu computador e vou direto checar a conta bancária de %Marina%.
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  Saldo de $7,786 dólares. Sorrio. Minha filha era mais esperta do que eu imaginava.
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  — O que está fazendo na conta de %Mary%? — Ouço a voz de %Tiffanny% atrás de mim. Por Deus! Ela anda roubando? Desde quando ela tem tudo isso na conta? Temos que conversar com ela! Rapidamente ela ameaça sair do escritório, mas consigo segurar seu braço a tempo de explicar e evitar uma guerra em casa:
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  — Ela deposita o valor da mesada desde que começou a receber para comprar um carro para si  falo, olhando para a tela ainda descrente e então olho para %Tiffanny%, que se endireita e cruza os braços. — Ela conhece a mãe que tem. Sorrio.
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  — E conhece muito bem. — A ouço falar séria. — %Marina% não irá comprar este carro, John.
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  — Ela faz o que ela quiser com o dinheiro dela, amor.
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  %Tiffanny% olha novamente para a tela.
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  — Ela não conseguirá comprar um carro por quase 8 mil dólares.
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  — Querida, você sabe que não vou negar ajuda à ela no pagamento, se ela me pedir.
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  — John O'Callaghan!
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  — Ela está fazendo por merecer, %Tiffanny% O'Callaghan! — A imito e ela revira os olhos. — Se Patrick fizesse o mesmo, já teríamos comprado o carro dele, já que ele teria 1.200 dólares a mais na conta.
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  — Você sabe minha opinião sobre mulheres no volante, ainda mais %Marina%.
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  — Você não quer nem dar uma chance para ela! Pat não é tão lento quanto pensa que é no volante e você sabe disso. Quem garante que %Marina% será apimentada?
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  — John, você conhece nossa filha e seu temperamento!
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  — Por achar que a conhecia, nunca imaginei que ela estivesse guardando dinheiro para conseguir o próprio carro. Sabe o quanto isso significa para o caráter dela? Você não está surpresa? Orgulhosa? Se nós juntarmos a poupança de faculdade dela, daria mais de 30 mil dólares!
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  — Nós iremos usar a poupança da faculdade dela para o casamento dela, John! — %Tiffanny% coloca as mãos na cintura. Reviro os olhos.
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  — %Tiffanny%, ela acabou de entrar na faculdade, quer parar de falar em casamento? – fecho os olhos, emburrado. Pensar em sua menina se casando com apenas 18 anos é um martírio para qualquer pai. – Além disso, um carro agora é bem mais importante do que um casamento em que nem o noivo ela sabe quem é! — Eu odiava quando ela começava com o papo de casamento da %Marina%. Quando era sobre o Patrick, ai de quem iniciasse a conversa. Para %Tiffanny%, só de pensar em ver seu filho ser tirado de si por uma garota era motivo de enxaqueca.
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  — Não quero saber, John. %Marina% não comprará o carro!
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  — Ela faz o que quiser com o dinheiro dela, %Tiffanny%.
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  — Você podia ao menos concordar comigo e me ajudar!
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  — Se fôssemos mais compreensíveis com ela, nós pelo menos estaríamos sabendo do fato de que ela junta dinheiro para um carro!
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  Toc Toc
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  Olhamos os dois para a porta do meu escritório e Pat aparece:
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  — Pai, a gasolina do carro está acabando, quer que eu encha?
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  Pego minha carteira e tiro outra nota de 50, lá se vão 100 dólares e o final de semana mal começou.
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  — Dá o suficiente para o tanque do final de semana — falo e ele concorda com a cabeça.
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  — Valeu pai. ‘Tamo saindo.
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  — Cuide bem de sua irmã, filho. — %Tiffanny% beija sua testa e ele olha sério para a mãe. É claro que nós sabíamos que os dois não ficariam no mesmo lugar, mas %Tiffanny% gostava de fazer essa cena na minha frente, para quando eu jogasse em nossa conversa que ela não dá atenção à nossa filha, ela resgate esses meros momentos de atenção. — Sem discussão. — Ela o empurra para a porta de leve e ao vê-lo fechar a porta, se vira para mim séria. — Não quero mais falar sobre esse assunto, John O'Callaghan. Se for para comprar um carro, será para Patrick. Não é justo %Marina% receber um antes dele.
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  — Se ele ao menos juntasse dinheiro... Sabe, %Tiffanny%, está na hora desse garoto começar a trabalhar.
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  — Ele ainda está no segundo ano da faculdade...
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  — Deixe-me lembrar quando eu comecei a trabalhar...
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  — Ele não é você, John! Aceite isso! As coisas mudaram, graças a Deus você recebe bem e eu também, e nossos filhos não precisam sofrer o que nós sofremos! Agora, pare de compará-los conosco!
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  — Então pare de mimá-los. Deixe eles conseguirem algo por si mesmos! Não somos eternos, %Tiffanny%, eles têm que aprender que têm de se virar. %Marina% já tem um terço de caminho andado.
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  A vejo então respirar fundo.
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  — Você sempre a protege.
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  — Da mesma maneira que você protege Pat.
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  Silêncio. Ela coloca as mãos na cintura. Passa os dedos pelo rosto e suspira.
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  — Vou preparar o jantar  finaliza a conversa, seguindo para fora do escritório e me deixando sozinho. Solto o ar e fecho os olhos, encostando na minha cadeira. %Tiffanny% era o poço de teimosia e eu acho que em toda nossa vida juntos, eu apenas a convenci uma única vez de fazer algo da minha maneira: Mudar a cor padrão do nosso casamento.
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