The Smell Of Death

Escrito por Angel - Siga a autora no Twitter
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Parte do Projeto Sorteio Surpresa - 9ª Temporada // Tema: Cemitério

Era sexta-feira, dezenove de setembro, e eu estava prestes a me arrumar para ir ao cinema com minha melhor amiga, . Tínhamos combinado isso há cerca de um mês, e tudo que eu queria era sair de casa. Eu tinha cronometrado tudo perfeitamente para que eu não precisasse ir com minha família ao cemitério. Hoje fazia exatamente um ano que meu irmão, Ioan, havia morrido em um acidente de carro quando voltava de uma festa em Huntington Beach. Ioan amava as praias de Huntington Beach, por isso ele e seus amigos iam quase todo fim de semana para lá. Eu desconfiava que ele tivesse alguma namorada secreta na cidade, mas esse era um segredo que havia morrido com ele. E em um desses fins de semana sua vida chegou ao fim. A causa do acidente fora alta velocidade, mas ninguém sabia ao certo o porquê de Ioan estar dirigindo em alta velocidade naquele dia. Ele costumava ser muito cauteloso e cuidadoso quando dirigia. Essa era até uma das muitas condições de meus pais deixarem-no ir para Huntington Beach aos fins de semana. Ioan estava apenas com seu melhor amigo, Logan, naquele fatídico dia, e nem mesmo ele poderia dizer o que aconteceu, já que ele estava em coma desde então. O acidente havia sido gravíssimo, e eu ainda não entendia como Logan não havia morrido também, embora o estado dele não seja muito diferente da morte. Eu amava Ioan mais do que tudo, ele era a pessoa mais importante para mim. Nem mesmo meus pais tinham tanta importância quanto ele. Era ele quem cuidava de mim e me protegia, era ele quem estava ao meu lado quando ninguém mais parecia estar. Não consigo nem expressar o tamanho da minha dor por tê-lo perdido. Era por isso que eu evitava ir ao cemitério, até mesmo hoje, no aniversário de sua morte. Eu não suportaria ir até lá e relembrar aquele dia. O dia que desejei ter morrido no lugar dele, ou então junto com ele. Nunca me perdoei por não ter dito a ele o quanto eu o amava e o quanto ele era importante para mim. Eu pensava nele todos os dias, e queria poder voltar no tempo e trazê-lo de volta. Mudar aquele dia e nunca deixar que ele fosse para aquela maldita festa. Mas como eu não podia, eu tinha que conviver com a dor. Dor esta que não queria enfrentar, não hoje. Não queria que o buraco em meu peito fosse aberto novamente quando ele nem sequer havia fechado direito. Por isso decidi sair com . Meus pais não gostaram nada da minha decisão, mas eles sabiam o quanto aquilo custava a mim, e não falaram nada e nem me impediram.
Assim que saí do banho e estava escolhendo com que roupa iria, meu celular tocou. Não gostei nada quando vi que quem me ligava era . Havia acontecido alguma coisa, e eu esperava fervorosamente que esse problema não fosse o cancelamento da nossa ida ao cinema.
— Alô? — Atendi, com as mãos tremendo pelo que eu sabia estar prestes a ouvir.
— Oi, . Sinto muito, mas não vou poder sair com você.
— Acho que eu já sabia disso. — Suspirei. — Posso ao menos saber o porquê?
— Claro. Meus pais decidiram ir para Beverly Hill, e como eles vão passar a noite lá, eu terei que ir também. Sinto muito mesmo, mas se eu não for, eles vão me deixar de castigo. Quer dizer, primeiro eles irão dar um jeito de me arrastar até lá, e me deixarão de castigo quando voltarmos. Aí nós não poderemos sair, tipo, nunca mais. Então...
— Tudo bem, , eu entendi. — Eu ri do drama exagerado de minha fiel escudeira.
— Lamento muito por abandoná-la justo hoje, sei que é um dia difícil.
— Tudo bem. Você passou a maior parte do dia comigo, isso já significa muito para mim. Não se preocupe, eu vou achar outra coisa para fazer.
— Você pode sair com a Mia e a Isobel. Eu soube que elas estão com planos de ir a um pub hoje.
— Okay, vou falar com elas.
— Certo.
— Tchau. Aproveite o passeio. — Eu ri e a ouvi bufar.
— Vou tentar. Divirta-se e se cuide. Qualquer coisa, me liga.
— Pode deixar. — E então ela desligou.
Nem parei muito tempo para pensar. Não queria ficar em casa, mas também não queria ir ao cemitério. Meus pais já haviam saído há cerca de uma hora, o que significava que provavelmente já estariam voltando.
Liguei para Mia e Isobel, minhas outras amigas do colégio, mas elas não iriam mais ao pub. Isobel estava doente e Mia não queria sair sem ela. Tudo estava saindo às mil maravilhas, pensei.
Liguei para Amber, mas ela havia saído com o namorado. Minha última esperança era Eve. Mas é claro que eu já deveria ter percebido que a sorte não estava ao meu lado hoje. É óbvio que a Eve também não estava disponível. Eu não sabia mais o que fazer, eu não tinha mais amigos para ligar, e duvidava que eu conseguisse sair com eles se houvesse, de fato, mais algum. O dia estava conspirando contra mim, estava claro.
Sem mais alternativas, decidi ir até o cemitério, afinal. Eu sabia que esse dia chegaria uma hora ou outra, e eu não poderia fugir para sempre. Pensei que Ioan gostaria que eu fosse vê-lo, então era isso que eu faria. Peguei a chave do carro e dirigi um pouco devagar demais pelas ruas de Los Angeles. Apesar de eu ter decidido visitar o túmulo de Ioan, isso não significava que eu não poderia adiar isso o máximo que eu pudesse. Resolvi passar em uma loja de flores e comprar orquídeas azuis, as preferidas de Ioan. Não que ele gostasse muito de flores, mas lembro-me de ele ter comentando o quanto orquídeas azuis eram lindas. Com as flores em mãos, me dirigi ao cemitério. Quando cheguei lá, me apressei em abrir os portões de ferro batido e com vários desenhos incrustados em suas grades. Ainda era de tarde, mas o clima no cemitério era sombrio e me dava calafrios. Pensei que não poderia ser diferente, já que era o lugar de descanso dos mortos.
Andei pelas fileiras de lápides em passos lentos e arrastados. A grama alta soprava ao sabor do vento e eu podia sentir o mesmo vento arrepiar minha pele. Minha nuca formigou com aquela sensação de estar sendo observada. Passei meus olhos pelo cemitério, vendo apenas fileiras e mais fileiras de lápides de mármore e alguns mausoléus. Pelo que eu podia perceber, não havia mais nenhuma outra alma viva naquele lugar. Mas eu não conseguia me livrar da sensação de que havia outro par de olhos me observando. Acelerei meus passos, chegando finalmente em frente à lápide de mármore branco de Ioan. Encarei o túmulo com lágrimas nos olhos. Mesmo olhando para a prova de que meu irmão não estava mais aqui, ainda assim era difícil acreditar que ele havia morrido. Eu não queria acreditar. Queria que o último ano tivesse sido apenas um pesadelo, e eu estava prestes a acordar. Pisquei para afastar as lágrimas, e olhei para a foto de Ioan. Eu lembrava-me perfeitamente do dia em que aquela foto fora tirada. Estávamos no parque comemorando o aniversário da minha mãe e Ioan estava tão feliz naquele dia, quase como se soubesse que tinha pouco tempo para viver e estava aproveitando cada momento para sorrir o quanto quisesse. Li o epitáfio em sua lápide, havia sido eu quem escolhera. Não achei que meus pais me levariam a sério, mas a frase que eu achei bonita –e que combinava com a situação–, estava incrustada no mármore branco, logo abaixo do nome dele. O fluxo de lágrimas aumentou ainda mais quando analisei aquelas palavras.

‘’A dor de tê-lo perdido não deve fazer-nos esquecer da alegria de tê-lo tido conosco e a esperança de reencontrá-lo.’’

Aquilo era demais, até mesmo para mim. Eu não podia mais continuar pensando naquelas palavras. Não podia mais lembrar-me daquele dia, não se quisesse continuar seguindo em frente. Agora eu tinha ainda mais certeza de que fora uma péssima ideia ir até ali, ainda mais sozinha. Sozinha. De repente já não tinha mais certeza se eu estava de fato sozinha. Tinha alguém me observando desde que entrara no cemitério, eu tinha certeza. Olhei novamente para todos os lados, mas só havia túmulos e mais túmulos zombando da minha cara. Além de estar sendo despedaçada pela dor esmagadora da perda do meu irmão, eu agora estava morrendo de medo. Não precisei pensar muito para decidir que era hora de ir embora, mesmo que fizesse apenas três minutos que eu estava ali. Deixei as orquídeas em frente à lápide de Ioan e, com um último olhar para a foto dele, dei as costas e acelerei meus passos para fora daquele lugar. Mas não consegui ir muito longe, apenas algumas fileiras depois, eu parei. Tinha mesmo alguém ali, parcialmente escondido atrás de um mausoléu, muito bonito, por sinal, se é que um mausoléu poderia ser considerado bonito. Eu não conseguia ver direito, mas era claramente uma pessoa.
— Nunca te disseram que uma garota tão bonita assim não deveria andar sozinha por um cemitério? — Uma voz ecoou pelo silêncio do cemitério, quase me fazendo desmaiar de susto.
Segui o som da voz e logo vi uma silhueta tomar a forma de um garoto. Ele saiu de trás do mausoléu, todo vestido de preto. Calça jeans preta, camiseta preta, jaqueta de couro preta e All Star preto. Encarei-o, ainda em choque pelo susto, e então suas feições tornaram-se familiares. Eu o conhecia. Era , um dos garotos mais lindos do colégio.
— O que você está fazendo aqui? — Perguntei.
— Gosto daqui.
— Gosta de cemitério? Que espécie de louco você é? — Eu estava incrédula, o que o fez rir.
— Eu apenas gosto. Afinal, todos nós viremos para cá em algum momento, não é? — Ele piscou.
— Sim, mas espero que demore. — Falei e esperei que ele assentisse, mas ele apenas deu de ombros. — Você é realmente estranho.
— É o que falam de mim no colégio. — Ele novamente deu de ombros, despreocupado. Então ele devia saber a fama que tinha. Quase todas as pessoas da escola o consideravam estranho, mas isso não o fazia ser menos lindo aos olhos das garotas. Ele sempre estava sozinho, parecia não ter nenhum amigo, e também não deixava ninguém se aproximar a ponto de fazer uma amizade. — Você acredita nisso também?
— Bom, você está sempre sozinho, e quando alguém tenta se aproximar, você dá um jeito de afastar as pessoas. Isso certamente é curioso. Mas você quer que eu pense o que sobre o fato de você gostar de cemitérios? — Ele riu de novo, e o som da sua risada era lindo. Poderia ouvir aquele som todos os dias da minha vida. Okay, agora eu estava sendo idiota. Está certo que sempre tive uma paixonite secreta por ele, mas isso não queria dizer que eu podia ser piegas.
— Eu não sei. Pense apenas que eu estou tentando me acostumar.
— Acostumar com o quê? Com o cemitério? — Perguntei e ele assentiu. — Eu nem vou perguntar o que você quis dizer com isso, não se eu quiser achar que, apesar de tudo, você é um cara normal. — Ele gargalhou e eu não pude evitar um sorriso.
— E você? Veio visitar seu irmão?
— C-Como você sabe?
— Eu passo muito tempo por aqui. Tenho certeza de que já decorei o nome de cada pessoa que está enterrada neste lugar. E sei também que essa é primeira vez que você vem aqui depois que seu irmão morreu.
— E eu vou querer saber como você sabe disso?
— Se quer saber ou não, vou dizer do mesmo jeito. — Ele piscou. — Eu venho aqui todos os dias.
— Sério?! — Ele assentiu. Eu estava perplexa. — Tudo bem, você é mesmo estranho. — Eu ri e ele me acompanhou.
— Mas no seu caso eu presto mais atenção, porque eu sou meio que obsecado por você. — Arqueei uma sobrancelha, confusa. — Eu gosto de você, então estou atento a tudo que acontece com você. Pelo menos nas partes em que posso ter conhecimento. — Ele se aproximou mais de mim e eu pude ver seu rosto mais de perto. Ele era ainda mais lindo do que eu pensava. Seus olhos eram tão verdes quanto às folhas de carvalho no verão. Seu cabelo loiro estava bagunçado, e eu não sabia se era por causa do vento ou se ele mesmo que havia desarrumado. Ele era ainda mais alto de perto, e, assim que passou por mim, pude sentir o cheiro maravilhoso do seu perfume. Ele se sentou em uma lápide e eu pude ver a tatuagem em suas costelas quando sua camiseta levantou. Fiquei encarando-o descaradamente, querendo ver mais pele dele descoberta.
— O que você está olhando? — Ele riu da cara de idiota que fiz. — Você me quer, não é?
— Não seja convencido. — Revirei os olhos. Era verdade, mas eu não iria confessar assim tão rápido.
— Não estou sendo convencido, estou apenas falando de um fato. Totalmente verdadeiro, por sinal. Esqueceu que eu sou obcecado por você? — Ele riu. — Eu também quero você. Sempre quis. Não temos mais motivos para perder tempo. — Ele me puxou para perto dele, que desceu da lápide e se pôs de pé bem em minha frente. Minha pulsação acelerou e tinha certeza de que ele percebera. Muito gentilmente, ele me empurrou contra a lápide, encostando seu corpo ao meu, na intenção de que eu não fugisse. Não que eu fosse fazer isso, é claro. Esperei tanto por esse dia que mal podia acreditar que isso estava mesmo acontecendo. Senti suas mãos segurarem minha cintura com força, era a deixa para eu levar minhas mãos até seus cabelos. Sem perder mais um minuto, ele selou nossos lábios. Seus lábios estavam um pouco frios, mas isso não impediu a magia do momento. O beijo dele era simplesmente incrível e valeu a pena em cada segundo.
Eu perdi a noção do tempo; tudo que eu pensava e via era . Eu só queria ficar ali com ele por toda a minha vida, mesmo que este lugar fosse um cemitério. Parávamos de nos beijar apenas para tomarmos fôlego, e eu bem que podia me acostumar a fazer isso todos os dias. estava certo, não podíamos mais perder tempo. Por fim, o dia escureceu e precisávamos voltar para casa.
— Não se preocupe, , amanhã continuamos com isso. Nos encontramos aqui de novo, okay? Vou ficar te esperando.
— Mas tem que ser aqui? — Perguntei e ele assentiu, com um sorriso travesso nos lábios. — Tudo bem. Nos vemos amanhã, . — Ele me beijou mais uma vez antes de desaparecer pelas ruas.
Depois daquele dia, e eu não nos desgrudamos mais. Nos encontrávamos todos os dias no cemitério, que se tornou nosso lugar. Aprendi a gostar de lá também, por mais estranho que isso soasse. Passei a gostar de lá, por ser um lugar meu e de . Ficávamos juntos na escola também, o que certamente gerou ainda mais fama de estranho para ele. Mas não parecia se importar, e eu certamente também não. Às vezes eu me assustava um pouco com a intensidade do nosso envolvimento. Foi tudo tão rápido, mas eu não podia estar mais feliz. E nem ele. Só que às vezes eu via uma tristeza em seus olhos, e ele nunca me dizia o motivo. Assim como às vezes seu beijo tornava-se desesperado de tal forma que chegava a me assustar. Estávamos apaixonados, era óbvio, e, apesar de tudo ter acontecido tão rápido, eu sabia que seria para sempre. não cansava de me dizer o quanto me amava e que jamais me esqueceria. E o mesmo valia para mim. Tudo que eu queria era . Queria tê-lo comigo pelo resto dos meus dias. Ele sempre fazia questão de aproveitar cada minuto, de fazer cada coisa louca que se passava por sua cabeça, e embora eu achasse isso estranho, eu sempre o acompanhava e me divertia tanto quanto ele. Mas eu pensava que teríamos todo o tempo do mundo pela frente. Que teríamos a vida toda para ficarmos juntos. Só que eu estava errada. Terrivelmente errada.
Quando fazia seis meses que e eu estávamos juntos, acordei com a notícia de que ele havia morrido. Minha primeira reação foi pensar que era uma brincadeira de péssimo gosto. Mas não era. estava morto. Tive que acreditar quando vi seu corpo sem vida dentro de um caixão. Se perder meu irmão havia sido doloroso, perder fora mil vezes pior. O desespero não cabia dentro de mim, e tudo que fiz no funeral foi chorar, sem sair um minuto sequer do lado do amor de minha vida, do garoto dos meus sonhos que fora arrancado tão repentinamente de mim.
Fiquei sabendo pela mãe dele que tinha leucemia, e ele nunca havia me contado isso. Eu tinha o direito de saber, mas queria que eu fosse feliz ao lado dele sem ter que me preocupar com prazos. Doía ainda mais saber que ele guardou esse segredo de mim, que ele sofreu sozinho, sabendo que iria morrer a qualquer momento. No começo fiquei com raiva dele, mas, por fim, eu estava agradecida. Eu não saberia como lidar com aquilo, e ele me fez amá-lo por cada pequeno detalhe seu, e eu só podia imaginar que ele só não queria que eu ficasse com ele por pena. Ele só queria ser feliz com a pessoa que ele amava no pouco tempo que o restava. Ele só queria que eu fosse feliz também, e que a doença que o atormentava há dois anos não fosse um impedimento. Eu era realmente grata por tudo que ele me dera, e por ele ter me escolhido para estar a seu lado nos últimos meses de sua vida. Tinha valido cada segundo, e eu sabia que isso o tinha deixado em paz. Eu sabia que ele havia morrido contente por ter tido a chance de ser real e completamente feliz nos últimos seis meses.
Agora eu entendia o que ele me dissera em nosso primeiro encontro, sobre se acostumar com o cemitério. Ele passava seus dias lá porque sabia que de uma hora para outra seria a lápide dele que estaria em algum lugar daquele cemitério. Agora eu entendia porque ele ficava triste às vezes e porque ele me beijava tão desesperadamente, sabendo que aquela poderia ser a última vez em que nos beijaríamos. E eu realmente só podia agradecê-lo por não ter me contado nada. Ele sabia o que iria acontecer, mas nem por um momento desistiu de ser feliz, de aproveitar tudo o que podia. Onde quer que ele estivesse, eu sabia que ele estava feliz. Feliz por tudo o que vivemos. Fora pouco, mas havia sido intenso, forte e o suficiente para fazer ambos felizes. E era isso que importava. estava em lugar melhor, possivelmente no mesmo lugar que Ioan, e os dois estariam olhando por mim agora.
Eu já não tinha mais medo de ir ao cemitério. Eu ia lá com muita frequência, visitar tanto quanto Ioan. me fez perder o medo e me fez enxergar certa beleza naquele lugar. Não por ser um lugar onde corpos eram enterrados, mas por ser um lugar meu e dele, o lugar de um encontro que transformou nossas vidas.
De repente entendi o porquê de todos os meus planos de sair com minhas amigas havia dado errado naquele dia. Era porque eu tinha que ir até o cemitério. Era porque eu precisava me encontrar com . O destino nos queria juntos, embora por pouco tempo. Havia sido importante para e para mim. Eu jamais me esqueceria daqueles seis meses, que foram muito pouco pra se passar ao lado do amor da minha vida, mas que foram o suficiente para guardá-lo em minha memória para sempre.

Fim.

 

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