Esta é uma obra de ficção destinada ao público adulto.
A narrativa retrata personagens universitários maiores de idade inseridos em um contexto de privilégio social, poder econômico e conforto estrutural. Ao longo da história, são abordados temas sensíveis como uso de substâncias químicas, relações sexuais, dinâmicas familiares disfuncionais, exclusão social, comportamentos moralmente questionáveis e consequências emocionais silenciosas.
As situações apresentadas não têm como objetivo romantizar excessos ou servir como modelo de conduta, mas observar personagens em suas contradições, escolhas conscientes e limites éticos dentro de um sistema que frequentemente os protege.
Capítulo Três
Tempo estimado de leitura: 34 minutos
Minha mãe transformou um dos quartos da casa no que ela chamava de sala estética. A única coisa que não eram feitas naquele local eram cirurgias plásticas. De resto? Tudo o que você poderia imaginar.
Desde que eu era pequena, esse quarto já existia. Inclusive foi ali, aos meus quinze anos, que senti as primeiras agulhas estéticas entrando em minha pele.
Minha mãe era totalmente paranoica com eu me tornar perfeita. Então desde cedo eu era submetida a qualquer procedimento estético que fosse liberado para a minha idade.
Só que o mais engraçado disso tudo, é que ela mantinha a sala em casa, justamente para que ninguém nos associasse a esses tipos de procedimento. Imagina, uma manchete falando que uma subcelebridade forçava sua filha desde muito nova a procedimentos estéticos para manter um padrão perfeito… Iria ser engraçado. Mas ao mesmo tempo, eu sabia como
eu seria prejudicada com isso.
Olha, eu não era muito fã desse quarto. Mas eu amava um procedimento estético. Eu amava me sentir perfeita e, por cima de tudo isso, eu amava que as pessoas sentissem inveja de mim. No entanto, o que eu não gostava era como minha mãe ficava em cima o tempo todo. Sinceramente? Eu sentia que, aos olhos da minha mãe, eu seria eternamente uma obra inacabada.
Ao entrar na sala, observo Bellatrix sentada em sua cadeira, mexendo no celular. O local estava frio, uma cortesia dos dois ar-condicionado que minha mãe tinha feito questão de instalar no último verão. Quando os procedimentos estéticos aumentaram, não só para ela, mas para mim também.
Percebendo que eu já tinha chego, Bellatrix largou seu celular em cima da mesa que ela utilizava para protocolar os procedimentos e veio em minha direção, sorrindo.
Sinto nojo. Esse tipo de sorriso era o sorriso que as pessoas davam para me agradar, porque eu pagava suas contas. Tudo não passava de uma farsa, meramente calculada. Ela sorria para mim, fazia seu trabalho, e minha mãe ficava feliz. A felicidade da minha mãe era retribuída com uma boa gorjeta, e por aí vai.
— Sem perguntas hoje, Bellatrix. — Avisei antes que ela pudesse falar alguma coisa.
Caminhei em sua direção e tirei meu roupão, me deitando logo em seguida na maca que tínhamos no centro daquela sala, esperando que ela milagrosamente fizesse sua mágica. Fechei meus olhos sem saber ao certo o que seria feito. Afinal, isso tinha sido combinado entre ela e minha mãe.
Senti suas mãos passando um produto que salpicava minha pele levemente, trazendo ardência. Eu sabia que ela estava fazendo uma higienização para preparar meu rosto pro que viria. Fiquei imóvel, esperando o efeito passar e logo senti ela aplicando uma máscara de argila com fragrância de flores no meu rosto.
Bellatrix fazia jus a sua fama. A mulher era uma fada da limpeza, e suas mãos tão suaves faziam com que nenhum procedimento fosse dolorido. Outra adição perfeita nessa mulher era o fato de que se você não quisesse conversar, ela não faria. E Bellatrix conhecia muito bem a nossa dinâmica. Menos papo, mais ação e uma conta cheia para ela.
Só que é claro que o silêncio que eu tanto prezava estava acabado a partir do momento em que ouço o barulho do salto que minha mãe usava ecoando pelo corredor, especificamente, próximo a porta desse quarto. Sabe, mamãe não era o tipo de pessoa que bateria na porta e esperaria uma resposta para entrar, pelo contrário. Mamãe era o tipo de pessoa que invadia espaços alheios apenas para ter certeza de que tudo estava saindo de acordo com o seu planejado.
— document.write(Emma), querida, o que vamos fazer com você? — Ela entra na sala falando teatralmente. O som do seu salto fazendo um
tic-tac pelo chão de mármore branco perfeitamente alinhado. — Bellatrix, document.write(Emma) está com olheiras terríveis, conseguimos sumir com elas?
A falsidade nas palavras da minha mãe, faziam com que eu tivesse uma vontade gritante de revirar os olhos. Ela tinha acabado de me encontrar, mas é claro que para manter a pose de mãe preocupada, ela seria exagerada em todos os aspectos.
— Ela deve ter tido uma noite ruim, normalmente a pele de document.write(Emma) está impecável. — Ótimo, como se já não bastasse minha mãe, agora eu tinha que escutar uma estranha falando que a minha fisionomia não era a das melhores.
— Olhe para o rosto dela… — Sinto o aroma do perfume da minha mãe impregnando meu nariz, sinal de que ela estava perigosamente perto. — Ele parece mais redondo…? — Ouço um suspiro. — Você andou ganhando peso, document.write(Emma)? Acho que tenho que chamar a nutricionista, vamos mudar seu cardápio e principalmente, a sua dieta.
— A senhora tem razão. — Se minha boca não estivesse fechada, eu tentaria me defender. Mas lembro que minhas palavras não valeriam nada, não quando minha mãe colocou em sua cabeça que eu estava gorda.
— document.write(Emma) sabe muito bem que a retenção de líquido é o primeiro sinal de que as coisas não estão indo bem.
Senti meu rosto formigando de raiva.
Eu não tinha engordado e sabia muito bem disso. Controlar meu peso era algo que eu fazia constantemente.
— Posso montar um novo protocolo para aplicarmos na próxima semana. — Claro que Bellatrix iria oferecer mais serviços. Ela amava o dinheiro.
— Ótimo! Veja o que você consegue fazer hoje. Temos um jantar com os Blackwood, e quero que minha filha esteja perfeita.
Tudo o que eu queria era ter que encontrar com document.write(Connor) e a sua família hoje.
Minha mãe continuou ali, observando Bellatrix fazer sua mágica em meu rosto, dando pitaco quando achava necessário. Ela estava irritada pelo fato de eu estar com o rosto mais cheio e queria que Bellatrix desse um jeito, mas nós três sabíamos que isso não iria acontecer. Acho que mamãe acabou se irritando com isso e saiu a passos firmes da sala. Completamente avessa à ideia de que ela me
apresentaria para document.write(Connor) e sua família com um rosto que ela alegava não ser meu.
Assim que o som de seus saltos desapareceram porta a fora. Eu me levantei rapidamente.
— Limpe isso. — Agora que ela saiu, eu não precisava permanecer quieta. — Eu terminarei sozinha.
Ela ficou quieta. Recuando.
Eu precisava de espaço e ela precisava sair.
Minha sorte era que Bellatrix tinha habilidade em ser rápida, pois quatro minutos depois eu estava sozinha naquela sala.
Com maior liberdade de fazer que eu queria, me aproximei da cadeira que deixei no meu roupão e tirei meu celular do bolso.
Chloe e Caleb não calavam a boca, mandando mensagem o tempo todo. Respirei fundo para olhar as cento e trinta e cinco mensagens que tínhamos no grupo, sem saber se eram realmente importantes, mas conhecendo meus amigos, eu deveria dar uma olhada. E automaticamente sinto
inveja. Caleb tinha feito questão de mandar diversas fotos deles na praia. E julgando pelo local, eles deveriam estar na casa de praia do document.write(Connor). Uns bons minutos da minha casa principal. E pondero se valia a pena ir me encontrar com eles ou ficar em casa já que estava ficando tarde.
Rolando as mensagens, o que me chama a atenção, é uma foto do document.write(Connor). Ele estava de costas, com a prancha debaixo dos braços, completamente alheio ao que acontecia ao seu redor, esse tipo de atitude me deixava muito irritada, porque ele conseguia baixar a guarda facilmente, porém o que realmente me fez parar e olhar para essa foto era o comentário que Chloe fez logo abaixo.
“Às vezes queria entender por que ele ignora o mundo dessa forma. Acho que até nisso combinamos.” Ler isso me irritava. De todos nós, Chloe era a pessoa menos rica. Quero dizer, os pais dela tinham um bom patrimônio, mas era apenas isso.
Bom. Ela só foi aceita no nosso grupo porque minha mãe e a mãe da document.write(London) pediram para isso acontecer, porque se fosse por nós duas? Ela jamais teria entrado. Então ela tenta avidamente se lançar para cima de document.write(Connor) e Caleb, porque de todos os patrimônios, o deles eram maiores.
Joguei meu celular no sofá irritada. Chloe era muito previsível. E eu precisava arrumar um jeito de afastá-la. Ela jamais poderia possuir o que era meu por direito. Minha colega precisava entender de uma vez por todas que a única pessoa a altura do document.write(Connor) era
eu. Me olhei no espelho novamente, ele vinha se tornando meu melhor amigo nos últimos anos. E vejo minha silhueta, e principalmente encarei meu rosto. Ele estava perfeito, nenhum centímetro maior, então isso era apenas minha mãe tentando me amedrontar.
Meu celular começou a tocar, e eu queria poder ignorá-lo. Mas ao ver o nome na tela, o atendo.
— Seu silêncio me incomoda. — A voz de document.write(Connor) preenche meus ouvidos. — Minha mãe ligou… — ele falava um pouco arrastado, o que significava que ele estava fumando. — Disse que eu precisava vir pra casa e estar presente no jantar que será feito ai. Pois bem… Já estou prestes a sair daqui.
— Isso mesmo… Só que hoje é o dia, não? — Nossas agendas tinham sido planejadas há semanas para que nada fosse preenchido na data de hoje, mas novamente nossos planos foram barrados por nossos pais.
— Não se preocupe com isso, document.write(Emma). Nossos planos mudaram para amanhã. — Ouço document.write(Connor) resmungando para alguém, provavelmente, document.write(Trevor).
— Chloe ainda está com vocês? — Comecei a recolher minhas coisas para ir ao meu quarto. A sala estava mais fria do que antes.
— Isso seria ciúmes, document.write(Emma)? — Revirei meus olhos. document.write(Connor) adorava brincar com isso.
— Você sabe que não, só não gosto quando os outros se metem nos nossos negócios. — Abro a porta da sala e olho para os lados, procurando saber se minha mãe estava próxima.
— Eu sei que isso não é do seu feitio. Relaxa. E
não, Chloe não está mais conosco. Na realidade ela ficou bem chateada em saber que eu estou indo para sua casa. — Escuto uma risada de fundo e tenho minha confirmação de que document.write(Connor) estava com document.write(Trevor).
— Ela está se tornando um problema para a gente, document.write(Connor)… Se ela der com a língua nos dentes, estamos ferrados. — Eu queria que ele levasse isso a sério. Mas nesse momento eu estava conversando com uma pessoa chapada.
— document.write(Emma), a partir do momento que decidirmos que ela é um problema, ela se torna um problema. Nossos pais precisam dela no nosso grupo, então por enquanto daremos o que eles querem…
— O problema, document.write(Connor)… — Retruquei, enquanto baixava minha voz para não ser pega discutindo com ele. — É que ela não sabe fechar a boca. Imagina os nossos segredos sendo espalhados por aí.
Parei na frente da porta do meu quarto. Eu não tinha medo da Chloe, o que eu sentia era que a qualquer momento, quando ela se desse conta de que não teria document.write(Connor) aos seus pés e por ser o elo mais fraco do nosso grupo, desse com a língua nos dentes.
— Eu sei exatamente como manter Chloe calada, relaxa. Beba alguma coisa e espere por mim, temos uma noite e tanto pela frente. — Revirei meus olhos.
— Beber? Minha mãe está no meu pé. — Abri a porta do meu quarto, observando que mamãe tinha deixado minha roupa para hoje à noite devidamente exposta na minha cama.
— O que ela falou? — Sua voz parecia levemente aborrecida.
— document.write(Emma), já passamos dessa fase. Sua mãe sempre irá fazer o que quer para mantê-la no controle. Aguente mais um pouco. — Sua voz fica mais abafada.
— Vou desligar. Daqui a pouco ela vem para o meu quarto perguntar se eu gostei da roupa que ela escolheu para mim.
— Que pena,
eu gosto quando escolho as suas roupas.
Desliguei o celular, sem dar uma resposta para document.write(Connor), e encarei o vestido em cima da cama. Era um mini vestido da Prada, de seda preto e bordado. Ele era bonito, e eu sabia que iria moldar perfeitamente minhas curvas, mas não era exatamente o que eu queria vestir.
Redondo. Suas palavras invadem minha mente.
Mamãe tinha me chamado de gorda, e se eu não a conhecesse bem, diria que estava apenas preocupada comigo. Mas, a realidade era totalmente o oposto.
Ela gostava de me humilhar quando os outros não estavam vendo, isso fazia parte do jogo diabólico dela, desde que eu era apenas uma criança. E sabe o que é pior? Eu virei uma pessoa totalmente avessa a imperfeições.
O que me incomoda um pouco, porque minha mãe acaba depositando todo o seu tempo livre em mim e no seu projeto. Obviamente ela nunca quis um filho. Na realidade eu sei que sou apenas uma consequência de um casamento forjado, e que meu nascimento era importante para que as empresas dos meus avós se unissem, tornando-se apenas uma. Eles não se importavam se seria um herdeiro homem, ou uma herdeira mulher, desde que o propósito fosse completo.
Minha mãe era uma mentirosa nata. E nessa altura do campeonato, eu já deveria estar acostumada com isso.
Vou até meu cofre secreto e pego meu pequeno estojo. Eu ia precisar de algo que me deixasse brilhando no nível que meus pais desejavam, então se eu usasse um pouquinho, o suficiente para alcançar esse brilho, eles jamais notariam.
Vesti a roupa que ela tinha separado. Obviamente ele deslizou perfeitamente sobre a minha pele. E sorrio. Eu era deslumbrante, e mesmo minha mãe me desmerecendo, cheguei à conclusão de não ligar para o que aquela velha fala. Afinal, em termos de idade, ela já está ultrapassada.
Eles queriam um show? Então novamente eu daria isso a eles.
Passei um batom e ajustei os brincos que ela tinha separado. Meus pais até podem achar que eu era uma moeda de troca para eles. Até eu deixava eles acreditarem nisso. Mas, não vejo a hora de mostrar o quão errado eles estavam.
Fechei o estojo que tinha deixado em cima da minha penteadeira e voltei a guardá-lo em um lugar seguro. Não demorou muito para eu sentir o efeito e fecho meus olhos aproveitando a paz que invadia meu interior. Ao meu redor as coisas pareciam desacelerar, e meus sentidos ficaram mais aguçados. Eu precisava disso para essa noite, que eu esperava que não fosse tão longa.
Sai do quarto. Meu salto ecoando pela casa silenciosa. E ao chegar em cima da escadaria, parei para observar minha mãe. Ela se olhava no espelho, checando se sua roupa estava alinhada, fazendo questão de mostrar seu colar de diamantes. Isso era tão previsível.
— document.write(Emma), querida? — Assim que ela me vê sorri.
A observei por mais alguns minutos, pensando em muitas coisas que eu gostaria de fazer, mas ainda não tive tempo. Ela parecia um pouco paranoica, o que deixava a situação um pouco engraçada. Afinal, ela queria garantir que os pais de document.write(Connor) me aceitassem na família.
— Já estou descendo, mamãe. — Respondi, minha voz completamente suave.
Enquanto descia, a porta principal foi aberta por um dos empregados da casa, revelando os pais do document.write(Connor). Se eu achava que a minha família exalava dinheiro, é porque nunca ninguém tinha estado perto dos Blackwood. Eles exalavam dinheiro e poder
. E isso era uma das coisas que eu mais amava.
Meus olhos se cruzam com o de document.write(Connor). Nossos pais eram tão idiotas. Alheios a tudo o que acontecia ao seu redor.
document.write(Connor) estava impecável, e se eu não soubesse que ele esteve na praia mais cedo com os nossos amigos, e principalmente, chapado. Eu teria sido completamente enganada.
— Blackwood. — Papai cumprimentou o pai de document.write(Connor) com um aperto de mãos, o próprio dando um leve sorriso.
O jogo de poder ficando muito evidente.
— document.write(Emma), querida. — Mia que estava de braços dados com document.write(Connor), o solta e vem em minha direção. — Perfeita como sempre. Preciso da sua dieta, você está mais magra do que a última vez que te vi.
— Aí, Mia. Você não precisa se submeter a dietas restritas. Tenho inveja do seu corpo. Estou lutando para ficar igual a você e a mamãe quando estiver mais velha. — Cada palavra que sai da minha boca é uma mentira deslavada. Mas eu sabia muito bem como encher o ego delas.
— Assim ficarei com ciúmes da minha mãe, document.write(Emma). — document.write(Connor) se aproxima, seu sorriso predatório. — Se não fossemos amigos há tanto tempo, eu diria que você está querendo roubar minha mãe para você.
— Que isso, document.write(Connor). — Acaricio seu braço suavemente enquanto sorrio. — Jamais roubaria sua mãe, eu tenho a minha, que é perfeita. — Me aproximo da minha mãe. Enlaçando meu braço no dela.
— Eu tenho uma ideia muito melhor, vocês dois sabem como me sinto. — Mia olha para document.write(Connor) com um carinho velado. — Meu sonho seria ver vocês juntos…
document.write(Connor) bufa, e eu sorri.
— Mamãe, document.write(Emma) é muito para mim… — Ele coloca sua mão no peito, onde seu coração batia. — Me parte o coração saber que nunca ficaremos juntos.
— Pare com isso document.write(Connor). Vocês dois seriam perfeitos. — Minha mãe aperta meu braço com um pouco de forma.
— É muito amável você pensar em mim dessa forma. — document.write(Connor) piscou seus olhos, um sorriso divertido nos lábios. — document.write(Emma)…
Revirei meus olhos. Ainda irritada pela marca que o aperto no meu braço irá causar.
— Deixe os jovens, Camélia. Eventualmente eles irão se entender. — Mia caminha até minha mãe e a tira de perto de mim. O tom da sua voz deixando claro que, se não ficássemos por bem, teríamos que nos aceitar por mal.
Nossos pais caminham até a sala de jantar, deixando document.write(Connor) e eu para trás. E por um momento deixamos nossas máscaras cair.
— Eu disse para você me chamar quando fosse se divertir. — Ele segura meu braço, mas diferente da minha mãe, não aperta.
— Cala a boca, document.write(Connor). Você estava se divertindo a tarde toda. — Puxo meu braço.
— Ela marcou você? — Sua voz é um pouco ríspida.
— Nada do que ela já não tenha feito antes. Pode ficar um leve hematoma amanhã. — Saio de perto dele.
— Não vamos ficar muito perto um do outro, não quero que nossas mães se iludam por algo que não vai acontecer.
— Você sabe muito bem que esse não é o caminho. — Ele se aproxima, me encurralando na parede. — Minha cama está muito fria, talvez você devesse aquecê-la.
— document.write(Connor), nosso combinado permanece de pé. Não daremos o que os nossos pais querem. — O lembrei. — E, bom… Você tem que se esforçar um pouquinho mais se quer que eu aqueça a sua cama.
Sinto o hálito de menta batendo diretamente no meu rosto.
— Queria dizer que sinto muito, document.write(Connor). Mas estou longe de sentir algo. — Dou uma leve mordiscada em sua orelha e o empurro para poder sair.
Nosso showzinho tinha que acabar antes de um dos nossos pais aparecer para nos chamar. Eu não queria que eles tivessem a ideia errada.
document.write(Connor) não me segue. Ele fica para trás, talvez tentando recuperar o fôlego que eu tinha acabado de tirar dele e entro na sala de jantar com um sorriso triunfante. Me sentando ao lado da minha mãe e sem surpresa alguma, de frente para document.write(Connor).
— document.write(Emma), querida. Como estão as coisas na faculdade? Esse é o seu último ano, certo? — Sorrio para Mia.
— Sim… Meu último ano. As coisas estão normais, tão normais que estou até estranhando. — Suspiro comicamente.
— Já pensou no próximo passo? — Eu sabia muito bem aonde essa conversa iria chegar. — Está namorando…?
— Nesse último ano não tive tempo de pensar nisso. Estava focada demais na empresa do papai.
— Então trate de consertar isso… Não diga que contei a você, mas sinto que Chloe está à espreita do document.write(Connor), apenas esperando o momento certo. — Até a mãe dele percebeu isso, e a julgar pelo tom da sua voz, não está gostando muito.
— Verdade. Já conversei com document.write(Emma) sobre esse assunto, ela e document.write(Connor) são o casal ideal. Deixar que Chloe assuma algo que não pode assumir não é o correto. — Graças a Deus o assunto morre ali, pois document.write(Connor) aparece.
— E é por isso que você, Camélia, deve deixar document.write(Emma) com as tardes livres. — Mia sussurra para que apenas minha mãe e eu pudéssemos ouvir. — document.write(Connor) passou a tarde toda em Zuma Beach com os amigos… Não é querido? — Ele sorri para mim enquanto se senta, como se a mãe dele tivesse acabado de dar uma chance de ouro.
— Sim… Pensei que document.write(Emma) iria se juntar, mas aparentemente ela tinha um compromisso… — Do qual ele sabia muito bem do que se tratava.
— document.write(Emma), entende que em dias como este, ela não está livre. — Meu pai interrompe o diálogo, sua voz firme.
Não falei nada. Apenas ofereci um sorriso contido. Aquele que minha mãe fez questão de me ensinar aos cinco anos e baixei meus olhos para o prato que tinha acabado de ser servido.
— Talvez devesse, se nosso intuito é unir nossos filhos, eles devem passar mais tempo juntos. — Mia e seu marido eram os únicos naquela mesa que colocariam meus pais no lugar, e o silêncio deles falava muita coisa.
— Penso o mesmo que a minha esposa. Os Collins estão doidos para se juntar a nossa família… — O olhar do pai de document.write(Connor) para o meu era explícito. E mostrava que se não fosse eu, ele aceitaria outra família de bom grado.
O silêncio recai sobre a mesa, fazendo com que eu baixasse a cabeça novamente. Eu queria rir…
céus, eu realmente queria rir porque a reação dos meus pais deixava claro que eles sentiram a ameaça. Eu nunca tinha visto minha mãe perder a cor em seu rosto nos meus anos de vida, muito menos meu pai engolir em seco e ficar silencioso por algo que ele tenha escutado.
Eu conhecia muito bem a família Collins, quer dizer eu conhecia
Fleur Collins muito bem. E se Giles Blackwood achava que ela seria um bom acréscimo à sua família, ele não mediria esforços para fazer acontecer. A única coisa que ele não sabia, mas que eu tinha certeza, era de que ela jamais seria perfeita para os Blackwood.
document.write(Connor), que até então estava se deleitando com o rumo que a conversa dos nossos pais estava tomando, coloca sua taça de vinho no lugar enquanto ri.
— Sério mesmo pai? Os Collins. — Minha mãe tinha seus olhos arregalados, acredito que ela nunca tenha visto esse tipo de comportamento vindo do document.write(Connor) antes, então era uma surpresa.
— document.write(Connor)… — A voz de Mia soa como um aviso.
Eu estava gostando do tom que a nossa conversa estava tomando, e peguei minha taça de vinho para beber. Recebendo um olhar sério da minha mãe em seguida.
— Fleur pode até ser tudo aos seus olhos. Mas ela jamais teria estômago para lidar com a nossa família. — Ele se levanta, me pegando de surpresa. — Preciso tomar um ar, esse assunto me deixou muito chateado.
Ele sai da sala de jantar com um ar teatral que eu conhecia muito bem. document.write(Connor) gostava de deixar os outros surpresos com a sua atitude, esse era o jeito dele.
— Querida… Por que você não vai atrás dele? — Minha mãe sugeriu e recebo um olhar de aprovação de Mia.
— Você tem razão. — Afastei a cadeira suavemente e me levantei. — Sinto muito que isso tenha acontecido hoje. — Tentei manter um tom de voz afetado. Como se tudo o que tivesse acontecido me deixasse chateada. Acelerando meus passos para sair o mais rápido dali.
Que os tubarões discutam. Eu não fazia parte disso.
Não demorei para encontrar document.write(Connor) encostado em uma parede próximo ao jardim dos fundos, ele já estava com um cigarro nas mãos.
— Sério, document.write(Connor)? — Ironizei, me aproximando dele. — Desde quando seu pai está pensando na Fleur? — Perguntei.
— Ele veio com essa ideia há algumas semanas. — Peguei o cigarro de sua mão e dei uma tragada.
— Isso acaba com os nossos planos…
— Meus pais querem uma união rápida. Se não for você, será Fleur ou até mesmo Chloe. — Não deixo evidente o desconforto que suas palavras causaram.
— Você disse que estava tudo sob controle, document.write(Connor). — Dou mais um tragada no cigarro e entrego para ele.
— E está… — document.write(Connor) sorriu diabolicamente. — Sabe… Adorei como você conduziu a conversa com a minha mãe, a elogiando e tudo mais. Pense assim, esse é um ponto positivo para ela ir contra as decisões do meu pai.
— Combinamos que não iríamos dar esse gostinho para eles. — Cruzei meus braços.
— Todos sabem que uma hora ou outra nós dois ficaremos juntos, por que não agora?
— Mudando de ideia tão rápido? Você sabe muito bem o que temos em jogo se nós simplesmente realizarmos os desejos deles. — document.write(Connor) joga o cigarro no chão, o apagando com a ponta do pé.
— Giles não está brincando, document.write(Emma). Ele vai usar as cartas que tem na manga, e se meu pai achar que Fleur vale mais do que você…
Soltei uma risada com as palavras que saíram da boca de document.write(Connor). E me aproximei dele, o puxando pela camisa.
— Fleur Collins? — Aproximo minha boca do seu ouvido. — Seu pai realmente acha que ela é boa o suficiente para aguentar todas as suas merdas? — Minha vontade era bater nele nesse exato momento. — Não se atreva a cair no jogo do velho. Ele só quer antecipar as coisas.
— document.write(Emma)… Nós dois sabemos que somos apenas peões para os nossos pais.
— E eu digo para você que está na hora de tomar uma atitude. Você é o único herdeiro deles. — Resmunguei, me afastando dele.
— O casamento seria benéfico para nós dois, de qualquer forma. — Ele me puxa pelo braço. — Temos nossa aliança, e o sexo é bom…
— E aí iremos ficar presos na dinastia que eles criaram. Lembre-se do que perderíamos.
— Me refresque a memória.
— As corridas, o nosso próprio império… A partir do momento que assinamos os papéis, tudo isso acabou. — Ele precisava cair na real.
— Você ganhou, document.write(Emma). Iremos fazer do seu jeito, mas também do meu. — document.write(Connor) pega o celular e começa a digitar alguma coisa nele.
— O que isso significa? — Perguntei.
— Que estamos dando o fora daqui, juntos. Acredito que isso vai aquietar as coisas com a nossa família. — Ele guardou seu celular no bolso, e inclina seu rosto, para ficar suficientemente perto do meu. — Vamos, meu carro está logo ali.
A partir do momento que aceitei sair de carro com document.write(Connor), eu sabia que iríamos direto para a casa de praia dele. Aquele lugar era meio que o nosso refúgio. O único local que conseguimos nos livrar dos nossos pais. E sermos nós mesmos.
Abri a janela do carro, deixando o ar entrar e bagunçar meu cabelo. Aproveitei esse momento para tirar o colar de diamantes que minha mãe tinha me feito usar hoje e guardo no porta-luvas do carro. document.write(Connor) ao meu lado apenas riu, acelerando ainda mais.
O barulho do motor me acalmava.
Não demorou muito para que nós chegássemos em casa. E muito menos que minhas mãos começassem a agirem sozinhas. Eu não queria perder tempo em ser uma boa garota. Nós dois não precisamos disso, e sabíamos muito bem.
document.write(Connor) facilita meu trabalho e me ajuda a tirar sua camiseta. Algumas pessoas diriam que éramos apaixonados um pelo outro, mas nunca, ninguém jamais entenderia que aqui não existia paixão, apenas um vício incapaz de ser controlado. Uma via de mão dupla.
O gosto de vinho misturado com tabaco era único. Nossas línguas se movimentavam em perfeita sincronia, e mal percebo quando document.write(Connor) inverte nossas posições. Me prensando na parede. Fazendo com que a madeira roçasse delicadamente nas minhas costas.
Parece algo normal, não é mesmo? Na noite passada estivemos juntos, e hoje estamos aqui de novo. Mas a realidade é que existe um magnetismo que não consigo explicar, que me puxa para ele, que o quer dentro de mim por inteiro.
Ele tenta a todo custo tirar o meu vestido, mas o bendito tinha um zíper invisível extremamente irritante, do qual document.write(Connor) faz questão de rasgar. Não existia delicadeza entre nós e se existisse eu já teria pulado fora há muito tempo.
Quando nos afastamos para recuperar um pouco de fôlego, olhei para o meu vestido rasgado no chão. Lá se foi um Prada de dez mil, arruinado apenas pelo fato de document.write(Connor) não ter paciência.
— Porra, document.write(Emma)… — Um calafrio percorre pelo meu corpo assim que ele sussurra em meu ouvido. — Olha o que você fez… Acabei de estragar suas roupas. — A risadinha no final entregava que ele estava satisfeito com isso.
— Me leva para o quarto. — Seguro seu rosto entre minhas mãos e falei seriamente.
Não precisei de muito para convencer ele. Pois, document.write(Connor) me ergueu rapidamente, fazendo com que eu entrelaçasse minhas pernas em seu abdômen. Apenas minha lingerie e sua cueca eram o que nos impedia de começar o que queríamos de verdade.
document.write(Connor) me leva até seu quarto e me joga na cama, sem delicadeza alguma.
— Sinto muito, document.write(Emma)… Mas eu não vou ser gentil.
— Cala a boca, document.write(Connor). — Minha voz sai irritada. Eu queria menos papo e mais ação. E acho que ele entendeu perfeitamente, porque se livrou da cueca rapidamente, tratando de tirar minha lingerie em seguida.
Quando document.write(Connor) se moveu para cima de mim, nada mais importava naquele momento. Ali éramos apenas eu e ele, lutando contra nossos demônios e contra nós mesmos. Não existia gentileza entre nós, apenas um toque capaz de acabar com tudo ao nosso redor. Eu sentia aquela onda eletrizante toda vez que document.write(Connor) beijava e tocava uma parte do meu corpo.
Eu queria deixar minha própria marca nele, porque eu queria que Fleur, Chloe ou qualquer pessoa pudessem ver que a única pessoa que o mantinha sob controle era eu. E talvez seja por isso que marcar a pele dele seja um dos meus passatempos favoritos. Além do que, document.write(Connor) me oferecia algo sem pedir nada em troca, porque tanto eu, quanto ele sabíamos que amor era uma linguagem que não existia no nosso reino, e que apenas encontrar um parceiro que satisfizesse seus desejos era uma ótima saída. E se tem uma coisa que document.write(Connor) sabe muito bem, é fazer sexo, e me deixar satisfeita.
N/a: Hello! Hello!
Mais um capítulo para vocês! Me contem aqui, o que estão achando? E essa química da Emma e do Connor? Difícil né. Eles tem uma dinâmica um tanto quanto estranha, tenho que confessar haha. E a única coisa que posso adiantar para vocês é que o próximo capítulo vai ser um pouco chocante, um contraste com a vida luxuosa que eles tem.