As Mulheres Da Vida de John O’Callaghan

Escrita porNatashia Kitamura
Revisada por Natashia Kitamura

Capítulo 12

Tempo estimado de leitura: 12 minutos

  No dia seguinte voltei para casa apenas de noite, depois do trabalho.
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  — Achei que ia ficar na tia %Any% de novo — %Marina% diz me dando um abraço. Beijo-lhe o topo da cabeça e sorrio para Pat e Kennedy.
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  — Não, eu só precisava conversar com alguém. Tudo bem?
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  — Normal — Pat responde. — Tirando o fato que mamãe está lá em cima e não desceu o dia inteiro.
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  — Ela comeu algo? — Fico mais sério e os dois negam com a cabeça. — Bom, preparem algo para ela e levem lá pra cima, tudo bem?
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  — O senhor não vai falar com ela? — %Marina% me olha curiosa.
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  Hesito em responder. Olho para suas expressões ansiosas e decido responder:
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  — Vou... — Sorrio. — Claro que vou. — E sigo para as escadas. Fecho os olhos respirando fundo e contando até dez. Entro em nosso quarto, que estava escuro. Ando um pouco e tropeço em algo, pisando em outra coisa logo em seguida. Suspiro mais uma vez e acendo a luz. Arregalo os olhos ao ver diversas coisas quebradas e jogadas espalhadas pelo quarto.
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  Sigo apressado até meu closet e vejo que tudo ali estava exatamente da maneira que eu havia deixado na noite anterior. Corro até o de %Tiffanny% e a vejo sentada em cima das pernas e os braços apoiados na poltrona que havia dentro dela. Estava dormindo. Suspiro e sigo até ela, arrumando seus cabelos que estavam bagunçados e então a pego no colo, a levando para a cama e a deitando em seu lado, a cobrindo em seguida.
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  Encaro seu rosto sereno adormecido e sorrio. Acaricio-o e beijo sua bochecha, pegando as coisas que estavam no caminho e as empurrando para o canto. Saio do quarto e vejo Pat com uma bandeja.
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  — Mais tarde — falo e ele me olha confuso. — Ela está descansando.
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  — Ela tá bem?
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  — Um pouco estressada, mas vai melhorar. Vamos lá para baixo — falo e ele me acompanha.
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  — Pai?
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  — Hm.
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  — Vocês dois não vão... Hm...
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  — Não. — Sorrio para ele que então sorri aliviado. — É só uma situação nova.
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  — Ah... Ufa. Tudo bem.
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  Descemos as escadas e ao entrarmos na sala para seguir até a cozinha, vemos %Marina% e Kennedy, hm, fazendo o que eu não gostaria nunca de ver minha filha fazendo. Limpo minha garganta e os dois rapidamente se separam vermelhos.
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  — Pai! — ela murmura assustada e ouço Pat dar uma risada, seguindo para a cozinha cantarolando.
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  — Aproveitando a estadia, Brock? — Olho para Kennedy que abre a boca e nada sai. — Talvez seja necessário uma conversa em escritório, sim? %Marina%, prepare algo para o jantar.
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  Ela rapidamente concorda com a cabeça, correndo para a cozinha e eu caminho até meu escritório com Kennedy atrás.
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  — Sente-se — digo dando a volta em minha mesa, o vendo fechar a porta e caminhar até a poltrona a minha frente. Ficamos calados. Ele olhava para as mãos nervoso e eu o encarava calmo. — Então...
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  — Olha senhor O'Callaghan, me desculpe desrespeitá-lo assim na casa do senhor, não era mesmo a intenção...
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  — Você gosta dela? — o corto. Eu não sou bom com pessoas implorando perdão aos meus pés. Gosto de ir direto ao assunto e cortar o mal pela raiz. Além do mais, eu consigo ser mais malvado quando não tenho um peso na consciência pela pessoa que dramatizou na minha frente. Tendo a ter o coração fraco, como minha família vem sabe. Ele arregala os olhos assustados e limpa a garganta, passando a mão na nuca.
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  — E-eu... — e pausa. Suspira. — Bom. Sim.
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  — Não me pareceu muito convincente — falo pegando uma caneta e mexendo nela. — Pode ser sincero comigo, Brock, não irei julgá-lo pelas suas atitudes à pouco. A não ser que você não esteja sendo sincero nas suas palavras.
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  Ele fica mais um tempo calado e então se mexe na cadeira.
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  — Tudo bem... Eu gosto muito dela. — Ele olhava para os papéis em minha mesa. — Desde o colégio. E... Bem, eu estava tentando me aproximar...
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  — E suas intenções? – perguntei, depois de aguardá-lo terminar a sentença, mas não vir nada.
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  — As melhores, sempre! — Desta vez ele respondeu até rápido demais. — Eu não sou de ciscar por aí. — Ciscar? Mas no que diabos esses adolescentes estão se tornando? Galos e galinhas? – Sou homem de uma mulher só, senhor O’Callaghan. — Levanta a mão.
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  — Isso é bom. — Balanço a cabeça. — Muito bom. Só vou lhe pedir duas coisas, Brock. – Faço o número com os dedos e ele se mexe novamente me dando a maior atenção que conseguia. — Se a machucar, vou me esquecer que é filho de meu chefe. — Ele concorda com a cabeça. — Dentro da minha casa, procurem se controlar. Nenhum pai gosta de ver a filha na situação que vi há pouco.
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  — Sim senhor, não vai mais acontecer.
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  — Ótimo. Foi uma ótima conversa. — Sorrio e ligo meu computador.
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  — Hm, senhor O'Callaghan? — Desvio meu olhar de volta para ele. — Eu tenho permissão... De... Hm. — Ele olha para o lado e volta a olhar para mim. — Eu posso pedir %Marina% em namoro?
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  Pauso. %Marina%, minha menina. Ele queria namorá-la. Olho para a foto da família em minha mesa. Quando os dois ainda eram crianças de verdade e o único homem que ela se importava, era eu.
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  "Nós não criamos filhos para nós, John. Criamos para o mundo." Lembro-me de %Tiffanny% falando. Limpo minha garganta:
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  — Se tem certeza disso e tem certeza de que não a fará triste, tem minha permissão.
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  O vejo então abrir um sorriso e se levantar.
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  — Obrigado senhor O'Callaghan”
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  Balanço a cabeça e o vejo sair da sala. Fecho os olhos.
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  — Minha filha num relacionamento — resmungo. – É muita coisa para uma simples férias de verão.
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  — Pai. O jantar está na mesa. — %Marina% bate na porta e eu murmuro um ‘ok’ enquanto terminava de analisar o perfil de um dos meus clientes. — Escuta, pai... Sobre eu e Kennedy...
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  Paro e a olho sério. Ela mexe as mãos.
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  — Ahm... É só que... Ele me pediu em namoro.
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  — Eu sei.
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  — Sabe? — Ela arregala os olhos. Concordo com a cabeça.
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  — Ele me pediu permissão. — E desligo o monitor, seguindo até a cozinha. Demorou alguns minutos para %Marina% aparecer atrás de mim sorrindo.
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  O jantar foi um tanto quanto agradável. Pat era o que mais falava. Os três ficaram de arrumar a cozinha enquanto eu subia com a bandeja e o jantar para %Tiffanny%. Abro a porta do quarto lentamente e a vejo acordada assistindo à TV. Desvia seu olhar para mim e então volta a olhar para TV.
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  — Trouxe algo para comer. — Coloco a bandeja apoiada na cama. Ela olha para a comida. — Não fui eu quem preparei.
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  — %Marina%? — ela pergunta receosa.
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  — Patrick.
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  — Obrigada. — E pega a bandeja e coloca em sua frente. — Eu... — diz quando eu sigo para o banheiro. Paro e a olho. — Podemos conversar? Quando sair do banho?
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  — Claro — falo calmo e fecho a porta do banheiro.
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  Tentei não demorar tanto quanto demoro. Segui para o closet e vi que ela já havia terminado o jantar.
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  — %Marina% e Kennedy estão namorando — falo lá de dentro.
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  — Como?
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  — %Marina%. E Brock. — Coloco uma camiseta qualquer e sigo até ela em nossa cama. — Começaram a namorar.
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  — Você falou...
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  — Falei — a corto. Ela então olha para o edredom. — Mas sobre você-sabe-o-quê...
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  — Tudo bem — ela me corta. Sorri. — Você até que está aceitando bem.
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  — Ele é um bom garoto. E tem um bom futuro. Além disso, eu posso ter uma esperança de uma promoção no futuro.
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  — Este é o momento em que eu digo "não lhe falei?".
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  Sorrio.
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  — Não vai demorar muito para Pat encontrar uma namorada também.
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  — Não vamos falar sobre mais uma mulher nessa família. — Ela fecha a cara e eu sorrio. Ficamos calados e ela suspira. — Olha, me desculpe. — Ela se vira para mim e eu retiro a bandeja de cima dela. — Obrigada. — Sorrio e coloco-o na cadeira ao lado do criado mudo. — Eu só encontrei com Garrett porque... Não sei, ele era a única pessoa que eu conhecia que não conversa com você para conversar sobre nós.
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  Me mantenho calado.
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  — Eu não te traí, John, palavra de quem ama o marido e a família que tem — ela diz desconcertada. — Eu só estava nervosa e não queria que opinassem na minha vida. E sei que %Any% e Jared fariam isso.
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  — Fariam mesmo. — Faço uma careta e ela sorri.
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  — Você foi até eles, não foi?
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  — É... Fui.
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  — E eles estão nervosos comigo também.
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  — Um pouco.
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  Ela concorda com a cabeça.
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  — Eu amo você — ela diz chorosa. — Eu amo nossos filhos, amo nossa família. Eu só... Não sei por que tive toda essa crise, só queria te fazer sofrer por duvidar de mim.
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  — Eu sofri o bastante acho. Podemos parar com isso?
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  — Já parei. — Ela sorri, engatinhando até mim. — Me desculpa amor, de verdade.
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  — Tudo bem. E me desculpe duvidar de você.
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  — Certo. — Ela sorri e eu acaricio seu rosto. — Sem mais brigas?
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  — Você está muito bipolar — falo e ela ri. — Acho melhor você ir no médico.
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  — Eu não estou doente, John. — Eu concordo.
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  — Eu sei, eu sei. Mas é que em toda a nossa vida juntos, você só ficou bipolar assim duas vezes. — A olho sério e ela então fica da mesma maneira que eu estava. — Na gravidez de Patrick e então na de %Marina%. – Conto nos dedos.
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  — Você acha que...
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  — Melhor marcamos um médico. — Sorrio e ela sorri concordando. — Vou ligar para sua ginecologista amanhã.
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  — Obrigada. — Ela me abraça e eu beijo sua cabeça. — Você é o melhor marido do mundo.
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  — Eu sei. — Ela ri.
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  — E... Bom. Temos de comprar um abajur novo. — E olha para o quebrado no chão. Sorrio.
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  — Sorte sua que eu sou rico — respondo irônico e ela ri mais ainda.
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