Robbers

Escrito por Anne Chehsire - Siga a autora no Twitter
Beta-Reader: Natashia Kitamura



Parte do Projeto Songfics - 12ª Temporada // Música: Robbers, por The 1975

She had a face straight out a magazine
God only knows but you'll never leave her
Her balaclava is starting to chafe
When she gets his gun he's begging, "baby stay, stay, stay, stay, stay."

Ela era a típica raridade do campo. Um rosto de anjo, um corpo de modelo. Era a garota que ajuda a todos, cuida dos filhos do vizinho, ajuda nas plantações e constrói celeiros. A garota com notas perfeitas, mas que nunca vai ser algo, pois simplesmente não vai deixar o campo. A garota que estava destinada a ser a mulher de um fazendeiro, a líder do grupo da vizinhança, ou simplesmente a mulher que tentou sair do campo, mas virou apenas mais uma operária na cidade. Sua rotina era apenas acordar, estudar, comer, ajudar os vizinhos, plantar, cuidar dos animais, comer, estudar e dormir. Mas ela gostava disso. Era sua vida. Ela não desejava mais nada. Seu nome era e sua vida era completamente e horrivelmente normal. Pelo menos até ele chegar.
, ou encrenqueiro, como a vizinhança o chamava. O viajante que levava apenas uma mala e uma arma no pequeno carro. Eles se conheceram quando ela consertava um celeiro e ele a salvou de cair da escada. Para a garota do campo era um conto de fadas. Para o garoto... Era apenas mais uma garota. Depois começaram os encontros à noite. Foi ai que a pequena garota aprendeu a usar uma arma. E quando ela pegava a arma dele o garoto internamente implorava para ela ficar onde está e não se envolver com ele.
Porém, não funcionou. Antes que percebessem, eles estava viajando pelos Estados Unidos em um pequeno carro enquanto causavam ondas de assaltos e roubos. A garota estava cega pela paixão pelo garoto e não contestou. Apenas virou a sua parceira, com as pérolas falsas e o grande chapéu que enganava a todos com sua pose de donzela. Talvez ela fosse uma há muito tempo.
E para a garota, os dias seguiram como uma brincadeira. Ela nem sabia mais o que estava fazendo. Estava apenas de carona com um amante – afinal, era assim que ele próprio se definia – enquanto assaltava lojas. Mas os dias escuros vieram.

I'll give you one more time
We'll give you one more fight
Said one more line
Will I know?

O primeiro assalto a banco dela. Um plano simples. Porém, a polícia os pegou. Eles foram presos. Mas o destino não é injusto. E sendo assim, deu a eles mais uma chance. Mais uma luta. No dia seguinte, a prisão pegou fogo e eles fugiram. De novo ao pequeno carro.

Now if you never shoot, you'll never know
And if you never eat, you'll never grow
You've got a pretty kind of dirty face
And when you're leaving your home
She's begging you to stay, stay, stay, stay, stay

Ela tinha percebido que de alguma forma gostava disso. Da adrenalina. Há alguns meses, ela acharia loucura. Mas se você nunca tentar, nunca vai saber. E agora ela sabia. E de um jeito doentio gostava. Seu rosto tão bonito e puro era sujo agora. Mas a pequena garota ainda existia.
E ela saia quando eles ficavam em uma casa abandonada no meio da noite. a deixava sozinha para planejar “grandes coisas” e ela se via sozinha. Implorava em vão para ele ficar e quando estava sozinha, chorava. Toda noite isso acontecia. Chorava pelos seus pais. Pelos seus amigos. Pela a antiga vida. Pela sua nova vida. Por estar sozinha em um lugar grande e escuro. E um buraco era aberto em seu coração.

I'll give you one more time
We'll give you one more fight
Just said one more line
There'll be a riot, cause I know you

E eles continuaram aproveitando a chance que o destino os tinha dado. Eles assaltavam, roubavam e feriam. Mas nunca matavam. Isso era contra os princípios de . A polícia estava os procurando arduamente. Mas eles se embrenhavam em estradas secundarias e estados esquecidos, passando ilesos. Realmente aproveitando sua segunda chance.

Well, now that you've got your gun
It's much harder now the police have come
And I'll shoot him if it's what you ask
And if you just take off your mask
You'd find out that everything's gone wrong, wrong, wrong

E ela continuou acreditando nele. Acreditando em possibilidades impossíveis. E quando ela percebeu que estava fazendo tudo errado já estava tarde.
Foi em uma terça-feira e foi muito rápido. A polícia armou uma armadilha. Em um momento, eles estavam em uma loja, no outro, rodeados de policiais e atirando. E então, por um momento, tudo parou na mente dela e ela percebeu o que estava acontecendo. Uma lágrima escorreu pelo rosto dela e se virou para o garoto que ela acreditou ter amado. Ela viu que ela era apenas um peão para ele. Viu isso quando percebeu que ele nem se preocupava com ela. E todas as noites em que ele o abandonava passavam por sua mente.
Ela tirou o lenço que cobria o pescoço e olhou para ele. Mirou a arma e atirou nele. Passou de raspão. Ele olhou para ela com fúria e... Tristeza? Porém, ela não pode dizer, pois começou a chorar. Ela realmente o amava. Viu um policial bater na cabeça dele, que atirou no policial antes de desmaiar. E então, olhou em volta.

Now everybody's dead
And they're driving past my old school
And he's got his gun, he's got his suit on
She says, "baby, you look so cool

E todos em volta estavam desmaiados. Ela olhou para o garoto que ainda segurava sua arma e vestia seu terno. Ele parecia tão frio. E isso foi no que ela pensou antes de desmaiar.

You look so cool, you look so cool, cool, cool, cool
You look so cool, you look so cool, you look so cool, cool, cool, cool, cool

E ela acordou na prisão. tinha fugido, mas não tinha a ajudado. E ela ficou furiosa por isso. Mas o perdoou. Afinal, ela ainda o amava.
E distante dali o garoto caminhava. Uma lágrima escorreu em seu rosto, mas ele logo secou, dando a si próprio a desculpa de estar muito cansado. Imagens da garota do campo vinham à sua mente. Quando se encontraram, no celeiro, nos encontros à noite e segurando uma arma. Respirou fundo. Pensou nos lugares onde poderia ir e nas garotas que iria conhecer. Sua mente insistia em voltar para ela. Mas não podia. Ele tinha que ser frio. Parecer frio. Ladrões não amam. Ou pelo menos não deveriam.

 

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