5 Colours in Her Hair


Escrita porÁgatha Pedotte
Revisada por Mandyy


Capítulo 13 • She'd had enough (Hay Pov)

Tempo estimado de leitura: 4 minutos

  Ligar música
  Ela pode negar por tudo nessa vida, mas eu sei que o mundo da minha merdinha desmoronou no momento em que ela ouviu tudo aquilo, eu não consigo acreditar que Dougie foi capaz de fazer uma coisa dessas com a Av. Sem falar que eles eram perfeitos um para o outro. Lembro quando eu e ela costumávamos sonhar em conhecê-los de verdade! Olha onde estamos, Avril é ex-namorada de Dougie, eu estou com Tom, Avril famosa, vamos fazer um show de abertura para a McFly. Tudo o que sempre sonhamos está acontecendo, rápido, mas está.
  - OMG! – Avril deu um pulo no sofá ao mesmo tempo que eu.
  - NÃO! – Eu falei.
  - Não pode! – Ela disse.
  Nós duas estávamos com os olhos embaçados de chorar e quase tendo um chilique, estávamos assistindo ao episódio final de verão de Pretty Little Liars, e o fim foi chocante de mais, nos olhamos apavoradas.
  - Não pode ser ele!
  - Eles eram tão perfeitos juntos. – Falei.
  - Que raiva. – Avril desligou o a TV quando começaram os créditos.
  Nos levantamos e fomos largar o saco de balas na cozinha, essa noite os garotos não estavam em casa, Emma tinha uma festa de uma tia e Kirst estava de castigo por cortar metade do cabelo de Cindy depois de saber do que realmente acontecera com Dougie. Ele não a beijou porque queria, ela o agarrou, mas mesmo assim, ele não queria ficar com Avril, acho que aquele papo de que “alguns males vem para o bem” é verdade, depois que todo o drama “porque Dougie não vem me ver” e “Dougie é um cachorro” passou, Avril voltou a normal, apesar de ainda um pouco abalada.
  - Estou chocada! – Ela falou se sentando no balcão da cozinha.
  - Eu também! – Falei. – Não acredito que é ele, é muito...
  - Impossível! – Ela completou.
  Rimos por estarmos tão pasmas e o telefone começou a tocar.
  (Ligar segunda música: eu sei que nessa a Demi fala “Father”, mas imagine “Mother” HAHA.)
  - Alô! – Avril atendeu. – Como você tem coragem de ligar para mim depois de todos esse tempo sem nem ao menos se preocupar se eu estou viva, morta ou desaparecida? – Avril parecia brava.
  Eu tenho certeza de que é a mãe dela do outro lado da linha, bem típico da mãe de Avril. Some por meses e depois quer algum tipo de relacionamento, quer recuperar, mas acho que dessa vez não seria tão fácil assim, e também tenho certeza de que Avril não está disposta a abrir mão dessa vida incrível que ela tem agora.
  - Não! – Ela falou. – Eu não vou voltar, devia ter pensado nisso antes de me mandar embora, adeus e passe muito bem! – Avril desligou o telefone. – Você acredita nisso?
  - Na verdade... É bem típico! – Falei.
  - Não é?! – Ela concordou. – Eu to cansada! – Ela falou. – Cansada de todo esse drama e de toda essa confusão. – Ela falou. – Pra mim já chega! Vou pedir para o meu pai assumir minha guarda!
  - O que? – Perguntei meio assustada.
  - Isso que você ouviu, Hay! – Ela pulou da bancada e foi caminhando em direção á sala. – Eu não aguento mais dramas e brigas, eu só quero ter paz e ser feliz, e apesar de algumas coisas que aconteceram, eu nunca estive mais feliz do que estou agora.
  - Mas você não acha que se desconectar totalmente dela é meio radical? – Sentamos no sofá da sala e eu a olhei fundo nos olhos.
  - Não é como se eu nunca mais fosse vê-la, Hay! – Ela disse retribuindo ao olhar. – Eu só não quero que ela tenha esse poder sobre mim, de poder vir aqui e me levar para casa á qualquer momento, eu finalmente tenho uma família de verdade.
  - Sua mãe pode ter muitos altos e baixos, mas ela foi uma...
  - Uma o que? – Ela me interrompeu. – Uma boa mãe? – Ela me olhava irônica e brava ao mesmo tempo, esse olhar ela puxou com toda certeza da Sra. Lavigne. – Você mais do que ninguém no mundo, talvez George, sabe que ela nunca foi uma mãe de verdade pra mim.   - Isso não é verdade, Avril.
  - É sim, Hayley! – Ela parecia ainda mais brava comigo. – Quantas vezes ela me deixou na sua casa por dias? Semanas? Lembra aquela vez que fiquei quase três meses na sua casa porque ela resolveu viajar sozinha? – É, de fato eu lembrava de tudo isso, eu só não queria que ela brigasse assim com a mãe dela. – A sua mãe e a de George foram mais mães pra mim do que ela jamais foi! Sabe como isso é triste Hay? Perceber que as mães dos seus amigos são mais mães para você do que a sua própria mãe? – Percebi que ela estava prestes a chorar e a abracei.
  - Calma minha merdinha. – Isso sempre a fazia rir, e como sempre ela deu uma risadinha fraca. – Se você acha que esse é o melhor então eu confio em você.

Capítulo 13
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