Manual de Sobrevivência Rockstar

Escrito por Ally - Siga a autora no Twitter
Beta-Reader: Natashia Kitamura



Primeira regra: Ignore sempre os paparazzis, mas dê a atenção necessária às suas melhores amigas. Esperá-las pode salvar sua vida. Literalmente.

- , O QUE VOCÊ TEM A DIZER SOBRE O ROMANCE COM O THOMAS DEKKER? - Um paparazzi gritou. Ignorei e segui até meu carro, que ironicamente estava estacionado do outro lado da rua.
- , É VERDADE QUE VOCÊ E A JÁ SE PEGARAM? - Ouvi outra voz. deu dedo a quem lhe perguntou isso e então o muro de flashes ficou mais intenso. Tampei os olhos e saí correndo até o carro, veio logo depois, e e estavam sendo interrogadas. Digamos que ignorar não é o forte delas, então eu e saímos de lá. Dei a partida, e ligou o rádio, estava tocando "Chasing Pavements" da Adele.
Cantamos juntas, eu imitando a Adele, e a metida a diva. Mesmo sabendo que ela é quase uma diva, mas isso não vem ao caso. Quando a música acabou, começou outra lá que eu não conhecia, porém cantou-a até o final, sem errar nenhuma parte da letra. Ri, e meu celular tocou. Era .
- Alô. - Atendi indiferente, e parei no acostamento, pois estava a poucos metros do posto policial e não estou a fim de ser multada.
- Cadê vocês? - Ela gritou, e ouvi chingando minha mãe.
- A gente ta indo pra casa, por quê? - Me fiz de desentendida, só pra irritá-las mais. Sabe né, amor de melhor amiga é assim mesmo.
- Porque nós estamos presas no banheiro de uma pizzaria só pra não ter que falar com esses paparazzi.
- Afe, pega um ônibus. - Falei e desliguei sem esperar resposta. Saí do acostamento, e começou a gargalhar.
- Sabe, se fosse comigo, você não continuava viva...
- É, imagino o que você faria. - Ri. - Mas ninguém as mandou botarem lenha na fogueira.
- Mas agora o fogo já se apagou, e quando chegarmos em casa, vem o incêndio.
Fiquei pensativa por um momento, mas passou quando uma música nossa começou a tocar no rádio, era o cover acústico de "My Hero", do Foo Fighters. Sorri e aumentei o som, cantando loucamente cada trecho. Até que quando chegou no refrão, eu e demos a louca e ficamos lá gritando: "THERE GOES MY HERO! WATCHING AS HE GOES".
Por coincidência, ou não, na mesma hora que falamos isso, um cara lindo passou na calçada, ele era ruivo com os olhos verdes, uma cópia perfeita do Rupert Grint. Eu e o acompanhamos com o olhar.
Ao voltar minha atenção para a estrada, percebi que - sem querer - eu estava na faixa errada, ficando na contra mão, e vinha um motociclista na minha direção, voltei à faixa certa, bem atrás de um caminhão de carga, que andava lentamente. Na pressa para voltarmos, pisei forte no acelerador e batemos direto no caminhão.

Segunda regra: Nunca se esqueça dos fãs. Querendo ou não, você deve tudo a eles!

Acordei em um quarto todo branco, em uma maca, e jazia ao lado, ainda inconsciente. Um garoto ruivo estava em um sofá, que deduzi que é para os visitantes, e ele conversava com e .
Esfreguei os olhos, todos os três "visitantes" vieram em minha direção, e me encheram de perguntas.
- Você está bem?
- Como isso foi acontecer?
- Viu, não quis me esperar, agora toma! Receba!
- É claro que não estou bem, eu sofri um acidente. E você, foi nascer lindo desse jeito, me distraiu. , vai se ferrar! - Respondi a todos.
- Oi gente, eu também estou viva, sabiam? - A voz de soou abafada pelos corpos ao meu redor. Os corpos se afastaram e deixaram o ao alcance de meus olhos.
- Eu odeio você, sua vaca. Tinha que ser justo na véspera do Grammy? - Ela resmungou e jogou uma seringa em mim.
- Ai, doida! Eu já disse que a culpa foi desse gostoso que teve que passar bem na hora em que eu tinha que ficar alerta no trânsito! - Repliquei, e ele deu uma risada. Tirei a seringa de cima de mim e a coloquei na mesa do meu outro lado.
- Vocês ganharam o Grammy de melhor banda de rock. - O quase Rupert disse, e falou em seguida:
- Vai ficar na nossa casa, só pra garantir...
- Então quer dizer que eu não pude apreciar antes, e não vou poder depois?! - gritou, furiosa. Ela me xingou de tudo quanto é nome, e antes que eu pudesse pronunciar qualquer coisa, uma enfermeira chegou e nos deu alta.
Eu e colocamos nossas roupas casuais, e quando saímos do hospital, vários fãs nos esperavam do lado de fora, segurando cartazes com frases de força e superação. Paramos para tirar fotos com cada um deles, ou pelo menos o máximo que conseguimos.
Não dei autógrafos, pois havia quebrado o braço, mas mesmo assim agradeci a todos pelo carinho. O garoto lindo foi logo atrás de nós, e todos entramos no carro de . Ela e foram nos bancos da frente, e eu fui com e o manolo no banco de trás. Ele me disse que se chama Charlie, e eu dei de ombros. No momento, o que menos me importa é o nome dele.
Assim que deu a partida, Charlie e começaram a se agarrar do meu lado. Tive uma leve crise de ciúmes, tentei olhar o mínimo de vezes possível, mas aí a coisa foi ficando mais quente e eu não resisti:
- Dá pra parar com isso?
Eles obedeceram, mas continuaram trocando carícias pelo caminho. Chegamos em casa, deixou o carro na garagem, e entramos pela porta de lá, óbvio. Fomos direto para a sala de estar, menos e Charlie, que foram para o quarto de hóspedes.
- Vocês deveriam ver ali na porta da frente... - comentou e depois foi à cozinha.
Eu e nos dirigimos à porta da frente e vimos vários presentes espalhados, entre eles, flores de todas as cores (n/a: Nhac, rimou!), pelúcias e cartas. Recolhemos todos os presentes os espalhamos pela sala, divididos. voltou da cozinha comendo um iogurte natural, desnatado e disse:
- Ai que coelho lindo, posso ficar? - Então ela deixou o iogurte em cima da mesinha de centro e agarrou o coelho como se fosse a última coisa existente na face da Terra.
- Pega. - Dei de ombros.
Guardamos as flores, azaléias no meu quarto, rosas no quarto de , orquídeas no orquidário (dã), demos as margaridas a , e as outras colocamos no jardim. As pelúcias foram: as que tinham o nome de ficaram com ela, e o mesmo comigo. Aquelas que não eram específicas, nós separamos por gosto. Ursos com a , coelhos para , gatos comigo. E os outros deixamos no quarto de presentes. As cartas nós separamos para ler mais tarde.

Terceira regra: Nunca deixe seu gato sozinho em casa.

Quando fui guardar minhas coisas, percebi que meu quarto estava todo arruinado, meu travesseiro preferido estava todo rasgado, e não tinha nada no lugar certo. E dormindo tranquilamente em cima do meu jeans estava o meu gato, Lennon.
- SEU FILHO DE UMA ALPACA! - Gritei, descontrolada e comecei a chutá-lo. Ele acordou desesperado, e revidou com um quase soco, arranhando minha coxa. Brigamos até a morte - não, mentira - e ele acabou vencendo.
- Isso não vai ficar assim. - Falei. Peguei-o pelo rabo e arrastei-o escada abaixo, até que ele se soltou e pulou em cima de mim, arranhando minha cara toda.
- VAI SE LASCAR! Semana que vem começa a turnê pelas Américas e eu não posso cantar com a cara toda arranhada porque meu gato acha que é melhor que eu. - Reclamei, e mostrei-lhe a língua, como se ele estivesse entendendo cada palavra que eu dizia. Lennon também me mostrou a língua, fazendo uma cara muito fofa, e eu o abracei forte.
- Desculpa. Eu te amo, mas você tem que parar de fazer isso. - Desculpei-me, e percebi que e Charlie estavam me encarando, confusos e seminus, lá da porta do quarto de hóspedes.
- É muita falta de homem nessa vida. - disse e voltou ao quarto. Charlie fez o mesmo. Desci as escadas com Lennon, e encontramos e abraçadas, deitadas no sofá assistindo Harry Potter e o Enigma do Príncipe.
Pigarreei, fazendo as duas olharem para mim.
- Vocês são estranhas. - Comentei.
- Nós? Você teve uma briga mortal com um gato. Um gato, ! - falou. se sentou, e pegou Lennon no colo, brincando com ele.
- Como você sabe? - Murmurei, e me deitei junto com ela.
- Seu rosto. - Ela respondeu passando os dedos pelos arranhões.
- Ai, droga. Você acha que melhora até a turnê começar?
deu uma risada sarcástica, que nem da Tereza Cristina. Não agüentei e ri também. Ficamos batendo papo até chegar e Charlie ir embora. Aí mudamos o assunto e ficamos conversando sobre os benefícios da ioga.

Quarta regra: Não se esqueça que acima de tudo, você também é uma pessoa comum. Que se apaixona, e está sempre vulnerável ao amor.

Passou a semana, e chegara quinta-feira, o dia do ensaio final para o primeiro show da turnê. Encontramos-nos no estúdio da casa de e , Charlie estava lá para assistir ao ensaio, junto com Thomas, meu namorado (n/a: Thomas Dekker, ator de The Secret Circle, meu seriado favorito. Recomendo! Hihi). , ao dedilhar os primeiros acordes de nossa música "clássica" Stardust, percebeu que o baixo estava todo desafinado e decidiu ir até nossa casa trocar o baixo.
- Por que você não o afina? É bem mais fácil! - resmungou.
- Porque vai demorar uma eternidade, vocês sabem como eu sou perfeccionista...
revirou os olhos, e foi correndo trocar o baixo (todas moramos na mesma rua). Enquanto improvisava um solo, eu fui falar com Thomas.
- Hey!
- Hey... Você está linda. - Ele disse e me deu um selinho rápido.
- Eu só estou usando camiseta e short! - Falei, tímida.
- E daí? Você continua sendo linda desse jeito. - Sorri, e presumi que estava super vermelha. Nos beijamos e depois voltamos a conversar. Conversa vai, conversa vem, até que...
- , você quer casar comigo? - Thomas me perguntou repentinamente. Engasguei, e perguntei, gaguejando:
- O q-quê?
- É, eu sei que foi inesperado, mas eu estava pensando esses dias, e concluí que você é a mulher da minha vida. - Sorri, e depois o beijei bem devagar.
- Sabe, você nem precisava ter perguntado isso... Porque a resposta é óbvia. - Falei e voltei a beijá-lo.
- Estava predestinado. - Ele disse, fazendo uma referência ao Secret Circle. Mordi o lábio e o beijei ainda mais. chegou com outro baixo, dessa vez afinado.
Antes de começarmos o ensaio, falei a todos sobre a novidade, e sugeriu que nós comemorássemos mais tarde. Agora sim, o ensaio aconteceu, e as músicas saíram ainda melhores que as originais. Digamos que eu estava inspirada...

Quinta regra: Aproveite cada segundo, pois a vida é curta e ela não espera.

- Prontas? - perguntou antes de subirmos ao palco.
- Sim. - Respondemos. Em seguida nos juntamos e rezamos um Pai-Nosso. Todas entraram no palco, e os fãs começaram a gritar histericamente. Elas os cumprimentaram e antes que eu entrasse também, Thomas segurou meu braço e me beijou. Disse que me ama, e me desejou boa sorte. Sorri e subi ao palco.
Cumprimentei os fãs, me acomodei na bateria e então dei o toque para começarmos.

"Muitas vezes a vida pode parecer injusta, mas sempre temos que observar por todos os pontos de vista. Assim como todo mundo, minha vida de rock star tem os altos e baixos. Tenho que agüentar as provocações da imprensa, mas não posso me esquecer que meus fãs sempre estarão me apoiando e me amando incondicionalmente. Mas eu ainda sou uma pessoa como todas as outras: Tenho minhas amigas, não sou imortal, posso sofrer um acidente a qualquer momento, e também me apaixono. Só que de uma forma diferente. Mas se tem uma coisa que é igual para todo mundo, é que a vida sempre terá os momentos bons e os ruins. Aprendi que temos que aproveitar os bons, e ignorar os ruins. Só assim valerá a pena no final." Xx

 

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