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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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A História de Claudia e Francisco (Omegaverse)

Escrita porJosie
Revisada por Lelen

Capítulo 2 • Expresso de Hogwarts

Tempo estimado de leitura: 13 minutos

  O outono pareceu chegar de repente naquele ano. A manhã do dia primeiro de setembro estava revigorante e dourada como uma maçã, e, quando a pequena família atravessou saltitante a rua, em direção à grande estação encardida, a fumaça que os carros expeliam e a respiração dos pedestres cintilava como teias de aranha no ar frio. Duas grandes gaiolas sacudiam em cima dos carrinhos cheios que os pais empurravam; as corujas dentro delas piavam indignadas, e a menina ruiva acompanhava chorosa os irmãos, agarrada à mão do pai.
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  — Não vai demorar muito, e você também irá — disse-lhe Harry Potter.
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  — Dois anos. — Fungou Lílian. — Quero ir agora!
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  Os passageiros olharam curiosos para as corujas quando a família se encaminhou em ziguezague para a barreira entre as plataformas nove e dez. A voz de Alvo chegou aos ouvidos de Harry apesar do barulho reinante; seus dois filhos tinham retomado a discussão começada no carro.
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   — Não quero ir! Não quero ir para Sonserina!
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  — Tiago, dá um tempo! — pediu Gina.
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  — Eu só disse que ele talvez fosse — defendeu-se Tiago, rindo do irmão mais novo. — Não vejo problema nisso. Ele talvez vá para Sonse...
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  Tiago, porém, viu o olhar da mãe e se calou. Os cinco Potter se aproximaram da barreira. Lançando ao irmão um olhar ligeiramente arrogante por cima do ombro, Tiago apanhou o carrinho que a mãe levava e saiu correndo. Um instante depois tinha desaparecido.
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  — Vocês vão escrever para mim, não vão? — perguntou Alvo aos pais, captando imediatamente a ausência momentânea do irmão.
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  — Todo dia, se você quiser — respondeu Gina.
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  — Todo dia não — replicou Alvo depressa. — O Tiago diz que a maioria dos alunos recebe carta de casa mais ou menos uma vez por mês.
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  — Escrevemos para Tiago três vezes por semana no ano passado — contestou Gina.
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   — E você não acredite em tudo que ele lhe disser sobre Hogwarts — acrescentou Harry. — Ele gosta de brincar, o seu irmão.
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  Lado a lado, eles empurraram o segundo carrinho e ganharam velocidade. Ao alcançarem a barreira, Alvo fez uma careta, mas a colisão não ocorreu. Em vez disso, a família emergiu na plataforma nove e meia, que estava encoberta pela densa fumaça clara que saía do Expresso de Hogwarts. Vultos indistintos pululavam na névoa em que Tiago já desaparecera.
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   — Onde eles estão? — perguntou Alvo ansioso, espiando os vultos brumosos pelos quais passavam ao avançar pela plataforma.
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  — Nós os acharemos — tranquilizou-o Gina.
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  Mas o vapor era denso, e estava difícil distinguir os rostos das pessoas. Separadas dos donos, as vozes ecoavam anormalmente altas. Harry pensou ter ouvido Percy discursar sonoramente sobre o regulamento para uso de vassouras, e ficou feliz de ter um pretexto para não parar e cumprimentar...
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  — Acho que são eles, Al — disse Gina, de repente. Um grupo de quatro pessoas que estava parado ao lado do último vagão emergiu da névoa. Seus rostos só entraram em foco quando Harry, Gina, Lílian e Alvo estavam quase em cima deles.
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   — Oi — disse Alvo, parecendo imensamente aliviado. Rosa, que já estava usando as vestes de Hogwarts recém-compradas, deu-lhe um grande sorriso.
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  — Afinal, conseguiu estacionar direito? — perguntou Rony a Harry.
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   — Eu consegui. Hermione não acreditou que eu pudesse passar no exame de motorista dos trouxas, não é mesmo? Achou que eu ia precisar confundir o examinador.
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  — Não pensei, não — replicou Hermione —, fiz a maior fé em você.
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  — Pois eu o confundi, mesmo — sussurrou Rony para Harry, quando, juntos, embarcaram o malão e a coruja de Alvo no trem. — Só me esqueci de olhar pelo retrovisor externo, e, cá entre nós, posso usar um Feitiço Supersensorial para isso.
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  De volta à plataforma, eles encontraram Lílian e Hugo, o irmão mais novo de Rosa, entretidos em uma animada discussão sobre a Casa para a qual seriam selecionados, quando finalmente fossem para Hogwarts.
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   — Se você não for para a Grifinória, nós o deserdaremos — ameaçou Rony —, mas não estou pressionando ninguém.
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   — Rony!
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  Lílian e Hugo riram, mas Alvo e Rosa ficaram muito preocupados.
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   — Ele não está falando sério — disseram Hermione e Gina, mas Rony já não estava prestando atenção.
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  Atraindo o olhar de Harry, ele acenou discretamente com a cabeça para um ponto a uns cinquenta metros. O vapor tinha rareado por um momento, e três pessoas estavam paradas destacando-se contra a névoa em movimento.
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   — Veja só quem está ali.
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  Draco Malfoy estava parado com a mulher e o filho, um sobretudo escuro abotoado até o pescoço. Seus cabelos já revelavam entradas que salientavam o seu queixo fino. O novo aluno parecia com Draco tanto quanto Alvo parecia com Harry. Draco viu Harry, Rony, Hermione e Gina olhando para ele, deu um breve aceno com a cabeça e se afastou.
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  — Então aquele é o pequeno Scorpius — comentou Rony em voz baixa. — Não deixe de superá-lo em todos os exames, Rosinha. Graças a Deus você herdou a inteligência da sua mãe.
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  — Rony, pelo amor de Deus. — O tom de Hermione mesclava seriedade e vontade de rir. — Não tente indispor os dois antes mesmo de entrarem para a escola!
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   — Você tem razão, desculpe. — Mas, incapaz de se conter, ele acrescentou: — Mas não fique muito amiga dele, Rosinha. Vovô Weasley nunca perdoaria se você casasse com um sangue puro.
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   — Ei! — Tiago reaparecera; tinha se livrado do malão, da coruja e do carrinho e, evidentemente, estava fervilhando de novidades. — Teddy está lá atrás — disse ele, sem fôlego, apontando por cima do ombro para as gordas nuvens de vapor. — Acabei de ver! E adivinhe o que ele está fazendo? Se agarrando com a Victoire!
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  Ele ergueu os olhos para os adultos, visivelmente desapontado com a falta de reação.
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   — O nosso Teddy! Teddy Lupin! Agarrando a nossa Victoire! Nossa prima! E perguntei a Teddy que é que ele estava fazendo...
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   — Você interrompeu os dois? — indagou Gina. — Você é igualzinho ao Rony...
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  — ... e ele disse que tinha vindo se despedir dela! E depois me disse para dar o fora. Ele está agarrando ela! — acrescentou Tiago, preocupado que não tivesse sido suficientemente claro.
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  — Ah, seria ótimo se os dois se casassem! — sussurrou Lílian enlevada. — Então o Teddy ia realmente fazer parte da nossa família!
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   — Ele já aparece para jantar quatro vezes por semana — disse Harry. — Por que não o convidamos para morar de uma vez conosco?
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   — É! — concordou Tiago, entusiasmado. — Eu não me importo de dividir o quarto com o Alvo... Teddy poderia ficar com o meu!
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   — Não — disse Harry com firmeza —, você e Al só dividirão um quarto quando eu quiser ter a casa demolida.
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  Ele consultou o velho relógio arranhado que, no passado, tinha pertencido a Fábio Prewett.
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   — São quase onze horas, é melhor embarcar. — Não se esqueça de transmitir a Neville o nosso carinho! — recomendou Gina a Tiago ao abraçá-lo.
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  — Mamãe! Não posso transmitir carinho a um professor!
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  — Mas você conhece Neville...
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  Tiago girou os olhos para o alto.
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  — Aqui fora, sim, mas na escola, ele é o professor Longbottom, não é? Não posso entrar na aula de Herbologia falando em carinho...
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   E, balançando a cabeça para a tolice da mãe, ele sapecou um pontapé em Alvo.
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  — A gente se vê, Al. Cuidado com os testrálios.
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  — Pensei que eles fossem invisíveis. Você disse que eram invisíveis!
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   Tiago, porém, riu apenas, permitiu que a mãe o beijasse, deu no pai um rápido abraço e saltou para o trem que se enchia rapidamente. Eles o viram acenar e sair correndo pelo corredor à procura dos amigos.
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   — Não precisa se preocupar com os testrálios — disse Harry a Alvo. — São criaturas meigas, não têm nada de apavorante. E, de qualquer modo, você não irá para a escola de carruagem, irá de barco.
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  Gina deu um beijo de despedida em Alvo.
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   — Vejo vocês no Natal.
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  — Tchau, Al — disse Harry, e o filho o abraçou. — Não esqueça que Hagrid o convidou para tomar chá na próxima sexta-feira. Não se meta com o Pirraça. Não duele com ninguém até aprender como se faz. E não deixe Tiago enrolar você.
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  — E se eu for para Sonserina?
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  O sussurro foi apenas para o pai, e Harry percebeu que só o momento da partida poderia ter forçado Alvo a revelar como o seu medo era grande e sincero. Harry se abaixou de modo a deixar o rosto do menino ligeiramente acima do dele. Dos seus três filhos, apenas Alvo herdara os olhos de Lílian.
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  — Alvo Severo — disse Harry, baixinho, para ninguém mais, exceto Gina, poder ouvir, e ela teve tato suficiente para fingir que acenava para Rosa, que já estava no trem —, nós lhe demos o nome de dois diretores de Hogwarts. Um deles era da Sonserina, e provavelmente foi o homem mais corajoso que já conheci.
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  — Mas me diga...
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  — ... então, a Sonserina terá ganhado um excelente estudante, não é mesmo? Não faz diferença para nós, Al. Mas, se fizer para você, poderá escolher a Grifinória em vez da Sonserina. O Chapéu Seletor leva em consideração a sua escolha.
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   — Sério?
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   — Levou comigo.
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   Ele jamais contara isso a nenhum dos filhos, e notou o assombro no rosto de Alvo ao ouvi-lo. Agora, entretanto, as portas estavam começando a se fechar ao longo do trem vermelho, e os contornos indistintos dos pais se aglomeravam ao avançar para os beijos finais, as recomendações de última hora. Alvo pulou para o vagão, e Gina fechou a porta do compartimento dele. Os estudantes estavam pendurados nas janelas mais próximas. Um grande número de rostos, tanto dentro quanto fora do trem, parecia estar virado para Harry.
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   — Por que eles estão todos nos encarando? — perguntou Alvo, enquanto ele e Rosa se esticavam para olhar os outros estudantes.
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  — Não se preocupe — disse Rony. — É comigo. Sou excepcionalmente famoso.
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  Alvo, Rosa, Hugo e Lílian riram.
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  O trem começou a se deslocar, e Harry acompanhou-o, olhando o rosto magro do filho já iluminado de excitação. Continuou a sorrir e acenar, embora tivesse a ligeira sensação de ter sido roubado ao vê-lo se distanciando dele... O último vestígio de vapor se dispersou no ar de outono. O trem fez uma curva, a mão erguida de Harry ainda acenava adeus. — Ele ficará bem — murmurou Gina.
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  Enquanto isso, Alvo e Rosa procuraram uma cabine para se sentar. Eles viram uma cabine vazia, onde só havia um garoto de cabelos negros sentado olhando para a paisagem.
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  — Podemos nos sentar aqui? — pediu Alvo.
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  — Claro — o garoto respondeu em um tom sério.
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  — E eu posso? — perguntou o garoto loiro que parecia ser o jovem Scorpius Malfoy.
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  — Sim, eu sou Shior.
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  — Eu sou o Alvo e ela a Rosa.
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  — E eu sou o Scorpius — disse o loiro.
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  Ali uma amizade se iniciava...
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  Eles começaram a olhar o trem, que começava a partir. A paisagem que agora parecia passar por pastos verdejantes, parecia bonita... O trem começou a apitar, dando leves sinais de que estava começando a andar. As trilhas se esvaiam e logo, saíram de Londres. Por volta de meio-dia, Scorpius e Shior que estavam com fome viram a mulher dos doces chegar e decidiram pedir doces a ela. A aventura mal começou...
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