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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

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A História de Ana da Boêmia e Ana da Áustria

Escrita porJosie
Revisada por Lelen

Capítulo 17 • A Princesa da Inglaterra

Tempo estimado de leitura: 6 minutos

  1532, INGLATERRA

  O destino sempre tem das suas, não é? Você já sentiu como se tudo fosse em volta de você? Como se você fosse apenas mais uma peça? Mais um peão no jogo? Meus pais se chamavam Henrique VIII e Catherine de Aragão. Minha mãe foi exilada da corte do rei Henrique VIII, meu pai, por não conseguir gerar herdeiros meninos. Meu pai alega que mesmo eu sendo sua primogênita e tendo 15 anos, ele considera herdeiro legítimo do trono o primeiro herdeiro que ele tiver. A nova rainha, minha madrasta, Ann de Boleyn, está esperando seu primeiro filho com meu pai. A corte espera que seja um menino, mas minha fé na Nossa Senhora me faz acreditar que será mais uma menina. Eu não posso me ausentar do palácio embora eu às vezes saia para ver o mundo lá fora. Hoje é um desses dias. Meu pai está ocupado com o trono. Hoje vai ser um dia bem difícil, pois sou impopular no meu reino. Mas mesmo assim eu vou tentar dar uma passeada pelo palácio.
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  O passeio é bom, eu consigo ver as pequenas laterais das ruas antigas, vendo alguns comerciantes passarem. Eu continuo meu caminho com minha aia passeando pelos arredores do castelo. As pessoas me olham como se eu fosse normal, o que me faz sentir aceitável pela primeira vez. Alguns me cumprimentam. Alguns até são educados comigo. Mas quando estou voltando rumo ao castelo, ouço algumas garotas dizendo "A Princesa da Inglaterra. Ela realmente se acha importante. Quem ela pensa que é para andar entre nós?" 
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  Somente para concluir, algumas pessoas podem te incentivar a ser quem você não queria ser.
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  — Onde você estava? — perguntou meu pai, Henrique VIII. — Eu te dei permissão para sair?
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  — Vossa Majestade, eu...
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  — Para seus aposentos agora — disse meu pai.
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  Vejo minha madrasta rir, e sigo para os meus aposentos.
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  Realmente, erramos em pensar que somos livres, certo? 
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  Era para eu me casar com o rei de Castela, Carlos V, mas eu era nova demais para isso. Agora o mesmo está casado com Isabel de Portugal e Castela. Eles têm um filho juntos, meu primo distante, Felipe de Castela. Dizem que ele é um garoto divertido, carismático, mas um tanto suscetível a brincadeiras travessas e charme natural desde a infância. Que ele tenha uma vida melhor que a minha, espero. 
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  1542, Castela

  Felipe de Castela estava andando pelo palácio de Castela, se divertindo com as jovens da cidade, faltando a uma das aulas. Ele tinha apenas 14 anos, mas uma vivacidade que poucos viam. Ele cresceu sendo mimado pelos pais, a Sra. Isabel de Portugal e o Sr. Carlos V. Ele tinha irmãos, mas de certa forma não se sentia preenchido. Agora, com 14 anos, com uma mãe que acaba de morrer e um pai ausente, ele achava momentos para se divertir com as jovens do castelo, uma mais bonita que a outra. Seus primeiros namoros conjugais eram de arrancar os cabelos brancos do pai, que ainda nem estavam brancos. Pois eram garotas extravagantes. Mas tudo isso estava perto de acabar ou ao menos diminuir.
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  — Me casar? — perguntou Felipe exasperado ao pai, Carlos V. — Pai, minhas conquistas são só conquistas, tenho quase 15 anos, mas não acho que seja necessário casamentos em si.
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  — É a melhor opção para você, Felipe. Pense, até os cardeais estão vendo sua extravagância. Você precisa de uma esposa para um dia se tornar rei de Castela.
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  — Eu não quero me casar com qualquer estrangeira, pai.
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  — É claro que não será estrangeira, será uma de suas primas. 
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  Portugal, 1542

  Procurando se encontrar,
  Baby, baby,
  Não vale a pena esperar,
  Ou não,
  Tire isso da cabeça,
  Oh, oh, oh, ah,
  Levava uma vida sossegada,
  Gostava de sombra e água fresca,
  Meu pai me disse filha,
  Você é a ovelha negra da família,
  Agora é hora de assumir e sumir.

  — Mãe, eu não entendo. Eu gosto do Felipe — diz Maria Manoela de Portugal à mãe, Caterina da Áustria. — Mas por que tenho de me casar com ele? Henrique VIII não seria melhor opção?
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  — Filha, seu pai vê no seu casamento com Felipe II algo bom. Uma chance de expandir seus negócios, você devia aceitar.
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  — Mas já ouviu falar da fama de mulherengo dele? De como ele trata suas mulheres? De como as usa? — pergunta Maria Manoela.
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  — Então você será uma esposa e rainha melhor que o futuro rei — diz a rainha de Portugal.
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  — Tudo bem, eu me caso — concordou a garota de cabelos castanhos amarronzado. — Mas será pelo reino.
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  — Não poderia esperar melhor da minha filha. 
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  França, 1542

  — Nenhum filho de meu marido ainda, Nostradamus — diz a rainha de Médici. — Diana de Potiers já deu bastardos a meu marido, enquanto eu mesma não tive nenhum.
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  — Um dia terás, rainha de Médici — diz Nostradamus misteriosamente. — Vários filhos. Um deles, Francis, se casará com uma escocesa.
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  — Que assim seja — diz a rainha de Médici. — Não posso deixar os filhos bastardos do rei reinar. O papa, meu tio, me excomungaria. 
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  Inglaterra, 1542

  Maria Tudor, eu, ou Mary Tudor como sou chamada, estava no quarto de meu irmão mais novo, Eduardo, o observando no berço real. Minha irmã, Elizabeth Tudor, já tinha nove anos e crescia sob a influência dos condes. Acreditando ser a escolhida para o trono no futuro, ela já cresce sob a influência luterana. Mas eu, apesar de tudo, ainda acredito em Nossa Senhora. Ontem pedi a ela que cuidasse do meu irmão, o pequeno Eduardo de 4 anos que estava doente, e ela me ouviu. Por que eu não posso exercer minha fé católica no país que vivo? É tão injusto! Mas ao menos tenho Nossa Senhora, que vê como sou rejeitada pelo povo. 
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  Castela, 1542

  — Por que eu tenho que viajar para encontrar minha nova esposa, Maria Manoela de Portugal? Somos primos, Lord de Castela? Precisamos ser tão formais assim?
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  — É o de praxe, Vossa Majestade — diz o Lord de Castela e chanceler.
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  — Então prepare a carruagem — pede Felipe resignado.
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  E assim novos começos se iniciavam...
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