Mart O'Lantern

Escrito por Gabriela Pereira - Siga a autora no Twitter
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Christie andava na rua ao lado da sua melhor amiga , era véspera de Halloween e todos terminavam de arrumar suas casas e escoliam suas fantasias para as festas, as meninas param no final da rua  de frente para um casa antiga, ela caia aos pedaços, algumas das madeiras do lugar estavam por um fio, as cores das paredes agora eram cheias me mofos, fungos e sabe-se lá o que mais, a porta era remendada com algumas madeiras,  e as janelas estavam parcialmente quebradas, o portão e as barras de ferro que protegiam a casa estavam enferrujados, a grama e o verde do lugar... Bem, não existia verde no lugar.
- Acho esse lugar assustador, me dá arrepios! - disse com os pelos do braço se levantando.
- Acha que a lenda é verdadeira? Tipo, sobre a casa?
- Não sei, mas ninguém ousa a testar isso, desde a morte dos meninos há 20 anos... - As  duas se olharam assustadas, todos ali sabiam da historia de Josh e Nico, dois meninos com 18 anos, na noite de Halloween entraram na casa, queriam passar uma noite ali, e provar que a ‘maldição’ que a casa tinha era mentira, mas eles foram encontrados mortos, caídos debaixo da arvore do jardim, a causa da morte nunca foi descoberta.
- Sabe o que me assusta? Saber que quando os meninos foram encontrados debaixo da arvore, ela estava verde, e eles tinham duas aboboras ao lado dos seus corpos, com seus sangues lá dentro!
- Buh! – chegou por trás das amigas as assustando. As duas soltaram um grito e quase choraram de medo.
- Qual o seu problema ?! – disse brava – quer me matar do coração?!
- Nossa foi mal, mas o que tanto olham essa casa? Ela parece legal! – havia se mudado para o bairro fazia dois meses.
- Legal?! Ainda não ouviu as historias sobre a casa do Mart Hotwood? – Christie perguntou olhando meio desacreditada para a amiga.
- Não, quem é esse? – olhou para Christie com uma cara de medo.
- Eu não quero ouvir, vou embora! – a menina se afastou indo embora correndo, sempre teve horror dessas historias, principalmente dessa, pois sua casa ficava na rua de trás, e a janela do seu quarto dava para a casa.
- Nossa Christie, qual a historia da casa pra ter tanto medo assim?
- Bem, o Mart Hotwood tinha uns 15 ou 16 anos e era apaixonado por aboboras, e no Halloween, ele dizia que suas aboboras ganhavam vida, e que saiam por ai maltratando e se vingando de todos os que zombavam dele por causa da sua paixão doentia, mas uma vez, dizem que ele estava no quarto dele, e cinco meninos da sua escola invadiram a sua casa, e estragaram suas aboboras, o menino surtou e como estava no parapeito da varanda do quarto dele observando os garotos, caiu, bem em cima de algumas aboboras, então como os seus miolos foram esmagados, as aboboras se juntaram e  transformaram-se em uma cabeça, os meninos fugiram assim que Mart O’Lantern se levantou, jurando se vingar deles, quando a mãe do menino viu o que aconteceu com o seu filho enlouqueceu, e foi para uma clinica psiquiatra fora do pais, dizem que nas noites de Halloween  ele fica na varanda do seu quarto, esperando os meninos que causaram a sua morte passar, para ele poder se vingar! – um frio percorreu a espinha de Christie.
- Nossa, muito louco! Mas o que tem a ver aqueles meninos que morreram ai á uns anos atrás? – perguntou interessada na historia, ela adorava isso.
- Josh e Nico? Bem, alguns dizem que eles eram um dos cinco garotos que causaram  a morte do Mart, mas como ninguém sabe de verdade como a historia é , preferimos ficar  longe, nunca se sabe não é mesmo? – Christie mordeu o lábio nervosa.
- Mas e o corpo do Mart O’Lantern?
- Nunca foi encontrado, nem o corpo, nem as aboboras que ficavam no jardim!  - as meninas começaram a andar em direção a suas casas.
- Christie Elliot! – as meninas param quando Margo chamou a menina – olá querida, como vão as coisas?
- Vão bem Sr. Sanches e com vocês? – Christie sorriu.
- Vamos bem, queria saber se vai nos ajudar a arrumar o orfanato amanhã, sabe como é né, Halloween, as crianças não param! – a mulher  tinha uma cara de cansada, todo os anos Christie a ajudava com a arrumação do orfanato da cidade. Ela adorava  ver como as crianças ficavam felizes com toda a arrumação.
- Claro que sim! E vou levar duas amigas também ok?
- Claro que sim querida! Mande um beijo pro seus pais! – as meninas voltaram a andar, cada uma foi pra sua casa, Christie tomou um banho e desceu para jantar com a família.
- Oi pai, como foi o trabalho?  - ela disse dando um beijo no pai.
- Foi bom querida, como foi o seu dia?
- Nada de novo, mãe, você já passou o meu vestido pra amanhã? Vai ser uma festa tão legal!
- Passei sim querida, está no seu guarda-roupa, com quem vai a festa? – eles  sentaram-se à mesa comendo.
- e ! Vamos arrumar o orfanato na parte da manhã e da tarde, e depois vamos para casa da se arrumar!
- Festa amanhã? Em que dia da semana estamos? – seu pai Charlie Elliot perguntou olhando perdido para a família.
- Hoje é quinta-feira pai! Vai me dizer que se perdeu nos dias da semana de novo?! – ele levantou o ombro meio perdido, as meninas riram, algumas conversas e piadas foram colocadas em dia.
- Christie querida, não tenho que te falar que quero você longe daquela casa do Mart Hotwood não é mesmo? – seu pai lhe disse, todos os Halloweens eram a mesma coisa, sempre ‘fiquei longe’, ‘não passe perto’ e ‘não faça burrices ali perto filha’.
- Ok, pai, você me diz isso todo ano, mas eu não entendo o porque, qual o problema com aquela casa afinal? É só mais uma casa no Halloween pai! – ela disse tirando os pratos da mesa junto com a mãe.
- Você sabe das historias daquele lugar querida, não discuta ok? – seu pai lhe deu um beijo na cabeça e subiu para o quarto, eles eram bem parecidos, os dois com cabelos dourados e olhos azuis, uma beleza de pai para filha, não só a beleza mas a bondade também, Christie Elliot nunca se importou em ajudar os outros, nunca se colocou em primeiro lugar e sempre foi a menina educada e sem inimigos. Ela foi dormir mais cedo naquela noite. Teria muito trabalho no dia seguinte.

Christie e acordaram cedo, juntaram suas coisas e foram para casa da , a amiga foi abrir a porta enrolada no edredom até a cabeça, ela estava com uma cara de quem não tinha dormido muito bem a noite.
- Ual, acho que nem vai precisar de fantasia desse jeito !
- Cala boca , entra logo gente! – puxou as meninas para dentro as casa, elas subiram as escadas correndo até o quarto da amiga.
- Por que está com essa cara? – Christie perguntou olhando para a amiga que parecia ter visto um fantasma a noite toda.
- Eu estava na janela ontem, falando com o Julio no telefone, era 00:30 mais ou menos, e eu acho que o vi, quer dizer, o Mart O’Lantern! Primeiro apareceu aboboras no jardim, e depois eu o vi andando na casa! – estava com os olhos cheios de lagrimas, Christie e olharam pela janela, o jardim estava cheio de aboboras.
- Como elas foram parar ali?! – Christie quase gritou.
- Alguém teve ter posto durante a noite, e deve ter posto uma fantasia idiota também, qual é meninas, é só uma casa! Não tem nada disso de maldição ok? – disse tentando acabar com a tensão do lugar.
- Mas elas apareceram ali do nada, em um minuto não tinha nada, e no outro, BUM, elas estavam ali! – disse chegando perto das meninas, ainda enrolada no edredom.
- Eh nem começa gente, e tira essa merda da cabeça! – disse puxando o edredom de – vamos logo, temos  muita coisa pra fazer! – Christie concordou e logo elas estavam na rua, indo para o orfanato.

As meninas arrumaram tudo, enfeitaram o lugar, distribuíram doces, fizeram brincadeiras e leram algumas historias.
- Obrigada Christie, foi muito legal você e as meninas me ajudarem! – Margo disse.
- Sem problemas! Pode contar com a gente sempre!
- Ok, agora vamos, está tarde! – puxou Christie pela mão e saíram correndo com de volta para casa.
- Vamos comer alguma coisa, eu estou com fome!
- , você sempre está com fome! Christie faz uma vitamina pra gente?! – as meninas fizeram um biquinho de pedinte para a amiga.
-Ok, agora, alguma de vocês tem que ir tomar banho!
- Eu vou! – saiu correndo para o quarto da , e começou a tomar um banho.
- Sua mãe não vai se importar com a sujeira?
- Claro que não Christie! Vem, eu te ajudo – as meninas comeram e subiram para terminar de tomar banho e se arrumar
- Fala ai , vai ficar com o Julio?
- Christie!
- A, fala logo vai, cheguei aqui faz dois meses e já percebi que gosta do menino!
- Gente eu não vou falar sobre isso ok? Agora vamos indo – as meninas saíram, todas com seus vestidos curtos, salto alto e máscaras que cobriam os olhos, fantasias era coisa pra as crianças. Elas caminhavam tranquilas na noite de uma sexta-feira de Halloween, enquanto crianças corriam e ganhavam doces, as meninas riam e jogavam conversa fora, Christie, elas estavam passando na frente da casa  do  Mart Hotwood  quando Christie ouviu seu nome ser sussurrado.
- Ouviram isso?
- Isso o que?! – as meninas pararam olhando pra Christie, que estava meio pálida. Ela olhou em volta, ninguém parecia se importar com a presença dela ali.
- O que foi Christie? – perguntou.
- Nada... Só achei... Vamos né galera! – ela deu mais uma olhada em volta, quando começaram a andar de novo, ela ouviu mais um sussurro, Christie Elliot, ela parou de novo, dessa vez assustada.
- Podem parar?! – ela olhou para as amigas.
- Parar? A gente não esta fazendo nada! - levantou as mãos.
- Por que ficam sussurrando o meu nome?
- Sussurrando o seu nome? Estávamos falando alto e em bom tom até agora!
- Mas alguém... - ela olhou em volta mais uma vez, agora, o numero de pessoas na rua era menor.
- Acho que isso é falta de álcool no organismo!
- Ela não bebe ! – Christie ignorou as duas, tinha começado a andar quando a voz começou a gritar em sua cabeça, CHRISTIE ELLIOT, VOLTE, VOLTE, VOLTE PARA MIM!
Ela se abaixou no chão segurando a cabeça.
- AHHHH, sai da minha cabeça! – ela sentia uma vontade tremenda de sair correndo dali, mas era como se algo a prendesse naquele lugar, ela queria saber de quem era aquela voz, uma voz sombria, grossa que causava arrepios em sua pele.
-Christie?! Você está bem? – as meninas se abaixaram ao lado da amiga.
- Por que estou ouvindo esses sussurros e gritos?
- Calma amiga, não tem nada aqui – Christie se levantou e olhou em volta.
- Por que a rua está vazia? – as meninas observaram o lugar, a rua estava vazia, uns 10 metros para cima e para baixo, as casas estavam com as luzes apagadas, como se não tivesse ninguém ali.
- Gente, eu estou começando a ficar assustada.
- Calma , olha, vai chover, quem sabe as casas apagadas não seja por falta de energia vinda de algum poste? – disse tentando convencer ela mesma, mais do que todas.
- Não acha que os postes teriam apagado também? – disse, Christie viu uma luz se acender a poucos metros dela, venha querida, venha até mim, ela ouviu  a voz vindo da direção da luz, ela parecia tão convidativa, Christie sorriu vendo aquela luz, e foi na direção dela.
- Ei Christie! Onde está indo? – as meninas foram atrás da amiga, ela parou em frente à casa do Mart O’Lantern, a luz vinha lá de dentro, a casa estava iluminada e parecia nova, como se nunca tivesse sido abandonada, o cheiro doce que vinha da casa atraia Christie, ali dentro, era o único lugar onde ele gostaria de estar agora.
- Christie vamos embora, vem! – puxou o braço da amiga, mas ela não se moveu, continuou sorrindo ao ver aquele lugar. Tão perfeito, tão cheiroso e limpo.
- Eu quero entrar! – ela começou a empurrar o portão do lugar, isso querida, venha, venha comer comigo! Diga para elas irem embora, não precisamos delas!  Christie concordou com a cabeça – Quero que vão embora, eu vou ficar bem! Vejo vocês na festa! – ela sorriu, olhando diretamente nos olhos das amigas. Foi olhando naqueles olhos que as meninas concordaram com a cabeça, se afastando, era como se Christie mandasse nelas, e tudo o que as duas queriam, era ir para a festa naquele momento. Christie sorriu feliz pelas suas amigas terem ido embora, todo aquele lugar agora seria dela, aquela casa, aquele cheiro, aquela voz... tudo dela. A menina continuou andando, abriu a porta da casa, ela tinha uma sala enorme, ao lado direito se tinha a mesa de jantar, toda arrumada e com comida pra uma cidade inteira, no meio havia dois sofás brancos e do lado esquerdo uma lareira.
- Olá? Tem alguém aqui? – Houve um silêncio por um tempo – você me pediu para vim, se lembra? – mais uma vez um silêncio, mas ele logo foi quebrado pela voz, que vinha da cozinha da casa.
- Sente-se na mesa Christie, eu já estou indo! – ela fez o que tinha sido  dito a ela, e se sentou na mesa – coma o que quiser! – disse a voz. Ela pegou um bolinho, ele era laranja e tinha formato de abobora, sem nem esperar mais, começou a come-lo. Depois de terminar aquele, pegou mais um.  Mas antes de terminado começou a se sentir tonta, e ar começou a entrar em menos quantidade no seu pulmão. Uma pessoa veio sorrindo da cozinha para a mesa, Christie começou a se assustar, e enquanto o Mart O’Lantern andava em sua direção, as coisas ao seu redor começaram a se desfazer, as paredes foram perdendo as cores, o sofá, a mesa e todos os outros moveis começaram a se desfazer, como estavam a muito tempo, o chão de madeira começou a se desintegrar  em alguns pontos, por causa dos cupins, ela estava parada, sem conseguir se mexer, ele sorria, seus dentes eram brancos, seu corpo era de um garoto como outro qualquer, mas sua cabeça...ela tinha um formato de uma abobora, não, ela era uma abobora! Seus olhos eram negros como os botões que Christie colocava nos seus bonecos de neve. Ele veio até Christie, ficando a menos de um metro dela, a menina engoliu um seco, respirou fundo, e tentou sair do lugar, mas o ar não entrava no seu pulmão, e seus pés não se moviam. – o que foi querida Christie? Surpresa em me ver?
A voz dele a deixava mais perdida frente a frente do que em sua cabeça, o medo que percorria seu corpo era absurdo, ele era uma lenda não era? Mart O’Lantern não existia de verdade, existia? “Devem ser seus amigos te pregando uma peça Christie” ela dizia a si mesma.
- Quem é você?!
- Puxa vida querida Christie, não sabe realmente quem sou eu? – ele sorriu- deixe-me me apresentar, Mart Hotwood  , ou deveria dizer, Mart O’Lantern – ele se aproximou dela, Christie tentou correr, mas não consegui mover seus pés, seu estomago começou a doer, sua visão a ficar turva, e o ar parou de entra em seu peito.
- O que fez comigo? – ela colocou a mão na barriga se abaixando, tentando puxar o ar, sem sucesso. Quando viu o bolinho em sua mão, se arrependeu de telo comido.
- Ainda não fiz nada! Quanto ao bolinho, é um tipo de veneno que vai limpar o seu corpo para mim, mas não se preocupe, o veneno as de você junto com o sangue– ele veio até a menina e puxou seu cabelo, a fazendo olhar diretamente nos seus olhos negros sem expressão – você vai pagar pelo erro de seu pai menina!
- Meu pai nunca fez nada! – ela disse gritando, dando uma puxada no ar.
- Ele estava aqui, com seus amigos populares da escola! Ele as queria, ele queria as minhas aboboras! Não foi um acidente querida Christie Elliot! Ele estava aqui, ele subiu, eles começaram a jogar uma por uma de minhas aboboras no jardim! -, Mart O’Lantern gritava com a menia, puxando cada vez mais o seu cabelo, ela agora chorava, e a raiva crescia dentro dele. – Sabe o  que eles fizeram depois?! Eles me jogaram Christie! Disseram pra ir viver com as minhas aboboras! Mas eu não vou deixar isso quieto não é? Se ele e seus amigos me tiraram as minhas filhas, vou tirar as dele! – Christie começou a tossir, e a cada tosse que dava sangue escorria pela sua boca, Mart agora a segurava de pé, com uma abobora na mão, todo o sangue que saia da boca de Christie caia ali dentro, ela começou a ficar sem ar, a sua visão a escurecer, e suas pernas a bambearem, as últimas coisas que Christie se lembra daquele dia era do cheiro, da voz, das rizadas e da cabeça grossa de Mart O’Lantern.

Uma hora depois o corpo de Christie Elliot foi encontrado debaixo da arvore da família Hotwood, seu corpo quase não possuía sangue, a arvore estava verde, como se nunca tivesse estado sem vida, havia  uma abobora com sangue ao lado do corpo da menina, suas amigas choravam desesperadas do lado de fora do portão, sua mãe estava inconsolável ao lado do corpo da filha, atrás da linha de proteção policial, sem nem ao menos poder tocar na sua filha, sem poder dizer um ultimo adeus. Seu pai olhava fixamente para a varanda de Mart, ele o estava vendo, sorrindo, como se tivesse ganhado na loteria, o pai de Christie mantinha uma cara séria, de ódio, raiva e arrependimento.
- Querido, está tudo bem? – a mãe de Christie chegou perto do marido, limpando suas lagrimas, era meia noite em ponto agora, ela seguiu o olhar do marido, mas não viu nada, Mart havia sumido assim que o relógio marcou meia noite. – o que foi querido?
- Ele disse que ia se vingar – lágrimas começaram a descer pelo seu rosto – ele disse que eu ia pagar pelo que tinha feito a ele, mas por que a minha filha? Por que a minha querida Christie?! Ele tinha a mim! – o homem caiu de joelho no chão, chorando.
- Do que está falando Charlie Elliot?! – a mãe da menina não entendia mais nada do que o marido falava.
- Fui eu, eu e meus amigos que causaram a morte de Mart Hotwood! A lenda é verdade, ele disse que se vingaria, e o fez. Com a nossa filha, se eu ao menos pudesse voltar ao tempo, eu nunca o teria deixado cair, eu nunca o teria empurrado eu não...eu disse para a Christie ficar longe, eu pedi para ela... – a cidade se silenciou naquela noite, o halloween daquele ano foi marcado como o pior, não tinha sido apenas uma filha que se foi perdida naquela noite, foi uma amiga, uma companheira, uma contadora de historias, nada se foi provado a respeito de sua morte, não foi encontradas digitas, venenos, cortes, nada! Exatamente como havia sido com os meninos há anos atrás, o segredo de sua morte se foi com ela, a quem diga que Mart O’Lantern ainda espera nas noites de Halloween, seus outros assassinos passarem por ali, ou algum parente, e dizem que já viram Christie dentro da casa, gritando por socorro, mas as meninas mudaram de cidade com sua família, a casa hoje ainda está de pé, mas ninguém se atreve a passar na mesma calçada que ela, a arvore morreu de novo assim que o corpo da menina foi tirada de debaixo dela, e cidade se lembra apenas, da doce e linda menina que era Christie Elliot!

 

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