Esta é uma obra de ficção destinada ao público adulto.
A narrativa retrata personagens universitários maiores de idade inseridos em um contexto de privilégio social, poder econômico e conforto estrutural. Ao longo da história, são abordados temas sensíveis como uso de substâncias químicas, relações sexuais, dinâmicas familiares disfuncionais, exclusão social, comportamentos moralmente questionáveis e consequências emocionais silenciosas.
As situações apresentadas não têm como objetivo romantizar excessos ou servir como modelo de conduta, mas observar personagens em suas contradições, escolhas conscientes e limites éticos dentro de um sistema que frequentemente os protege.
Capítulo Dois
Tempo estimado de leitura: 21 minutos
O trajeto até a casa do %Connor% foi um borrão. Dentro do carro, a única coisa que quebrava o silêncio era o motor do carro roncando, cortando é claro para alguns momentos que eu sentia seu olhar sobre mim, carregando uma tensão que apenas nós dois conhecemos.
Assim que a porta da sua casa se fechou atrás de nós, não houve tempo para mais nada. Sinto minhas costas batendo contra a madeira escura do móvel que ficava logo na entrada. Suas mãos passeavam pelo meu corpo, subindo meu vestido lentamente, como se ele precisasse aproveitar esse tempo. Comigo não era diferente. Passo minha mão por seu corpo, saboreando cada pedaço dele, mas bufo quando sinto algo duro em seu bolso.
— Você não devia andar com isso. — Não sei ao certo quando ele tinha pegado meu pequeno estojo de metal, a única coisa que eu sabia era que estava com ele.
— Isso é apenas para provar meu ponto. — Sinto sua barba por fazer roçando meu pescoço e arquejo.
— Você é descuidada demais. — %Connor% pega meu estojo e joga por cima do móvel que nós estávamos escorados.
— Péssima hora para tentar dar uma de sábio. — Sorrio. Empurrando-o para trás.
%Connor% soltou uma risada. A arrogância em seu olhar era infalível. Ele segura minhas mãos, se aproximando do meu ouvido.
— Não estou tentando ser sábio, apenas responsável. — Sinto um leve mordisco em minha orelha.
%Connor% sabia exatamente o que fazer quando queria que eu calasse a boca. Por isso, antes mesmo de eu reagir e retrucar sobre a idiotice que ele tinha acabado de falar, suas mãos que antes me prendiam, agora seguraram meu rosto delicadamente, me trazendo para perto dele e beijando meus lábios.
Essa era a forma como ele finaliza o nosso diálogo, para realmente irmos pra parte que nos interessava.
Acordei com a luz do sol batendo diretamente na minha cara, fazendo com que eu me remexesse na cama, enquanto abro meus olhos lentamente. A primeira visão que eu tenho é do teto de madeira da casa de praia do %Connor%, e me sentei rapidamente na cama, segurando o lençol suavemente. Obviamente, %Connor% já estava acordado, encostado na soleira da porta com sua caneca de café em mãos. Ele me observava com aquele olhar irritante que só ele tinha.
— Estava indo acordar você. — Reviro meus olhos, passando a mão pelo meu rosto. Eu tinha dormido mais do que o normal.
— Droga! Tenho aula agora de manhã, devia ter me acordado antes. É quase uma hora para chegar na faculdade. — Comecei a resmungar enquanto levantava ignorando completamente a minha nudez e caminhava até o banheiro dele.
Escuto a risada de %Connor% tomando conta do quarto enquanto eu entrava no chuveiro. Eu estava irritada. A pior parte de dormir fora de casa era ter que usar a roupa da noite anterior, e eu não tinha como usá-la. Não na faculdade. Por isso tento calcular quanto tempo eu levaria da casa de %Connor% até a minha apenas para trocar de roupa. No entanto, o risco de dar de cara com a mamãe seria grande, então calculei tudo na minha mente até chegar à conclusão de que eu teria que passar em alguma loja e comprar algo novo para usar.
— %Emma%? — A voz do %Connor% preenche o banheiro.
— Oi. — Coloco minha cabeça para fora do chuveiro, apenas para vê-lo segurando uma caixa de uma marca muito conhecida. — Sério? — Perguntei, parecendo um pouco surpresa.
— O quê? Conheço você e temos que concordar que somos os únicos que usam essa casa, então não é demais ter algumas coisas que você gosta aqui. — Ele dá de ombros, fazendo com que eu revirei meus olhos.
Quem olhasse de fora, acharia que %Connor% era um completo cavalheiro, e muito atencioso, porém as pessoas não conheciam o %Connor% que
eu conhecia.
— E nós dois concordamos que isso aqui. — Meu dedo vai para mim e depois para ele. — Não ultrapassasse limites.
— Tudo bem! Tudo bem! — Ele parecia se render. — Mas
eu sei que você se importa com o que a sua mãe pensa. E sei que não seria legal você chegar em casa, ou ser vista na rua com a roupa de ontem.
%Connor% tinha um ponto, mas eu jamais concordaria com ele.
— De qualquer forma, irei aceitar essa roupa. Irei poupar meu tempo de ir até uma loja e comprar algo novo. — Voltei para dentro do chuveiro.
— Nossos pais nos veem como um investimento o tempo todo. — Sua voz estava mais rouca que o normal.
Tentadora demais. — E eu jamais deixaria minha parceira de crime sofrer as consequências por repetir a mesma roupa duas vezes em um curto intervalo.Seria uma falha minha.
Suas palavras me atingem em cheio, apenas porque eram verdadeiras. Para os nossos pais, nós não passávamos de um alto investimento. E embora, %Connor% e eu estivéssemos ali, sua fala era um sinal claro para nunca baixarmos a guarda para o mundo lá fora, e principalmente… Para os nossos pais.
— Já que você se preocupa tanto assim com a minha imagem… — Tentei uma recuperação leve enquanto sentia a água quase gelada batendo em meu corpo. — Acho que está na hora de você ter alguns produtos femininos…
Não tive tempo de concluir minha frase, pois %Connor% invadiu o chuveiro, completamente nu, segurando uma caixinha acrílica.
— Isso resolve suas necessidades? — Ele arqueia a sobrancelha para mim.
Balancei minha cabeça. Um misto de confusão e luxúria tomando conta de mim.
Acho que minha aula podia esperar um pouco.
Uma hora depois, eu estava pronta. Surpreendentemente, o conjunto de seda que ele tinha comprado para eu usar tinha caído como uma luva no meu corpo.
Enquanto eu checava para ver se meu cabelo, maquiagem e acessórios estavam ok, vejo %Connor% completamente vestido me olhando com um sorriso nos lábios.
— Temos que concordar que eu tenho um bom gosto. — Ele murmurou, se aproximando.
— Não exagere. Você apenas prospectou o que eu uso. — Me inclino e beijo seus lábios. — Agora voltamos ao normal. — Passei as mãos pelo meu cabelo, os alisando ainda mais.
Saímos de sua casa juntos.
Dentro do carro de %Connor% o silêncio novamente só era interrompido pelo ronco do motor. Diferente da noite anterior, onde o silêncio era rodeado de pura luxúria, hoje ele era apenas um acordo silencioso. Um acordo que deixava claro, o tempo de %Emma% e %Connor% tinha acabado.
A partir de agora, nós assumiríamos a posição que nossos pais tanto amavam.
A de bonecos de plástico.
%Connor% parou seu carro a duas quadras do campus. Tempo o suficiente para me deixar com %London% sem sermos vistos juntos. E mesmo que as pessoas tivessem visto nós dois saindo juntos da festa ontem, todo mundo sabia que o que acontecia fora da faculdade, não era compartilhado por ninguém dentro da faculdade.
Eles não têm essa autorização.
Não no nosso círculo.
E eu acho que isso é o que torna tudo muito mais interessante.
Mais legal.
Muita gente fica se perguntando,
“se você e %Connor% estão “ficando” por que simplesmente não assumem o que têm?” Bom… A única resposta que eu poderia dar aos fofoqueiros de plantão é que não existe nenhum relacionamento entre %Connor% e eu e esse é o motivo de não assumirmos nada.
Ele tem liberdade de ficar com quem quiser, assim como eu tenho liberdade de ficar com quem quero, e se nesse meio tempo quisermos nos pegar, ótimo!
Claro que antes de eu abrir a porta do carro e encontrar com %London%, %Connor% se inclinou um pouco para a frente, quebrando a distância que mantivemos desde que saímos da sua casa.
— Acho que você se esqueceu de algo…
— %Connor%, você é um perigo para a minha imagem. — Falei, enquanto esticava minha mão para pegar o que ele estava me oferecendo.
— É sempre um prazer. — %Connor% não me entrega o pequeno estojo de metal que estava em suas mãos imediatamente. Na realidade ele o segurava com um sorriso presunçoso nos lábios. — Me liga quando for usar… — Ele beija meu pescoço. — Não quero que você curta a onda sozinha.
%Connor% deposita o estojo nas minhas mãos.
— Conversamos sobre esse seu showzinho depois.
Abro a porta do carro, o deixando para trás com aquele sorriso arrogante nos lábios.
Entrei no prédio principal cinco minutos antes da terceira aula começar. %London% estava logo atrás de mim, seus saltos ecoando pela sala.
Não demorou muito para %Connor% aparecer também. Ele, diferente de mim, não estava acompanhado, e se senta em uma das poucas cadeiras que estavam disponíveis naquele momento, arrancando um suspiro de algumas garotas e garotos que estavam próximos a ele.
Reviro meus olhos.
Sempre foi assim, as pessoas não mudavam.
Quando o professor entra, tiro meu tablete da bolsa que %London% tinha trazido para mim, e abro meu aplicativo de anotações. Eu odiava as aulas de macroeconomia, e odiava ainda mais o professor que ministrava essa aula.Mas como ser uma boa pessoa faz parte do meu personagem, comecei a anotar tudo o que o professor falava. Afinal, meus pais pagavam uma pequena fortuna para eu estar aqui, e esse não era o lugar para eu demonstrar tédio e sim fazer conexões reais para a minha empresa futuramente.
Já %London% parecia estar em uma batalha interna entre seu celular e seu próprio tablete. Ou ela copiava o que o senhor Z. falava, ou ela digitava freneticamente no celular. E é claro que ela desistiu da aula apenas para focar no seu pequeno drama com %Trevor%.
Senti o olhar de %Connor% e o encaro, confusa.
Ele estava inclinado um pouco para trás. O suficiente para me encarar. Diferente de mim, %Connor% não tinha nada em sua mesa.
Claro. Ele era tipo, o príncipe William para as pessoas.
Todo mundo o idolatrava.
Todo mundo o amava.
Menos eu.
Afinal, eu conhecia %Connor% muito bem. Essa pose de bom garoto não funcionava comigo, e talvez fosse por isso que eu era imune ao seu feitiço.
Senti meu celular vibrando dentro da bolsa e o peguei, vendo em seguida a mensagem que recebi.
%Connor%: Não sei por que, mas essa roupa ficou ainda melhor em você.
Eu: Vá procurar algo para fazer.
Fecho meu celular e reviro meus olhos.
— Algum problema, %Emma%? — O professor interrompe sua explicação, seus olhos fixos em mim.
A sala toda parecia ter ficado em um silêncio absoluto. Parecia que ninguém respirava naquele momento.
— Nenhum… — Suspirei. — Apenas pensando em como eu poderia encaixar todo o seu discurso na minha empresa, ou se isso realmente valeria de algo.
Um murmúrio toma conta da sala e escutei bem baixinho o professor limpando sua garganta, claramente desconfortável com as minhas palavras. Eu sentia o sorriso das pessoas sem nem mesmo vê-los.
Acho que esse gesto faz com que o senhor Z. fique um pouco desconcertado, mas ele não deixa a peteca cair. Voltando a dar sua aula como se a nossa pequena interação nunca tivesse acontecido.
Já passou da hora deles entenderem que somos intocáveis ali dentro.
Praticamente corri da sala assim que a aula acabou e %London% e eu fomos pegar um café no ART. E apesar de ser muito frequentado pelos bolsistas, tinha o melhor café do campus.
— Aquela ali não é a menina da bolsa de estudos? Da aula de ontem… — %London% apontou com o queixo.
Ela parecia ainda mais desleixada do que no dia anterior.
— Aparentemente…
Dou de ombros, pegando o copo de café que o barista estendeu para mim.
— Estou pensando em quanto tempo ela vai durar aqui. — %London% riu.
— Uma coisa temos que concordar, os bolsistas que ficaram tiveram estômago. — Por um breve momento senti uma curiosidade sobre aquela garota.
— Que isso, %Emma%? Um sentimento de empatia? — Ela arqueou sua sobrancelha.
— Menos, %London%. Bem menos — Respondi. — Não é empatia, na realidade é apenas um agradecimento silencioso que eu dou por ter nascido da forma que nasci.
— Eu te conheço. Só estava brincando. — %London% toma um gole do seu café. — Que tal almoçarmos no clube hoje?
—
Sorry. Minha mãe marcou esteticista hoje. — Fiz um biquinho.
— Ui. Graças a Deus minha mãe não é que nem a sua. — Ela bateu levemente no meu ombro. — Te vejo amanhã?
— Se tudo der certo, hoje. — Me despeço dela com um aceno.
Caminhei para o corredor principal, sentindo o ar quente de Malibu tocando minha pele. Acredito que hoje deveria ser um dos dias mais quentes desse verão, e tudo o que eu mais queria era estar na minha casa à beira-mar tomando um coquetel e pegando um bom sol. Mas ao invés de fazer isso, eu estava indo para casa, mais precisamente, para outra intervenção estética patrocinada pela minha mãe.
Mas antes de ir embora, meus olhos se movem novamente para a bolsista.
Gabriela. Acho que esse era o nome dela.
Ela me olhava também, no entanto, enquanto meu olhar era de puro desprezo, o dela parecia ser de…
pena.
Travo minha mandíbula. Ponderando o que eu poderia fazer para ela perder
esse olhar. Mas antes que eu pudesse decidir alguma coisa, uma mão firme me puxou pelo cotovelo, quase me fazendo derrubar o copo de café que eu segurava.
— Porra! Você está com uma cara de quem quer queimar tudo.
Fico surpresa ao escutar a voz de Sebastian batendo em meus ouvidos.
— Meu Deus! Meu Deus! — Por um momento eu perco minha postura. — Quando você chegou? — Perguntei, encarando Sebastian como se ele fosse uma assombração.
— Hoje mesmo… — Noto algo de diferente nele.
— O que aconteceu? Anton está bem? Skyler…
— Todos estão bem… Quer dizer… — Cruzei meus braços, ignorando alguns olhares curiosos.
— Continue, Bass. Não estou com tempo sobrando. — Olhei para o meu relógio. Minha mãe ficaria uma fera se eu me atrasasse.
— Eu não falo com Skyler há dois anos. — Ele e mais ninguém. Ela simplesmente sumiu do mapa. Um lembrete constante do que não fazer. Nesse caso não se apaixonar pelo melhor amigo do seu irmão e ser trocada pela garota que ela odiava.
Eu nunca tinha entendido muito bem a paixão obsessiva que Skyler tinha por Sebastian, mas como eu amava minha amiga, nunca a questionei. E isso inclui o súbito noivado dos dois.
Mas acredito que o mais chocante disso tudo foi Sebastian ficar com Sarah, a inimiga número um da Skyler e do campus todo.
— Bass… Eu amo você, mas podemos falar mais tarde? Minha mãe está me esperando.
— Claro... Mande um beijo para a minha tia. — Reviro meus olhos.
Seja lá o que fez Sebastian Beaumont voltar para Malibu, não seria nada bom. Principalmente porque o retorno dele trazia fantasmas que eu preferia manter enterrados.
Com pensamentos a mil, assim que avistei meu carro, entrei e dirigi para casa. Eu não podia me atrasar muito, ou minha mãe iria me questionar.
Cerca de quarenta minutos eu acabei chegando em casa. E quando entro, sou recebida por um silêncio intimidador. Subi as escadas e entrei no meu quarto tão rápido quanto cheguei aqui; joguei minha bolsa na cama e rapidamente peguei o que precisava ser tirado dela, escondendo-o no cofre que eu mantinha atrás do meu guarda-roupa, e que rezava mentalmente para minha mãe nunca descobrir que ele existia.
Paro na frente do espelho que eu tinha no meu closet e encarei meu reflexo. Eu era uma herdeira, e precisava que o mundo comprasse minhas ideias, com um suspiro, liguei a banheira, deixando que a água morna subisse junto com alguns óleos que joguei nela, entrando assim que encheu o suficiente.
Fiquei ali por alguns minutos. E quando saí, eu já estava pronta para ser a %Emma% que meus pais sempre desejam. Vesti uma calcinha e coloquei meu roupão. Precisava secar meu cabelo antes da esteticista chegar e aí sim eu seria a boneca de porcelana que mamãe sempre amou.
Escuto uma batida suave na porta do meu quarto, e em seguida minha mãe entra, sem pedir permissão. Em suas mãos ela carregava um envelope rosado, e fecho meus olhos ao sentir o aroma que ele emanava.
— Você demorou para chegar. — Ela sorri, enquanto seus olhos percorrem todo o canto do meu quarto.
— Encontrei Sebastian…
— Sabe, aconteceu algo interessante hoje… O reitor ligou para o seu pai. — Mamãe caminhou até a minha penteadeira, passando o dedo indicador sobre a superfície de vidro. Ignorando complemente o fato do seu sobrinho ter aparecido. — Disse que sua atitude em sala de aula não foi muito interessante. — Ela se vira para mim, sua expressão neutra.
— Mamãe…
— %Emma%, querida. Eu não me importo com quem você interrompa, o que eu me importo é com pessoas importantes entrando em contato para falar mal sobre o seu comportamento. — Suspiro. — Você sabe que o reitor e seu pai são grandes amigos.
— Ele chamou minha atenção para todos verem… — Tento me justificar.
— Não importa. — Ela se aproxima, segurando meu queixo suavemente. — Você tem que ser impecável aos olhos do mundo. Não me faça ter que intervir.
— Mamãe…
— E a propósito, não volte mais para casa com roupas que não são suas. As pessoas podem ter uma ideia errada sobre você. — Ela sorri. — A esteticista chegou, desça.
Ela saiu do quarto com a mesma elegância que entrou. Esperei o som dos passos dela desaparecer no corredor antes de soltar o ar que eu nem sabia que estava segurando.
Me olho novamente no espelho, sorrindo para o meu reflexo. O problema de ser criada dessa forma, é que no final, você não se contenta apenas com o que estão dando para você, você quer mais.
Só que nesse momento eu tinha que dar um passo para trás. Minha mãe sempre desejou uma princesa que a sucedesse, então eu daria isso para ela. Afinal, as pessoas queriam ver o ser humano perfeito que ela criou,
minha mãe queria isso, e esse era um drama que eu amava interpretar.
Por isso, abri a porta do meu quarto e desci as escadas, pronta para ser moldada. Exatamente como uma herdeira Beaumont deveria fazer.