Love & Drugs

Escrito por Julia Kao - Siga a autora no Twitter
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Fechei os olhos, respirando fundo, enquanto a banda começava a tocar em harmonia. Tive certa dificuldade em distinguir a música das vozes, das risadas, dos gritos ao meu redor. Uma variedade enorme de sons preenchia o lugar.
Assim como as mudanças de humor que frequentemente vinham me atingindo e preenchiam a minha mente. Mas não pensem que eu sou esse tipo de pessoa bipolar, que muda de humor de uma hora para outra, do nada. Não. Minhas mudanças de humor são mais... Discretas. Sofisticadas.

Sophisticated mood swings
(Mudanças de humor sofisticados)

Nunca fui alguém de temperamento fácil. Mas ultimamente, qualquer coisinha já me tirava do sério. Poderia ser a risada esganiçada de alguma garota. O barulhinho de moedas caindo no chão. Qualquer coisa.

Manipulated daydreams
(Devaneios manipulados)

Mas também, o que você faria? Se tivesse seus sonhos manipulados a toda hora? A sua vida inteira controlada? Não surtaria? Não explodiria?
É por isso que eu estou aqui. Eu já não aguentava mais aquele lugar. Meus pais estavam me sufocando. Não querem me deixar viver a minha própria vida. Não querem que eu siga atrás de meus sonhos. Acredito que eles já tenham até feito um cronograma para a minha vida inteira.

We've got champagne taste
(Nós temos gosto de champanhe)

Ando em direção ao bar. Vejo várias garrafas de champagne sobre a cabeça do barman. Sempre tive vontade de experimentar, mas nunca tive dinheiro o suficiente ou preferia guardar tudo o que recebia. Por isso, apenas acabo pedindo um shot de tequila.

But not enough money for the real thing
(Mas o dinheiro não é suficiente para a coisa real)

Viro um copo. Viro outro, outro e mais outro. O álcool desce pela minha garganta pegando fogo. E começo a me sentir ótimo, invencível, como se eu tivesse chamas em minhas veias.

We've got flames in our veins
(Temos chamas em nossas veias)

A angústia e a raiva parecem sair de mim, enquanto a música parece se tornar cada vez mais alta e o cheiro de cigarro e maconha apenas mais forte.
Olho para o lado, já me sentindo alto, com a cabeça já girando um pouco, mas não me importo. E me pego preso em um par de olhos .
Ela sorri para mim, quando vê que chamou minha atenção.
- Oi. – Sua voz soa clara e perfeitamente. Não é aguda demais nem grave demais. Está no tom certo. – Dia difícil? – Pergunta, referindo-se à quantidade de copos de bebida à minha frente. Ela tem um sorriso simpático, mas ao mesmo tempo, malicioso no canto da boca.
- Sim. – Respondo. Ela ri, já que falo meio arrastado e enrolado. Acho que não deveria ter bebido tanto. – Você?
- …Pode se dizer que sim. – Ela responde misteriosa. Não sei dizer se ela é linda, ao certo. Não é nenhuma modelo e não possui uma beleza exótica, mas tem o seu charme.
- …. – Digo, estendendo-lhe a mão.
- . – aperta a minha mão. – Quer aproveitar o resto do show comigo, ?
- Claro. – Respondo. Tiro uma nota de 20 do bolso de meu casaco e coloco sobre o balcão, não me importando com o troco.
Andamos até o meio da pista (que está um pouco vazia, já que a banda já está terminando seu show) e dançamos ao ritmo da música. Ela ri de meus passos desajeitados. E eu percebo como a sua risada é viciante.
Dançamos até perder a noção do tempo. Ela fala sobre coisas aleatórias e eu tenho certa dificuldade em entender, mas não nos importamos.
- Obrigado a todos! Tenham uma boa noite! – O cantor diz, sob a salva de palmas.
E então, ela fica na ponta dos pés e me beija.
E é como se eu perdesse todos os meus sentidos por um momento.
- Vamos embora. Aqui tem gente demais. – Ela diz, quando finalmente descola os lábios dos meus.
- Também acho. – Respondo, ainda meio tonto (não sei se é por causa do álcool ou por causa do beijo).
E saímos daquele lugar quente e abafado para a noite gelada, sem nuvens nem estrelas.
Ela cisma para que compremos algumas bebidas, embora eu nem tenha dinheiro o suficiente para o resto da semana. Só para o fim de semana, no máximo. Mas eu acabo concordando com ela e passamos em um mini mercado 24 horas antes de irmos a um motel.

And just enough money for the weekend
(E apenas dinheiro suficiente para o fim de semana)

Entramos no quarto, ligamos a tevê e conversamos, bebendo e fumando. Ela me conta sobre sua vida e o dia que teve. Ela acabou de se formar da faculdade e não sabe o que vai fazer pro resto da vida (assim como eu), seus pais estão se separando e a melhor amiga acabou de se mudar para longe. também não estava tendo um dia fácil.
- E para piorar, um cara por quem eu estava interessada furou. Eu estava lá para um encontro, mas o desgraçado não foi. – Olhou para mim, com um meio sorriso. - …Mas tudo bem, valeu muito mais a pena ele não ter ido.
E é tão estranho, porque eu não consigo me controlar, e a puxo para mim.

And last night I did things
(E ontem a noite eu fiz coisas)

E eu estou tão fodido. Meus pais vão me matar.

My mother told me not to
(Que minha mãe disse para não fazer)

Eu deveria ir para casa.

With the people I shoudn't see
(Com as pessoas que eu não deveria ver)

Eu não deveria estar aqui. Não.

In the places that I should not go
(Nos lugares que eu não deveria ir)

Não deveria estar aqui, com ela.

And it felt just like
(E foi como)
And it felt just like
(E foi como)
And it felt just like
(E foi como)
And it felt just like
(E foi como)
And it felt just like
(E foi como)
And it felt just like
(E foi como)

Mas não consigo. Ela é tão viciante.

It felt like love and drugs
(E foi como amor e drogas)

Quando acordo, o sol já raia alto lá fora. A princípio não sei onde estou, nem que horas são. Mas então reconheço o quarto de motel barato que estou. Ouço o barulho do chuveiro ao fundo.
Sinto-me tão cansado. Cansado de ser manipulado. Cansado de tentar ser quem eu não sou. Cansado de querer ser aceito.
Cansado de se sentir cansado, basicamente.

Debilitated feelings
(Sentimentos debilitados)

Fico largado na cama, pensando.

Sprawled across the bed
(Esparramados pela cama)

Minha cabeça parece estar girando. Ouço cantando baixo, algo sobre “Edifícios azuis perfeitos”. Abafo um riso. Que raios de letra é essa? Essa garota é realmente muito esquisita...

She's spinning "Perfect Blue Buildings"
(Ela está girando "Edifícios azuis perfeitos")

Fico pensando. Pensando na minha vida. Pensando em , que está a apenas alguns metros de mim, no banheiro. Pensando no que vou fazer quando voltar pra casa. No que vou escutar de meus pais…
De repente, sinto uma pontada aguda na cabeça. Merda. A ressaca já está dando seus sinais. Parece que a minha cabeça é uma caixa cheia de pressão querendo escapar. A dor de cabeça é tanta que ouço um apito insuportável, como se um trem estivesse se aproximando. A pressão é tanta que começo a ouvir várias vozes em minha mente. Mas vozes de animais… Vozes de corvos, para ser mais exato. Um, dois… Cinco corvos. Não, seis. Não… Ah, sei lá. Muitos corvos.

While I'm counting crows inside my head
(Enquanto eu estou contando corvos dentro da minha cabeça)

- Acordou? – Ela pergunta, com aquele mesmo sorriso na cara, enrolada em uma toalha. Senta-se ao meu lado e me beija.
E eu percebo como eu não me canso de seus lábios.
Fico por cima dela e aprofundo o beijo. Parece que a cada minuto que passa, eu quero mais e mais dela.
Como uma desconhecida como ela conseguiu mexer comigo de uma maneira tão… Profunda? Tão intensa? Nos conhecemos há pouco mais de doze horas, mas parece que eu a conheço a minha vida toda.
Me sinto tão bem ao lado dela. É tão estranho.
Será que ela sente o mesmo por mim?

We've got champagne taste
(Nós temos gosto de champanhe)
But not enough money for the real thing
(Mas o dinheiro não é suficiente para a coisa real)
We've got flames in our veins
(Nós temos chamas em nossas veias)
And just enough money for the weekend
(E apenas dinheiro suficiente para o fim de semana)

- … - Ela me chama, com a voz falha. E eu me arrepio todo quando ela diz meu nome.
- Hm? – Pergunto, enquanto faço uma trilha de beijos por seu pescoço, descendo para seu ombro desnudo.
- Eu sei que isso não me diz respeito… Mas há alguma coisa te incomodando? – Paro de beijá-la no mesmo instante e me sento na cama. Ela se levanta também. Sinto seus olhos me encarando preocupados. Fico em silêncio. – Por que você não me parece o tipo de cara que sempre vai a um bar encher a cara, sabe? Você não foi como os outros caras que encontrei… Não quer apenas uma transa e vai embora, sem nem despedir… Você é diferente… - Sua mão toca em meu rosto e eu não consigo evitar não olhá-la. – Sabe… Eu fiquei te observando ontem a noite inteira. Você parecia meio… Desconcertado. Distante. Triste. O que houve…?
…E então eu sinto esse impulso sobrenatural de dentro de mim e simplesmente tenho de contar a ela. Tudo.
Conto a ela sobre a minha vida inteira. Dos meus pais, dos planos que eles têm para mim, dos meus sonhos e medos. Tudo.
- …E foi por isso eu peguei as chaves do carro e saí de casa. Dirigi sem rumo pela cidade até encontrar aquele lugar. – ouve tudo com atenção, sem me interromper uma vez sequer.
Quando termino de contar, ela apenas acaricia meu rosto e me beija, docemente. E, não sei como, me sinto bem melhor. Parece que um peso enorme saiu de meus ombros.
Sei que essa sensação é apenas por hora, sei que é passageira. Mas ela é tão boa.
- …Nós somos parecidos. – Ela diz.
- …Isso vai soar estranho, mas… Acho que era para isso ter acontecido mesmo, sabe?
- O quê?
- …Nós. Eu ter conhecido você. Ter parado de dirigir de repente e decidindo entrar justo naquele bar. E você ter marcado um encontro justamente lá e o imbecil ter te deixado sozinha. Acho que era para termos nos encontrado…
Paro de falar de repente, me arrependendo de ter dito o que acabei de dizer. Isso soou tão patético. Ela provavelmente deve estar me achando um maluco.
Mas tudo o que ela faz é abrir um sorriso enorme, que me faz até perder a noção do tempo.
- …Você é muito romântico.
- Isso soou muito idiota, não é?
- Não. Eu adorei essa teoria. – Ela coloca os braços envolta de meu pescoço. – Sabe, eu também acredito nisso. Acho que o destino armou isso pra gente.
Sorrio para ela. E nos esquecemos do tempo novamente.

And last night I did things
(E ontem a noite eu fiz coisas)
My mother told me not to
(Que minha mãe disse para não fazer)
With the people I shoudn't see
(Com as pessoas que eu não deveria ver)
In the places that I should not go
(Nos lugares que eu não deveria ir)
And it felt just like
(E foi como)
And it felt just like
(E foi como)
And it felt just like
(E foi como)
And it felt just like
(E foi como)
And it felt just like
(E foi como)
And it felt just like
(E foi como)
It felt like love and drugs
(E foi como amor e drogas)

- …Merda. – Digo, cortando o silêncio. Já está escuro lá fora novamente.
- O que foi? – pergunta, repousada em meu peito.
- Acho que não tenho mais uma casa. – Ela ri. – Estou falando sério! Minha mãe deve estar me procurando pelo país inteiro.
- Meus pais também.
Ficamos em silêncio de novo. Ouço a respiração tranquila dela.
- …Acho que estou realmente fodido.
Ela se desencosta de mim e fica me olhando.
- …Por causa dos seus pais?
- Não só por isso. – Respondo, brincando com uma mecha de seu cabelo.
- …Por causa do sermão que você vai ter que ouvir e a possível expulsão de casa?
- Também.
Ela pensa um pouco. E eu não posso deixar de sorrir.
- …O que tem mais para que você esteja tão fodido?
- …Eu estou me apaixonando. – Respondo, colando nossos lábios novamente.

Let the waves of strange fall down
(Deixe que as ondas de estranha queda caiam)

Ela para de me beijar, rindo.
- …Sério? – Ela me pergunta com um sorriso maroto no rosto, embora eu veja pelo brilho de seus olhos que ela está falando sério.
- Muito sério. Eu não sei… Você foi a primeira pessoa com quem consegui contar tudo. Nunca fui tão franco assim com ninguém, nem com os meus amigos ou com as minhas ex-namoradas. Você tem esse feitiço sobre mim. Estou totalmente chapado por você, . – Rimos de minha última frase.
- Eu também. Nunca me apaixonei por alguém de uma maneira tão rápida e intensa antes. – E sinto o gosto de tabaco com menta de seus lábios.

Let them crash and drift around
(Deixe-as cair e continue por perto)

- Você irá se arrepender, . Ouça o que eu estou te dizendo. – Meu pai diz detrás de mim, enquanto puxo uma mala de rodinhas para fora de casa e seguro outra pendurada no ombro. Ouço o choro de minha mãe também.
- Por que você não pode fazer o que planejamos para você? Você teria uma vida perfeita! Sem preocupações! – Ela diz, entre lágrimas. Dou um longo suspiro.
- Pai. Mãe. – Viro-me para eles. – Eu realmente amo vocês. Mas deixe-me fazer o que quero.
- Eu realmente não te entendo. Você já tem um emprego garantido seguindo os negócios da familia! Por que quer seguir uma carreira incerta? Você nem sabe se vai conseguir sobreviver com esse tipo de trabalho. – Meu pai tenta me convencer.
- Você vai jogar a sua graduação fora? Assim? – Minha mãe não consegue entender também.
Sim, meus pais são donos de uma empresa relativamente importante. E eu teria um cargo extremamente importante como vice-presidente. Me formei da faculdade de administração com notas excelentes, era um dos melhores alunos da sala, mas fiz a faculdade só para deixá-los orgulhosos. Mas eu não estava satisfeito comigo mesmo. Não estava feliz.
- Não estou jogando fora. Apenas vou fazer o que quero. Se não der certo, paciência. Mas a gente arranja um jeito. – Falei para que não tinha dinheiro, mas na verdade tenho bastante dinheiro guardado. Apenas não queria gastá-lo à toa. – Eu tenho minhas economias.
- E o que você vai fazer?
- Não sei ao certo ainda. – Ouço meu pai bufar. - Vou viajar. Conhecer o país. Retratar as realidades tão diferentes da minha. Ser livre. Ser feliz. Fazer o que eu amo.
- Ainda acho que você seria mais feliz se herdasse os negócios… Ser fotógrafo não dá dinheiro… - Ele murmura.
- Pai. – Coloco a mão sobre seu ombro. – Por favor, deixe-me viver a minha vida. Permita que eu erre. Quero aprender com os meus erros, trilhar meu próprio caminho. A vida é minha.
Meus pais não sabem o que responder.
Sorrio uma última vez para eles e vou andando em direção ao metrô com as minhas malas.
Sem despedidas. Provavelmente não serei bem-vindo em casa por algum tempo. Mas sei que eles irão entender algum dia.

And last night I did things
(E ontem a noite eu fiz coisas)

Dirijo-me para a estação rodoviária intermunicipal. Vejo uma garota mais do que conhecida sentada na mureta perto dos banheiros. Ela me vê e abre um sorriso enorme. Aquele mesmo sorriso de alguns meses atrás.
Ela se levanta, e vem correndo em minha direção, com uma mochila nas costas e puxando uma mala de rodinhas também.
- Achei que seus pais tinham te matado. – diz.
- Não. Mas acho que não vou ter uma familia por um tempo, se é que você me entende.
- Eu também não. Meu pai ficou uma fera. Eles simplesmente não conseguia entender. Minha mãe foi bastante compreensiva até. Fiquei surpresa. Mas sinto que se eu voltar pra casa, meu pai não vai falar comigo. Mas tudo bem. Porque eu tenho você. – Sorrio e acaricio seu rosto.
- Obrigado por ter entrado na minha vida. Embora você seja tudo o que a minha mãe proibiu.
- Como assim? – Ela pergunta entre risadas.
- Você sabe. Minha mãe sempre me dizia para não me apaixonar tão rápido por uma estranha. Em uma noite qualquer, num lugar qualquer. Sabe, acho que ela tinha um plano para que eu me casasse com uma das filhas do amigo do meu pai… Argh. Credo. – ri ainda mais.
- Por quê? Elas são chatas?
- Não… Mas elas são tipo irmãs para mim. Crescemos juntos.
- Entendo. – Ela sorri docemente. – Você também é o tipo de pessoa que minha mãe disse para que eu não encontrasse.

Your mother tells you not to
(Que sua mãe diz para não fazer)
With the people I shoudn't see
(Com as pessoas que eu não deveria ver)

- É mesmo?
- Sim. Ela e meu pai sempre tiveram medo de que um cara aparecesse e tirasse sua adorada filhinha de casa. E acho que eles sabiam que isso iria acontecer. - Ficamos sorrindo um para o outro feito dois idiotas por um tempo. - …Bom, para onde vamos?
- Não sei... Para um lugar que sua mãe disse para que você nunca fosse. – Brinco, fazendo-a rir.
- Para qualquer lugar que eu for com você já é automaticamente proibido pela minha mãe, .

In the places that I should not go
(Nos lugares que eu não deveria ir)

Sorrio para ela.
- Ok, então. Vamos para o norte. – Digo.
- Norte, lá vamos nós! – Rio. E me curvo para beijá-la, enquanto as pessoas trombam em nós e ficam reclamando de que estamos no meio do caminho.

Sabe, estou ansioso com isso. Tenho medo, óbvio. Sinto aquele frio na barriga só de pensar no futuro.
Não sei se isso vai dar certo. Se essa nova vida que está prestes a começar vai dar certo. Se eu e vamos dar certo. Mas…
Mas eu quero tentar. Essa é a vida que eu quero para mim. Juntamente dela para todo o sempre, se possível. A cada dia que passa, ela se torna cada vez mais incansável.
Porque ela é, eu me atrevo a dizer, o amor da minha vida. Quando não estou com ela, sinto um vazio. Ela é a minha droga. E o seu amor é a única coisa que me dá forças de seguir atrás dos meus sonhos e viver a vida que quero. Só enfrentei meus pais e saí de casa por causa dela, por causa de seu apoio.
E eu preciso dela.

And it felt just like
(E foi como)
And it felt just like
(E foi como)
And it felt just like
(E foi como)
And it felt just like
(E foi como)
And it felt just like
(E foi como)
And it felt just like
(E foi como)
It felt like love and drugs
(E foi como amor e drogas)

…Porque ela é como amor e drogas, tudo junto.

It felt like love and drugs
(E foi como amor e drogas)

It felt like love and drugs
(E foi como amor e drogas)

FIM

 

Comentários da autora



Oi gente! Obrigada por terem lido!
Desde que o The Maine (<3) lançou o Forever Halloween eu estava com uma vontade enorme de ler ou escrever uma fanfic de alguma música deles! Mas infelizmente não vi nenhuma e estava sem inspiração… (Talvez tenham enviado alguma e eu não tenha prestado atenção)
E de repente, nessa semana, ouvindo Love & Drugs, me surgiu essa ideia! A fanfic é meio sem pé nem cabeça, mas afinal, estamos falando de amor e drogas, não é mesmo? Não é para fazer sentido huasuahsasuhsauh.
Enfim, espero que vocês gostem dela! :)

Xo,
Julia Kao."