As Mulheres Da Vida de John O’Callaghan

Escrita porNatashia Kitamura
Revisada por Natashia Kitamura

Capítulo 10

Tempo estimado de leitura: 9 minutos

  — Senhor O'Callaghan? — Ouço a voz de Kennedy do lado de fora do meu escritório.
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  — Entre.
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  — Com licença — ele diz entrando e fechando a porta. — É que eu tenho uma dúvida.
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  — Pode perguntar.
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  — É sobre o trabalho. — Ele aponta para uma folha. Faço um movimento com a mão e ele me entrega tal folha. — Eu tenho certeza de que fiz as contas certas, mas não está dando um resultado positivo.
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  Analiso todo o trabalho.
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  — Talvez seja porque não é para dar um resultado positivo.
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  Ele me olha confuso.
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  — Nem sempre as contas saem de uma maneira favorável ao cliente, Kennedy. — Indico uma cadeira e ele se senta. — Às vezes temos de avisá-los que suas contas estão negativas e que eles devem entrar em contensão de despesas.
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  — Mas essa é a conta de um famoso, não tem como ele estar negativo.
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  — Aparentemente, tem. Famosos são os casos mais simples de contas negativas. Gastam mais do que podem, achando que têm o suficiente para tudo.
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  Ele pareceu então entender.
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  — Tenho uma outra dúvida.
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  Balanço a cabeça e volto a olhar os relatórios em cima de minha mesa. Ele se mexe desconfortável na cadeira.
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  — Por que %Marina% não gosta de mim?
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  O olho sério.
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  — Por que acha isso?
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  Ele levanta os ombros.
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  — Sei que eu não fui um bom colega de sala no colégio. Mas nós crescemos, certo? E ela parece ter uma ‘crica’ comigo e tudo o que eu faço ser algo que a atrapalha, mesmo eu não tendo a menor intenção disso ou tendo uma boa intenção.
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  Suspiro.
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  — %Marina% é uma pessoa difícil de se lidar, Brock...
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  — Kennedy.
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  — Kennedy — repito. — Quando ela coloca algo em sua cabeça, é um tanto quanto difícil de tirar.
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  — Entendo. — Ele encosta na cadeira derrotado.
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  — Converse com ela. Seriamente. Ela tem um bom coração e vai te ouvir.
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  — Certo. Obrigado, senhor O'Callaghan. — Entrego sua folha e ele sorri se levantando.
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  — Está gostando de sua estadia?
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  — Estou sim, obrigado. É uma família muito legal, a que o senhor tem.
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  — Onde está sua mãe? — pergunto ao sair mais tarde do escritório. — Está quase na hora do jantar. — Vejo os três sentados na sala assistindo a um filme.
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  — Saiu faz umas duas horas — Pat diz checando o relógio. — Disse que ia no supermercado.
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  — Supermercado? — Coloco as mãos na cintura. — Tudo bem, o que querem pra jantar?
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  — Comida chinesa.
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  — Eca, Pat. — %Marina% faz uma careta. — Pizza, pai.
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  — Certo, pizza. Deixa a chinesa para quando a senhorita enjoadinha não estiver em casa — falo para Pat que levanta os ombros. — Sabores?
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  — Marguerita — ela diz.
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  — Calabresa. — Pat a encara.
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  — Kennedy, tem alguma preferência?
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  — Não senhor. — Ele sorri. Assinto com a cabeça.
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  — Marguerita e calabresa, vou fazer o pedido. — E me dirijo para a cozinha. Abro a despensa para procurar o caderno que %Tiffanny% guardava com a lista telefônica dos restaurantes delivery. Levanto uma sobrancelha. Ela estava cheia.
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  — Como assim ela mentiu? — %Any% perguntava confusa. Eu havia ligado para ela me ajudar, mas até agora ela não me ajudara em nada. — Impossível, nós fomos ao supermercado.
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  — Que horas?
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  — Faz uma meia hora que eu voltei. John, pare de pensar besteira, daqui a pouco ela está em casa. Não é porque ela conversou algumas horas com Garrett ontem que ela está tendo um affair com ele. Dá pra confiar na sua mulher?
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  Suspiro e passo a mão pelo rosto.
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  — Tudo bem. Desculpe te atrapalhar.
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  — Não faz mal. Me ligue qualquer coisa.
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  — Obrigado. — E desligo. Passo a mão pelo rosto.
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  — Oi senhor O'Callaghan! — Olho para o lado e vejo %Caroline% e %Natalie% se aproximando.
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  — Boa noite, senhor O'Callaghan.
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  — Boa noite. — Sorrio. — Já jantaram? Pedimos pizza.
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  — Eu já jantei, obrigada. — %Natalie%, como sempre, evitando comer em casa. Não sei que problema essa menina tem.
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  — Eu vou aceitar se não for incômodo. — %Caroline%, como sempre, aceitando comer em casa.
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  — Achei que iria aproveitar suas férias com seu namorado, %Caroline%. — Pego os pratos para colocar a mesa. Vejo que %Natalie% voltara para a sala quando %Marina% berrara seus nomes, mas a outra ficou pelo motivo de eu estar falando com ela. Pegou os pratos de minha mão para me ajudar a colocar a mesa.
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  — Bom, ele disse que tinha um compromisso hoje. — Ela sorria e diminui o sorriso. — Senhor O'Callaghan?
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  — Hm. — Contava o número de pessoas para pegar os talheres.
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  — O senhor acha muito absurdo eu e ele namorarmos?
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  — É impactante a diferença de idade da primeira vez, mas não se tem uma idade para o amor, certo? — Sorrio. Por que diabos esses jovens estavam vindo a mim para tirar dúvidas pessoais? Eles não tem mães? Ou tias? Amigas? Psicólogos?
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  A vejo concordar com a cabeça e sorrir me ajudando a pegar os copos.
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  — É meio estranho saber que ele estudou com o senhor. — Ela ri e eu sorrio.
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  — É, é mesmo.
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  Ding Dong.
  — Patrick! — falo mais alto e ouço um muxoxo. — O cheque está na mesa ao lado da porta.
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  Não demoro a ver os quatro entrando na cozinha e se sentando na mesa.
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  — Ajuda com as bebidas, senhor O'Callaghan? — %Natalie% se levanta rapidamente e eu sorrio.
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  — Obrigado. — Me aproximo da mesa e sento em meu lugar. - Então, o que fizeram o dia inteiro?
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  — Filmes — %Marina% diz servindo a si própria. - %Natalie%. Come.
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  — Eu não--
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  — Come.
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  — %Marina%, se ela não quer comer, não a obrigue — falo sério e vejo minha filha revirar os olhos.
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  — Pergunte o que ela comeu hoje, pai.
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  — %Mary%... — %Natalie% diz desconfortável.
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  — Ela disse que já jantou — falo olhando para ela.
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  — Pergunta de novo, pai.
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  — Para, %Mary% — Pat diz sério.
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  %Marina% olha feio para %Natalie%, que encolhe os ombros. Nos mantemos calados.
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  — Mamãe está demorando — Pat diz me olhando. Olho no relógio. Três horas.
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  — Depois do jantar ligo para ela.
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  Fiquei o jantar inteiro ouvindo os cinco conversarem e pensando em %Tiffanny%. O jantar acabara, a louça fora lavada e guardada, uma hora a mais se passara e nada de %Tiffanny% em casa. Sigo para meu escritório e ligo para o celular dela. Desligado. Ótimo.
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  O que devo pensar?
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