Welcome To The Past

Escrito por Anna W. | Revisado por Naty (Até Capítulo 13) e Mariana

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Capítulo 1

  Um barulho alto de uma sirene ecoou nos ouvidos de , que logo fez uma careta de desconforto. A sala de aula da Escola Pública Yund virou um zoológico. Uma menina do lado de jogou os cadernos para cima e saiu correndo pela porta, outro menino gritou bem no seu ouvido e o resto saiu gritando e pulando pelos corredores. Ela também estava feliz, mas não tanto para sair se pendurando nos armários da escola feito macaco. Era o último dia de aula antes das férias escolares do meio do ano. Todos estavam prontos para as suas férias no caribe ou quem sabe naquela estação de esqui na Alemanha... estava pronta para passar mais uma de suas férias trancada dentro de casa com sua mãe, que não a deixava sair de jeito nenhum.
  – ! – Chamou uma voz conhecida enquanto ela andava distraída pelos corredores. Ela parou por um momento e virou para ver quem era.
  - Juliet, como você ? – Perguntou à garota de cabelos lisos castanhos, que se aproximava, a fim de ficar emparelhada com . – Pensei que não viria hoje.
  – Eu estou bem. – Respondeu Juliet tentando se equilibrar com seus pertences escolares. – É, sabe como são meus pais... Meio que desistiram de viajar...
  Ela falou com um tom tristonho, mas logo se animou.
  – Vai ter uma festa na casa do Patrick hoje à noite, vamos? – respirou fundo antes de responder. Seu desejo por festas era tanto quanto por encontros.
  – Ah, claro. – Sua voz era tão desanimadora que Juliet parou de andar e a segurou pela mão. – O que foi?
  – Você sempre faz isso quando você não quer ir, mas você tem que ir! É questão de vida ou morte! – Exclamou a garota de cabelos lisos. a encarou por alguns segundos e concordou com a cabeça. – YES!
   soltou uma gargalhada e dobrou a esquina com Juliet saltitando no meio da rua.
  – Te vejo às sete então? – Gritou a amiga alguns metros da porta de .
  – Pode ser! – Devolveu o grito sorrindo. – Só não fique animada demais, hein?!
  A garota morena lhe deu língua enquanto ela fechava a porta de casa.
  – Filha! Onde você esteve? – Correu a mulher loira para junto da filha. – Você demorou demais, já estava ficando preocupada!
   abraçou a mãe.
  – Vim andando com Juliet. Ela conversa muito. – Falou sorrindo e lembrando-se da amiga. A garota andou até seu quarto e jogou sua mochila na cama.
  – Se estiver com fome, eu faço um lanchinho pra você, quer? – Perguntou a mãe de escorada na porta do quarto dela. apenas murmurou um ‘Não, obrigada’ e olhou pela janela do seu quarto. Fazia tempos que não via seu vizinho. Ele era seu melhor amigo e agora nem cartas trocavam mais... Ela nunca mais o tinha visto. achava que ele a estava evitando, e, quanto mais pensava nisso, mais ficava triste e se irritava.

  Já era quase hora da festa de Patrick. A menina pretendia ir de um jeito ou de outro. A Srta. proibia sua filha de ir a qualquer evento público sem ela, o que incluía festas à noite com um bando de adolescentes malucos. pegou seu casaco na entrada e foi abrindo a porta quando sua mãe apareceu do lado de fora.
  – Onde você pensa que vai toda arrumada? – Srta. estreitou os olhos e colocou as mãos no quadril. – Não lhe pedi para ir comprar alguma coisa, pedi?
   balançou a cabeça negativamente.
  – Patrick vai dar uma festa na casa dele e a Juliet me chamou. A gente vai se encontrar naquele parquinho aqui perto. – respondeu com tanta naturalidade que se surpreendeu.
  – Podia ter ao menos perguntado se podia ir, não é? Em vez disso vem com mil pedras para me atacar... – Ela virou os olhos e passou por . A garota franziu o cenho achando aquela situação estranha e saiu de casa.

  – Você conseguiu! – falou a menina de cabelos lisos dando-lhe um abraço. – Você precisou matar sua mãe? ! Ela tá viva?
   deu um tapa no ombro de Juliet e começou a rir.
  – Óbvio que ela está viva! Ela me deixou vir sem fazer muitas perguntas e sem começar a falar loucuras.
  – O que ela fala mesmo? – Juliet já estava com um copo na mão. Quase o colégio inteiro estava naquela minúscula casa.
  – “Tem gente por aí que quer feri-la, nos ferir!” Você não entende!”– Ela zombava de sua mãe imitando sua voz. As duas caíram na gargalhada. – O que é isso que você tá bebendo?
  – Uma mistura especial. – Ela falou sorrindo.
  – Não está muito cedo? E você ainda é menor de idade! – havia percebido a roubada em que havia se metido.
  – Ah, que isso! Não tem nada, não! – Ela pegou um copo com uma bebida e entregou nas mãos de . A garota largou o copo na bancada e começou a balançar a cabeça negativamente. – Vamos, ! Deixa de ser careta!
  Juliet começou a se irritar com . Ela queria tanto que sua amiga se juntasse a ela, mas não era esse tipo de pessoa. Ela queria ir embora, mas também não podia deixar Juliet se encrencar e sair por aí no estado que estava. Parecia que a festa já estava rolando há algum tempo antes de chegar; as pessoas estavam começando a se alterar.
  – Liet, vamos para casa, aqui está muito chato. – A garota puxou a mão da outra para o lado de fora. Juliet começou a berrar e espernear como uma criança pequena. Ela se virou e deu um tapa na cara de . A perplexidade da menina era tanta que sua boca não produziu nenhum som. Ela apenas se virou e saiu da casa tão rápido que não viu que tinha esbarrado em alguém.
  – Olha quem está aí, ! – Zombou a garota de cabelos pretos. olhou para a garota com raiva e depois deu um sorriso. Ela então correu para abraçar a menina em quem tinha esbarrado. – Ah, que saudade, garota!
  – ! Achei que sua escola não dava mais férias! Mas o que você está fazendo aqui?
  – Eu vim te procurar, sua mãe disse que você estava aqui. – Ela falou séria, saindo do bairro de Patrick. – Preciso falar com você. E o que você está fazendo aqui?
  – Juliet me convidou. Todos estão bêbados, inclusive ela, que me deu um tapa. – Sua voz saia triste, mas também raivosa. – Vamos sair daqui, a polícia deve chegar alguma hora para esses babacas.

   disse que precisava mostrar algo para . A casa dela não era tão longe do bairro em que vivia. Fazia tanto tempo que elas não se viam, desde que foi para um internato. parecia uma mistura de extremos opostos: triste e feliz ao mesmo tempo.
  – Chegamos. – colocou a chave na porta e abriu para que entrasse. – Fique à vontade!
  – , querida! – uma mulher do tamanho de , seus cabelos pretos presos em um coque chamou-a carinhosamente e deu-lhe um abraço. – Quanto tempo! Fique à vontade!
  – Obrigada, Sra. Black. – Agradeceu a menina, percebendo que a casa tinha objetos estranhos.
   abriu a gaveta de uma cômoda que ficava na sala e pegou um envelope.
  – , sente-se. – As duas se sentaram no sofá cor vermelha. ficou olhando para o envelope nas mãos de e percebeu que estava há muito tempo encarando-o, desviou o olhar para o rosto da garota. – Hum... Você deve estar imaginando o que é isso certo?
  – Sim. Bem, não sei. – Respondeu confusa.
  – Você é uma bruxa, . – falou com toda convicção, olhando para os olhos da amiga. deu uma ensaiada para sorrir e olhou para o chão, como se fosse uma piada. – Sabia que não ia acreditar.
  A mãe de estava confortavelmente sentada na poltrona ao lado de . Ela deu um suspiro alto.
   estendeu a mão com a carta deitada na sua palma onde se podia ler:

  Srta. , quinta casa dobrando a esquina. Rua Grendalx, Londres.

   pegou a carta e analisou a escrita. Olhou para por alguns segundos e virou a carta. Havia um lacre vermelho e nele, gravado um símbolo parecido com aqueles nas bandeiras dos castelos medievais. colocou uma mecha do seu cabelo atrás da orelha e levou seus dedos até o lacre. Tirou o papel de dentro do envelope e percebeu que ela tinha uma vaga na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.
  Seus olhos se arregalaram e seguiram ao encontro com os de , depois de volta à carta. Ela abaixou a carta até o colo e começou a rir.
  – Isso deve ser uma das suas brincadeiras, . – falou sem realmente saber se aquilo era uma brincadeira ou não. Ela balançou a cabeça algumas vezes como se não acreditasse. Nem e sua mãe estavam rindo, pelo contrário, estavam sérias. – Não é brincadeira, não é?
  Sra. Black balançou a cabeça negativamente. Ela foi sentar-se no sofá onde estava e pegou a mão da garota, segurando-a afetivamente.
  – Querida, não sei qual a razão de você não ter ido para Hogwarts antes e não sei por que nos pediram para entregá-la pessoalmente. Mas acho que isso tem haver com sua segurança. – A mulher de meia idade explicou calmamente enquanto tentava processar tudo o que havia lido.
  – Eu não estou entendo nada. – não acreditava naquelas coisas que estavam falando para ela. – Vocês estão se equivocando.
  – Tem outra por aqui? – começava a ter uma pontinha de raiva. Ela não era uma pessoa muita paciente. suspirou apoiando seus cotovelos nos joelhos. – Você nunca percebeu que às vezes você fazia coisas se mexerem sem exatamente tocar nelas?
  Foi então que se lembrou de quando a porta de casa estava fechada e ela precisava sair. Ela desejou tanto que a porta abrisse que foi isso o que aconteceu. Houve aquela vez
em que ela estava com tanta que raiva que o copo em cima da mesa tinha quebrado.   – Pode ter acontecido coisas estranhas comigo sim, mas deve ter alguma explicação científica para isso. Não sei. Eu não posso ser isso o que você está dizendo que eu sou.
  – Por que não pergunta para sua mãe? – Perguntou a Sra. Black. – Tenho certeza de que ela te responderia.
   já não tinha tanta certeza assim. Se, apenas uma possibilidade, se ela fosse uma bruxa sua mãe teria lhe dito desde sempre, não após 14 anos! A Sra.Black explicou tudo sobre Hogwarts, o mundo mágico e que elas também eram bruxas.
  A lua refletia na janela o que significava que estava tarde.
  – Obrigada pela explicação, Sra. Black. – Disse ainda confusa. – Acho que vou para casa. Posso levar a carta?
  – Claro, querida! – Ela disse quando se levantou para ir embora. – Mas volte aqui quando falar com sua mãe.
   concordou com a cabeça, se despediu de e saiu andando para casa com a carta em mãos.

  – Filha? – A mãe de saiu da cozinha com algo guardado no bolso do avental. Parecia um pedaço de madeira. – Você demorou... O que é isso?
   lhe entregou o envelope e olhou para ela esperando explicações. Sua mãe lançou um olhar surpreso para carta.
  – Isso aqui é bobagem. Quem foi que lhe entregou? – A loira falava com um riso no rosto. a lançou um olhar raivoso. – QUEM, ?
  – Não importa quem me entregou! O que importa é que eu sei a verdade! – disse contendo a voz. – Como você pôde ter me escondido essa coisa tão importante?
  – Eu, eu... Você não entende! – Ela falou se escorando na parede. – Eu preciso proteger você!
  – Você precisava me proteger! Porque agora eu vou para aquela escola com sua permissão ou sem ela. – pegou a carta da mão de sua mãe enquanto ela murmurava coisas sem sentido e foi para o seu quarto.
  “Então é verdade, aquela... Aquela... Mentiu para mim esse tempo todo!”, pensou com raiva. puxou uma mala de cima de seu guarda roupa e foi colocando todas as roupas que cabiam. Sua mãe sempre a deixou com uma reserva muito boa de dinheiro caso ela precisasse, caso acontecesse algo muito ruim e ela tivesse que fugir. foi pegando tudo o que ela precisava e saiu arrastando sua mala pela casa até a porta.
  – Você não vai a lugar algum, filha! – A mãe dela pegou um pedaço de madeira, pelo menos foi o que viu, esticou a o braço e sacudiu a varinha. A porta atrás da bateu e trancou-se. Ela estava assustada e sem reação, suas mãos tremiam. A loira respirava forte, como se tivesse feito uma corrida. – VOCÊ NÃO PODE SAIR DAQUI E NUNCA VAI SAIR!
  – COMO ASSIM EU NUNCA VOU SAIR?! – berrou o mais alto que podia, seus olhos estavam cerrados e sua mão segurava forte sua mala. – EU VOU SAIR DESSA CASA AGORA E NUNCA MAIS QUERO OLHAR NA SUA CARA!
   se virou antes que sua mãe abrisse a boca para falar algo. Ela forçou a porta, mas a porta não abriu.
  – Abra a porta! – Mandou com um tom mais parecido com sua voz normal. – AGORA!
  Taylor não fez nenhum movimento. Ela não ia deixar sua filha ir embora. Ela tinha que entender que aquilo era para o bem dela. se concentrou em abrir a porta, como daquela vez em que precisava sair, só que agora mais forte. A porta não só abriu, saiu voando pelo quintal e caiu há alguns metros da garota.

Capítulo 2

  Fugir de casa não era algo que planejava fazer tão cedo e, principalmente, para ir a uma suposta escola de magia em algum lugar na Inglaterra. A garota ainda não acreditava totalmente que tinha “dons”, ou melhor, que existiam bruxos, escolas de magia, um mundo paralelo ao dela e que ela fazia parte disso tudo. Descobrir que você é uma bruxa e que sua mãe vem lhe escondendo coisas desde que nasceu não era algo tão divertido quanto parecia, pelo menos, achava que não.

  – Rum, olha só quem resolveu aparecer, mãe. – abriu a porta com uma das mãos na cintura e pegou a mala de . Sra. Black sorriu para e deu-lhe um abraço.
  – Chegou cedo! Mas que bom que sua mãe resolveu deixar você ir conosco!
   balançou a cabeça positivamente, meio envergonhada.
  – , será que eu posso falar com você um momento? – A garota de olhos cinzas concordou com a cabeça. olhou para o lado para ver ser a Sra. Black estava olhando e cochichou:
  – Eu não posso explicar agora, mas eu não posso ficar aqui. – protestou tentando interromper . A garota sabia quem era sua mãe e que ela iria até o fim da terra à procura dela. – , você por acaso não tem nenhum lugar... Hum... Que a gente pode ficar? Lá no outro mundo?
   não falou nada, apenas concordou com a cabeça. Ela jogou um olhar de calma para a garota de cabelos pretos e seguiu para a cozinha.
  – MÃE! MÃE! – A garota entrou na cozinha aos prantos e foi ao encontro da mulher que guardava os pratos no armário, em seguida se assustando com a filha. – A gente precisar ir para Johuntein! Cedrico está passando muito mal!
  Johuntein era o bairro em que e a Sra. Black viviam quando não estavam no mundo trouxa. Passavam quase o ano todo por lá, às vezes nem voltavam à Londres. Era um dos lugares que mais gostava. Lembrava-a do pai.
  – Ora querida, se ele estiver passando mal, tenho certeza de que o pai dele irá cuidar muito bem dele! Não se preocupe! – A Sra. Black colocou um prato na mesa enquanto falava calmamente.
  – Mãe, por favor! Ele meu melhor amigo! – começou a chorar compulsivamente e sentou-se no chão dramaticamente.
  – Filha, levanta-se! Levanta-se agora! – Sra. Black fazia um esforço para manter sua autoridade, mas parecia que não estava adiantando. Ela colocou as mãos na testa e fechou os olhos por alguns segundos. – Tudo bem, sairemos daqui à uma hora. Avise a .
   teve que se segurar para não dar um sorriso e pular em cima da mãe de felicidade. A garota saiu andando tristemente e quando saiu da vista da mãe, correu para avisar a sua amiga.
  – Tudo certo! – Falou fazendo um ok com o polegar. sussurrou: “Obrigada” e sentou-se no sofá da sala.

  Ir para o mundo mágico de carro, foi algo que surpreendeu .
  – Então, vocês vão para lá de carro? – Perguntou a menina enquanto esperava na porta da casa. deu uma risada e puxou a mala de para dentro do porta-malas.
  – É para não dar suspeitas. – A garota de olhos cinza deu uma piscadela e entrou em casa novamente. Tudo estava quase pronto, só faltava a Sra. Black entrar no carro quando de repente viu o que não queria ter visto.
  – Ahn, ?! – Havia medo na voz da garota. olhou para onde estava olhando e viu que uma mulher de estatura mediana, loira, estava andando muito brava próxima a elas. – A gente tem de ir agora!
   tentou conter sua voz para não gritar. A garota de cabelos pretos gritou na porta de casa e a Sra. Black saiu correndo, entrando no carro. se jogou no banco de atrás batendo a porta atrás de si. Só teve tempo de se ajeitar no banco e o carro havia partido. A mãe de olhou raivosamente o carro passar pelos seus olhos e apanhou sua varinha, mas não ia usá-la na frente de trouxas. viu sua mãe gritar de raiva. Isso nunca havia acontecido, normalmente ela era uma pessoa calma.
  A Sra. Black deu olhar duvidoso para e voltou seu olhar para pista. passou a viagem toda observando a paisagem pela janela do carro.

  – Ok, , agora me conta o que está acontecendo. – fechou a porta do quarto dela. deu um suspiro longo e contou tudo o que havia acontecido entre a mãe dela e ela. – Hum, interessante... Por que você não conversa com seu pai?
  A garota de olhos mel a olhou descrente. Já havia tido essa conversa com . Elas não iriam conversar sobre o pai de .
  – Ah, desculpe, . – se desculpou olhando para suas próprias mãos. murmurou algo que não entendeu, mas deixou para lá.
  – , você tem noticias do Harry? – A garota tentou mudar de assunto. Por mais que ela estivesse triste por ele tê-la, queria ter notícias dele. arregalou os olhos e abriu a boca em uma tentativa de sair com som.
  – Ah, ah, não... Eu não o vi mais. Desculpe. – A garota parecia visualmente nervosa e percebeu isso.
  – Então, quem é Cedrico? – deu um sorriso de orelha a orelha. deu uma risada de alívio. – Seu namorado?
   deu uma gargalhada tão grande que a fez bater no som que estava ao lado da garota. O aparelho liberou uma música agitada e contagiante. A garota de cabelos pretos se levantou em seguida e começou a dançar em cima da cama. olhou aquela à cena e caiu de costas no colchão de tanto ir.
  – Sua louca! – Gritou o mais alto que conseguia para que a amiga ouvisse. – Você vai cair!
  – Pode deixar que se eu cair, eu vou cair nos braços do Brendon! – A amiga gritou de volta. gostou tanto da música quanto do vocalista. tinha alguns pôsteres dele e da banda espalhados por todo o quarto. Depois de muita dança e papos elas caíram no sono, como anjos.

  Na manhã seguinte enviou uma coruja (o que ela achou totalmente estranho) para confirmar sua inscrição em Hogwarts. O sol estava quente, mas o vento frio batia na janela naquela manhã de verão. estava colocando seu prato de café da manhã na pia quando ouviu uma companhia ecoar pela casa de dois andares. Não que ela tivesse se acostumando, mas deixar o prato na pia e ele lavar sozinho era um grande indício de que a garota estava começando a gostar daquilo tudo.
  – Estou entrando, Sra. Black! – Gritou uma voz masculina abrindo a porta da sala. Um garoto alto, cabelos escuros e olhos brilhantes passou por . – Oh, desculpe, nem percebi que estava aí.
   levantou uma das sobrancelhas analisando aquela pessoa. Ele estendeu a mão para que ela o cumprimentasse.
  – Prazer... – disse chacoalhando as mãos de Cedrico.
  – Cedrico Diggory e...?
  O garoto disse lhe dando um sorriso.
  – Hum, o namorado da . – murmurou alto o bastante para que ele ouvisse e risse do comentário da menina. – Sou .
  – Ced! Vejo que está melhor, não é? – Sra. Black olhou além das escadas como se seu olhar fosse atravessar ao meio. – me disse que você estava mal...
  Cedrico coçou a cabeça e olhou para baixo.
  – Sabe como são essas doenças de Gnomos, fazem a gente cair duro na cama em um dia e no outro estamos bonzinhos. – Sra. Black jogou um olhar o censurando e depois saiu para cozinha.
  – Cadê a ? – Perguntou Cedrico para , que segurava o riso, e sorriu de lado.
  – Provavelmente dormindo. – Respondeu a garota andando até a escada. – Bem que ela gostaria de ser acordada pelo namorado. Pode deixar que eu vou ficar bem AQUI.
  Cedrico sorriu para e subiu as escadas. esperou alguns minutinhos e ouviu gritar tão alto que ela caiu no chão de risada.
  – POR MERLIN, CEDRICO DIGGORY! SAIA DO MEU QUARTO! – ouviu gritar do quarto. Cedrico saiu correndo escada abaixo e caiu no sofá de tanta gargalhada que deu.
  Ele cerrou os olhos para .
  – Você fez isso! – Acusou Cedrico, segurando a barriga. levantou os olhos e sorriu. Agora eles iam esperar uma irritada descer pelas escadas. Ela andou com passos de elefantes até e Cedrico que estavam sentados no sofá, rindo até as tripas saírem.
  – Ora, ora, seus...! – levantou a mão fechada para eles e mostrou um dedo não muito agradável. e Cedrico pareciam rir mais com a situação. – Não falem mais comigo!
  A garota aborrecida entrou na cozinha se arrastando.
  – E então, , animada para a Copa Mundial de Quadribol? – Cedrico perguntou à garota que quase caíra da cadeira minutos antes, respirando fundo com resíduos de gargalhadas. o olhou confuso como se ele estivesse falando outra língua.

  – Se cuidem, vocês duas! – Gritou a mãe de da sacada da casa. e acenaram para a mulher e seguiram andando pela rua. – Divirtam-se!
  – ? – chamou enquanto elas andavam. virou a cabeça e olhou para . – Por que vocês não moram aqui, ao invés de Grendlax?
  – Aqui é uma comunidade mágica, um bairro mágico. E às vezes minha mãe gosta de ficar entre os trouxas, ela meio que tem uma afeição por eles. – deu uma risadinha. balançou a cabeça.
  – O que é trouxa? – deu uma gargalhada.
  – São pessoas não mágicas. Aparentemente você não é uma delas! – A garota de olhos cinza arrumou a mochila nas costas. – OK. Chegamos!
  Entraram em algum tipo de estabelecimento que achou ser uma loja de conveniência. se debruçou no balcão e balbuciou algumas palavras com o atendente. Ele puxou algum tipo de saco e entregou a que o agradeceu.
  – , isso aqui é uma chave do portal. – tirou o saco revelando um livro velho de capa dura. A garota de cabelos pretos concordou e prestou a atenção no que a amiga falava. – Você vai segurar nele, quando chegar à hora você vai ter que soltar, mas não solte antes da hora!
   balançou a cabeça mostrando a que havia entendido. Elas seguraram uma parte do livro, alguns segundos depois, viu o mundo girar, literalmente. sorria de orelha a orelha, ela estava realmente se divertindo. “Ai, ai, onde eu fui me meter? Vamos morrer!”, pensou enquanto fazia cara de horror.
  – Solte agora! – gritou para os quatro ventos ou mais naquele momento. hesitou alguns instantes e soltou. Algum milagre havia acontecido, estava inteira. Elas caíram metros e metros de altura, direto para o chão
.   – Você está bem, ? – perguntou estendendo a mão para ela. olhou furiosa. Chamá-la pelo sobrenome era algo que ela não gostava. – Tudo bem, desculpe.
   riu andando a frente de .

  O queixo de caiu quando ela viu barracas montadas por tudo quanto era canto; torcedores vestindo suas camisetas do time, outros sobrevoando o local em vassouras (o que fez ficar ainda mais impressionada) e alguns se divertindo ao ar livre. parecia estar procurando algo ou alguém, ela não parava de olhar para os lados. viu uma cabeça com cabelos pretos bagunçados e o menino vestia um casaco cinza. A garota franziu a testa sem saber se era mesmo ele quando a puxou pelo braço e a arrastou para uma tenda minúscula. Bem, parecia minúscula do lado de fora, mas por dentro era espaçosa, com vários cômodos e cortinas cobrindo cada um deles. Havia uma mesa de jantar mais à frente e um lindo vaso de flores sobre a mesa.
  – Olá, meninas! – Cumprimentou um homem de meia-idade e bem simpático. o viu aparecer em sua frente de repente e tomou um susto. – Desculpe, acho que lhe assustei. Prazer, sou Amos Diggory.
  – Muito prazer Sr. Diggory, sou . – Ele apertou a mão de e depois a de . percebeu que Sr. Diggory tinha algum parentesco com o namorado de : Cedrico Diggory. Cedrico apareceu no mesmo instante em que pensou nele.
  – Olá, meninas! – Cedrico as cumprimentou indo para cozinha.
  – SEU GORDO! VOLTA AQUI! – saiu gritando atrás de Cedrico que ria da menina histérica. ficou parada, ali, no meio da tenda. Sr. Diggory a observou por alguns segundos.
  – Posso mostrar onde vocês vão ficar? – Sugeriu Sr. Diggoy. assentiu e seguiu o senhor. – Você nunca viu nada parecido, não é?
  O Sr. Diggory parou na cortina que dividia o quarto da sala.
  – Não mesmo! Isso é incrível! – Comentou colocando sua mochila em cima da cama que ela viu livre. – Na verdade, eu descobri que sou bruxa faz uns dois dias.
  Sr. Diggory parabenizou deixando-a sozinha no quarto.
  A garota nunca imaginaria que sua vida iria virar de cabeça para baixo. Ela ainda tinha tantas perguntas que a inquietavam à noite, que às vezes viravam pesadelos. Havia tantas lacunas para serem preenchidas. estava determinada a resolver todos os problemas depois, porque ela pretendia curtir bem os ingressos que arranjou quase de ultima hora. Para algo que ela mal sabia o que era.

  Depois de um jantar simples, , Cedrico, Sr. Diggory e seguiram o fluxo da multidão rumo ao estádio de quadribol. ficou maravilhada com todas aquelas pessoas coloridas andando em montes. Seu coração sentiu uma pontinha de felicidade e emoção. No caminho, havia ambulantes vendendo vários tipos de itens mágicos: cachecóis, binóculos estranhos, blusas, estatuetas de jogadores e muito mais. pegou um dinheiro do bolso e dirigiu-se para uma banca, mas antes Cedrico segurou seu antebraço.
  – Acho que eles não vão aceitar isso aí. – Comentou Cedrico perto do ouvido da garota. – Melhor nem tentar, eles podem achar que trouxas invadiram, mesmo que o local tenha sido enfeitiçado.
  – Mas eles aceitam o que então? – Perguntou seguindo os passos do grupo.
  – Galeões. sicles e nuques. – Falou Cedrico mais especificamente. – Acho que deve lhe explicar depois.
  – Eu não tenho nada disso! – Falou meio desesperada. Ced deu um sorrisinho.
  – Você pode trocar seu dinheiro trouxa no banco, não se preocupe. – Cedrico confortou , que dava um suspiro.
  Eles chegaram ao estádio que estava lotado, mal dava para andar. agarrou pelo braço para que não se perdessem uma da outra.
  – Black! Sua presença está influenciando o ar desse estádio, por que você não vai para Askaban, fazer companhia ao seu tio? – Sua voz irritante saiu do escuro. E um garoto de cabelo loiro e uma cópia adulta do garoto permaneciam um do lado do outro. Ambos eram altos e com postura impostada e arrogante. o olhou curiosa, sem saber exatamente do que ele estava falando.
  – Por que você não vai tingir seu cabelo, Malfoy? – Provocou me puxando para longe. Malfoy deu uma risada maldosa.
  – Hum, nunca vi sua amiguinha... Posso saber o seu nome? – O garoto olhou dos pés a cabeça. o observou por minutos demais. – Seu nome?
  – ... – Respondeu com uma voz neutra. – O seu?
  – Draco Malfoy, muito prazer. – Ele disse dando um sorriso, que julgou estranho e esnobe. – Espero te ver em breve.
  – Ela não quer saber de você e seus joguinhos amorosos, Draco. – Cuspiu da escada. Draco a olhou furioso e saiu do local. O homem, que parecia o pai, deu o olhar muito mais horrível e frio que já vira.   – Cuidado, querida Black. Eu ainda tenho minhas mãos no ministério. – Alertou o homem à amiga de . simplesmente fechou a cara e segurou muito forte no pulso de . Os quatros chegaram aos seus assentos bem localizados. A garota de olhos de mel olhou para cima, observando todos os assentos pelo estádio, era incrível.

Capítulo 3

  A multidão gritava: “Irlanda” enquanto os irlandeses apareciam voando pelo campo. Várias moedas caíram de um boneco de irlandês que chamava atenção naquele céu escuro: o boneco ficava dançando no céu como se fosse feito de fogos de artifícios. viu um menino ruivo pegar todas as moedas que conseguia carregar, mas depois a garota o perdeu de vista. O time da Bulgária atravessou o boneco e o fez desmoronar no ar. Uma mistura de vermelho e preto passou perto dos olhos de . O resto da multidão que torcia pela Bulgária foi à loucura quando aquele determinando jogador passou pelas bordas do estádio. A torcida gritava alegremente: “Krum, Krum, Krum!”
  – Quem é Krum? – perguntou perto demais do ouvido da amiga. A gritaria era tanta que não sabia como estava seu tom de voz. deu uma recuada com a cabeça e virou para .
  – Simplesmente o melhor jogador de todos os tempos! – Respondeu batendo palmas e segurou seu chapéu vermelho e preto para não cair cadeiras abaixo. deu de ombros e começou a gritar junto com a multidão quando a voz de um homem ecoou no estádio pronunciando o início da quadridentíssima vigésima segunda Copa Mundial de Quadribol.
   mal sabia o que era quadribol, mas a alegria da torcida, todas aquelas sensações novas, a faziam ficar animada até o limite de suas forças. O jogo terminou com uma vitória esplendida dos irlandeses, deixando a Bulgária no buraco.
  – Acho que não foi dessa fez que a Bulgária ganhou. – Riu Cedrico enquanto desenrolava o cachecol da Irlanda do pescoço. o olhou feio. ainda não acreditava que eles voavam em vassouras e ainda jogavam bolas que cruzavam o céu tanta as vezes que a deixavam tonta.
  – Os irlandeses roubaram! Não é à toa que eles têm tanto dinheiro! – Reclamou enquanto andávamos de volta à barraca. se sentia feliz e acolhida naquele pequeno círculo de amigos, e, por algum tempo, esquecera-se de seus problemas. Cedrico riu alto enquanto continuavam a caminho da barraca.

   estava mexendo em sua bolsa quando ela ouviu gritos e passos apressados do lado de fora. Ela correu para sala onde Cedrico, Sr. Digorry e permaneciam como estátuas, tentando assimilar os sons. O pai de Cedrico falou algo rápido para e o filho, e saiu correndo da barraca.
  – ! – Gritou perto da porta. – Pegue suas coisas e vamos!
  A garota não sabia o que estava acontecendo, mas sabia que era algo muito, muito ruim. correu para o quarto, pegou as coisas das duas e voltou correndo para a sala. Cedrico estava no meio do cômodo. Ele apoiou as mãos nas costas de e foi a conduzindo para fora da barraca.
  – Fiquemos juntos! Principalmente você, ! – Cedrico estava falando firme, mas dava para perceber uma pontada de medo. já estava com sua mochila nas costas, estava logo atrás e Ced ao lado da amiga quando eles começaram a andar com passos rápidos. A maioria das barracas estava em chamas, mulheres, crianças e adultos corriam para tudo que é lado. Pessoas vestidas de preto e com uma máscara causavam terror. Algumas pessoas tinham coragem e sacavam a varinha jogando feitiços nos que conseguiam atingir. estava com muito medo. Seus olhos estavam arregalados e suas mãos agarravam com força o braço de . Eles entraram em uma multidão que corria de volta às suas chaves de portal. De repente, não se viu mais agarrada ao braço de . A multidão havia a arrastado para longe dos seus amigos, a garota olhava para os lados com sensação de desespero, ela não queria chorar. Resolveu voltar alguns metros para ver se eles não a estavam procurando. Um grupo de pessoas encapuzadas estava indo em direção à , que, por intuição, se escondeu debaixo de uma barraca que estava com uma parte ainda de pé. A garota se encolheu e abraçou seus joelhos colocando a cabeça entre eles.

***

   ficou com a cabeça abaixada por alguns minutos até que ouviu sons de passos vindo em sua direção. Ela ficou de joelhos e levantou a cabeça. Um homem alto, de cabelo loiro e bagunçado a olhava como se fosse matá-la.
  – ! – Uma voz conhecia gritou em algum lugar. O homem deslizou rapidamente sua língua para fora da boca como uma cobra e correu para longe de . – !
  – Estou aqui! – Sua voz falhou, mas conseguiu gritar alto o bastante. A garota seguiu com os olhos o trajeto que o homem havia seguido e sumido logo atrás de uma árvore. Ela estava agoniada e com medo. Ela se levantou, seguindo a voz de . – Havia um homem, logo ali!
  Sua voz era alta, recheada de medo. a abraçou. queria chorar, mas não conseguiu. Ela quase havia sido morta, se perdeu de seus amigos e sua mãe a odiava. Ela estava em choque e sua vida chacoalhada, mas uma vez.
  – Qual à parte de ficar perto da gente, você não entendeu? – estava preste a gritar com quando Cedrico chegou perto das garotas e as puxou para um abraço rápido.
  – Agora vamos! – Cedrico chamou. – Precisamos voltar à chave do portal, papai está nos esperando.
  Elas começaram a correr em direção à chave do portal. No caminho, havia um grupo de bruxos apontando varinhas para três pessoas, uma garota de cabelos cheios, um menino de cabelos ruivos e outro de cabelo preto que usava óculos. Estava muito longe para identificá-los, mas soube, quando o menino de cabelo preto a olhou, ela o reconheceu.

  – Quantas vezes eu já lhe disse que se andar com esse menino você vai arranjar problemas?! – Gritou a mãe, puxando a menininha de cabelo preto para dentro da casa. A garotinha chorava compulsivamente e se encolheu no sofá. – NUNCA mais fale com esse garoto! Você está me entendendo? NUNCA!
  A mãe pegou um frasco do bolso da calça, destampou e a entregou a filha.
  – Tome seu remédio! – A garota pegou o frasco que a mãe empurrou brutamente. A mulher saiu raivosa para o outro cômodo da casa e pode ouvir: “Espero que dessa vez seja definitivo”.

  A lembrança ocorreu em uma fração de segundos, ela piscou e viu que o garoto parara de olhar para ela e conversa com os outros. estalou os dedos na face da amiga para ver se ela havia tido algum tipo de derrame.
  – ?! – a chamou segurando-a pelos ombros. A amiga de tombou para o lado inconsciente e só não bateu no chão, porque os braços de Cedrico a seguraram.

Capítulo 4

   colocou suas mãos na cabeça antes de abrir os olhos. Tentou levantar, mas a força da gravidade fazia sua cabeça doer, de forma que ela voltava para o travesseiro.
  – O que aconteceu? – A voz de invadiu os ouvidos de , que apertou os olhos ao sentir uma dor aguda na testa. A garota não sabia onde estava, nem o que tinha acontecido, apenas uma lembrança da infância invadia sua cabeça: sua mãe proibindo-a de brincar com alguém, um amigo, talvez. – ?
  A amiga a chamou, mas ela não ouviu. A lembrança do garoto de cabelos pretos, óculos redondos e olhos verdes que brilhavam na noite incomodou a garota, que não sabia exatamente quem ele era, apesar de haver familiaridade em toda a sua figura. trouxe para uma sopa de carne seca, a qual ela achou deliciosamente mágica. Aos poucos ela foi se lembrando dos acontecimentos da noite passada, e, conforme ela ia lembrando, a aparência do garoto ia mudando até que não sabia mais qual era sua verdadeira forma.
  – E agora, como você está? – perguntou finalmente depois de algumas horas de recuperação. sentou-se na cama e respirou fundo.
  – Bem melhor, obrigada. – A lembrança da noite anterior ocupou a mente dela e sua cabeça latejou. – Hum... Essa dor de cabeça não melhora. Quando eu lembro da noite anterior ela lateja, como se pedisse para não lembrar.
  – Então não lembre. Não sei o que aconteceu ontem, mas você vai ter que me contar um dia. – A amiga entregou-lhe um copo com um líquido gelado dentro. – Remédio que minha mãe aprendeu com os trouxas... Se você piorar ou morrer, não venha me atormentar.
   riu e pegou o copo da mão de . A garota fez uma careta quando o líquido gelado tocou sua língua e trouxe um gosto meio amargo meio doce, os sabores se misturando como numa dança e ela logo sentiu os efeitos do remédio.

--

  – Ok, meninas! Acho bom vocês descerem, porque eu não pretendo ficar o dia todo no beco diagonal! – uma voz raivosa surgiu na porta do quarto de . olhou de para a Sra. Black e depois deu uma olhada em um porta retrato que ficava em cima da cômoda da amiga. Havia um homem de cabelos pretos que dava beijos na bochecha de uma mulher, quem identificou como sendo a mãe de .
  – Pronto, mãe. Não precisa mais gritar. – A voz de trouxe a garota de volta dos seus pensamentos. Ela saiu do quarto e desceu as escadas junto com e a Sra. Black. Elas pararam em frente a uma lareira feita de tijolos. Sra. Black ergueu a varinha e apontou para a lareira na qual surgiu um fogo verde invés da cor alaranjada.
  – Não iríamos de carro? – Perguntou meio assustada. Fogo não era exatamente algo que ela gostava.
  – Oh, minha querida, vamos viajar pela rede de flú! vai ensiná-la! – A Sra. Black apontou a lareira com a cabeça para que se situasse. A amiga pegou um pouco do pó esverdeado que repousava dentro do pote, em cima da lareira. A garota entrou na lareira e as chamas diminuíram em torno de , ela jogou o pó aos próprios pés e gritou: Beco Diagonal! As chamas consumiram a menina com uma pequena explosão e sumiu.
  – Desse jeitinho! – Disse a Sra. Black e arregalou os olhos. Seu coração começou a acelerar, por alguns instantes o medo quase tomou de conta dela. – Não tenha medo, querida, estará esperando do outro lado.
   olhou no fundo dos olhos da mulher. Por um momento, a garota pôde ver uma agonia gigantesca na íris da mulher, foi quando a garota desviou o olhar para a lareira. Ela segurou mais perto do corpo sua bolsa, com a “reserva” que sua mãe lhe dera. Fincou os dedos dentro do pote onde estava o pó, agarrou o máximo que conseguiu e se ajeitou dentro da lareira.
  – Beco Diagonal! – Gritou fechando os olhos, como se esperasse que o fogo queimasse seus cabelos e corpo. sentiu seus pés no chão e o alivio de estar viva. Quando abriu seus olhos, percebeu que estava em algum tipo de estabelecimento de rede flú, havia lareiras para todos os cantos da pequena casa. Adiantou-se logo em sair daquela posição encurvada e ir à procura de sua amiga.
  – ! – A garota ouviu os berros de do lado de fora da loja.
  – Ora! Não precisa gritar! Eu já ia sair. – repreendeu , enquanto limpava suas vestes de poeira. Ela então levantou a cabeça, seu globo ocular percorreu aquele corredor que parecia não ter fim. Milhares de pessoas com vestes compridas e chapéus pontiagudos andavam entre todos os tipos de loja com artigos mágicos que nunca tinha visto.
  – Então, bem-vinda ao Beco diagonal, querida. – A mãe de apoiou uma mão no ombro da garota e a outra no de .
  – Vamos às compras! – pegou a mão de e a arrastou até a loja de livros. Quando as garotas entraram na loja o sino da porta tocou para avisar que havia entrado clientes. olhou sua lista de matérias e foi à procura dos livros, se afastando de .
  – Uau, como esse lugar está mal frequentado. Quer dizer, sempre foi. – Uma voz irritante encheu os ouvidos de .
  – Só se for pela sua presença, Malfoy. – A rispidez era tanta que o loiro fez uma careta. saiu deixando o garoto com uma a cara azeda e foi atrás da sua amiga. – Já terminou, ?
  – Bem, já. Mas eu não acho que eles aceitem libras. – coçou a cabeça e caiu na gargalhada. A menina colocou os livros que estava segurando juntos aos de e entregou alguma quantia para o moço que aguardava pacientemente atrás do balcão.
  – Isso deve dar para nós duas. – balançou a cabeça para . A amiga fez uma careta. – Relaxa, , depois você me paga. Vamos trocar seu dinheiro.
   deu uma risada. Ela entregou uma sacola para e pegou a outra. Enquanto saia a menina esbarrou em um ombro que estava coberto por um terno preto.
  – Opa, desculpa, não foi minha intenção. – Ela falou sarcasticamente ao garoto loiro. Ele olhou-a com olhos perversos, deu um sorrisinho enquanto saia pela porta.
  – Ok, . Isso foi muito estranho. – falou, seguindo a amiga que andava rapidamente. – O que aconteceu ali?
  – Quanto de dinheiro você precisa trocar mesmo?

  A loja era velha, porém tinha um ar novo e agradável. O homem velho estava de costas mexendo em algumas das prateleiras, murmurando algum tipo de canção.
   pigarreou.
  O homem com uma barba branca rala virou sorrindo, porém quando olhou para o rosto de , seu sorriso devaneou tão rápido quanto se formou. olhou desconfiada para .
  – Hum, bem, em que posso ajudá-la? – O velho encarou como se já a conhecesse e o encontro que acabara de acontecer não fora agradável.
  – Olá, hum, será que eu poderia ver alguma varinha? – A garota perguntou meio desconfortável e o homem murmurou algo que entendeu como: era o que eu esperava.
  – Desculpe-me, esperava?
  – Não ligue para mim, sou apenas um velho falando sozinho. Vou buscar sua varinha. – o dono da loja sumiu pelo corredor de varinhas.
   olhou para . A amiga retribuiu com um sorriso e balançou com a cabeça quando ia falar algo. O homem voltou com apenas uma caixa retangular e pós em frente à .
  – Experimente. – O homem a olhou preocupado. – Por favor.
   tirou a tampa da caixa e viu um pedaço de madeira com alguns detalhes na sua base, seus olhos brilhavam e ela sentia que aquela varinha era especial. Suas mãos tremiam e seu coração saltava em todas as direções. Quando seus dedos seguraram a varinha, uma sensação de calma circundou a garota. Sentiu-se aquecida, como se uma luz emanasse dela própria. Em seguida olhou para o velho que observa toda aquela situação com cautela.
  – Acho que ela escolheu você, .

Capítulo 5

   levantou a cabeça com o dinheiro em mãos, meio confusa.
  - Como você sabe meu nome? - o desconfiômetro de havia apitado e ela já estava quase em cima do velho.
  - Ouvi sua amiga dizendo. - o homem começou a recuar percebendo o erro que havia cometido. O homem pegou o dinheiro que segurava e sumiu entre as caixas de varinha.
  - Oh, isso foi estranho. – desabafou quando deram um passo para fora do beco.
  - Ele parecia familiar, parecido com...
  - ORA! Ainda bem que achei vocês, já estava ficando preocupada! Prontas? - foi interrompida pela mãe de , que não percebeu e saiu puxando as meninas para casa.

--

  Era incrível como as coisas podiam virar de cabeça para baixo tão rápido que às vezes nem parecia real, se sentia assim: confusa, feliz, mas sem nenhum arrependimento. Ela nunca voltaria a viver aquela vida de mentira que vivia, por mais que o que ela tenha vivido dessa realidade fosse pouco, ela sentia que ali era o lugar dela.
  - Está pronta? - perguntou de dentro do carro. sentia um embrulho no estômago. Estava ansiosa e com medo. – Vai dar tudo certo.
   confortou a amiga que engoliu em seco. Elas abriram o porta-malas do carro, tiraram todas as suas bagagens e seguiram para dentro da estação King Cross. Um apito e um sopro de fumaça anunciavam a chegada de algum trem, o estilo rústico e movimentado da estação fazia tudo ficar pior. Um barulho alto interrompeu a caminhada de , e Sra. Black.
  - Han, o que foi isso? - perguntou . Olhando diretamente para .
  - Minha barriga – sorriu envergonhada e depois começou a rir. – Que é? Estou nervosa, está bem?
  A amiga balançou a cabeça em reprovação, segurando o riso entre os lábios.
  - Não tem o que ter medo, querida. Tudo vai dar certo! – Sra. Black apertou o ombro de . Elas seguiram andando entre as plataformas até que elas pararam entre a 9 e a 10, o que realmente achou estranho já que não havia nenhuma plataforma 9 ¾, resolvendo duvidar das habilidades de contagem da senhora Black. Ann olhou para o bilhete meio dourado e fez uma cara confusa. – vai lhe mostrar a entrada.
   esperava com todo coração que não precisasse entrar em uma lareira novamente; a última experiência não fora muito agradável. A amiga de sorriu travessa e saiu correndo quanto empurrava o carrinho em direção a uma parede que parecia bem dura, mas, ao invés de bater contra a parede e quebrar a cara (o que iria fazer rir por uns bons anos), ela atravessou a parede como se tivesse passado por uma cortina de tecido.
  - Sua vez, querida! Estarei logo atrás de você – a Sra. Black transmitia sensações calmas a , o que talvez, só um pouquinho, tenha piorado as coisas.
  - Não vou bater a cabeça, certo? - virou rapidamente, encarando a Senhora Black. A mulher riu e riu nervosa. - Tudo bem...
  “Se eu não bater a cara, prometo que nunca mais irei comer sorvete.” pensou, realmente acreditando que bateria a cara. Não era atoa que ela faria esse sacrifício de não comer sua comida favorita. Ela sentiu a parede chegando perto do seu carrinho e fechou os olhos, tentando amenizar a dor que viria na frente.
  - E eu achei que você não vinha – gargalhou enquanto se apoiava no carinho. abriu os olhos e suspirou de alivio. Quando se deu conta, havia uma dor no seu ombro e uma meio irritada observando o trem. A expressão da garota foi suavizando enquanto ela admirava o trem, seus olhos percorreram os vagões de cor vermelho e pararam na cabine do maquinista onde logo em cima tinha escrito: Expresso Hogwarts.
   tocou em sua mecha branca que tinha desde criança, logo abaixo da nuca. Era como se ela sentisse que algo muito importante iria acontecer.

  - Eu odeio isso – falou se espremendo junto a , enquanto elas tentavam arranjar uma cabine vazia. – Essas pessoas ficam olhando para mim, como se eu fosse anormal.
  - Isso que dá entrar no quarto ano e nem se quer ter cursado os anos anteriores – fez uma cara feia para e a amiga riu. – Essa cabine está vazia, vem.
   arrastou cabine adentro, antes que umas criancinhas as tirassem de lá. sentou-se perto da janela e a sua frente, o expresso já havia soltado um apito quando uma figura alta e meio loira apareceu na porta da cabine.
  - Cedrico - viu o garoto que sorria e acenava no corredor. Ela sorriu e pediu que ele entrasse. logo se ajeitou no banco e abraçou Cedrico. O garoto sentou perto da amiga que não desperdiçou sorrisos. encostou a cabeça na janela, o ritmo no trem a deixou sonolenta e foi questão de segundos para ela cair sono.

  - – a garota ouviu seu nome ao longe. – , acorda, chegamos! E coloque seu uniforme!
  Ela acordou com a parada do trem na plataforma, esfregou seus olhos e olhou para a porta de vidro. Sua visão estava meio embaçada, mas um menino de óculos redondos e cabelos pretos olhou em sua direção, o achou realmente estranho. O garoto arregalou os olhos e depois voltou a caminhar. Ele a fez lembrar do seu primo da Australia. afastou os pensamentos aleatórios e foi vestir o uniforme para encontrar seus amigos. Quando eles pisaram na plataforma a noite estava densa, podia-se sentir o cheiro dos pinheiros em volta e, apesar do barulho das pessoas, a floresta estava silenciosa. olhou para os lados à procura do garoto e ela o viu de costas conversando com o homem mais alto que ela já havia visto, ele tinha uma barba imensa também e vestia uma veste marrom. Uma garota de cabelos fartos e outro ruivo estavam junto a eles.
  - Para de encarar – pulou no lugar. sussurrou no ouvido dela. – Está ficando estranho, e eles estão começando a olhar.
   olhou para os seus pés e marchou, seguindo que ia para umas carruagens. Ela mal tinha chegado à escola e as pessoas já a achavam estranha. Isso era o que ela pensava, pelo menos ela não caiu no chão quando saiu do trem, o que ela iria fazer seria se enterrar no lugar que ela caiu, piorando tudo de vez.
  - ‘Pera aí – olhou para as carruagens, porém não viu nenhum tipo de animal puxando-nas. Foi aí que ela pensou que não precisava de cavalos ou algo do tipo, a própria magia puxava. – Cadê o Cedrico?
  - Aah, ele foi encontrar com uns amigos. Vamos só nós duas – respondeu enquanto esperavam a próxima carruagem chegar.
  - Que indelicado, ele nem se despediu – brincou. A amiga riu, mas não como antes, ela estava começando a ficar séria.
   pensou: Será que ela gosta mesmo do Cedrico? Não deve ser por isso que está com raiva...
  As garotas subiram na carruagem que, apesar de não ter uma aparência tão mágica quanto ela pensava - talvez igual a da Cinderela, - parecesse realmente mais encantadora.
  - Olá! Podemos ir com vocês? - um garoto ruivo perguntou às meninas. Ele estava do lado de outro ruivo, eles se pareciam muito. "Gêmeos?", pensou. estava com a cara roxa, ela não olhava para os garotos. O que fez perceber logo de cara que ela estava com raiva.
  - Claro, sem problemas – respondeu, sabendo que não iria. Eles sentaram em frente às garotas. deu sorriso simpático.
  - Obrigado - falou um dos ruivos. O que fez pensar se tinha sido o mesmo que fez a pergunta anteriormente. – Acho que nunca vimos você por aqui.
  - Ah, verdade. Eu sou nova aqui, vou entrar para o quarto ano – desenrolou .
  Os gêmeos se olharam e sorriram para . Ela deu uma risadinha.
  - Então, bem-vinda, novata! – o ruivo à esquerda da garota a cumprimentou. – Eu sou Fred e esse é o Jorge.
  - Que sorte a sua! Você não vai precisar de toda aquela chatice do segundo ano – Jorge sorriu animado. Fred concordou com um balanço de cabeça.
  - Sua amiga está bem? Ela está roxa – preocupou-se Fred. – Será que ela está viva?
  Fred realmente não deveria ter mexido com . Ela se virou roboticamente assustadora para ele, seus olhos pareciam fogo e ela ergueu as costas.
  - Eu estou ótima! Idiota! – gritou na cara do garoto, que deu um suspiro e começou a rir. – De quê você está rindo, Fred?
  - Como você sempre é simpática comigo quando me vê – riu ele. – Será que é o amor?
  - Você colocou cola no meu sapato! – desabafou a amiga de . estava impressionada como esses dois tinham uma química, só que negativa. – E depois me fez comer fígado de sapo, me dizendo que era um sanduíche.
  - Ninguém mandou você ser gulosa e não prestar atenção no que come – Fred cruzou os braços, provocando . Ela rosnou. Os dois não pararam de discutir até chegarmos a um portão de ferro. Enquanto isso, descobriu que eles tinham mais quatro irmãos e que havia um garoto famoso na escola. Jorge e ela ficaram conversando durante a briga dos dois. Todos desceram pacificamente da carruagem, pelos menos foi isso que pensou nos primeiro cinco minutos que eles haviam desembarcado. Logo depois do portão, todas as bagagens estavam empilhadas e havia um anão com uma prancheta pendurada na mão. Talvez chamá-lo de anão seria uma grande ofensa ao pequeno homem.
  - Boa noite, professor Flitwick. – os gêmeos cumprimentaram-no em coro. O professor checou os garotos dos pés a cabeça e anotou algo em sua prancheta.
  - Espero que isso aí não seja uma detenção, professor, por que iria cair muito mal pras gatinhas aqui. - Fred piscou para e , que rolou os olhos raivosa.
  Flitwick virou-se para as meninas, analisando-as.
  - Nome, por favor, Senhorita Black. – queria rir, mas a situação parecia séria. – O seu também, Senhorita...?
  - Black – respondeu depois de um longo suspiro. – Sinceramente, professor, não sei qual a necessidade disso tudo...
  - . – O homem marcou algumas coisas na prancheta e fez um sinal de O.K com a mão. – Isso é algum tipo de chamada?
   ia abrindo a boca parar responder quando Fred entrou entre as duas.
  - Sistema de segurança... Existe há algum tempo já. – explicou Fred que colocou o braço ao redor de , ela se afastou rapidamente. – Vamos acompanhá-las até o castelo, senhoritas.
  Jorge sorriu para e ela lançou-lhe um olhar de desaprovação. A garota pôde ouvir rosnar ao lado de Fred. O grupo andou ladeira acima até encontrar três pessoas que tinha visto na plataforma.
   pensou: droga!
  - Se não é nosso irmão querido. –Jorge riu e correu para alcançá-los. – E, claro, Hermione e Harry.
   não parecia nada amigável, seu rosto estava coberto pelas duas madeixas pretas, o que a deixava realmente sombria.
  - Vocês já conhecem a e ? - Fred falou logo atrás deles.
  A menino e o ruivo viraram.
  - Prazer, sou Hermione Granger. – uma menina simpática, cumprimentou-as com um sorriso. As garotas a cumprimentaram com um aceno de cabeça.
  - Ron Wesley. – o garoto ruivo que era irmão dos gêmeos falou, tímido. O que tinha cabelo preto, virou-se para cumprimentar e deu uma vacilada quando viu .
  - E-Eu sou o Harry Potter. – ele gaguejou e voltou a seguir o caminho. Seus amigos olharam confusos para Harry, pedindo licença com o olhar eles seguiram-no.
  As garotas nem tinham tido tempo de se apresentar.
  - Parece que ele estava com pressa. - comentou . – Espero que seja pela comida.
  - Realmente, a carne assada daqui é deliciosa – acrescentou Jorge sonhando.
   olhou para as três pessoas, com o punho fechado e pronto para bater. Invés de começar uma briga, provavelmente sem sentido, ela seguiu andando.
  - Uh, alguém realmente acordou com o pé esquerdo. – falou Fred ao lado de .

Capítulo 6

   não sabia como descrever o castelo, suas palavras se esgotaram pela magnitude do local. As paredes de pedras, escadarias sem fim e alunos correndo para todos os lados deixavam-na incrivelmente maravilhada. Era como estar dentro do castelo da rainha da Inglaterra - não que ela já tivesse estado lá dentro, mas se tivesse ido, seria essa a sensação: mágica.- Os alunos se dirigiram para o salão principal - como havia dito - devidamente uniformizados e na frente da grande porta de madeira uma mulher de chapéu pontudo estava parada; algumas crianças estavam paradas em frente à senhora.
  , Fred - sim, ele não parou de seguí-la, - Jorge e estavam entrando no salão, quando a mulher chamou a garota.
  - ? - a mulher andou elegantemente até . – Você poderá se juntar aos seus amigos depois da cerimônia de escolha de casa.
   sorriu deixou a amiga na frente da porta, seguida pelos gêmeos. O coração de acelerou, mas tentou não demonstrar seu nervosismo.
  - Bem-vinda a Hogwarts! – cumprimentou com um sorriso nos lábios. – Sou a professora Mcgonagall.
   assentiu com um sorriso tímido.
  - Professora, com licença, mas sou apenas eu? - perguntou . Mcgonagall deu uma risadinha.
  - Você e os demais que estão aqui! – a professora respondeu e contou os alunos que estavam ali.
   olhou para baixo e só viu pirralhos. Bloddy hell.

  As portas se abriram, permitindo que os alunos do lado de fora fossem entrando junto com , um gigante entre as formigas. Ela olhava diretamente para o chapéu que repousava em um banco alto de madeira. Olhares de todas as direções pareciam repousar em cima dela, como se ela fosse uma atração de circo bizarra. engoliu em seco. Não queria parecer nervosa, mas a ocasião não deixava, se a Sonserina fosse tão mal quanto dizia, ela realmente não queria ir para lá. Ficar sozinha não era uma opção que estava disposta a escolher.
   parou e percorreu o grande salão com o olhar, que antes não tinha se permitido observar, duas longas mesas recheadas de alunos ficavam a sua direita e mais duas estavam a sua esquerda. Na sua frente, havia outra longa mesa, porém menor que a dos alunos. percebeu que os professores repousavam em suas cadeiras, observando toda a entrada dos novos alunos. Um homem de barba longa branca e chapéu azul pontudo, observava com curiosidade. Antes da entrada deles, Professora Mcgonagall havia explicado o que seria procedido quando entrassem.
  - Ackerley, Stuart! – chamou a professora, o garoto sentou-se no banco alto que deixava seus pés pendurados, e o chapéu de couro foi depositado em sua cabeça. realmente levou um susto, quando o objeto começou a falar e fazer expressões.
  - Corvinal! – a mesa levantou-se quase toda e aplaudiu com entusiasmo o menino.
  - Baddock, Malcolm! – a professora chamou-o, e olhou por cima dos seus óculos para ver onde ele estava.
  - Muito quer conquistar, não é, Malcolm? - comentou o chapéu. O garoto arregalou os olhos. – Sonserina!
  A mesa da Sonserina ficou eufórica, eles bateram palpas e cumprimentaram o novo membro da casa. esperou ansiosamente até seu nome ser chamado, embora muitas vezes tenha achado que haviam esquecido dela.
  - , . – ela gelou. A garota olhou para a professora Mcgonagall que lhe mandou olhares confortantes, mas parecia que estava andando para a forca. - Não tenha medo - Mcgonagall sussurrou. suspirou de tensão. Sentou-se devagarinho no banco, e sentiu o chapéu pesando em sua cabeça.
  - Hum, interessante – a voz pensativa do chapéu fez os pensamentos de ficarem embaralhados. – Uma jornada para descobrir o seu eu, sem os amigos nunca poderá dar certo. Grifinória!
  O chapéu gritou. não sabia se sorria, ficava parada, ou ia para a mesa. Ela pulou do banco; e saiu correndo ao encontro de . Toda a mesa sorria e batia palmas para , uma calorosa receptividade. Onde havia sentado Jorge estava ao seu lado e do outro, em sua frente havia o menino de cabelos bagunçados e óculos. Ele deu um aceno de cabeça. O resto da cerimônia foi relativamente rápido, até que todos os alunos já estavam devidamente escolhidos em suas casas.
  Com um estalo, comidas de todos os tipos e jeitos apareceram em todos os lugares da mesa da Grifinória e das outras casas também. Os olhos de brilharam; sua barriga roncou tão alto que todos olharam para ela. Ela ficou vermelha.
  - Desculpe, pessoal. Minha barriga está de mal comigo hoje – falou segurando logo em cima do umbigo. , Hermione, Jorge, Harry, Ron, Fred e a própria caíram em gargalhadas quase sem fim.
  - Só não deixe sua barriga fazer isso perto do Flitwick, ele pode querer achar que você está com um bicho não identificado e vai querer confiscar seu estômago. – Fred avisou , que riu. Ela olhou para Harry que ria sem graça, ele passou os dedos entre os cabelos que caíram bagunçados em seus olhos esverdeados.
  - Eu não sei vocês, mas eu estou com muita fome! – Ron olhou para uma coxa de frango gulosamente. Hermione lançou-lhe um olhar negativo.
  - Quem, aqui, comer mais que o Ron essa noite, vou dar 5 galeões! – Jorge pegou o dinheiro e colocou na sua frente. se sentiu desafiada, ela olhou para o Jorge e depois para o Ron.
  - Desafio aceito! – gritou empolgada. Ron e ela se olharam, eles estavam realmente determinados a ganhar. – Prepare-se, Ron, porque hoje alguém vai ficar para trás.
  - Só se for você, . – Ron provocou-a.
  - Já! – Fred deu a partida. Os dois comiam que nem bichos, os estômagos deles pareciam sem fim, Hermione olhava enjoada para Ron. Harry incentivava o amigo ruivo, mas de vez em quando podia vê-lo torcendo baixinho para .
  A garota largou os talheres na mesa e limpou a boca com o guardanapo.
  - Para mim chega! – falou , repousando a cabeça em Jorge. Ele deu uns tapinhas na cabeça de .
  - Então, temos um vencedor! – anunciou Fred que olhava para o irmão, que virava os olhos de tanto que comeu. – !
   comemorou. Fred levantou a mão para que ela batesse. Ron sorria abestalhado.
  - Realmente, você mereceu, . – Ron deu um joinha para , e depois caiu com a cara no prato com pudim. A garota agradeceu com um sorriso no rosto.
  - Me lembrem de nunca competir com essa garota. – avisou Harry que ria de Ron.
  - Acho que isso é um aviso para todos – acrescentou que abraçou a amiga pelo ombro.

  O professor de barba branca, ficou em frente de um pedestal de discurso; uma coruja de metal abriu as asas quando ele repousou as mãos no objeto. Todos voltaram os olhos para o homem que tinha um pequeno óculos que ficava no meio de seu nariz.
  - Atenção, por favor! – o simpático professor deu um sorriso caloroso a todos. - Sejam bem-vindos, novos e velhos alunos. O Senhor Filch, o zelador, pediu para avisar que a lista de objetos confiscados esse ano cresceu, significamente. Se alguém quiser lê-la estará disponível na sala do Sr. Filch.
  - Devo avisá-los novamente, que, a floresta que é residente em nossa propriedade continua restritamente proibida para todos os alunos – continuou Dumbledore. havia perguntado o nome dele a – Infelizmente, a Copa de quadribol entre as casa não ocorrerá esse an...
  Um trovão muito alto cortou o céu, a luz brilhante do relâmpago clareou todos os cantos do salão.
  - Mas que droga... – exclamou Harry com raiva. Ele olhou para Fred e Jorge, por alguma razão que não desconhecia no momento. – Quem é aquele?
   olhou para trás e viu que todos observaram um homem que andava pesadamente no meio do corredor; ele tinha uma capa escura em seus ombros, uma bengala o ajudava a andar. Ele tinha poucos cabelos em sua cabeça, o tapa olho cobria uns dos seus olhos.
  A luz do relâmpago iluminou o homem estranho, o que deu a calafrios. Hermione segurava com força a manga do seu uniforme. No lugar de sua perna direita havia uma perna de metal, que rugia por todo o salão. O homem seguiu para a mesa dos professores e sentou-se, como se um saco de batatas fosse jogado de uma altura muito grande, até atingir o chão.
  Os olhos de Dumbledore percorreram o estranho até ele sentar na cadeira vazia.
  - Bom, permitem-me apresentar o novo professor de artes das trevas, Alastor Moody. - O professor limpou a garganta. Ron pareceu travar uma conversa baixa, com Harry e Hermione. – Não haverá a Copa de Quadribol entre as casas, pois iremos sediar um evento muito importante que começará em outubro! O torneio Tri Bruxo, que não é realizado há um século.
  - Bloody Hell! – exclamou Ron com um meio sorriso. Ele ainda estava meio vermelho, enfrentando as consequências do desafio, que foi concluído anteriormente.   - O torneio Tri Bruxo foi criado entre as três maiores escolas da Europa, Beauxbatons, Dumbstrang e Hogwarts, onde um campeão era escolhido para representar suas respectivas escolas durante os desafios do torneio, estabelecendo laços entre os alunos de cada nacionalidade – Dumbledore vacilou. – E então, a taxa de mortalidade ficou alta, e o torneio foi cancelado.   - Wow, - estava impressionada – se a taxa foi tão alta assim, por que iriam sediar novamente?
  - Exatamente, . Isso é um absurdo! – protestou Hermione. Fred fez um sinal de silêncio para Hermione. Ela cerrou os olhos para ele.
  - Tivemos muito trabalho nesse verão, juntamente com o Departamento de Cooperação Internacional em Magia e Esportes, para que o torneio Tri Bruxo não seja fatal para os participantes esse ano. E quem ganhar a taça para a sua escola, receberá glória e um prêmio de mil galeões.
  Em um instante, todo o salão parecia animado com a proposta final. Os olhos de Fred brilhavam, enquanto encarava Dumbledore.
  - Isso é demais! – falou Fred a Jorge, que parecia igualmente animado.
  - Infelizmente, devo informar, que, junto ao Ministério da Magia, estabelecermos um limite de idade para o evento – ao som de alunos furiosos, Dumbledore levantou a voz – de no mínimo dezessete anos. O torneio continua com tarefas igualmente perigosas. Cuidarei pessoalmente para que alunos abaixo da faixa etária de idade não se apresentem como candidatos para o torneio.
  Dumbledore suspirou.
  - Beauxbatons e Dumstrang chegam em Outubro, para as preparações finais do torneio. Espero que descansem bem para as aulas amanhã de manhã. Boa noite!
  Os alunos começaram a se retirar, logo, logo eles estavam encolhidos junto à porta, empurrando uns aos outros para passarem entre as grandes portas do salão.
  - Você não está pensando em fazer besteira, não é, Fred? - o interrogou quando o grupo estava se levantando da mesa. Fred deu um sorriso malicioso. – Não sei nem por que eu perguntei. Eu vou ali conversar com o Cedrico, vejo você no quarto, .
   assentiu. A garota ficou ao lado de Hermione.
  - Vocês são amigas há muito tempo? – perguntou Hermione. – Vocês parecem próximas.
  - Sim, desde crianças. – sorriu. – Porém, só a vi esse mês, depois de quatro anos.
  - Eu não me lembro de você no nosso primeiro ano. – Ron comentou. – Você entrou agora?
  - Bem, é complicado, fiquei sabendo de quem eu era e de Hogwarts há pouco tempo – explicou a garota, ela enrolou a mecha branca do cabelo no dedo. Harry a observava com cautela.
  - Harry, - chamou-o. Ela viu-o estremecer. – você parece muito com meu primo da Austrália.
  - Aah, sério?! – a voz dele estava meio trêmula. – Só coincidência.
  - Com certeza! – concordou e voltou a conversar com Ron e Hermione.
  - Está tudo bem, Harry? – perguntou Jorge aos sussurros.
  - Eu só tenho essa impressão, que eu a conheço de algum lugar – desabafou Harry para Jorge. - Deve ser besteira.

Capítulo 7

  “Uma garotinha estava encolhida no armário de casacos, mas sua mãe achava que ela estava dormindo em sua cama. Três batidas na porta da casa, ecoaram em seus ouvidos. Passos seguiram para abrir a porta.
  - Aah, é você – a voz da mulher parecia desapontada. – O que você quer?
  A garotinha não conseguia ouvir o que a outra pessoa falava, apenas um tom grave chegava aos seus tímpanos.
  - Ela está bem, ok... – a mulher foi interrompida. Um tom raivoso surgiu em sua voz. – Eu sei exatamente o que acontece, isso é tudo culpa sua, Connor!
  - Não quero saber. Agora ela vai sofrer pela vida toda! Trate de consertar isso! – a porta bateu tão forte que deu um gritinho e tampou a boca desesperada. Ela viu a porta do armário de casacos abrir e a luz entrar. A mãe estava parada, olhando para ela.”

   levantou ofegante. Que sonho estranho foi esse? Ela pensou. Olhando a mãe parada na porta do armário, era realmente muito assustador.
  - . Bom dia! – falou Hermione que arrumava a gravata vermelha. – Nós vamos tomar café da manhã daqui a pouco, quer vir?
   assentiu e levantou da cama. Ela ainda não tinha desarrumado suas roupas para o criado-mudo do lado da cama. Pegou seu uniforme que agora estava com as cores da Grifinória e entrou no banheiro.
  - Bom dia, meninas – cumprimentou-as. Elas murmuram ‘Dia’ de volta.
  Quando saiu do banheiro, ela pegou sua mochila com seus materiais e saiu do dormitório, descendo para o salão comunal.
  - Bom dia, ! – Jorge cumprimentou-a, logo quando desceu das escadas. – Você perdeu, ontem a noite Ron passou mal.
  - Bom dia! – disse entre risos. – Desculpe, Ron. Mas nem eu passei mal ontem - ela o provocou.
  - Não tem problema, sabe por quê? – Ron estava com uma expressão de revenge murmurou um: Ooh . – Tudo que vai volta.
  - Eu não quero ver seu vômito. – sorriu . Os outros caíram em gargalhadas. – Sério, não quero.
  A risada de Rony saiu que nem um porco, o que fez todos continuarem a rir. Hermione havia dado um grito, para que todos fosse tomar café da manhã. Eles seguiram o caminho para o salão principal.

  - , você sabia que o Cedrico vai se inscrever?! – a total voz de terror de fez estremecer. Ela arregalou os olhos para amiga. – Sim, é verdade. Fiquei preocupada, quer dizer eu estou preocupada.
  - Cedrico é um dos bruxos mais bem preparados da escola para o torneio – comentou Harry com confiança. concordou balançando a cabeça. Eles foram interrompidos por um grupo de quatro pessoas, reconheceu o garoto loiro que estava no meio. - Sério?!
  Harry reclamou.
  - Olha só, se não é a nova integrante do trio Potter. – Malfoy olhou para e deu uma risada forçada Que fez dar uma levantada de sobrancelha. – Não precisa ficar preocupada, temos um lugar pra você aqui também.
   deu uma risada muito alta. Todos olharam perplexos para ela.
  - Por acaso você acha que eu vou querer ficar entre pessoas como você: mal educadas e petulantes? – encarou-o com raiva. Ele olhou-a ofendido. – Por que você não vai procurar confusão em outro canto?
  - Você está tão ferrada, . Sua vida vai virar um inferno em minhas mãos. – Malfoy virou com toda força e entrou no salão principal.
  - Uau – exclamou Harry. – Nunca o vi tão assustado desde que Mione deu um soco no seu nariz.
   sorriu com os lábios.
  - Você deu um soco nele? – cobriu a boca espantada. Mione riu e foi andando para o salão. – Caramba!
  - Se deixar, eu faço de novo – Mione deu uma piscadela para e ela riu.
  Eles entraram no salão, impressionados, como havia assustado Malfoy. negava com cabeça e dizia que ele a irritava. O café dá manhã foi tranquilo e cheio de conversas. nunca havia se sentido tão acolhida quanto naquele momento. A garota nunca havia sofrido bullying, mas também nunca teve muitos amigos. A professora Mcgonagall passou por onde eles estavam para entregar os horários.
  - Senhorita , seu horário é um pouco diferente, pois a Senhorita terá que participar de aulas de apoio. Seus três anos perdidos em Hogwarts, são cruciais para que consiga passar com sucesso esse ano. – Mcgonagall entregou dois papeis para e foi embora.
  - Aulas de apoio? – perguntou Ron. – Nunca ouvi falar.
  - Nem eu. – Hermione disse, pensativa.
  - Bom, então eu irei descobrir – falou . – Se alguém puder me ajudar a ir às aulas, eu agradeço.
  Ela sorriu e se levantou.
  - Eu posso ajudar – Harry se voluntariou. – Tenho um horário livre agora.
  - Vejo vocês mais tarde – falou Mione e se despediu de todos. Fred, Jorge e foram para poções. Rony e Mione foram para Historia da magia. acenou e virou-se para Harry.

  - Vamos? – chamou-o. Eles começaram a andar, subindo umas escadarias. – Minha primeira aula é herbologia.   - É por aqui. – Harry chamou a garota, que quase entrava no lugar errado. Eles andavam ao redor do castelo. – Então... Você não sabia que era uma bruxa?
  - Bem, não... E nem pergunte porque, só sei que minha mãe queimava as cartas de Hogwarts. – respondeu , meio triste. – Mas e você? Fred disse que você é famoso...
  Harry riu sem graça.
  - Não é algo que eu tenha orgulho. Sobrevivi de uma tragédia que matou meus pais – Harry explicou. Ela ficou um tempo sem falar. – Eu era um bebê, não tem tanta importância agora.
  - Aah, Harry. Sinto muito – disse . E apertou o ombro de Harry. Um impulso nervoso correu dos seus dedos até seu cérebro.

  “– Seus óculos são engraçados – uma menina de sete anos, falou sorrindo para o garotinho que estava no balanço. Seu cabelo estava mal cortado, e suas roupas estavam muito grandes para o tamanho do menino. – Posso ver?
  O garotinho meio confuso, tirou os óculos e ela pode ver os olhos esverdeados do menino. A menina colocou os óculos e riu.
  - Você se sente bem com isso? – ela perguntou. – Não dá pra ver nada.
  - Eu consigo ver! É porque você não tem problema como eu – respondeu o garoto rindo. – Qual seu nome?
  - e o seu?”

   tirou a mão do ombro de Harry e caiu sentada. Ele fraquejou, olhando para ela assustado. Algo muito estranho havia acontecido, e, aparentemente, Harry havia presenciado a mesma coisa. A cabeça de latejava muito, ela não estava se sentindo muito bem.
  - ?! – Harry chamou-a.
  Mas a visão da garota havia ficado escura. E seu corpo foi se enfraquecendo até que ela não sentia mais nenhuma partícula do seu corpo. (N/a : A principal está desmaiada! P.S: Não resisti.)

Capítulo 8

   sabia onde estava, mas não queria abrir olhos. Suas tentativas de ser alguém normal foram inúteis. Ela lembrou-se do que havia acontecido há pouco tempo. Quando tocou em Harry, teve a sensação de ter tido algum tipo de visão... Do futuro, talvez? Ela não sabia.
  Seus olhos foram abrindo pesadamente, a cor de mel deles foi aparecendo gradativamente. Uma silhueta foi se formando logo ao lado da garota. Harry.
  - Ei. – disse ele, quase se encostando ao braço dela, mas ele hesitou. foi sentando na cama, e colocou as mãos na têmpora. – Vá com calma.
   bufou.
  - Arruinei meu primeiro dia aula. – resmungou . – Que sortuda!
  Harry deu uma risada.
  - Você ainda tem metade da tarde, se isso serve de consolo.
  - Obrigada, Harry, agora eu realmente me sinto melhor. – fez uma cara feia para ele. Ele riu. Madame Pompfrey foi até a cama de para checar como ela estava.
  - Você parece bem melhor, querida. Como se sente? – A Senhora que tinha um pano que cobria seus cabelos grisalhos.
  - Estou melhor, já. – respondeu , descendo da cama. Madame Pompfrey deu um papelzinho para a garota, e um chocolatinho. – Obrigada.
  A garota pegou a bolsa de matérias, e saiu caminhando com Harry. Ela massageou a cabeça.
  - Tem certeza que está melhor?- Harry a fez parar no meio do corredor. Ela olhou para os olhos do menino; viu o garotinho de roupas folgadas e de um sorriso torto na sua frente. Será que o menino poderia ser Harry?
  Ela assentiu e continuou andando. olhou para o seu horário no papel, suas aulas de apoio começavam às 20h00min. Ela mudou para o horário normal de aulas. Já eram 16h30min e suas aulas haviam acabado.
  - Droga. Sem aula. – resmungou . – Eles vão me expulsar!
  - Óbvio que não. – riu Harry. - Venha, vamos entregar o papel para a professora Mcgonagall.
  Eles foram, percorreram alguns corredores até chegarem à sala da professora. estava nervosa e Harry podia ver isso. Ele deu a ela um olhar confortante. A garota entrou na sala.
  - Senhorita , que surpresa. Como posso ajudá-la? – A professora Mcgonagall abaixou seus óculos até o pescoço.
  - Bem, eu não pude comparecer as aulas. Acabei desmaiando por alguma razão desconhecida. – entregou-a o papel. A professora a estudou, e olhou para o papel. – Eu realmente queria ter ido às aulas, mas estraguei tudo.
  - Não tem problema, querida. Vou avisar seus professores. – avisou Mcgonagall. – E trate de não desmaiar mais nos horários de aula, certo?
   sorriu timidamente, e pediu licença para sair. Quando ela saiu da sala, ela suspirou de alívio. A pior coisa que podia acontecer com ela era perder o primeiro dia de aula e ainda levar bronca – o que não aconteceu, deixando-a realmente mais calma - , algo bateu na cabeça de e a fez refletir, será que Harry havia ficado o tempo todo com ela na enfermaria?
  - Harry, você... – Ele prestou atenção no o que ela estava prestes a dizer, até que interrompeu os dois. – Olá.
  - Onde vocês estavam? – uma furiosa olhava com os olhos cerrados. Harry e se entreolharam. – Não importa! Parece que as escolas estrangeiras chegaram mais cedo!
   estava cansada. Ela não queria ver nenhum tipo de escola estrangeira naquele momento, sua cabeça nem estava funcionando direito! ficou chateada por não querer ver os estrangeiros, mas sinceramente?! A garota não estava nem aí. Harry resolveu acompanhá-la até o salão comunal, caso houvesse um desmaio repentino. Ela ficou feliz pela ajuda.
  - Obrigada por tudo, Harry. Devo-lhe uma. – piscou para Harry. Ele coçou a cabeça e sorriu com os lábios. – Até mais.
   entrou em seu dormitório, algumas camas estavam arrumadas e outras pareciam uma tremenda bagunça. Ela se sentia exausta, como se tivesse percorrido uma maratona. A garota se jogou na sua cama arrumada, e ela sentiu o sono chegando. Seus olhos foram fechando, caindo em um sono profundo.

  “ caminhava entre os brinquedos do parque, não havia nenhuma alma no local, e os brinquedos pareciam que se movimentavam sozinhos, apesar de o vento estar inexistente. Ela se apoiou no escorregador, e franziu o cenho. O céu estava em um tom de azul escuro muito depressivo, vozes de crianças conversando encheu o parquinho. A garota olhou para trás e viu uma menina e um menino conversando. O garotinho de óculos estava com o dedo mindinho esticado, como em posição de promessa.
  - Melhores amigos? – a menina perguntou. E enroscou seu dedo mindinho ao do amigo. Um vento forte surgiu em tornos deles, e o céu parecia estar clareando. Porém, quanto mais tentava chegar perto, mais longe ficava. Ela parou. Quando vento foi se dissipando e as crianças viraram de costas como se nada tivesse acontecido, viu algo branco descer pelos fios dos cabelos da garota.
  - ! – um sussurro incomodou . E ela virou para ver quem era. – !
  A voz parecia ficar cada vez mais alta. E então, ela foi puxada de vez.”

  A garota abriu os olhos rapidamente, e sentou-se bruscamente. respirava pesado, umas gotículas de suor pingavam no lençol branco. Ela olhou para .
  - Estava tendo um pesadelo? - perguntou, enquanto sentava-se na cama de . Ela repousou uma olhar preocupante na amiga. – Quer falar sobre?
   respirou fundo mais uma vez.
  - Eu não sei ao certo, mas tenho a impressão que o Harry estava no meu sonho... Só que, como criança. – apertou os olhos. As feições do garoto pareciam sumir no escuro da sua própria mente. – E, é que nem daquela última vez, quando mais tento lembrar mais pareço esquecer.
  A amiga de suspirou nervosa. E a garota percebeu, ela olhou para amiga com um olhar interrogatório.
  - O que você sabe sobre isso, ? - olhou para os lados e negou com a cabeça.
  - Nada. – respondeu.
  - Se você não tiver me contando alguma coisa, pode ter certeza que irei descobrir. – levantou-se da cama, seguindo em direção ao banheiro.

---

  O salão principal estava barulhento demais. A cabeça de parecia que ia explodir, além do mais, parecia um morto-vivo andando entre as mesas. Harry checou , e franziu o cenho. Ele levantou-se e foi até a garota que estava a alguns metros da mesa.
  - O que você acha que está fazendo? - perguntou Harry preocupado. Ele pegou o braço da garota e apoiou no seu ombro, sentiu uma descarga elétrica percorrer do seu braço até o cérebro, foi então que ela se afastou de Harry, caindo no chão. – !
  O barulho do salão foi diminuído rapidamente. Em um pulo, já estava sentada na mesa da Grifinória, e pedindo desculpas a todos. Ela sentou-se o mais longe de Harry possível. Logo depois do incidente, percebeu que umas pessoas estavam estranhamente vestidas. Garotos e garotas com uma roupa de seda azul, que pareciam realmente entediados na mesa da Corvinal. E outros garotos, com vestimentas cor sangue. Aaah, devem ser o estrangeiros que havia comentado mais cedo, pensou .
  Dumbledore pigarreou, tirando atenção de e todos. Ela percebeu que uma mulher de cabelos marrons e curtos estava sentada na ponta da mesa, junto com um homem de cara rabugenta.
  - Olá a todos! Gostaria de dar as boas-vindas ao colégio de Durmstrang e a academia de Beauxtons e pedi-los que se sintam em casa. – o diretor deu um sorriso. E continuou. – O torneio estará aberto depois do jantar. Então, por favor, comemos!
  Gradativamente, as comidas foram surgindo em cada mesa. olhou para sopa de ervilhas que estava em sua frente. Ela se serviu de um pouco de sopa, e analisou os pratos de seus amigos. Fred parecia querer colocar algo estranho no prato de , que deu tapinhas nas mãos dele. Harry parecia sem fome, além de lançar olhares para entre uma garfada e outra. Será que era mesmo ele? Não, não pode ser..., resmungava em sua mente.
  - . – A garota não respondeu. Foi então que ela ouviu um grito no ouvido.- !
  Ela virou para lado rapidamente, e soltou a colher na sopa.
  - Você derramou a sopa, enquanto pensava na vida. – avisou .
  - Desculpa, acho que não estou me sentindo muito bem. – falou , que voltou a ingerir sua sopa.
  O resto do jantar foi calado, pelo menos para . Ela mal tinha chegado e coisas estranhas haviam acontecido, mas ao final do banquete os ânimos haviam voltado um pouco.
  - Qual sua aula de hoje, ? - perguntou Ron, provocando . A garota cerrou os olhos para o ruivo.
  - Vai ser voo, acho que é isso. – respondeu que viu Harry arregalar os olhos e tossiu, engasgando-se com o líquido que tomava. – Harry!
  Depois de vários tapinhas nas costas do garoto, não muito jeitosas, de Jorge, Harry voltou a sua cor normal.
  Dumbledore se levantou da mesa dos professores, dando alguns passos à frente. Vários rostos voltaram-se para o diretor.
  - O momento finalmente chegou, e o torneio irá começar. – Dumbledore olhou para trás, balançou a cabeça. – Gostaria de apresentar o Chefe de departamento internacional em magia, Sr. Bartolomeu Brouch.
  Os aplausos foram poucos e desanimados. A reação do homem de bigode bem aparado foi aparentemente desconfortável. O homem balançou a cabeça para Dumbledore e o diretor continuou:
  - Bem, então, Sr. Flich, traga o cálice, por favor! – o homenzinho encurvado e desajeitado foi até a frente à mesa dos professores, com um objeto dourado carregado de pedras coloridas e brilhantes. Era comprido e parecia bem pesado. Dava-se para ouvir sussurros de surpresas de muitos alunos. O diretor encostou a varinha no objeto e ele derreteu facilmente, mostrando um cálice de detalhes rústicos que exibia uma chama alaranjada.
  - Durante o ano letivo, haverá tarefas que testarão as habilidades dos campeões em diversos campos. Como sabem, são apenas três campeões, um de cada casa e quem quiser participar deverá escrever em um pedaço de pergaminho o nome e escola e depois depositá-lo no cálice.
   viu Fred e Jorge se entreolharem, como se tivessem planejando algo. Parecia realmente assustador no ponto de vista de alguém de fora.
  Dumbledore continuou:
  - O cálice ficará nessa sala até o próximo jantar para depositarem seus nomes, que será amanhã à noite. Estão todos dispensados, tenham uma ótima noite!
  Os alunos se agitaram no corredor do salão principal com a nova noticia e mais uma vez havia uma obstrução da passagem como todas às vezes acontecia depois do jantar. Fred, e ficaram um pouco atrás do grupo de amigos.
  - Espero que seus planos não se realizem, Fred. – fez um cara de desdém. O garoto ruivo levantou uma sobrancelha e jogou os abraços ao redor de , que tentou sair o mais rápido possível. – Tire suas mãos de cima de mim.
  - , tão gentil como sempre. – Fred comentou olhando para com um sorriso. – Você pode ficar tranquila que nada vai me acontecer.
  - Eu realmente não estou preocupada com você, estou preocupada comigo.- Fred deu uma gargalhada. sorriu.
  - Vou deixar os dois pombi... – mal terminou de falar e pode sentir a fúria de em sua cabeça. – Eu...Hum... Tenho aula daqui a trinta minutos, vejo vocês mais tarde.
   seguia para o pátio principal onde seu professor estaria esperando para sua primeira aula de voo, ela estava um pouco insegura, estar nas alturas nunca foi algo tão apreciado pela garota. O caminho que ensinaram a estava mal iluminado e parecia mais um filme de terror. A garota continuou sua caminhada até o pátio, a brisa fria da noite batia em seus cabelos, sentindo o frio subir sobre seu corpo. Ela finalmente parou no pátio, e como não havia ninguém ela sentou em um dos bancos. A meia lua iluminava apenas metade do pátio, deixando tudo um pouco aterrorizante.
  - Ei. – uma voz familiar fez com que olhasse para trás rapidamente. Ela viu Harry segurando duas vassouras, uma em cada mão. A garota levantou do banco com uma cara surpresa. – Vou ser seu professor de voo.
  - Ah, olá, Harry. – deu um meio sorriso e seguiu o garoto até o campo de quadribol. A caminhada parecia não ter fim e o único som entre os dois era o da respiração. Chegando perto do campo, Harry olhou para .
  - Eu já disse que você me parece familiar? - Harry comentou. – Por aqui.
  - Hum, acho que sim. - seguiu-o até o meio do campo que estava iluminado por grandes refletores. Harry colocou as vassouras no chão, e olhou para a garota que observava todos os movimentos do garoto.
  - Voar em cima de uma vassoura não é só montá-la e dar um impulso. Sua mente tem que estar o mais calma possível. – Harry deu duas batidas em sua têmpora. observa com cautela tudo que Harry dizia. Ela olhou a mão de Potter entrelaçar o cabelo que caia nos olhos do garoto, e por alguns instantes, ela perdeu o foco. - ... E agora, vamos começar?
   balançou a cabeça e concordou. Harry entregou a vassoura para e ele pegou a dele. A garota montou na vassoura, segurando bem firme no cabo, seus pés nunca estiveram tão firmes no chão.
  - No três, vamos dar um impulso, juntos. – ela balançou a cabeça. – 1... 2... 3!
   empurrou o chão com toda força que tinha, seus pés saíram da superfície, a vassoura balançava de um lado para outro. Ela começou a rir, seu sorriso era de orelha a orelha. A garota ouviu Harry rindo também, e eles foram pegando um pouco mais de altitude. O frio na barriga foi aumentando, a sensação era como se ela estivesse flutuando em pleno ar, não estava com medo, estava feliz.
  Harry fez um sinal para que eles descessem.
  - Parece que você já voou antes. – Harry comentou pegando a vassoura de .
  - Foi a melhor coisa que eu já fiz na vida! – ela deu um suspiro de felicidade, e olhou para Harry. – Obrigada por hoje, Harry.
  Ele sorriu. Por algum motivo aquele clima deixava um pouco nervosa, nada demais. Eles tiveram uma caminhada tranquila até o salão comunal. A noite estava incrível, um pouco fria, mas simplesmente linda.
  - Te vejo amanhã cedo, Harry! – a garota despediu-se subindo as escadas até o seu dormitório.
  Ela ouviu Harry desejar boa noite ao topo da escada.

Capítulo 9

  “Toc, toc”, virou para o outro lado da cama. “Toc, toc”, aquele som de vidro estava incomodando a garota fazia alguns minutos. Ela abriu os olhos de uma noite mal dormida, sua cabeça quase toda enfiada no cobertor e seus cabelos não obedecendo à lei gravitacional. Ela jogou sua coberta para o lado e olhou pela janela. Uma pequena criatura estava batendo no vidro incansavelmente. Era Aura, sua corujinha.
  - Ei, garota, bom dia. – abriu a janela e pegou Aura, que a picou de felicidade. – Cansou de ficar no corujal, né
  - Bom dia, . – cumprimentou-a. E ela foi fazer carinho em Aura. – Vou te esperar lá em baixo.
   assentiu. Colocou Aura em cima da cama. Suas roupas e itens para usar no banheiro, já estavam debaixo do braço dela, e decidiu que não iria-se demorar no banheiro.
  - Hermione, bom dia. – cumprimentou-a quando saiu do banheiro. Hermione parecia apressada. Ela deu-lhe um sorriso e saiu correndo escada a baixo. – Eu, hein.
   fez carinho mais uma vez em Aura, e saiu, deixando a janela aberta para que ela possa sair quando quisesse.

--

  - Vocês não acham realmente que transfiguração seja tão ruim assim? – começou a interrogar. Rony fez uma cara terrível para a garota. – Acho que isso foi um sim.
  , Rony, Harry e riram. Eles estavam caminhando para a próxima aula com a Sonserina. Descendo as escadas até as masmorras, despediu-se para ir até sua aula que era ali perto.
  - Não era para a Hermione está aqui também? - Perguntou Rony meio desconfiado. Harry abriu a boca para responder, quando a garota surgiu do escuro apressada.
  - O que vocês ainda estão fazendo ai? A aula já vai começar. – Rony, Harry e se entreolharam e entraram na sala.
  A sala estava cheia com a Sonserina, com alguns da Grifinória espalhados pelos cantos. Eles se sentaram mais ou menos no final da sala, parecia tranquila, apesar de Malfoy lançar risinhos infantis. O que achava extremamente idiota, já que quem faz isso são crianças invejosas.
  - Quem é o professor... – a voz de falhou quando o som da porta batendo ecoou fortemente pela sala, e em seguida um vulto de uma capa passou pelos seus olhos.
  - Abram na página 768 de seus livros de antídotos. – sentiu o olhar do Professor Snape em sua cabeça. – Veja quem está aqui. . Espero que estude bastante, já que você terá mais provas que os demais alunos, para que possa provar seus não-conhecimentos em poções. Então, para que não reprove, espero que estude.
   engoliu em seco e balançou a cabeça.
  Os alunos da Sonserina riam até não poderem mais, sussurros maldosos e insultos pousavam nos ouvidos de de vez em quando. Harry apertou o ombro da garota, em um gesto de conforto. Ao toque de Harry, uma lembrança apareceu em sua mente:

  “- O procedimento não pode mais ocorrer. – a mulher falava olhando para a menina semi-desacordada, porém o bastante para captar alguns sons. – Já houve o compartilhamento.
  - E agora? - outra voz indagou.
  - Agora, que o futuro dela aguarda. – a mulher falou, e pôde ver alguém parecido com , era a .”

  Harry a olhou com cautela, e viu voltar rapidamente para a página do livro, que agora a pouco havia aberto.

  - Não sei nem como você conseguiu entrar em Hogwarts, . – Malfoy debruçou sobre a mesa de , enquanto ela arrumava as coisas. Ela o olhou e acelerou para sair daquele lugar o mais rápido possível. – Andar com Potter vai te deixar burra, você deveria considerar meus amigos.
  - E andar com quem? Você e seus idiotas? - bufou, levantou da cadeira e olhou para a porta, procurando seus amigos. Malfoy entrou bruscamente na frente de . – Por que você não vai enfiar sua cara em um caldeirão de ácido?
  Malfoy segurou-a pelo braço com força. Ela puxou seu braço, porém Malfoy não largou.
  - Malfoy, larga o braço dela. – Harry aproximou-se deles, arrancando o braço de Malfoy de perto do da . O garoto puxou para fora do porão o mais rápido possível, enquanto Draco resmungava aos gritos na sala de aula.
  - Eu realmente não sei qual o problema desse garoto. – Hermione comentou enquanto ficava ao lado de . olhou para Hermione e suspirou.

  “– A única coisa que, talvez, possa atrasar tudo isso, é isso aqui. – a voz de , saia por entre as brechas da porta. – Acho que vai dar certo... por enquanto.”

   olhou com urgência para Harry, que ainda segurava seu braço com certa urgência. Ele percebeu o olhar que foi lhe dado e largou o braço de rapidamente.
  - Temos um período livre agora, não é? - perguntou Rony. olhou no horário, e respondeu que sim para o garoto. Eles aproveitaram seu horário livre para ir até o salão principal, onde o cálice estaria. Risadas e ruídos atraíram os garotos para o salão, que estava cheio de alunos da Beauxbatons e da Drumstrang. Hermione e sentaram em uma pequena arquibancada, enquanto os garotos foram cumprimentar Fred e Jorge.
  - Defesa contra as artes das trevas... – lia em voz alta sua aula extra de hoje. Hermione observou-a com cautela. – Quem será meu professor?
  Hermione suspirou.
  - O professor Moody. – não sabia exatamente será bom ou ruim, mas algo não estava certo. Ela assentiu, e voltou o seu olhar para os garotos, que riam sem parar. Hermione decidiu ler um livro de feitiços, enquanto o próximo período não chegasse. De repente o silêncio invadiu o salão, Victor Krum havia entrado para depositar seu nome no cálice. Ele deu uma olhada para onde Hermione e estavam sentadas e percebeu: Krum estava olhando para Hermione. A amiga de deu um sorrisinho por atrás dos livros depois que deu um espiadinha no Victor. – Ele fica me observando estudar na biblioteca!
   riu e olhou para Hermione.
  - Acho que alguém está apaixonado.
  Ele havia ido embora, quando Fred e Jorge resolveram tentar algo. Eles estavam segurando um pequeno vidro em suas mãos.
  - Está pronto, Jorge? - perguntou Fred sorrindo.
  - Estou, Fred. – Jorge respondeu correndo até a borda no circulo mágico que o cálice estava envolvido.
  - Essa é pra você, ! – Fred sorriu, ao ver entrando no salão principal. Ela virou os olhos e sentou-se junto a Hermione e . Fred e Jorge tomaram o líquido que havia no vidrinho e pularam para dentro do circulo. Todos que estavam no salão comemoravam e gritavam, enquanto eles colocavam os nomes do cálice.
  - Quanto mais eu vejo, mas eu me desaponto. – comentou que balançava a cabeça com desaprovação na voz.
  - Eu já tentei avisar - falou Hermione sem tirar os olhos dos livros. Os gêmeos viraram de costas para o cálice, e foi numa fração de segundo, uma chama vermelha jogou os dois para fora do circulo. Eles caíram no chão, e quando levantaram, pôde ver seus cabelos totalmente ruivos virarem brancos. – O que foi que eu disse?
  Os gêmeos se entreolharam, com um surto de raiva, eles começaram a brigar entre si.
  - Qual é, gente! – Rony puxava Jorge de cima de Fred. Fred se levantou correndo e atacou Jorge que estava sendo puxado por Rony, o que levou o irmão dos garotos para o chão. ouviu Hermione dar um suspiro pesado, e fechar o livro. Ela se levantou tranquilamente, chamou com um olhar e saiu na frente da garota.
  - Eu é que não vou ficar vendo isso ai! Esperem-me. – disse enquanto dava corridinhas até alcançar e Hermione.

  O corredor estava mais cheio do que o normal. , Hermione e estavam sentadas em um dos corredores do segundo andar. Elas riam sem parar e pareciam estar em um ambiente agradável entre elas.
  - Até que o almoço foi bastante vazio. – comentou . Hermione balançou a cabeça. – Que pena que o Krum não apareceu, não é?
  Hermione jogou um olhar de reprovação para amiga com um sorriso escondido entre os lábios.
  - Tenho que ir, garotas. Aula de feitiços e depois direto para astronomia. – se levantou pegando sua mochila que repousava no chão.
  - Te vejo em astronomia, . – Hermione despediu-se da amiga. acenou enquanto se afastava.
   descia as escadas até a sala de feitiços, enquanto isso ela pensava em todas as vozes e cenas que passavam todas as vezes que Harry Potter tocava nela. Talvez sua mãe tivesse um pouco de razão, ser amiga de Harry seria um risco. Mas pra quem seria um risco? Pra , pra mãe ou pra ele? Não parecia nada normal ter esses tipos de visões, mas será que valia a pena pedir por ajuda ou tentar descobrir sozinha? Os amigos de fazia-a esquecer dessas perguntas difíceis de responder, sua mente ficava em paz quando estavam por perto. A garota percebeu que já chegará à porta da classe.
  - Olá, senhorita , por favor, procure um lugar para que possamos começar aula. – havia sido a última estudante a chegar, aparentemente. – Já que estão todos aqui... Neville! Dá próxima vez que chegar atrasado, terei que falar com a Sra. Mcgonagall sobre seus afazeres antes da aula começar.
  Neville andava rápido e de cabeça baixa, suas vestes pareciam longas, mas apertadas ao longo do seu tronco. Ele sentou logo em frente à . Ela o observou sentar desleixadamente, derrubando sua varinha que acabará de tirar de dentro das vestes. cutucou as costas de Neville e ele virou para garota meio assustado.
  - Ah, olá . – ele deu um meio sorriso e se ajeitou na cadeira. sorriu de volta, e começou a prestar atenção na aula que era o mínimo que ela podia fazer.

  - Estou morta. O que foi exatamente aquilo sobre Vênus? - perguntou, colocando uma das mãos na cabeça. Ron resmungou ao lado de Harry. viu Hermione revirar os olhos, com um sorriso nos lábios.
  - Vocês acharam o touro? - Harry perguntou vagamente. – Achei todos, menos ele.
  Ninguém respondeu. Só ouviram-se suspiros de preocupação. A noite já havia caído, com uma leve brisa refrescante que passava entre as frestas da janela do salão comunal. já estava pronta para o jantar, e para sua aula de defesa contra as artes das trevas. O que não a animou muito durante a caminhada para o salão principal. Ela se dirigiu à mesa da Grifinória, sentando-se ao lado de Rony.
  - Olá, gente – cumprimentou quem estava na mesa. Harry balançou a cabeça, e os outros responderam também com o mesmo gesto. – Eu tenho tanto dever extra, que eu acho que não vou terminar esse ano nunca mais.
   e Hermione deram uma risada.
  - E eu que tenho essa sensação todo ano, apenas com os deveres normais. – Rony comentou com um sorriso no rosto.
   não havia percebido, mas o cálice de fogo estava ao centro do salão, sua chama azul dava uma iluminação misteriosa ao salão principal.
  - Os três campões serão escolhidos hoje a noite, não é? - indagou Neville que havia parecido de repente
  - Sim, e eu tenho certeza que o Krum vai ser escolhido. - Rony falou com os olhos brilhantes.
  - Rony e sua paixão pelo Krum. Vocês vão se casar um dia, sabia? - disse ao Rony, que virou-se para ela com cara feia. – Toda vez que você abre a boca, você fala sobre o Victor.
  Todos riram. Rony balançou a cabeça.
  - Infelizmente vou ter que concordar. – disse Harry. Rony virou para Harry como um robô, e lhe deu um soco bem no ombro.
  Harry gargalhou alto, e todos sorriram.
  - Boa noite! Sejam bem-vindos novamente! Hoje o cálice de fogo escolherá quem será o campeão de cada casa, para o Torneio Tribruxo. – Dumbledore pegou uma varinha e levantou no ar, apagando várias das luzes do salão, deixando apenas algumas acesas. Ele andou até o objeto, ficando apenas alguns metros do cálice. A chama azul, agora se tornará vermelha. As faíscas pareciam chegar até a mesa da Grifinória, podia sentir o calor delas cair em sua pele. De repente, um papel se expeliu das chamas e Dumbledore pegou em pleno ar. – O campeão de Durmstrang será; Victor Krum.
  Krum levantou com um pouco de dificuldade, já que seus colegas o cumprimentavam com muita felicidade. Ele seguiu até uma porta ao lado das mesas do professor, que Dumbledore havia indicado. Podia-se ouvir Karkaroff e suas palavras de vitória.
  - Eu falei que ele ia ser escolhido. – disse Rony a . A garota apenas o olhou e balançou a cabeça.
  - Todos já sabiam, Rony. – Hermione comentou sem tirar os olhos de Dumbledore.
  - Muito bem, parabéns a Victor Krum. Agora o próximo campeão. – O cálice voltou a faiscar, e logo expeliu o próximo nome. – A campeã de Beuaxbatons é Fleur Delacour.
  Uma das meninas ficou tão triste, que se pode ouvir choros e gritos na mesa da Corvinal. Fleur passou pelo mesmo caminho que Krum havia feito alguns minutos antes.
  - Fleur, tão linda com sua abundância. – Rony havia pensando alto demais. Todos riram alto. Hermione o encarou com desaprovação. – O que é Hermione?
  Ela não respondeu.
  O cálice faiscou mais uma vez para o próximo e último campeão. Dumbledore abriu o papelzinho.
  - De Hogwarts, temos o último campeão; Cedrico Diggory. – a mesa da Lufa-Lufa se levantou de uma vez só, gritando o nome de Diggory e dando tapinhas nas costas enquanto ele ia até a sala dos campeões. se levantou junto com a mesa da Lufa-Lufa, ela era a única da mesa da Grifinória em pé.
  - Muito bem. Temos os três campeões e agora podemos começar... – Dumbledore não pode terminar a frase, ele se virou para o cálice lentamente. O Cálice não se deu como satisfeito e cuspiu um quarto papelzinho. O Diretor, surpreso, pegou o papel chamuscado no ar. Ele levou um pouco perto de seus pequenos óculos e balbuciou algo. – Harry Potter...
   sentiu Harry estremecer no banco na frente dela. Ele parecia paralisado. Todos os olhos do salão estavam voltados para Potter. Houve algum tipo de repulsa e indignação naqueles que não aceitaram a escolha do cálice.
  - Harry, por favor, venha aqui. – Dumbledore falou com tom mais alto. Harry olhou para , seus olhos estavam perdidos. Ela sabia que algo de errado havia ocorrido. Se não fosse Hermione, o pobre garoto ainda estaria congelado do local. Com passos curtos, Harry seguiu o caminho para a sala dos campeões, que na mente de Harry poderia ser a sala de tortura.
  - Ele não fez isso... – Rony bateu forte na mesa. Seu punho cerrado e sua voz ríspida. Ele estava com raiva, confusa e Hermione surpresa, assim como todos os outros do salão.

Capítulo 10

   viu Dumbledore seguir Harry até a sala dos campeões, Minerva e o Snape fizeram o mesmo. Hermione olhou para Rony. Ele estava irritado, seu garfo estava quase atravessando o prato.
  - Eu acho que o prato não fez nada pra você, Ron. – disse para Rony. Ele olhou para ela e imediatamente largou o garfo.
  - Por que ele não me disse? - Ron desabafou na mesa. – Ele fez isso escondido de mim.
   suspirou.
  - E ele nem tem idade suficiente! Como isso ocorreu? - Jorge indagou meio impaciente.
   estava bem confusa. Harry não poderia colocar o nome no cálice, mas por que o fez? Quer dizer, alguém havia feito por ele. Assim pensava.
  - Não vejo vantagem para ele colocar seu próprio nome no cálice. – falou pensativa.
  - Óbvio que tem! - Rony levantou o tom de voz. – Dinheiro, a glória eterna, garotas...
  - Eu não duvido nada. – comentou com desdém. fuzilou-a com os olhos, e lhe deu um chute no pé. – O quê?!
   ouviu um som de madeira batendo contra o chão, o barulho chegava perto e mais perto até que finalmente parou.
  - . – uma voz grossa a chamou. Ela virou para ver quem era. Professor Moody era bem assustador de perto. – Quero que me espere na minha sala de aula. Acredito que vou demorar um pouco.
   balançou a cabeça. Moody deu duas tapinhas no seu ombro antes de sair. Para , parecia dois tijolos de chumbo.
  - Acho que vou indo, pessoal. – despediu-se dos amigos. Eles acenaram. A garota podia ouvir as reclamações de Rony, junto com Fred e Jorge tentando entender o que foi que havia dado errado na sua poção de envelhecimento.
  Já estava escuro do lado de fora, a pouca iluminação do corredor que passava dava calafrios no seu corpo. Parecia que a sala do Moody levava uma eternidade para chegar, principalmente quando teve que subir as escadarias à noite. Ela foi abrir a porta, mas a porta estava trancada.
  - Ótimo. – resmungou.
   não sabia nenhum feitiço para abrir portas, não tinha nenhuma vela e a única luz que tinha lá em cima era a lua refletindo no vidro. Ela escondeu as costas na porta e escorregou até sentar no chão. Já se passava mais de trinta minutos que estava lá, finalmente ela ouvi passos subindo a escadaria. Uma sombra alcançou o topo da escada e ia em direção a . Ela levantou rapidamente para encarar a pessoa que agora havia entrado no ponto da luz e o que ela viu não fora nada agradável.
  - Você. – Ela rolou os olhos, e voltou à posição de antes. A luz refletia nos cabelos loiros de Malfoy. – O que você tá fazendo aqui?
  - , , simpática como sempre. – zombou Draco, com um sorrisinho de lado. – Só estava indo para o dormitório.
   podia ser nova em Hogwarts e até não saber todos os caminhos dentro do castelo, mas o que ela sabia é que por ali não tinha como ir para os dormitórios. Principalmente da Sonserina.
  - Ah, não acho que aqui dê acesso às masmorras, Malfoy. – falou sem olhar para o garoto. Ele se moveu para o lado da garota, porém invés de sentar ele ficou em pé ao lado dela. – Não sei se você percebeu, loirinho, mas hoje você foi mais babaca do que já foi.
  Ele riu.
  - E eu peço desculpas. Estava em uma manhã ruim. – Ele virou o rosto opostamente ao de . Ela tinha ouvido desculpas de Draco? Draco Malfoy? Era isso mesmo? Essas coisas estavam ficando mais e mais estranhas para . – Não vai falar nada.
  - Você já falou o que tinha que falar? Se sim, já pode ir. – estava começando a se irritar. O garoto não mexeu um músculo. Eles ficaram por alguns minutos sem pronunciar nada, a própria respiração deles parecia que se odiavam. Já fazia mais de uma hora que esperava Moody, e ele não deveria parecer tão cedo. – Olha, eu acho que talvez a gente tenha começado com o pé errado. Parte disso foi culpa minha, vou admitir.
  Ele olhou-a de cima.
  - Aceito suas desculpas, mas não significa que vamos virar amigos. – continuou.
  - Como quiser, . – Ele agachou para ficar no mesmo nível que ela. Ela observou-o. - Mas lembre que andar com o Potter vai te deixar burra.
  Ele riu. Ela deu um soco em seu ombro e sorriu.
  - Vai embora, Malfoy. – ela disse. – Antes que eu precise levantar pra te jogar daqui de cima.
  Ele deu uma gargalhada e sumiu por entre a escuridão da escada.
  - O que faz aqui, Malfoy? - a voz de Moody ecoou até onde estava. Aparentemente Malfoy não havia respondido a pergunta. Uma figura grande chegou perto de , ela prontamente se levantou. – Ah, .
  - Professor. – assentiu.
  - Achei que você já tinha ido embora. Desculpe a demora. Aparentemente Potter está bem encrencado. – disse Moody.
   franziu a testa. E seguiu o professor adentrando a sala de aula. Eles atravessaram a sala, e foram até o fundo, onde havia uma porta. Moody entrou e logo em seguida. Quando eles entram o conteúdo de um baú começou a sair um grito abafado e balançar desesperadamente.
  - Não queira saber o que tenha ai, criança. – O professor se sentou em um banquinho. Ele tirou um pequeno container de seu bolso e tomou um gole de qualquer coisa que haveria ali. – Vai ficar em pé o tempo inteiro, ?
  Ela pegou outro banquinho e se sentou.

  - Até a próxima aula, Prof. Moody. – despediu-se, mas antes dela sair ele segurou no braço dela. – Sim?
  - É uma pena que você tenha que usar defesa contra as artes das trevas para outros fins. – Moody largou o braço dela e entrou em sua sala novamente.
  - O quê? - falou, mas já era tarde. O professor já havia ido embora.
  Sua cabeça estava explodindo. Bruxos das trevas, feitiço para afastar bicho papão e coisas que ela não conseguia pronunciar. foi se arrastando para a torre da Grifinória.
  - A Senhorita nem deveria estar fora da cama! – a mulher gorda quase gritou. revirou os olhos. – Não faça isso, mocinha.
  - Só estou cansada. – falou.
   disse a senha, e o quadro da mulher gorda deixou-a entrar. Ela estava seguindo para o dormitório quando uma voz a chamou.
  - . – ela olhou para perto da lareira, aonde vinha a voz. Era Harry. Ela virou e foi ao encontro do garoto. Ele estava sentado no chão, diria que estaria com cara de deprimido. Ela sentou-se ao lado dele. – Você não está chateada comigo está?
  - Você colocou seu nome no cálice? - perguntou meio rispidamente. Ele deu algumas piscadas nervosas.
  - Não. – ele disse confiante.
  - Essa é a resposta para a sua pergunta. – falou depois de vários segundos torturantes. O alívio de Harry foi sentido pela garota. – Mas você vai ter que competir?
  Harry fez que sim com a cabeça.
  - Sinto muito, Harry. – deu a Harry um olhar confiante. – Eu vou indo dormir. Estou muito cansada.
  Ele assentiu.
  - E você deveria ir também. – Ela levantou e bagunçou o cabelo do garoto.
  “ – Não aguento mais, Connor! – a mulher se esforçou para não gritar. Ela estava olhando por entre as chamas. – Está ficando cada vez mais difícil, pra mim. E pra ela.
  - Você sabe o que acontecerá se desistir. O mundo bruxo vai para um buraco. – disse uma voz nas chamas.”
  - ? - Harry estava em pé ao lado da garota. Ele a viu voltar o olhar para ele. – Você está bem?
  Ela balançou a cabeça e saiu para o dormitório. já não sabia que tipos de fragmentos eram esses. Será que ela estava por efeito de algum feitiço?

  “– Querida. – o pai de segurou-a pelos ombros. – Nunca se esqueça que eu te amo.
  A garotinha não estava entendendo nada. Lágrimas surgiam uma a uma.
  - Papai, pra onde você vai? - a menininha perguntou.
  - O papai precisa ir trabalhar e talvez eu não volte tão cedo. – ele disse meio apressado. – Quando chegar a hora, não deixe entrar.
  O pai de saiu correndo de casa. A mãe de pegou-a pelo colo e fechou a porta.”


   acordou com a luz do sol na sua cara. Ela puxou a cortina para o lado, olhando para ver se estava à vista. Não estava. A garota se levantou para trocar de roupa e ir para o café da manhã, porque aquele dia não seria um dia fácil.
  - Bom dia, ! – Dino cumprimentou-a enquanto desciam as escadas do dormitório.
  - Bom dia, Dino. – Ela deu-lhe um pequeno sorriso. Nenhum de seus amigos pareciam estar na sala comunal. Provavelmente já estariam tomando café da manhã. A garota olhou para trás e viu Gina descer. A ruiva encarou-a por alguns segundos que achou que explodiria. – Bom dia, Gina.
  Gina ignorou-a.

  - Ok, a professora me passou dever extra. Como se não fosse o esperado. – disse tentando acompanhar Hermione pelo campo do lado de fora da estufa. – O que seria visgo do diabo?
  - Nem me lembre disso. – comentou Rony.
  - Se precisar de algum tipo de ajuda, , só pedir. – Hermione disse enquanto eles passavam por uma das entradas, e o vento assoviava entre os arcos da arquitetura de Hogwarts. – Temos um horário livre agora, vamos para a biblioteca?
  - Claro. – concordou . Ela queria mesmo era falar com Harry, ele tinha sentado longe de todos hoje e com certeza o motivo era Ron. Não apenas Ron, mas várias pessoas estavam olhando torto para o Potter. seguiu Hermione e Ron para biblioteca.
  - Lummus Sollem? - Debruçada em um dos livros de herbologia, a pena de não parava de mexer sobre um pergaminho. – Bem dito visgo do diabo.
   olhou de rabo de olho, alguém estava os observando. Ela sabia quem era, e ele vinha tendo esse hábito ultimamente.
  - Mione, acho que temos alguém te observando. – sussurrou para a amiga, ela olhou para lado e deu um sorriso quando voltou a olhar para o livro. olhou para o seu horário de aulas e percebeu que não havia nenhuma mais. – Bom, vou ver se encontro Harry.
  - Harry? Quem é Harry? - Ron resmungou do outro lado da mesa.
  - Chega né, Ronald. – Hermione repreendeu-o.
   desceu as escadarias chegando ao pátio interno. Ela viu sentada no banco perto de uma das árvores, ela ia chegando perto, mas Fred havia chegado primeiro.
   olhava ao longe Cedrico andando de mãos dadas com Cho Chang. Ela era bonita, cabelos lisos, olhos pretos como a noite e o sorriso dela parecia carregar multidões. Pelo menos, era isso que ela ouvia falar. Não que ela não concordasse, mas não achava que ela era tudo isso. Cedrico viu Black sentada no banco do pátio central e acenou para ela, enquanto Cho o puxava pela mão. suspirou.
  - Bu – A garota pulou do banco, com sua varinha armada. Seus olhos encontraram Fred, dando gargalhadas e rolando no chão. – HAHAHA, sua cara foi a melhor!
  - Qual é, Fred. Não foi engraçado! – gritou com o garoto que não conseguia parar de rir. Ela bufou, um ato que virou frequente quando Fred estava ao seu lado. – Dá pra você rir em outro canto?
   largou-se no banco. Fred sentou do lado dela.
  - Eu estava te observando agora pouco, e você me parecia chateada. – Ouvir Fred com um tom sério, deixava nervosa. Ela o olhou rapidamente e sorriu. Ele sorriu de volta, seu olhar era diferente e cativante.
  - Hum, era só um dever que eu me lembrei que tenho que fazer. – Ela se levantou, e andou apressadamente, cruzando o pátio. Ela ouviu passos atrás dela. – Poder fica onde você estava, Fred.
  - Você iria provavelmente se perder sem mim. – olhou para trás e deu um meio sorriso.
  - Você nem ao menos sabe aonde eu vou. – Ela falou.
  - Então, por isso mesmo.
  Ouvir aquela conversa parecia agradável aos ouvidos de . Talvez Cedrico não fosse o escolhido para , mas tinha alguém com certeza iria preencher esse lugar. sorriu e decidiu voltar para a biblioteca, já que Harry havia sumido.
  O jantar ocorreu como sempre, Harry não havia aparecido nenhuma hora do jantar.
  - Ron, será que você não está sendo muito duro com Harry? - perguntou, com um tom doce.
  - Eu sou o melhor amigo. Era. Ele devia ter tido para mim. – Ele disse sem olhar para .
  - Esquece isso, . – falou com desdém.
  - Talvez não tenha sido ele mesmo. – disse a Ron. Ele a encarou por alguns segundos e voltou a comer. – Mudando de assunto. Amanhã não temos aula, né.
  - Ainda bem, não aguento mais. – disse. Fred chegou por trás do banco de e sussurrou no ouvido dela. Black quase saiu pelo teto do salão. – Qual o seu problema!
  Ela colocou as mãos no rosto. E abafou um grito, que fez seus amigos rirem.

   estava andando pelos corredores com seus amigos, quando ela viu ao longe, alguém sentado em um dos bancos do terceiro andar.
  - Podem ir em frente. Encontro vocês mais tarde. – Ela despediu-se de seus amigos e fez o caminho até o corredor.
  - Até mais. – disse Jorge.
  - Você é uma das pessoas mais estranhas que já conheci. – disse enquanto encostava-se à pilastra. O garoto virou para ela, ele parecia de certa forma, comovido.
  - Não preciso de conselhos, . – Cuspiu Draco. – Principalmente os seus.
  - Ora, mas que indelicadeza. – sentou-se ao lado de Malfoy. Ela estava fazendo ele pagar pelo que fez. Sendo o oposto que ele foi com ela. – O que aconteceu?
  Ele olhou-a curioso.
  - Já que você não vai falar, eu vou embora. – disse enquanto levantava.
  - Não preciso que você se preocupe comigo. – Malfoy já havia baixado algumas de suas defesas.
  - Apesar de tudo, você não é tão mal assim. – Ela falou e partiu. Draco não esperava por isso, ele não gostava de de jeito nenhum. Mas ele sentiu que eles eram mais parecidos do que imaginavam.


Capítulo 11

  “O cabelo ondulado balançava conforme o vento forte que batia em todo seu corpo. A garota estava dentro de um círculo de fogo, por mais forte que o vento era, o fogo não apagava de nenhuma maneira. E por mais que o fogo iluminasse, as grandes figuras que rodeavam o círculo continuaram sem definição. Ela teve a impressão de ver asas, montanhas pontudas e um rabo. O fogo começou a chegar mais perto, quase consumindo a garota.”

   acordou com um pingo de suor, seu corpo não aguentava a quentura das cobertas quentes. Ela jogou bruscamente a coberta para o lado e levantou. Nenhuma das meninas do dormitório havia acordado ainda. Ela olhou para o relógio de cabeceira, era 07h20min. pegou sua toalha e suas roupas para tomar banho.
   não estava de uniforme, ela vestia uma calça e um casaco quentinho. Estava começando a esfriar na Inglaterra. Ela desceu a torre para ir tomar café no salão principal. A essa hora da manhã as mesas estavam quase vazias, mas havia uma pessoa que ela reconheceu.
  - Tão cedo, Potter. – Ela zombou do garoto. Ele estava mergulhado em pensamentos e demorou a perceber que a garota estava sentada em frente a ele. – Não te vejo desde ontem.
  - Bom dia. – ele disse, dando a um sorriso. – Essa tensão entre mim e Ron não está muito legal.
  - Vocês vão se resolver, tenho certeza. – ela confortou-o. comeu algumas torradas com geleia e um copo de suco de laranja. Um bater de asas encheu o salão, várias corujas circularam todo o perímetro. Uma delas soltou uma carta bem em cima do prato recém-comido de . A garota olhou de Harry para a carta e da carta para Harry. Ela virou o envelope para cima e viu o endereço.
  Rua Grendlax, Londres
  “Mãe...”- pensou. A garota enfiou o envelope no bolso e voltou a tomar o restinho do suco.
  - Não vai abrir, ? - Harry perguntou engolindo um bolinho. Ela balançou negativamente a cabeça. – Bom, eu já terminei aqui. Eu vou descer pro lado do lago negro, vamos?
  - Claro, claro. – levantou e seguiu Harry pelas imediações do castelo. Alguns alunos jogavam bola, outros estavam aproveitando o restinho do sol de verão. Estava até um dia bonito. Eles se sentaram debaixo de uma árvore, Harry havia trazido um livro e estava com uma carta no bolso para ler. Depois de alguns minutos olhando para as pequenas ondas do lago. Ela tirou a carta do bolso e abriu o lacre. A letra era da sua mãe, uma letra bonita e bem curvada.

  Olá, querida
  Espero que esteja tudo bem com você. Soube que o torneio Tribruxo se aproxima. Quanto menos envolvida estiver nisso, melhor. Tenho que ir.
  Saudades,
  Taylor.

  “Sério?! Só isso?!” – pensou . Sua mãe realmente não havia nascido para o papel que lhe foi concebido. só queria que Harry se desse bem nesse torneio e que de preferência não morresse, assim como os outros competidores. Não é o que se ela fosse de repente começar a participar de algo tão estúpido.
  - Essa carta é bem misteriosa. De quem é? - perguntou Harry fechando o livro. entregou-o a carta. – Pelo menos você tem alguém que se importe.
  - Não acho que ela se importe assim tanto, e além do mais só a tenho. Meu pai deve tá provavelmente morto. – disse sem dar muito pensamentos a isso. Harry levantou-se e limpou a calça que estava com terra.
  - Preciso dar uma entrevista agora, se importa de nos encontramos mais tarde? – falou Harry.
  - Sem problemas! E boa sorte. – disse a Harry. – Ah, e não fale nada que eu não falaria, ein!
  Harry deu uma gargalhada e subiu correndo para o castelo.
   sabia que seu pai não estava morto. Ela sabia que sua família tinha problemas, mas desde quando ela havia aterrissado em Hogwarts as coisas pareciam estranhas. Fragmentos de uma infância aparentemente não vivida, sonhos sobre algum tipo de segredo e agora sobre fogo. acreditava que se ficasse pensando nisso tudo sua cabeça ia explodir.
  Os quatro dias seguintes passaram voando. Tarefas de casa infinitas, aulas extras que deixavam cada vez mais cansada e a irritação de Ron contra Harry. Hermione parecia ter muita coisa em sua cabeça, e mesmo assim tentava fazer uma reconciliação entre os dois.
  - Ele que tem que pedir desculpa, Hermione. – disse Harry irritado. – Eu não fiz nada.
  - Talvez se vocês conversarem só alguns minutos... – Hermione sugeriu ao garoto. Ele balançou a cabeça.
  - Ei, Potter! Achei que você choraria pela perda da sua mamãezinha! – alguém da Lufa-Lufa gritou no fundo da sala de feitiços. Harry virou-se rapidamente.
  - Claro! Inclusive, eu estava indo para o banheiro fazer isso agora. – gritou Harry. – Essa entrevista idiota. Eu não falei nada disso.
  - Nós sabemos, Harry. – falou .
  - Não duvido que tenha falado. – disse Ron baixo, mas um baixo que Harry conseguiu ouvir. Ele abriu o livro bruscamente e começou a ler alguma coisa. olhou pra Hermione, que revirou os olhos.
  “ - a voz de um garotinho falou. A menina choramingava enquanto era arrastada pela mãe. O garotinho de óculos, vestindo roupas maiores que ele tentava correr o mais rápido possível. Ele conseguiu segurar na mãozinha da amiga, mas por alguns segundos até que ela foi levada para bem longe e por muito tempo.”
  O professor Filtwick havia começado a aula, quando recuperou seus sentidos.

  - Olha quem está aqui novamente, Mione. – falou entre os livros da biblioteca. Hermione deu um olhar de censura para ela e a garota começou a rir. – Ele tá totalmente na sua!
  - ! Não fale besteiras! – disse Hermione rapidamente. – Ele deve estar estudando para a primeira prova.
   balançou a cabeça sarcasticamente e sentou para ler sobre feitiços. Já fazia algumas horas que estava na biblioteca, Hermione havia partido para fazer uma pesquisa sobre seu projeto do F.A.L.E.
  - Se não é a . – uma vozinha irritante encheu os ouvidos de , ela olhou para lado e viu que Pansy Parkinson estava acompanhada. Mas não por Malfoy, Crabble e Goyle estavam junto com ela. ignorou a garota de cabelos curtos. Pansy fechou brutalmente o livro que estava lendo.
  - Sério, Parkinson? - levantou e foi pegando a mochila, Pansy agarrou a sua mochila e puxou para baixo. Todas as coisas de estavam espalhadas pelo chão, ela já estava começando a ficar com raiva. Ela levantou com tudo, e se aproximou olhando no fundo dos olhos da Parkinson. Foram apenas alguns segundos, a garota da Sonserina gritou desesperadamente. Várias pessoas que estavam na biblioteca viraram atenção para onde estava.
  - SUA ABERRAÇÃO! – ela gritou para enquanto lágrimas caiam sobre o rosto de bolacha da garota. Pansy saiu correndo para fora da biblioteca, Crabble e Goyle saíram atrás dela. deu um meio sorriso para os que estavam olhando.
  - Eu não sei o que aconteceu... Realmente. – falou meio sem graça para os que estavam por perto. Ela viu Malfoy chegando perto. Ele olhou para ela confuso. – O quê?
  - Foi a Pansy que gritou? - perguntou ele a . Ela balançou a cabeça, de repente ela começou a se sentir tonta, sua cabeça girava e girava. Ela se agarrou em uma das cadeiras e quando percebeu tudo ficou preto.
  “Olhos refletiam uma cena horrível. Um castelo estava quase em ruínas, feitiços estavam sendo lançados para todos lados, a respiração forte da garota era rápida e desesperada. Um lampejo verde atingiu-a no peito, a dor foi rápida e a queda até o chão não foi sentida.”
   acordou ofegante, ela rapidamente colocou a mão no peito onde o lampejo havia atingido. A sensação havia sido real, porém ela sabia que não era ela.
  - Você acordou, ! - disse sentando na cadeira da enfermaria. olhou para e depois para o teto da enfermaria, ela revirou os olhos. – Está tudo bem? Estou preocupada você vem tendo isso com muita frequência.
  - Foi só um mal-estar. Estou bem. – ela levantou da cama, já calçando os sapatos. observou-a e pegou a mochila de

  Alguns dias haviam se passado desde o incidente na biblioteca, e a primeira tarefa do torneio estava se aproximando. Dessa vez o sábado não estava ensolarado, as nuvens cinzas formavam uma fina camada no céu acima da cabeça dos alunos. A quantidade de insultos que estava levando ainda não diminuíram, principalmente agora que saiu um artigo sobre Harry e Hermione juntos. Rony e Harry pareciam muito orgulhosos para se falarem, as coisas no castelo não estavam 100%.
  - Por que não vamos ao três vassouras hoje? - Hermione falou com um tom suspeito na voz.
  - Vamos! Ainda não fui em Hogsmead. – comentou enquanto vestia sua touca.
  - Rony estará lá, não é, Hermione? - Ela tentou balançar a cabeça, responder que não, mas Harry já sabia que ele estaria. – Sabia. Eu vou sim, mas vou colocar a capa da invisibilidade. Não quero nenhuma Rita Skeeter futucando na minha vida.
  Hermione e desceram até o dormitório para se encontrarem com Harry.
  - Onde é que ele tá? – perguntou meio inquieta. Ela sentiu alguém puxar seu cabelo levemente, ela deu pulo que acabou tropeçado em alguma coisa na sua frente. – Wow
  - Cuidado, ! – a voz de Harry surgiu no nada.
  - Você me assustou! Ah, se você tivesse sem capa ia levar um tapa! – ameaçou o garoto, Mione riu. – Espera você ficar sem capa.
  - Que medo! – falou Harry com uma voz falsa.
  - Vamos? – Hermione perguntou rindo.

  - “Potter Fede.” Sério?! - Hermione reclamou enquanto eles andavam até o três vassouras. – Que atitude mais infantil!
  - Deixe pra lá, Mione. – Harry falou do lado dela. – Nem me importo tanto assim.
   tentava descobrir onde exatamente estava Harry.
  - Como você consegue, Hermione? – indagou . – Parece que estamos loucas, conversando com o nada.
  - Até hoje tento descobrir como faz para saber onde Harry está. – respondeu Hermione, abrindo a porta dos três vassouras. Está um pouco cheio, mas conseguiram uma mesa mais ao fundo. – Sentem ai que eu vou buscar algumas bebidas, ok?
  Hermione saiu cortando entre as mesas até o pequeno bar que ficava perto de uma escadaria.
  - Harry, como estão os preparativos para o torneio? – perguntou meio sem saber para onde olhar. Alguns segundos se passaram, a garota estava esperando pela resposta. Quando ela ouviu o barulho da cadeira sendo arrastada em sua frente. “Ótimo”, pensou .
  - Você falou alguma coisa? – Harry falou.
  - Falei, mas deixa pra lá. – falou, e de repente olhou para trás. – Ah, olha o Ron.
  - Eu me segurei para não dar um peteleco na cabeça dele. – A fúria de Harry pôde ser sentida pelo tom de sua voz. Três canecas foram colocas no meio da mesa, e olhou para lado.
  - Pedi cerveja amanteigada para todos, tudo bem ? – Mione perguntou para a garota.
  - Claro! – respondeu confiante demais. Ela arrastou uma caneca para junto de si. – Deve ser uma delicia.
  A menina tomou um gole, e não foi como ela tinha pensado.
  - É, não tem gosto de manteiga mesmo. – falou analisando sua bebida. Os dois caíram na gargalhada. ouviu o barulho de madeira batendo na madeira chegando perto e mais perto.
  - Olá, senhoritas e Granger. Olá, Potter. – Professor Moody falou em pé junto a cabeceira da mesa. parou no meio do seu gole de cerveja amanteigada.
  - Olá, professor. – As garotas cumprimentaram-no. Hermione viu Hagrid entrar na taverna, e puxou para ir com ela.
  - Não sabia que o senhor... – Harry começou a falar
  - Olhava por capas de invisibilidade? – Moody falou olhando para um caderno que Hermione havia deixado na mesa. Hagrid sorriu olhando para Harry.
  - Harry, preciso lhe mostrar algo. Encontre-me hoje a meia-noite na minha cabana. Use a capa. – Hagrid fingiu que estava conversando com Moody. Hermione e estavam voltando para mesa quando Hagrid e o Moddy passaram por elas. – Bom ver vocês, meninas!
  - O que eles queriam? – perguntou se inclinando na mesa. Hermione olhou para a garota e depois para onde Harry supostamente deveria estar.
  - Hagrid quer que vá hoje a noite encontrá-lo, o que será?
  - Cuidado, será que está acontecendo alguma? – perguntou Hermione meio preocupada.
  - Não sei, irei descobrir- Harry respondeu.

Capítulo 12

   estava se esquentando perto das chamas da lareira. estava sentada no sofá com Fred ao seu lado, Hermione estava lendo um livro – como sempre- e mais alguns alunos conversavam perto da mesa de xadrez. O que a garota percebeu que era bem diferente do normal, as peças se mexiam sozinhas e ainda destruíam umas as outras.
  - Fred, eu não vou te ajudar em Herbologia. – disse meio irritada. Fred passou o braço pelo ombro da . – E tira esse braço daqui.
  Ela sacudiu a varinha e Fred foi parar no outro extremo do sofá.
  - Não precisa ser tão grossa assim, benzinho. – Fred reagiu com um tom romântico na voz. podia ver ódio sair dos olhos da amiga. revirou os olhos e pegou um jornal que estava no braço do sofá, começando a ler. pegou-se pensando em Harry, ele não estava muito de falar nos últimos dias e andava raramente com seus amigos. Certa noite, ouviu Ron e Harry discutirem sobre algo relacionado há um ensaio de mais uma entrevista. Eles tinham tantos anos de amizade, para acabar assim de repente, ela não compreendia. A garota voltou a se concentrar em algumas tarefas extras de poções.
  O quadro da mulher gorda pode ser ouvido fechando onde estava. Ela levantou a cabeça discretamente e viu Harry surgir do pequeno túnel que levava ao quadro.
  - Harry. – Hermione disse, e voltou a ler seu livro. Ele deu um meio sorriso e seguiu para perto de , ele estendeu um livro para ela. A garota olhou-o e pegou o livro.
  - Professor Moody pediu-me para entregar. E falou que é pra você saber tudo dos primeiros três capítulos. – ele falou sentando no chão, ao lado de .
  - Quando eu acho que não pode piorar, piora. – ela comentou. – Obrigada, Harry.
  Ele assentiu. O livro foi colocado em cima de uma pequena pilha junto a , ela voltou-se para os seus estudos. Já tinha se passado algumas horas, havia ido dormir, Fred também e a maioria dos que estavam no salão não estavam mais.
  - Boa noite, gente. Vou dormir. – Hermione se pronunciou fechando o grosso livro, que fez um som alto. murmurou um boa noite. Harry e estavam agora encostados no sofá, ela desistirá de Herbologia e passou para Defesa Contra Artes das Trevas, aproveitando a ajuda de Harry.
  - Você até que aprendeu muita coisa, para pouco tempo de Hogwarts. – Harry deu uma risadinha.
  - Isso se chama inteligência, muito obrigada. – Ela deu uma gargalhada. escorregou um pouco pelo sofá, ficando meio deitada no chão. Harry pegou o livro do colo dela e deu algumas folheadas. Foram apenas alguns minutos, mas o garoto pôde sentir que a cabeça de estava apoiada em seu ombro e ela estava em um perfeito sono. Seu braço esquerdo apoiou-se ao redor do pescoço dela, e ela ajeitou um pouco. Harry deu um sorriso e voltou a folhear o livro.

  “Um brilho dourado bloqueava parcialmente a visão da garota, ela colocou um das mãos em frente aos olhos, mas o brilho continuava muito intenso. Ela sentiu um sopro de ar quente – muito quente- bater em suas roupas de lã e sua pele exposta, um vulto rápido passou diante dos seus olhos. A sensação de calor ficará como se estivesse dentro de um círculo de fogo. Ela tinha que fora uma vassoura que passará diante dos seus olhos, porém logo em seguida um imenso vulto deu um descanso de alguns segundos aos seus olhos que estavam ficando muito irritados com a luz intensa. Um som de um coro gritando algum nome familiar surgia em seus ouvidos, ela gritava também apesar de não conseguir formular em sua cabeça o que gritava, mas algo lá no fundo era bem familiar.”

   acordou meio confusa, a sensação que ela teve nesse sonho que acabará que ter fora a mesma do último sonho que teve. A de estar dentro de um círculo de fogo. Porém o que ela estava sentindo era um pouco de frio, e dor no pescoço. Ela abriu os olhos, a visão meio embaçada o lugar não parecia ser o dormitório. “Ah, claro. O salão comunal.” Ela pensou. A garota sentiu algo se mexer logo atrás da sua cabeça, parecia um braço. Sua visão se normalizou, e ela pode ver que Harry estava dormindo sentado ao seu lado, com um dos braços ao redor dela. Por alguns segundos ela sentiu como era ficar bem perto de Harry e como o frio da noite já não era mais congelante. Potter se mexeu e puxou o braço para si.
  - Bom dia? - ele disse com voz rouca, e esfregando os olhos. –Desculpe, acho que acabei dormindo também.
   riu levemente. O fogo da lareira já havia quase se acabado.
  - Boa noite ainda. – levantou-se se espreguiçando. Ela olhou ao redor, e não havia absolutamente ninguém. Ela catou alguns livros que estavam no chão e suas anotações. Harry levantou-se também e ajudou a recolher os livros. Eles subiram as escadas, e foram até a porta do dormitório feminino. Harry entregou-a o restante dos livros. – Obrigada pela soneca.
  - De nada, foi até bom que pude esquecer toda essa história de torneio Tribruxo. – Harry passou as mãos pelos cabelos. – Normalmente, não tem uma noite que não sonho com isso.
  - Boa sorte, Harry. – sorriu e entrou no dormitório, deixando Harry na porta.

   acordou com o barulho de várias vozes juntos no dormitório, ela tirou a coberta de cima de si e sentou na cama, prendendo o cabelo. Ela viu se aproximando da onde estava.
  - Finalmente acordou! – disse mexendo em um copo que estava em cima do criado mudo de . Ela olhou mexer no copo. – Acho melhor levantar, temos um torneio tri bruxo para ver.
  Um nó na garganta surgiu de repente, como se algo de ruim estivesse preste a acontecer.

   e estavam descendo para o salão principal. O castelo parecia estar virado de cima para baixo, todos estavam animados e fazendo apostas para qual campeão irá conseguir completar a primeira tarefa. Elas passaram por um grupo de alunos da Drumstrang, o diretor, Karkaroff estava andando frente. Ele encarou , que recebeu um calafrio percorrendo pelo seu corpo, ela não gostava desse homem.
  - ! ! – Fred foi correndo até as garotas. George estava logo atrás conversando com Dino e alguns alunos da Corvinal. Fred colocou o braço ao redor de quando ele emparelhou com elas. – Já sabem em quem vão apostar?
  - Primeiro, tire esse braço daqui. – afastou o braço de Fred, enquanto ela revirava os olhos. – Segundo eu não aposto. E terceiro Cedrico com certeza vai ganhar.
  - Eu não sei qual é a dela com esse tal de Diggory, ele nem é bonito. – Fred comentou olhando para . A garota riu e balançou a cabeça.
  - A única coisa que espero é que todos saiam vivos. – falou. – E sem churrasquinho de Harry, de preferência.
  - Churrasquinho? - falou confusa. não sabia por que exatamente falou isso. – O que você está falando?
  - Foi só uma expressão. – ela falou rapidamente. Churrasquinho? Da onde ela tirará isso? - Vamos?
  Fred deu um beijo na bochecha de e na de antes de sair. A amiga de limpou a bochecha com a palma da mão.
  - Garoto irritante. – comentou enquanto elas voltavam a fazer seu caminho anterior. apenas riu.
  Harry estava sentado, aparentemente nervoso, na mesa da Grifinória. Hermione estava comendo um mingau de aveia, Gina estava ao seu lado. viu a ruiva olhar para ela, Gina simplesmente levantou da mesa batendo o ombro no ombro de enquanto passava.
  - Eu antes achava que a Gina me odiava, agora eu acho que ela me quer morta. – desabafou , sentando ao lado de Harry. Hermione riu.
  - Não liga para ela, deve ser ciúmes. – falou Hermione levando uma colherada na boca. pegou um pão para colocar um pouco de geleia. – Nem liga.
   deu de ombros.
  - E você, campeão, como está? - virou-se para Harry. Ele suspirou.
  - Tentei calçar o chapéu no meu pé hoje. – riu e deu uns tapinhas nas costas de Harry. – De resto, tudo indo como planejado.
  Harry sorriu fraco. sentiu aquele calor da noite anterior ao redor, estava ficando um pouco sufocante, foi quando ela percebeu que sua mão ainda estava nas costas de Harry. Ela tirou rapidamente e largou o pão no prato. Harry olhou-a estranhamente.
  - Harry. Posso falar com você? - ela disse sério. Hermione e se entreolharam. Ele balançou a cabeça que sim, ele se levantou e seguiu para fora do salão principal. Quando eles chegaram a umas das janelas do castelo, eles pararam.
  - ? - Harry chamou sua atenção, ela estava meio atordoada. Ela queria dizer a Harry o que ela tinha sonhado, mas não sabia como.
  - Olha, o que eu vou te falar, eu posso está ficando louca, mas eu preciso muito te falar. – ela falou rapidamente, ele olhou-a preocupada. contou sobre o último sonho que ela teve, Harry parecia não estar muito surpreso. Eles ficaram alguns segundos em silêncio.
  - A primeira tarefa são dragões. – Harry disse baixinho. Ela arregalou os olhos. Dragões. Fazia muito sentido com os sonhos que havia tendo. – Não sei como isso aconteceu, . Mas eu tive uma ideia, preciso falar com o Cedrico.
  Ele tinha começado a andar, e segurou seu braço.
  - Só tome cuidado, ok? - Ela disse baixinho. Ele balançou a cabeça, deixando para trás. A sensação ruim parecia estar finalmente passando, será que estava tudo bem agora?

  A aula de transfiguração parecia não entrar na cabeça de naquele momento. Ela estava preocupada com Harry, ele deveria estar naquele momento na barraca dos campeões, muito nervoso, mas ela sabia que ele ia conseguir. Pelo menos, ela achava que sim. As aulas foram se passando sem conexão com a cabeça de . Quando o almoço acabou, , , Hermione e Ron seguiram para os jardins onde uma grande arena foi montada para a primeira tarefa.
  - Alguém gostaria de fazer apostas? - George gritava entre a multidão que ia descendo. – ! Diggory ou Potter?
  - Obrigada, George. – acenou para o ruivo. Eles estavam subindo as arquibancadas para se sentarem. - Como será que Harry está?
  - Bem. – Hermione falou dando uma pausa. Ron estava de cara fechada ao lado dela. – Eu espero.
  Um burburinho se formava na saída das arquibancadas, e foi chegando perto de onde estava.
  - Está pronta para ver Potterzinho perder, ? - encarou-o. Ele viu o seu olhar, e rapidamente fechou o sorriso.
  - Saia daqui, Malfoy. – ele não tirou os olhos e subiu para a arquibancada mais de cima. – Babaca.
  - O que foi exatamente que aconteceu aqui? - Ron indagou. Ele odiava Malfoy tanto quantos os outros, ou talvez até mais. – ?
  - Um dia ele veio falar que tínhamos começado com o pé esquerdo. E que estava pedindo desculpa. – Ela falou. se engasgou com a água que estava bebendo. Hermione fechou o livro que estava lendo. – Ai ele faz isso.
  - Malfoy pedindo desculpas – Ron gargalhou. – Piada só pode.
  - Não vou nem comentar – Hermione respondeu levantando-se. – Preciso ir ali, já volto.
  Eles não se importaram muito onde Hermione estava indo. ficou ligou olhando a arena cheia de pedras e um ninho de ovos de ouro bem no meio dela, ela finalmente reconheceu o lugar. O lugar em que os seus últimos sonhos se passavam era na arena, ela se viu no meio da arena com um círculo de fogo como no sonho, tudo agora parecia muito mais assustador. Um sol de canhão acordou de seus pensamentos, e ela percebeu que Hermione acabará de voltar. O primeiro a enfrentar um dos dragões foi Cedrico, não parou de vibrar e gritar a cada ataque que o garoto fazia. O segundo foi a Fleur, pode concluir que deu certo, já que um ovo foi recuperado. O terceiro foi Krum, pensou que sua técnica de ataque foi boa, só acabou danificando a ninhada, que o fez perder pontos. O último foi Harry, ela contou quantas vezes ela pulou da cadeira. Harry conseguia escapar por pouco dos ataques do dragão, foi quando sua vassoura apareceu em sua frente, ele pulou em cima dela e deu um raspão na arquibancada. Quando ele voltou, Harry deu uma mergulhada e agarrou o ovo, todos vibraram. levantou-se e olhou para cima, ela viu Malfoy olhando para ela. Ela virou-se para ver Potter, mas só pode ver um brilho dourado ocupando toda sua visão.
   e seus amigos correram para a barraca de campeões, ela foi a primeira a abraçá-lo, quase que ele caiu no chão.
  - Você foi incrível, Harry! – Hermione falou quase chorando e abraçando ele. Ele sorriu.
  - Você deveria ser doido o bastante para se inscrever em algo assim. – Disse Ron com os olhos depositados em Harry. – Não acho que você seja.
  - Você finalmente entendeu, né? - Harry falou abraçando-o.
  - Ele é bem teimoso, Potter. – comentou depois de alguns segundos. Ron olhou-a furiosa. – Mas é verdade!
  Todos riram, e saíram da barraca, seguindo para o castelo.

  Quando eles entraram no salão comunal a gritaria intensa, havia bolos, tortinhas, sucos e algumas miniaturas de Harry voando na vassoura. viu ele atacando algumas tortinhas, ele deveria estar morrendo de fome.
  - Ok! Harry, por que você não abre esse ovo? - Dino falou do outro lado do salão. Todos concordaram gritando. – Abra!
  - Tá, tudo bem. – Harry concordou. Ele pegou um ovo que estava na cadeira e quando ele abriu, um grito agudo ecoou pela janela.
  - O que diabos é isso? - George gritou. E outras pessoas tamparam os ouvidos. Harry prontamente fechou o ovo. massageou os ouvidos.
  - Mas o quê...? - Simas falou olhando para Dino. Neville voltou para pegar mais umas tortinhas. Fred e Hermione voltaram à conversa sobre a cozinha de Hogwarts, ficou conversando com Ron por um bom tempo e depois com . Aos pouco as pessoas foram saindo, e subindo para o dormitório.
  - Boa noite, – Hermione falou subindo com Gina logo atrás. Só havia Ron, Neville e Harry sentados no sofá conversando e comendo o que restará.
  - Achou que vou subir também, você vem, Harry? - Ron perguntou a Harry. Neville já estava subindo junto com Ron. Ele olhou para que estava sentada no braço do sofá.
  - Daqui a pouco eu vou subir. – ele respondeu, e esperou eles sumirem do campo de visão. Ele se aproximou de , sentando no sofá novamente. – Você não vai dormir?
  Ela olhou para ele.
  - Agora não. – ela disse, com o olhar nas chamas da lareira. – Harry, eu basicamente previ o que ia acontecer.
  Ela falou finalmente. Ele olhou para ele.
  - Não acho que você deveria se preocupar às vezes isso acontece mesmo. Talvez, se você quiser, tente falar com o professor Moody. – Harry aconselhou. - Ele pode ser meio grosso, mas visões às vezes podem ser coisas ruins.
  Harry não havia ajudado muito e ele percebeu. foi se ajeitar no braço do sofá, mas ele cedeu e ela quase caiu em cima de Harry.
  - Você tá bem? - ele falou entre risos. Ela disse que sim e bateu nele com uma almofada. – Ai!
  Ela riu da reação dele. Eles ficaram conversando por horas a fio, sem perceber que tudo estava prestes a mudar.

Capítulo 13

  - Como é mesmo que faz, Hermione? – Ron perguntou segurando a galinha que estava em suas mãos. A garota revirou os olhos para Ron. – Por favor
  - Senhor Weasley, por favor, guarde a sua galinha na gaiola. – A Professora Mcgonagall falou enquanto voltava para sua mesa. – Tenho um recado importante para dar-lhe a vocês.
   estava fechando a sua gaiola, um porquinho da índia estava sentado atentamente olhando para a garota. Ela voltou-se para sua mesa, ao de Harry.
  - O Baile de Inverno se aproxima, é uma tradição do torneio Tribruxo, onde todas as escolas possam interagir entre si com harmonia. Porém, apenas os alunos do quarto ano em diante podem participar, mas se quiserem convidar alunos mais novos não tem problema.
  - Baile? Sério isso? – resmungou para o Harry. A Professora Mcgonagall limpou a garganta.
  - Tem algo para acrescentar, ? – balançou a cabeça rapidamente. – Continuando... O traje deverá ser a rigor.
  Puderam se ouvir alguns suspiros de meninas e alguns resmungos graves ecoarem pela sala. O sino finalmente tocou e os alunos começaram a sair da sala. saiu da sala e se encontrou com .
  - Você ouviu falar desse tal Baile de inverno? – perguntou à . Elas sentaram no muro baixo do pátio interno.
  - Claro que já. Estou esperando o Cedrico me convidar. – falou confiante. Hermione aproximou-se das garotas. – E você, Hermione, com quem você vai?
  - Eu realmente não me importo. – Ela falou olhando para os lados. Ela parecia ter visto algo mais importante e saiu andando. – Vejo vocês mais tarde.
  - Hermione! – gritou pela amiga. Ela recostou no muro novamente. – Só nos resta esperar.
   sentiu um mão pesada bater no ombro dela.
  “A sala era repleta de espelhos, e no reflexo um homem magro estava em constante dor. Ele se contorcia, e cada grito uma parte do corpo do homem mudava. Uma parte mais gorda, um cicatriz, o pouco cabelo na cabeça...”
   balançou a cabeça repetidamente, a dor era imensa. A luz do sol agora a atrapalhava de abrir os olhos
  - . Minha sala, às 19h. – Professor Moody a olhou rapidamente e saiu. Nem deu tempo de falar alguma coisa, ela apenas balançou a cabeça.
  - Essas aulas com o Prof. Moody estão te ajudando em alguma coisa? – olhou para e viu que a garota não estava bem. – Vou te levar para a enfermaria.

  E de novo, estava na cama da enfermaria. A dor estava quase impossível. Foi como se ela tivesse visto pela brecha de uma porta que em hipótese alguma ela deveria ver.
  Ás 19h, a garota já estava fora da enfermaria e aparentemente bem. E subindo para a torre onde Professor Moody estava. A luz da lua era fraca e as velas não ajudavam muito a ver o caminho. bateu na porta da sala do professor.
  - Prof. Moody? – o chamou. Ele abriu a porta com dificuldade e deixou a garota entrar. – Boa noite.
   se lembrou da visão que ela teve algumas horas antes. Isso fez ela se distrair um pouco.
  - O feitiço cabeça de bolha é muito importante por qu... – Moody parou de repente. – Menina, você está prestando atenção?
   balançou a cabeça dizendo que sim. Ela só conseguiu prestar atenção em um feitiço, enquanto o professor lhe explicava algumas coisas, tentava investigar com o olhos o professor. Algo parecia totalmente fora de órbita agora.

  Os dias se passaram, e a excitação dos alunos pelo o baile de inverno aumentará a cada dia. Todos parecia já ter seus pares e prontos para dançar.
  - Eu não sei nem com que vestido vou, imagina com quem. – colocou na boca uma colherada de cereal. até tinha uma pista de com quem ela queria, mas ela sabia que ele já tinha alguém em mente. – Até o Ron já tem seu próprio vestido!
  Ele virou para a garota, lentamente.
  - Não podia ficar pior, do que já tava. – Ron falou jogando uma torrada na cara de . Ela soltou uma risada. – Vocês só andam em bando, como vamos convidar alguma menina para o baile?!
  Ron constatou meio triste.
  - A questão não é essa, Weasley. Ninguém iria querer ir com você. – falou com desdém. Ron deu uma risadinha sarcástica. - E eu acho bom vocês se apressarem, porque as garotas legais já tem pares.
  Harry apenas observava a conversa.
  - Que tipo de critério é esse, ? – indagou rindo. – Tanto faz, eu tenho que voltar ao dormitório.
  - Eu vou pegar carona com você, preciso ir ao pombal. – Harry falou levantando da mesa.
  Os dois andavam lado a lado, tendo algumas poucas conversas.
  - Então, alguém te convidou, ? – perguntou Potter olhando para os lados. Ela balançou a cabeça negativamente.
  - E você, já convidou alguém? Faltam dois dias para o baile! - Ela perguntou, chegando à porta do salão comunal.
  - Não, eu vou convidar hoje. – O coração de pareceu se despedaçar um pouquinho. – Bom, vou indo. Vejo-te mais tarde?
  - Claro. – respondeu e entrou para o salão. Ela subiu as escadas para o dormitório, chegando na sua cama, ela viu uma caixa grande em cima da cama. A garota olhou para os lados e sentou-se na beira da cama. Abrindo a caixa um bilhete apareceu:
  “Queria que você pudesse entender e me perdoar. O vestido é o mínimo que posso lhe oferecer. Boas festas. Beijos, Ashley.”
   olhou em choque para o vestido azul, que estava dobrado na sua frente. Ela queria muito agradecer sua mãe, mas seu orgulho não deixaria tão cedo. O vestido era lindo, tomara que caia, com algumas perolas costuradas ao redor do busto. Incrivelmente perfeito. tinha vestido, mas e o par onde é que estava?
   ouviu a porta do dormitório abrir, e entrar meio anestesiada. olhou para amiga sem saber o que estava acontecendo. andou até a cama de que nem um robô e sentou-se na beirada.
  - ? – olhou para amiga. olhou para ela.
  - Fui chamada para o baile. – depois de alguns segundos ela falou, aliviada. sorriu.
  - Foi o Cedrico, né? – perguntou, ficando feliz.
  - Se fosse o Cedrico, você acha que eu estaria assim?! Foi o Fred, , o Fred! – Ela colocou as mãos no rosto. – E a pior parte, foi que eu aceitei.
   colocou a mão direita na boca.
  - Achei que não gostasse dele – realmente achava que ela não gostava dele, mas sabia que o Fred gostava.
  - Ah... Eu não gosto... – Estava na cara que mentia e acabará de descobrir. – Esse vestido? De quem?
  - Minha mãe me deu... – falou sentando no lugar oposto em que estava.
  - Uau. Ele é realmente bonito. Você acha que Harry vai te chamar? - engoliu em seco quando ela ouviu a pergunta. viu a reação da amiga. – É obvio que ele gosta de você. Apesar de que eu o vi no pombal conversando com o Cho hoje.
  - O quê?! - falou sem pensar. Cho?! Essa Cho andava olhando para Harry muito por esses dias! – Quer dizer, nada haver. Ele não gosta de mim
  - Se você diz... – ela falou dando de ombros. – Preciso ir! Te vejo mais tarde!

   estava caminhando para se encontrar com seus amigos no pátio interno do castelo, ela estava distraída pensando em sua mãe, em Harry e Cho Chang, no seu pai e nos deveres que ela ainda tinha que fazer. Seus pensamentos foram quebrados quando ela ouviu um ‘psiu’, ela deu uma parada e olhou para os lados, mas não viu ninguém e então continuou. Até que ela foi puxada para trás de uma parede bem escondida nos corredores.
  - Mas que...?! – A garota tomou um baita susto, e quando virou pra ver quem era, tomou mais um susto ainda. – O que você acha que está fazendo?
  A voz de Malfoy, ecoou nos seus ouvidos, como sussurro.
  - Você quer ir ao baile comigo? – A garota estava em choque. Malfoy? Pedindo para ela ir ao baile como ele? Será que isso era uma pesadelo de ? – Eu juro que vou me comportar.
  - Han... – Ela não sabia o que dizer. Harry veio na mente dela, ele já estava indo com a Cho provavelmente, por que ela não poderia com o Draco? Ele estava até mais simpático.
  - Ah, quer saber esquece, – Malfoy saiu andando. Ela saiu andando atrás.
  - Malfoy. Espera. – Ele parou e olhou pra ele. – Eu vou com você, mas se você fizer alguma gracinha, eu nunca mais falo com você.
  - Como se eu precisasse... – ele ia falando algo, mas jogou um olhar reprovando-o. E então ele saiu andando, sem falar nada. ficou sem jeito e tentou seguir o seu caminho de volta.

  Todos estavam no salão principal, fazendo seus deveres, lendo ou estudando. O silêncio predominava fortemente, apenas sons de lápis e folhas passando. E sem descartar o professor Snape que estava supervisionando o horário de estudos. viu uma bolinha de papel voando na direção dos meninos, ela franziu a testa e tentou ler o que estava escrito, mas Snape parou bem do lado dela. Ela não falou nada e voltou sem graça para seus estudos.
  - Hermione, você é uma garota – Ron falou entre sussurros.
  - Bem observado, Ron Weasley. – A amiga de falou sem tirar os olhos do livro.
  - Você poderia ir com um de nós. – Ele falou com desdém. Ela começou a juntar os papéis na mesa.
  - Acredite ou não, alguém já me convidou para o baile. – Ela fechou o livro com força e saiu pelas grandes portas do salão. Ron ficou com cara de quem não havia entendido, Harry parecia estar tentando avisá-lo de algo. Quando Snape empurrou a cabeça de Harry e Ron para baixou.
  - Ai – soltou sem querer, mas logo voltou a encarar os livros.
  - E você, ? Podia ir com um de nós dois. – ele falou meio que se escondendo.
  - Alguém já me convidou... – podia jurar que Potter tinha desaparecido de tão branco que ele ficou. – Desculpe.
  - Uau! – Ron exclamou. – Está cada vez mais difícil. E a ?
  - Você realmente vai perguntar sobre todas as meninas do castelo? – debochou Fred. Ron suspirou e voltou a escrever no caderno.

Capítulo 14

  O tempo parecia ter esfriado mais ainda esses dias, os casacões já estavam sendo retirados dos armários e os cachecóis estavam sendo enrolados nos pescoços. O natal estava se aproximando e consequentemente o temido baile. Ron estava no pé de Hermione para que ela falasse com quem ela iria, mas lá pestanejava para a pergunta. Ele estava tão curioso que mal se aguentava:
  - Qual problema de ela falar ein, Harry? – Ron cruzou os braços e se encostou perto da lareira. olhou para Ron balançando a cabeça e Harry sentou-se no sofá. – Não venham me dizer que vocês estão curiosos?!
  - Você me parece um pouco interessado demais, Ron... – falou meio desconfiada.
  - O quê?! – Ele fica rapidamente desconfortável com a pergunta e começou a fazer caras e poucas, negando a indagação feita por . – É só que, ela tá fazendo muito mistério. Acho que ninguém nem convidou ela...
  De repente Hermione interrompe um breve silêncio e o ar fica desconfortável.
  - Se alguém me convidou ou não, isso não é da sua conta. Mas sim, Ron, alguém me convidou. Não estou mentindo. E você será o último a saber. – Ela saiu subindo a escada brava e eles puderam o ouvir a porta do dormitório bater.
  Todos se olharam meio surpresos.
  - Ron, esquece esse assunto e vai procurar um par para você, que tal? – Sugeriu . Ele a olhou não acreditando no que estava ouvindo. – Que foi?
  - Até você, . – Ele saiu do dormitório, sem falar mais nada. e Harry ficaram confusos e decidiram conversar sobre outras coisas.
  Harry e estavam conversando faz um tempo quando entrou no salão comunal.
  - Aaah, finalmente o trimestre acabou! – ela largou-se no sofá entre e Potter.
  - Para você... Ainda tenho aulas extras e duas pilhas de tarefas de casas. – resmungou .
   deu de ombros e virou a cabeça para o lado, foi quando ela viu Fred que acabará de aparecer. Ela fechou a cara.
  - Oi, cabeça de fogo. – ela falou como se não se importasse com ele. Fred começou a gargalhar.
  - Ora, ora se não é a menina mais chata da Grifinória. – Fred retrucou e revirou os olhos.
   observava a situação enquanto ria com as palhaças dos dois.
  - ? Aula de voo, vamos? – Harry olhou do relógio para a garota. Ela se levantou e pegou o casaco em cima do braço da cadeira. Os dois saíram do salão e seguiram para perto do campo de quadribol. – Você até que está aprendendo rápido. Podíamos fazer uma partida de pegar o pomo de ouro. Que tal?
   sorriu de lado para ele.
  - Desafio a aceito. E quem chegar por último no campo de quadribol vai ser o dever de poção do outro. – correu na frente de Harry e foi quando ele percebeu que ele deveria correr também. Eles estavam chegando perto do campo já e estava na frente. Harry deu uma corridinha mais rápida perto do final, mas, mesmo assim, não conseguiu alcança-la.
  - Okay, você pode ser até mais rápido no chão – ele falou tentando pegar o máximo de ar que conseguia. –, mas vamos ver quem vai ser mais rápido no ar.
   podia ver claramente que Harry era natural na vassoura, ele simplesmente voava como pluma. Ela ainda desequilibrava um pouco durante o voo. Ela estava parada no ar, tentando localizar o pomo de ouro, mas ela não viu nada. Foi quando Harry cortou o ar perto dela e ela quase caiu da vassoura. Ela franziu a testa e voo o mais rápido possível atrás do pomo, Harry estava um pouco na frente dela, eles passaram pelas arquibancadas e por algumas árvores perto do campo. Até que Harry finalmente pegou o pomo de ouro. Ele voltou alguns metros para encontrar .
  - Ok. Você sabe que roubou, né. – falou sobrevoando o meio do campo. Ele riu. – Quase cai da vassoura quando você passou por mim!
  Ele deu uma gargalhada e eles desceram até tocarem os pés no chão.
  - Bom voo, . Na próxima eu deixo você ganhar. – ele riu e ela deu um tapinha no braço dele.
  “ – . – ela ouviu seu nome no ar. – Venha comigo.”
  - ? ! – ela ouviu Harry chamar ela. – Você não vem?
  Ela balançou a cabeça meio confusa e sorriu. Mas o seu nome ainda ecoava nos seus ouvidos.

  Harry e entraram no salão comunal e viram Ron vermelho igual um pimentão. correu até ele. Gina estava com a mão no ombro dele, ela olhou para e ela parou bem na hora que ela ia encosta no outro ombro dele.
  - O que aconteceu? – Harry perguntou, meio assustado.
  - Ele convidou a Fleur para o baile, aos gritos. – Gina respondeu Harry, enquanto olhava para Ron. – Foi meio horrível de se ver.
  - E ela aceitou? - perguntou meio espantada. Todos olharam para ela, sem acreditar que ela realmente perguntou isso. - Aceitou?
  - Não... – Ron falou com a mão na cara.

  As horas se passaram e a hora do jantar estava quase chegando.
  - Uau. – falou entrando na frente de para ver melhor o salão principal. Bolas gigantes de natal estavam flutuando no teto junto com as velas, guirlandas e muitos enfeites faziam do salão principal absolutamente mágico. – Que lindo.
  - Caramba, só falta nevar! – exclamou. Foi quando ela olhou para as janelas, e floquinhos de neve caiam do céu em montes. Todos olharam para , perplexos e depois nem ligaram. Eles se sentaram no lugar usual que sempre sentavam. Simas, Dino e Neville estavam sentados junto deles nessa noite. estava ao lado de . Todos estavam conversando sobre o que iriam fazer nas férias.
  - Sabe de uma coisa, a única pessoa aqui que ainda não falou com quem vai, tirando a Hermione, é a . – falou virando a cabeça para . Ela estava comendo uma torrada e acabou se engasgando com ela. – Calma, calma.
  - Atenção, por favor. – Dumbledore apareceu perto da mesa dos professores. olhou para .
  - Salva pelo gongo. – suspirou forte e voltou o seu olhar para Dumbledore.

  Todos estavam retornando as suas respectivas casas. estava um pouco atrás conversando com , quando ela viu em um canto das pilastras um cabelo dourado brilhar na luz de velas dos castelos.
  - Ah, , preciso conversar com o Prof.Moody. Se importa de eu te encontrar no salão comunal? – parou e disse a .
  - Ok então. Te vejo mais tarde. – Ela correu um pouquinho para alcançar o grupo que já estava virando a esquina do corredor. virou-se para o canto da pilastra onde ela viu Malfoy. Ela olhou para os lados antes de seguir em frente.
  - O que você está fazendo aqui? – falou virando-se para se esconder da luz e olhos curiosos.
  - Estava te procurando, . – Malfoy falou cruzando os braços.
  - Ok. Você me encontrou, o que quer? – falou rispidamente.
  - Amanhã. Encontramo-nos às 08h00min aqui. – Ele falou mandatoriamente. Ela olhou para ele com uma sobrancelha levantada. E depois balançou a cabeça. – O quê?
  - Sempre dando ordens. Sem gracinhas amanhã. – Ela falou e saiu, seguindo caminho para o dormitório da Grifinória.

Capítulo 15

   acordou com branco da neve refletindo no seu rosto. O ar quente do aquecedor pousava na sua pele rosada e a fazia querer voltar para a cama.
  - Feliz natal, ! – deu-lhe um susto. se virou rapidamente e viu um pequeno pacote que segurava. – Isso é pra você!
   pegou o pacote e deu um abraço em .
  - Obrigada, ! - ela falou olhando para o pacote, mas logo entristeceu. – Eu não comprei nada pra você...
  - Então, me devolve! – ela brincou com . – Não tem problema, .
   saiu sorrindo. abriu o pacote e era uma pulseira que nem havia no pulso. Ela sorriu olhando o presente e guardou na mala. A garota estava fazendo seu caminho para o salão comunal.
  - Feliz natal, Mione! – desejou para Hermione que estava descendo junto com ela.
  - Feliz natal, . – ela sorriu.
  Elas se encontraram com os gêmeos, Ronny e Harry no salão comunal, eles foram curtir a manhã fora do castelo, depois de comer o café da manhã. A neve cobria o castelo e o frio passava pelos cabelos de .
  - ! Segura isso pra mim? – Harry gritou perto de um montinho de neve. A garota que olhou desavisada, levou uma bola de neve bem na cara. Ela começou a rir e preparou uma bola maior que a atingiu e jogou bem no estomago de Harry.
  - Aiii! – Ele gritou de dor.
  - Você atacou meu amigo, ? – Ron gritou perto de Harry. – Irei te vingar, Harry.
  Ron falou que nem um verdadeiro Viking. Não deu muito tempo para que quase todas as casas estivessem envolvidas na guerra de neve.

  - Chega por hoje – disse , sentando no banco cheio de neve. Ela estava sorrindo de bochecha a bochecha. Harry sentou do lado dela. – E ai.
  Ele estava ofegante e dando gargalhadas.
  - Respira, Harry! Respira! – Ela brincou com ele.
  - , posso te fazer uma pergunta? – Harry perguntou.
   interrompeu antes de responder.
  - Vocês não vão almoçar? – ela perguntou puxando . olhou de lado para Harry, um sorrisinho de lado parecia se formar no rosto da garota.
  - Claro. – Ele respondeu. olhou pra ele com olhar de desculpas. Tortas de todos os sabores, perus, doces e várias bebidas natalinas. A mesa da Grifinória não estava tão cheia e a maioria dos estudantes pareciam estar aproveitando o dia de neve. A coruja de acabara de pousar um carta em cima do seu prato recém comido, se ela tivesse chegado alguns segundos antes a carta estaria simplesmente suja. olhou para carta e viu que não havia remente, apenas o seu nome em letras cursivas.

  

Esta estação do ano podes vê-la
em mim: folhas caindo ou já caídas;
ramos que o frémito do frio gela;
árvore em ruína, aves despedidas.
E podes ver em mim, crepuscular,
o dia que se extingue sobre o poente,
com a noite sem astros a anunciar
o repouso da morte, gradualmente.
Ou podes ver o lume extraordinário,
morrendo do que vive: a claridade,
deitado sobre o leito mortuário
que é a cinza da sua mocidade.
Eis o que torna o teu amor mais forte:
amar quem está tão próximo da morte.

- Shakespeare

  Feliz natal

   poderia pensar um milhões de jeito de deixar ela triste; brigar com a mãe, com os amigos, nota baixa... mas a sensação de que algo ruim iria acontecer foi tão instantânea que ao abrir o envelope; a necessidade de ler a carta já era nula. O frio parecia mais frio, o branco da neve deixava seus olhos pálidos e sem cor, até a luz do sol que entrava pelo teto que batia na sua pele parecia queimar. simplesmente levantou-se na mesa da Grifinória, a fome tinha passado, mas aquela sensação não. Ela ouviu gritos de seus amigos chamando-a, mas ninguém teve coragem de segui-la. A garota vagou pelos corredores do castelo, sem saber aonde ir, até que por fim parou para ficar em um cantinho perto da escadaria. A carta ainda estava presa em suas mãos, seu olho não ia para nenhum a lugar a não ser o chão a sua frente. O que ela viu, o que ouviu, o que ela sentiu não tinha volta. A morte de alguém estaria próxima e não seria de qualquer um.
  - . – a quebra de pensamento fez ela retornar a superfície.
  - Malfoy. – ela olhou-o rapidamente. Ele encarou-a.
  - Não sabia que você se escondia embaixo de escadas. – ele deu uma risadinha impiedosa. não riu e não expressou nenhuma reação. – Já te disseram que você é extremamente assustadora?
  Ela olhou pra ele e balançou a cabeça.
  - E alguém já te disse que você é irritante? Ah não, espera. Todo mundo já sabe que você é. – retrucou a garota, que agora estava sentada encostada na parede. Ele sorriu. – Você está sorrindo demais. Tá doente?
  - Até que você é engraçada, . – ele saiu andando sem falar mais nada. deu uma leve bufada enquanto e ele ia embora.

  As horas foram se passando, e finalmente já havia recobrado seu estado “normal”. Ninguém ousaria perguntar o que tinha acontecido, todos que estavam na mesa sentiram que algo estava errado.
  - , faltam exatamente duas horas para o baile e a vossa senhoria nem se quer tomou banho. – falou fazendo um penteado no cabelo. estava deitada na cama, com o vestido por cima dela e talvez ela tenha dado um ou dois cochilos assim. andou até ela e puxou o vestido e junto. – Acorda, menina! Vai tomar banho, porque não quero amiga feia no baile.
  Gina estava passando por entre as meninas naquele momento.
  - Como se ela pudesse ficar bonita... – Gina falou como se não tivesse falado nada demais.
  - Olha aqui, pedaço de cenoura... – começou a levantar a voz, mas logo colocou a mão na boca da amiga.
  - Olha só, eu tô indo tomar banho. – falou puxando a toalha. - Viu?
  - Acho bom! – gritou já perto da cama dela.
  Quando saiu do banheiro vestindo um lindo vestido azul, a maioria das meninas já estavam com seus pares. E quem restava no quarto era apenas Hermione.
  - Uau! – Mione virou quando ouviu passos se aproximando. – Você está incrível, !
  - Obrigada. – Mione está incrível também. O que a fez imaginar com quem ela iria ao baile. – Você está tão bonita, Mione! Queria saber quem seria o sortudo em te levar.
  Mione apenas deu uma piscadela para .

  - Vocês viram Hermione? – Rony olhava para os lados a procura da amiga. Harry estava de braços dados com Parvati, do lado de fora da gruta de gelo.
  - Campeões, me seguiam, por favor! - A professora Mcgonagall estava na porta da gruta. – Venham, sr. Potter e srta. Parvati.
  Harry estava prestes a virar, quando viu Hermione chegar acompanhada de Krum. Ela estava linda com seu vestido rosa e um coque na nuca e Krum com seu casaco vermelho sangue, parecia um lorde.
  - Mione? – Ron chamou o nome da amiga, boquiaberto.

   estava tentando caminhar pelo longo caminho com seu salto alto. Ela estava chegando perto do ponto de encontro que Malfoy tinha combinando e, de repente, ela se sentiu nervosa. Talvez não pelo fato de estar acompanhado do cara mais chato da escola, mas sim o que Harry iria achar. Ficaria com ciúmes? Será que ele iria parar de falar com ela? Foi quando ela menos esperava que ela tinha chegado. Seus olhos rapidamente se encontram com os de Malfoy e todos os pensamentos sobre Harry desapareceram. Ela não sabia como não tinha percebido antes, mas Malfoy era realmente bonito. Seu traje à rigor, era com um paletó de veludo, uma gravata borboleta e uma calça preta, sapatos também pretos. O cabelo loiro parecia desarrumado, o que caiu bem nele.
  Eles ficaram se encarando por alguns minutos.
  - Han... Você... - ele estava guaguejando. achou fofinho. - Está linda.
  - E você não está nada mal. – falou sorrindo. Ele se posicionou ao lado dela, dando o braço. – Espero que você não me faça cair.
  - Na verdade, quem vai cair aqui sou eu. – Malfoy dobrando um corredor perto da gruta. riu.
  - Você... está flertando comigo?
  - Cala a boca – ele disse bufando. segurou firme no braço dele. – E a proposito. Feliz natal.

  Hermione não foi a única que Harry viu. Há uns poucos metros deles, estava deslumbrante com o vento passando pelo seu vestido esvoaçante. Infelizmente, não foi só ela que ele viu, mas quem também a acompanhava. Draco Malfoy. Eles estavam chegando perto da gruta e por onde passavam todos olhavam de boquiabertos, talvez admirando como estava ou talvez com quem ela estava.
   sorriu parra Harry, mas ele não teve tempo de sorrir de volta. Parvati puxou ele para fazer a fila dos campeões. e Malfoy entraram na gruta para ver o dança, e os olhos pousados no casal eram tantos, que queria cavar um buraco na terra, mas Malfoy parecia estar se divertido.
  - Você gosta de uma atenção, né, loirinho? – disse quando eles pararam na primeira fileira. Ele a olhou.
  - É porque você não me viu na pista de dança. – ele disse fazendo uma dancinha bem ridícula. segurou o riso.
  Os campeões entraram um a um com seus respectivos pares. Uma onda de aplausos surgiu. viu de longe como olhava para o Cedrico e depois seus olhos se encontraram, sorriu e deu uma piscadela. viu Harry passar bem na frente dela, ele a olhou e ela pode ver como ele estava bonito, com seu cabelo arrumadinho e seus óculos redondos. Quando o garoto passou, Malfoy entrelaçou as mãos na de . Ela olhou para as mãos dos dois e olhou para ele. Malfoy deu um sorriso que parecia verdadeiro. A maioria dos campeões pareciam não saber dançar, a não ser Krum que estava um excelente dançarino. Harry parecia um desastre, não sabia nem onde estavam seus pés, Parvati apenas sorria. Cedrico estava ótimo com Cho e Fleur girava muito. Dumbledore e a Prof. Mcgonagall se juntaram aos campeões e aos poucos as pessoas foram começando a dançar.
  - E ai, você quer ver meus passos de dança? – Malfoy puxou a mão de .
  - Depende, você vai pisar nos meus pés? – ela perguntou se posicionando em forma de valsa. Ele riu.
  - Só me acompanhe.
   não sabia que iria se tanto divertir dançando com Malfoy. Apesar de ele não ter pisado nos pés dela, ela pisou nos deles. E toda vez ele fazia uma cara engraçada.
  - Para de fazer essas caras. – disse rindo, e quase tropeçando. – Vai parecer que eu tô te batendo.
  - Não tenho culpa se você é uma péssima dançarina – olhou pra ele indignada – Ai.
   pisou de proposito nos pés dele.
  - Okay, okay. Meus pés precisam de um descanso! – ele falou tocando no tornozelo. Vou pegar bebidas, te encontro lá fora. Malfoy foi saindo e viu Rony e Padma sentados numa mesa junto com Harry e Parvati.
  - Se divertindo, meninos? – ela falou quando chegou na mesa.
  - Não tanto quanto você – Harry falou olhando pra ela. diminuiu o sorriso. – Mione.
   virou para trás, ela parecia feliz.
  - ! Malfoy? – ela perguntou meio exaltada. sorriu e levantou as mãos. Ela deu uma olhada para Harry e ele olhou pra ele de canto de olho. – Que animação nessa mesa.
  Ironizou Mione.
  - Seu par tá te olhando, Hermione, porque acho que é a única língua que ele conhece. – Ron falou cruzando os braços. Ela fechou a cara e voltou para Krum.
  - Uau, Ron. – falou.
  - Seu par deve estar te esperando também, . - Harry falou sem olhar pra ela.
  - Bem lembrado, Harry. Até mais – Ela retrucou como se não tivesse atingindo-a, mas atingiu. E sinceramente, ela não iria deixar nada abalar a melhor da noite da vida dela. Ou seria a pior?
   encontrou Malfoy fora do salão e ele entregou a bebida para a garota.
  - O Potter tá meio desanimadinho, será porque a Parvati largou ele? – Malfoy deu uma risadinha. deu uma ultima olhada para trás na esperança de uma chance, mas nada aconteceu. Ela puxou Draco pela mão e eles foram sentar nos jardins.
  - Até que você não é tão ruim assim, loirinho – disse colocando o copo de lado. Ele riu e olhou para ela.
  - Às vezes a maldade está nos olhos de quem ver – Malfoy disse bem convencido. soltou uma gargalhada. – O quê?! Mas é verdade!
   balançou a cabeça e repouso sua mão na de Malfoy, e ele segurou-a. Foi quando ela olhou para o lado e viu Harry e Rony passando, Potter olhou para ela e ela olhou para ele. rapidamente tirou a mão da de Malfoy, e puxo um assunto qualquer.
  - Eu vou ao banheiro, okay? – Draco anunciou e deu um beijo nas costas da mão de . Ela sorriu. Ele se afastou fazendo alguma gracinha para Harry e Rony que passavam por ali. Ela acenou para os garotos, só Rony acenou de volta.
  - Que par você arrumou ein, . – Rony comentou enquanto sentava ao lado dela, e Harry ficava em pé. Ela levantou os ombros.
  - Bom, ele foi o único que me chamou, então resolvi dar uma chance. – Ela disse balançando a cabeça. Harry virou bruscamente para e parecia que iria falar algo, queria que ele falasse algo. – Até que ele não é tão mal assim... Eu acho.
  - Diga por si mesma, . – Rony riu. – Vamos, Harry?
  Harry balançou a cabeça que sim e seguiu Rony, deixando para trás. Ela ficou esperando uns 30 minutos esperando o Malfoy e nada dele chegar. Ela estava começando a ficar preocupada. Harry chegou correndo atrás dela e pegou na mão dela, ela não sabia o que estava começando.

  “Havia água por todos os lados, plantas aquáticas e um profundo aterrorizante. Sr.Crouch parecia flutuando bem acima de sua cabeça, a vida em seus olhos não estavam mais lá, ela olhou para lado e viu Cedrico sem vida preso as algas.
  - . – um sussurro veio de baixo dos pés. Um medo surgiu por todo o seu corpo, era Harry sendo carregado pelas criaturas para o escuro do lago. Ela tentou ir atrás, mas seu folego não aguentou, até que uma figura masculina apareceu ao seu redor.
  - Senti sua falta, pequena. – o homem disse. – Seu futuro está nas mãos do Lorde, e ele quem vai lhe guia-la, guia-la para fora desse pesadelo.
  Um turbilhão de bolhas apareceu e escureceu todo sua visão, levando para um cemitério, onde se encontrava três covas recém-cavadas e uma ainda vazia, com uma lápide, escrita: Black . Ela sentiu um empurrão nas costas e cova parecia não mais vazia.”

  - ! – Harry gritou enquanto ela levitou e uma mecha grande do seu cabelo ficou branca, seus olhos estavam vazios. As pessoas pareciam não ter percebido o acontecimento. – ...
  Foi quando a garota caiu, mas só não bateu a cabeça no chão porque Harry a segurou. Porém, dessa vez, invés de desmaiar ela estava acordada. E de certa forma, tinha algo diferente no olhar dela.
  - ? – Harry chamou-a. Ela olhou para ele enquanto se levantava, e tudo que ela viu os olhos amedrontados de Harry da visão. Tudo estava prestes a mudar... Foi então, que ela chegou perto de Potter, olhando bem no fundo dos olhos dele e dando-lhe um beijo que nenhum dos dois iria esquecer. – ...
  Ela olhou para ele sorrindo.
  - O Malfoy está na enfermaria e parece ser grave. – ele disse com peso nos olhos. Rapidamente seu sorriso falhou e talvez tenha entendido para quem é era quinta cova na visão.

Continua...



Comentários da autora


Pensamentos finais sobre esses capítulos? Vejo vocês depois! Beijos.

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