Capítulo 3 • %Courtney% Mania
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2013
%Courtney% Gomes se olhou no espelho mais uma vez. Ela havia gostado do resultado. Seus cabelos ruivos agora atingiam uma coloração castanha. Com cabelos meio curtos, mas não tão curtos e agora castanhos, ela vestia uma roupa branca. Com um sorriso divertido nos lábios, %Courtney% sentiu seu olhar pairar sobre as pessoas daquela casa. Seu irmão mais velho, Antônio, estava jogando um jogo no videogame. Ali estava ela com seus dez anos. Viu a mãe, uma mulher loira, cozinhando, a mãe e o pai estavam tendo problemas e o pai estava pensando em se separar da mãe. %Courtney% suspirou. Mas seguiu seu caminho. Tinha apenas dez anos, mas já tinha enfrentado tantas coisas. Ela tinha uma prima, mas pouco se sabia dela, as duas haviam se afastado dois anos atrás, quando %Courtney% havia preferido seu melhor amigo, Lherme, do que a própria %Alice%. Agora ali estava %Courtney% pronta para iniciar seu quinto ano do ensino fundamental. %Courtney% se arrumou, viu um belo vestido verde, e o vestiu, arrumou seus cabelos em um coque, deixando-os soltos e desceu para tomar o café da manhã.
— Bom dia, maninho — disse ela ao irmão Antônio, que sorriu.
A mãe preparou o café da manhã. O segundo semestre do ano letivo na famosa escola particular que %Courtney% estudava estava começando, %Courtney% estava animada, embora os alunos de sua classe às vezes fossem meio chatos, mas ainda assim ela estava animada.
— Bom dia, filha! — disse Leah, a mãe de %Courtney%.
— Bom dia, mamãe! — respondeu %Courtney% com um sorriso nos lábios.
— Parece que alguém acordou bem — disse Antônio com um sorriso travesso nos lábios.
— E tem como não acordar? — perguntou %Courtney% com o mesmo sorriso travesso.
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— Trabalho em dupla! — disse a professora de Geografia. — O trabalho sobre esse mapa geográfico vale um ponto para quem conseguir apresentar um bom trabalho. %Courtney%, você pode fazer esse trabalho em dupla com a aluna nova, Marily. Ela é nova na escola.
— Será um prazer, professora. — %Courtney% sorriu estendendo a mão para Marily.
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%Courtney% e Marily passaram o dia conversando. Era incrível como uma amizade podia surgir dentre duas pessoas desconhecidas. Marily era divertida e legal e parecia uma ótima amiga. Logo, as duas fizeram amizade.
— Poderíamos fazer uma sessão de compras hoje — disse Marily a %Courtney%, que sorriu.
— Eu bem que gostaria, mas meu pai... Ele gosta de passear a tarde comigo e meu irmão — comentou %Courtney%.
— Fica para outro dia então — disse Marily.
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Assim que chegou em casa, %Courtney% viu uma discussão entre seus pais. Mais uma vez, o pai sempre fazia isso. Ele costumava bater nela e em seu irmão quando eram menores e agora fazia drama por estar separado da mãe. %Courtney% se perguntava se o pai se arrependia de suas ações. Mas ela acreditava que não. Mesmo indo sempre ao parque com ela e o irmão e brincando com eles, o pai achava um jeito de aborrecer %Courtney%. Mas quem mais sofria nisso era seu irmão, Antônio. O mesmo não conseguia disfarçar o quanto se sentia como uma repulsa pelo pai. O pai levou ela e o irmão Antônio para o parque naquele dia, onde %Courtney% se divertiu bastante. Era tão bom ser criança. Poder andar onde quisesse ir. Fazer o que quisesse. Mas como se uma névoa aparecesse, o céu cobriu-se de vermelho.
2016, INTERIOR DE SP
— %Courtney%, acorda, querida — disse Leah com seu sorriso amoroso para a filha.
— Bom dia, mãe! — disse %Courtney% com um sorriso gentil. — Cadê meu irmão, Antônio? — perguntou.
— Antônio deve estar com a amiga dele, Loan — disse Leah. — Mas e você, como se sente? Noite passada estava com muito sono e dor de cabeça.
— Eu me sinto bem, só fiquei com um pouco de medo do filme que vi ontem, apesar de gostar de filme de terror, aquele realmente me aterrorizou — disse %Courtney% fazendo uma cara engraçada.
— Eu tenho uma notícia para te dar, minha filha — disse Leah hesitante.
— O que é, mãe? — perguntou %Courtney% curiosa. — Me conte!
— Eu... eu arranjei um namorado novo. Você sabe, desde que eu e seu pai nos separamos...
— Eu entendo, mãe, você deve seguir sua vida — disse %Courtney% agora assumindo uma pose séria. — É normal que queira seguir a vida.
— Você entende melhor que seu irmão — disse Leah aliviada. — Vai passar um tempo com sua amiga Marily? — perguntou.
— Eu não sei, acho que estou me sentindo emotiva hoje, quero ficar em casa, aproveitar minha família. A vida em família — disse.
— Fico feliz em ouvir isso, %Courtney%.
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O sábado continuou. %Courtney% aproveitou para ajudar a mãe nas tarefas domésticas, se preparando para a crisma que começaria ano que vem. Ao mesmo tempo em que se perguntava se seu pai biológico a visitaria. Mandava mensagem para o pai, que respondia. E assim se iniciava mais um capítulo em sua vida.