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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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A Vida de Agnes de Breitaigne - Livro 1

Escrita porJosie
Revisada por Lelen

Capitulo 2 • Maximiliano, o Príncipe

Tempo estimado de leitura: 7 minutos

  1487, Ano 11 da Vida de %Agnes% de Bretaigne

  Era uma tarde ensolarada na pequena cidade de Léon, na Bretanha. O cheiro de flores silvestres perfumava o ar, e as crianças saíam para aproveitar o dia. %Agnes%, uma garota de 11 anos, estava sentada em um balanço no parque, observando os outros se divertindo. Os risos ecoavam ao seu redor, mas algo a incomodava. Ela sentia uma solidão inexplicável, um vazio que parecia convidá-la a encontrar alguém com quem compartilhar seus segredos e sonhos.
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  Foi então que surgiu Tali. Com seus cabelos castanhos ondulados e olhos brilhantes, ela parecia uma pequena tempestade que iluminou o mundo de %Agnes%. Tali se aproximou do balanço e, com um sorriso travesso, disse:
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  — Ei, você não quer brincar comigo? O que acha de fazermos uma corrida até a árvore grande?
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  %Agnes% hesitou por um momento, mas a energia contagiante de Tali a convenceu. Elas correram até a árvore, rindo e gritando, e logo uma amizade começou a florescer como as flores ao redor.
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  — Você gosta de histórias de princesas? — perguntou Tali enquanto se sentavam à sombra da árvore.
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  — Adoro! Mas também gosto de aventuras, como explorar lugares novos — respondeu %Agnes%, animada.
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  A partir desse dia, %Agnes% e Tali se tornaram inseparáveis. Todas as tardes, elas se encontravam no parque e compartilhavam seus segredos mais profundos. Falaram sobre suas famílias, seus medos e, claro, sobre os garotinhos que achavam atraentes.
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  — O que você acha do Lucas? — perguntou %Agnes%, com os olhos brilhando.
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  — Ele é bonitinho, mas eu prefiro o Tom — respondeu Tali, fazendo uma careta de quem estava pensando na resposta. — Ele é tão legal e sempre me ajuda na aula de esgrima!
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  %Agnes% riu, concordando.
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  — Eu também gosto do Tom! Ele parece tão gentil! — disse %Agnes%, sentindo um calor nas bochechas.
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  Os dias foram se passando, repletos de risadas, segredos e sonhos. Elas faziam pactos de amizade e prometiam que nada as separaria. Contudo, como em toda história, a vida tinha outros planos.
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  Certa manhã, enquanto %Agnes% se arrumava para encontrar Tali, ouviu rumores sobre uma nova garota na cidade. Seta, uma jovem cheia de mistério, havia recentemente se mudado para Léon. %Agnes% sentiu seu coração apertar quando viu Tali correr em direção à nova amiga na escola.
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  — Tali! — chamou %Agnes%, mas sua voz se perdeu na multidão.
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  À medida que os dias se tornavam semanas, o que antes era um laço inquebrável começou a se desfazer. Tali parecia cada vez mais próxima de Seta, e %Agnes% a observava de longe, seu coração pesado com a saudade da amizade que antes tinham.
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  Certa tarde, enquanto esperava por Tali no parque, %Agnes% avistou as duas meninas rindo e brincando, completamente alheias a sua presença. A dor de ser deixada de lado a atingiu como uma onda avassaladora. Ela não conseguia entender por que a amizade delas estava mudando. Com lágrimas nos olhos, decidiu que precisava confrontar Tali.
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  No dia seguinte, quando se encontraram, %Agnes% reuniu toda a coragem que tinha.
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  — Tali, por que você não fala mais comigo? Não somos mais amigas?
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  Tali hesitou, sua expressão mudando de alegria para confusão.
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  — %Agnes%, não é isso! É só que… Seta é nova e… eu estou tentando conhecê-la também.
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  %Agnes% sentiu um nó na garganta.
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  — Mas nós éramos tão próximas! Você me prometeu que sempre seríamos amigas!
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  Tali deu um passo à frente, seus olhos brilhando com sinceridade.
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  — Eu sei, e eu não quero que isso mude! Mas você sabe como é, certo? Às vezes, as coisas mudam. Não quero perder você, mas também quero ser amiga da Seta. Não precisa ser uma coisa ou outra.
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  %Agnes% sentiu uma mistura de raiva e tristeza. Como uma amiga poderia mudar tanto assim? As palavras pareciam embaraçadas em sua mente, e foi então que a frustração tomou conta. Saiu andando...
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*********

  %Agnes% chegou em casa triste. A mãe não notara sua tristeza, mas ainda assim pôde reparar que algo não estava bem na infância de sua pequenina. Foi nesse momento que Maximiliano I apareceu em sua vida... Maximiliano era um jovem bonito e atraente. %Agnes% que tinha apenas 12 anos, conseguia notar isso. Ela via além das aparências. Ele era bom e inteligente. Os dois rapidamente começaram a conversar, descobrir coisas em comum e até a trocar sorrisos e risadas.
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  — Você é realmente como seus precedentes o dizem, %Agnes%.
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  — Não, eu sou a Bretanha.
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  — E eu sou o Maximilian, Srta. Bretanha.
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  E assim um elo começava a ser formado...
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**********

  FIM DE 1489

  — Reponsório: — O Senhor julgará as nações com justiça.
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  — O Senhor julgará as nações com justiça.
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  “Cantai ao Senhor Deus um canto novo, porque ele fez prodígios! Sua mão e o seu braço forte e santo alcançaram-lhe a vitória.
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  “Aplauda o mar com todo ser que nele vive, o mundo inteiro e toda gente! As montanhas e os rios batam palmas e exultem de alegria,
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  “na presença do Senhor, pois ele vem, vem julgar a terra inteira. Julgará o universo com justiça e as nações com equidade.”
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  — Leitura linda do responsório, pequena! — disse a mãe para a filha. — Quem sabe um dia não ensine isso a seus filhos?
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  — Quem sabe, mãe — respondeu a jovem com um leve sorriso.
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  Em meio a isso, em 1489 e 1490, %Agnes% começava um novo ciclo em sua vida. Ela observava da janela a paisagem lá fora, era tudo muito bonito. O sol irradiava sua beleza, a tarde alvorecia. Em meio à tarde, que estava no seu ponto ideal, %Agnes% de Bretaigne observou como o mundo lá fora parecia tão belo. Seria muito bom sair para dar uma volta, mas será que ela poderia...
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  — Mãe, podemos falar disso outro dia? — perguntou %Agnes% à mãe.
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  — Anne %Agnes%, já estamos em 1490, seu 12º aniversário, quase 13 anos. Você precisa começar a pensar em um casamento, ou saqueadores pretenderão roubar seu direito ao condado e ducado da Bretanha. Você precisa começar a planejar se casar!
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  — Por que eu me casaria? — perguntou %Agnes%. — Ninguém realmente gosta de mim, tentariam pelo título e apenas isso.
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  — Mas o título é importante, minha filha. Seu casamento garantirá que você construa um futuro ao lado de seu marido — disse a mãe.
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  — Está bem — disse %Agnes%. — Vou pensar, mas não vou aceitar nada assim tão do nada — respondeu.
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  — Pense, %Agnes%, pense — disse a mãe de %Agnes%.
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