Aliferous


Escrita porStephanie Pacheco
Revisada por Natashia Kitamura


Capítulo 03 • Aquiver

Tempo estimado de leitura: 34 minutos

“Sentir-se trêmulo”.

  Os gritos na arquibancada eram ensurdecedores. A música trazia batidas bem-marcadas enquanto a sequência de passos era reproduzida com precisão pelo grupo que havia tomado uma parte do campo durante o intervalo do jogo de futebol americano.
  O time da escola era bem conhecido e prestigiado, mas não como seus líderes de torcida.
  Cinco vezes campeão nacional, naquele ano pretendiam manter a dinastia intacta, conquistando o sexto prêmio, e a coreografia impecável apresentada deixava isso muito claro.
  Todos os membros daquele grupo se dedicavam como se suas vidas dependessem daquilo. Literalmente davam sangue, suor e lágrimas, praticavam várias horas por dia e a capitã exigia nada além do melhor.
  Obviamente, entrar para o time não era fácil. O critério de seleção era elevadíssimo, mas aquele não havia sido um problema para Amélia Stuart.
  A jovem era extremamente esforçada, aquilo fora notado desde o primeiro instante, e possuía um talento nato, embora sua mãe houvesse passado longe daquele tipo de prática em seus tempos de escola.
  Amélia se dedicava à torcida com devoção. Primeiro, porque amava fazer parte daquilo. Ouvir os gritos e os aplausos a cada passo dado fazia seu coração querer rasgar o peito de felicidade. Segundo, porque todas as conquistas do Red Foxes lhe renderiam pontos excelentes em seu currículo, algo o qual ela precisava para realizar seu sonho de estudar na George Washington University.
  Ninguém duvidava da garota. Estava muito claro para todos ali que a jovem Stuart conseguiria qualquer coisa desejada.
  E isso, obviamente, também se aplicava a %Noah% %Wessels%.
  Não importava o quanto ela tentasse esconder, era muito nítida a forma como seus olhos brilhavam toda vez que o rapaz estava por perto.
  Por esse motivo, ela não se surpreendeu nem um pouco quando seus olhos procuraram por ele na arquibancada, quando a plateia urrou de empolgação, no exato instante em que a garota deu um salto perigoso, sendo aparada no ar pelo seu colega de equipe este a manteve sustentada em pé segurando seus pés.
  %Noah% tinha traços bastante marcantes e característicos. Não foi difícil para ela localizá-lo no meio da multidão, principalmente porque os olhos dele a encaravam de volta.
  %Wessels% talvez fosse a pessoa que mais gritava naquela plateia, completamente admirado com todos os feitos da jovem. Ele sempre estava presente nas apresentações de Amélia, mas não havia uma única vez na qual não se surpreendesse com algo que ela fazia. Era como se a garota tivesse sempre alguma carta na manga e isso o deixava completamente embasbacado.
  Um enorme sorriso se formou nos lábios dele quando percebeu que Stuart o encarava de volta e ela acabou retribuindo da mesma forma antes de lançar seu corpo para trás, sendo amparada mais uma vez por colegas e fazendo outro grito em comemoração ecoar dos lábios de %Noah%.
  Aquela garota era simplesmente incrível e ele tinha certeza de que todos naquela escola concordavam com seus pensamentos.
  Exatamente por esse motivo, embora Amélia estivesse tão próxima a ele, que %Noah% sabia o quanto ela era inalcançável.
  Afinal, estava mais do que claro também que ele era apenas um bom amigo dela, nada além daquilo.
  Observou o momento no qual ela correu para a primeira fileira, gritando algumas palavras para animar a torcida, recebendo mais gritos como resposta, levando cada um ali presente ao delírio, o que só deixava o rapaz mais encantado e nervoso consigo mesmo. Precisava deixar aqueles sentimentos de lado ou não conseguiria mais ser amigo de Amélia.
  Talvez ele devesse mesmo se afastar dela.
  Uma careta se formou em suas feições.
  Não conseguia.
  Amélia jogou os cabelos para um lado, movendo sua cintura de um lado para o outro, dando uma rebolada e piscando para o público, e %Noah% perdeu a linha de raciocínio.
  Como ela conseguia ser tão linda?
  Suspirou.
  — Você devia conversar com ela. — Assustou-se ao ouvir a voz ao seu lado, dando um pulo e encarando o dono dela enquanto levava uma mão ao peito, fechando a cara em protesto.
  — Eu não faço ideia do que você está dizendo, Berkshire.
  Uma sobrancelha foi arqueada em sua direção e o garoto soltou uma risada irônica.
  — Claro que faz. Você está de quatro pela Amy.
  — Não estou de quatro, nada. Não diga besteiras — ralhou com um revirar de olhos.
  — Tá certo. E eu sou o novo capitão do time de futebol — debochou, recebendo um dar de ombros como resposta. — Corta essa, %Noah%. Te conheço desde que usava fraldas. Você gosta dela.
  %Wessels% estreitou os olhos, negando com a cabeça.
  — Você não vai parar de me encher o saco enquanto eu não admitir isso, não é? — acabou soltando, também conhecendo bem demais o amigo.
  — Que bom que você sabe disso. Agora admita logo o que a escola inteira já percebeu.
  %Noah% se sentiu desconcertado.
  — Acha mesmo que a escola inteira percebeu? — Se inclinou para poder usar um tom mais baixo e ainda assim ser ouvido.
  — Isso é uma confissão?
  — Pare com isso, Vincent! Me responde. — Seu tom de voz agora era aflito, o que arrancou uma risadinha do outro.
  Mais uma vez, %Wessels% estreitou seus olhos para o amigo.
  — Tudo bem, vou parar de rir. — Tocou o ombro de %Noah%, acalmando-o. — Foi só um jeito de falar, mas não é algo muito difícil de se perceber, se quer saber. Olha o jeito que você olha pra ela? Só a própria Amy que não se deu conta ainda.
  Aquilo fez %Noah% engolir a seco e as palavras simplesmente fugiram de sua boca. Ele não sabia como reagir àquilo.
  — Fica tranquilo, %Wessels%. Eu tenho certeza de que ela também gosta de você. — A convicção dele fez %Noah% erguer uma sobrancelha. — Vai por mim.
  — Não sei se devo, Vincent. Vai que você está errado? Amélia é minha melhor amiga. Não quero arruinar a nossa amizade com isso.
  — Então você prefere ficar apenas olhando pra ela com cara de bobo, sendo o bom amigo até aparecer alguém com coragem para tomar uma atitude e conquistar a sua garota?
  Ouvir aquilo lhe causou um tremendo incômodo. A ideia de Amélia com alguém chegava a causar uma dor estranha no peito, acompanhada de uma sensação de sufocamento.
  — Fala pra ela como você se sente, %Noah%. Eu tenho certeza de que você não vai se arrepender disso.
  %Wessels% dirigiu seu olhar para o campo, vendo que a coreografia dos líderes de torcida finalizava e uma Amélia sorridente parava na ponta esquerda, com uma mão na cintura e a outra erguida em uma pose animada.
  Mais uma vez, os olhos dela procuraram os dele e o sorriso se tornou ainda maior quando estabeleceram o contato visual.
  %Noah% acabou sorrindo também, como sempre fazia quando estava com ela.
  Vincent tinha razão, ele precisava contar a Amélia como se sentia.
  Mas como ele faria isso?
  Passou a mão pelos cabelos porque não fazia ideia.
  — Como eu faço isso, Vincent? — externou seus pensamentos, de repente ficando ainda mais nervoso.
  — Apenas seja sincero. Acho que a festa pós-jogo de hoje pode te ajudar nisso.
  — É. A festa. — Engoliu a seco. — Boa ideia.
  De repente, ele estava ansioso por uma festa a qual ele nem havia cogitado ir antes.

🏛

  — E é por isso que nós precisamos estar em todos os lugares. Quem não marca presença, é esquecido pelo público e eu venho falando isso para o %Noah% desde o começo.
  Um sorriso cordial se formou nos lábios do candidato a senador quando ele se deu conta de que os olhares na mesa haviam se direcionado para ele.
  — Eu durmo e acordo com essa frase. Estou surpreso que Phillips não tenha colocado como um mantra em meu despertador — brincou, arrancando algumas risadas dos presentes.
  — Sempre engraçado, %Wessels%. Mas está aí uma ótima ideia — Todd retrucou, fazendo %Noah% balançar a cabeça em negação.
  — Mas nós compreendemos o seu pronto, Todd. %Noah% é uma figura difícil de esquecer, certamente, mas Itália vem conquistando um grupo considerável. Eu diria que ela é, sim, uma adversária à altura.
  %Noah% se esforçou para lembrar o nome do homem sentado do outro lado da mesa, mas era constantemente apresentado a pessoas e sua memória lhe traía diversas vezes.
  — Não podemos subestimá-la, isso é um fato. A mulher tem garra e simpatia do povo. — O comentário veio de um segundo homem e %Wessels% não tinha certeza, mas possuía uma vaga lembrança de seu nome. O palpite ia para Ernie.
  Tentou prestar atenção ao seguimento daquela conversa, mas naquela noite em especial aquilo estava mais difícil do que o normal.
  %Noah% achava aqueles jantares com o pessoal do partido uma verdadeira tortura, no entanto não tinha muitos problemas em se manter atento às conversas. Talvez porque normalmente ele não ia àquele tipo de evento sozinho. Amélia sempre estava com ele, apertando sua coxa por baixo da mesa toda vez que ele parecia mergulhar nos próprios pensamentos.
  Os lábios de %Noah% tremeram com aquela lembrança, um olhar foi lançado ao lugar ao seu lado, agora ocupado por outra pessoa da qual ele não lembrava exatamente o nome, e o homem conteve um suspiro, pegando a taça de vinho tinto e a levando aos lábios, tomando alguns goles discretos.
  %Wessels% captou algumas palavras ditas e murmurou qualquer coisa em concordância, porque não era muito difícil de imaginar o andamento da conversa.
  A ausência de Amélia era sentida em todas as situações da vida de %Noah%. Ele ouvira dizer que ficava mais fácil com o tempo, e talvez aquilo fosse verdade, mas não queria dizer que doía menos.
  Ter aquele tipo de lembrança dela e alimentá-la era se torturar ainda mais do que aquela situação forçada do jantar — afinal, quem não estava ali o bajulando por puro interesse? —, mas ele não conseguia se controlar e tampouco sabia se queria.
  Por mais que doesse, era bom pensar em como as coisas haviam acontecido entre ele e Amélia. Como ele havia demorado a tomar coragem para confessar a ela o quanto era apaixonado e arriscado quase perdê-la para sempre nesse processo.
  Não havia acontecido naquele pós-jogo, como Vincent Berkshire havia o encorajado tanto a fazer. Na verdade, aconteceu várias semanas depois, mas ainda assim aquela lembrança era importante para %Noah%. Foi ali que ele começou a se dar conta de que não conseguiria viver sem ter Amélia Stuart por perto.
  Era irônico agora ele ser forçado justamente a isso.
  Outra vez a taça de vinho voltou a tocar seus lábios e o candidato focou seu olhar em Todd Phillips. O homem naquele momento discutia algumas estratégias de campanha a serem adotadas nos próximos dias.
  %Noah% teria um comício dali a quatro dias, disso ele já sabia. Da gravação de uma nova vinheta para rádio e televisão também.
  — Sem falar na visita à Universidade de Baltimore. Eles terão a reunião para a recepção dos novos calouros, então é uma boa estar presente. Gente jovem espalha as coisas de um jeito absurdo nas redes sociais. %Noah% precisa desse suporte.
  O cenho de %Wessels% se franziu levemente com aquela informação.
  — Visita à universidade? — se pronunciou, erguendo uma sobrancelha para Todd quando o assessor o olhou.
  — Sim. Na quarta-feira à tarde. — Phillips o encarou como se dissesse que explicaria aquilo melhor em um outro momento.
  Era a terceira vez naquela semana que o homem marcava compromissos sem avisar ou consultar o candidato e ele poderia ficar irritado naquele momento, mas uma parte da informação saltou aos seus olhos.
  A visita era à Universidade de Baltimore, ele participaria da recepção aos calouros e…
  Não era aquela a universidade onde %Selene% %Mikkelsen% começaria a estudar?
  — Perfeito. É difícil acompanhar a agenda lotada que você prepara para mim, Todd. Mas essa é uma excelente ideia — soltou em um tom educado, fazendo o assessor assentir aliviado.
  Era ridículo que %Noah% de repente se sentisse animado com aquela visita. Ele podia ver %Selene% quando quisesse, afinal, ela morava em sua casa.
  Mas o que estava pensando?
  Estava quase voltando à própria adolescência, sendo que mal conhecia a jovem e ela poderia muito bem ser uma irmã mais nova.
  Pelo visto, o tópico da diferença de idade entre os dois precisaria ser lembrado com maior frequência.
  Parar de deixar %Selene% invadir seus pensamentos daquela forma era uma necessidade, principalmente porque corria o risco de sua mente vagar até aquela fatídica lembrança de como a mulher havia gemido gostoso para o namorado e dito várias sacanagens.
  Qual era o problema de %Noah%?
  De repente, a visão das bochechas de %Selene% extremamente vermelhas tomou conta, expulsando as outras lembranças e apontando o quanto ele havia errado em ter ouvido atrás de sua porta e ainda por cima ter confessado isso a ela.
  Certamente, depois do ocorrido, a jovem pensaria que ele era algum tipo de pervertido e ficava espiando pelas portas das pessoas, tarando a filha do seu chefe de segurança.
  Que porcaria ele tinha feito!
  Sentiu o próprio rosto esquentar, enquanto a vergonha tomava conta de si.
  Havia sido rude e desrespeitoso com %Selene%, mas quem sabe ainda teria alguma chance de se redimir.
  Precisava se desculpar com a mulher o quanto antes.

💋

  — Na próxima vez, é melhor conferir se a porta do seu quarto está fechada antes de ter algumas conversas.

  As palavras ecoavam em um looping enquanto %Selene% seguia pelos corredores da mansão, sem sequer ousar olhar para trás mais uma vez.
  Seu rosto inteiro pegava fogo e ela tinha certeza de que deixou transparecer o choque ao ouvir aquilo porque captou a reação de %Noah%, embora não tenha conseguido processar exatamente qual era.
  — Você está bem, menina? Tá parecendo que viu alguma coisa que não devia! — A voz de Julieta fez %Selene% pular de susto, parando de caminhar e olhando para a governanta vindo do lado oposto do corredor.
  A jovem %Mikkelsen% abriu a boca para responder, mas nada saiu de seus lábios, o que fez a mais velha franzir o cenho. Não conhecia a mulher direito ainda, mas pelo pouco que haviam conversado já tinha notado o quanto %Selene% era tagarela.
  — Aconteceu alguma coisa, querida? Eu posso te ajudar? — preocupou-se, dando mais alguns passos na direção dela e fazendo menção de tocar seu braço.
  — Ah… N-não! — exclamou em sobressalto. — Só estou um pouco cansada, July. Andei pra caramba hoje — deu a primeira desculpa vinda à sua mente.
  Como ela ia contar à governanta que o patrão dela havia a ouvido quase fazendo sexo por telefone?
  — É mesmo! Como foi seu passeio?
  Julieta ia ficar horas conversando ali com ela e provavelmente oferecer que fossem até a cozinha para ela lhe preparar algo.
  %Selene% não podia arriscar encontrar com %Noah% novamente, ela não fazia ideia de como encará-lo depois daquele aviso.
  — Foi bom. Eu consegui comprar algumas coisas pra deixar meu quarto com a minha cara e tudo — contou, tentando conter o nervosismo na voz. — Mas eu acabei quase me perdendo no final. Fiquei sem bateria no celular e se não fosse uma alma bondosa, eu teria dormido nas ruas hoje.
  — %Selene%! — Julieta exclamou em espanto.
  — Eu sei, July. Posso te explicar melhor tudo amanhã? Sinceramente, eu estou podre de cansada. Mal consigo manter os olhos abertos e…
  — Tudo bem, querida, você me conta os detalhes amanhã — soou compreensiva. — Eu vou preparar algo pra você comer e depois levo lá em seu quarto. O que me diz?
  %Mikkelsen% não conseguiu conter um sorriso de gratidão.
  — Você é incrível, Julieta. Eu aceito, obrigada.
  — Agora vá logo tomar seu banho.
  %Selene% riu e passou pela governanta, apressando seus passos e praticamente correndo até seu quarto.
  Ela não queria se arriscar a encontrar alguma outra pessoa no caminho, mesmo só tendo contato com três moradores dali até o momento.
  Um arrepio percorreu seu corpo e ela o sacudiu quando uma possibilidade surgiu em seus pensamentos.
  Não queria nem imaginar o que faria se desse de cara com seu pai.

  Seu coração ainda estava acelerado quando ela fechou a porta atrás de si, levando uma mão ao peito e a outra até uma de suas bochechas, sentindo-a absurdamente quente.
  Parando para pensar, aquilo não se aplicava somente às suas bochechas, seu corpo todo parecia estar em combustão.
  — Puta que pariu! — exclamou as palavras as quais desejava ter dito no exato momento em que ouviu as de %Noah%.
  Então ela não estava louca, realmente havia alguém na porta, ouvindo sua conversa com Pietro.
  Seus gemidos para Pietro.
  Céus, o que %Noah% estava pensando dela?
  Que era alguma maluca, pervertida e…
  A mulher caminhou até a frente do grande espelho de seu closet, observando sua silhueta e mordendo a boca ao fixar o olhar na parte exposta de seu colo, notando a pele avermelhada.
  Realmente, ela estava pegando fogo.
  Olhou de soslaio para a porta do quarto, devidamente fechada dessa vez, e por alguns segundos imaginou a silhueta deliciosamente musculosa de %Noah% %Wessels% parada ali.
  Por que o homem havia lhe contado aquilo?
  Ele havia gostado do que ouvira?
  A mulher teve a impressão de ter visto alguém parado do lado de fora. Será que %Noah% havia mesmo feito aquilo?
  Se sim, teria se tocado ao ouvi-la?
  Teria visto alguma coisa também, tentado se esgueirar para enxergar melhor e por isso acabou fazendo algum som indevido?
  A ideia de um homem gostoso daquele jeito se tocando por causa dela fez seu corpo esquentar ainda mais e %Selene% desceu a mão de seu colo até seus seios, apertando um deles na região dos mamilos e soltando uma exclamação baixa.
  Um incômodo no meio de suas pernas fez ela apertar uma coxa na outra, pressionando ainda mais os dentes em seu lábio inferior.
  Ela estava mesmo excitada pensando em um homem a observando?
  Mas aquele homem não era um qualquer. Era %Noah% %Wessels%.
  O gostoso do %Noah% %Wessels%.
  Negou com a cabeça.
  Só podia estar ficando maluca.
  Dois dias em Baltimore e ela já estava enlouquecendo.
  Deixou os dois braços caírem ao lado de seu corpo, encarando seu rosto e soltando um suspiro.
  Se Pietro estivesse ali, ela não fantasiaria com aquele tipo de coisa.
  — Pietro! — Arregalou os olhos, correndo em busca do carregador para seu celular e tratando de conectá-lo ao aparelho.
  Se jogou na cama e encarou as unhas por um momento, tentando parar de pensar nas coisas que haviam acabado de acontecer enquanto esperava o celular ligar.
  Assim que a tela inicial surgiu, ela buscou pelo contato de Pietro com urgência e iniciou a chamada, jogando para longe a culpa por ter imaginado aquelas coisas com %Noah% %Wessels%.
  — Sua chamada está sendo encaminhada para a caixa de mensagens.
  %Selene% franziu o cenho, trazendo o aparelho até seu campo de visão, desligando a chamada e iniciando outra em seguida.
  — Sua chamada está…
  — Celular desligado, Pietro? — estranhou porque não era bem do feitio dele, mas não ia criar nenhuma neura.
  Talvez, como ela, ele tivesse ficado sem bateria.
  Mandaria uma mensagem de boa noite e no dia seguinte falaria com o namorado.
  Alguma série com bastante investigação teria de ser o suficiente para distraí-la até a mulher cair no sono.

  Oi, meu amor! Te liguei para desejar boa noite e contar como o meu dia foi louco, mas tudo bem. Espero que esteja bem.
  Amanhã conversamos, certo?
  Boa noite.
  Sonhe comigo! 💋

  Correu para o banheiro, tomou um banho relativamente rápido e encontrou seu jantar ali sobre a escrivaninha quando saiu.
  — Abençoada seja Julieta — exclamou, só então se dando conta do quanto estava faminta.
  Assim como ela só se deu conta do quanto estava cansada quando deitou a cabeça no travesseiro e caiu no sono antes mesmo dos cinco primeiros minutos da série.

💋

  O ar estava cada vez mais escasso aos seus pulmões. Por mais arejado que fosse aquele ambiente, o calor era quase insuportável, espalhando gotas de suor por todo o corpo de %Selene%.
  Era como se a qualquer momento ela fosse entrar em combustão e os espasmos involuntários em uma frequência crescente eram o sinal claro de que não faltava muito para aquilo acontecer.
  Deitada de bruços naquela cama grande demais para a jovem %Mikkelsen%, sua cabeça se afundou no travesseiro e ela o mordeu em uma tentativa falha de abafar um gemido sôfrego que escapou de seus lábios quando, mais uma vez, seu corpo se contorceu de maneira intensa.
  Precisou de muita força de vontade para não deixar um certo nome escapar por entre seus lábios, embora aquele homem estivesse bastante nítido em seus pensamentos.
  Na imaginação de %Selene%, os músculos evidentes daqueles braços fortes estavam ao redor dela, apertando cada pedacinho de seu corpo, fazendo uma pressão para que ela ficasse cada vez mais colada ao peitoral deliciosamente bem desenhado. Uma das mãos dele descia até o meio de suas pernas, escorregando seus dedos pela intimidade encharcada, enquanto um grunhido rouco escapava de seus lábios.
  Sufocando outro gemido, %Selene% acariciou seu clitóris inchado com ainda mais afinco, movendo seus dedos em círculos, sentindo o calor lamber seu corpo inteiro com ainda mais intensidade.
  Estremeceu imaginando os dedos grossos do homem escorregando para dentro de si e mordeu o travesseiro com mais força ao se tocar da mesma maneira, alargando-se de um jeito delicioso e girando os próprios dedos de forma que sentisse cada pedacinho de sua intimidade os apertando.
  — Boa menina. Você gosta disso, %Selene%? Gosta dos meus dedos socados dentro de você?
  Mais um gemido sôfrego ecoou de seus lábios, dessa vez um pouco mais alto do que ela gostaria.
  A risada rouca dele quase fez com que a mulher atingisse o ápice.
  — Acho que isso é um sim.
  Então ela sentiu a respiração quente do homem bater contra a curva de seu pescoço ao mesmo tempo em que ele aumentou a intensidade das estocadas de seus dedos e %Selene% mordeu o travesseiro com mais vontade.
  — Rebola bem gostoso para mim, %Selene%.
  Obediente, ela moveu seus quadris circularmente, o que a permitiu senti-lo com ainda mais intensidade. Seu corpo estremecia cada vez mais e por mais que estivesse tentando se conter, não conseguiu evitar o nome exalado de seus lábios.
  — %Noah%!
  Ouvir a própria voz somada ao som alto da respiração dele aumentou ainda mais o estado de excitação no qual ela se encontrava mesmo que, honestamente, não imaginasse aquilo ser possível.
  No entanto, enquanto socava os próprios dedos para dentro de si com intensidade, percebeu que aquele som de respiração não estava apenas em sua imaginação.
  Estava ali com ela.
  Próximo e deliciosamente sedento.
  %Selene% sentiu seu coração pular até a garganta, seu rosto foi tomado pelo rubor conhecido e ela fez menção de se virar para cobrir seu corpo completamente nu.
  Antes que fizesse isso, no entanto, viu %Noah% se aproximar, levando uma mão aos lábios e fazendo um sinal para silenciá-la.
  Um misto de excitação e confusão se espalhou pelos seus poros e antes de ela conseguir processar completamente o significado daquilo, sentiu uma mão de %Noah% pousar em sua nuca, descendo por toda a extensão de suas costas e então se unindo à mão dela.
  Seu corpo inteiro tremeu com aquele simples toque e um gemido alto ecoou de seus lábios, ao que %Wessels% respondeu pedindo mais uma vez pelo silêncio dela.
  — Por mais delicioso que seja o som dos seus gemidos, nós não podemos ser ouvidos, senhorita %Mikkelsen%.
  Puta merda. Como ela ia se segurar com a voz daquele homem soando rouca daquele jeito?
  %Noah% então levou a outra mão até os lábios de %Selene%, tampando sua boca para abafar qualquer som que escapasse dali e começou a movimentar sua mão junto à dela, retomando os mesmos movimentos circulares que antes faziam o corpo da jovem %Mikkelsen% se contorcer.
  Espasmos tornaram a tomar conta de cada centímetro seu, os quadris de %Selene% passaram a se mover de maneira quase involuntária e ela conseguia ouvir com bastante clareza o som da respiração de %Noah% se tornar cada vez mais irregular.
  Sem aviso, ele escorregou um dedo para dentro de sua intimidade, indo tão fundo que ela pressionou os lábios com força, grunhindo contra a mão dele e apertando seus olhos.
  Decidiu que provocá-lo tornaria tudo ainda mais delicioso, então fez uma pressão no baixo ventre, engolindo o dedo dele dentro de si e gemendo de forma abafada e manhosa, e %Wessels% correspondeu enfiando três de seus dedos na boca da mulher, grunhindo com o quanto os lábios cheios dela eram deliciosos.
  Ele escorregou para fora da intimidade dela, aproveitando o quanto estava molhada para esfregar seu clitóris com afinco, voltando com dois dedos e os curvando de um jeito tão gostoso que as pernas de %Selene% oscilaram e ela as abriu ainda mais, facilitando os movimentos dele.
  Virou o rosto na direção de %Noah%, desejando ver a expressão dele enquanto socava seus dedos nela daquele jeito viciante, estremecendo mais a cada segundo e ofegou sonoramente quando notou a ereção presa pelas calças do homem.
  De repente, sua boca salivou de vontade de chupá-lo por inteiro, mas havia algo do qual ela necessitava com ainda mais urgência.
  Sugou os dedos grossos de %Noah% com afinco, lambuzando-os intensamente e fazendo ele os afastar para fazer o pedido de forma sôfrega e desesperada.
  — Me fode, %Noah%. Por favor!
  Ele grunhiu mais uma vez em resposta, completamente afetado pela forma manhosa com que as palavras escaparam da boca de %Selene%, então aumentou a intensidade usada para meter os dedos dentro dela, girando-os, tocando cada centímetro dela com vontade.
  %Mikkelsen% rebolou obedientemente, aumentando ainda mais a sensação de prazer que percorria seu corpo, completamente entregue ao calor absurdo o qual fazia seu corpo tremer... e tremer… e tremer.
  — Por favor, senhor %Wessels%…
  — Já disse para me chamar de %Noah% — a voz dele adquiriu um tom um tanto autoritário e mais uma vez as pernas dela oscilaram.
  — %Noah%!
  Tão subitamente quanto ele começou a preenchê-la com seus dedos, foi a forma como escorregou para fora dela, tocando seu cinto de uma maneira desesperada e passando a se livrar daquelas calças sociais que só faziam a ereção dele ficar mais marcada no tecido.
  %Selene% mordeu a boca com força, ansiosa para ver o quão delicioso era %Noah% e…

  O som de uma explosão fez o coração da jovem saltar até a boca.
  Ela abriu os olhos rapidamente, arregalando-os e levando uma mão ao peito, seus batimentos tão acelerados fazendo-a pensar estar prestes a infartar naquele momento.
  Completamente atordoada, %Selene% se ergueu um pouco na cama com a intenção de se sentar, mas suas pernas estavam completamente bambas e seu corpo inteiro parecia em chamas.
  — Puta que pariu. — Ouviu sua própria voz ecoar completamente falha.
  Aquilo havia sido tão real que ela olhou em volta do seu quarto como se esperasse encontrar %Noah% ali parado, observando-a com o mesmo olhar faminto, prestes a fodê-la com vontade.
  Estremeceu violentamente, então apertou uma perna na outra, percebendo o quanto estava molhada com aquilo. Na verdade, o corpo todo de %Selene% era apenas suor, calor e excitação.
  Bufou de repente. Sentindo-se absurdamente frustrada porque aquilo tudo não passava de um sonho erótico e porque acordou antes de atingir o próprio orgasmo.
  Soltou uma risada inconformada, levando uma mão até seus cabelos e os erguendo para deixar um pouco de ar fresco atingir sua nuca. A região parecia ferver de tão quente.
  Olhou para o celular posto sobre a mesinha de cabeceira e se inclinou para acender o visor, esperando encontrar ali alguma notificação de resposta à mensagem enviada para Pietro.
  Não encontrou nada e, abrindo a conversa, descobriu que ele nem ao menos havia visualizado a mensagem.
  Conteve um grunhido e tentou deitar-se novamente em sua cama, desligando a televisão para que nada lhe assustasse mais, então fechou os olhos, jurando para si mesma que conseguiria voltar a dormir.
  Não conseguiu.
  As imagens do sonho ainda estavam muito nítidas, seu corpo ainda estava completamente agitado pelos acontecimentos nele contidos e ela rolou no mínimo umas cinco vezes antes de voltar a se sentar, frustrada.
  Precisava de água. Na verdade, ela precisava de um banho frio, mas nem fodendo ia tomar banho às três e quarenta da madrugada, afinal, se fizesse isso, podia dizer adeus ao restante de sua noite de sono.
  Levantou-se e seguiu para fora do quarto, usando a lanterna do celular para não incomodar ninguém enquanto passava pelos corredores. Seus pés haviam protestado ao tocar o chão gélido, mas %Selene% preferiu suportar aquilo porque permitiria a ela ser mais silenciosa durante o trajeto.
  Fez uma nota mental de que, a partir do dia seguinte, prepararia uma jarra com água para deixar dentro do quarto e não precisar arriscar acordar outras pessoas, fora que seu quarto era consideravelmente longe da cozinha e ela não podia arriscar se perder e acabar indo parar nos aposentos de %Noah% %Wessels%, por exemplo.
  Por que mesmo ela havia pensado nele mais uma vez?
  As imagens do sonho brilharam nítidas em sua memória e %Selene% mordeu a boca, apressando os passos para tomar a água de uma vez e acalmar seus hormônios aflorados.
  Ela só não contava encontrar na cozinha justamente o motivo de toda aquela agitação.
  %Noah% %Wessels% estava encostado na pia ao lado da geladeira e a luz da lua o iluminava como se fosse alguma espécie de escultura grega, mesmo ele estando completamente vestido, com uma calça de moletom e uma camiseta de pijama.
  %Selene% desconfiava que aquele homem ficaria gostoso até fantasiado de Pennywise.
  Cogitou a presença dele ser apenas fruto de sua imaginação, ou quem sabe ela havia, sim, conseguido voltar a dormir e estava sonhando com aquele homem novamente.
  Será que dessa vez ele a colocaria sentada na pia e a foderia novamente tampando sua boca para o resto da casa não escutar?
  Por Hades, o que estava acontecendo com ela?
  Resolveu recuar e voltar para o quarto, porque não tinha jeito, só o banho frio poderia ajudá-la naquele momento, mas quando fez menção de dar a volta, escutou %Noah% pigarrear baixo, atraindo sua atenção.
  Por alguns segundos, ela permaneceu o encarando paralisada, esquecendo até mesmo de como respirar.
  — E-eu… — balbuciou, então respirou fundo, tentando controlar o tremor que percorria seu corpo para formular algo inteligível. — Desculpe incomodá-lo, senhor %Wessels%. Eu só vim buscar um pouco de água. Não foi minha intenção perturbar seu momento.
  Um sorriso se formou nos lábios dele.
  — Não se preocupe, %Selene%. Imagino que, como eu, você também esquece de levar uma jarra de água para o quarto, certo? — %Noah% percebeu a jovem um tanto agitada, mas preferiu não comentar sobre aquilo. Não queria embaraçá-la outra vez.
  — É… Digo, certo, é isso mesmo! — Se atrapalhou um pouco, ficando perdida com aquele sorriso dele e acabou retribuindo, levando a mão até os cabelos e colocando uma mecha atrás de sua orelha. — Fiz uma nota mental aqui para passar a fazer isso. Longe de mim incomodar alguém fazendo passeios noturnos pela casa. — Fez uma careta, a qual foi retribuída com um franzir de cenho da parte dele.
  — Não irei julgá-la se preferir passear pela casa. Eu mesmo faço isso com frequência. — Deu de ombros e aquele gesto displicente deixou %Selene% um pouco mais à vontade.
  — Você faz?
  — A minha vida é muito agitada, como você já deve ter notado. São raros os momentos durante o dia em que eu posso simplesmente parar dentro da cozinha para beber um copo de água. — Soltou uma risadinha levemente frustrada.
  — Então você aproveita para fazer isso durante a noite? — A jovem arriscou alguns passos na direção de %Noah% quando ele assentiu em concordância, percebendo o olhar dele analisá-la discretamente e parar em seus pés descalços.
  — Seu pai nunca te ensinou que andar descalça no chão gelado vai te deixar doente? — ralhou com ela, fazendo a mulher rir e erguer uma sobrancelha.
  — E eu imagino que o seu não te ensinou o quanto é feio escutar as conversas alheias, senhor %Wessels%.
  Não soube o motivo, mas ela simplesmente deixou as palavras ecoarem, percebendo %Noah% se mexer um tanto sem graça.
  %Selene% teve a impressão de que, se estivesse um pouco mais claro, ela notaria o rosto do homem enrubescer e precisou conter os pensamentos do quanto aquilo era adorável.
  — Sobre isso, eu lhe peço desculpas, %Selene%. Realmente, eu não deveria ter ouvido nada e foi rude de minha parte contar o ocorrido daquela forma. — Levou uma mão até os cabelos, passando os dedos entre os fios em um sinal de nervosismo, fazendo a jovem o achar ainda mais delicioso.
  — Não tem problema. Eu estava apenas brincando com o senhor. — Piscou para ele, de repente bem menos trêmula como antes. Na verdade, a ideia de que estava o afetando de uma certa forma deixou %Selene% curiosa para descobrir até que ponto aquilo acontecia.
  — Só vou acreditar nisso quando parar de me chamar de senhor. — %Noah% riu de leve, fazendo a jovem sorrir, escondendo a expressão afetada pelo arrepio que percorreu seu corpo com as lembranças de uma frase bastante semelhante ecoando rouca dos lábios dele. Então %Mikkelsen% se adiantou para abrir a geladeira e procurar a jarra de água porque sua boca estava absurdamente seca naquele momento.
  Um pensamento engraçado de que a água de seu corpo havia escorrido pelas suas pernas de repente trouxe mais um rubor ao seu rosto.
  — Tudo bem, %Noah%. — Encheu um copo e bebeu alguns goles da água, sentindo o olhar de %Wessels% sobre si.
  Sem conseguir se conter, %Selene% lambeu os próprios lábios, soltando um gemido baixo de satisfação e sorrindo mais uma vez para o homem, tendo uma impressão deliciosa de que ele havia ficado afetado.
  — Mas me fala mais sobre esses seus passeios noturnos — trouxe o assunto de volta, encarando-o com curiosidade.
  — Ah, sim. Os passeios noturnos — seu tom soou distraído, ele pigarreou baixo e a %Mikkelsen% conteve um sorriso. — Depois do que aconteceu, ainda é estranho dormir sozinho e quando fico agitado demais, uma caminhada noturna acaba me fazendo bem — explicou, fazendo com a expressão de %Selene% oscilar um pouco. Era nítido o quanto o homem ainda sofria pela perda da esposa, mas ela não quis deixar aquele assunto mudar o clima da conversa entre eles, principalmente porque sentia também não ser a intenção de %Noah%.
  — Com uma casa gigante como essa, imagino que seja uma bela de uma caminhada. — Soltou uma risadinha e ele a acompanhou.
  — Pode-se dizer que sim. — %Noah% demorou seu olhar no rosto da jovem.
  %Mikkelsen% mais uma vez sentiu um calor pelo seu corpo enquanto retribuía o olhar dele e seus pensamentos mais uma vez a levaram à deliciosa imagem de %Wessels% a colocando sentada na pia.
  — Ahn… Mas eu vou te deixar continuar com o seu passeio, %Noah%. Só vim buscar uma água mesmo. Preciso acordar cedo de novo para dar um jeito de comprar o restante das coisas que tenho em mente. Minhas aulas vão iniciar depois de amanhã — explicou, se aproximando dele para largar o copo sobre a pia.
  Se recriminou por ter feito aquilo no mesmo instante, porque a proximidade a permitiu sentir o quanto %Noah% %Wessels% era cheiroso.
  Como ela conseguiria dormir com aquela fragrância deliciosa impregnada em suas narinas?
  — Tudo bem. Posso colocar um motorista à sua disposição, se quiser — ofereceu, acompanhando-a com o olhar.
  — Não precisa. Você já fez demais por mim e eu prometo que dessa vez não vou me perder. — Piscou um olho para ele.
  — Fico mais aliviado sabendo disso. — Sorriu mais uma vez e os hormônios de %Selene% gritaram para que ela o agarrasse.
  Em vez disso, ela se afastou, afinal, ainda tinha um namorado, por mais que ela precisasse se esforçar muito para lembrar dele naquele momento.
  — Boa noite então, %Noah%.
  — Boa noite, %Selene%. Mais uma vez, me desculpe pelo desconforto de mais cedo. Não irá se repetir.
  Ela deu alguns passos em direção à porta da cozinha, então se virou para ele.
  — Não se preocupe com isso. Prometo falar mais baixinho da próxima vez. — Sorriu ladina para %Noah% e finalmente se afastou.

Capítulo 03
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