Saint Brook

Escrito por Natashia Kitamura - Siga a autora no Twitter
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Os olhares se encontram, a sensação é a mesma. Atração.
era a mulher de Jonathan , um dos homens mais ricos do mundo. Sua conta bancária era considerada uma das mais importantes do mundo, tendo proteção sempre 24 horas. A única coisa que a mulher fazia na vida era gozar da vida de bilionária e arranjar novas diversões.
Naquele momento, a diversão era ele. O seu maior erro. O seu maior pecado. A sua pior escolha.
Ele era considerado um homem sensato. Razão sempre em primeiro lugar. Seu coração frio, poucos eram os que conheciam. Porém naquele momento o que ele queria era acabar com aquela vida. Queria alguém para voltar todos os dias. Alguém a quem dizer como passara a semana. Alguém a quem se deixar seduzir sem precisar de um esforço extra. Alguém que estivesse ali para ele sempre que quisesse.
Foi então que ele a escolhera. Não havia sombra de dúvidas. era a mulher que seria dele e apenas dele.
sabia quando queria uma coisa e nunca tardava a conseguir.

Fora necessário apenas um dia para que tivesse a mulher em seus braços. Óbvio, ao ver o marido da mesma sabia exatamente do que esta precisava. Atenção. Carinho. Egocentricidade. era o tipo de mulher ambiciosa que gostava de um agrado e era o tipo de homem que daria o que ela quisesse para que ela fosse inteiramente e unicamente dele.
Um romance escondido. Um romance proibido. Ninguém sabia de nada. Desconfiavam de nada. Percebiam nada. Os dois passavam despercebidos por tudo e por todos. Viagens, encontros, telefonemas. Tudo às escondidas. estava apaixonado. Não era um erro quando a mulher também dizia sentir o mesmo. O erro fora não ter certeza de que ela estava mesmo dizendo a verdade.
Com a mesma rapidez que o fogo se acendera dentro de , ele se apagara, a fazendo o abandonar carinhosamente.
- Sou casada e não pretendo me separar de Jonathan por você, , por mais que te ame e que te venere, é a ele que prometi estar ao lado em todos os momentos perante a Deus. - se vestia depois de uma longa noite. a observava re-colocar tudo o que ele havia tirado sério.
- Você traiu seu marido e traiu a Deus.
abre um pequeno sorriso e segue até o homem nu, deitado na cama.
- Me desculpe, . Não posso deixar tudo isso por um fetiche. - e deposita um beijo nos lábios do homem, que nada responde. Até o momento em que ela saíra do quarto dele, ele não dissera uma palavra. Seus olhos apenas estavam depositados no perfil da mulher que se distanciava e saía de vista.

Três anos depois, fora inevitável o re-encontro dos dois. Jonathan estava para ganhar um prêmio pela maior venda dos produtos de sua empresa da história e estava lá, como penetra. Um ótimo penetra milionário. logo percebera a sua presença. Seu aroma natural, por mais que tentasse ser disfarçado com a fragrância masculina nunca passaria despercebido pelo olfato da mulher. Assim que ele depositara uma mão em sua cintura enquanto ela caminhava para um lado do salão, ela virara o rosto em sua direção, sorrindo maliciosamente em discreto.
Um olhar e já sabia-se o que viria em seguida.

BLAM!
A porta era violentamente fechada, os beijos ofegantes, as mãos-bobas, os corpos úmidos, as roupas formando uma trilha pelo decorrer de seus passos até a cama. Eles queriam como ninguém aquilo naquele momento.
- Por que voltou? - ela perguntava ofegante enquanto sentia o bico de seus seios serem mordiscados pelos dentes de .
- Porque acha? - ele tinha sua voz abafada enquanto abocanhava o peito da mulher. Ela arqueia o corpo e joga a cabeça para trás, enquanto passava a mão pelos ombros e cabeça do homem que mordia cada vez mais forte as partes do corpo da mulher.
Alguns minutos e seus corpos estavam grudados num só. sequer se preocupara com a proteção. tampouco. Dane-se. Ela apenas o queria dentro dela. Ele apenas a queria bem acordada.
- Ah... - ela gemia arqueando o corpo, enquanto enlaçava a cintura do homem, que investia cada vez mais forte. - Ah, assim. - ela diz com o sorriso nos lábios.
se arqueia lentamente por cima de seu corpo, diminuindo gradativamente as estocadas, a fazendo reclamar e pedir por mais. Em seguida, surpreendentemente ele surge com uma enorme faca afiada em sua mão direita, que segurava um pano, fincando e retirando rapidamente do peito da mulher, que agora não gritava mais de prazer e sim, de dor.
Milhares foram as vezes em que ele colocava e tirava a faca do corpo da mulher. Mesmo com ela já morta, sua raiva e seu desejo de vingança o faziam a furar mais e mais. Seu corpo continuava se movendo até ele chegar ao ápice e sorrir realizado. Se retira de dentro da mulher e joga a faca no chão, segurando o pano que estava entre o objeto e a mão. Sem impressões digitais. Ele não se importava nem um pouco de ser pego, tudo o que queria na vida, havia acabado de fazer.
Se aproveitaria do corpo da mulher que amava e lhe tiraria a vida assim como ela lhe tirara quando lhe recusara há três anos atrás.

NOTÍCIA URGENTE!
Fora constatado esta segunda-feira pela polícia dos Estados Unidos de que um paciente do Manicômio de St. Brook está foragido. Para aqueles pouco informados, o manicômio é famoso por hospedar os piores casos do mundo.
Registrado como Número 344, , 21 anos, fugira sexta-feira anterior ao sair de sua terapia obrigatória com a Psiquiatra Miss Collins, brutalmente assassinada pelo paciente.
é conhecido por ter matado , enteada do viúvo Jonathan , durante uma relação sexual em que tinha com , na época, amante da mulher. Porém, o motivo que o levara a St. Brooks fora o fato de que o homem estava com sérias alucinações, onde alegava estar sendo atormentado pelo espírito de . Descoberto o caso durante sua prisão na Penitenciária de Proteção Máxima, o caso de fora um dos mais famosos do mundo, pois não existe a cura definitiva.
é um homem extremamente perigoso. Seu comportamento agressivo destaca seu perfil e encontrá-lo significa correr sério risco de vida.
De acordo com profissionais que tratam , o paciente costuma enxergar em todas as pessoas que o cercam, o rosto de , querendo assim, matar a todos com as próprias mãos. Três meses atrás, o mesmo quase assassinara um enfermeiro que lhe medicava durante um dos processos de calmante. o enforcara até ser impedido de fazer por oito homens. - "Ele está possuído pelo sentimento de culpa do assassinato de , por isso a vê em todos os lugares." - diz um dos psiquiatras responsáveis pelo caso de , Dr. Hook. "É possível sentir a aura de perto de , sua intenção é o atormentar pelo resto de sua vida, como vingança de sua morte." um dos médiuns que analisa a situação diz.
é um risco para a sociedade e sua captura requer uma recompensa de grande valor.

 

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