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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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A História de Ana da Boêmia e Ana da Áustria

Escrita porJosie
Revisada por Lelen

Capítulo 2 • Fernando I do Sacro Império Romano Germânico

Tempo estimado de leitura: 9 minutos

  Na manhã que se iniciava após o ano de 1514, quase beirando 1515, %Ana% da Boêmia acordara de sobressalto. Ainda lembrava do pai, o rei de Jagelão que morrera cedo. Ela conseguia sentir a tristeza pelo que acontecera com o pai, ele era um homem tão altivo, tão importante. E agora ela estava sem ele. Sentia-se de alguma forma nostálgica. Sabia que era natural a morte de entes queridos, mas ela não conseguia esquecer. Ele fazia de tudo por ela e agora havia partido.
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  Viu seu novo amigo Tomasz ajudar nas tarefas reais, mas ela mesma não conseguia esconder sua tristeza pelo peso da morte do pai. Passara meses lamentando, mas finalmente decidiu que não mais iria chorar pela morte dele. Iria ser ela mesma e tentar lidar com a vida. Mas como lidar com algo que é difícil? Ela não sabia o que fazer.
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  %Ana% da Boêmia naquela manhã vestiu seu vestido verde ainda criança, quase adolescente e um véu verde mudou o cenário. Agora, cinco anos depois, em 1520, com 15 anos, %Ana% da Boêmia era mais do que uma simples jovem, era uma garota inteligente, tímida e reservada, mas ainda assim uma candidata a matrimônios que surgissem.
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  %Ana% estava aproveitando mais um dia no reino, quando foi anunciado que o príncipe Luís, seu irmão, requisitava sua presença. A presença de Luís fora para fazer uma reunião familiar em torno do padrasto dele e de %Ana%. %Ana%, com seu jeito reservado, mas hábil de falar, participou ativamente da reunião. Luís então, após alguns dias, anunciou a irmã %Ana% que ela deveria se casar por procuração com o príncipe Fernando I do Sacro Império Romano Germânico, irmão de Carlos V, o rei de Castela. De início, %Ana% hesitou, mas por fim decidiu aceitar. Era uma oferta tentadora e ela já não tinha mais ninguém a quem lutar para permanecer ali. E foi assim que em um dia qualquer, uma carta chegou as mãos de %Ana%.
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  — O que será isso? — Se perguntou %Ana%.
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  Quando viu, era um selo real do Sacro Império Romano Germânico a convidando para passar um tempo no Sacro Império Romano Germânico. O rei Fernando mesmo tratou de mandar sua comitiva buscar %Ana%.
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  A princesa de Jagelão parecia animada, pois estava se comprometendo a alguém que a faria feliz. O matrimônio com Fernando foi celebrado em 25 de maio de 1521, em Linz, na Áustria. Na época, Fernando era governador das terras hereditárias dos Habsburgos em nome de seu irmão mais velho, o imperador Carlos V.
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  Fernando tratava %Ana% da Boêmia muito bem, sendo um marido presente e próspero. No início do casamento eles eram felizes. Nos três primeiros anos, o casal era feliz e próspero. Naquele dia, o sol já se havia posto por trás dos muros da fortaleza imperial quando Fernando de Habsburgo, ainda vestido com o gibão escuro e a gola de ricas rendas, atravessou o vasto salão onde poucos criados aguardavam, em silêncio, que ele adentrasse seus aposentos. No ar pairava uma fragrância de incenso e de velas, misturada ao perfume suave de jasmim que viera da Boêmia junto com %Ana%. Três anos de casamento havia-se passado, marcados por alianças diplomáticas e deveres de Estado, mas agora chegara o momento de Fernando e %Ana% consumarem, enfim, seu amor.
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  A porta de jacarandá maciço abriu-se com um rangido contido. O aposento, preparado para a noite, revelava tapeçarias vermelhas carregadas de bordados dourados, bancos de veludo e um enorme leito com dossel, coberto por finos lençóis de linho branco. Sobre a mesa de ébano, duas taças cheias de hidromel borbulhavam, convidando ao brinde. Lamparinas espalhavam uma luz suave e amarelada, como se fosse o próprio coração do quarto a pulsar no ritmo dos suspiros que o aguardavam.
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  Fernando percorreu o ambiente com o olhar, detendo-se por um instante na janela, de onde podia ver as torres do palácio mergulhadas na escuridão pontilhada de tochas. Respirou fundo, sentindo o frio da pedra antiga contra os seus pés. Virou-se, então, e encontrou %Ana% da Boêmia parada entre as cortinas do dossel, em vestes de delicada musselina creme, que moldavam seu corpo em levezas e traziam um sutil brilho ao cair da luz.
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  — Minha senhora — disse ele, a voz ligeiramente embargada pela mesma emoção que cedo se desvaneceria em ternura. — Está linda esta noite.  
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  %Ana% desviou por um segundo o olhar azul-esverdeado, corando como a pétala de uma rosa silvestre. Fez um gesto tímido com a cabeça e, em seguida, aproximou os passos, deixando-se guiar pelo som compassado do coração que Fernando já sabia tão bem decifrar.
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  — Obrigada, alteza — murmurou ela. — As criadas prepararam tudo com tanto cuidado…
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  — Fui eu quem escolheu cada flor, cada vela — interrompeu Fernando, estendendo a mão. — Quero que esta noite seja somente nossa.
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  %Ana% depositou a taça que segurava sobre uma pequena mesa lateral; seus dedos esbarraram nos vidros e ela estremeceu. Fernando aproximou-se com um passo firme, envolveu a sua mão na dele e a conduziu até o centro do quarto. Lá, lhe ergueu o queixo e roçou seus lábios nos dela, num beijo suave, cheio de promessas.
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  %Ana% correspondeu, ao início, com a delicadeza de quem teme quebrar o encanto do momento. Mas logo se viu entregue: os braços de Fernando a abraçaram envolventemente, os corpos colaram-se, e seu suave vestido deslizou pelos ombros, caindo ao chão como um véu rendado. Fernando recuou apenas o suficiente para admirar a esposa, a luz das lamparinas delineando cada curva.
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  — Minha amada — disse ele, com ternura e reverência —, perdoe minha ansiedade… Eu esperei tanto por este instante.
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  Ela sorriu. Era um sorriso que misturava doçura e mistério, pois naquela lente de ingenuidade residia a mulher que agora se concedia por inteiro ao esposo. Com um gesto, Anna fez deslizar seu corpete, revelando a pele suave, quase diáfana, contrastando com as joias que pesavam suavemente em seu pescoço. Fernando, com mãos delicadas, afastou uma mecha loira de seu rosto para tocar-lhe a clavícula.
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  — Deixe-me adorá-la — sussurrou ele, e o sopro quente percorreu a orelha de %Ana%, fazendo-a estremecer.
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  Passaram-se minutos — talvez horas, mas o tempo ali se tornara irrelevante. Cada gesto era descoberto como se fosse uma nova partitura de um cântico secreto. Fernando subiu delicadamente ao leito, envolvendo %Ana% nos braços. Os lençóis deslizaram sem ruídos, convidando-os a repousar naquela nuvem branca.
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  O silêncio do quarto só era quebrado pelos sussurros e pelos suspiros dos amantes. %Ana% apoiou a cabeça no peito largo de Fernando, sentindo os batimentos dele acelerar conforme ela murmurava:
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  — Tenho tanto medo de não corresponder…
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  Ele beijou-lhe o alto da cabeça:
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  — Não existe medida para o amor que sinto. Somente viva este momento, minha princesa.
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  E com essa permissão, %Ana% fechou os olhos e deixou-se levar. As mãos dele percorreram o dorso dela, traçando mapas de ternura, e a respiração de %Ana% misturou-se à dele num compasso íntimo. Os corpos comprimiram-se, num balé antigo cujo a obra ambos aprenderam sem jamais terem lido. Entre beijos prolongados e carícias cuidadosas, descobriram segredos um do outro: cada arquejo, cada gemido suave, contava-lhes as fronteiras do prazer que até então existia apenas no reino da imaginação.
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  Num instante de pausa, %Ana% ergueu-se ligeiramente e capturou os olhos de Fernando, descobrindo ali não apenas o homem forte que governava impérios, mas o jovem apaixonado que a desejava com pureza. Ele tomou-a pela cintura, aproximou os rostos e disse em um sussurro:
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  — Eu te amo mais do que todas as coroas do mundo.
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  Ela sorriu outra vez, confiante e respondeu:
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  — E eu te darei tudo o que sou.
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  A noite prosseguiu, marcada pelo ritmo compassado entre entrega e descoberta. O calor dos corpos intensificou cada toque, e as paredes centenárias testemunharam a consumação de um laço que três anos de convívio nos salões da corte não haviam conseguido romper. Quando enfim, exaustos de êxtase e ternura, caíram adormecidos nos braços um do outro, as primeiras luzes do amanhecer já se insinuavam por entre as cortinas.
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  Ainda enlaçados, %Ana% despertou e viu Fernando recostar a cabeça sobre a almofada, com o semblante sereno de quem conquistou a paz. Um sorriso maternal e viril ao mesmo tempo lhe iluminou o rosto.
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  — Boa madrugada, minha imperatriz — ele sussurrou, entreabrindo o olhar.
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  %Ana% pousou um beijo suave nos lábios dele:
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  — Boa madrugada, meu imperador.
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  E assim, naquela alcova onde amor e juramento se uniram para sempre, eles adormeceram de novo, abraçados. Lá fora, o mundo continuava, com disputas, alianças e intrigas, mas ali dentro só havia o eco de dois corações que finalmente se tornaram um. E a história do Sacro Império e da Boêmia ganhara, naquela noite, uma página de ternura tão poderosa quanto qualquer decreto imperial.
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