As Mulheres Da Vida de John O’Callaghan

Escrita porNatashia Kitamura
Revisada por Natashia Kitamura

Capítulo 13

Tempo estimado de leitura: 11 minutos

  — Sabe, eu acho que tem algo errado aqui — Pat dizia na hora do almoço. Olhamos todos para ele. — Mamãe serve o papai e hoje está incrivelmente mais melosa com ele. O que é uma boa coisa, acho eu. — %Tiffanny% me olha sorrindo e eu rio. — %Marina% e Kennedy estão namorando oficialmente e ela está mais melosa que mel. E o Pat? Como ele fica nessa história toda?
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  — Ah, meu maninho tá carenteee. — %Marina% se levanta e vai até o folgado de Patrick, o abraçando.
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  — Dá seu prato pra mamãe, filho, vou fazer o melhor de todos. — %Tiffanny% sai de meu lado e vai para o garoto que sorri.
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  — Agora sim.
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  — Agora sim nada, moleque. Devolve a minha mulher e vai arranjar a sua. — Puxo %Tiffanny% pelo avental.
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  — John! Pare de querer trazer garotas para meu bebê. — %Tiffanny% abraça o filho que sorri e concorda com a cabeça. — A mamãe é suficiente para ele.
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  — É sim — ele responde e eu reviro os olhos.
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Ding Dong
  — Ah, deve ser a %Naty%. — Ele se solta de %Tiffanny% e corre até a porta. Sorrio.
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  — Foi mais rápido do que eu imaginava – digo entre risos para %Tiffanny%, que fecha a cara e vê %Natalie% entrar na cozinha.
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  — Boa tarde. — Ouço sua voz baixa. Nos viramos para ela.
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  — Mas que coisa, %Natalie%, você chegou bem na hora do almoço! — falo sorrindo e a vejo abrir um pequeno sorriso. — Sente-se!
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  — Obrigada — ela diz timidamente.
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  — Está de regime, querida? — %Tiffanny% volta com prato e talheres para ela.
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  — Não senhora.
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  — Parece que emagreceu.
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  — Por que será... — Ouço %Marina% cantarolar baixo. — Deixe-me adivinhar: Você não quer almoçar.
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  %Natalie% sorri sem graça.
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  — Ela vai comer um pouco, não é %Naty%? — Pat sorri para a garota que assente com a cabeça. — Viu? %Marina% — ele fala significativamente para a irmã, que fecha a cara.
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  No final das contas, %Natalie% não comera nada. Colocara uma ou duas garfadas na boca, mas quando viu que todos haviam finalizado, juntou os talheres indicado que também havia terminado.
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  — Você nem tocou na comida, querida — %Tiffanny% diz preocupada.
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  — Eu já havia almoçado em casa, senhora O'Callaghan.
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  — Achei que estava no trabalho — %Marina% diz e %Natalie% diminui o sorriso desconfortável. — Você não precisa mentir aqui também, %Natalie%.
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  — %Marina%! — %Tiffanny% fala, vendo-a bufar.
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  — Tudo bem — %Natalie% diz sem graça. — Eu... Bom, desculpe a desfeita senhora O'Callaghan.
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  — Não faz mal querida.
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  — %Naty%, por que você não vai indo pro carro enquanto eu pego um casaco? — Pat diz sorrindo para a garota que concorda com a cabeça e se despede de todos, menos %Marina%, que lhe virara a cara. — Qual é o seu problema?
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  — O quê?
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  — Caramba, mais amiga não podia ser. — O vejo dizer, irônico. Ela revira os olhos.
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  — Você não foi muito gentil com a sua amiga, %Marina% — %Tiffanny% diz calma tirando a mesa com a ajuda de Kennedy.
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  — Acontece mãe, que a minha amiga está mentindo para mim — ela diz séria. — Fala uma coisa, mas faz outra!
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  — Os pais dela estão se divorciando sua idiota! — Pat diz sério e %Marina% se cala. Viro meu rosto para ele.
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  — Ela não me cont...
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  — Por que será? Talvez porque você esteja sendo uma amiga idiota? — ele fala rispidamente.
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  — Patrick — chamo sua atenção.
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  — Pai, o senhor viu o jeito que ela tratou %Natalie%. Ela está depressiva, entendeu? Depressiva! — Ele se vira para %Marina%, que estava boquiaberta.
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  — Não acredito que eles estão se separando, pareciam um casal tão feliz. — %Tiffanny% coloca as mãos na cintura.
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  — A mãe dela estava traindo o pai dela — Pat diz olhando para fora, provavelmente verificando se a menina estava por perto. — Não param de brigar, por isso %Natalie% não volta para casa. — Ele olha para %Marina%. — Eles a estão colocando no meio da briga.
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  — Isso é um absurdo — %Tiffanny% diz indignada. — Não se pode colocar uma criança assim numa discussão!
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  Vemos Patrick apontar para fora exasperado e %Marina% suspirar.
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  — Eu vou...
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  — Você não vai nada — ele a corta. — Vou levá-la até algum lugar e fazê-la comer. — E pega o casaco que estava na entrada, saindo.
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  Olhamos em direção à %Marina%, que bufa:
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  — Sem sermões, estou com peso na consciência demais. — E se levanta, saindo da cozinha.
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  — Hum... Com licença. — Kennedy se levanta e corre atrás dela. Suspiro e junto os pratos.
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  — Eu fico pensando... — Ai não. %Tiffanny% quando começa a frase assim, quer dizer que está insegura e precisa desabafar. Tento ignorar e continuo juntando os pratos, enfim me levantando e seguindo para a bancada onde se localizava a pia. — Será que as nossas crianças ficaram dessa maneira enquanto nós estávamos brigados?
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  Nada respondo. Empilho os pratos e talheres dentro da pia.
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  — John. Estou falando com você. — Mas que droga. Suspiro e a olho:
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  — Claro que não, %Tiff%. Você acha mesmo que Pat ou %Mary% iriam deixar de comer? É mais fácil fazerem um voto do silêncio ou de estudar, mas parar de comer é bem difícil. — Volto a atenção para a pia, pegando o chuveirinho e enxaguando toda a louça, enquanto ouço sua risada.
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Ding Dong

  Ouço do meu escritório. Férias de julho quando o senhor Brock não estava no escritório fazia com que eu e Jared trabalhássemos em casa. Ainda mais com o filho do chefe ficando na minha residência. Era uma desculpa a mais. A outra (desculpa) seria que eu teria que manter os olhos nele e na minha filha, uma vez que eles estavam num relacionamento.
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Ding dong, ding dong
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  Suspiro e olho para a porta do meu escritório. Será que ninguém iria atender? Volto a olhar para o computador e então ouço mais uma vez a bendita campainha soar. Levanto e sigo até a porta, olhando para os lados para me certificar de que ninguém viria atender. Olho no olho mágico e vejo %Any% com as mãos na cintura, batendo o pé no chão, como se estivesse ansiosa. Abro a porta:
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  — Até que enfim! — Ela abre os braços e bate-as nas pernas. — %Tiff% está aí?
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  — Não sei, se for, será lá em cima, estou trabalhando.
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  Não a ouvi dizer mais nada e subira correndo as escadas, me deixando parado boquiaberto na porta. Quando estava para fechar, ouço o barulho da porta da cozinha se abrindo e então fechando.
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  — Ah, pai, que bom que está aí, posso falar com o senhor? — Ouço a voz de Patrick e o olho. Concordo com a cabeça e sigo para o escritório. — Então. Eu queria saber se a %Naty% não pode passar uns dias aqui em casa. É que ontem os pais dela deram um surto e a mãe dela resolveu ir dormir no nosso apê, sabe? Acontece que a %Natalie% não aguenta mais ouvir a mãe dela falar mal do pai dela e blábláblá... O senhor entende, né?
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  — Patrick. Você...
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  — Eu sei pai, mas o senhor tem que ver o estado dela. Mesmo que eu não... Bom. Mesmo que eu não gostasse dela... Ah pai, me ajuda vai!
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  — Certo, certo. Mas é bom que você deixe-a conversar com a sua irmã. Patrick — chamo sua atenção quando ele abre a boca para reclamar. — Elas são amigas e devem se entender. Certo? %Marina% não vai fazer nada que machuque a amiga sabendo da situação dela. Você sabe disso.
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  — Ta, ta... Valeu pai.
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  — E ou ela dorme com %Marina%, ou você peça para Kennedy mudar para o seu quarto, que %Natalie% dormirá no de hóspedes — falo antes que ele saísse do escritório. Pela sua reação, meu filho estava dando uma de esperto para cima de mim. Mas eu estava salvando a vida dele e de %Natalie%, se ele quisesse saber. %Tiffanny% cometeria um assassinato caso soubesse que os dois estariam dormindo juntos. E ainda mais de baixo do mesmo teto que ela.
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  — Ta bem. — E sai do escritório.
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  — AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!! — Ouço alguns minutos depois no andar de cima, o grito de %Tiffanny%, me fazendo levantar correndo e subir as escadas ainda mais rápido e entrando em meu quarto à procura de algum inseto, ladrão ou TV ligada. Nada. Vejo ela e %Any% sentadas na minha cama sorrindo e se abraçando.
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  — Querem me matar do coração? — falo tentando diminuir meus batimentos cardíacos.
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  — Amor, venha cá! Ouça bem a novidade que a sua irmã tem! — %Tiffanny% se levanta, fechando a porta atrás de mim e me fazendo sentar na cama. Olho para minha irmã, que me olha nervosa.
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  — Eu não vou para Massashuts — falo rapidamente, fazendo as duas bufarem e revirarem os olhos.
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  — Não tem nada a ver com isso — minha mulher diz impaciente. — Anda logo, %Any%! Conta!
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  — Tudo bem... — Ela se mexe em minha frente. — Eu estou grávida.
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  Abro a boca. Olho para sua barriga. Não era como se o filho fosse meu, mas a mãe é a minha irmã menor. A caçulinha que precisava ser protegida. As duas me olhavam ansiosas e tudo o que eu fiz foi pegar o telefone, digitar um número e esperar ser atendido:
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  — Alô?
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  — DESDE QUANDO VOCÊ SABE QUE VAI SER PAI E NÃO ME AVISA? — berro para Jared.
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