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A História de Ana da Boêmia e Ana da Áustria

Escrita porJosie
Revisada por Lelen

Capítulo 19 • A História de %Ana% da Boemia e %Ana2% da Áustria (Últimas Semanas)

  Maria Manoela acordou de forma monótona. Era julho de 1543. Ela olhou tudo a sua volta. As janelas da persiana ainda brilhavam. Seu pai Dom João estava resolvendo assuntos do reino. Se lembrou que seu primo Felipe II da Espanha de Castela, estava habitando ali por alguns dias.  A corte estava repleta de festa, seus pais cuidaram para que a vida na corte tivesse festa. Cada festa era como um pouco de alegria na vida da princesa. Maria Manoela sabia que um dia teria de se casar. Mas esperava que esse casamento não a afastasse de sua terra, como Manuela de Portugal. Olhou a janela que estava repleta de paisagens, com soldados treinando e com espadas, crianças nobres brincando e até mesmo nobres. Maria Manoela se levantou e começou a se arrumar com ajuda das servas. As servas eram obedientes e respeitosas. Ajustou sua túnica de linho rosa cardigã e saiu do quarto. O castelo estava bonito àquela hora da manhã. Viu que Felipe estava começando a acordar quando começou a tomar o café da manhã ao lado da família. Felipe se adiantou e desceu, perfeitamente impecável após horas de momentos intensos com uma das damas de Maria Manoela.
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  — Então minha filha, o que tem achado de Felipe? — perguntou sua mãe Catarina de Áustria. — Meu sobrinho é um rapaz bem-apessoado?
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  — Sim, mãe, ele é agradável — Maria Manoela olha para Felipe, que sorri. — Mas temo não conseguir suprir as expectativas.
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  — Quais expectativas, minha filha? — perguntou Dom João, mas a menina se manteve calada. — Compreendo seu dilema, minha menina, mas Felipe está aqui para um arranjo importante, é crucial que se conheçam melhor.
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  — Eu quero conhecer a princesa de Portugal melhor — diz Felipe com um sorriso educado, mas ao mesmo tempo divertido.
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  Maria Manoela sorriu de volta, mas revirou os olhos. Achava que ela e Felipe não tinham chances juntos.
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  Mas o destino as vezes poderiam ser fascinantes. 
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*********

  França, 1543

  — Nada ainda, Catherine? — perguntou Henry da França a esposa. — Os conselhos de minha amada Diana de Portiers não soube te fazer fértil?
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  — Estamos tentando, meu marido e rei, mas sabemos que filhos não nascem de chocadeira — disse Catherine com humor ácido.
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  — E quem disse que é de chocadeira? Temos tentado há anos, Catherine — disse Henry.
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  — Eu sei — ela respondeu em tom amargo.
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  A paisagem da França entrava em contraste com a situação tensa.
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  Enquanto isso, na Inglaterra, Henrique VIII começava a ficar obeso e doente. E notícias chegavam sobre a morte de mãe de Felipe, Isabel de Portugal e Castela. 
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  — Então, o que vocês portugueses costumam fazer aqui? — perguntou Felipe com um sorriso travesso para Maria Manoela.
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  — Costumamos nos divertir nas festas, nos jogos — disse Maria Manoela simplesmente.
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  — Ótimo, quero me divertir também — disse Felipe com um sorriso ainda mais travesso.
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  Maria Manoela de Portugal começou a mostrar os arredores para Felipe. Felipe observava encantado tudo em Portugal. O castelo pulsava como magia antiga.
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  — É tudo lindo aqui! — elogiou Felipe. — Cada paisagem, cada momento. É como se não houvesse preocupações.
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  — E não há — concordou Maria Manoela. — É como um lugar onde podemos ser quem queremos e fazer o que queremos. Aqui podemos ser livres. 
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  Os dias começavam a se passar...Maria Manoela e Felipe se tornavam próximos. Eles tinham momentos divertidos juntos. Era impressionante como de dois desconhecidos, ou primos distantes agora eram amigos. Sim, porque os dois estavam se tornando isso
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  — Você é mais divertida do que pensei — disse Felipe rindo de uma das piadas de Maria Manoela. — A forma como você age, como joga e como se diverte é tão natural.
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  Maria Manoela sorriu. Seu primeiro sorriso sincero e genuíno. Felipe se aproximou um passo. Maria Manoela não pôde evitar de pensar no que ele iria fazer. Mas Felipe não parecia que queria tirar ela de Portugal. Ele não parecia uma ameaça. Ela deixou que ele se aproximasse. Maria Manoela viu que Felipe estava aproximando-se. Suas bocas estavam próximas uma da outra. Felipe segurou a cintura de Maria Manoela e selou seus lábios nos dela. O beijo era suave, mas intenso. Felipe ainda era adolescente assim como Maria Manoela, mas os dois estavam tendo um momento único juntos. Era como se lá fora o mundo estivesse se esvaindo. Só havia os dois e aquele beijo. As duas línguas se entrelaçaram uma na outra dançando um ritmo sensual. Felipe aprofundou um beijo pedindo passagem com a língua e Maria Manoela cedeu. Agora Felipe acariciava os cabelos de Maria Manoela, até se afastar pelo beijo intenso. 
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  — Então gostou? — perguntou Felipe.
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  — Foi um beijo intenso, mas bom — elogiou Maria Manoela com um sorriso divertido. — Beijas bem.
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  Os dois trocaram um sorriso. 
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  — Então é real? Você realmente está grávida? — perguntou Henry a Catherine. — Vamos finalmente ter nosso primogênito? O herdeiro do trono francês? — perguntou admirado.
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  — Sim, quem diria que os conselhos de Diana Potiers fossem dar certo? — Catherine riu.
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  — Devo avisar Diana imediatamente. 
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  Enquanto isso, as princesas de Castela, filhas de Isabel de Portugal e Carlos de Castela, Maria e Joane estavam brincando no castelo de Castela. O pai Carlos V ainda estava vivo. Em meio a isso, um novo papa em Roma começava a ser eleito. 
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*********

  Depois de semanas, Felipe estava se adaptando a vida em Portugal. A cidade pulsava firme e forte. A cidade era repleta de vida. O período colonial começava tanto em Portugal como até mesmo no Brasil. Escravos negros começaram a existir. Felipe e Maria Manoela passaram a ter momentos de conversas e partilhas até que um dia, Maria Manoela que estava sendo pressionada por Felipe e pela família a se casar, decidiu dizer:
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  — Felipe, e se fossemos visitar a avó Joana? Ela poderia abençoar nosso casamento. Não queria me casar antes de ter a benção dela — disse Maria Manoela.
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  — Então vamos ver a avó Joana — disse Felipe animado. — Nunca a conheci mesmo. Espero que ele goste de mim.
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  E assim os dois partiram rumo a avó. Se despediram da família e partiram rumo a torre de Castela, onde Dona Joana estava aprisionada. A viagem foi longa, mas conseguiram.
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  — Que prazer. — Joana sorriu. — Ver meus dois netos aqui. Eu que perdi tudo, agora obtenho deleite?
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  — Avó — chamou Maria Manoela. — É uma honra conhecer você.
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  — A honra é minha, vocês têm minha benção — disse Joana. — Podem se casar, agora venham, me contem como foi a vida de vocês até aqui. 
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