Love Crazy

Escrito por Gi Buscacio - Siga a autora no Twitter
Beta-Reader: Beezus



Parte do Projeto Songfics - 4ª Temporada // Música: Taylor Swift - Fearless

Eu não deveria ter feito isso. Não mesmo. Mas foi uma coisa tão natural. Foi como se química, física, gravidade, tudo se misturassem a favor de nós dois. A favor do beijo. Menos uma única coisa no mundo: . É claro que ele não sentiu os chifres se formando acima de sua cabeça, mas estavam lá. Um par de chifres enfeitando a cabeça do garoto. E o pior não era isso. O chifre estava sendo dado pelo seu melhor amigo.

5 horas e 47 minutos antes

Entrei na, agora abafada, casa do meu namorado. Eu não entendia o motivo de chamar meio mundo para comemorar seu êxito no vestibular. Toda a mobília estava fora de seu lugar de origem. Facilmente se via que objetos caros e quebráveis haviam sido removidos. A música era alta e um aglomerado de pessoas dançava no meio da sala de estar dos pais do . Eu não aguentaria muito tempo ali, falaria com alguns conhecidos, beberia algo não alcoólico e daria um jeito de voltar para casa. Avistei visivelmente alterado conversando e rindo histericamente com alguns amigos. Bêbado. De novo.

- Ali está a musa dos meus dias! - gritou e começou a rir quando viu que eu me aproximava. Sorri amarelo.
- Oi. - Falei para os garotos que eu conhecia de vista. - Parabéns, meu amor. - Dei um tímido selinho no meu namorado. Não, eu não gostava de muitas demonstrações de afeto em público. E o que o fez? Deu-me um beijo de novela e se afastou um pouco, passando o braço esquerdo pelos meus ombros.
Eu com certeza estava vermelha.
- Chuchuzinho, - começou a falar, enrolando a língua. Ah, sim. Ele estava completamente bêbado. - Esse é o , lembra do ? A gente saía às vezes.
Segui a direção em que o dedo dele apontava e percebi que ele não estava bêbado. Estava bêbado, chapado e drogado. Aquele definitivamente não era o . O não era tão forte e nem tão... Bonito. Ele era magrelo e falava estranho. Talvez ainda fale.
- Nossa, ! Você... Cresceu! - Falei, estendendo a mão. Ela devia estar tremendo. Ou no mínimo suada.
- É, você também não está nada mal, . – Incrivelmente a voz também tinha mudado. E como! Ele estava lúcido e isso era óbvio, afinal ele encarava focadamente os meus... Seios?
- Você não bebe? - Falei, tirando a sua atenção das minhas partes não tão baixas. Por favor, o meu namorado estava ali do lado. Bêbado e conversando idiotices com outros bêbados, mas estava ali. E eles eram melhores amigos.
- Não. Vou dirigir até em casa. Não dá muita sorte dirigir na estrada, alcoolizado.
- Ah, você mora em outra cidade.
- Somos vizinhos. - Vizinhos? Não, nós com certeza não éramos vizinhos. Meu vizinho era a minha paixão platônica. Era alto, forte e bonito assim como... Assim como o . Pensando bem, eles eram iguaizinhos. Oh, meu Deus! O era meu vizinho!
- Você... Meu Deus! Eu ia morrer sem saber disso! - Falei, rindo.
- É, eu também. Descobri hoje quando o pediu que eu te levasse pra casa.
- Bom, pelo menos eu já tenho carona garantida.

Eu e continuamos a conversar animadamente e beber coisas aleatórias. Meu Deus... Ele era o meu vizinho. O meu vizinho. Eu devia estar tremendo mil vezes mais do que quando fui cumprimenta-lo. Se ele sequer sonhasse com os pensamentos impuros que ele despertava em mim, adeus namorado e adeus vizinho.

2 horas e 23 minutos antes

Se quiser, coloque a música para tocar.

- Sério isso? É sério? Engarrafamento á meia noite? Em uma estrada? Ninguém aí trabalha, não? - Falei, altamente estressada. - Não tem como ficar pior, não tem! - Logo após eu dizer isso, as nuvens resolveram se soltar. Resumindo: começou o maior temporal.

There's somethin' 'bout the way
The street looks when it's just rained
There's a glow off the pavement
You walk me to the car
And you know I wanna ask you to dance right there
In the middle of the parking lot
Yeah
Oh yeah

We're drivin' down the road
I wonder if you know
I'm tryin' so hard
not to get caught up now
But you're just so cool
Run your hands through your hair
Absent mindedly makin' me want you

- Acho melhor você parar de reclamar, . - disse, soltando uma leve gargalhada. Segurei-me para não suspirar. Como eu estava amando aquele som e odiando aqueles 50 centímetros que separavam o banco do motorista e o banco do passageiro. - Olha só, 'tá começando a andar.
- Ah, agora essa coisa resolve se mexer, não é? - Falei, cruzando as pernas e fazendo a minha melhor cara de emburrada.

deu a partida no carro e o único som que se ouvia era o do para-brisa, que ia de um lado para outro. Meu vizinho passava a mão constantemente pelo cabelo desarrumado e seus olhos às vezes pousavam em mim e outras na estrada, que agora tinha o tráfego parado novamente. Olhei para pela bilionésima vez nesses 40 minutos em que nós estávamos na estrada e percebi que ele me encarava. Mas especificadamente, encarava as minhas pernas. Descruzei-as rapidamente quando percebi que, estando cruzadas, elas faziam o vestido levantar-se um pouco. Ouvi-o soltar uma leve risada e automaticamente sorri. Ao perceber o que fazia, fechei o sorriso. Não, não. Eu não iria me apaixonar pelo melhor amigo do meu namorado. Os carros que estavam na frente do nosso começaram a andar e o retirou minha mão de onde estava porque ela estava o impedindo de mudar de marcha. Clichê, mas com o toque, senti pequenos choques percorrendo a área do meu pulso. Talvez isso seja sinal de alguma doença qualquer.

- Acho que o trânsito vai diminuir daqui a pouco. – Ele disse, puxando um lenço e secando o leve embaçado que estava no vidro.
- Como? – Respondi, lerda.
- Ali – Ele apontou para uma curva que estava a alguns metros de nós – É a entrada para outra cidade. Parece que esses carros estão indo para lá, mas nós vamos continuar seguindo reto.
Hum, ele cheirava muito bem.
- Ah, sim. Saquei. – Falei, mesmo sem fazer muita ideia do que ele estava querendo dizer. Acho que o perfume dele teria o mesmo efeito que maconha em qualquer mulher nesse planeta. Talvez em outros também.

And I don't know how it gets better than this
You take my hand and drag me head first
Fearless
And I don't know why but with you I dance
In a storm in my best dress
Fearless

So baby drive slow
‘Til we run out of road

in this one horse town
I wanna stay right here
in this passenger's seat
You put your eyes on me
In this moment now capture it, remember it

Os carros voltaram a andar e, consequentemente, voltou a dirigir. Após um tempo, como ele previu, todos os carros haviam ficado para trás e poucos seguiram a estrada. Passamos por um posto de beira de estrada e optamos por parar ali, o carro estava com a gasolina no fim e eu queria comer alguma coisa. A parada foi rápida e logo nós estávamos entrando no carro correndo porque (SURPRESA!) o posto não era coberto e ainda estava chovendo. Sentamos correndo e viramos cada um para a porta oposta. Nós seguiríamos viagem sem tensão caso nossos rostos não tivessem quando se encostado. Mas com o nosso grande nível de sorte, isso não aconteceu.
Um quase beijo. Um quase beijo no meu vizinho.
Ajeitamo-nos em nossos assentos e, ainda um pouco envergonhados, pudemos seguir viagem. Em pouco tempo, mais ou menos quando eu comecei a pensar que as nuvens carregadas eram eternas, parou de chover, facilitando a locomoção do carro.

2 minutos antes

Não demorou muito e o carro estava estacionado na garagem da casa vizinha á minha e eu torcia o meu cabelo que ainda pingava. Peguei minha bolsa e a sacola cheia de biscoitos que eu havia comprado na estrada e pude ver pegar sua carteira, suas chaves e seu celular.
- Vou te acompanhar até sua casa. – Ele disse e, quando percebeu que eu iria retrucar, disse: - Está tarde, nunca se sabe o que pode acontecer.
Em apenas um minuto estávamos em frente à porta da minha casa.
- Bom... ‘Tá na minha hora. Boa noite. – Falei, me aproximando dele e deixando um leve beijo em sua bochecha.
- Ei! – Ouvi-o gritar e me puxar. Vi nossos rostos ficarem muito próximos pela segunda vez nesta noite. Mas dessa vez ele não se afastou. Pelo contrário, ele nos aproximou. Seus lábios tocaram os meus e foi como uma grande explosão de fogos de artifício dentro do meu estômago. É, eu estava apaixonada. Sem dúvida, apaixonada.

Cause I don't know how it gets better than this
You take my hand and drag me head first
Fearless
And I don't know why but with you I'd dance
In a storm in my best dress
Fearless

Well you stood there with me in the doorway
My hands shake
I'm not usually this way but
You pull me in and I'm a little more brave
It's the first kiss,
It's flawless,
Really something,
It's fearless.

Separamo-nos e, sem olhar para o rosto do menino, corri para casa como um pequeno bicho assustado. Não que eu estivesse muito diferente.

Hora atual

Talvez eu devesse... Não, não. Com certeza não. Mas meus movimentos pareciam não estar em harmonia com meus pensamentos e meus dedos rapidamente digitavam os números que eu sabia de cor e salteado. Como eu imaginava, a ligação caiu na caixa postal.
- ? – Falei, após o sinal – A gente precisa conversar.

FIM!
Só que não

 

Comentários da autora



Heeeeey, people! Vocês devem saber, mas só lembrando: Se forem deixar críticas, somente as construtivas, valeu? Nada de “Isso tá horrível” e “Como você tem coragem de escrever?”. Que está horrível, eu já sei, não precisa esfregar na cara. Boooooom, queria agradecer algumas pessoas:
1º: Minha prima linda, perfeita e maravilhosa que me deu essa inspiração nos 43 do segundo tempo.
2º: Quem quer tenha betado essa porcaria aqui. Você é linda e maravilhosa mesmo que eu não saiba quem você é (ainda).
3º: Minha professora de artes que passou uma pesquisa para fazer e, como eu estou em época de estudar, estudar e estudar, pude entrar na internet e enviar a songfic.
Mil salva de palmas para essas três pessoas maravilhosas!!!!

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