5 Colours in Her Hair


Escrita porÁgatha Pedotte
Revisada por Mandyy


Capítulo 3 • Her Tattoo’s Always Hidden

Tempo estimado de leitura: 12 minutos

  Eu não conseguia acreditar, era sonho ou realidade? Eu estava realmente beijando Dougie Poynter? O MEU Dougie? Era inacreditável, meus lábios e os dele estavam selados em um beijo profundo, minhas mãos agarradas em seus cabelos macios e suas mãos deslizando por minhas costas, o corpo dele tão junto ao meu.
  Então o beijo parou, abri os olhos imediatamente, e dei de cara com os dele, tão azuis e profundos, percebi então que ele sorria, que nem um bobinho, e que eu sorria igual, completamente boba com o que acabara de acontecer.
  - Desculpe-me por isso... – Ele deu o sorriso mais lindo do mundo, e sua voz estava rouca, meio envergonhada, as bochechas levemente coradas.
  - Não precisa se desculpar... – Senti que estava vermelha, olhei para o chão tentando escapar de seus olhos, mas então ele levantou o meu rosto e me olhou fundo nos olhos.
  - Eu sei que faz pouco tempo, na verdade, muito pouco tempo que eu te conheci, e que está tudo indo rápido demais, mas é que eu nunca me senti assim em relação a uma garota antes...
  - Eu me sinto dessa forma em relação a você a tempos já... Sei que é papo de fã maluca, mas é a verdade.
  - Vem, vamos voltar para a sala. – Ele me puxou pela mão.
  Eu não sabia como deveria agir ao chegar na sala, tentei ser o mais natural possível e notei que Dougie fazia o mesmo, apesar de ter sido intenso, e acredito eu, verdadeiro, o nosso beijo deveria ficar em segredo, pelo menos por enquanto, era cedo de mais para qualquer relação, e com certeza Tom ficaria bravo e estragaria a noite.
  - Mais calma? – Tom perguntou me abraçando! Olhei para Dougie rapidamente, então voltei meus olhos para Tom.
  - Muito mais! – Sorri. – Que filmes vamos ver? – Tom e eu nos jogamos no sofá e eu fiquei esperando uma resposta.
  - Que tal assistirmos Harry Potter? – Harry sugeriu animado.
  - Perfeito! Qual deles? – Disse sorridente.
  - Eu gosto do Prisioneiro de Askaban! – Tom falou sorrindo.
  - Eu prefiro o relíquias parte dois. – Dougie falou dando de ombros.
  - Ai gente, vamos ver dês de o primeiro, assim a gente vira sem muito esforço. – Eu disse sorrindo.
  - Boa ideia Srta. Poynter! – Danny falou com o olhar malicioso e eu gelei. – Ops, Fletcher, desculpe. – Ele continuava com aquele olhar, me deu vontade de voar no pescoço do Jones, mas me controlei.
  - Danny... – Foi tudo o que disse fuzilando-o com o olhar.
  Colocamos o filme e pedimos os hamburguers, arrumamos a sala com colchões de ar e algumas almofadas, logo o lanche chegou, eu, Danny e Tom fomos até a cozinha para desembalar os lanches enquanto os dois folgados jogavam videogame na sala, por dois folgados entenda: Dougie, lindo maravilhoso, OMG, e Harry, *suspiros*. Colocamos tudo em um prato e levamos pra sala com duas garrafas de 2 litros de Coca-Cola, sentamos na mega cama que fizemos e começamos a comer, alternando nos controles do play.
  Danny sorriu e pulou pro meu lado, empurrando Tom para o lado e me abraçando.
  - Vamos olhar Potter agora?
  - VAMOS! – Eu levantei animada e fui colocando o DVD no aparelho.
  Nós deitamos na enorme cama que tínhamos feito, o filme começou e com ele os bocejos, não lembro muito bem em que parte foi, mas em alguma parte entre o segundo e o terceiro filme eu dormi, não tive sonhos, e só acordei no outro dia, com um beijo na testa e alguém fazendo carinho em meus cabelos, abri os olhos e dei de cara com os mais lindos par de olhos azuis que eu já tinha visto, era Dougie.
  - Mas o que...? – Ele colocou a mão na minha boca e o indicador sobre seus lábios.
  - Estão todos dormindo. – Ele sussurrou. – Quer fugir?
  - Você é louco! – Eu sussurrei.
  - Vem! – Ele me puxou e eu levantei em um salto.
  Na corrida agarrei meu blusão enquanto ele me puxava pela mão, eu tinha dormido com a roupa que eu tinha ido até lá, nem os tênis eu tirara, o que facilitou muito a nossa fuga.
Corremos até o quintal e fomos para os fundos da casa que tinha um belíssimo jardim, Dougie deitou na grama e me puxou pra si, cai em seus braços e ele me beijou longamente, ele mantinha seus braços em minha cintura e eu mantinha os meus em seus cabelos loiros macios, ele mordeu meu lábio inferior o que me fez rir, ele trocou nossas posições, ficando em cima de mim, sorriu e tirou uma mecha de cabelo do meu rosto e me beijou a testa outra vez.
  - Não entendo como aconteceu isso, me apaixonei por você, e tão rápido. – Ele sorria e olhava-me nos olhos.
  Ele saiu de cima de mim e deitou de barriga pra cima na grama verde, ele parecia perdido em pensamentos, ficava tão lindo assim. Ele tinha uma certa razão no que disse, aconteceu rápido demais, eu não ligava para isso, afinal, sou apaixonada por ele faz muito tempo, mas o que me incomoda é pensar se eu sou apaixonada pelo Dougie da imprensa ou pelo Dougie de verdade, tenho medo de quando conviver mais com ele, o meu loiro não ser o que eu esperava.
  - Vem, vamos comprar pão. – Dougie levantou-se e estendeu sua mão, eu a peguei, saindo de meus devaneios. - Acredite, se voltarmos lá pra dentro sem comida, seremos comidos. – Nós rimos e olhamos um nos olhos do outro.
  Fomos até a padaria que tinha na esquina da rua a pé, compramos pão, geleia, e alguns doces, e voltamos pra casa de mãos dadas, quando chegamos perto da casa largamos as mãos, acho que era tudo muito precipitado ainda. Entramos na casa e os garotos estavam todos acordados, jogando videogame no meio da bagunça.
  - Onde vocês estavam? – Tom perguntou logo que nos viu.
  - Isso não importa, trouxeram comida? Acho melhor terem trazido comida! – Danny disse levantando-se e colocando as mãos na cintura, o que fez eu e Dougie rirmos.
  - Eu não disse? – Dougie falou sorrindo.
  - E então? – Tom pausou o jogo e ficou na nossa frente de braços cruzados. Eu já disse como meu irmão é fofo com ciúmes?
  - E então o que? – Perguntei me fazendo de louca.
  - Onde estavam? – Ele disse descruzando os braços.
  - Fomos na padaria, oras. – Disse levantando as sacolas.
  - Tá então vamos comer. – Danny foi indo pra cozinha seguido por Harry, eu e Dougie.
  - Avril? – Tom falou, virei e o olhei. – Vem aqui um minuto?
  - Toma. – Dei a sacola para Doug e fui até Tom. – O que foi?
  - Você gosta dele de verdade, não gosta? – Ele me olhava fundo nos olhos.
  - Acho que sim. – Sorri tímida.
  - Só tome cuidado, Doug pode ser brincalhão, legal e sincero, mas ele tem o costume de se apaixonar rápido e desapaixonar ainda mais rápido, não quero que você acabe ferida. – Ele me deu um beijo na testa e sorriu para mim. – Vem, vamos tomar café.
  Confesso que as palavras do Tom acabaram com o meu apetite, eu estava tão animada, apesar das minhas pequenas dúvidas, estava nas nuvens, e Tom me arrancou de lá com toda força e eu bati com a fuça no asfalto quente, olhava para Douguie, aqueles olhos lindos me fitavam e sorria bobo, eu sorria igual, mal podia esperar para ligar pra Hayley e contar tudo o que tinha acontecido.

  Cheguei em casa podre, apesar da diversão e do pequeno tempo que dormi, ainda tinha muito sono, fui para o meu quarto e liguei o celular, duas chamadas da Hay, mandei uma mensagem avisando que ligaria para ela logo depois de tomar banho, enquanto via um pijama confortável para ficar em casa, ela respondeu um “okay”.
  Fui para o banheiro e me olhei no espelho pela primeira vez naquele dia, meu cabelo estava bagunçado, minha maquiagem borrada, estava parecendo um panda, não me admiraria se Doug tivesse se desapaixonado hoje mesmo, eu parecia uma bruxa! Entrei no banho, a água morninha sempre me fazia sentir melhor, lavei os cabelos, tirei toda a maquiagem do rosto e saí novinha em folha, me vesti com calma e prendi os cabelos em um coque alto. Voltei para o quarto e liguei para Hay.
  - Alô! – A voz da minha amiga de quem recém tinha acordado era algo.
  - BOM DIA FLOR DE COCÔ! – Gritei no bocal do telefone. Ouvi um barulho de algo caindo. – Hay? Você está inteira ainda?
  - Estou sua merdinha. – Ela riu. – E aí, passou outra noite maravilhosa com os lindos?
  - Sim, uma noite mais que maravilhosa... – Falei já tentando dar a entender o que tinha acontecido.
  - Mais que maravilhosa? Como assim merdinha? – Apenas dei uma risadinha. – Oh, vai dizer que... Vai dizer que você... Que você e o Dougie... Ficaram?
  - Ele beija muito bem. – Nós duas começamos a rir que nem duas imbecis.
  - Eu já disse, tu é a merdinha mais sortuda do planeta. – Ela ria descontroladamente. – Não acredito nisso, nossa, sua boboca, eu também quero tá?! – Ela fez voz de criancinha mimada e eu ri ainda mais.
   Toc toc toc
  - Calma ai, Hay. Tem alguém batendo aqui na minha porta. – Ela disse um “ta bom, me liga depois.” E desligamos o telefone. – Pode entrar! – Meu pai abriu a porta. – Ah, oi pai.
  - Querida, precisamos conversar sobre a escola! – Ele disse sentando na minha cama.
  - Ah sim. – Fiz cara de triste. – Eu não posso ajudar os garotos na banda? Ir pra escola é tão chato. – Ele riu.
  - Você precisa ir sim! – Ele olhou pra mim. – Mas vai ir na mesma escola que os garotos.
  - Eles vão a escola? – Perguntei, sempre imaginei que eles tinham aulas particulares.
  - Vão sim querida. – Meu pai achou graça da pergunta, mas parou de rir rápido,. – Você que você e Tom são gêmeos, não sabe?
  - GÊMEOS? – Gritei.
  - Achei que tivesse notado, irmãos, mesma idade, nasceram no mesmo dia... – Meu pai fez tudo parecer tão obvio.
  - Nossa... Só não entendo porque ninguém nunca me disse sobre isso antes... – Eu estava animada e desapontada, todos esses anos eu tinha um irmão, gêmeo ainda pro cima e ninguém nunca me contou.
  - Eu te mandei várias cartas, e Tom também, e quando soubemos que sua mãe não tinha entregado nenhuma a você... – Meu pai abaixou a cabeça triste. – Foi muito triste, Tom ficou desapontado.
  - E eu também estou! – Falei séria. – Com a minha mãe obvio!
  - Não fique querida, ela deve ter tido bons motivos pra isso, ainda não os descobri, mas quem sabe um dia entendamos isso tudo. – Ele disse me abraçando. – Bem, vou ir fazer sua matricula para escola, nos vemos mais tarde.
  - Tchau pai. – Sorri fraco e deitei na cama.
  Eu estava realmente cansada precisava dormir um pouco, levantei e fechei as cortinas para deixar o quarto mais escuro, deitei na cama e me tapei, fechei os olhos e em menos de cinco minutos já estava dormindo profundamente.

  - Avril... – Ouvi uma voz ao longe me chamando. – Avril. – Ela ficava cada vez mais alta. – Avril! – Abri os olhos e vi que Tom me chamava.
  - Ah oi Tom. – Falei com a voz rouca.
  - A gente vai ir jogar videogame, quer ir? – Ele perguntou sorrindo.
  - Aonde? – Eu até queria ir, mas se fosse pra sair de casa, eu não estava com vontade.
  - Na casa do Douguie. – Ele ficou me olhando esperando uma resposta, mas meus olhos estavam fechando devagar. – Mana?
  - Ahn? – Perguntei.
  - Vai querer ir? – Ele começou a rir.
  - Não, vou ficar dormindo. – Falei e virei para o outro lado.
  - Ta bem, nos vemos mais tarde. – Achei que ele já tivesse saído e estava pegando no sono quando ele voltou a falar: - O que é isso aqui?
  - Isso o que? – Eu não conseguia nem abrir os olhos para ver do que ele falava.
  - Esse desenho no seu pescoço. – OPS, ninguém nunca tinha visto nenhuma das minhas tattoos, se meu pai fosse chato como a minha mãe, eu estava ferrada.
  - Não é nada! – Eu disse levantando de supetão e tapando a tattoo com o cabelo.
  - Você tem uma tatuagem! – Ele falou sorrindo. – Nem esquenta, papai não encana com isso. Você só tem essa?
  - Não, tenho mais dezesseis! – Falei sorrindo amarelo.
  - Fala sério... – Ele arregalou de leve os olhos.
  - São todas pequenas e escondidas, ninguém nunca as vê, a não ser que as procurem! – Falei sorrindo tímida.
  - Nossa... Isso é muito legal! – Ele pareceu entusiasmado. – Quero ver todas elas!
  - Tá bem! – Eu ri e comecei a mostrá-las.
  Comecei pela estrela vazia que tenho no pulso esquerdo, depois a estrela azul no ombro direito, depois o coração com a letra “D” dentro dele, uma tattoo estúpida que fiz para um ex namorado, depois a outra estrela azul no antebraço direto logo ao lado do número 25 escrito em romano, depois a outra estrela, mas dessa vez vermelha, no antebraço direito, a estrela azul na perna esquerda, as duas estrelas vazias no quadril do lado direito, no antebraço esquerdo meu apelido quando era pequena Abbey Dawn, a nota músical no pulso esquerdo, , no pulso direito o número 30, o raio no pulso esquerdo, a palavra Fuck nas costelas no lado direito e por último outra tattoo besta que fiz para um ex, mas essa não era só a inicial do nome era o nome dele, e a última, que ele já tinha visto, meu “prendedor de fralda” no pescoço.
  - Nossa, você gosta mesmo de tatuagem. – Ele falou rindo.
  - Gosto, acho divertido. – Falei. – Mas minha mãe nem sonha que eu tenho todas elas!
  - E como você as fez? – Tom olhou pra mim assustado.
  - Segredo de profissional. – Sorri irônica. – Agora vai lá jogar videogame que eu vou dormir!
  - Tudo bem. - Tom saiu me deixando sozinha outra vez, me enfiei em baixo das cobertas e fechei os olhos, o sono voltou com tudo e logo eu dormi.

Capítulo 3
0 0 votos
Classificação do artigo
Inscrever-se
Notificar de
guest

0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Todos os comentários (0)
×

Comentários

×

ATENÇÃO!

História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

O Espaço Criativo não se responsabiliza pelo conteúdo das histórias hospedadas na sessão restrita ou apontadas pelo(a) autor(a) como não próprias para pessoas sensíveis.

Você não pode copiar o conteúdo desta página

0
Adoraria saber sua opinião, comente.x