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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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A História de Ana da Boêmia e Ana da Áustria

Escrita porJosie
Revisada por Lelen

Capítulo 18 • A Princesa de Portugal

Tempo estimado de leitura: 8 minutos

  Inglaterra, 1542

  Maria Tudor, eu, ou Mary Tudor como sou chamada, estava no quarto de meu irmão mais novo, Eduardo, o observando no berço real. Minha irmã, Elizabeth Tudor, já tem nove anos e cresce sob a influência dos condes. Acreditando ser a escolhida para o trono no futuro, ela já cresce sob a influência luterana. Mas eu, apesar de tudo, ainda acredito em Nossa Senhora. Ontem pedi a ela que cuidasse do meu irmão, o pequeno Eduardo de 4 anos que estava doente e ela me ouviu. Porque eu não posso exercer minha fé católica no país que vivo. É tão injusto! Mas ao menos tenho Nossa Senhora, que vê como sou rejeitada pelo povo. 
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  Castela, 1542 

  — Por que eu tenho que viajar para encontrar minha nova esposa, Maria Manoela de Portugal? Somos primos, não somos, Lord de Castela? Precisamos ser tão formais assim? 
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  — É o de praxe, Vossa Majestade — diz o Lord de Castela e chanceler. 
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  — Então prepare a carruagem — pede Felipe resignado.  
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  E assim novos começos se iniciavam...
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  Ver o pequeno Eduardo no berço me faz ter certa nostalgia. Me lembra quando eu tinha minha mãe, a Sra. de Aragão, aqui comigo. Elizabeth, filha de meu pai com Boleyn, é especial, mas eu não tenho uma relação muito próxima com ela. Eduardo é fruto da relação do meu pai com Jane Seymor. Apesar de naturalmente eu sentir vontade de não gostar de Eduardo como irmão por ele ser filho do meu pai com sua terceira esposa, ou seja, de certa forma o herdeiro que não era para ser legítimo, vendo ele dormir tão profundamente me faz pensar, bebês são uma graça. E esse bebê me lembra a generosidade que Jane Seymor teve para comigo. Mas recapitulando, vamos voltar um pouco no tempo...
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  15 de outubro de 1527

  — Por que minha rainha demora tanto para ter esse bebê, será que algo está acontecendo com ela? — perguntou o rei de Portugal, João, para as servas.
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  Era fato. Ele não tinha sorte com filhos, seus primeiros filhos morreram cedo. Esse filho seria especial. Mas Catherine estava tendo tanta dificuldade com essa criança. A chuva dava trovoadas no local. A chuva era forte. E foi naquela chuva que a menina nasceu. Cabelos castanhos ou loiros, uma menina e seu nome é Maria Manoela de Portugal. A rainha de Portugal olhou para a pequena bebê com um olhar carinhoso. Finalmente sua primeira filha.
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  INGLATERRA

  — Mãe — chamou Mary Tudor ainda com seus onze anos. — Essa chuva vai passar? Esses trovões me assustam.
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  — Vai ficar tudo bem, Mary — disse a rainha da Inglaterra.
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  — Vamos orar — pediu Mary. — Quem sabe assim a chuva passa.
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  Juntas elas começaram a orar.
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  Uma brisa suave as alcançou.
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  ANOS DEPOIS...
  1542, Portugal

  Maria Manoela estava na capela olhando para os santos da capela com um olhar divertido. Gostava de passar um tempo ali refletindo. Apesar de todo seu lado travesso e divertido, a garota gostava daquele lugar refrescante. Ao sair da capela, foi para onde estavam seus irmãos, que eram poucos. Viu os mesmos brincando. Um sorriso travesso apareceu em seus lábios, e se fizesse os irmãos comerem terra? Pegou um punhado de terra dos jardins do palácio, se aproximou de seus irmãos e disse:
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  — Aqui, fiz para vocês. — Sorriu docemente.
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  Os irmãos começaram a comer o suco misturado com terra e sentiram uma vontade imensa de vomitar. Maria Manoela riu alto.
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  FRONTEIRA ENTRE CASTELA E PORTUGAL

  — Será que vai demorar muito para chegar em Portugal? — perguntou Felipe de Castela a seus vassalos.
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  — Não. Está ansioso, príncipe? — perguntou o vassalo.
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  — Só pensando se minha futura noiva é bonita o suficiente.
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  INGLATERRA

  — Pai, por que te pareces tão preocupado? — perguntou Mary Tudor ao pai, Henrique VIII.
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  — A delegação mandou um embaixador da França para ter uma reunião comigo — explicou.
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  — Isso nunca foi problema — disse Mary. — Lembra de quando eu entrevi uma delegação sozinha?
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  — Eu sei, minha filha, mas esta é uma delegação importante, não espero que uma herdeira feminina entenda — disse o rei.
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  Portugal

  — Isso é inaceitável — disse o rei João à filha Maria Manoela de Portugal. — Como princesa, você se mostrou uma peste. Atormentando seus irmãos mais novos.
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  — É que eles não têm direito ao trono, pai, eu tenho — disse Maria Manoela.
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  — Vai se casar com Felipe de Castela, seu primo, ele já deve estar perto de chegar.
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  Maria Manoela ficou boquiaberta.
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  INGLATERRA

  — Como você conseguiu? — perguntou Henrique VIII surpreso pela filha Mary Tudor entender perfeitamente a delegação francesa daquele dia. — Você foi bem, minha filha.
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  — Às vezes só precisamos agir com a cabeça e estratégia, pai — disse Mary Tudor.
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  — Admiro você, minha filha, não é fácil saber guiar uma delegação de reuniões da França.
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  Assim que Felipe chega a corte portuguesa, conhece o rei, a rainha de Portugal e os príncipes e a princesa, Maria Manoela. Assim que a vê, Felipe nota a beleza dela se encantando por ela.
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  — É um prazer conhecer o príncipe de Portugal — diz Maria Manoela de Portugal.
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  — O prazer é todo meu — diz Felipe de Castela, fazendo uma breve reverência a princesa de Portugal.
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Chuva lavou os seus passos
Me deixou perdido
Como é que eu te acho
Qual é o caminho

Falta um laço vermelho
Migalhas de pão
Apontando a rota
Uma direção
Faltou pensar
No coração
Desse peão

Vento que vai
Volta com o cheiro dela
Deixei a janela aberta, ai, ai, ai

Vento que vai
Conta lá pra minha amada
Que o seu amor é minha estrada
Que o seu amor é minha estrada

Falta um laço vermelho
Migalhas de pão
Apontando a rota
Uma direção
Faltou pensar
No coração
Desse peão

  — Então, como é sua vida, prima? — perguntou Felipe a Maria Manoela.
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  A mesma começou a contar como era sua vida em meio a família cheia de irmãos menores, Felipe até ria de algumas das travessuras dela.
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  — Então a princesa gosta de aventuras. — Felipe riu, sendo seguido por um riso de Maria Manoela.
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  — Sim, a aventura é o melhor — disse Maria Manoela. — Se quiser pode ficar um tempo aqui, vou adorar ter um parceiro de aventura.
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  Os dois começam um laço de cumplicidade.
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  INGLATERRA

  A atual esposa de meu pai, Catarina Howard, é uma boa rainha, mas infelizmente a corte tem contado que ela se dá a relações com amantes. Eu duvido, pois pode ser pretexto do meu pai para matar mais uma esposa que não lhe dá filhos. Ele primeiramente se livrou de minha mãe com o divórcio, depois de Ana Boleyn a executando, se Catarina Howard não tiver um filho que possa ser meu irmão e de Eduardo, ele certamente vai se livrar desta.
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  Portugal

  — Então, do que você gosta, príncipe? — pergunta Maria Manoela de Portugal.
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  — Muitas coisas, cavalgar, fazer coisas divertidas e principalmente mulheres bonitas, mulheres como você — diz com um sorriso charmoso nos lábios.
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  E assim começava o início da metade de uma grande jornada...
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