It's time to move on

Escrito por Lígia Barros - Siga a autora no Twitter
Beta-Reader: Natashia Kitamura



Capítulo 1

Era incrível como a inauguração de um restaurante era totalmente diferente do que eu imaginava. A recepção ainda estava lotada e eu já estava mais do que cansada de receber elogios e tapinhas nas costas. Meu pensamento não saía da figura dele. E de tudo que tinha acontecido.
Eu tinha o expulsado, mas achava que era normal pensar nele, especialmente naquele dia...
Tudo bem. Era minha culpa mesmo que ele não estivesse lá.
Vi meu celular apitando quando abri minha bolsa para checá-lo. De 5 em 5 minutos eu estava me escondendo em qualquer canto do restaurante para olhar o visor do celular a espera de notícias. Oh sim, eu estava esperando uma mensagem dele.

"Como foi no restaurante? Parabéns pela inauguração."

Eu não sabia o que responder, parecia tudo tão estranho. No impulso, apenas agradeci, mas sentia tanto sua falta!
E de repente eu me vi no fim da noite, sozinha no restaurante. Luzes apagadas e mesas arrumadas para o dia seguinte. Tudo pronto e eu parada lá. Talvez esperando que aparecesse, talvez contemplando meu sonho que tinha se tornado realidade, talvez pensando no que faltava. O que quer que fosse não importava realmente. Eu estava apenas exausta e tinha que ir para casa.
Eu mal podia andar e estava praticamente me arrastando até o prédio onde morava. Cruzei os dedos mentalmente, torcendo para que o elevador não estivesse quebrado.
Flores na mesa do porteiro? Tulipas. Minhas preferidas. Eu não gostava muito de plantas e flores, exceto por tulipas. Não são flores maravilhosas ou coisas assim, mas eu as adorava! Tulipas brancas e rosas, como as... . Era ele.
- Gostou das flores? – Pulei de susto com a voz do vigia da noite. Percebi que estava com as mãos nas flores e totalmente perdida em pensamentos. Sorri para o senhor que se sentou na cadeira atrás da mesa onde estavam as flores. – São muito bonitas. deixou aqui para você, mais cedo. Ele disse que tem um cartão em algum lugar entre elas.
Sorri e peguei as flores. No elevador, encostei-me ao fundo dele e fechei os olhos. Ele estava tentando fazer com que eu me sentisse mal? Porque ele estava conseguindo.
Chegar no andar do apartamento, abrir a porta do elevador e senti-la bater no pé de uma pessoa, o que era uma das coisas que mais me irritava na face da Terra. Era uma mania realmente irritante!
- Porra, ! – A voz de ecoou pelo corredor do andar e gelei. Me virei e pude ver o homem por quem eu sempre fui apaixonada e o mesmo que eu tinha expulsado de casa, me olhando com uma cara de dor.
- ...
- Cala a boca. Vamos entrar logo. - passou por mim, tirando uma chave do bolso. A chave do apartamento. Nós entramos e... Deus, como eu tinha deixado a casa ficar naquele estado? Estava tudo bagunçado! – O que você tem feito aqui sem mim, ?
- Você precisa falar ‘sem mim’? – estava na minha frente. Ele se virou, deu um sorriso e apontou para um canto da sala.
- Sem problemas, eu estou voltando para casa. – ELE ESTAVA O QUÊ?
- VOCÊ ESTÁ O QUÊ? – Eu estava chocada. Obviamente não era uma coisa ruim, mas eu não achei que fosse decidir voltar assim, tão de repente. Eu não entendia o porquê ele fazia aquilo, mas não liguei apenas me joguei em direção a ele, me esquecendo das flores e lhe dando um abraço. envolveu seus braços em minha cintura e suspirou. Eu não gostei daquilo - ...
- Você já pode... - pigarreou ao me soltar e eu sorri já sabendo o que ele perguntaria. – Você sabe... Eu estou com tantas saudades.
- Sim, eu posso.

Quando reparei, nós já estávamos batendo nas paredes enquanto nos dirigíamos para o quarto, sem sequer parar para respirar.
Nossas roupas encontraram o chão em segundos e o resto... O resto é história.

Capítulo 2

Acordar com o cheiro do café que fazia era a coisa que eu mais precisava naquele dia. Botei uma camisola e fui até a cozinha encontrar .
- Ei, você. – Parei na porta e chamei para que ele me olhasse. Dito e feito. – O café está pronto?
- Quase. - veio até mim, sério.
- Você não acha que devemos conversar?
- Certeza. - me pegou pela mão e me levou até a mesa da cozinha. Sentei-me na cadeira a frente dele, sem saber exatamente por onde começar. - , você sabe que eu sinto muito. Você sabe que eu queria...
- Eu sei e não é sobre isso que eu quero falar. Quer dizer, eu não soube lidar, nós não soubemos lidar... Não, não é sobre isso que precisamos conversar. - Eu estava de olhos fechados desde que começara a falar. Eu não queria falar, muito menos ouvir sobre o... sobre... Apenas abri os olhos e sorri. – Por que você voltou? Quer dizer, achei que você fosse...
- Esperar? Você é orgulhosa demais, . Talvez nem fosse me chamar de volta. – Eu rolei os olhos.
- Isso não é verdade. Eu preciso tanto de você, . - apenas suspirou e sorriu, levantando-se para terminar de fazer o café.

Era estranho ter de volta em casa. Mesmo tendo dormido juntos, nós mal nos falamos durante o dia. Era complicado demais.
Ele estava sentado no sofá, quando saí do quarto. Não estava assistindo televisão, nem lendo, nada. Ele apenas estava sentado lá.
- ... - Cheguei perto dele e ele me olhou. Eu sorri, mas não fui correspondida, sentei-me ao seu lado sabendo que ele estava pensando naquilo. – Está tudo bem?
- Eu só estou pensando. - me olhou, fez carinho na minha bochecha e me beijou.
- Naquilo. – Foi o que eu falei assim que nos afastamos. assentiu. Peguei no rosto de , sorrindo bem fraquinho. – Vamos para o restaurante. - me olhou confuso quando eu levantei do sofá e o puxei pela mão. – Você não o viu pronto e bom, nós estamos proibidos a partir de agora, de pensar nisso. Aqui ou em qualquer lugar, agora ou em qualquer momento. Nós vamos seguir em frente, .
- Seguir em frente. – Assenti e se levantou dando um sorriso de meia boca e foi em direção ao quarto.
E então eu estava sozinha na sala. Abracei minha barriga, abaixei a cabeça e fechei os olhos.
Passei a mão na minha barriga fazendo carinho e levantei a cabeça, forçando um sorriso.
Seguir em frente.

 

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