A Fox With Two Tails

Escrita porLelen
Editada por Lelen

Capítulo 4 • Shinrin

Tempo estimado de leitura: 6 minutos

O “mais tarde” da princesa acabou se tornando o dia seguinte. Aparentemente, o corpo do feérico estava bastante debilitado por causa do veneno da tal criatura que o atacara. Lucien não tinha muito mais o que fazer depois de ter enviado uma mensagem — que só o Caldeirão poderia dizer se chegaria a tempo — à Corte Noturna informando o ocorrido, então decidiu aceitar o convite da mulher-raposa, %Nami%, para visitar as terras de Shinrin.
0
Comente!x

  A mulher, antes de sair das propriedades da família soberana, transformou-se em sua versão raposa. Agora que o grão-feérico estava totalmente lúcido e sem o perigo de morrer a qualquer momento, ele conseguiu prestar atenção na forma do animal. Era uma raposa maior do que as habituais, com uma postura majestosa. Seus pelos tinham um tom branco que parecia reluzir com a luz, os olhos eram caramelos, mas vez ou outra pareciam brilhar num tom roxo... mas o que realmente intrigou o feérico foi o fato de aquela raposa possuir duas caudas.
0
Comente!x

  “Me acompanhe, Lucien Vanserra” a voz de %Nami% pareceu ecoar em algum lugar da mente do habitante de Prythian que se sobressaltou. Um riso divertido soou logo em seguida. “Desculpe, me esqueci de que as coisas funcionam um pouco diferente por aqui.” A voz da princesa soou novamente.
0
Comente!x

  Lucien encarou a raposa alva com expressão de espanto. Ele estava mesmo ouvindo o que ela dizia? Aquilo não era tão normal, mesmo entre a sua espécie.
0
Comente!x

  “Aqui em Shinrin, aqueles com laços de parceria conseguem se comunicar de forma mais fácil” %Nami% explicou. “Talvez seja um pouco difícil para eu conseguir captar a sua essência já que não está acostumado com esse tipo de comunicação, mas me esforçarei.”
0
Comente!x

  O grão-feérico ainda estava um tanto atordoado quando a raposa começou a caminhar em direção ao pé da montanha em que estavam, em direção ao que parecia ser uma pequena vila. Vanserra a acompanhou calado, ainda desconfiado sobre toda essa questão de parceria, sua mente vagando automaticamente em direção a Elain.
0
Comente!x

  Quando chegaram à vila, uma leve surpresa tomou conta do feérico, sensação essa que não passou despercebida pela sua “nova” parceira.
0
Comente!x

  “Aqui em Shinrin nós vivemos em plena harmonia com os humanos” murmurou a raposa sem olhar para ele. “Nós, kitsunes, os mantemos a salvo de ataques mágicos e eles nos auxiliam com suas tecnologias estranhas”.
0
Comente!x

  Lucien nunca tinha ouvido falar sobre aquele tipo de convivência humana-feérica no Continente. Em Prythian, definitivamente, aquilo não era algo alcançável, pelo menos não naquele instante. Os humanos de sua terra temiam terrivelmente o poder dos feéricos e os feéricos enxergavam a maioria dos humanos como desinteressantes e inferiores.
0
Comente!x

  E quanto às outras espécies de criaturas? O feérico queria perguntar, mas ainda não sabia ao certo o que deveria fazer para alcançar a mente de sua guia em Shinrin.
0
Comente!x

  Lucien ouviu o riso característico da mulher-raposa e seus olhos automaticamente se voltaram para ela.
0
Comente!x

  “Somos mais ou menos como vocês em Prythian. Somos divididos em alguns territórios, cortes, se preferir, e convivemos em harmonia tanto quanto possível.” A resposta veio mesmo sem ter havido uma pergunta propriamente.
0
Comente!x

  Os humanos daquela vila pareciam tranquilos em relação aos seres místicos que andavam livremente entre eles. A maioria dos kitsunes caminhavam em suas formas quase humanas.
0
Comente!x

  “Somos vaidosas, Lucien Vanserra de Prythian. Muitas de nós, quando estamos com humanos, preferimos deixar alguma coisa de nossas raposas a mostra.”
0
Comente!x

  Na multidão de humanos e kitsunes, os seres místicos só se destacavam porque deixavam a mostra suas orelhas triangulares acima da cabeça ou suas caudas exuberantes, fora aquilo, poderiam ser confundidos tranquilamente com qualquer humano comum.
0
Comente!x

  Enquanto passavam pela vila, as pessoas iam abrindo caminho para a majestosa raposa branca que liderava o caminho, muitos dos moradores do lugar faziam pequenas mesuras na direção da princesa que parecia retribuir os cumprimentos com a cabeça. Quanto a Lucien, os seres — humanos e raposas — também o cumprimentavam, mas permaneciam com o olhar curioso seguindo-o a todo momento, não pareciam hostis, no entanto.
0
Comente!x

  O feérico se questionou por que a princesa havia optado por sua forma de raposa e não humana como todos os outros...
0
Comente!x

  “Me sinto mais confortável assim” explicou a princesa kistune de forma simples. “E também gosto de lembrar, tanto a humanos quanto aos meus, o que sou.”
0
Comente!x

  Lucien assentiu, podia entender em partes o raciocínio da soberana de Shinrin. Ela não queria ser vista como uma ameaça, mas ao mesmo tempo não podia permitir que esquecessem o que ela era.
0
Comente!x

  “Se conseguirem me respeitar, principalmente os humanos, em minha forma de raposa, certamente conseguirão lidar com minha forma humana” %Nami% murmurou mais uma vez. Vanserra tinha suas dúvidas quanto a isso, mas aquele lugar era desconhecido para ele, não tinha muito ao que se agarrar para contestar, a não ser suas próprias experiências do outro lado do oceano.
0
Comente!x

  Ao chegarem a um certo ponto do vilarejo, %Nami% voltou a se transformar em sua forma humana, diferente dos outros, não havia sinal de orelhas pontudas ou caudas, talvez a única coisa que a denunciasse fossem os olhos que, da mesma forma que sua raposa, brilhavam num tom leve de roxo.
0
Comente!x

  — Bem-vindo ao meu reino, Lucien Vanserra.
0
Comente!x

Capítulo 4
0 0 votos
Classificação do artigo
Inscrever-se
Notificar de
guest

0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Todos os comentários (29)
×

Comentários

Você não pode copiar o conteúdo desta página

0
Adoraria saber sua opinião, comente.x