She's Gone

Escrito por Escrito por Vitória Naves - Siga a autora no Twitter
Beta-Reader: Natashia Kitamura


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Parte do Projeto Songfics - 12ª Temporada // Música: She Was The One, por The Vamps

December, 16. Nebraska, United States.
- , eu não estou perguntando se você quer, eu estou dizendo que você vai! – essa frase acabara de sair da boca de Phillip , meu pai.
- Mas pai, nós mal nos conhecemos.
- Filho entenda uma coisa. A ’s Bakery está afundando, sabe o que isso significa? – respirou fundo – Precisamos de um sócio, com dinheiro suficiente para nos ajudar a reerguer nossos negócios.
- E o que faz o senhor achar que eu tendo algum tipo de relação com a filha de Sebastian, vai fazê-lo querer fazer algum tipo de sociedade com a sua confeitaria?
- , , ... – riu – Está estampado na sua cara que não entende nada de negócios, não é? adora desafios, e acredito que a ’s seja um, já que a situação está pior do que você consegue imaginar. E sua pequena pode fazê-lo acreditar nisso. Tudo o que você precisa fazer, é conseguir com que ela confie em você, a ponto de pedir ao pai que ajude os negócios de nossa família que estão indo de mal a pior. Compreende? – me fitou com desprezo.
- Não consigo acreditar como você consegue ser tão baixo. – acenei negativamente.
- Está no sangue, pequeno Tom. Você já sabe o que fazer. Após os papeis serem assinados você faz o que quiser com a sua vida, mas até lá, será sua nova garota. – dito isso, virou as costas e bateu a porta do escritório.

July, 22. Nebraska, United States.
Mais de seis meses já haviam se passado e eu ainda não consigo acreditar como eu pude concordar em fazer algo como isso. Há quase três meses eu e , filha de Sebastian , estávamos em um “relacionamento sério”, se é que podemos chamar assim. Não vou dizer que não gosto dela, ou que está sendo um sacrifício estar com ela porque não está. é uma boa pessoa, é simpática, tem um ótimo senso de humor além de ser extremamente bonita, mas não merece tudo isso o que está acontecendo. Eu gosto muito dela, mas saber que estou com ela por causa de um pedido idiota de Phillip muda completamente as coisas. Sem contar que aprecio muito mais estar solteiro do que estar namorando. Não vou mentir e dizer que nunca estive com ninguém mesmo estando com ela, mas não gosto da ideia de estar traindo a confiança dela a esse ponto. Infelizmente meu pai tem essa ambição ridícula onde a única pessoa que se dá bem no final é ele mesmo.
- Babe? – ouvi me chamar.
- Estou no quarto, amor. – sorri ao ver a garota encostada no batente da porta assim que saí do banheiro.
- Desculpa vir sem avisar, eu tentei te ligar, mas você não atendeu. – sentou-se em minha cama.
- Você sabe que não precisa avisar quando vem, . – coloquei minha camisa e sentei junto a ela.
- Eu sei, mas não gosto de ficar invadindo a privacidade das pessoas. – riu fraco.
- Senti sua falta. – falei a primeira coisa que surgiu na minha cabeça, que por incrível que parece era verdade.
- Nos vimos faz dois dias, babe. – beijou a ponta do meu nariz.
- Então quer dizer que a senhorita não sentiu falta do bonitão aqui? – me fiz de ofendido.
- Você sabe que se eu pudesse eu passaria todos os dias com você, mas infelizmente preciso ajudar meu pai a se estabilizar por aqui. Ele se interessou por muita coisa, mas não consegue se decidir. – jogou o corpo na cama.
No momento em que citou o pai, senti um arrepio na espinha. Eu ainda não havia comentado com ela sobre a confeitaria precisar de um sócio e nem nada parecido. Não gostava da ideia de ter que acabar com tudo isso e ver ficar magoada. Esse era meu maior medo. Quando ‘aceitei’ tudo isso, Phillip disse que depois que os contratos fossem assinados eu poderia fazer o que eu bem entendesse com a minha vida, que realmente era o que eu mais queria. Minha liberdade, mas infelizmente minha felicidade custaria a felicidade de outros.
- , digamos que eu tenha uma proposta pra te fazer. Não exatamente pra você, mas pro seu pai. – cocei a nuca, e ela me olhou ansiosa – Você sabe que meu pai tem uma confeitaria, certo? – afirmou – Então, a confeitaria não está indo de mal a pior e meu pai tá desesperado atrás de algum sócio, ou empreendedor que aceite ajudar lá. Ele não quer ninguém fixo e nem nada, mas ele realmente está precisando de ajuda. – assim que terminei vi um sorriso enorme se estampar no rosto dela.
- Acho que acabei de achar o que meu pai procura. – sentou-se e me abraçou – Obrigada. Eu vou falar com ele assim que eu chegar em casa, e pode ter certeza que ele vai aceitar. Meu pai estava ficando doido atrás de alguém que realmente precisasse de ajuda, como ano que vêm provavelmente tenhamos que ir até Nova Iorque, quem sabe não ajudamos a abrir uma filial lá?
- Ótimo. Mas como assim vocês vão pra Nova Iorque? – franzi o cenho – Você não me falou nada sobre essa tal viagem.
- Bom, não comentei nada porque ainda não temos nada certo. Mas é possível que a gente vá e fique uns dois meses. Ele tem alguns negócios lá que não estão andando da maneira que ele quer, então vamos lá só pra consertar algumas coisas. – sorriu – Coisa rápida, prometo.
- Ok. Vamos almoçar? – ela assentiu – Tava pensando em cozinhar alguma massa, o que acha?
- Eu acho que hoje quem deve cozinhar sou eu. – riu.
- Só se prometer que não vai explodir a minha cozinha. – perguntei sério.
- Não sou dessas. – riu alto – Você sabe que eu cozinho muito melhor do que você. – arqueou as sobrancelhas.
- Infelizmente eu preciso concordar com isso. – ri.
- Eu faço a massa e você faz a sobremesa, combinado?
- Combinado! – levantei a puxando junto comigo e a abracei pela cintura – Você tá linda hoje, sabia? – sorri.
- Você sempre diz isso, – riu – vou acabar acreditando. – me beijou, e confesso, essa garota beija bem pra cacete! – Agora vamos logo, eu to morrendo de fome. – me puxou pelas mãos.
Seguimos até a cozinha, não era lá grande coisa, até porque eu havia me mudado há pouco tempo e quase não parava em casa. Ajudava meu pai na confeitaria todos os dias de manhã e à noite eu cantava. Há alguns anos, eu e três amigos formamos uma “banda”, no começo era só um hobby e acabou virando coisa séria. Nunca lançamos um álbum e nem temos tantas fãs assim, mas já que a cidade é pequena somos bastante conhecidos. Quase todos os dias tocamos em alguns bares, restaurantes e até mesmo alguns pequenos festivais que tem por aqui, o que ajuda bastante financeiramente, já que na confeitaria o que eu ganho não pagaria nem as contas de luz da minha casa.
já estava terminando de cozinhar o ravióli de queijo com massa de tomate, quando meu celular tocou. Era Ian, meu melhor amigo e parceiro de banda, avisando que essa noite teríamos uma reunião com os outros caras na casa dele.
- Já está pronto. Amor, pode, por favor, pegar os pratos e talheres? – pediu enquanto terminava de passar o conteúdo da panela para uma travessa.

December, 10. Nebraska, United States.
Há duas semanas Sebastian se tornou sócio oficial da ’s Bakery. Sim, o tal contrato foi assinado há duas semanas, ou seja, meu pai não iria mais me encher o saco por causa de toda essa confusão e nem ficar me pedindo dinheiro. Havíamos feito um jantar para poder comemorar a sociedade, foi péssimo. Phillip não parava de tagarelar um minuto de como as coisas iriam melhorar dali pra frente, de como Sebastian tinha feio a coisa certa e de como e eu formávamos um belo casal.
e eu formávamos um belo casal.”
E eu concordava com aquela frase. Nós tínhamos nos aproximado bastante nas últimas semanas, ela ia comigo em alguns ensaios da banda e os caras gostavam bastante dela. Ficamos mais amigos também, me contou de algumas coisas sobre a infância e também contei sobre a minha. Sentia como se pudesse confiar cegamente nela, e acredito que ela sentia o mesmo. Eu estava realmente gostando daquela garota, até porque, logo depois que toda a papelada fora assinada meu pai me lembrou que eu poderia “fazer o que eu bem entendesse da minha vida” referindo-se a , mas eu não senti vontade nenhuma de voltar a ser solteiro ou de terminar o que tínhamos. Já havia me acostumado com a presença dela, com os carinhos, a voz e até aquele sorriso que por muitas vezes me deixou de pernas bambas. Eu gostava de verdade da presença dela e de tudo o que ela causava em mim. Desde crises de ciúme sem sentido até arrepios na nuca. Essa garota havia descoberto um que nem eu mesmo conhecia.
- Dude, você tá parecendo um viado com o cabelo desse jeito. – Collins ria enquanto Nicholas mexia no cabelo em frente ao espelho.
- Eu ainda mato aquele cabeleireiro idiota. Eu mandei ele cortar só as laterais e abaixar um pouco a porra do volume, mas olha a merda que ele fez! – Nick dizia enquanto tentava dar um jeito na merda que o tal cabeleireiro havia feito.
- Dá pras mocinhas pararem de graça e se concentrarem aqui? Daqui a duas semanas temos um show beneficente e ainda nem começamos a ver o setlist. – Ian bufou.
- Desculpa ai grandão. – Collins sentou-se no braço do sofá.
- Ok, vamos começar com o quê? Boulevard? Todo mundo conhece e canta. – Ian disse pegando um bloquinho que estava perto do telefone.
- Acho melhor a gente começar com algum cover, aí a gente já chama a atenção de quem não conhece as nossas músicas. – falei.
- Pode ser. Vamos de Demons? – Nick disse.
- Pra mim tanto faz, desde que a gente encerre com – Collins começou, mas foi interrompido por Ian.
- 5 Colours... A gente já sabe Collins, a gente já sabe amigão. – bufou.
Ficamos ali por cerca de mais uma hora e só conseguimos resolver as três primeiras músicas (e a última, claro) que iríamos tocar. Collins e Nick saíram para um pub qualquer e Ian ficou. Ele estava visivelmente cansado e preocupado com esse show, era o nosso primeiro show beneficente e a nova garota dele estaria lá. - Eu só queria que ela visse como nós somos bons. – suspirou e sentou-se no chão encostando a cabeça no sofá.
- E ela vai ver que somos, dude. Você sabe disso, não vamos decepcioná-la. – sorri.
- Valeu, mas e a ? Quando vai contar a verdade? Se é que você vai contar um dia. – riu fraco.
- Eu não sei, de verdade. Se fosse a uns dois ou três meses atrás eu contaria sem problemas, mas hoje eu morro de medo da reação dela. Tenho medo do que ela pode fazer, eu gosto muito dela, mais do que eu deveria até. Não sei se seria necessário, afinal ela não precisa saber do que aconteceu antes pra poder entender o quanto ela é importante. – suspirei – Mas mesmo assim eu sinto como se eu ainda estivesse mentindo pra ela, e eu realmente não gosto de me sentir assim.
- Então fala, é simples. – sorriu.
- Ah sim, muito simples. Vou chegar e: “Então , quando eu te pedi em namoro eu não gostava de você, mas eu precisava ajudar meu pai porque ele tava precisando de dinheiro, e isso seu pai tem de sobra, só que eu acabei gostando mesmo de você e espero que você me entenda e me ame pra sempre.” O que acha? – ri irônico.
- Acho ótimo, só que a parte do “me ame pra sempre” ficou muito gay, então muda. – riu e o fuzilei com o olhar – Tá, tá, tá. Sei lá diz que as coisas acabaram mudando de caminho e você acabou se interessando por ela e que você tá disposto a passar uma borracha no passado e começar a partir de agora. – deu de ombros.
- Não dá, eu não consigo. E se ela me der um pé na bunda? – o olhei incrédulo – Eu não consigo, ok? Sou um bunda mole, um fraco e o que mais você quiser, mas eu não vou falar nada. Pelo menos não tão cedo. – deitei no tapete.
- E vai esperar pra falar quando? No dia em que vocês estiverem subindo no altar? Ah, por favor, né , vira homem!
- EU NÃO VOU FALAR NADA PRA ELA, OK? – falei mais alto – E o senhor trate de manter a sua boca fechada perto dela. Não quero que a fique sabendo dessa história tão cedo, e muito menos por alguém que não seja eu.
- De que história eu não posso saber? – entrou em casa no exato momento em que eu terminei a frase, o quão clichê isso soa? MUITO.
- Então, eu já vou indo. A Wendy deve estar me esperando pra jantar. Até mais , beijo . – Levantou-se e deu um beijo rápido no rosto dela e saiu.
- Amor, não acha melhor a gente conversar sobre isso depois? – pedi na esperança de adiar aquela conversa, até porque eu não iria mentir pra ela. Não de novo.
- Eu acho melhor não, temos o resto da noite pra conversar, babe. – sorriu irônica.
- Então é melhor você sentar porque a conversa vai ser um pouco longa. – falei cansado e me sentei em uma das poltronas de frente para o sofá.
Comecei meu “monólogo” e estava escrito no rosto de que ela estava surpresa e segurando as lágrimas. Seus olhos estavam marejados e ela tinha os lábios pressionados como se estivesse segurando o choro, isso me quebrou. No momento em que a vi ali tão frágil meu coração apertou. mexia comigo e isso não era novidade pra ninguém, mas nunca havia parado e pesado as coisas. Eu me sentia um monstro, primeiro por ter aceitado toda essa babaquice do meu pai, segundo por ter tido a frieza de enganar uma garota e terceiro por ter agido como se nada tivesse acontecido por tanto tempo.
Apaixonado, era isso que eu estava. Eu não havia assumido isso pra mim mesmo, mas é a única verdade. Não havia pensado na hipótese de ficar sem ela, de estar sem a minha garota, só queria que ela pudesse entender que eu estava arrependido e que se pudesse, teria feito tudo diferente.
- , quero que você saiba que eu realmente me apaixonei por você. Não era a minha intenção que isso durasse tanto tempo, mas eu acabei me envolvendo, criando sentimentos verdadeiros. Sentimentos esses que eu nunca senti antes. – ela olhava fixamente nos meus olhos e não dizia sequer uma palavra – Eu me apaixonei por você, me apaixonei pelo seu jeito, me apaixonei por tudo em você. Me desculpa, se eu pudesse, eu faria tudo diferente. Se tudo isso não tivesse acontecido eu não teria te conhecido, então de certa forma eu agradeço meu pai, mas infelizmente não aconteceu como eu gostaria que acontecesse. – abaixei a cabeça segurando as lágrimas que já estavam quase saindo por meus olhos, ela ainda não tinha dito nada – Você não vai dizer nada? – indaguei com receio na voz.
- Não sei o que dizer. – ela tinha a voz embargada – Sério. Eu quase cheguei a dizer que amava você, quando a única coisa que eu consigo sentir agora é... Eu não sei o que é. – apoiou a cabeça nas mãos, que estavam apoiadas nos joelhos. – Não consigo acreditar que você pôde ser tão baixo.
- Amor, eu me arrependi de ter feito tudo isso. – me levantei e me ajoelhei perto de onde ela estava sentada – Acredita em mim, por favor. Eu sempre quis te contar tudo isso, mas sempre tive medo que você reagisse assim. Tinha tanto medo de perder você. Na verdade nunca tinha pensado na hipótese de perder você, e agora que estou vendo tudo isso é muito... Muito... Louco. – apoiei minha cabeça em seu joelho – Eu amo você.
- , eu preciso ficar sozinha, preciso deixar cair a ficha. Aceitar o fato de que fui uma completa idiota e tentar colocar os fatos em ordem. – levantou-se e colocou algumas mechas do cabelo atrás da orelha – Eu tinha vindo te avisar que iria embarcar para Nova Iorque em três dias, mas acho melhor eu adiantar a minha passagem.
- Não vai. Por favor, me dá uma chance de provar tudo isso o que eu disse pra você. Só uma. – implorei.
- Quem sabe esse tempo não seja bom pra nós dois? – sorriu fraco – Eu estou indo, em alguns dias estou de volta. Até lá acho que já vou conseguir ter colocado a cabeça em ordem. Só peço que não vá atrás de mim e não tente nenhuma gracinha ou loucura, por favor. Até qualquer dia. – virou-se e parou perto da porta – Ah, não se preocupe que eu não vou dizer nada para o meu pai, sua sociedade estará a salvo. - saiu de casa, fechando a porta atrás de si.
E então era isso? Eu ia deixar a minha garota sair pela porta sem ao menos tentar mudar a situação? Claro que eu ia, até porque eu era um fraco bunda mole que não sabe o que fazer da vida. Não podia culpar ninguém, quem tinha aceitado toda essa palhaçada fui eu mesmo, não havia do que reclamar.
“Só peço que não vá atrás de mim...”

December, 24. Nebraska, United States.
- Me deixa tocar essa música, por favor? – pedi.
- Não! Ela não estava no cronograma, não quero ter que tirar uma música que já ensaiamos e está em ordem pra colocar essa sua musiquinha de dor de cotovelo. – Ian respondeu bufando.
- EI! Não é musiquinha de dor de cotovelo, eu escrevi e você mesmo disse que ficou boa. – retruquei.
- Sim, eu disse que ficou boa, MAS NÓS NÃO ENSAIAMOS, PORRA!
- Já falei que não tem problema, é só violão e voz. Eu posso muito bem cantar sozinho, depois vocês voltam e a gente canta a última música. Por favor, Ian, o que custa? – implorei.
- Não e ponto final. – virou-se e foi terminar de afinar seu baixo.
Eu tinha escrito uma música inspirada nos últimos acontecimentos, inspirada em pra ser mais específico. Sentia tanto a sua falta que às vezes chegava até a sentir sua presença na casa. Era estranho e me assustava às vezes, mas era a única coisa que me fazia ter alguma esperança de que ela voltaria um dia.
Estávamos prontos para o show que faríamos hoje na praça próxima à confeitaria. Já tinha bastante gente por ali e um comediante estava em cima do palco animando a multidão. Eu estava nervoso e ansioso, voltaria hoje de Nova Iorque. Sebastian havia me contado, até porque ele não sabia de toda a história e acreditava em mim quando dizia que a amava. Bom, ela voltava hoje e eu tinha esperanças de que ela aparecesse por ali. E se aparecesse eu gostaria que ouvisse a música que eu havia escrito para ela, mesmo que não mude a opinião dela sobre minha atitude, eu gostaria de tentar uma vez pelo menos, consertar as coisas e fazê-las darem certo a minha maneira.

Já estávamos no palco há algum tempo, o público estava muito animado e cantavam todas as músicas com a gente. Ian estava conversando com a plateia e o barulho havia diminuído um pouco, pelo menos o suficiente pra eu conseguir ouvir duas garotas que estavam conversando relativamente alto próximas a grade, elas diziam coisas que entendi como “Eu não acredito que ela está aqui”; “Foi o que as meninas que estão lá no fundo acabaram de postar no twitter”; “MEU DEUS! Não consigo acreditar que a voltou!”; “Eles formavam um casal tão lindo, daria tudo pra ver eles juntos de novo”. Então ela havia mesmo voltado, e ela estava aqui. Eu não sabia o que era maior a felicidade ou o medo do que estava por vir.
Me levantei rapidamente pegando o microfone da mão de Ian e ficando no centro do palco.
- E aí, gente? – ri – Bom, eu tenho certeza que assim que eu descer desse palco eu vou apanhar do meu amigão aqui, mas vai valer a pena. – Ian me olhou sem entender – A algumas semanas atrás, uma pessoa muito especial saiu da minha vida, e eu queria que essa pessoa soubesse que ela é muito importante e faz muita falta. Escrevi uma música e gostaria que ouvissem. Vocês sabem pra quem é. – pisquei – Eu amo você. – dedilhei o violão e comecei a cantar - Tell me you love me, tell me you care, but I know you won’t be there – eu cantava e procurava aqueles olhos que tanto me faziam falta no meio daquela multidão, já estava quase no final da música, mas os encontrei. Estavam marejados e brilhando, ela mantinha as mãos sobre a boca e a feição incrédula. Soltei as cordas do violão e fixei meus olhos nos dela. – So, , just let’s fall again?

Comentários da autora


Heyy babies, gostaram? Espero que sim, haha. Queria dizer que foi bem complicadinho escrever essa fanfic, até porque eu conheço muito pouco de the vamps, e demorei bastante pra conseguir iluminar minha cabeça com essa música, mas acho que superei minhas expectativas. Quero agradecer a Bea, minha gnoma, que me ajudou bastante na criação e a Gabs que também me ajudou a dar o pontapé inicial. Beijinhos e até a próxima! Vits.




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