Swing From The Chandelier

Escrito por Polly Lourenço - Siga a autora no Twitter
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HER POV

Meu celular apitou pela, creio que, milésima vez, o que me fez revirar os olhos, destravei sua tela para ver o convite de mais um evento para essa noite. Dedilhei a tela para enfim escolher qual ''festa'' eu iria. Chandelier era o nome da festa. Interessante. Confirmei minha presença no evento, recebendo likes no meu post. Maravilhoso.
Levantei com um pouco de esforço, por conta da ressaca da noite passada. Ressaca já deveria ser meu sobrenome, pois sua frequência em minha vida é tanta, como um piscar de olhos. Mas a dor já nem era perceptível, sou acostumada. Só estava um pouco tonta.
Já no banheiro, retirei as poucas peças que vestia para tomar um banho. Deixei a água cair sobre meu corpo, me lavando. Amo tanto essa sensação, mais do que Tequila queimando a garganta. Fiquei ali, aproveitando o momento, para tentar refletir, mas só senti um vazio, como sempre. Saí do banho, me enrolando numa toalha. Segui para o quarto, a fim de escolher minha roupa para a festa. Abri o roupeiro, nada organizado, e demorei até escolher um vestido branco, curto e justo, do jeito que gosto, ou pelo menos eles gostam. Meu cabelo com cachos estava cheio, e assim deixei. Para a maquiagem, sombra preta e batom vermelho. Escolhi um salto vermelho e uma bolsa/carteira da mesma cor, onde coloquei meus documentos, cartões, dinheiro, meu celular e meu batom. Chamei um táxi, já pronta, para me levar até a festa, pois não dirijo quando bebo, ou seja, não dirijo nunca.
Entrei no elevador, deixando meu apartamento para trás, se eu desse sorte não estaria aqui pela manhã, então fechei-o com bastante cuidado.
Dentro do elevador estava um casal do andar de cima, que eu olhei com rancor. Amor. Essa porra existe? Por que esse povo não aproveita um pouco da vida que eles têm? Namorar, casar, estar junto de alguém mais de uma noite, ECA. Odeio coisas falsas.
Olhei o rapaz, reparando-o, ele era lindo. Não entendi como ele estava namorando, com ela. A menina me olhou, com repulsa, acho que já tinha escutado falar de mim, e da minha reputação. Não sou uma piranha, só vivo minha juventude.
Chegando ao térreo, saí primeiro do elevador, olhando pro rapaz, e dando uma piscadela para o mesmo, que arregalou os olhos surpreso e desviou o olhar ao levar um puxão da namorada. Dei uma gargalhada e entrei no táxi, que já estava ali me esperando.

HIS POV

Soquei a parede mais próxima de mim, o meu estresse era muito. Minha ex-noiva a partir de agora estava gritando comigo, fazendo um sermão de como eu era egocêntrico, egoísta, hipócrita, etc., enquanto eu sabia que ela era uma vadia que só usufrui do meu dinheiro, e não me ama de verdade. O amor ao dinheiro vence o amor próprio em casos de usurpadoras como ela, que estava se fazendo de vítima e me irritando ao extremo.
Quando fiz menção de virar para olhar em sua cara de sonsa, ela estava com lágrimas nos olhos. Uma artista, sempre imaginei ela seguido carreira.
- Você não pode fazer isso comigo, . - Ela gritou. - Você não pode.
- Pelo amor de Deus, ou sei lá, pelo amor que você tem a essa sua cara cheia de plástica. Saia desse escritório, por favor, e faça questão de não voltar. Vagabunda.
- , não fale comigo desse jeito. Você sabe bem com quem você está falando. - Me olhou e seus olhos agora estavam em chamas.
- Com mulheres do seu nível eu falo assim, Ashley. Saia daqui agora, e vá dar para aquele palhaço que eu chamava de melhor amigo. Não é isso que você vem fazendo por três meses?
- , não fale asneiras.
- Asneira é a sua vida Ashley, que eu felizmente não farei mais parte. Agora vaza daqui. Antes que eu chame um segurança que te ponha fora daqui a pontapé.
- Você sabe que vai se arrepender, e quando quiser voltar, vou te negar, vou estar com seu amiguinho.
- Muita sorte pra vocês. Adeus. - Disse por último, vendo a mulher sair batendo os pés com raiva e gritando com Deus e o mundo à sua frente.
Aliviado por não ter mais sua presença em minha sala, sentei numa cadeira, tentando entender por que diabos a vida era uma droga comigo. A mulher que eu amava tinha me traído com a porra do meu melhor amigo, minha empresa estava me dando uma dor de cabeça dos infernos, e eu estava sem sexo. É castigo.
Tentando aliviar um pouco do estresse, mandei uma mensagem para uma colega, que não, eu não tenho interesse nenhum, ela é lésbica e da fruta que eu gosto, ela chupa até o caroço, e como chupa. Pedi sua ajuda para relaxar, e ela me convidou para uma festa, que iria bombar, cheia de mulher gostosa, palavras dela. Aceitei o convite de bom grado, achando a oferta muito válida, precisava beber, e quem sabe comer alguém.
Fui para minha casa, para me arrumar. Tomei um banho, me vesti com uma calça jeans clara e uma Lacoste azul, calcei um tênis qualquer e passei um perfume, mais um corno cheiroso na balada. Sem graça, eu sei. Chequei o evento da festa em meu celular, e pelo visto ia ser boa. Mulheres já mandavam suas fotos para vermos suas roupas, ou falta de roupa. Fiquei animado. Recebi então um telefonema de minha amiga, ela havia chegado, para irmos à festa, eu daria carona para ela.
Já com minha casa trancada, encontrei Anne, minha amiga, linda como sempre, uma lésbica, ruiva, de muito bom gosto. Não digo que é um desperdício, porque fica feio, mas que se ela pegasse homem ela ia pegar todos, sim ela iria. Entramos no carro, dando o endereço da festa para o motorista, tolo eu não sou, beber e dirigir não combinam, e como um motorista é exclusividade da empresa, bom. Seguimos para a festa, que não era muito longe de minha casa, somente uns 15 minutos.
A festa já estava animada quando chegamos, muitas mulheres gostosas como Anne tinha dito, estavam loucas para encontrar alguém para pagar bebidas pra ela, não sendo machista, mas elas estavam. Fui logo em direção ao bar, me deparando com uma figura, diferente das mulheres que estavam ali, mas ela estava radiante. Devia ser uma miragem. De um anjo, negro, mas um anjo.

HER POV

Cheguei naquela festa, que já tocava uma música estranha, como odeio música eletrônica. O lobby estava lotado de menininhas loucas para dar. Havia algumas que se comportavam, mas tinha umas que só Deus na vida delas.
Andei até a área das mesas, onde avistei um grupo de patricinhas que costumavam a me acompanhar em algumas boates. Me dirigi a elas, com um sorriso falso no rosto, mais falso que a cara delas. Elas imediatamente levantaram dando gritinhos animados, que só me fez querer vomitar. Falsas.
- ! Você chegou, sentimos sua falta. - Gritou uma delas.
- Ah, eu também. - Eu disse.
- Senta aí, a Tequila está vindo. - Outra disse animada. E pela a primeira vez no dia sorri de verdade. Sentei numa cadeira vazia, obvio, que no colo de uma que eu não iria sentar. Ansiosa pela bebida. Quando o garçom chegou com um tanto de copinhos e uma garrafa cheia, quase beijei sua boca de tanta alegria. Cada menina da mesa pegou um copo, brindamos à inconsequência e bebemos uma dose. Elas remexeram a cabeça sentindo a bendita queimação, e eu só ri, lambendo os lábios e virando mais uma dose. Todas me aplaudiram. Obvio. E eu não tinha nem começado.
- A rainha da Tequila meninas! Vamos tirar uma selfie. - Disse uma das meninas enchendo todos os copos novamente, fazendo-nos segurar um para tirar uma foto comigo. Fotos e mais fotos. - Essa já está no Instagram! Estamos perfeitas. Vamos dançar, amo essa música. - Disse a patricinha rainha, levantando com suas ''amigas'' e me puxando pela a mão para a pista de dança.
Eu definitivamente não sei dançar, é feio, é escroto. E definitivamente odeio música eletrônica. Desculpa quem gosta, mas o meu cérebro sente muita dor com cada batida dessas músicas que entram em meus ouvidos, deve ser a Tequila. As meninas rebolavam a pouca bunda que tinham ao som da música e eu remexia meu corpo, fingindo animação. Tocou umas duas músicas e meu corpo sedentário já estava cansado. Falei com uma das meninas que iria ao bar, descansar as pernas e beber um pouquinho. Ela deu um sorrisinho e balançou a cabeça positivamente. Saí rapidamente dali, me alegrando no mesmo instante de estar me distanciando daquela música irritante.
Cheguei no bar, com um sorriso, eu conhecia aquele barman, ele é legal.
- Miau! Ainda bem que é você aí gatinho. - Eu disse ao Barman que me olhou com um sorrisão.
- ! A garota que faz meu serviço valer a pena. - Disse ele.
- Em carne e osso. E você só pode me agradecer por te sustentar né Miau, eu sou a única que bebe para valer nesse lugar.
- E como bebe. Falando no seu hobby favorito. Vai de quê hoje? - Perguntou o rapaz.
- O que tiver o maior teor alcoólico. Por favor.
- Wow, tá com atitude, né mocinha?
- Muita. Então? - Perguntei.
- Já sei o que te servir gatinha. Toma essa aqui, é tiro e queda. Mas cuidado com a queda, okay?
- Sempre. - Falei para ele, já vendo ele preparar uma taça, açúcar e água, tacando fogo no açúcar e depois um pouco de água, fiz uma cara de interrogação e ele me desejou saúde, mandando eu beber. E nossa, a parada é forte. Porra, muito forte. - Arrasou Miau, que porra é essa?
- Absinto gatinha, tiro e queda livre, como eu havia dito.
- Pediria outra, mas agora quero uma cerveja, para refrescar. - Disse sentindo o mundo girar.
- Tudo o que quiser, minha gata. - Disse ele me entregando rapidamente uma garrafa de cerveja. - Agora deixa eu servir aquele grupo de moças.
- Ou de vaga-lumes, de tanto piscar essas periquitas. - Eu disse revirando os olhos e gargalhando, até demais para o meu gosto, finalmente eu estava ficando bêbada. Minhas gargalhadas foram interrompidas por um rapaz alto e forte em minha frente, que eu nunca tinha visto na minha vida, e vida, por que só agora? Era um gato. Gostoso.
- Com licença, mas estava te olhando dali, mas não consegui resistir, tive que vir te ver de perto. - Ele disse, dando um sorriso safado. Tarado, conheço o tipo.
- Já viu, agora já pode ir, né? - Respondi com voz irônica.
- Não. Vamos conversar. Quero te conhecer. - Ele disse tocando minha mão, onde senti um choque. - Sou . Como se chama?
- Me chamo... Pesadelo. Que vai te perturbar todas as noites meu bem. - Eu disse rindo, álcool, como eu te amo, me faz falar coisas engraçadas e sem sentido.
- Pois bem, Pesadelo, foi um prazer te conhecer. Te ofereceria uma bebida, mas vejo que já está com uma. - Disse o rapaz, com uma voz aveludada e super masculina. Minha calcinha não vai resistir a esse homem. Preciso vazar.
- Pois bem, rapaz que já esqueci o nome. - Gargalhei. - Me dê licença, estou indo aproveitar essa cerveja ali, na pista de dança, eu amo essa música.
Saí correndo, cambaleando com força. Eu odeio essa música ridícula. Mas agora vou ter que dançá-la, coisa que já não faço bem quando estou sóbria. Remexi meu corpo, tentando curtir a música, que estava me dando trabalho. As batidas finalmente estavam fazendo o efeito que deveriam, me deixando tonta e mais bêbada. Ameacei a descer um pouco rebolando, mas me senti incapaz por não ser sensual o bastante, não como uma ruiva que estava ali na pista, botando pra quebrar, rodeada de mulheres. Fechei os olhos e deixei meu corpo me levar. E lá estava eu, flutuando, em outro mundo. Já falei que eu amo o álcool? A música estava terminando, graças a Deus, mas infelizmente ia começar outra, que deveria ser pior.
Foi então que me surpreendi, ouvindo aquela batida, aquela música. Foi aí que entendi a ironia, o porquê do nome daquela festa ridícula. Chandelier da Sia ia tocar, a minha música ia tocar. Eu sorri, fechando novamente os olhos, me deixando levar por aquela música, a música da minha vida.

HIS POV

Ela estava lá, na pista de dança, com uma garrafa na mão, de olhos fechados, se remexendo maravilhosamente. Ela estava linda, ela é linda. Eu já estava de pé, tentando me aproximar dela. Para agarrá-la, ela estava irresistível, mas a música havia acabado. Pensei que ela iria sair da pista de dança, afinal sua música favorita tinha acabado, vi abrir o olho e esperar pela próxima música. Quando as batidas tocaram, vi ela arregalando seus olhos e olhar para o nada, um pequeno sorriso surgiu em seus lábios esculpidos pelos deuses, e novamente ela fechou os olhos.
A menina, começou a se balançar, cantando a música, de olhos fechados. Eu estava hipnotizado. O refrão da música estava chegando e senti seu corpo se animar, então além de prestar atenção nela, prestei atenção na canção. Fiquei surpreendido com a letra e como a garota estava se identificando com ela. Ela cantava o refrão com força, se balançando, com os braços para cima, sem abrir aqueles belos olhos.
A garota era a música, havia percebido isso ali, era escrita para ela, eu sentia. O refrão havia acabado, e ela se balançava devagar, com os olhos agora um pouco abertos, e vermelhos, demorei pouco para perceber, mas ela estava chorando, meu coração disparou. Decidi me aproximar, não sabendo o motivo. Os olhos da menina se fecharam novamente enquanto lágrimas escorriam em seu rosto. Eu precisava toca-la, abraça-la. Me aproximei mais, tendo a garota agora em minha frente. A música estava acabando, e seus lábios tremiam cantando aquela canção. Esperei, admirando-a, vendo-a tomar o restante de sua cerveja se balançando ao som dos últimos acordes da música. Foi quando os seus olhos se abriram. E senti uma eletricidade percorrer meu corpo, olhando eu seus olhos. Ela não era um pesadelo, era um sonho, um desejo.

HER POV

A música tinha terminado, e como eu não queria que isto acontecesse. Abri meus olhos querendo olhar para o DJ da festa e agradece-lo por ter pelo menos uma música decente em sua playlist. Mas me surpreendi com o rapaz do bar em minha frente me encarando.
Olhei com cara de poucos amigos (não tenho nenhum mesmo) para o rapaz em minha frente, que estava me secando com o olho, e que olho.
- Perdeu algo? - Deveria ter alguma força em minha entonação de voz, mas tudo que saiu foi uma voz rouca e forçada por causa do choro.
- Não sei, devo ter perdido minha sanidade. - Ele me respondeu. - Mas sinto que vou perder muito se não fizer o que farei...
- E o que você vai fazer? - Dei um passo para trás, já imaginando o que ele faria.
- Fica aqui. - Ele puxou-me pela cintura, aproximando nossos corpos. - Não se mexe.
- Mas... - Tentei falar.
- Shh, fique quieta também, por favor. - Ele tampou meus lábios com o dedo.
Se aproximou mais de meu corpo. Eu já sentia seu hálito fresco e meio alcoólico, e reparava cada movimento que ele fazia. Suas mãos acariciaram minha cintura, e eu suspirei. Então de repente nossos lábios já estavam unidos, com tamanha força, que me fez soltar um gemido. Aprofundamos o beijo e eu já estava sem ar e com as pernas bambas. Tudo efeito do álcool, eu sei. As mãos do rapaz me apertavam contra si, me dando sensação de segurança e, sei lá, algo parecido como se fosse o lugar onde eu deveria ficar. Afastou seus lábios dos meus, me olhando com, não sei, desejo? E eu fiquei com cara de paisagem. Respirando o mesmo ar que ele, bem perto de seu rosto.
- Você definitivamente perdeu sua sanidade. - Eu falei, tentando me afastar dele, mas não sendo possível, pois ele me apertava contra ele. - Você é louco.
- Fique quieta, Pesadelo. - Ele disse sorrindo. - Eu só preciso ficar assim com você.
- Por quê? - Perguntei. Ainda tentando entender o motivo de eu não ter fugido desse rapaz que me tinha em seus braços. Ninguém nunca me beijou assim, nunca senti isso. Geralmente é sexo, com o mínimo de beijos possível.
- Não sei. Eu só quero. E preciso.
- E eu preciso ir, por favor. - Tentei correr.
- Não precisa. Você precisa é de mim, para te beijar desse jeito e te a..., para secar suas lágrimas. Como eu fiz. - Ele disse.
- Eu não preciso de ninguém, nunca precisei, nem quis. - Falei ríspida e com um pouco de raiva. Ele estava mexendo comigo. E me irritando por não saber como controlar esse sentimento estranho.
- Me dá uma chance, só hoje, vou te levar pra minha casa. E não é para te comer como os outros caras que eu tenho certeza que você já saiu. Eu vou te mostrar uma novidade. Uma coisa nova.
- O quê? - Eu estava resistindo, mas estava curiosa.
- É uma surpresa. - Ele disse. - Vai ter que vir comigo. - Ele estendeu sua mão. Que demorei para pegar. Mas sim eu peguei.
Fomos em direção a saída daquela festa estranha e barulhenta. Olhei o DJ, que simplesmente parecia mágico. Dei um sorriso para ele, e ele retribuiu, não sei como. Saí segurando a mão do rapaz, que me era tão máscula e grande, que transmitia segurança.
- Se prepare Pesadelo, vai ser o dia dos seus sonhos. - Disse , eu havia me esforçado para lembrar seu nome, admito. Ele deu um sorriso pra mim, que eu retribuí com carinho. Ele parou só para me observar, me fazendo ficar um pouco tímida.
- . - Eu disse e ele fez cara de interrogação. - É o meu nome. - Eu disse recebendo um sorriso maior ainda do rapaz que ainda segurava minha mão.
- Pois bem . - Ele repetiu a fala do momento que nos conhecemos. - É um prazer saber o seu nome.
- Que... bom... - Foi tudo que eu consegui formular.
Entramos no carro do rapaz, que não sei porque, já tinha um motorista ali. Achei o máximo. segurou minhas mãos o tempo todo e depositava beijos em meus lábios de vez em quando. O que me fazia olha-lo e sorrir para o mesmo.
- Acho que perdi mais alguma coisa naquela festa .
- O quê? Seu celular? Carteira? Vamos voltar para pegar. - Eu disse rapidamente.
- Acho que além da minha sanidade, perdi meu coração. - Ele falou e eu arregalei os olhos, não entendendo nada. - Acho que você roubou ele de mim, . E não acho que quero pegar ele de volta, acho que agora ele pertence a você.
Eu não sabia o que responder. E não queria responder, não agora. Eu só queria apreciar suas palavras. Sorri pra ele, recebendo seu sorriso de volta. Deitei minha cabeça em seu ombro, sentindo conforto. E senti meu coração se preparar para sua surpresa que chegaria.

 

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