As Mulheres Da Vida de John O’Callaghan

Escrita porNatashia Kitamura
Revisada por Natashia Kitamura

Capítulo 19

Tempo estimado de leitura: 15 minutos

  %Tiffanny% ainda estava exausta, então disse que eu levaria as crianças ao hospital e ela deveria ficar em casa deitada. Demorou um pouco para ela aceitar, já que estávamos lidando com o filhinho dela, mas assim que Patrick berrou que não queria a companhia dela, ela lhe deu as costas e subiu as escadas emburrada.
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  Chegamos no hospital e não demoramos muito a sermos atendidos. Patrick ficou andando de um lado para o outro nervoso. Fui até a cafeteria e comprei um leite quente para ele, já que se ele tomasse café, apostaria que explodiria. Experiência própria.
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  Quando voltei, %Marina%, %Caroline% e Brock estavam lá com Patrick conversando, nervosos. Os quatro me olham e respiro fundo, entregando o copo de isopor para Pat:
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  — Vou buscar mais bebidas.
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  — Eu estou bem assim, pai — %Marina% diz e é acompanhada de Kennedy e %Caroline%, coloco as mãos no bolso e me sento calado no banco, abrindo o jornal que havia comprado na cafeteria. Obviamente eu não pude deixar de ouvir a conversa deles, isso não queria dizer que eu estava prestando atenção:
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  — Ela andava com uns movimentos mais lerdos faz um tempo — %Caroline% dizia. — Lá em casa ela ficava olhando para o nada, achei que estava pensando sobre toda a situação que está passando com os pais, não que estivesse drogada.
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  — Queria saber com quem ela andou para conseguir isso, sério. — Minha filha parecia tão aborrecida quanto meu garoto. — Ela passou praticamente o tempo todo com a gente!
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  — Acho que não tem outra maneira de descobrir, a não ser esperar — Kennedy diz sério, ouço todos concordarem.
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  Demorou cerca de uma hora até Adam se aproximar com as mãos no bolso. Me levanto e vejo os quatro se aproximarem curiosos:
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  — É uma nova droga que estão distribuindo por aí. Um tipo de mistura de cocaína com crack.
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  — E como ela irá ficar?
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  — Estamos a desintoxicando, então é provável que ela fique boa.
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  — Provável? — Ouço a voz de meu filho.
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  — A desintoxicação não é uma coisa fácil de se passar — o médico diz. — É um processo lento e dolorido, mas assim que ela sair, vai se sentir bem melhor.
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  Vejo Pat deixar seus ombros caírem e então passar a mão no rosto.
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  — E os pais dela? — Ouço Adam perguntar, todos enrolam para responder, então resolvo dar minha voz:
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  — Eles não estão passando por uma boa fase. — Mando um olhar para Adam, de que não era a melhor hora para falarmos sobre o pai da garota.
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  — Entendo. Posso lhe colocar como responsável dela então, John?
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  — Claro. Quanto tempo ela terá de ficar aqui?
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  — Ah, pelo menos mais três dias. — Ele coloca as mãos no bolso de seu jaleco. — Há um grande número de toxinas dentro dela, mais um pouco e ela entrava em overdose.
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  — Mas... ela não ingeriu só um pouco? — Ouvimos Pat dizer confuso.
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  — A quantidade não remete no efeito que a droga trás. — Adam o olha paciente. – Aparentemente, esta é excepcionalmente forte. Uma pequena dose traz um efeito relativo a um viciado usando êxtase por quatro meses sem parar. Ela não usou pouco. Uma desintoxicação normal, para um viciado desta droga, demora cerca de no máximo um dia. Três dias é o que dou para ela estar limpa.
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  — Meu Deus... — %Caroline% coloca as mãos na boca. — Mas ela nem parecia estar drogada!
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  Resolvi não dizer nada. Obviamente nunca pensei que %Natalie% fosse utilizar essas coisas, mas ela nunca fora a garota mais sensata e forte do mundo.
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  — Como ocorre a desintoxicação?
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  Olhamos para Brock. Ele parecia o único que não levava a situação emocionalmente, com razão, a garota era apenas a melhor amiga da namorada. Me deixava um tanto tranquilo que um deles estivesse sã o suficiente para fazer perguntas objetivas.
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  — É um processo lento. — Adam se vira para os quatro. — Colocamos uma espécie de fino cano em ambos os braços de %Natalie%. Enquanto um retira o sangue do corpo, filtrando-o e então mandando para o outro cano, que o devolverá limpo para o corpo.
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  — Mas como irá limpar tudo se o sangue limpo irá se misturar com o cheio de droga? — %Marina% aparece.
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  — É por isso que é um processo lento — Adam responde. — Como o teor de toxina é alto, até termos certeza de que ela está completamente limpa, não podemos parar a filtração.
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  Parecia então que os quatro não haviam mais dúvidas para tirar, a não ser Pat, que alguns minutos depois, perguntou se poderia ver a garota:
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  — Esperamos abrir o horário para visitas a partir de amanhã. Ela não irá acordar até o fim da tarde, sinto muito Patrick.
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  O vi deixar seus ombros caírem desanimados mais uma vez e concordar com a cabeça.
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  — Acho então melhor voltarmos para casa, já é madrugada e sua mãe deve estar um cão esperando acordada — falo indo até Adam e me despedindo dele com um aperto de mão. — Obrigado por mais essa.
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  — Não há de quê, John. Acho que você deveria chamar os pais aqui.
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  — Acho melhor esperar a recuperação da menina, a situação é mesmo muito ruim.
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  — Entendo.
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  — John — Adam me chamou quando os quatro já estavam à frente. Recuo alguns passos. — Essa menina terá de ir à uma psicóloga. — Concordo com a cabeça. — E acho que seria melhor se ela ficasse em um lugar longe dos pais, já que essa foi a razão do início do ataque dela.
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  Me mantenho calado com um único pensamento: %Natalie% é a nova namorada não oficial de Patrick, que é o queridinho de %Tiffanny%. %Natalie% ficando em casa até o provavelmente o final das férias de verão das crianças, que irá acontecer só daqui a um mês.
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  — Claro. — Sorrio. — Ela ficará lá em casa.
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  Conclusão: %Tiffanny% de volta ao tempo da TPM, só que sete vezes pior.
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  Ao chegarem em casa depois de terem deixado %Caroline% em sua casa, encontraram imediatamente com %Tiffanny% terminando de preparar o jantar.
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  — Achei que estava descansando, mãe. — Patrick foi direto paparicar sua mãe, pois sabia o que viria pela frente. Nós havíamos conversado sobre o assunto no carro.
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  — Alguém tinha de preparar o jantar.
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  — Papai é rico e temos delivery de várias coisas. — %Marina% aponta para a gaveta de folders de restaurantes e eu levanto a sobrancelha.
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  — Papai era rico até filhinha querer morar fora de casa e filhinho querer um carro. — Tiro meu casaco e vou até minha mulher, depositando um beijo em seus lábios. — Quer que eu termine com isso?
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  — Só coloque a comida que está no forno na mesa. Patrick, pode pegar bebidas? %Marina%, coloque os pratos, sim?
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  — Claro, mãe — os dois dizem uníssonos, o que me fez fechar os olhos e %Tiffanny% parar de mexer nos legumes que cozinhava. Respiro fundo e quando abro os olhos, a vejo me encarando.
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  — O que querem?
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  Patrick e %Marina% nada dizem, me encaram e Kennedy finge que nada ouviu, indo e voltando do armário dos copos e pratos.
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  — Vocês podem me explicar o que está acontecendo?
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  — Por que diz isso, mãe? — %Marina% adora disfarçar, mas ela não conhece a mãe que tem tanto quanto o cara com quem essa mulher se casou. %Tiffanny% não era fácil de se enganar.
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  — Vocês todos me tratando bem, fazendo o que eu peço sem cara feia e na hora... Isso só acontece quando... John Cornelius O'Callaghan, o Quinto, pode parando onde está! — Mas que merda, eu estava quase fora do espaço de visão dela. Me virei e coloquei as mãos no bolso da calça, encostando no batente. — Você é o mentor desse plano que estão fazendo?
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  — E desde quando eu crio planos com seus filhos, %Tiffanny%? Por Deus, mulher!
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  — E aquilo no meu aniversário ano passado foi o quê?
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  — Aquilo foi uma demonstração de amor, isso o que está acontecendo agora, você acha que é algo ruim.
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  — E é algo ruim?
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  — Claro que não, mãe. — Patrick, ingênuo como o pai. De todos os defeitos que eu tenho, ele foi pegar justo esse.
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  — Então há algo.
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  Vejo %Marina% dar um soco no irmão e respiro fundo, desencostando de onde estava e indo até minha doce mulher.
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  — %Natalie% não está em boas situações, %Tiff%. — Pego a colher de sua mão, ela geralmente usava as coisas que segurava para tacar em mim quando discutimos muito feio e eu não queria correr riscos. — Adam disse que seria melhor se ela ficasse longe dos pais até melhorar.
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  — Por que ela não fica no hospital?
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  — Mãe! — Patrick diz indignado. — É minha namorada!
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  — DESDE QUANDO? — Caramba, essa ingenuidade dele passou da cota. Ele não se toca que eu estava tentando afofar a base para então nós saltarmos do precipício? Mas não, ele retira o que eu coloquei e além de se jogar, antes empurra a todos nós.
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  — Mãe, eu falei pra senhora!
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  — Não falou, não! Você disse que não estava namorando ela, porque ela estava com problemas!
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  — Mas nós estávamos juntos!
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  — Patrick John Kirch, você estava tendo um relacionamento escondido da sua mãe? — Ela coloca as mãos na cintura e então olha para mim. — E você sabia disso?
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  — Claro que não.
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  — E agora vocês querem que a namorada do meu filho venha dormir no mesmo teto que ele?
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  — Tecnicamente, mãe, ela vai dormir no mesmo teto que eu — %Marina% diz. — Poxa, mamys, a %Naty% quase morreu.
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  — Que culpa eu tenho dos pais dela não se controlarem? Agora, eu tenho que pagar por algo que dois adultos fazem?
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  — %Tiffanny%, você está começando a falar besteiras — digo sério e ela percebe que eu estava certo. Suspira e coloca as mãos na cintura.
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  — Não é que eu não a queira aqui. — Ela levanta uma mão e nenhum de nós se atreve a dizer nada. — É só que estou cansada. E mais pessoas significa mais trabalho. Mas o que posso fazer, ela não pode ficar na rua.
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  — Ela não vai atrapalhar, mãe — Pat diz receoso. A vejo levantar o olhar para nosso filho e seus olhos brilharem. Deixe-me ver o que ela pensava, hum... Estou perdendo meu filhinho. Mulheres, tão previsíveis.
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  — Eu sei, eu sei. É uma boa garota. — Funga e retira o avental. — Acho que vou me deitar.
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  — Eu te acompanho — Pat diz rapidamente e me olha.
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  — O quê? Sua mãe sai, seu pai quem vira a dona da casa. — Pego o avental de %Tiffanny% e coloco em mim, a fazendo rir junto com todos. — Vamos, vamos, mesa pronta! — Aponto para %Marina% e Kennedy, que rapidamente voltam a terminar de arrumar o que Brock havia praticamente terminado. Patrick acompanhou a mãe até nosso quarto, os dois provavelmente iriam conversar um pouco sobre o assunto. Seria uma boa, assim quem sabe eu desse sorte e ela não quisesse comentar sobre isso comigo.
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  Mas nem sempre conseguimos o que queremos nessa vida. Ao terminar de arrumar toda a cozinha — diga-se mandar os três arrumarem tudo — subi para o quarto para um banho. E lá estava ela deitada no escuro. Eu sabia que estava acordada. %Tiffanny% não conseguia dormir com a cortina aberta, ela se perturbava com a claridade e tinha um sono extremamente leve. Desisto do banho e sigo até nossa cama depois que coloquei o pijama e me deitei em seu lado, a puxando para mim e depositando um beijo em seu ombro.
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  — Daqui a pouco ele estará dizendo que quer pedi-la em casamento. — Sua voz estava embargada. Sorrio. Eu gostava dela vulnerável com relação a nossos filhos. Era uma das poucas vezes que a via vulnerável. Era uma mulher de personalidade, me entendem.
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  — Não apresse as coisas, %Tiff%. Eles mal estão juntos.
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  — Oras, John! — Ela se vira para mim e funga. — Você sabe como são esses jovens e Pat! Ele se apaixona muito fácil, se lembra de Melissa, no sexto ano?
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  — %Tiffanny%, acho que Patrick está grande o suficiente para ter uma vida amorosa.
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  Eu sabia que ela concordava comigo. E ela deveria estar puta da vida consigo mesma por pensar isso. Mas uma coisa que %Tiffanny% não fazia, era se iludir. Por mais que a realidade doa, ela prefere sentir a dor a vivenciar uma mentira. Se aninhou mais em meus braços.
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  — Vai chegar um dia em que ficaremos sozinhos novamente...
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  — Como se fosse ruim — murmuro e ela sorri.
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  — Você me entende...
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  — %Tiff%. Patrick e %Marina% são os filhos mais dependentes dos pais que já conheci e não sei se fico feliz ou triste por isso. Tenho certeza absoluta de que eles só sairão de casa quando se casarem. E depois do casamento dos filhos, vem os netos. A casa não vai ficar vazia por tanto tempo.
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  Rimos e ela encara meus olhos.
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  — Somos tão bobos, não é? Eles mal começaram um relacionamento e quem pensa no casamento e nos filhos deles somos nós.
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  — Bom, eu posso dar a desculpa que você quem começou e você pode dar a desculpa das emoções femininas à flor da pele.
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  Ela ri e me beija.
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  Eu e %Tiffanny% podíamos brigar o quanto quisermos, mas no final do dia, nós dois estávamos sempre juntos em nossa cama, trocando carícias como um casal recém-casado.
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