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Escrito por Escrito por Karoline Gomes | Beta-Reader: Tamis (até capítulo 29)| Mah


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Capítulo 01

Harry’s POV
Eu sempre gostei de curtir a vida ao máximo. Festas, baladas, garotas, e nada mais justo do que aproveitar a vida, afinal, tenho 18 anos, no auge da juventude, sou filho de um grande produtor musical, George Styles, com certeza você já deve ter ouvido falar dele, todo o Rio de Janeiro e adjacentes conhecem o meu pai. E além de tudo, não tenho mãe pra me regular, já que meu pai se separou da minha mãe, Susan, quando eu tinha uns 10 anos, e ela se mudou pra Nova Iorque junto com minha irmã, , que na época tinha uns 7 ou 8 anos. Desde então não tive mais noticias da minha mãe, eu soube que ela casou com um jogador de beisebol há dois meses, mas não me importo, não falo muito com a minha mãe, nem com a minha irmã, apesar de lembrar que nós brincávamos muito quando crianças, não me lembro como ela é, nem mantive contato com ela.
Eu estudo na Westwide High School, uma escola muito chata, cheia de regras, onde não se pode fazer nada, pelo menos têm uma parte boa, os amigos. Meu melhor amigo chama-se Zayn, ele é estrangeiro, de um lugar que eu não lembro qual é, ele se mudou pro Brasil e mora sozinho, os pais continuam lá, administrando a multinacional que eles têm. Eu tenho uma namorada, chamada , ela é chata, fala demais, reclama o tempo inteiro, mas é bonita, gostosa, se veste bem e ainda é rica, sem falar que eu posso trocar a hora que eu quiser, e todas as garotas da escola estão loucas pelo lugar dela. Digamos que eu sou tipo o popular da escola e mando em quase tudo, e em quase todos.
Eu sou Harry Styles!

Liam’s POV
O que eu posso dizer sobre mim? Eu sou tímido, prefiro ficar na minha, não sou tão bonito nem forte como a maioria dos garotos, não gosto de festas, nem de beber, nem de ficar com várias garotas em uma noite, não prático esporte algum, a não ser que digitação vire um esporte, eu prefiro ficar em casa escutando música, lendo, ou então no computador. Traduzindo, eu sou aquilo que as pessoas costumam chamar de nerd ou perdedor, como os garotos da minha escola me tratam. Eu não tenho muitos amigos, sou mais quieto, reservado.
Eu me mudei pro Rio há poucos dias, antes eu morava em Belo Horizonte, acho que por isso sou tão quieto. Eu me mudei pro Rio porque consegui uma bolsa numa das melhores escolas daqui, a Westwide High School, é mais ou menos uma escola americana no Brasil, pouquíssimos bolsistas conseguiam vaga, sorte a minha. Agora eu moro longe dos meus pais, junto com meus primos, , Joaquim e Paulo, três irmãos que perderam os pais e agora moram juntos. Joaquim e Paulo são mais velhos, tem entre 20 e 25 anos, ainda tem 17 e estuda, por mérito de seus irmãos que pagam caro, na mesma escola que eu. Eles são pessoas legais, acho que nos daremos muito bem. Enfim, agora eu acabo de começar uma nova vida e espero que esta me reserve grandes surpresas e transformações.
Eu sou Liam Payne!

Louis’s POV
Imagine uma família que nunca deu certo, problemática. Seu pai é alcoólatra, vive bêbado, isso quando não esta dormindo. Sua mãe não para em casa, é professora, tem dois empregos e nem liga pro filho. Imaginou, pois essa é a minha família. Minha mãe, Elizabeth, é professora em uma das maiores escolas do Rio de Janeiro, a Westwide High School, e por sorte (ou por azar) conseguiu me colocar nessa escola, e é lá que eu vou estudar esse ano. Ela é a chefona da casa, mas nunca vive aqui. Meu pai, João, também não para em casa, vive em bares com os amigos, por isso acabou perdendo o emprego. Ele começou a beber desde que minha irmã, Catarina, morreu em um acidente de carro, e ele estava dirigindo, ele se sentiu culpado e por isso bebe até hoje. Eu convivo a maior parte do tempo com a Lilian, nossa empregada. Eu tenho outro irmão, Nicholas, mas ele vive em Madri, na Espanha, trabalhando como fotógrafo.
Mas mesmo com todos esses problemas, eu ainda sou um cara divertido, alto-astral, pelo menos é o que a Lilian diz. Eu gosto de rir, acho que sem risadas a vida não valeria a pena. Eu também não deixo os problemas dos meus pais me afetarem, eu levo a vida do meu jeito e sempre sorrindo. Meu sonho é ser cantor, e eu tenho muito talento, modéstia a parte, toco bateria, e também componho alguns versos, mas a minha mãe vive dizendo que isso é besteira, perda de tempo, que eu tenho que focar nos estudos pra virar um grande advogado, esse é o sonho dela e ela quer que eu realize. Pois é, pressionado pela mãe, fica quase impossível dizer não.
Eu sou Louis Tomlinson!

Zayn’s POV
A vida que eu pedi a Deus é o que eu tenho, ou pelo menos todos acham que eu tenho. Eu sou filho de uma muçulmana com um brasileiro, que moram nos Estados Unidos administrando a sua grande multinacional, e eu vim para o Brasil estudar na Westwide High School, a melhor escola do Rio de Janeiro, moro sozinho, em um belo flat em Copacabana, e recebo toda mês uma mesada milionária dos meus pais. Você deve estar pensando que essa é a minha vida, pois se enganou, essa é a vida que todos pensam que eu tenho.
Eu sou filho de uma muçulmana, pelo menos de uma descendente de muçulmanos. Minha mãe, Alzira, na verdade é empregada doméstica, trabalha em casa de família rica, enquanto nós moramos em um barraquinho no morro do Cantagalo, bem, pelo menos é a favela mais próxima da zona sul. Eu estudo sim na Westwide High School, que a minha mãe paga com muita dificuldade, lá sim, eu mando em tudo e tenho a vida que eu quiser. Meu melhor amigo chama-se Harry Styles, filho de um figurão daqui do Rio de Janeiro, conhecido por todos. Ele é o popular da escola, e eu, como seu amigo, fico com 50% da sua fama, o que inclui todas as gatinhas da escola, porque ele tem namorada, a .
Todos lá pensam que eu sou rico, de família nobre, bem que eu queria ser. Garanto que ninguém da escola gostaria de mim se soubessem que sou filho de empregada e moro na favela, eu tenho vergonha de morar naquele lugar, com aquela gente, e pelo menos na escola eu posso ser quem eu sempre mereci ser: o melhor!
Eu sou Zayn Malik!

Niall’s POV
E daí se eu não tenho amigos? E daí se eu não saio de casa? E daí se o meu pai é o diretor da escola? E daí? Eu tenho dinheiro, inteligência, esperteza e ambição, eu posso chegar aonde eu quiser, sem depender de ninguém. Meu pai, Felipe, é o diretor da Westwide High School, a melhor escola do Rio de Janeiro, e aqui quem manda sou eu, afinal, eu vou herdar esse império, e tenho que por ordem na bagunça. Aqui muitas pessoas me odeiam, principalmente o tal do Harry e a sua turma, pois eu sou o único que sei de tudo que eles aprontam aqui na escola, e só não conto e faço eles serem expulsos porque eu estou esperando a hora certa pra agir.
Minha mãe morreu no meu parto, e meu pai me criou a mão de ferro, com regras, disciplina e respeito, e isso eu levo até hoje. Eu sei muito bem o meu lugar, e sei também o lugar onde as outras pessoas devem estar, se elas me odeiam por tentar colocá-las no lugar, dane-se, quando eu estiver no topo, quando tiver vencido na vida, elas não terão feito a menor diferença na minha vida.
Arrogante? Às vezes, mas só com quem merece. Metido? Claro que não, eu só sei o que eu mereço, e é o melhor. Chato? Sempre que preciso. Rígido? Sim, a vida precisa disso. Odiado? Por muitos, mas o que vem de baixo não me atinge, só me levanta (n/a: Momento Orkut do Niall..kkk).
Eu sou Niall Horan!

Capítulo 02

Liam’s POV
Primeiro dia de aula e de uma nova vida. Assim que cheguei ao colégio, fiquei algum tempo parado, observando as pessoas que estavam no pátio, e, como eu imaginei, todos estavam bem vestidos, com roupas de marca, e outros chegam em carros importados e motos de última linha, eu me senti um estranho no ninho.
- Liam, eu vou andar pela escola, tudo bem? – disse , que estava ao meu lado.
- Ok, eu também vou andar um pouco.
saiu em direção ao corredor. Na entrada da escola, havia um corredor onde haviam portas que eram o auditório, sala de computação, biblioteca, etc. Depois do corredor, havia um pátio com árvores, mesas e bancos, e onde também ficava a cantina. Ao lado da cantina, ficava o prédio principal, que tinha dois andares.
Comecei a andar pelo pátio, para conhecer a escola, e logo vi uma garota sentada, ela era linda, tinha cabelos castanhos com luzes loiras, que ia até sua cintura, olhos pretos, pele um pouco morena, e baixa. Linda, essa foi a única palavra que encontrei para defini-la. Pensei em me aproximar, afinal ela estava sentada sozinha, mas logo alguns amigos se aproximaram dela, e achei melhor não me aproximar. Fui em direção a biblioteca, ler era a melhor coisa a se fazer agora.

’s POV
Deixei Liam na entrada e fui até o prédio principal, tentar encontrar a minha sala, Não haviam muitas pessoas pelos corredores, a maioria estava no pátio. Fui até meu armário, que abri com muita dificuldade porque ainda não estava acostumada, guardei minha bolsa, e peguei apenas dois livros que eu precisaria hoje. Enquanto caminhava pelo corredor lendo meu livro, acabei tropeçando em um garoto.
– Desculpe, eu não te vi – Eu disse enquanto me abaixava para pegar meus livros, enquanto o garoto continuava parado. Poxa, ele não podia me ajudar?
Quando levantei, pude reparar melhor no tal garoto, e ele era lindo, cabelos curtos e loiros, olhos azuis, pele branca, alto, parecia um príncipe. Calma , você não pode se apaixonar no primeiro dia de aula por alguém que você nem conhece, ou pode?
– Eu que peço desculpas, estava distraído. – finalmente ele falou alguma coisa, e a sua voz era tão linda quanto ele, parecia um anjo. – Meu nome é Niall – ele disse esticando a mão.
– Eu sou , mas pode me chamar de – Eu apertei sua mão.
– Você é nova aqui? – Niall perguntou e eu apenas afirmei com a cabeça. – Então, eu posso te ajudar a encontrar sua sala, você parece perdida – Ele riu, e seu sorriso era ainda mais lindo. Ele era mesmo um anjo.
– É, eu preciso mesmo de ajuda.
Ele me acompanhou até a minha sala, o 2º ano, e lá ficamos conversando durante um bom tempo. De vez em quando algumas pessoas passavam pela porta e nos olhavam esquisito, o que tem de errado comigo, eu estou suja ou descabelada? Mas voltando, acabei descobrindo que Niall, ou Nini, como eu o apelidei, era filho de Felipe, o reitor da escola, mas não era chato, pelo contrário, era um garoto divertido, simpático e muito lindo. Com certeza seriamos ótimos amigos.

’s POV
Meu pai foi deixar eu e Harry na escola, depois de muita briga com Harry, pois ele queria ir dirigindo para a escola, e ainda reclamava porque eu estudaria na mesma escola que ele.
– Eu também não gosto nem um pouco da ideia de passar 24 horas do dia com você, Sr. Egoísta – Eu disse já cansada de ouvir Harry reclamando.
– Pai, por favor, coloca ela em outra escola, eu faço o que o senhor quiser – Harry praticamente implorava para papai.
– Não Harry, pela milésima vez, não. A vai estudar aqui e pronto. – disse papai enquanto estacionava o carro. – Agora vão antes que se atrasem.
– Tchau pai. – Eu disse saindo do carro.
Harry bateu a porta com tanta força que eu pensei que fosse quebrar, depois foi até o pátio onde estava um grupinho, com certeza amigos seus, eu ainda não entendia como o meu irmão tinha mudado tanto. Segui em direção à biblioteca, onde havia algumas pessoas nas prateleiras, olhei alguns livros, mas nenhum me agradava, então fui até as últimas prateleiras, onde vi um garoto procurando um livro. Ele era alto, um pouco forte, tinha cabelo curto e castanho, da mesma cor de seus olhos, que agora estavam com óculos, o que deixava ainda mais charmoso. De repente, ele tirou da prateleira, o livro “Um homem de sorte”, de Nicholas Sparks, e aquele livro era um dos meus preferidos, então eu já tinha uma desculpa para me aproximar.
– Ótima escolha! – Eu disse me aproximando, fazendo o garoto virar para mim. – É um ótimo livro.
– É, eu percebi que os melhores livros estão nas últimas prateleiras. – Ele disse sorrindo de canto.
– Eu sou nova na escola, será que você não podia me ajudar a encontrar minha sala? – Eu disse tentando ser simpática, coisa que eu não fazia muito bem, mas parece que deu certo.
– Eu também sou novo aqui. – pronto, agora ele vai me dar um fora daqueles. – Mas nós podemos descobrir juntos.
– Ótimo, é bom fazer amigos. – ou algo a mais do que isso, pensei. – Meu nome é , mas pode me chamar de . – Eu estendi minha mão.
– Eu sou Liam, e pode me chamar como quiser. – Ele apertou minha mão.
Nós saímos da biblioteca e fomos até o prédio principal, onde ficavam as salas, e conversamos durante todo o caminho. Liam parecia ser um garoto diferente dos outros, não ligava para dinheiro e roupas de marca, nem gostava de festas, preferia ficar em casa, lendo, escutando músicas, assim como eu, e ainda gostava de rock, com isso ele já ganhou váááários pontos comigo. Logo o sinal tocou e cada um foi para a sua sala. Liam estudava o 3º ano, junto com meu irmão, e eu estudava o 2º, junto com , a prima de Liam, logo viramos amigas, ela era uma garota bem legal, só tinha um defeito: era muito fresca, gostava de maquiagem, roupas curtas e moda, e isso não era muito a minha praia, mas fora isso, era uma grande pessoa.

Louis’s POV
Primeiro dia de aula na escola mais chata do mundo e sua mãe ainda é professora, tinha como ser pior? Tem sim, além de ser uma escola nova, coisa que eu tenho pavor, eu não conhecia ninguém nessa escola, a não ser , ou , minha melhor amiga, filha da Lilian, nossa empregada, pelo menos eu não ficaria sozinho nesse inferno. Assim que chegamos, todos começaram a olhar para mim, e eu nem liguei, eu já estava acostumado a ser olhado por causa da sua mãe professora, e pelo jeito como minha mãe cumprimentava os alunos, seria a professora mais odiada da escola. Era assim em todas as escolas, e por causa disso, vários alunos se aproximavam de mim achando que teriam notas melhores, mas minha mãe sempre fez questão de deixar bem claro que na escola eu era apenas mais um aluno como todos os outros, o que na prática nunca funcionou direito.
Enfim, minha mãe entrou no prédio principal, e eu fui para a cantina com , onde tive uma surpresa. Enquanto estávamos na mesa, eu pude ver e Fernando na mesa em frente. e Nando eram filhos de Helena , uma rica empresária e grande amiga da minha mãe, por isso acabei virando grande amigo deles dois, mas por eu sentia uma coisa diferente. Ok, eu admito, eu sempre tive uma quedinha por , mas ela só me via como amigo, então era melhor continuar na amizade. Eu e chegamos de surpresa na mesa deles e eu sussurrei no ouvido de .
– Oi ! – Ela deu um pulo na cadeira.
– OLHA AQUI GAROTO, EU... – Ela se virou e abriu um enorme sorriso quando nos viu. – LOUIS!!!
Ela correu e me deu um grande abraço, chamando a atenção de todos da cantina, enquanto o Nando, a e a , outra amiga nossa, só sabiam sorrir. era mesmo muito escandalosa. Ela finalmente me soltou, não que eu quisesse, por mim ficaria um dia inteiro abraçado com ela, e eu sentei ao seu lado junto com .
– Você não disse que estudaria aqui esse ano. – disse Nando. – Não era você que dizia que não estudava em colégio de riquinhos.
– Eu ainda acho esse colégio um saco, mas minha mãe vai trabalhar aqui, então eu não tive escolha. – Eu disse, mas não queria falar sobre isso, então mudei de assunto. – Mas vocês também não me disseram que estudariam aqui.
– Como se você não soubesse que esse é o colégio preferido da mamãe. – disse .
– Acho que vai ser o meu também, eu gostei muito desse lugar, principalmente das pessoas. – disse animada, ela estava mesmo encantada com o colégio.
– Mas cuidado com quem você anda. – disse , olhando para trás onde havia um grupinho conversando animadamente, eram Harry Styles, Zayn Malik e Guedes. Eu já havia ouvido falar deles, principalmente o que me contava, pois ela odiava esse tal de Harry com todas as suas forças, mas nunca entendi o porquê, a única coisa que sei é que eles são riquinhos arrogantes que se acham porque tem dinheiro, e deles eu quero distancia.
Conversamos bastante e logo o sinal tocou e nós fomos para a sala, e estudariam comigo no 3º ano, já Nando e estudariam juntos no 2º ano. Nós já estávamos na sala, quando o diretor chegou para nos dar um recado.
– Bom dia alunos. – os alunos responderam sem o menor entusiasmo, também, primeiro dia de aula nunca é legal. – Eu queria dar as boas vindas aos novatos e aos veteranos, e dizer que hoje a noite acontecerá o baile de boas vindas e que todos estão convidados para participar. Era só isso, boa aula.
O diretor Felipe saiu, ele parecia ser uma boa pessoa, simpático. Logo a professora entrou na nossa sala, e o meu dia só estava piorando, a primeira aula era justamente de matemática, a matéria da minha mãe, Elizabeth, que não foi muito bem recebida pelos alunos. Eu passei a aula inteira quieto, sem falar nada, enquanto minha mãe me olhava de vez em quando. Acho que alguns alunos perceberam o clima entre eu e minha mãe, o que não era nada bom para mim. Finalmente o sinal tocou, e eu fui junto com os meninos para a cantina, pelo menos com eles eu tinha sossego.

Zayn’s POV
A maioria das pessoas odeia a escola, mas eu adoro, porque pelo menos aqui eu posso ser quem eu quiser. Eu, Harry e estávamos na mesma sala de novo, assim que entramos, eu pude perceber que várias pessoas do ano passado continuavam na escola, como , uma garota linda, e rica de quem eu sempre fui afim, mas nunca me aproximei dela, pois a minha mãe trabalha justamente na casa dela, e isso poderia por em risco minha falsa identidade na escola. Também estava de volta , uma garota que odiava Harry, assim como ele também a odiavam, eles viviam brigando, e eu nunca entendi muito bem o porquê desse ódio.
Enfim, entramos na sala e sentamos nas últimas cadeiras, como sempre, logo o reitor Felipe entrou na sala com seu filho, Niall Horan, simplesmente o garoto mais chato da face da terra. Nem Harry e nem eu nunca nos demos muito bem com ele, isso porque ele sabe coisas demais a nosso respeito, e pode acabar com nossa reputação a qualquer momento, isso sem falar que ele não tem muitos amigos, somente o Fernando, irmão da , mas o Nando é amigo de todo mundo.
O reitor entrou para nos dar o recado do baile de hoje à noite, o tradicional baile de boas-vindas, e claro que eu e Harry não perderíamos por nada, e com certeza causaríamos na festa. Depois que o reitor saiu, a professora de matemática, Elizabeth, entrou na sala, e que professora chata e mandona, mas tinha alguma coisa esquisita acontecendo, pois ela e um aluno da frente não paravam de se olhar. O que será que aconteceu entre os dois? Isso eu vou descobrir com certeza. O sinal tocou e todos saímos apressados, até que Harry e se esbarraram na porta. Ih, vem briga por aí.
– Garota, será que você pode olhar por onde anda? – disse Harry.
– A culpa não é minha se você vive com esse nariz empinado e não enxerga as pessoas – rebateu . Falei que vinha briga.
– É claro, eu estou acima de você, Miss Enciclopédia. – esse era o apelido que Harry havia dado a , e ela simplesmente odiava esse apelido, ela com certeza não deixaria barato. deu um tapa na cara Harry e um chute nas canelas, e depois saiu vitoriosa junto com . Essa doeu até em mim.
Depois dessa briga, fomos todos para a cantina, onde ficou cuidando de Harry, e isso me deu muita raiva. Poxa, o que o Harry tem que eu não tenho? Dinheiro, eu sei, mas aqui todos pensavam que eu tinha, então porque ficava perdendo tempo com ele, eu tenho certeza que a faria muito mais feliz do que ele. foi até a cantina, pegar um pouco de gelo, e foi a hora perfeita para conversar com Harry.
– Harry, me diz, porque você e a brigam tanto? – Eu perguntei serio.
– E eu vou saber? – Harry mentiu, ele mentia bem, mas eu sabia muito bem quando alguém estava mentindo. – Essa garota me odeia e a culpa é minha?
– Não se faça de desentendido, você sabe muito bem porque ela te odeia. Porque não me diz, nós somos amigos.
– Amigos também têm segredos, ou será que você me conta tudo sobre você?
Harry me olhou sério, eu abaixei minha cabeça e fiquei calado, pois estava vindo. Eu queria contar para Harry, mas do jeito que ele é, jamais me entenderia ou aceitaria, com certeza ele me expulsaria do seu ciclo de amigos, e isso eu não queria. Por mais defeitos que Harry tivesse, ele ainda era um amigo de verdade.

Harry’s POV
Enquanto estávamos na cantina, cuidava de mim depois da briga com , aquele tapa tinha doído muito, aquela menina é forte demais. Enfim, deixou eu e Zayn sozinhos, e ele novamente perguntou o porquê de eu sempre brigar com . Eu não sabia, quer dizer, eu sabia sim, mas não entendia o porquê dela me odiar, afinal foi um erro, eu era jovem e ela também, ela não podia simplesmente esquecer e seguir, acho que era difícil para ela. Zayn sempre me perguntava isso, e eu sempre dizia que amigos têm que ter segredos, e ele sempre desconversava. Zayn escondia alguma coisa, eu sei disso, e acho que é algo muito grave, mas se eu podia ter segredos, ele também podia.
– Pessoal, vocês já viram os novatos desse ano? – disse Zayn rindo. – Um pior que o outro.
– Concordo – disse – Olha só aquela menina que ridícula.
– Qual? – perguntei curioso. apontou para uma garota, e eu paralisei. A garota da qual eles tanto riam era justamente , minha irmã, os meus melhores amigos estavam rindo da minha irmã, e isso era vergonhoso para mim, mas eu tinha que concordar, a não é mesmo o que se pode chamar de símbolo de beleza, mas eu também não podia deixar eles rirem dela, apesar de tudo, ela ainda é minha irmã.
– Pessoal, lembram da minha irmã, , que morava em Nova York? – Eles assentiram com a cabeça. – Então, ela se mudou para o Brasil e agora vai morar comigo.
– Sério! Que legal Harry – disse Zayn animado. – E quando vamos conhecê-la?
– Já conhecem. – Eles me olharam com duvida. – É ela. – Eu apontei para e os dois pararam de rir no mesmo instante, aposto que estavam chocados.
– Harry, sua irmã é uma perdedora – disse e eles voltaram a rir. É, essa situação era deprimente, principalmente para alguém como eu. Logo eles pararam de rir, e eu não entendi o por que.
, vem comigo comprar refrigerante. – disse Zayn e os dois saíram, foi ai que eu entendi. se aproximava de mim com um garoto chamado Liam que estudava junto comigo, um completo nerd idiota, um perdedor, como dizem por aqui. Eu só posso estar pagando meus pecados com essa irmã.
– Oi Harry. – disse contente, enquanto o garoto ao seu lado estava sem o menor entusiasmo. – Eu queria te apresentar o Liam, meu amigo.
– Tanto faz, eu não quero saber desse moleque. – Eu disse, queria encerrar aquele assunto de uma vez. me olhou com raiva, eu jurei que ia me bater, mas o garoto ao seu lado colocou a mão em seu ombro.
– Deixa pra lá , eu vou até a lanchonete. – Liam saiu e cruzou os braços, olhando diretamente para mim.
– Porque tratou ele desse jeito?
– Porque ele é um perdedor. – Eu disse como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.
– O que?! – disse confusa.
– Aqui na escolha tem uma hierarquia, existem garotos como eu, os vencedores, e garotos como ele, os perdedores, e nós não nos misturamos, entendeu? – Eu disse enquanto ela me olhava ainda confusa.
– Dane-se essa sua hierarquia, eu sou amiga dele e pronto! – estava saindo quando eu segurei pelo seu braço.
– Se você andar com perdedores, vai ser uma perdedora, e eu não sou irmão de perdedores. – Eu disse, ela se soltou.
– Ótimo, é um favor que você me faz.
Ela saiu em direção a mesa onde estava o tal Liam. Se ela não queria ser minha irmã, tudo bem, eu não estaria perdendo nada.

Liam’s POV – Minutos Atrás
insistiu para que eu fosse falar com Harry, o irmão dela, eu só não entendia como eles eram tão diferentes. Não foi uma boa ideia, pois ele não gostou nada em me ver e os dois acabaram se desentendendo, então deixei eles lá e vim para a cantina, onde acabei encontrando a tal garota que vi mais cedo. era seu nome, e por sorte estava na mesma sala que eu, mas infelizmente era namorada do tal Harry, eu já deveria imaginar que uma garota como aquela tivesse namorado. Fiquei um bom tempo a olhando, admirando, mas logo ela estalou os dedos, me tirando do transe e eu percebi que ela olhava para mim com duvida, aposto que fiquei corado nesse momento.
– Perdeu alguma coisa moleque? – Ela dizia com certa autoridade.
– Não, desculpe. – Eu simplesmente peguei meu suco e fui para a mesa, onde á estava sentada e falava alguma coisa comigo, mas nem prestei atenção, só conseguia pensar nos olhos negros de me encarando, mas era melhor desistir, afinal ela tinha namorado, e confusão nessa escola era a última coisa que eu queria.

’s POV
Eu estava voltando da cantina, quando percebi que o Harry estava discutindo com uma garota, que até onde eu entendi era irmã dele, e decidi parar para escutar. E não me chame de fofoqueira, eu apenas quero coletar informações. Pelo o que eu escutei, Harry e , a tal garota, discutiam porque ela não gostava do modo como ele tratava as pessoas e depois saiu dizendo que não queria ser irmã dele. GENTE, PARA TUDO!! A irmã do Harry não gostava dele? Mas isso era melhor do que eu pensava. Fui correndo até a mesa onde os meninos estavam, eles precisavam saber disso, principalmente .
– Pessoal, eu tenho um babado e tanto para contar para vocês. – Eu disse sentando.
– As aulas mal começaram e a já tá de olho nas noticias. – disse rindo.
– É a rádio Fofoca no ar. – Nando disse fazendo todos rirem, eles adoravam implicar comigo principalmente me chamando de fofoqueira, e isso eu odiava.
– Se ficarem assim eu não conto. – Eu cruzei os braços e fiz bico, fazendo eles rirem ainda mais.
– Diz logo , que babado é esse? – perguntou , bem, pelo menos alguém me apoiava.
– Eu acabei de ver o Harry brigando com uma garota.
– Duas brigas logo no primeiro dia de aula, o Styles começou bem. – disse fingindo não se importar, mas tava na cara que ela estava morrendo de curiosidade. – E o que tem isso demais?
– O que tem demais é que ele brigou com aquela garota ali. – Eu apontei para , que estava sentada ao lado de Liam e , dois novatos. – Ninguém mais, ninguém menos que , a irmã dele.
Todos ficaram surpresos, aposto que pensaram a mesma coisa que eu. Sempre que Harry falava que tinha uma irmã que morava em Nova York, nós pensávamos que fosse uma patricinha metida a besta como ele, mas não, ela era diferente e com certeza bem mais legal que ele.
– Então aquela é a irmã do Harry! – disse surpresa. – Eu vou falar com ela.
– Eu vou junto. – Eu disse me levantando junto com ela.
– Como se você fosse perder essa fofoca, – debochou Fernando.
– E você vai ficar ai? – .
– Claro que não. – todos riram e logo todos fomos para a mesa de . Cansada do silêncio que se instalou na mesa, decidi me pronunciar primeiro.
– Com licença, você é , certo? – Ela assentiu com a cabeça. – Eu sou , presidente do comitê estudantil, e vim dar as boas-vindas formalmente a vocês.
– Obrigada. – Ela respondeu seca, se voltando para Liam. Nossa, simpática essa garota, não?
– Vamos direto ao ponto. – disse , sentando ao lado de que estava confusa. Claro que não desistiria tão fácil. – Você é irmã do Harry Styles, certo?
– Agora eu entendi tudo. – disse . – Olha, se vocês acham que sendo minha amigas vão ter alguma chance com meu irmão, podem desistir, eu e ele não temos nada em comum.
– Pois estamos aqui justamente pelo contrário – disse . – Eu sou .
– Então você é a inimiga nº 1 do meu irmão. – sorria. – Acho que seremos grandes amigas .
As duas riram, e todos soltaram um suspiro de medo. “Isso não vai dar certo”, pensei, e aposto que todos pensaram o mesmo. Depois das devidas apresentações, todos sentamos juntos e começamos a conversar animadamente, como amigos que não se viam a anos. Fizemos várias perguntas a sobre como era Nova York e ela sempre respondia com brilho no olhar, ela gostava mesmo daquela cidade, ainda não entendi o porquê voltou. Enfim, como estávamos falando de Nova York, era impossível não falar de roupas, mas parece que não gostava muito desse assunto, ele preferia falar sobre computadores, livros, museus, ou assuntos que envolvessem o universo masculino como videogames. Digamos que ela tem um estilo mais alternativo de ser.
– Falando em roupas, vocês vêm ao baile de hoje à noite? – disse , ou como gostava de ser chamada.
– Eu não sei, minha mãe vem ao baile, e vai ser muito chato – disse Louis triste.
– Esqueça sua mãe, você vai estar entre amigos, vai dar um jeito de se divertir – disse tentando animá-lo, e parece que conseguiu, pois ele abriu um largo sorriso.
– Eu venho, e já tenho até acompanhante – disse Nando se gabando, ele adorava tirar vantagem, principalmente sobre garotas.
– Quem? – perguntou Liam.
– Isabella Smith. – Nando disse como se fosse a coisa mais normal do mundo e todos ficamos surpresos. Isabella Smith era uma atriz da novela Malhação, e todos nós erámos muito fãs dela, ela era demais, e agora ela vinha ao baile com meu irmão? Tipo, oi? Tá certo isso produção?
– A Isabella Smith, da Malhação?! – disse ainda surpresa.
– Ela mesma, ela mora ao lado do meu curso de inglês, um dia eu salvei ela de um paparazzi e viramos amigos. – Porque nunca me disse isso? – Eu disse com raiva.
– Porque você nunca me perguntou.
– Mas tem um problema. – disse o Louis. – Ela não é aluna, e que eu saiba o baile é só para alunos.
– É verdade – concordou .
– Por isso eu vou falar com o Niall, licença. – Fernando saiu indo em direção a mesa onde Niall estava sentado, sozinho como sempre, isso já não era mais surpresa.
– Não sei como o Nando pode ser amigo desse garoto, ele é muito chato. – disse .
– Não é não, eu conversei com ele, e ele me pareceu bem legal e divertido. – disse .
– As aparências enganam, , e como enganam. – Eu disse. Logo nós voltamos a conversar, e rimos bastante com as palhaçadas do Boo Bear e com as histórias da em Nova York. Agora éramos sim todos grandes amigos.

Niall’s POV
Estava na hora do recreio, eu estava mexendo em meu tablet, sentado sozinho em uma mesa, enquanto algumas pessoas passavam e diziam coisas como “Ele é o filho do reitor”, ou então “Tá se achando por ser filho do chefe”, e os veteranos diziam “O herdeiro está sozinho de novo”, mas eu não ligava, eles não faziam a menor importância para mim e eu já estava acostumado aos comentários maldosos, ainda mais hoje que eu estava feliz. Mais cedo eu havia tropeçado em minha garota chamada , ou melhor, , ela era linda e havíamos conversado muito, e ela sabia muitas coisas sobre vários lugares do mundo, o que mostra que ela é rica e que já viajou muito, ou seja, uma garota bonita, simpática e rica, acho que encontrei minha alma gêmea.
Logo Fernando, meu grande amigo sentou ao meu lado todo animado, como sempre era.
– Oi Nini. – Ele adorava me chamar assim só para irritar.
– Oi Nando, não tinha te visto ainda, pensei que tivesse mudado de escola.
– Eu não saio dessa escola por nada, ainda mais agora com tantas gatinhas. Aliás, eu vim aqui falar justamente sobre gatinhas, ou melhor, uma gatinha.
– O que foi?
– Eu queria trazer uma garota hoje à noite ao baile, mas ela não é aluna, tem algum problema? – Ele pediu com aquela cara de cachorro que caiu da mudança, mas eu não caía nesse truque.
– Nando, você sabe que o baile é só para alunos, então, infelizmente, não pode trazer essa garota. – Ele fez uma cara triste. – Mas me diz, quem é essa gatinha?
– Isabella Smith. – O QUE?! O Fernando estava com a Isabella Smith, minha atriz favorita e não me disse?
– Por que não me disse antes, é claro que pode trazê-la ao baile. – Eu disse animado. A Isabella traria muita visibilidade pro baile, o que faria do baile um sucesso e com certeza traria lucros para a escola. Fernando me olhou com felicidade, mas decepcionado ao mesmo tempo.
– Niall, você tem que parar de tratar as pessoas por causa do dinheiro. – disse Nando. – Só me deixou trazer ela porque é famosa.
– Claro, isso vai ser ótimo para o baile.
– Vou te dar um conselho, aproveita esse novo ano escolar e muda, conhece gente nova, faça amizades, se divirta.
– É o que eu vou fazer e você vai me ajudar. Em troca desse favor, eu quero que você me consiga o número daquela garota ali. – Eu apontei para , que estava sentada ao lado de , a irmã de Fernando.
– O telefone da vai ser fácil, mas eu pensei que não gostasse de bolsistas. – Nando estava confuso.
– E não gosto, ela não é bolsista. – Eu disse convicto.
– Mas o primo dela é.
– Eu não quero o primo dela, quem me importa é ela – Eu disse com brilho nos olhos, será que eu estava me apaixonando por ela?
– Ótimo, então nos vemos no baile, tchau. – Nando saiu e eu voltei a mexer em meu tablet. Pela primeira vez acho que eu tinha chances com uma garota que eu realmente gostava, e Fernando ia me ajudar nisso, finalmente eu encontrei a garota certa para mim.

Fernando’s POV
Então o Niall não sabia que a era bolsista e pensava que ela era rica? E o melhor de tudo, pediu a minha ajuda para conquistá-la. Eu pensei em contar que ela era bolsista, mas é melhor não, eu vou fazer os dois se aproximarem, e quando o Niall finalmente estiver apaixonado por ela, não vai ter dinheiro no mundo que mude o que ele sente por ela. Eu vou dar uma lição no Niall, ele vai aprender que dinheiro não importa.

Capítulo 03

’s POV
Finalmente a noite chegou e eu já estava pronta para o baile. Eu iria junto com Louis e a dona Elizabeth, lá nós nos encontraríamos com a , o Liam, a , a , o Nando e a , mas eu não gostava nem um pouco disso. era uma garota legal, apesar de ser um pouco escandalosa e patricinha, era gente boa, mas deu pra perceber que o Louis é louco por ela, e isso me incomodava, pois eu sempre fui apaixonada pelo Louis, desde criança, quando minha mãe veio trabalhar aqui, e achei que estudando junto com ele eu poderia me aproximar mais e quem sabe tentar conquistar ele, mas eis que me chega essa tal de e estraga meus planos, mas eu não vou desistir, eu amo o Louis e vou lutar por ele até o fim.
Depois de uma hora me arrumando, finalmente encontrei a minha roupa. Eu confesso, demoro muito pra me arrumar, eu sou muito indecisa com roupas, ainda mais, quando eu teria que estar linda para impressionar o Lou.
, É PRA HOJE? ESTAMOS ATRASADOS!! – disse Louis do primeiro andar. Eu estava me arrumando no segundo andar, no quarto que era de Catarina, a irmã de Louis. Nós éramos da mesma idade quando ela morreu, o que foi há um ano e meio atrás, e como sempre fomos muito amigas, a Dona Elizabeth, mãe do Louis, deixou o quarto dela junto com roupas e pertences para mim, já que eu dormia aqui de vez em quando. Foi só depois da morte da Catarina que eu me aproximei mais de Louis, eu já gostava dele, mas foi depois disso que nós viramos amigos de verdade.
– Já estou aqui Boo Bear. – Eu disse enquanto descia as escadas. Louis estava na porta, vestindo uma calça jeans preta, uma camisa social branca e suspensório pretos junto com um sneaker preto. Lindo e despojado, como sempre era. – Como estou?
– Linda, você é linda. Aposto que os garotos da festa vão babar por você. – Ele riu, mal sabia ele que toda essa produção era somente para ele.
– Vamos logo, porque eu não quero chegar atrasada. – olhei pela sala e percebi que a mãe de Louis não estava lá. Ué, mas não era ela que iria nos levar? – Onde está sua mãe?
– No carro. – Ele me deu seu braço. – Vamos?
Eu sorri e entrelacei nossos braços, como queria que aquele momento durasse a noite inteira. Entramos no baile, que já estava lotado por sinal. Elizabeth sentou-se na mesa dos professores, junto com o reitor e o filho dele, Niall, que garoto mais esquisito, prefere ficar com adultos chatos do que com seus amigos, ah é, ele não tem amigos. Eu e Louis nós sentamos na mesa onde estavam Liam e , que por sinal estava com uma roupa linda e delicada, como sempre era.
Logo e chegaram, e juntaram-se a nós, e tenho que admitir, estava linda, também, com dinheiro e bom gosto até eu ficaria linda. Parece que eu não fui a única a achar isso, pois Louis não parava de olhar para ela um minuto, enquanto Nando conversava com a e Liam olhava para o salão, parecia que estava procurando alguém, devia ser a . Decidi conversar com a , distrair minha cabeça um pouco.

Louis’s POV
Depois de tanto atraso de , finalmente chegamos ao baile, minha mãe sentou-se junto com os professores e o chato do Niall, sempre querendo ser mais do que era. Eu e , que por sinal estava linda, sentamos juntos com e Liam, que estavam sozinhos. estava bem bonita, e Liam também estava bem bonito (n/a: lembrem da roupa que o Liam usava no clipe de “More Than This”).
Não demorou muito até - roupa - e chegarem, e a estava perfeita, com uma roupa que caía perfeitamente em seu corpo, aliás, qualquer roupa caía bem no corpo de , ela sempre se vestia como uma princesa. Eu não conseguia parar de olhar para ela, e aposto que os outros que estavam na mesa perceberam, mas eu nem liguei, só queria ficar ali, admirando-a.

Harry’s POV
Eram quase 8:30 da noite, eu e Zayn estávamos na casa de , tínhamos ido buscá-la, finalmente depois de muita insistência meu pai me deixou ir dirigindo até a festa e tinha ido deixar minha irmã lá. Aquela chata, até amizade com a ela já conseguiu, deve ser mesmo castigo, a minha irmã, que me odeia, se juntou com a minha maior inimiga para me derrubar, mas eu não estava nem ai, sabia que eu era muito mais forte do que elas. Depois de muito esperar, finalmente saiu do quarto, e UAU! Valeu a pena esperar, ela estava linda e sexy, aquela garota conseguia me deixar louco, não só a mim, como a todos aos outros, mas felizmente ela era somente minha, e ai do engraçadinho que se meter a besta com ela.
– Como estou? – Disse ela dando uma voltinha e rebolando, e eu tive que me segurar para não agarrar ela ali mesmo.
– Linda, perfeita, deslumbrante. – disse Zayn de queixo caído e olhando de cima a baixo para . Eu segurei seu queixo e o encarei.
– Limpa a baba mané, porque essa é minha.
Eu segurei e dei um beijo, intenso como eram todos entre nós. Depois entramos no meu carro e saímos em direção à festa. Assim que chegamos, logo vimos a mesa onde minha irmã estava, junto com , Fernando, Louis, , e Liam, engraçado eu não ver , quem sabe ela não tinha vindo, o que seria uma ótima surpresa. De repente, algumas pessoas começaram a olha para e sorrir, mas afinal o que tem de errado com ela? Foi só quando a esbarrou em que eu percebi o porquê das risadas.

’s POV
Meu pai foi me deixar na festa, enquanto meu irmão foi buscar seus amigos, pois George havia deixado ele ir dirigindo para a festa. Assim que entrei, algumas pessoas olharam esquisito para mim, com certeza por causa da minha roupa, já que eu era a única garota que não estava de vestido naquela festa, mas eu nem me importava. Logo avistei a mesa onde os meninos estavam e fui me sentar. As meninas estavam lindas, cada uma com seu estilo, principalmente , que estava com uma roupa bem sexy.
– Nossa , como você está linda! – disse enquanto me sentava ao lado de .
– Obrigada, você também não está nada mal. – disse .
– Eu ainda não entendo seu estilo. – disse , ela era muito delicada, muito menininha se me entende, gostava de rosa e roupas femininas. Não que eu não gostasse, quer dizer eu odeio rosa e não gosto de saias, por isso me visto mais assim, digamos, alternativa. – Porque não veio de vestido? – perguntou ela.
– Sabe que eu não gosto de vestido, e depois eu estou bem assim. – Ela deu de ombros e logo começamos a conversar.
Os meninos também estavam lindos, mas eu não pude deixar de reparar em Liam, meu Deus, que garoto fofo, ele estava lindo, mas quase não me deu atenção, passou boa parte da festa olhando para algum canto do salão, mas tentei não me importar e voltei a conversar com as meninas, mas senti falta de Nando ali.
– Onde está o Fernando? – perguntei para .
– Foi buscar a Isabella Smith, e você deve imaginar como são artistas, demoram para se arrumar. – disse , rolando os olhos.
– Como se você também não demorasse para arrumar né . – disse sorrindo.
– O que eu posso fazer se o meu lado patricinha grita mais alto? – retrucou, realmente ela fazia jus ao nome, era uma patricinha nata, só não era chata quanto .
– Pessoal eu vou andar por ai, não aguento ficar parada. – disse de levantando.
– Olha se encontrar algum gatinho, avisa que aqui tem uma mesa repleta de meninas solteiras, ok? – ironizou.
riu e saiu, andando pelo salão. Eu olhei para Liam, e este finalmente sorria um pouco, deixou aquela expressão apreensiva. Enfim, voltamos a conversar animadamente, até que ouvimos uma gritaria no meio do salão e corremos para ver, eram e discutindo, e Harry e Zayn tentando acalmar , que estava furiosa. Depois de olhar bem para as duas foi que entendemos bem o motivo da briga.

’s POV
Todos estavam na mesa, mas aquilo estava muito parado, então decidi dar uma volta pelo salão, vai que eu encontre um gatinho perdido como disse a ? Andei bastante, mas não encontrei nada que me interessasse, então decidi voltar à mesa, e acabei esbarrando em alguém no caminho.
– Desculpe, eu não te vi. – Eu disse enquanto me levantava, e foi só então que percebi que era e Harry ao seu lado. Ele me olhou com uma cara de espanto, e depois tentou segurar uma risada assim como Zayn, eu não entendi muito bem porque, mas então olhei para de cima a baixo e ela fez o mesmo comigo, foi então que percebi o motivo dos risos: estava com um vestido igual ao meu, o que para mim não importava, mas para uma patricinha como ela devia ser o fim do mundo. Ih, vem briga por ai.
– SUA INVEJOSA! – praticamente gritou. – ESSE VESTIDO É MEU!
– Esse vestido é de qualquer pessoa que comprar, a culpa não é minha se compramos igual.
– Como comprou um vestido desses, você não tem dinheiro, tenho certeza que roubou. – disse ela com o dedo em minha cara.
– Primeiro, tira esse dedo da minha cara. – Eu abaixei seu braço. – E segundo, eu posso ser qualquer coisa menos ladra.
começou a falar algumas coisas, mas ela gritava tanto que eu nem entendi o que era. Olhei em volta e a festa inteira estava nos olhando, inclusive os meus amigos, que riam descontroladamente, principalmente Louis e , Harry e Zayn também riam, então, não teve jeito e eu caí na risada também, enquanto olhava incrédula para Harry.
– VOCÊ ESTÁ RINDO HARRY?! – Ela praticamente gritou.
– Desculpa... É... É que... – Ele tentou falar alguma coisa, mas ria tanto que não conseguia.
– Para mim já chega, eu vou embora! – disse e saiu, enquanto Harry ia correndo atrás dela. Logo a festa voltou ao normal, e todos voltamos para a mesa, e os meninos ainda riam muito. Acho que a única que não estava rindo era .

Liam’s POV
e , duas inimigas com o mesmo vestido na mesma festa com certeza foi o mico da década. Mas eu fiquei com pena da , eu sabia o quanto uma roupa significava para ela, e convenhamos, a roupa ficou muito mais bonita nela do que na , aliás, todas as roupas do mundo ficavam bem em . Quando ela saiu correndo eu quis ir atrás, já que o babaca do namorado dela só sorria enquanto ela estava irritada, mas já que ele decidiu ir atrás dela, melhor deixar os dois se entenderem. Voltamos à mesa, e todos ainda estavam sorrindo.
– Não acredito que isso acabou de acontecer. – disse . – A maior patricinha da escola com a mesma roupa da pessoa que ela mais odeia.
– A gente tinha que ter tirado foto, o mundo precisa saber desse momento. – disse .
– E ainda deu um escândalo por causa disso, que besteira – disse .
– Eu não achei besteira. – Eu disse – Eu fiquei com pena da .
– Pena? – disse espantada – Pois eu achei bem feito.
Eu sabia que ali ninguém gostava da , mas eu tinha que dar minha opinião. Logo encerramos aquele assunto e outro já estava surgindo. Fernando tinha acabado de chegar ao lado da tal atriz que eu não conhecia muito bem. Ele sentou em nossa mesa, e Isabella foi muito simpática, diferente do que eu pensei, achei que artistas fossem chatos e esnobes, nem mesmo acreditava que ela aceitaria vir para a festa, mas para minha surpresa ela veio e é uma pessoa muito legal. Ficamos o resto da festa conversando, menos que estava em algum canto conversando com Niall, parece que além de Nando ela era a única amiga desse garoto. Às vezes íamos pegar uma bebida ou comer alguma coisa, mas na maioria estávamos rindo das histórias malucas de Isabella, ou então das palhaçadas de Louis e .

Zayn’s POV
Depois da confusão entre e , eu e Harry ficamos perto da mesa de bebidas, olhando algumas garotas que passavam, mas nenhuma nos interessava, quer dizer, tinha uma que me interessava sim, , que por sinal estava linda e elegante como sempre. Queria tanto me aproximar dela, mas isso colocaria em risco toda a “vida” que eu tinha na escola, então era melhor continuar como estava.
– Cara, não aguento mais essa festa, nem beber a gente pode. – reclamou Harry. Essa é uma das partes chatas de festas escolares, nunca tem bebidas.
– É mesmo, que chatice.
– Eu tive uma ideia. – Harry disse saindo.
– Ei, onde você vai? – Eu disse segurando seu braço.
– Relaxa, eu vou salvar essa festa.
Ela piscou e saiu. Relaxar como, sempre que Harry tinha esses planos mirabolantes se dava mal, e com certeza agora não seria diferente, mas ele já é bem grandinho e sabe o que faz. Eu fui para a pista de dança, que agora tocava David Guetta, pelo menos música boa tinha nessa festa.

Niall’s POV
Estava conversando com no canto do salão, e ela estava simplesmente linda, parecia uma princesa, ou melhor, ela era uma princesa. Estávamos conversando animadamente sobre várias coisas, principalmente sobre ela, pois eu fiz questão de perguntar tudo sobre ela.
– Nini, – Ela já me chamava pelo apelido – eu já falei muito sobre mim, agora me fala sobre você.
– Não tem muito para falar sobre mim, você já sabe tudo.
– Não sei não, por exemplo, qual sua comida preferida. – Ela perguntou sorrindo, e como era lindo seu sorriso.
– Você não vai me zoar? – Ela negou com a cabeça – Ok, meu prato preferido é arroz, feijão e batata-frita.
– Sério? E porque eu te zoaria, essa também é minha comida preferida.
– Agora minha vez de perguntar. – Eu disse. – O que você faz nas horas vagas?
– Eu gosto de ler, ficar na internet, ou então passear por ai, conhecer lugares novos – Ela disse olhando para o nada, o que fazia seus olhos ficarem contra a luz e brilharem ainda mais.
– E você conhece muitos lugares?
– Não muitos, eu queria, mas não...
Ela ia completar a frase, mas um estrondo muito forte veio do palco e várias pessoas ao redor. Eu e corremos para lá, tentando driblar a multidão que se encontrava, e finalmente conseguimos e eu pude ver o motivo do estrondo. O palco estava montado na frente da única parede do salão de festas, que era todo aberto, e agora ela estava quebrada por que o Harry Styles tinha entrado com um carro pela parede. COM UM CARRO! Agora o palco e a parede estavam destruídos, e o Styles saia do carro cambaleando, com certeza estava bêbado.
– Posso saber o que está acon... – meu pai dizia enquanto entrava pela multidão, mas se calou assim que viu a cena. – O QUE É ISSO?!
– Isso pai, é obra do Styles, afinal, de quem mais seria? – Eu cruzei os braços, enquanto o Harry estava parado na frente do meu pai, apenas olhando para a multidão com a cara mais cínica do mundo.
– Reitor Felipe, eu posso explicar. – Styles dizia tentando se recuperar do estado deprimente em que se encontrava.
– Não tem explicação garoto, eu vou ligar agora para delegacia, você vai ser preso. – muito bem, até que enfim meu pai teve uma atitude sensata em relação ao Harry. Meu pai pegou o celular, mas tomou de sua mão.
– Ninguém vai ligar para delegacia nenhuma. – Eu não estava entendendo, tudo bem que essa garota fosse irmã do Harry, mas todos já tinham percebido que ela odiava ele, porque o estava defendendo?
– Quem você pensa que é, mocinha? – disse Elizabeth, professora de matemática e certamente a mais chata da escola.
, a irmã do Harry, e ele não vai ser preso! – Ela dizia com certa autoridade, e eu ficaria feliz, afinal ela teve coragem de enfrentar a pior professora, mas estava defendendo Harry, e disso eu não gostava.
– Mas ele cometeu um delito! – disse meu pai.
– Reitor Felipe, olhe o estado do Harry. – Ela apontou para ele, que estava encostado em seu carro, praticamente dormindo. – Ele está bêbado, ou seja, fora do domínio de suas faculdades mentais, e também está limpo em sua ficha criminal, sem falar que é filho de uma pessoa conhecida. O máximo que aconteceria seria passar duas ou três horas na cadeia.
– A está certa. – disse Liam ao lado de .
– Agora vocês viraram advogados do Harry, é isso? – Eu perguntei entrando na discussão, agora esse garoto tinha que ser punido.
– Não, mas sabemos dos direitos dele. – disse Liam.
– Sem falar que alguém como o senhor, reitor de uma escola respeitada, indo para uma delegacia com um aluno causaria um tumulto enorme. Imagine a manchete: “Felipe Horan, reitor da Westwide High School, prende aluno”. Não seria nada bom para a escola. – disse , e até que ela tinha razão, isso não seria bom para a escola, poderíamos perder alunos e isso prejudicaria. Não, minha escola não iria se prejudicar por causa desse irresponsável.
– Pai, acho que a tem razão, melhor não envolver a polícia nisso. – Eu disse.
– Tudo bem, sem polícia. – , Liam e vibraram – Mas eu não vou deixar isso barato, esse garoto tem que pagar pelo o que fez.
– Eu sei, mas estamos todos de cabeça quente, certamente não resolveremos nada. – disse , que apesar de ser mais nova e um pouco “esquisita”, parecia madura e responsável. – Eu vou ligar para o meu pai e ele vem nos buscar, amanhã de manhã, ele liga para o senhor e vocês resolvem tudo, ok?
– Ok, agora tire esse garoto da minha frente. – disse meu pai.
Liam, Nando e Louis levaram Harry até um banco, já que este dormia de tão bêbado que estava, enquanto falava ao telefone, certamente com seu pai. Como eu queria que esse garoto tivesse sido preso, mas estava certa, seria um escândalo para a escola e isso não seria nada bom para o meu futuro.

’s POV
Depois da confusão feat. barraco com Harry Styles, várias pessoas já estavam indo embora, não havia mesmo clima para festa depois daquilo. Todos estávamos sentados no banco, enquanto Harry dormia, idiota, acabou com a festa e ainda tem cabeça para ficar com sono, tinha mesmo razão para odiá-lo. Nando tinha saído, tinha ido deixar Isabella em casa, aposto que ela ficou com péssimas impressões de nós, estava no telefone, falando com George, seu pai, tentando concertar a burrada de Harry, agora se aproximava de nós, já que Niall falava com seu pai e os professores, eu sabia que Niall muito prezava a reputação do colégio que um dia seria seu, por isso eu disse aquilo, ele não queria um escândalo atribuído ao nome de sua escola. estava do meu lado, ainda emburrada por ter que ficar cuidando do Styles.
– Eu não entendi porque defenderam o Styles, ele merecia estar preso, isso sim. – disse .
– Não fiz isso por ele, fiz isso pela , ele pode ter todos os defeitos do mundo, mas ainda sim é irmão dela e dá pra ver que ela gosta dele. – Eu disse.
– Nisso a tem razão, irmão é sempre irmão. – disse Louis com os olhos marejados. Eu sabia que ele sentia muita falta de Catarina, sua falecida irmã, e de Nicholas, seu irmão que morava longe. Levar os problemas daquela família sozinho nas costas não era fácil. o abraçou de lado, ela era uma grande amiga. Logo se juntou a nós.
– Meu pai está vindo. – Ela estava com uma expressão preocupada. – E não está nada feliz com essa situação.
– Ninguém estaria feliz com essa situação, me desculpe , mas seu irmão é um completo irresponsável. – disse Liam, ele também não gostava de Harry, aliás, nenhum de nós gostávamos dele, estávamos ali por causa de , que era nossa amiga e que estava sofrendo com essa situação.
Continuamos ali algum tempo em silêncio, até que o pai de chegou, mas não falou uma palavra sequer, estava muito zangado com seu filho. Colocou Harry no carro e depois saiu.
– Coitada da , não merece o irmão que tem. – disse .
– Eu sei bem pelo o que ela está passando, problemas de família são os piores. – disse Louis, mas logo depois sorriu, esse garoto só pode ser bipolar. – Mas vamos esquecer a parte ruim e ver a parte boa.
– Que parte boa Louis? – disse arqueando as sobrancelhas.
– Você viram a cara do reitor e da minha mãe quando viram o Harry? Foi hilária – nós rimos, a cara de espanto deles foi mesmo de rir. – Sem falar que o Niall ficou morrendo de medo quando a falou da manchete no jornal.
– Galera, melhor a gente esquecer essa história e ir para a casa, amanhã ainda temos aula. – disse Liam, responsável como sempre.
Cada um seguiu o rumo de sua casa para a merecida noite de descanso. Dois barracos em uma só festa com direito a delegacia e presença de famosos não é para qualquer um, merecíamos mesmo descansar, quem sabe o dia de amanhã fosse melhor e menos conturbado que o de hoje.

Capítulo 04

Harry’s POV
Minha Nossa Senhora, que dor de cabeça é essa, parece que minha cabeça vai explodir. Finalmente consegui me sentar na cama, olhei ao redor e percebi que estava no meu quarto, o que seria normal, se não fosse pelo fato de eu não lembrar de como eu vim parar aqui. A última coisa de que me lembro foi eu pegando entrando com meu carro em uma parede, o resto se resume a vultos. A festa na escola estava muito parada, por isso decidi ir a um bar perto de minha casa pegar algumas cervejas, mas lá acabei bebendo demais e nem me lembro do que fiz. Levantei da minha cama, vesti uma regata branca com uma bermuda e saí. Meu pai estava sentado com na mesa tomando café da manhã enquanto conversavam animadamente, mas calaram assim que me viram.
– Finalmente a bela adormecida acordou. Dormiu bem madame? – debochou .
– Não enche pirralha! – eu disse irritado, tomando uma xicara de café puro, pelo menos me ajudaria a curar a ressaca.
– Mas respeito com sua irmã, você não está na delegacia graças a ela. – disse meu pai bem sério.
– Delegacia?! – eu disse confuso, realmente não lembrava nada do que tinha acontecido. – Como assim?!
– Não lembra mesmo de nada do que aconteceu ontem? – perguntou , eu neguei com a cabeça. – Simples, você invadiu a festa da escola com um carro que você estava dirigindo bêbado, e ainda quebrou uma parede e um palco, somente isso.
– O QUÊ!??! – COMO ASSIM!? EU INVADI A FESTA DA ESCOLA COM UM CARRO? Meu Deus, agora eu me ferrei bonito por no mínimo uns 100 anos, do jeito que eu conheço meu pai, ele vai me matar. Não Deus, por favor, eu ainda sou muito novo para morrer!
– Porque a surpresa maninho? Você conseguiu o que queria, causou na festa, meus parabéns – riu mais uma vez, essa menina adorava me ver ferrado.
– E como assim graças a você eu não estou na delegacia? – essa parte eu realmente não tinha entendido, imaginar minha irmã me defendendo é meio difícil porque ela me odeia.
– No meio da confusão, o reitor Felipe, a chata da professora Elizabeth e o insuportável do Niall queriam chamar a policia porque o que você fez foi um delito, mas eu, o Liam e a te defendemos.
– Você, o nerd babaca e a riquinha fofoqueira me defendendo? Impossível, eles me odeiam.
– Pois é, acho que agora você tem uma divida comigo pro resto da vida. – ela disse vitoriosa, que garota chata.
– Falando em divida, nós precisamos conversar sobre isso Harold. – ih, fudeu, meu pai me chamando pelo meu nome verdadeiro significa o fim do mundo. Adeus mundo, adeus vida, olá Deus.
– Pode falar, qual minha sentença – Eu disse, já nem lembrava mais da dor de cabeça, ou te qualquer outra coisa que fosse.
– Eu já falei com o reitor Felipe hoje de manhã, e você não será expulso, suspenso, nem preso, decidimos de dar outro castigo. – Porque será que eu acho que era melhor eu estar preso?
– E o que vocês decidiram?
– O seu carro já foi rebocado e levado pra oficina, e quem vai pagar o concerto é você, ou seja, um ano sem mesada, e um mês sem computador, celular, ou qualquer aparelho eletrônico, e sem sair de casa.
– Só isso? Pensei que fosse mais difícil. – Eu disse rindo, realmente isso não era o fim do mundo. Pelo menos era o que eu pensava.
– Ainda temos a segunda parte. – Meu pai continuou a falar. – A parede e o palco do salão de festas estão destruídos e o prejuízo foi enorme, então, eu vendi seu violão pra pagar o material da reconstrução.
– O QUÊ? O senhor vendeu meu violão? O senhor não pode fazer isso.
– Eu posso, e ainda tem um último castigo. – Ainda tinha mais depois disso tudo, acho que era melhor ter ido preso mesmo. – Quem vai reconstruir a parede e o palco é você, e sozinho.
– Quer dizer que além de pagar isso tudo, eu ainda vou ter que trabalhar?
– Você decide, ou isso, ou a cadeia? – Tudo bem, retiro o que disse, a cadeia com certeza era bem pior que isso.
– Tá bem, eu faço tudo isso, mas eu estudo, ou o senhor vai querer que eu pare de estudar também.
– De maneira alguma, você vai fazer isso à tarde, todos os dias.
– Veja pelo lado bom maninho, agora além de festas você vai ter uma ocupação que preste. – Disse debochando mais uma vez.
– Cala a boca projeto de mutante.
– Cala a boca você, meliante juvenil.
– Chega os dois. – Disse meu pai calmo, pela primeira vez. – Agora vamos, estamos atrasados para o colégio.
– Tudo bem, eu vou só me tomar um banho e nós vamos. – Eu disse me levantando.
– Acho que você não ouviu, nós estamos atrasados, e eu não quero que sua irmã perca o primeiro horário. E se você não quiser perder também, melhor se apressar. – Meu pegava as chaves enquanto pegava sua mochila.
– Espera, está dizendo que eu vou a pé para a escola?
– Pode ir a pé, de ônibus, de táxi, voando, ou como você quiser, mas no meu carro, acho que não dá mais. – Meu pai.
– Perdeu playboy, quem mandou acordar tarde. – Minha irmã me jogou um beijinho no ar e depois saiu sorrindo. Eu só posso ter jogado cerveja na cruz, porque eu estou pagando todos os meus pecados com a aqui em casa. Desde que ela chegou, tudo na minha vida começou a dar errado, até parece uma praga, e tenho certeza que foi jogada pela , outra que me odeia. Mas espera, a disse que o Liam e me defenderam, mas eles me odeiam, assim como a , porque eles me defenderiam, isso só pode ser um sinal de que minha maré de sorte está mudando, quem sabe eu não consiga contornar essa situação. Enfim, agora eu tinha era que me apressar pra chegar cedo na escola, não que eu gostasse, mas se me atrasasse, minha situação podia ficar ainda pior.

’s POV
O sinal estava perto de bater e até agora nada de nem de Harry chegarem, eu estava curiosa para saber o que aconteceria com o Styles, depois daquilo aposto que foi expulso ou suspenso por um mês. Estava sentada sozinha, os meninos haviam ido ajudar o reitor a limpar o salão de festas, e as meninas estavam ajudando a a organizar as fotos e filmagens da festa de ontem. Finalmente chegou e veio logo sentar do meu lado com um enorme sorriso no rosto, mas o Harry não entrou com ela, um bom sinal, pelo menos eu me livraria daquele garoto por alguns dias. sentou ao meu lado e eu comecei as perguntas.
– Onde está o Harry? O que o seu pai decidiu? Ele vai ser preso? – Nem dei tempo dela falar nada, estava bem curiosa sobre o futuro do marrentinho.
– Calma , respira. – riu. – Não, o Harry não foi preso, nem expulso e nem suspenso.
– Então porque ele não veio com você?
– Porque ele acordou tarde e meu pai decidiu deixar ele vir a pé. – riu. – E isso é só o começo do inferno que a vida do meu irmão vai virar.
– Conta logo, o que seu pai decidiu.
– Meu pai e o reitor Felipe conversaram mais cedo e o castigo foi dividido em duas partes. – Explicou . – A primeira é lá em casa, o Harry vai ficar um ano sem mesada, e um mês sem computador, sem celular ou qualquer aparelho eletrônico, e sem sair de casa.
– Mas isso ainda é pouco pro Styles. – E era mesmo, não era nem um terço do que ele merecia.
– Ainda tem a segunda parte. Meu pai vendeu o violão do Harry para pagar o material da reconstrução e, de quebra, é o Harry quem vai trabalhar toda tarde reconstruindo a parede sozinho. Gostou?
– Adorei, é mais do que eu esperava, e eu ainda vou poder assistir de camarote. Finalmente o Harry vai ter o que merece.
– Eu ainda não entendi essa história. – Disse . – Porque você e o eu irmão se odeiam tanto?
– É uma longa história, prometo que um dia eu te conto.
– Mudando de assunto, cadê todo mundo? – Perguntou enquanto olhava pelo pátio.
– Os meninos estão ajudando o diretor a limpar a bagunça do salão de festas, e as meninas estão separando as fotos o baile com a .
– Então vamos lá, eu quero ver todas as fotos da noite de ontem.
– Aquela noite é para ficar na história.
Nós fomos para a secretaria, onde estavam as meninas. E eu ainda pensava no Styles, o castigo dessa vez foi bem merecido, e eu vou fazer questão de apreciar cada parte desse castigo dele, e o humilhar como ele fez comigo um dia.

Zayn’s POV
O reitor Felipe nos chamou para limpar o entulho que tinha ficado no salão de festas, por causa da confusão do Harry, e eu nem vi essa confusão porque já tinha ido embora da festa, que pena, queria muito ver a cara do Styles e dos perdedores o defendendo.
– Então meninos, eu preciso que vocês me ajudem a retirar esses entulhos e levar para aquele caminhão lá fora. – Explicou o reitor e depois saiu.
– Quem deveria estar fazendo isso era o Harry, foi ele que fez o estrago. – Disse Niall.
– Pela primeira vez, eu concordo com o Niall – Disse Louis.
– Mas não se preocupem, o Styles vai ter o castigo que merece. – Disse Niall, o que será que estava acontecendo com meu amigo.
– O que, o Harry foi expulso ou suspenso? – Eu perguntei preocupado.
– Não, o castigo dele é maior. – Disse Niall. – É ele quem vai pagar o material, e reconstruir a parede e o palco, sozinho. – Logo todos riram, coitado do meu amigo.
– Bem feito, ele merece isso. – Disse Liam.
– Eu acho que vocês pegaram pesado de mais ele, só uma suspensão resolveria. – Eu disse tentando amenizar a situação.
– Ô Malik, não tente defender ele, ele mereceu esse castigo. – Disse Liam.
– Se bem que uma suspensão não seria má, pelo menos iríamos ficar alguns dias sem ter que olhar para ele. – Disse Nando.
– Por mim, eu teria expulsado o Styles da escola, o que ele cometeu foi crime. – Disse Niall, o insuportável.
– Mas tirando a parte do desastre do Harry, o resto do baile foi bem legal, principalmente o mico da e da . – Disse Louis, e todos riram novamente.
– Eu fiquei com pena da , uma roupa significa muito para ela. – Disse Liam, esse menino é sentimental até demais.
– Ih, parece que tem alguém caidinho pela . – Niall disse.
– Desista garoto, ela é do Harry e gosta muito dele. – Eu disse, e ele logo desmanchou o brilho no olhar.
– Mas o Liam não é o único apaixonado aqui. – Nando disse e sorriu logo depois enquanto olhava para Niall que estava corado.
– Do que está falando Fernando? – Perguntou o Liam.
– O Niall está caidinho pela , ou melhor, . – Nando debochou e recebeu um tapa de Niall logo depois.
– Niall Horan apaixonado, parece que os milagres estão se multiplicando nessa escola. – Disse Louis.
– E tudo começou quando você veio para cá e começou a ter uma queda pela . – Disse Liam rindo, Louis corou e eu fiquei surpreso, como assim ele gostava da ?
– Queda? O Lou tem um abismo inteiro pela minha irmã e isso não é de hoje. – Disse Nando.
– Nem vem Fernando, você também tá caidinho pela atriz que você trouxe pro baile. – Rebateu Louis.
– Isabella? Eu já desisti dela, ela vai pra Madri amanhã, e depois tem garotas muito mais bonitas que ela. – Disse Fernando.
– Sinceramente, o dia em que o Nando namorar será um verdadeiro milagre. – Eu disse.
– Você também é bem mulherengo, Zayn, mas aproveita enquanto está longe dos pais porque quando estiver sobre a vista deles de novo, vai ser trancado 24 horas por dia. – Disse Louis, ele vivia mesmo muito preso pela mãe, também, era filho justamente da mulher mais chata que eu conheço.
– Eu sei.
– Pessoal, já repararam no que está acontecendo? – Disse Fernando, nos fazendo parar e negar com a cabeça. – Nós estamos conversando com o Niall e o Zayn há mais de meia hora sem briga. Isso parece um recorde.
– É verdade, desde que eu vim para cá eu nunca conversei com o Niall tanto tempo sem brigar. – Eu disse e Niall assentiu com a cabeça sorrindo, realmente, estar ali conversando com os meninos como amigos de verdade era muito bom, pela primeira vez eu me senti eu mesmo aquela escola.
– Eu queria poder ficar assim com vocês e o Harry mais vezes, pena que o Harry não gosta de mim. – disse Niall.
– Você também não deu muito espaço para ser nosso amigo – Eu disse.
– Vocês sempre fizeram questão de deixar bem claro que me queriam longe. – Niall.
– Você sempre nos ameaçava e queria que fôssemos seus amigos? É muito cinismo – Eu disse.
– Estava bom demais para ser verdade... – Disse Liam. – Ok, já chega, não queremos briga por aqui. – Ele disse entre eu e o Niall, já que estávamos perto um do outro.
– Agora lembrei porque brigo tanto com esse garoto insuportável.
Eu saí do salão de festas e fui para a sala e fiquei mexendo um pouco no meu celular, que não era da última geração, mas dava para o gasto. Logo Ed chegou na sala (n/a: Sim, nessa fanfic, Ed Sheeran é o professor dos meninos), o melhor professor da escola, ele era professor de música, era jovem, tinha uma trinta e poucos anos e o único que não dava bronca nem em mim nem no Harry. E falando em Harry, olha quem acaba de chegar.

Harry’s POV
Depois de ter que ir a pé para a escola porque estava sem dinheiro, finalmente eu cheguei, mas não havia ninguém no pátio. Droga, estou atrasado. Fui correndo para a sala, por sorte era aula do Ed, ele era o professor mais legal da escola. Eu entrei na sala e logo todos me olharam sorrindo, com certeza já sabiam de meu castigo.
– Atrasado, enh Harry? – Disse Ed me olhando.
– Desculpe professor, isso não irá se repetir. – Eu fui para o meu lugar e no caminho passei por , e ela estava rindo da minha desgraça como sempre, se eu soubesse que aquela atitude errada me traria tantas consequências jamais teria em envolvido com ela, mas isso já passou, e já que ela não consegue esquecer, cabe a mim fazer essa tarefa.

’s POV
A manhã passou rápida e eu peguei o ônibus de volta para casa. Quando cheguei, minha tia Joana e minha prima Marcela estavam almoçando. Acho que eu não contei, mas eu moro com minha tia e minha prima, meus pais morreram em um acidente de carro quando eu tinha dois anos, e minha tia era parente mais próxima. Joana é uma pessoa legal, me trata bem, mas sempre preferiu sua filha, Marcela, claro afinal é filha, o problema é que Marcela sempre fez questão de dizer que eu era uma intrusa e que ela sempre teria preferência naquela casa, e no fim eu sempre me senti como uma intrusa mesmo, enquanto eu era a bastardinha, ela era a princesa que tinha tudo. Mas o tempo passou, e hoje nem me importo mais quem é a princesa ou quem é a gata borralheira, a única coisa que me importa é vencer na vida.
– Bom dia querida. – Disse Joana gentil. – Fiz lasanha, aceita?
– Não tia, obrigada, eu tenho que voltar pra trabalhar.
Fui direto para o meu quarto, tomei um banho, vesti uma roupa confortável e saí. Minha tia não estava mais lá, estava apenas Marcela sentada (lê-se: esparramada) no sofá assistindo TV, essa era a única coisa que ela fazia na vida, já que já tinha terminado os estudos, e nunca havia se interessado por uma faculdade ou por um emprego.
– Onde está a tia? – Eu perguntei enquanto bebia um copo d’água.
– Voltou pro trabalho, tinha um apartamento para mostrar, e parece que a comissão é boa. – Disse Marcela sem tirar os olhos da TV, que agora passava uma reportagem sobre Bruno Mars, o cantor preferido dela, pelo menos bom gosto para música ela tinha. Minha tia era corretora de imóveis, por isso sempre tinha tempo de vir para casa, preparar o almoço e voltar.
– Eu vou pro trabalho, não sei que horas eu volto.
Eu disse e depois saí. Eu trabalho pela tarde na cantina da escola, era assim que eu pagava outra parte da minha bolsa, já que eu só havia ganhado meia-bolsa. Mas até que era bom trabalhar na escola, principalmente por Ed Sheeran, nosso professor de música que dava aula a tarde também, e a sala de música ficava em frente à cantina, o que me proporcionava ouvir sempre uma boa música. Assim que cheguei, fui direto para a secretaria pegar a chave da cantina com o reitor Felipe, mas ele não estava lá, apenas o Niall estava, eu não gostava nem de falar com esse garoto, parece que ele está sempre aprontando alguma coisa para derrubar alguém.
– Eu vim pegar a chave da cantina. – Eu disse enquanto ele olhava alguns cadernos em cima da mesa. Ele nem olhou para mim, apenas abriu a gaveta e tirou de lá o chaveiro de nota musical verde e me entregou, finalmente olhou em me cara.
– Agora você vai ter sua grande chance não é ? – Ele disse sorrindo e arqueando as sobrancelhas.
– Do que está falando? – Eu perguntei.
– Você sabe muito bem, estou falando do Harry. Esse castigo caiu como uma luva, agora você vai poder humilhá-lo como ele fez com você. – Niall riu, que vontade de matar esse garoto.
– Ainda não sei do que está falando. – Eu disse e saí emburrada.
– Eu sei de toda a história entre você e o Styles, aliás, eu sei de tudo que acontece nessa escola, e se precisar de minha ajuda para destruí-lo, é só pedir. – Ele disse.
Eu saí sem dar bola para o que falou, mas ainda sim abalada. Todos odiavam esse garoto por isso, por se achar o dono do mundo, por achar que tem o direito de se meter na vida de todo mundo. Mas isso não iria afetar meu dia, afinal, por um lado ele estava certo, eu iria poder humilhar o Harry e isso era muito bom. Eu fui para a cantina, abri e comecei a organizar as coisas antes que os alunos começassem a chegar, pois ainda eram 12:00 e os alunos só começam a chegar por volta das 12:30. Logo Ed chegou e veio direto falar comigo.
– Como vai minha aluna preferida? – Disse Ed encostado no balcão.
– Muito bem, meu professor preferido.
– Aposto que você diz isso para todos. – Ed cruzou os braços e fez bico, e eu não pude deixar de sorrir.
– Sabe que não seu bobo. – Eu apertei suas bochechas e ele sorriu novamente.
– Preparada para a batalha de hoje? – Ele disse preocupado.
– Que batalha? – Perguntei curiosa.
– Eu soube do castigo do Harry. E tenho certeza que você adorou né?
– Claro que sim, finalmente ele vai pagar por um erro que ele cometeu.
Ed era o único que sabia tudo o que Harry já havia me feito, de todo o mau que ele já havia me causado. Ed era mesmo um grande amigo, eu o conhecia há três anos, desde quando eu tinha vindo estudar o ensino médio aqui e ele virou professor, e desde então virou meu grande amigo, ou mais do que isso, virou uma espécie de irmão mais velho.
, eu acho que no fundo você já perdoou o Harry pelo o que ele fez, mas não aceita ele ter ficado com a , por isso que se vingar o humilhando. – Disse Ed convicto, e eu acho que ele estava certo. Certo? Não, ele não estava certo, nem ele nem o Harry, eu não tinha perdoado ele, eu jamais vou perdoá-lo.
– Claro que não, eu não vou perdoar o Styles, e eu não quero me vingar dele, eu só quero justiça.
– Ok, eu não vou mais me intrometer nesse assunto, só espero que você pense no que eu disse. – Ed me deu um beijo na testa – Tenho que ir.
Ele entrou na sala de música e eu fiz como ele disse, fiquei pensando no que ele disse, e até parece que foi telepatia, pois no mesmo momento um carro estacionou em frente à escola, e dele saiu Harry, somente de bermuda jeans, camisa preta e all star branco. Ele não disse nada, apenas me olhou com aqueles olhos verdes hipnotizantes e subiu até a secretaria. Não demorou muito, Niall e Harry desceram em direção ao pátio. Niall voltou logo depois vindo em minha direção, o que esse garoto queria comigo?
, eu vou sair, se precisar de alguma coisa fale com o Sheeran ou com meu pai, ele está lá em cima.
Ele saiu, e estava feliz como eu nunca havia visto, com certeza tinha garota no meio, tomara que ela o mude. Enfim, logo os alunos foram chegando e a tarde foi passando rápida como nunca, e já era o recreio, estava conversando com Ed, quando logo lembrei de Harry, ele deveria estar com fome, e mesmo eu o odiando seria demais deixá-lo morrer de fome.
– Ed, cuida da cantina para mim, eu preciso fazer uma coisa. – Eu disse com um hambúrguer e um suco de laranja em mãos.
– Cuidado com o que você vai fazer.
Ed entrou no balcão e eu saí em direção ao pátio. Lá encontrei Harry mexendo cimento e uma parte do palco já reconstruída, uma cena que eu jamais imaginaria ver.
– Está ficando ótimo. – Ele parou e me olhou por um momento. – Bom trabalho!
– O que está fazendo aqui? – Ele disse pegando um pano e enxugando o suor de sua testa.
– Imaginei que estivesse com fome. – Eu entreguei o suco e o hambúrguer para ele.
– Você não se importa comigo, esqueceu? – Ele arqueou as sobrancelhas, o que só destacava ainda mais seus lindos olhos verdes, que agora, por causa da luz, estavam em um tom de azul esverdeado. Eu poderia olhar um dia inteiro para aqueles olhos sem cansar, mas era melhor não.
– Você pode não ser a melhor pessoa do mundo, mas eu sei que não está acostumado com isso. – Eu estiquei novamente o lanche. – Aceita?
– Obrigado. – Ele disse enquanto pegava o lanche e sentava em uma cadeira por ali. Eu estava saindo. – Espera. – Eu virei novamente. – Desculpa, eu não sabia que você era uma pessoa tão legal.
Eu achei melhor não responder e voltei para a cantina. E foi isso que eu e o Harry conversamos o dia inteiro, depois ele deixou o copo lá mesmo e eu o vi indo embora no fim da tarde. Se ele não tivesse feito o que fez, talvez estivéssemos felizes juntos, mas ele foi um idiota, e deu no que deu, a paixão virou ódio.

Niall’s POV
Depois de deixar Harry em seu trabalho fui direto para a casa de . Estava mexendo nas fichas dos alunos e acabei descobrindo onde ela morava, era no Jardim Botânico. Peguei um táxi e fui direto para lá, havia algumas crianças brincando em uma praça lá perto e eu reparei especialmente em uma, era um garoto, branquinho, de olhos azuis e cabelo castanho (n/a: para quem não sabe, o cabelo do Niall é naturalmente castanho, ele pinta de loiro), que brincava sozinho em uma das gangorras, mas logo sua mãe chegou e lhe deu um abraço, fazendo o garoto abrir um grande sorriso, o que me fez sorrir também. Isso me fez lembrar da minha infância, de como eu era sozinho como aquele garotinho, que sempre brincava sozinho, que não tinha amigos, mas no meu caso, nem mãe para me abraçar eu tinha, uma lágrima escorreu do meu rosto ao lembrar disso. Talvez era melhor mesmo seguir o conselho de Fernando e aproveitar o novo ano para recomeçar minha vida, e com certeza teria ao meu lado.
– Niall?
Ouvi alguém chamar meu nome e logo reconheci aquela voz doce e suave, e meu coração disparou. Limpei a lágrima que insistia em cair de meu rosto e me virei. Ela estava linda, básica, mas ainda sim linda.
– Oi . – Eu respondi indo em sua direção.
– O que está fazendo aqui? – Ela disse me dando um abraço, o melhor de minha vida.
– Eu estava passando aqui perto e lembrei que você morava aqui.
– Como sabia onde era minha casa?
– Eu confesso, estava lendo algumas fichas escolares e, não resisti, acabei lendo a sua. – Ela riu. – Agora será que eu posso fazer as perguntas?
– Claro.
– Aceita tomar um sorvete comigo? Aqui perto tem uma ótima sorveteria. – Eu disse quase implorando.
– Aceito sim, mas eu preciso avisar aos meus irmãos. Vem comigo? – Eu assenti com a cabeça e ela foi me guiando até sua casa, que era bem perto. Assim que entramos, eu pude ver Liam dentro de seu quarto mexendo no computador, era um nerd mesmo. Na sala, estavam sentados seus irmãos, Joaquim e Paulo. Joaquim era alto, forte, me dava um pouco de medo, já Paulo parecia um pouco mais amigável, menos mal.
– Meninos, este é o Niall. – Ela apontou para mim enquanto seus irmãos me olhavam e eu suava minhas mãos de nervosismo. – Niall, estes são Joaquim e Paulo, meus irmãos mais velhos.
– É um prazer conhecê-los. – Foi a única coisa que consegui dizer, depois apertei as mãos deles. – Eu vim aqui pedir para levar a para tomar um sorvete, posso?
– Nossa irmã é uma garota de respeito, está ouvindo? – Joaquim falou e eu gelei, logo depois eles sorriram, e eu pude respirar. – Claro que pode.
se despediu deles e nós saímos, fomos caminhando até uma sorveteria lá perto e sentamos. me contou tudo sobre ela, e eu contei tudo sobre mim. Era engraçado como eu me sentia a vontade com ela, eu me sentia eu mesmo, o garotinho solitário que havia dentro de mim morria e só restava o garoto apaixonado e deslumbrado por quem havia acabado de conhecer. A tarde passou como um vulto e logo já estava de noite. Eu fui deixar em casa, afinal não podia fazer feio na frente de seus irmãos.
– Obrigada pela tarde, foi ótima. – Ela disse na porta de sua casa.
– Eu que agradeço, estar com você foi ótimo.
Ela me deu um beijo na bochecha, disse “Boa noite” e entrou. E eu não podia estar mais feliz, estava nas nuvens, e elas tinham o cheiro doce do perfume dela, , ela era a garota da minha vida.

Fernando’s POV
Minha mãe, Helena, foi deixar eu e na escola, e como sempre, falando sobre nosso futuro. Minha mãe era bem preconceituosa, mas só quando o assunto era classe social, ela odiava pessoas pobres, por isso sempre tentou jogar para cima de Louis e de Niall, mas ela nunca quis isso, primeiro porque ela nunca namoraria Niall, e depois porque Louis era seu amigo, e pensar que ele era a pessoa que mais queria que adotasse a ideia da mamãe. Chegamos à escola e foi falar com e , enquanto Niall veio falar comigo e nós sentamos em uma mesa perto da cantina.
– E as novidades? – Eu perguntei curioso.
– Ótimas, ontem eu saí com a , nós fomos tomar sorvete e eu até conheci os irmãos dela. – Niall dizia com brilho nos olhos, estava mesmo apaixonado. – Foi uma tarde maravilhosa.
– Niall, eu acho que preciso te contar uma coisa, antes que isso tome um outro rumo. – Eu achei melhor contar logo para ele que a era bolsista, antes que ele se iludisse.
– Conta logo, o que foi? – Ele estava curioso.
– A não é quem você pensa. – Ele arqueou as sobrancelhas.
– Como não?!
– Ela não é garota rica e viajada que você pensa que é, pra falar a verdade ela é bolsista. Pronto falei.
Niall ficou algum tempo parado, olhando para o nada e eu também olhei, e percebi que olhava para . Pronto, agora ele vai desistir dela e a culpa é minha. Ô boca grande. Mas de repente o Niall começou a sorrir tipo, oi? Como assim?
– Porque está sorrindo? – Eu perguntei.
– Eu já percebi o que você quer fazer. Está mentindo para mim pra me separar da , mas eu não vou cair nesse joguinho.
– Eu não estou mentindo, é a verdade, afinal porque eu iria querer te separar da ? – Eu disse e ele ficou pensativo.
– Não sei, talvez você esteja afim dela.
– Claro que não Niall. E se não acredita em mim, procura na ficha dela, aposto que vai descobrir.
Eu saí e deixei Niall pensando no que eu disse, só espero que ele não desista da por causa disso.

Niall’s POV
Será que Nando estava falando a verdade? Será que não era mesmo quem eu pensava? Só havia um jeito de descobrir. Subi para a secretaria lá comecei a procurar pela ficha de que havia visto mais cedo, e logo encontrei e pude ver que Nando falava a verdade, era mesmo bolsista. Como eu não havia visto isso mais cedo? Como? Eu guardei a ficha e fui correndo para encontrar Nando, que estava no pátio conversando com , e . Não sei por que, mas não queria falar com ela agora, estava um pouco confuso. Mandei uma mensagem para Nando e ele logo veio para perto de mim.
– E então, descobriu que eu falava a verdade? – Disse Nando cruzando os braços.
– Como eu pude me enganar tanto? – Eu disse olhando para ele. – Porque não me contou?
– Porque queria te dar uma lição.
– Achou que eu nunca ia descobrir?
– Era eu mesmo que iria te contar, eu só queria que você aprendesse que dinheiro não tem valor quando se tem amor.
– E agora, o que eu faço?
– O que ia fazer de qualquer maneira, continue investindo na .
– Mas ela é bolsista.
– E daí? Vai deixar de gostar dela por causa do dinheiro?
O sinal tocou e eu fui para sala, e Nando acompanhou até a deles. Eu nem prestei muita atenção na aula, pode até parecer besteira, mas isso mexeu comigo, descobrir que era bem diferente do que pensava me abalou, acho que era melhor não falar com ela por um tempo.

’s POV
Tinha se passado uma semana desde que eu e Niall havíamos saído juntos e desde então ele tinha parado de falar comigo, sempre que me via desviava o olhar, eu perguntava para Nando, seu melhor amigo o porquê, mas ele também não me respondia. Agora chega, eu tenho que saber o porquê dessa distância. Niall estava sozinho na mesa e eu me sentei.
– Podemos conversar? – Eu disse.
– Sim, porque não. – Ele disse.
– Não sei, desde o nosso encontro você não fala mais comigo. – Ele abriu um pouco seus lindos olhos azuis e eles até tinham um leve brilho.
– Encontro? Aquilo foi um encontro? – Ele perguntou.
– Sim. Mas porque a surpresa?
– Nada. – Ele desviou o olhar e depois voltou a olhar para mim. – Desculpa, é que aconteceram algumas coisas e eu fiquei meio confuso. – Ele estendeu a mão. – Amigos?
– Amigos. – Eu apertei sua mão e nós rimos e conversamos. Eu me sentia a vontade com Niall, como se ele fosse um amigo de anos atrás, e ele era mesmo, um grande amigo.

Capítulo 05

Harry’s POV
Finalmente o meu castigo havia acabado, já havia se passado um mês e meu pai me devolveu meu celular e meu computador. Olá vida normal, como é bom te encontrar de novo.
– Obrigado pai, eu já disse que te amo? – Eu falei abraçando meu pai.
– Já Harry, mais de 10 vezes, e não precisa agradecer, você fez um ótimo trabalho na reconstrução.
– Não sei por que tão elogiando tanto ele, o Harry só fez sua obrigação, nada mais. – Disse enquanto mexia em seu celular.
– Não enche pirralha.
– Parem de brigar, até porque vocês vão ter que se aturar por quatro dias. – Disse meu pai.
– Como assim? – Perguntou .
– Eu tenho que viajar para resolver um problema da empresa e vou ficar fora quatro dias. Inclusive, eu tenho que ir porque meu voo sai em uma hora. – Ele deu um beijo em minha testa e na de . – Cuide de seu irmão, ok? – Ele disse para .
– Ei, não devia ser o contrário, eu sou o mais velho e tinha que cuidar dela.
– Harry, na boa, eu sou muito mais responsável que você. – Disse .
Meu pai saiu e logo pegou um táxi, ou seja, a casa inteira por quatro dias inteiros só para mim, até porque não iria me deter. Eu peguei meu celular e logo liguei para Zayn, e mais alguns amigos meus e combinei uma mega-festa de comemoração, afinal eu estava livre do castigo, e hoje era domingo. Zayn chegou em pouco tempo e me ajudou a organizar o som, aproveitando que havia ido a casa de Liam, o mais novo amiguinho dela. A tarde passou rápida, eu e Zayn arrumamos tudo, compramos cervejas e outras bebidas, alguns salgadinhos e depois fomos nos arrumar.
– Harry, tem certeza que não vai dar problema com teu pai? – Disse Zayn enquanto arrumava seu topete no espelho. Ele era muito vaidoso.
– Relaxa Zayn, meu pai não vai descobrir nada. E essa festa vai bombar.
– Vai mesmo.
A campainha tocou. Eu e Zayn fomos até sala e abrimos, era e que estavam brigando.
– Oi meninas. – Disse Zayn.
– Oi Zayn. – Disse entrando em casa e logo atrás, que olhou cada canto da casa.
– Harry, você pode me explicar o que significa isso? – olhou para mim e apontou a decoração da casa.
– Uma festa de comemoração. – Eu disse.
– O papai não deixaria você fazer uma festa.
– Por isso eu fiz enquanto ele está longe.
– E o que te garante que eu não vou contar para ele? – Disse cruzando os braços. Dessa vez você não me pega pirralha.
– Você não teria coragem. – Eu disse.
– Coragem eu tenho, mas eu não vou fazer isso, acho que eu vou até aproveitar.
Ela disse e depois desceu para sua toca, desde que ela chegou aqui eu nunca entrei em seu quarto, e nem queria. Já eram 7:30 da noite e as pessoas começavam a chegar. A frente de minha casa estava cheia de carros, a festa estava lotada e a bebida rolava solta, e ainda eram 9:30 da noite. Estava com a na cozinha, e como ela estava sexy, como sempre. Logo chegou ao meu lado, com uma roupa que refletia muito bem seu estilo alternativo, como sempre.
– Ô piriguete, posso falar com o meu irmão um pouquinho. – Disse empurrando .
– Eu não sou piriguete. – parou e ficou olhando o cordão de que estava escrito “Bitch”, em inglês, cadela ou vadia. – Gostei do seu colar. – Disse .
– Gostou, foi em homenagem a você, já você está com o da “Barbie”, eu coloquei “Bitch”. – ria debochando.
– E o que significa? – Perguntou .
– Significa vadia, agora dá licença. – empurrou novamente e se aproximou de mim. – Posso convidar mais pessoas para a festa?
– Pensei que não quisesse essa festa. – Eu disse.
– Não queria, mas já que não tem jeito, eu também vou me divertir.
– Ok, então convide.
saiu até o jardim e eu continuei com , mas ainda pensando em , aposto que ela estava aprontando alguma.

’s POV
Ok, já que eu não posso impedir a festa vou dar um jeito de me divertir. Liguei para , e e as convidei para a festa e disse para elas chamarem os outros também. Não demorou muito elas chegaram no carro de Louis, e as meninas estavam lindas, com seu estilo meio boho, fashionista, básica e linda, e romântica como sempre, mas eu não consegui tirar os olhos de Liam, ele estava com uma camisa branca com mangas até o cotovelo, um colete cinza por cima, uma calça jeans preta e um sneaker preto, e estava lindo, quase um príncipe. É, acho que eu estava me apaixonando por ele.
, o que está acontecendo? – Saí de meu transe assim que falou comigo. – Como assim uma festa?
– Meu pai viajou por 4 dias e o Harry decidiu dar uma festa.
– Me admira você aceitar essa ideia maluca. – Disse o Liam, o responsável. – Seu pai vai te matar quando descobrir.
– Ah, quer saber, cansei de ser certinha, eu não vou passar minha adolescência inteira sendo a nerdinha estranha, pelo menos uma burrada eu tenho que fazer.
– Eu concordo com a . – Disse Louis, até agora ele tinha sido um grande amigo, no fundo éramos muito parecidos. – Dane-se o Styles, eu vou é curtir a festa.
Logo todos sorriram e entraram na casa, mas veio falar comigo.
, eu convidei o Niall também, tem algum problema? – Eu olhei para trás e ele vinha se aproximando, eu não suportava esse garoto, mas se pedia...
– Claro que não. – Eu olhei para ele. – Contanto que você não apronte nada.
Eu entrei na festa, que já estava lotada e com o som nas alturas, e agora tocava S&M da Rihanna. Os meninos se espalharam e agora eu só via Nando paquerando algumas garotas, e Liam suspirando por que estava encostada no balcão. Tá na cara que o Liam é afim da , mais um ponto para a patricinha, e a amiguinha esquisita aqui continua sonhando com o príncipe encantado, mas diferente da história, ele prefere a irmã má a gata borralheira, só me resta esperar pelo felizes para sempre.

’s POV
Até que a festa estava legal, tinha música boa, comida boa, só não tinha companhia boa, e agora iria piorar. Estava andando quando esbarrei em Harry e ele derrubou todo o líquido azul que havia em seu copo, com certeza mais um daqueles drinks malucos que ele inventa com Zayn.
– Desculpa. – Ele disse e logo depois começou a me encarar e me olhar de cima a baixo, enquanto eu apenas me perdia em seus lindos olhos verdes e naqueles lábios rosados. – Não sabia que você vinha. – Ele finalmente me encarou e eu senti minhas pernas tremerem.
– A me convidou.
– Claro, a . – Ele olhou para minha cabeça reparando em minha touca. – Espera, essa não á a touca que eu te dei?
– Ela mesma. – Eu disse simplesmente e saí para algum outro lugar, se eu continuasse com aquela conversa ela poderia acabar em briga ou em beijo, e eu não queria nenhuma das duas opções. Me sentei em um sofá ali perto junto com e e começamos a conversar, era o melhor a se fazer agora.

Liam’s POV
estava linda, linda como eu nunca havia visto, pena que eu não podia tê-la, parece que o príncipe dela era outro, e ele estava bem mais para sapo. Enfim, estava sentado com , e conversando até que eu vi correndo até o som, onde desligou e pegou microfone. O que ela estava fazendo?
– Pessoal, a festa acabou, boa noite e todo mundo para a casa. – Todos começaram a resmungar até que Harry pegou o microfone de sua mão.
– Desculpe pessoal, é só uma brincadeira. – Ele voltou a ligar o som e veio arrastando pelo braço até a cozinha, e é claro que nós fomos também. – O que pensa que está fazendo?
– Salvando a sua vida, delinquente. – Ela disse e ninguém entendeu nada. Ao redor deles estavam eu, Nando, , , , , Zayn e Niall, pois é, a havia convidado ele, e eu ainda não entendia porque ela gostava tanto dele.
– Do que está falando? – Perguntou Harry.
– O papai me ligou, disse que a vizinha ligou para ele e avisou sobre uma festa, e agora ele tá na estrada voltando para a casa. – explicou e Harry arregalou os olhos. – Agora entendeu porque eu fiz isso?
– Meu Deus, o papai vai me matar. – Ele olhou para a festa. – Temos que tirar esse pessoal daqui.
– Ih Harry, a bruxa está solta, nem com balde de água fria esse pessoal sai daqui. – Disse Nando, e sorriu e olhou para o nada pensando.
– É isso! – Disse . – Nando, você é um gênio!
– Eu sou? É, eu sou! – Nando disse se gabando.
– O que quer fazer ? – Eu perguntei me aproximando dela e ela me olhou.
– Para esse pessoal sair daqui, só com um belo susto, e eu sei exatamente como fazer isso. – Ela se virou para Zayn. – Zayn, você sabe onde fica a caixa de energia?
– Sei sim. – Respondeu ele.
– Ótimo, vai com a até lá, e eu ao meu sinal, vocês desligam tudo, ok? – Zayn e consentiram e saíram até o quintal. – Nando e , eu preciso que vocês vigiem se o meu pai não está chegando. – e Nando correram para fora. – , você fica com esse isqueiro, e quando eu disser, você aciona o alarme de incêndio. O resto vem comigo.
abriu a passagem de seu quarto para entrarmos, mas Niall não queria ir, sabia que ia começar a dar chilique.
– Você não vem Niall? – Disse .
– Porque eu ajudaria o Styles? – Disse Niall.
– Deixa , eu não preciso da caridade de ninguém, muito menos dele. – disse e entrou no seu quarto, e que quarto (n/a: desculpem pelo quarto, mas foi o que eu consegui fazer, então, usem a imaginação de vocês), mas eu fiquei encantado mesmo por uma mesa que lá havia, tinha uma espécie de picape de DJ, com uma mega TV na parede e um computador integrado, também havia algumas caixas de som, e outros aparelhos em uma prateleira que tinha ao lado da mesa.
– UAU! – Disse Harry. – Você mudou mesmo esse quarto.
– Não falei que conseguia. – sentou na cadeira em frente a mesa, mas antes pegou um aparelho da prateleira, e eu sabia o que era, era um holograma (n/a: para quem não sabe, hologramas são aparelhos que reproduzem imagens em tamanho real), mas eu não havia entendido o que Bia queria fazer.
– Tá vendo essa mesa? – Disse olhando para Harry. – Ela foi feita com todo o lixo que tinha naquelas caixas velhas.
– Reciclagem e tecnologia, eu adorei. – Eu disse me sentando ao seu lado. – Mas o que você quer fazer?
– Eu vou fazer com que um espírito apareça na sala, e que comece a chover na sala, assim todos terão medo e sairão correndo. – Ela disse sem tirar os olhos da tela. – Gostou?
– Ótima ideia! – Eu respondi.
– Mas eu ainda não entendi. – Disse .
– Não precisam entender, só me ajudem. – Ela entregou o holograma a Harry. – Posicione isso pela passagem, mas ela não pode ficar aberta por inteiro, só metade.
– Entendi. – Harry pegou e colocou na escada, posicionando como havia dito. De repente, eu reparei em um objeto diferente na mesa, era uma espécie de harpa, mas deitada da mesa e ligada a vários cabos.
, o que é isso? – Eu perguntei.
– Eu chamo de violão invertido. É feito de cordas de violão e guitarra ligadas a um antigo aparelho de rádio, e toca normal, mas com esses botões pode-se adicionar alguns efeitos diferentes, como o de um trovão, o que vamos precisar.
– Que legal. – Disse . – Não sei como vocês dois podem pensar em tanta coisa.
riu e depois conectou o microfone ao “violão invertido” e mexeu em alguns botões. Me entregou o microfone.
– Quando eu disser, mexa nesse violão e faça o maior barulho que conseguir. – Ela foi até o holograma e depois pegou o celular e digitou alguma coisa. – É agora.
De repente, as luzes se apagaram e não havia mais som algum, mas o quarto ainda estava iluminado por uma lanterna. fez sinal com as mãos e eu comecei a mexer nas cordas e um barulho enorme de trovão se fez, o holograma reproduzia a imagem de um fantasma andando pela casa. pegou o celular e digitou outra mensagem, e logo começou a “chover” dentro de casa, já que o alarme de incêndio foi acionado. Depois disso a única coisa que eu consegui ouvir foi gritos e muita correria do lado de fora da casa. Zayn Ligou as luzes e o alarme de incêndio parou, todos saímos do quarto rindo e encontramos Niall, Zayn, , Nando e da mesma maneira, mas só eles, porque o resto do pessoal já havia ido embora. conseguiu mais uma vez.
, você é um gênio, como pensou nisso? – Eu disse.
– Eu fiz isso uma vez num trabalho de efeitos especiais em Nova York.
– Você conseguiu, me salvou, valeu mesmo . – Disse Harry abraçando de lado.
– Mas a casa ainda está uma bagunça, seu pai não vai gostar de ver isso. – Disse Niall. Estranho ele se importar.
– Agora você se importa? – Disse .
, o Niall tem razão. – Disse . – Temos que limpar essa casa.
– Ok, então fazemos assim. – Começou . – Liam, e Nando limpam o jardim; Niall, , Zayn e Harry limpam o segundo andar; eu, , e Louis limpamos aqui em baixo.
– E porque você está dividindo as tarefas? – Disse Harry, custava ele colaborar um pouco?
– Harry, aceite a divisão, o que importa agora é limpar. – Eu disse e logo todos se dividiram pela casa para limpar, e tínhamos que ser rápidos. No fim, tudo virou uma grande brincadeira, uns jogando coisas nos outros e rindo. Enfim, terminamos e a casa estava limpa, e todos nos jogamos no sofá, que mais parecia uma cama de tão grande, tanto que coube todos nós sem problemas.
– Eu. Estou. Morta. – Disse .
– Eu também. – Disse Zayn.
Logo se ouviu um barulho de carro e todos nos alertamos, George havia chegado. correu para o quarto dela e todos nós acompanhamos. Lá, ela nos entregou alguns livros que tinha e nós fingimos que estávamos estudando, quando George entrou no quarto.
– Então, Shakespeare era um... – olhou para seu pai e correu para abraçá-lo. – Oi pai, que bom que chegou.
– É, decidi voltar mais cedo, por causa de um problema. – George parecia assustado e nós tivemos que segurar o riso. – Mas o que esses garotos fazem aqui?
– É que eu estou um pouco fraco em literatura, então fizemos um grupo de estudos para me ajudar. – Mentiu Harry, e como mentia bem. – Algum problema?
– Não, problema algum, mas já está tarde, melhor vocês irem para a casa, não? – Disse George.
– É mesmo, temos que ir, tchau , tchau Harry, tchau seu George. – Disse saindo e todos nós a seguimos. – Eu levo vocês até a porta. – Disse saindo do quarto. Zayn iria dormir na casa deles.
– Galera, muito obrigado, eu nem sei como agradecer. – Disse na porta, nós já estávamos do lado de fora.
– Eu sei, me compre uma roupa nova porque depois dessa faxina a minha ficou em trapos. – Disse e todos rimos.
– Nós temos que ir, tchau. – Nando disse e todos foram para o carro, mas eu fiquei um pouco.
– Obrigado por ter me ajudado. – Disse .
– Eu não fiz nada, você fez tudo sozinha, menina gênio. – Nós rimos e eu abracei depois fui para o carro de sete lugares de Louis. Niall, Nando e não foram no carro, porque Niall havia vindo em seu carro e Nando e moravam no mesmo condomínio que Harry, então foram a pé. Desde que eu cheguei aqui no Rio acho que nunca me diverti tanto quanto hoje, principalmente por estar com , ela era uma garota muito legal, e bem diferente das outras também, era uma grande amiga.

Zayn’s POV
Decidi dormir na casa de Harry esta noite, por que voltar para aquela favela há essa hora poderia terminar em roubo, e depois não queria minha mãe enchendo me enchendo os ouvidos. Depois de todos forem embora, Harry ajeitou um colchão para mim na sala, George foi dormir e estava na cozinha preparando alguma coisa para comer, então decidi dar uma volta pelo condomínio. Quando saí, acabei encontrando sentada em um banco na pracinha que tinha em frente à casa de Harry, ela olhava para cima, eu fui até lá e me sentei ao seu lado.
– O que faz aqui sozinha? – Eu disse e ela me olhou, com aqueles lindos olhos meigos de menina.
– Só observando o céu. – Ela disse. – E você não deveria estar em seu apartamento em Copacabana?
– Achei melhor dormir aqui.
– Acho que está mesmo na hora de dormir. – se levantou e eu também. – Tenho que ir.
– Posso te acompanhar até sua casa?
– Claro. – Ela respondeu e depois fomos caminhando até sua casa, que era dois quarteirões depois da casa de Harry.
– E então, como é viver longe dos pais? – Perguntou .
– É bom, porque você tem liberdade sem ninguém te enchendo o saco, mas é ruim, porque você não tem o carinho de mãe. – Eu disse, e se eu não soubesse que era mentira, acho que acreditaria em mim.
– Eu sei como é.
– Mas você não mora com sua mãe? – Eu perguntei.
– Moro, mas ela passa tempo demais trabalhando, quase não para em casa. Minha sorte é nossa empregada, Alzira. – Isso mesmo, agora falava sobre minha mãe.
– Sua vida é bem parecida com a do Louis, não é.
– É sim, acho que por isso somos tão amigos. – “Amigos até demais”, pensei. – Bom, chegamos. – disse e eu pude olhar para sua casa, era linda, grande, maior até do que a de Harry, claro que eu jamais namoraria com aquela garota, ela era demais para o meu caminhãozinho.
– Então tchau. – Eu a abracei, e pude perceber que minha mãe, Alzira, saia de sua casa. Droga, quando tudo estava dando certo alguma coisa tinha que atrapalhar, se minha mãe me visse minha reputação estaria arruinada. – Eu tenho que ir.
– Espera... – disse, mas eu não podia voltar, fui correndo e entrei rápido na casa de Harry e fechei a porta, estava na cozinha comendo um pote de Nutella e me olhou assustada.
– Nossa Zayn, parece que viu um fantasma. – Ela disse entrando no quarto. Eu peguei uma roupa que estava no sofá, Harry havia me emprestado, fui até o banheiro e me vesti, depois voltei, desliguei todas as luzes e deitei no colchão, e inevitavelmente imagens de vieram a minha cabeça, aquela menina era linda e gentil, era perfeita para mim, mas eu tinha dois empecilhos; primeiro, ela era rica, linda, e minha mãe é sua empregada, mesmo sem ela saber. Segundo, o Louis, seu melhor amigo que tem tudo haver com ela está apaixonando e vai lutar por ela também, ou seja, minhas chances são iguais à zero, mas mesmo assim eu não vou desistir, eu vou lutar por ela custe o que custar.

Capítulo 06

’s POV
O dia amanheceu e eu fui com Nando para a escola, hoje minha mãe não havia ido nos deixar, ainda bem. Assim que chegamos, podemos ver , Louis, , Liam, e sentados na mesa e fomos até eles, e o assunto foi somente a fiasco da festa de ontem.
– Pessoal, muito obrigada de novo, se não fossem por vocês, meu pai teria me matado. – disse .
– Nós não fizemos nada, você se salvou graças a sua cabecinha, menina gênio. – disse .
– Porque agora deram para me chamar de menina gênio? – disse e nós rimos, mas paramos assim que alguém se aproximou da mesa, e eu não acreditei quando vi.
– Será que eu posso sentar? – disse Harry, isso mesmo, Harry Styles querendo sentar numa mesa com “perdedores”, como ele dizia. Isso sim era uma cena histórica.
– E porque quer sentar aqui? – disse o olhando.
– Porque eu queria agradecer vocês por ontem, eu podia ter me ferrado pro resto da vida se não fossem vocês. E depois, ontem eu percebi que mesmo me odiando, vocês foram os únicos que me ajudaram, enquanto até mesmo minha namorada me deixou na mão, então eu não quero mais brigas.
– Claro que pode sentar Harry. – eu disse e ele sentou entre e , que me olhou com raiva.
! – disse .
– O que foi? Ele foi sincero, merece sentar conosco. – eu disse e depois ela voltou a beber seu suco de abacaxi com hortelã.
– Será que eu posso me sentar também? – disse Zayn, sentando entre mim e Nando.
– E o fiel amigo não podia deixar o príncipe sozinho né Zayn? – disse nos fazendo rir. – Claro que pode, você já sentou mesmo.
Tava tudo muito bem, tava tudo muito bom, até que apareceu na nossa mesa e começou a armar um escândalo.
– Posso saber o que você faz nessa mesa Harry? – ela disse autoritária como sempre.
– Conversando com os meus amigos. – ele respondeu.
– Amigos? Eles são uns perdedores, isso sim, agora vamos para a nossa mesa. – disse puxando Harry pelo braço.
– Não vou não, a partir de agora eu e o Zayn sentamos aqui. – ele disse se soltando.
– E porque essa mudança repentina?
– Porque quando você fugiu da festa ontem, foram eles que me ajudaram. Então, por favor, mais respeito com meus amigos.
– Harry Edward Styles, você tem 5 segundos para me seguir ou pode me esquecer. – ela disse e cruzou os braços. – 1... 2... 3... 4... – já estava irritada. – 5! – olhava com raiva para Harry enquanto ele e todos nós riamos. – Harry!
, você perdeu. – disse debochando. – Bye, bye.
– Vocês vão me pagar! – disse e saiu depois, e nós rimos ainda mais, até que alguém se aproximou de nós.
– Posso saber o motivo das risadas? – era Niall que estava ao lado de com uma vasilha de plástico. Nossa, parece que os milagres hoje estão se multiplicando, primeiro Harry e Zayn sentam ao nosso lado, agora Niall Horan, o chatinho, se aproxima da gente. Acho que jogaram algum feitiço nessa escola.
– É porque o Harry acabou de dispensar a só para sentar na nossa mesa. – disse.
– O Styles dispensado sua namoradinha capacho para ficar com os “perdedores” – Niall fez aspas no ar. – Está me surpreendendo Harry.
– Niall, se você veio aqui para nos atormentar, pode ir embora. – disse Zayn.
– Desculpe, falei sem querer. – ele disse.
– Espera, Niall Horan pedindo desculpas? Temos que gravar esse momento porque isso não acontece todo dia. – disse . Agora é oficial, a partir de hoje eu acredito em milagres.
– Mas o que veio fazer aqui Nini? – disse Nando, recebendo um tapa de Niall depois, ele odiava esse apelido.
– É que meu pai fez alguns cookies de chocolate, a especialidade dele, então eu decidi trazer um pouco para vocês. – ele colocou a vasilha em cima da mesa. – Espero que gostem.
– Ai que bom, eu estava morrendo de fome. – disse , a mais esfomeada de todas. Ela pegou um cookie e comeu, sendo acompanhada por Zayn e logo depois.
– Ih Niall, melhor guardar, se não, na hora do recreio não tem mais nada. – disse e todos rimos, até Niall.
– Não se preocupe, tem mais se vocês quiserem depois. – ele disse simpático. – Agora eu tenho que ir.
– Fica mais um pouco, senta com a gente – eu disse tentando ser prestativa, e até que com Niall isso não era difícil, porque agora ele estava bem mais simpático, e esse era um lado seu que ninguém conhecia.
– Obrigado , mas eu tenho que organizar algumas da primeira aula... – ele foi interrompido pelo sinal. – Que já vai começar. Tchau e bom proveito dos doces.
Niall disse e subiu, Louis guardou os doces em sua bolsa, antes que , Zayn e acabassem com tudo, e nós subimos. , e Nando foram para sua sala, o 2° ano, enquanto eu, Harry, , Zayn, e Louis fomos para o 3° ano conversando animadamente, e entramos na sala com o olhar de todos em cima de nós, aposto que estavam surpresos em nos ver juntos e felizes, mas , que já estava sentada em seu lugar de costume, nos olhava com raiva, principalmente para Harry, enquanto esse estava com uma expressão que misturava medo e receio, com certeza não queria sentar com depois do que aconteceu, então acho que ele poderia sentar conosco, não seria tão ruim assim.
– Porque não sentam conosco? – disse Louis, até parece que leu meus pensamentos.
– Se não for incomodar... – disse Zayn já sentando na segunda cadeira da primeira fileira, esse menino era muito folgado.
– Obrigada. – Harry disse e sentou ao lado de Zayn. , e Louis sentaram um ao lado do outro nas primeiras cadeiras, e eu sentei atrás de Zayn, queria continuar a conversa de ontem.

Zayn’s POV
Os meninos, muitos simpáticos por sinal, nos deixaram sentar com eles, eu não queria mesmo sentar com depois do barraco na mesa, e aposto que Harry também não, e ainda tinha outro motivo por eu ter aceitado: , que agora eu chamava de , já estava me sentindo amigo dela depois da conversa de ontem. Mas mudando de assunto, todos na sala estavam comentando sobre o novo professor ou a nova professora de educação física, e eu espero que seja a segunda opção. Nós não tínhamos um professor desde o começo do ano, e o reitor Felipe já havia dito que tinha arrumado um professor, mas até agora não tínhamos visto ele.
– Zayn, você acha que é professor ou professora? – perguntou Harry mordendo os lábios, é mesmo muito safado esse Hazza.
– Não sei, mas se for mulher, tomara que seja gostosa. – Ook, eu também sou um pouco safado.
Logo, Niall entrou na sala.
– Alunos, meu pai está chamando todos para a quadra, hoje teremos uma aula coletiva pela primeira aula de educação física. – disse Niall e depois saiu.
Eu e Harry seguimos Niall e fomos para a quadra. Lá, estavam todas as salas do ensino médio, e nós logo vimos os meninos sentados juntos na primeira fileira e sentada na terceira fileira, de braços cruzados, olhando para a frente de cara emburrada, e como ela ficava linda com raiva... Para Zayn, para, mesmo com essa confusão, ela ainda é do Harry, e fura olho é a última coisa que eu quero ser.
– Então, onde vamos sentar? – perguntou Harry.
– Eu vou sentar com os meninos de novo, e você?
– Eu também vou.
Nós seguimos em direção ao pessoal. Harry sentou no começo da fila, ao lado de Nando, e eu sentei entre e .
– Será que é homem ou mulher? – perguntou .
– Eu espero que seja mulher. – eu respondi. – E bem bonita. – completei.
– Pois eu prefiro que seja um homem, se for mulher vai ser muito chatinha. – disse . O reitor Felipe ficou na frente de todos junto com Niall. Uma coisa eu tinha que reconhecer, Niall era muito determinado e batalhador, estava sempre com seu pai cuidando do patrimônio que um dia seria seu, e pensar que era isso que todos pensavam que eu estava fazendo, estudando aqui para administrar a multinacional de meus pais. Às vezes eu me sentia culpado por mentir, eu não queria mentir principalmente para meus amigos, mas se eles soubessem, não seriam meus amigos, muito menos Harry, e ele, mesmo louco e inconsequente do jeito que é, é o melhor amigo que alguém pode ter.
– Bom dia alunos. – disse o reitor me tirando de meus pensamentos.
– Bom dia. – todos disseram animados, estávamos ansiosos pelo novo professor, afinal, educação física era a nossa matéria preferida, e a matéria em que eu me dava melhor.
– Que bom que estão animados, assim poderão se dedicar mais a aula. – disse o reitor. – Como hoje é a primeira aula de educação física, eu decidi fazer algo diferente, vamos dar uma aula coletiva com todos os alunos da escola, que não são poucos e eu espero que se comportem.
– Reitor, o professor novo é homem ou é mulher? – eu estava mesmo curioso para saber.
– Aposto que todos querem saber isso. – disse o reitor. – É homem! – pode-se ouvir um “Ahh” de decepção dos meninos (inclusive de mim), e um “Ahh” de alegria das meninas, não sei por que, aposto que esse professor é um velho que se acha novinho. – Dantas, pode vir. – Dantas?! Que espécie de nome é esse?!
Um homem, alto, forte e moreno ficou ao lado de professor e eu só pude ver as meninas babando, menos , cada vez eu gosto mais dessa menina.
– Bom dia pessoal. – disse o professor, e as meninas ficaram ainda mais encantadas. Qual é, o que tem demais esse professor, tudo bem que ele é bonitinho, ok, ele é bonito sim, mas não é para tanto, aposto que eu sou muito mais bonito do que ele.
– Acho melhor eu me apresentar. – disse ele. – Meu nome é Dantas, tenho 29 anos, e estou dando aula há pouco tempo, então me desculpem qualquer erro. – e as meninas sorriram, enquanto os meninos, inclusive eu, estávamos apenas de braços cruzados com raiva, até que a cena seria engraçada, se não fosse por também estar babando por ele, como eu queria dar um surro na cara desse homem, pena que ele era bem mais forte do que eu. – Bom, eu acho que todos trouxeram suas roupas para a aula, então, podem ir se trocar que depois começaremos a aula.
Todos fomos para o vestiário e colocamos roupas mais leves, e o comentário geral da nação masculina foi o novo professor, parece que só as meninas tinham gostado.

Liam’s POV
Nós trocamos e voltamos para a quadra, onde as meninas já estavam se aquecendo, elas são bem rápidas, principalmente quando quem as espera é um novo professor. Ele até que é legal, mas parece que nenhum garoto gostou dele, mas essa opinião vai mudar com o tempo, afinal, ninguém odeia um professor de educação física. Eu estava indo para onde o pessoal, ficando perto de , , , , e , e elas estavam bem vestidas, isso eu tenho que admitir, mas eu não pude deixar de reparar em , ela estava linda, vários garotos olhavam para ela, eu acho melhor investir nela antes que outra pessoa faça isso, mas ela e o Harry estão brigados, então eu não sei se estão namorando ou não, melhor deixar como está.
– Bem, já que estão todos prontos, vamos começar. – disse Dantas animado, até que ele era legal. – Quero todos sentados nas arquibancadas, eu quero voluntários para um jogo de futebol, só para aquecer. Quem se habilita? – ninguém levantava a mão, até parece que estavam com medo. – Vamos pessoal, ninguém vem?
– Eu vou! – levantou a mão e foi até o professor que agora sorria.
– Está de brincadeira comigo mocinha? – disse o professor.
– Por quê?
– Você se candidatando para jogar futebol, isso parece ironia.
– Nunca ouviu falar que mulheres também jogam futebol? – cruzou os braços, chumbo grosso vem por ai.
– Já sim, mas eu quero um time masculino.
– Por isso mesmo, eu quero jogar com os garotos, é bem melhor do que com meninas.
– Sinto muito mais eu não quero que se machuque, depois quem leva a culpa sou eu. – disse Dantas virando as costas, mas o segurou por seu ombro e virou.
– É isso, ou o professor está com medo de perder para uma menina. – quis arranjar briga logo no primeiro dia do professor, essa menina não tem jeito mesmo.
– Eu? Com medo de você? Claro que não. – Dantas riu.
– Então vamos fazer assim, eu monto um time e você outro, se eu ganhar, você terá que fazer o que eu mandar. – disse convicta.
– E se eu ganhar? – disse Dantas, não acredito que ele vai aceitar.
– Você escolhe seu prêmio.
– Eu aceito, discutimos o prêmio depois. – disse Dantas apertando a mão de . – Forme seu time com 6 pessoas contando com você, vamos ver se a garotinha teimosa é tão boa nos pés como é nas palavras.
– Você ainda não viu nada. – disse e se virou para nós. Dantas foi em direção aos alunos do 2° e 3° ano, os mais fortes, pelo menos burro ele não é, agora eu quero ver como vai ganhar dele. – Então meninos, quem aceita fazer parte do meu time?
– Eu! – Harry foi para o lado de sua irmã e apertou sua mão. – Estou com você maninha.
– Eu também vou! – disse Zayn indo para o lado deles.
– E eu também! – disse Louis.
– Se me aceitar, eu tô dentro. – disse Niall se aproximando, agora só faltava um jogador.
– Claro que pode Niall, aposto que vai fazer um ótimo trabalho. – se virou para mim. – E você Liam, não vem?
– Não, melhor não, eu vou fazer seu time perder. – eu disse, não era mesmo muito bom de futebol, apesar de viver dizendo o contrário.
– Vai Liam, você é ótimo no futebol, já fez três gols num só jogo. – disse .
– Vem Liam, vai ser divertido. – disse Zayn.
– Ok, eu vou. – eu levantei e me juntei a eles e vibrou. Eu gostava muito dela, foi a irmã que eu não tive, às vezes era ruim ser filho único, e sempre que ia passar férias lá em casa nós nos divertíamos muito, eu sempre me dei muito melhor com ela do que com meus primos, não que eu não gostasse deles, mas por eu sempre senti algo especial, ela era minha confidente e grande amiga.
– Ok, nossos times estão formados. – disse Dantas se aproximando com mais cinco garotos fortes e grandes, começo a achar que essa não foi uma boa ideia.
– Ainda precisamos de um juiz. – disse Louis.
– Eu vou. – Nando foi se aproximando e pegou um apito e dois cartões com o professor e se afastou.
me mandou para o gol, menos mal, pelo menos eu não ia ter que correr tanto. O jogo começou com posse de bola do time de Dantas, e continuou assim por pelo menos uns 10 minutos, até que tentou roubar a bola dele e o acabou derrubando, ele ficou no chão agarrando a coxa e gemendo de dor, mas logo se levantou.
– Está louca menina? – disse Dantas se levantando.
– E então quem vai se machucar mesmo? – disse e depois saiu chutando a bola em direção ao gol, mas outro do time de Dantas roubou a bola e acabou fazendo um gol, falei que não era uma boa ideia eu jogar.
– Acho que é você, marrentinha. – disse Dantas, ele também gostava de provocar. O jogo continuou e passaram-se mais meia hora com a posse de bola em nosso time e várias chances de gol, mas nunca saíam, até que Harry passou a bola para Zayn e este fez o gol. Agora estava empatado, 1X1, e acho que continuaria assim, mas se dependesse de isso iria mudar.
Já estava com 40 minutos de jogo e finalmente ficou com a posse de bola, e chutou certeiro do meio da quadra para o gol e acertou no cantinho da trave, nós vibramos, a arquibancada vibrou, todos vibraram, agora sim ela tinha provado que não era uma garota comum. Houve mais uns 7 minutos de jogo, até que o sinal tocou e o jogo acabou em 2X1 para nós. Eu estava feliz, aliás, todo o nosso time estava feliz, principalmente , que estava agora fazendo uma dancinha ridícula com Harry na frente de Dantas, e ele não estava gostando nada. Eu me aproximei deles.
– Então professor, aprendeu que não se deve subestimar as mulheres? – eu disse, me juntando aos outros.
– Eu não estou convicto, quero revanche! – ele estava irritado.
– Pode marcar, eu irei com prazer. – disse convicta, ela gostava mesmo de provocar. – Mas como hoje eu ganhei, eu quero recompensa.
– E o que eu terei que fazer? – disse Dantas.
– Amanhã você vai saber, mas espero que cumpra sua palavra. – disse , e sua cara não era nada boa, o que será que ela estava aprontando?
– Eu vou cumprir, agora voltem para sala, ainda faltam 5 aulas. – Dantas lançou um último olhar fuzilante para e saiu com o resto dos alunos, apenas nosso grupo continuou na quadra. Nosso grupo, era engraçado pensar assim, pela primeira vez eu não era sozinho e isolado em uma escola, e estava sim em um grupo, isso era bom.
agora pulava na quadra como uma garotinha que havia acabado de ganhar um presente, apesar de se fazer de forte e madura e ter esse jeito diferente, no fundo, era igual a todas as garotas, tinha suas inseguranças e adorava quando provava que estava certa.
, adorei o que você fez com o professor. – disse dando um tapinha no ombro de .
– Provou que as mulheres são melhores do que os homens. – disse .
– Espere, nós também colaboramos com o jogo, a era a única garota no time. – disse Niall, e ele estava certo.
– E mesmo assim foi a melhor jogadora da partida. – eu disse olhando para , que agora exibia um largo sorriso no rosto. – Parabéns, menina gênio. – eu dei um abraço nela e depois soltei, e ela estava estática, com um sorriso do rosto e fitando o chão, enquanto , Harry e seguravam uma risada, o que estava acontecendo? – , acorda. – eu disse estalando os dedos e ela voltou à realidade.
– Desculpa, deve ser excesso de felicidade. – ele me olhou rapidamente e depois saiu, junto com os outros.
– Sei bem o motivo dessa felicidade. – disse ao passar perto de mim. Mas o que estava acontecendo? Será que eu sou tão lerdo a ponto de não entender? Talvez fosse melhor não entender mesmo. Eu fui para o vestiário, me troquei com os meninos e depois fomos para a sala, para a melhor aula do dia: Música, e com o melhor professor do mundo: Ed Sheeran.

’s POV
Depois da aula, eu e Liam fomos de ônibus até nossa casa. O principal assunto na aula foi o jogo de x Dantas, eu havia gostado muito do jogo, foi bem divertido, mas eu gostei principalmente de ver Niall jogando, ele era um grande amigo e era bom ver que ele estava se enturmando com meus amigos. Ver Liam jogando também me deixou feliz, eu pude ver que finalmente ele achou amigos de verdade, já que ele sempre foi um garoto sozinho, e eu gostei de ver ele ao lado de , ela tinha se tornado uma grande amiga, eles não se separavam mais, e depois do abraço que Liam deu nela eu pude perceber que ela sentia algo a mais por ele, eu acho que realmente faria Liam feliz, faria ele esquecer de todos os problemas que ele tinha passado na sua escola anterior. Antes de vir para cá, Liam também era bolsista em uma escola particular em Belo Horizonte, e por isso sempre sofreu bulliyng dos outros, que lhe batiam e lhe xingavam o tempo inteiro, por isso ele começou a praticar boxe e se dedicar aos livros, até perfurou o tímpano uma vez treinando, por isso seus pais acharam melhor mandar ele para cá, e com certeza foi a melhor solução que eles podiam ter tomado.
– Então, o que achou do jogo de hoje? – perguntou Liam, que estava sentado ao meu lado.
– Foi ótimo, eu adorei ver a enfrentando o professor, provou que não é uma garota comum. – eu disse.
– É mesmo, é uma garota especial, muito diferente das outras, eu gosto muito dela. – disse Liam olhando para longe. Será que ele também estava apaixonado por ? Não sei, mas se esses dois ficassem juntos, eu ficaria muito feliz.

’s POV
O dia estava quente, e eu estava indo com Harry para a escola como todos os dias, mas hoje não era um dia como os outros, era diferente, eu finalmente provei que aparência não importa e que as mulheres são melhores, e ainda ganhei um grande abraço de Liam por isso, um prêmio bem melhor do que qualquer mico que Dantas poderia pagar. Eu me sentia como uma garotinha de doze anos apaixonada pela primeira vez, e no fundo era assim mesmo, eu nunca havia gostado de um garoto como eu gosto de Liam, quando estou perto dele minhas pernas ficam bambas, minha respiração fica ofegante, eu sinto como se só precisasse dele para sobreviver.
– Então maninha, o que pretende fazer com o professor? – perguntou Harry me tirando de meus devaneios.
– Você vai ver. – ele estacionou e nós descemos do carro. e Nando estavam sentados conversando em uma mesa, e logo vi que estava com uma sacola, como eu pedi. À noite, eu havia ligado para ela pedindo para ela trazer um vestido seu que eu já havia visto, e era um pouco mais largo, por isso ela não havia vestido ele ainda, e uma roupa que nunca foi usada é raridade no guarda-roupa de .
– Oi meninos.
– Oi . – disse Nando.
– Então , o que vai fazer com o professor? – perguntou Zayn, curioso como sempre.
– Vocês vão ver, e aposto que vão gostar. – eu ri com meus pensamentos. – Então , trouxe o que eu pedi?
– Trouxe sim, aqui está. – ela me entregou a sacola. – E fico feliz por ter se interessado por moda, só não entendi porque escolheu logo meu vestido mais largo.
– O vestido não é para mim. Só lamento, porque depois acho que você não vai mais querer.
– Como assim? – perguntou Nando.
– Bom dia meninos. – disse Dantas se aproximando e me olhando com raiva.
– Bom dia, querido professor. – eu disse provocando-o e fazendo os outros rirem. – Pronto para o desafio?
– Sempre, mas me diga logo, o que eu tenho que fazer?
– Simples, você tem que vestir isso. – eu o entreguei a sacola, ele me olhou confuso, depois olhou a sacola e voltou a me olhar surpreso.
– Você só pode estar brincando.
– Claro que não, estou falando sério, vista isso.
– Eu não visto isso por nada nesse mundo. – ele me entregou a sacola.
– Vai vestir sim, ou vai recuar em sua palavra e fazer todos saberem que uma aluna se machucou em sua aula. – eu levantei a blusa e mostrei minha cintura com uma enorme mancha roxa por causa da queda de ontem, mas engraçado como não doía. – Isso foi da queda de ontem, e aposto que o reitor Felipe não vai gostar nadinha de ver isso.
Dantas bufou, pegou a sacola e depois foi para o banheiro. Logo Louis chegou ao nosso lado, e não entendeu o porquê de tantas risadas.
– Porque estão rindo tanto? – perguntou ele rindo também, afinal era contagiante.
– Já já você vai descobrir. – disse , e olhou em frente de aonde vinha um grande barulho, também, de risadas, e eu logo pude ver Dantas vindo em nossa direção com a maior cara de raiva, com o vestido que ficou curto e apertado em seu corpo, exibindo suas pernas extremamente peludas e seu peitoral definido. Parece que esse castigo não foi tão ruim assim. Para as meninas.
– Ok, já me ridicularizou na frente dos meus alunos, agora eu vou trocar essa roupa ridícula. – Dantas foi saindo. Mas como assim, nem pensar, o castigo vai ser cumprindo até o final.
– Nem pensar, você vai ficar com essa roupa até o final da aula. – eu o encarei. – Ou vai amarelar de novo e levar uma bronca do reitor Felipe.
– Está bem marrentinha, eu fico com essa roupa até o fim da aula, mas isso vai ter volta! – ele estava com raiva, e confesso que fiquei com um pouco de medo, mas eu não posso demonstrar.
– E eu espero ansiosa por vencê-lo de novo, querido professor. – o sinal tocou. – Melhor subir, antes que o reitor lhe chame atenção.
Dantas subiu, e todos nós começamos a rir mais ainda, a cena era mesmo ridícula, mas eu fiquei pensando no que ele disse, “... mas isso vai ter volta!”. Eu podia ser punida por isso, e se tinha uma coisa que eu tinha medo mesmo era de castigo de diretor, ainda mais depois do que o reitor fez com o Harry. E falando em reitor, lá vinha ele, descendo as escadas enquanto Dantas subia, e olhava para aquela cena com duvida enquanto vinha em nossa direção. Ih, agora eu me ferrei bonito, como diria o Harry.
– Alguém pode me explicar o que é aquilo? – Felipe falava com duvida e tentava segurar uma risada.
– Aquilo foi apenas o Dantas que perdeu para mim no futebol e teve que cumprir com seu desafio: se vestir de mulher. – eu disse como se fosse a coisa mais normal do mundo.
– O professor de educação física perdeu para uma garota no futebol? Isso é inacreditável!
– Pois acredite, e não duvide da capacidade das mulheres. – disse .
– Mas voltando ao assunto, eu não posso deixar que o Dantas se vista assim, isso seria humilhante para a escola.
– Humilhante seria as pessoas saberem que o Dantas, professor de educação física, perdeu para um aluna. – disse Harry, até havia me esquecido que ele estava ali.
– Ok, eu o deixo assim, e até que é engraçado. – o reitor Felipe riu, ele era bem legal, divertido, simpático e humilde, bem diferente de seu filho, Niall, mas até que ele estava se esforçando para mudar, e o grande motivo dessa mudança era , ele estava mesmo gostando dela, e ela só o via como amigo. E pensar que eu estava na mesma situação com Liam, e Louis estava com . Essa situação e todos esses embaraços amorosos seriam até cômicos, se não fossem trágicos.
Logo Niall chegou ao lado do reitor rindo como todos nós, o reitor subiu e nós voltamos a conversar, já que agora todos estavam junto conosco.
, você é mesmo louca, o Dantas pode te reprovar por isso, ele ficou furioso com o castigo. – disse Niall.
– Tecnicamente, a não poderia ser processada por ser menor de idade, e se ele reprovar ela por causa disso será injustiça, e aí ele pode até ser demitido. – Liam disse, como sempre sendo sensato, isso às vezes me irritava, apesar de ele sempre estar certo. Mas agora a única coisa que me importava era que ele havia me defendido, mesmo que como amiga, mas havia. Ar? Ar, meu querido, onde está você?
– Liam, será que dá para parar de ser certinho um pouquinho e não levar as coisas tão a sério. – disse .
– Eu gostei, e obrigada por me defender, Mr. Woody. – eu o chamei pelo apelido que nunca havia chamado. Liam gostava de Toy Story, e adivinha, eu também gosto, e já que ele havia me apelidado de menina gênio, acho que podia apelida-lo também.
– Mr. Woody? – disse curiosa.
– É, já que eu sou menina gênio, o Liam é Mr. Woody, por causa do Toy Story, que nós dois amamos. – eu disse apertando as bochechas de Liam, e ele odiava isso.
– Pelo visto vocês têm muitas coisas em comum. – disse Niall e todos riram, me fazendo ficar corada, mas até que eu gostei do comentário, até que enfim o Niall falou alguma coisa que preste.
– Claro, por isso somos tão amigos, né ? – Liam me abraçou de lado e eu apenas concordei com a cabeça dando um sorriso tentando disfarçar. Que balde de água fria enh Liam? Um ponto a menos para a amiguinha esquisita aqui. Começo a achar que esse placar está errado, e cabe a mim mudá-lo a meu favor, e eu já sei como fazer isso, afinal, eu e Liam não temos várias coisas em comum, eu posso fazê-lo ver isso por outro lado.

Capítulo 07

Louis’s POV
Depois de passar o dia inteiro rindo com meus amigos sobre o mico de Dantas, e finalmente poder ficar aliviado porque hoje era folga da minha mãe, eu voltei para casa junto com . Para quem não sabe, Lilian e moram nos fundos de nossa casa, em um pequeno puxadinho que minha mãe havia feito, pois achava mais apropriado uma empregada morando em casa. Claro, assim ele podia deixar os filhos sozinhos sem se preocupar. Eu entendo bem o Nicholas, meu irmão, ter ido morar em Madri com 17 anos, porque ter que aguentar uma mãe como a minha durante a adolescência é dose para leão, acho que eu preciso de um descanso, e é exatamente sobre isso que eu vou falar com ela.
– Oi mãe. – disse dando um beijo em sua mãe, assim que chegamos. – Vou tomar um banho, preciso recarregar as energias depois de rir tanto. – saiu para sua casinha e eu sentei em uma das banquetas que haviam no balcão.
– Parece entediado Louis, o que aconteceu? – perguntou Lilian enquanto preparava o almoço, que pelo cheiro parecia picadinho de legumes, meu preferido, principalmente pela cenoura.
– Nada, só estou esperando pelo o que vem por ai. – eu disse. Lilian realmente me conhecia muito bem, desde pequeno sempre que eu sentia alguma coisa ela sabia exatamente o que era mesmo sem eu dizer e sempre me ajudava da maneira certa, enquanto minha mãe vivia fora de casa e meu pai também. – Onde está minha mãe? – Eu perguntei.
– Está no escritório, trabalhando.
– Claro, ela tinha que trazer trabalho para a casa também. – eu me levantei. – Vou falar com ela.
Eu fui até a biblioteca, ou escritório, chame como quiser. Minha mãe havia montado ele antes de Catariana morrer, pois o sonho de minha irmã era ser escritora e minha mãe incentivava isso, assim como incentivava o sonho de Nicholas de ser fotógrafo, mas o meu sonho ela nunca incentivou. Minha mãe sempre foi muito ligada a Catarina, ela sempre foi sua filha preferida, e depois de sua morte, ela se enterrou no trabalho e meu pai nas bebidas, e eu me enterrei na música, por isso decidi ser cantor, e minha mãe nunca aceitou, acho que no fundo era medo de me perder para o meu sonho assim como perdeu minha irmã.

Flashback On – 2 Anos Atrás
Catarina estava muito feliz, estava saindo do Rio e das asas de nossa mãe para ir cursar literatura em Toronto, uma das grandes faculdades que por mérito seu ela conseguiu passar. Minha mãe chorava por ter que deixar sua menininha ir embora, mas ela sabia que era por uma boa causa.
– Eu vou sentir muito sua falta, princesinha. – minha mãe dizia abraçada a Catarina chorando.
– Eu também mãe, mas eu prometo que ligo todo dia. – disse Catarina se soltando dela e me abraçando. – Eu vou sentir muita falta sua, meu Boo Bear. – esse era o apelido pelo qual ela me chamava.
– Eu prometo que vou te visitar logo, meu pequeno diamante. – eu a chamava assim por causa de seus olhos, que eram azuis como um diamante.
Ela entrou no carro com meu pai em direção ao aeroporto. Mas no meio do caminho, minha mãe recebeu uma ligação e saiu desesperada, e eu fiquei sem entender nada. Só depois de muito tempo, minha mãe voltou para a casa chorando e indo direto para seu quarto, e meu pai estava cheio de curativos, de cabeça baixa sentado no sofá, e ninguém me disse nada, mas depois da chegada do corpo eu entendi. Catarina. Minha Catarina. Meu pequeno diamante. Minha irmãzinha havia morrido, e agora eu não tinha mais ninguém para me apoiar.
Flashback Off

Mandei as lembranças para fora de minha mente e entrei no escritório, minha mãe estava sentada na escrivaninha, com vários papeis espalhados pela mesa. Afundada em trabalho como sempre. Eu cheguei perto dela e fiquei em frente à escrivaninha.
– Será que eu posso falar com a senhora? – eu disse, e ela nem se deu ao trabalho de me olhar. Típico de dona Elizabeth, ou dama de ferro, como era conhecida entre os alunos.
– Eu estou ocupada Louis, pode ser em outra hora? – ela continuava manuseando os papéis.
– É rápido, eu prometo. – ele me olhou. – Eu quero lhe pedir a casa de Petrópolis para passar um fim de semana com meus amigos.
– Quer que eu libere a minha casa para você e um bando de jovens irresponsáveis? Nem pensar. – ela voltou a olhar a mesa, mas eu coloquei as minhas mãos em cima e ela me olhou novamente.
– Não são irresponsáveis, são MEUS amigos. E eu já tenho 20 anos, acho que posso cuidar de uma casa por três dias.
– Idade não significa maturidade Louis. – minha mãe se levantou e me encarou. – Mas se você se acha apto para cuidar da casa, eu lhe entrego a chave, contanto que você me devolva ela da mesma maneira.
– Ela vai estar igualzinha. – eu peguei a chave e saí direto para meu quarto, onde peguei meu celular e liguei para , queria que ela fosse a primeira a ser convidada. Ela atendeu no terceiro toque.
– Fala Boo Bear. – também me chamava assim.
– Oi . – eu disse. – Vai fazer alguma coisa no fim de semana?
– Não tenho nada em mente. Por quê?
– Porque minha mãe finalmente liberou a casa de Petrópolis para eu passar o fim de semana, e eu queria te chamar para ir comigo. O que você acha? – estava rezando para ela aceitar, passar um fim de semana sozinho com ia ser perfeito, eu finalmente ia contar a ela tudo o que eu sinto, mas ela fez questão de cortar minhas asinhas.
– Claro que sim, vai ser ótimo. Aposto que o pessoal vai adorar a casa de Petrópolis. – disse me deixando surpreso, como assim “pessoal” se eu só convidei ela?
– Pessoal?
– É, a ideia não é passar o fim de semana com a galera em Petrópolis?
– Claro, com a galera. – eu disse um tanto desanimado. – Então você combina tudo com a galera depois me liga. Tchau. – Eu desliguei. , mesmo te amando, eu tenho que admitir, às vezes ela é bem lerdinha em certos assuntos, e sabia muito bem contornar a situação a seu favor, essa era a única coisa boa (ou não) que ela aprendeu com sua mãe, Helena, uma viúva ambiciosa e uma mãe rígida, talvez por isso ela e minha mãe se dão tão bem.

3 Dias Depois...

’s POV
Estava tudo certo para o fim de semana, eu já estava pronta recebendo as recomendações de minha mãe enquanto esperava Louis descer com sua mochila, e se eu bem o conheço (e eu conheço), ele vai colocar várias coisas sem utilidade para levar em uma mochila que vai ser maior que a da , e isso é bem difícil de conseguir. Falando em , pela primeira vez eu gostei da lerdeza dela, eu sabia bem que o Louis queria ficar sozinho com ela em Petrópolis, mas ela não entendeu e pensou que ele queria toda a galera na casa, e sem perceber, me deu uma chance a mais com ele, e eu não iria desperdiçar.
– Filha, você está levando o repelente? Protetor solar? E o creme para pele? Não quero que ela fique ressecada. – minha mãe dizia rápido enquanto andava e gesticulava, o que me fazia rir.
– Calma mãe, eu estou levando tudo, e também tem tudo isso lá. – eu disse a segurando e ela se aliviou. – Não se preocupe, eu vou me cuidar. – eu a abracei.
– Ih, a Lilian está até parecendo a minha mãe. – eu me soltei e olhei para Louis, que estava na porta com sua mochila que, como eu presumia, era enorme. – Vamos , nós ainda temos que passar na casa da , do Niall, do Liam, da e da . – ele suspirou. – Arrumei um problema.
– Quem mandou alugar uma van para levar todo mundo? Eles podiam ir de carro. – eu disse e Louis me deu língua. E ainda continuava fofo e lindo como só ele era.
– Chega de conversa e vamos, temos duas horas de estrada. – eu peguei minha bolsa e me despedi mais uma vez da minha mãe, peguei minha mochila e nós saímos para o carro. Mas um carro estacionou bem na frente da casa e nós ficamos curiosos. Do carro, saíram dois homens carregando João para dentro da casa, ele estava completamente bêbado e desmaiado, Louis entrou jogando sua bolsa em um canto e correndo para perto de seu pai.
– Meu Deus, o que aconteceu? – Louis perguntou preocupado, como sempre era quando o assunto era seu pai. Por mais que tivesse problemas, Louis sempre foi apegado ao tio João (sim, eu havia me acostumado a chamá-lo assim), ele sempre esteve lá quando Louis precisou, bêbado ou não, sempre esteve ao lado de seu filho.
– Ele bebeu muito, vomitou, e depois caiu no chão desacordado. – um dos homens disse, depois os dois saíram e eu peguei um copo de água com açúcar e Louis deu para seu pai beber.
– O que você fez pai? – Louis sussurrou, mas eu escutei por estar muito próxima. Depois ele pegou seu pai e o levou para o banheiro, água gelada é o melhor para curar bebedeira, eu sabia disso por experiência própria, mas esta é outra história.
Eu coloquei as bolsas em cima da mesa, peguei eu celular e liguei para o Nando, precisava avisar aos meninos do imprevisto.

’s POV
– 2:00! 2:00 e nada do Louis aparecer. Desse jeito nós vamos nos atrasar! – eu disse irritada enquanto andava de um lado pro outro na sala, e Nando continuava apenas sentado. Nós saímos da escola praticamente correndo para a casa, pois iriamos para Petrópolis as 1:30 da tarde, para chegar lá antes de anoitecer, mas até agora o Louis não havia aparecido, acho que iriamos perder o fim de semana. – Eu mato o Louis!
– Calma , ele deve ter uma explicação e... – o celular dele tocou. – É a . – ele atendeu e falou algumas coisas que eu não entendi muito bem, depois desligou e ficou com uma expressão aflita. – Vamos nos atrasar um pouco.
– Isso eu já percebi, mas por quê? – eu disse me sentando de seu lado.
– O tio João, pai do Louis, chegou lá bêbado e o Louis foi cuidar dele. – Nando suspirou. – Coitado do Lou.
– Ele não merece a família que tem. – e não merece mesmo, com toda a sua alegria, o Louis deveria ter nascido em uma família feliz, que o apoiasse e fizesse feliz, mas pelo contrário, ele tinha uma família que só o deixava triste e lhe arranjava problemas. Pobre Louis, eu queria tanto poder ajudá-lo agora como ele sempre me ajuda quando fico triste por meu pai, mas eu sei que vai cuidar muito bem dele.

Louis’s POV
Depois de dar um bom banho gelado em meu pai e colocá-lo na cama em perfeito estado de sono, desci para a sala e encontrei sentada, roendo as unhas e mexendo freneticamente a perna, mas correu e me abraçou assim que me viu.
– Está tudo bem Louis? – ela perguntou me examinando.
– Calma , o doente não sou eu, é meu pai. – eu disse fazendo nos dois rir, até mesmo nessas horas eu fazia graça.
– Por fora não, mas por dentro aposto que está mais doente que o tio João. – ela disse, e não é que estava certa. me conhecia como ninguém, só ela me entendia e me apoiava perfeitamente, e fora assim desde a morte de Catarina.
– Não quero falar disso. – eu beijei sua testa. – Vamos, antes que fique mais tarde e não cheguemos a tempo na serra. – eu peguei minha mochila e a dela, me despedi de Lilian, minha mãe estava no escritório e não se deu ao trabalho de sair de lá, nem sabia o que havia acontecido com meu pai, mas é melhor assim. Eu entrei no carro com e fomos para o condomínio onde Harry e moravam, ficamos de nos encontrar com todos lá, assim não gastaríamos tanto tempo.
Assim que chegamos, foi a primeira a me ver e correu para me abraçar. Aposto que havia ligado para ela.
– O que aconteceu Boo Bear? – ela dizia tímida, e linda como sempre ficava.
– Problemas, como sempre, mas eu não quero falar sobre isso. – eu me distanciei e fui para perto dos outros.
já conversava com e , Liam falava com Nando e Niall, e logo Zayn, Harry e estavam vindo pela rua e se juntaram a nós.
– Acho que agora podemos ir. – disse .
– Antes, a vai ter que me explicar como alguém vem com essa roupa e com duas malas cheias para uma fazenda. – adorava implicar com as roupas de , mas ela era mesmo uma patricinha nata.
– Não implique com a minha roupa, e depois não é uma fazenda, é só uma casa na serra. – disse .
– Chega dessa briga. Vamos porque eu quero aproveitar cada momento de fim de semana. – disse Zayn animado, ele gostava mesmo de farrear.
– Zayn, não acha que está sendo intrometido demais? – disse Niall, e até que era engraçado ver ele implicando com os outros. Pra mim, tudo era engraçado, como eu sou besta, sempre dizia isso.
– Eu só quero me enturmar Horan, e não implique comigo. – Zayn entrou na van, e foi seguido por Nando e Harry, que sentaram junto com ele nos últimos bancos. , Liam e sentaram no banco a frente. , Niall e sentaram no primeiro banco. Eu fui dirigindo com ao meu lado. estava fechando a porta, quando um grito alto se ouve, e todos conhecíamos bem esse grito.
– HARRY, ME ESPERE! – era que vinha pela estrada, gritando pelo nome de Harry. Era só o que me faltava...
? O que está fazendo aqui? – perguntou Harry com a cabeça para fora da janela.
– Eu lembrei que você ia para a fazenda do Liam esse fim de semana, e achei que podia ir junto. – ela disse encostada na van.
– Primeiro, o nome dele é Louis. – disse . – E segundo você não pode simplesmente decidir ir para a casa dos outros, patricinha.
– Eu estou falando com o meu namorado, Miss Enciclopédia. – disse .
– Parem as duas, vocês não vão brigar agora. – eu disse e me virei para Harry. – E você Harry, se quiser, eu deixo a ir com a gente. – Todos me olharam surpresos, mas depois do que aconteceu, nada poderia ser pior.
– Obrigado Louis. – Harry sorriu e se virou para . – Entra . – vibrou e entrou vitoriosa sobre , e todos agora me fuzilavam com o olhar, menos Liam, que até parecia estar gostando da ideia. sentou no último banco ao lado de Harry, e eu finalmente pude sair com a van.
– Petrópolis, ai vou eu! – eu disse já na estrada, esse sim seria um fim de semana cheio de surpresas.

Capítulo 08

Harry’s POV
– AHHH, EU NEM ACREDITO QUE ESTOU AQUI! – disse acordando a todos, inclusive a mim. Escandalosa essa menina. Todos saímos da van, pegamos nossas mochilas e entramos na casa, e que casa, seria possível se perder lá dentro, só pela sala já era possível perceber isso.
– UAU! – Zayn, Liam e disseram juntos.
– Que casa hein Louis. – disse Zayn.
– É da minha mãe. Nós vínhamos aqui todo verão antes da minha irmã morrer, ela adorava esse lugar. – disse Louis.
– Porque nunca fala de sua irmã? – eu disse, e percebi que Louis, e ficaram tristes. Não devia ter feito isso. – Desculpa Louis.
– Tudo bem Harry, só não toque nesse assunto. – disse Louis e logo já estava rindo por algo que Nando dissera, esse garoto só pode ser bipolar. – Venham, eu vou mostrar os quartos de vocês, mas vou logo avisando, os quartos são todos iguais e vocês vão ter que dormir em dupla.
– Eu durmo com o Harry. – disse e já me deu um longo beijo, e confesso que me senti incomodado, então a empurrei.
– Eu durmo com a minha irmã. – disse Nando e já foi abraçando de lado. Esses dois eram mesmo muito unidos, bem diferentes de mim e .
– Eu fico com a . – disse , e ela foi ficar justamente com a , a garota que mais me odeia.
– Eu fico com a . – disse rindo para a sua amiga.
– Eu fico com o Louis. – disse Liam.
– Bem, já que o meu companheiro me abandonou, eu fico com o Niall. – disse Zayn abraçando Niall de lado, se fazendo de triste e todos riram.
– Mas afinal, quantos quartos têm nessa casa? – perguntou .
– Pelo o que eu me lembre, têm 8, mas um é biblioteca e o outro é sala de jogos. – disse Louis. UAU, essa casa era um verdadeiro palacete.
– Tem sala de jogos? – disse .
– E biblioteca? – disse Liam. Louis concordou e os dois vibraram.
– Louis, sua casa é o paraíso! – disse .
– Que tal jogarmos um pouco depois? – disse animada. Jogos era um dos seus grandes vícios, principalmente se fossem de dança, ela adorava dançar e se movimentar, parece que estava sempre ligada no 220w. Eu me lembro bem quando nós... É melhor deixar essa história para lá.
– Depois de eu tomar um bom banho e trocar de roupa, porque eu não aguento mais um minuto nesse estado. – disse já correndo com Nando para o andar de cima. Logo Louis subiu e todos os seguimos. Ao lado esquerdo da escada havia um corredor grande e várias portas de um lado e outro. Cada um escolheu seu quarto (apesar de serem todos iguais), e nos acomodamos, já que o quarto era bem grande, parecia de um hotel, aliás, a casa inteira parecia um hotel, e o melhor, era só nossa por dois dias.

’s POV
Eu já estava instalada no quarto e sentada em minha cama, e que cama, esperando sair do banheiro. Ainda bem que eu fiquei com ela como companheira de quarto, pelo menos assim teria com quem conversar, mas acho que ela não estava para conversa pelo jeito como ela olhava para Melissa. Ela não gostava mesmo dela, e isso tem a ver com o que aconteceu entre ela e meu irmão no passado, mas ela fazia questão de desconversar sempre que eu tocava no assunto, dizia que não foi nada demais e sempre olhava para Harry com rancor e paixão ao mesmo tempo, o que será que o meu irmão havia feito com ela? Isso eu vou descobrir custe o que custar, e será esse fim de semana.
– Animada? – disse saindo do banheiro e indo para o guarda-roupa.
– Muito. – eu disse rindo. – Mas você não parece muito animada.
– Eu estou, quer dizer, estava, até... – ela parou e deu um longo suspiro.
– Até a biscatinha grudenta da Melissa aparecer, né? – eu disse, e me olhou como se estivesse cansada, cansada de se fazer de forte e se sentou na cama.
– É, até a Melissa aparecer. – eu a abracei de lado. – Eu odeio essa garota, ela simplesmente me causa repulsa, nojo, raiva e... – eu a interrompi.
– E inveja.
– Inveja? Da Melissa? Claro que não! – se levantou tentando se fazer de irritada, e eu levantei junto.
– Inveja sim, porque é ela que vai dormir com o Harry essa noite, porque é ela a namorada dele, e não você. – eu despejei logo tudo o que eu achava sobre essa história. – Você tem inveja da Melissa.
– Eu odeio a Melissa, eu odeio o Harry, eu quero distância dos dois. – ela já estava vestida então jogou a toalha molhada em cima da cama e foi saindo, mas eu a chamei:
. – ela se virou. – Um dia, você vai me contar essa história desde o começo.
– Um dia, mas hoje não. – ela disse e saiu. Eu peguei a toalha e fui até o banheiro tomar um longo banho, precisava colocar em ordem tudo o que dizia respeito à e Harry, e sobre Liam também. Eu até havia me esquecido que teria um fim de semana inteiro ao seu lado, e até que o fato de Melissa estar aqui não seria ruim, assim eu poderia mostrar pro Liam que ela não é a garota para ele, e que eu sou muito melhor que ela. É isso, eu não vou ficar no zero a zero esse fim de semana, eu vou fazer o Liam me ver com outros olhos, a se vou!

’s POV
Estava andando pelo corredor em direção à sala quando eu ouvi um barulho vindo da sala de jogos e decidi entrar. A sala de jogos era ampla, tinha um telão em uma parede que ficava de frente para um sofá de canto e várias almofadas pelo chão. Ao lado do telão, havia uma estante preta que ia até o teto, abarrotada de jogos de todos os tipos, videogames e alguns jogos de dança. Lá estavam Harry, Zayn, , Nando, , Louis, Liam e . Logo entrou correndo junto com Niall discutindo por alguma coisa.
– Claro que não Niall, aposto que você não consegue. – disse sentando (lê-se: se jogando) no sofá ao lado de .
– Como não? Eu aposto que sou muito melhor que você. – disse Niall cruzando os braços.
– Você pode ser bom em muita coisa, mas duvido que seja melhor do que eu. – disse .
– Pessoal, será que dá para alguém nos situar. – eu disse. – Sobre o que vocês estão falando?
– O Niall disse que sabe cozinhar e quer fazer o jantar, vê se pode? – disse .
– E sei mesmo, o Nando está te prova. – ele se virou para o Nando. – Lembra do meu jantar de aniversário do ano passado?
– Aquele da lasanha queimada e o queijo duro? – Nando disse e riu junto com . – Acho que eu prefiro a comida da .
– Naquele dia não saiu bom porque eu estava nervoso, afinal, era meu aniversário.
– Por isso mesmo, era o dia de você caprichar e você queima a lasanha. – disse . – O Nando passou uma semana com dor de barriga, eu lembro bem das corridas dele pro banheiro. – riu e Nando acertou uma almofada nela.
– Não precisa contar isso . – Nando disse.
– Eu vou dar um voto de confiança para o Niall, acho que ele podia fazer a comida. – disse Liam. – E com a fome que eu estou, eu como qualquer coisa mesmo.
– Ok, então o jantar fica por conta do Niall, mas o que você vai fazer? – disse Louis.
– Minha especialidade, frango grelhado, recheado com batatas e legumes. Que tal? – disse Niall fazendo lamber os beiços, ela estava com fome.
– Me deu água na boca. – ela disse se levantando e indo para o lado de Niall. – Eu te ajudo.
– Acho mais fácil você comer tudo do que ajudar em alguma coisa. – eu disse e me deu um tapa no ombro. – Calma, foi brincadeira.
Niall e desceram e eu me sentei entre Liam e Louis, que inclusive estava muito cheiroso como sempre, eu reconheceria aquele cheiro amadeirado a metros de distância, pois apenas Louis tinha aquele perfume, suave e ao mesmo tempo rústico como essa casa.
– Então, quem aceita um jogo de dança? – disse Louis se levantando e pulando em direção a estante pegando o tapete de dança.
– Eu vou! – se levantou ajudando Louis a ligar o tapete no telão e logo já começaram a dançar freneticamente, uma coreografia completamente diferente da dança que passava e muito divertida, todos estávamos rindo e se divertindo. Depois jogaram e Nando, eu e Zayn, que inclusive perdeu para mim e ficou pedindo revanche, irritado, e Harry e , e foi ai que a confusão começou. acabou se desequilibrando e Harry a segurou bem na hora que Melissa apareceu, e como sempre armou o maior escândalo.
– Harry, o que está acontecendo aqui? – disse Melissa irritada em frente a porta, com uma cara de raiva, os braços cruzados e batendo o pé.
– Nada demais, eu apenas segurei a Patrícia. – Harry disse enquanto saia de perto dele, e ela estava visivelmente constrangida, me deu até pena. Sabia que era uma má ideia essa Melissa ter vindo.
– Como se eu não te conhecesse Harry, você estava era dando em cima dessa patricinha, e ela, claro, estava gostando da situação não era. – disse Melissa autoritária, que vontade de bater na cara dela.
– Olha aqui piriguete, a única patricinha aqui é você. – disse irritada.
– Não fale assim de mim, sua... – Melissa estava com o dedo na cara de , mas Harry a interrompeu.
– Chega Melissa, não aconteceu nada demais aqui. Vamos pro quarto, é melhor termos essa conversa a sós. – Harry disse e Melissa saiu sendo seguida por ele.
– Harry. – disse e Harry se virou na porta. – Diga para a Melissa não gemer muito a noite, nós precisamos dormir. – riu, Harry somente fechou a mão em punho e saiu para o quarto.

Niall’s POV
Eu fui para a cozinha com para fazer o jantar. Se eu estou surtando por poder ficar sozinho com ela? SIIIIMMM!! Finalmente eu vou poder conversar com ela sozinho, e ficar ainda mais próximos.
– Então, no que eu posso te ajudar? – disse assim que chegamos a cozinha.
– Pegue as batatas e vá cortando junto com os legumes. Eu vou arrumando o frango. – eu disse.
pegou as batatas e foi cortando como eu disse, enquanto eu peguei um frango que estava na geladeira e fui tirando tudo que estava dentro, para poder rechear.
– Não sabia que você cozinhava. – ela disse enquanto ainda de olho nas batatas. Nós estávamos um ao lado do outro no balcão, e era maravilhoso sentir o cheiro doce de seu shampoo que exalava pelo ar, nem se dava para sentir o cheiro do frango ou das batatas, apenas o cheiro de morango que vinha de seus cabelos molhados, que agora estavam grudados em seu rosto.
– Eu gosto de cozinhar algumas coisas, mas não sou exatamente o que se pode chamar de mestre cuca. – eu ri e ela riu junto.
– Mas aposto que é bom de garfo assim como eu, não é? – ela disse me entregando os legumes já cotados.
– Não me diga que você gosta de comer? – eu disse enquanto colocava o frango com os legumes na água fervente.
– Adoro, principalmente doces, brigadeiro é o meu favorito. – ela disse.
– Você é uma das poucas garotas que eu conheço que não come somente alface com água.
– Mas eu não troco um bom prato de comida nem que me paguem. – ela riu. – Aliás, eu troco sim, porque ai eu vou poder comprar mais comida. – nós rimos. Era bom como eu me sentia a vontade perto de , como eu me sentia eu mesmo, ela era uma grande amiga, mesmo conhecendo a pouco mais de dois meses. E nesses dois meses em que fui a conhecendo, eu me apaixonei, e me apaixonei perdidamente pela garota mais encantadoramente doce e sincera que eu conheci, e ela me ensinou a ser assim, a ser alguém melhor, e esse alguém que ela fez nascer precisa dela para sobreviver, eu não vou deixar ela escapar por nada nesse mundo.
Enfim, terminou de cortar as batatas e os legumes, e o frango já estava aferventado, ou seja, meio trabalho cumprido, e sempre ficava por perto para ver e aprender o que eu fazia. Eu recheei o frango com os legumes e cozinhei as batatas na água de legumes que sobrou do frango, depois recheei o frango com elas, joguei um pouco do molho no frango e coloquei para assar em fogo auto por 15 minutos.
– Agora é só esperar. – se sentou, mas eu a levantei.
– Nada disso, você vai é me ajudar a lavar as louças. – eu fui a carregando até a pia que estava bem suja.
– Quero ver você me obrigar. – ela disse e jogou um pouco do molho na minha cara, e eu confesso que gostei.
– Foi você que começou. – eu joguei molho nela, e logo nós já estávamos correndo pela cozinha, jogando comida um no outro, rindo como crianças que brincavam na cantina da escola. A cozinha já estava toda suja, e arrumá-la seria bem difícil, mas naquele momento aquilo não era importante, eu só queria aproveitar meu momento diversão com .
– Para Niall! – ela disse cobrindo seu rosto todo sujo com seus braços também sujos.
– Agora eu não paro. – eu corri atrás dela, até que a alcancei e segurei ela. – Te peguei! – ela ria junto comigo, então eu a segurei pela cintura e a virei para mim, nos fazendo ficar com nossos rostos muito próximos, a ponto de eu sentir sua respiração lenta e calma. Ela olhava fundo em meus olhos azuis, como se por eles conseguisse ver minha alma, enquanto eu encarava seus lábios cor-de-rosa e seus olhos tímidos. Estávamos a ponto de nos beijar, quando ouvimos um grito vindo do andar de cima e ela instantaneamente se afastou de mim.
– Melhor vermos o que está acontecendo. – ela disse encarando o chão.
– É verdade, vamos. – ela subiu as escadas correndo, como se quisesse fugir de mim, e eu apenas a segui. Seja quem for que tenha dado esse grito, eu vou fazer questão de enforcar!
Assim que chegamos à sala de jogos, todos estavam lá sentados, menos Harry, deve ter ido encontrar a Melissa, já que eu pude ouvir seu nome na conversa.
– O que aconteceu? – perguntou e todos se viraram para nós e rindo, estávamos mesmo bem engraçados sujos daquele jeito.
– Eu que pergunto, o que aconteceu com vocês? – disse Liam.
– Nós acabamos nos distraindo, e armamos uma guerra de comida. – riu ao dizer isso e olhar para mim.
– E tudo culpa sua. – eu disse.
– Pessoal, estão sentindo esse cheiro? – disse Nando nos fazendo parar e sentir um cheiro bem esquisito. – Parece que algo está queimando. – foi ai que eu me toquei.
– MEU DEUS, O FRANGO NO FORNO! – eu saí correndo em direção à cozinha com todos atrás de mim. Lá, peguei a luva que estava na mesa, abri o forno e peguei o frango, mas nada sobrava dele a não ser cinzas e batatas queimadas. Realmente, eu não era bom para cozinha.
– Desista Niall, você não nasceu para cozinhar. – disse enquanto ria junto com os outros.
– É, acho que eu só sirvo para comer mesmo. – eu disse enquanto ria e jogava o frango no lixo.
– Mas eu ainda estou com fome. – disse Liam passando a mão na barriga.
– E eu também. – repetiu o gesto de seu amigo.
– Não se preocupem, tem pizza na geladeira, o vizinho fez a feira antes de virmos para cá. – disse Louis indo para a geladeira.
– Enquanto vocês fazem a pizza, eu vou tomar um banho. – subiu.
– Eu também. – eu disse.
– Só não tomem banho juntos, de casal já basta o Styles e a bitch da Melissa. – disse .
– Não se preocupe, nós somos sensatos. – eu disse e subi para o meu quarto, onde Zayn já estava dormindo, e ele parecia um ursinho de pelúcia, se encolhia todo quando dormia, e eu não pude deixar de rir.
Depois de tomar um banho, eu desci para a cozinha e nós jantamos, enquanto conversávamos sobre os planos de amanhã, decidimos fazer um piquenique em uma cachoeira que tinha perto da casa de Louis. Terminamos as pizzas, lavamos e guardamos as louças e fomos dormir, amanhã seria um dia bem mais divertido que esse.

Capítulo 09

’s POV
– Anda logo , não temos o dia todo. – eu disse enquanto batia na porta do quarto de .
– Já estou aqui. – saiu do quarto já arrumada, e bem bonita por sinal.
– Ótimo, então vamos descer porque da eu já desisti. – eu disse alto para que escutasse, e desci com para a sala, onde estavam , , Liam, Niall e Zayn. Eu já havia batido umas quinhentas vezes na porta do quarto de e nada dela sair, não sei por que se arrumar tanto se só vamos ao um piquenique, pior era quando íamos a uma festa, ela tinha que se arrumar duas horas antes, e ainda era capaz de chegar atrasada. Típico de .
– Onde está a ? – perguntou Zayn.
– Adivinhe? Se arrumando trancada naquele quarto a manhã inteira, desse jeito nós vamos sem ela. – eu disse.
– Vamos indo para o carro. – disse e todos a seguimos para fora, onde Louis, Nando e Harry conversavam animadamente olhando no celular, e Melissa estava dentro da van, com a cara para fora da janela e entediada como sempre.
– Estão todos prontos? – disse Louis guardando o celular.
– Não, ainda falta a , que está trancada naquele quarto a manhã inteira. – disse .
– O que estão falando de mim? – disse saindo da casa toda arrumada e dando pulinhos, como sempre fazia quando estava feliz. Louis apenas a admirava sem dizer nada, nem ao menos conseguia tirar os olhos dela, enquanto , que estava bem ao seu lado, não gostava nada daquela situação, estava com os braços cruzados, alternando seu olhar entre Louis e . Ih, sei bem o que significa isso...
, que roupa é essa? Quem vai a um piquenique com esse chapéu e de vestido? – disse , encabulando a , ela adorava fazer isso.
– Ué, são assim que as Francesas e Londrinas vão aos piqueniques, você deveria saber disso . – disse.
, você está linda! – disse Louis. – Vamos, hoje você irá comigo na frente. – Louis disse entrelaçando seu braço ao de e abrindo a porta do motorista, empurrando sem querer, e ela mal acreditava na cena que via, estava mesmo com raiva de , tanto que era capaz de bater nela ali mesmo.
– Vamos entrando pessoal. – disse Harry entrando na van, sendo seguido por Zayn, , Niall, Nando, , Liam, e eu, que antes falei baixo para .
– Parece que alguém não gostou muito de ter seu lugar tomado por outra. – me olhou como alguém que entendia sobre o que eu estava falando. Eu entrei e ela entrou logo atrás, sentando no primeiro banco, entre mim e .
Louis seguiu com a van pela estrada, e durante todo o caminho fomos cantando “Swagger Jagger”, da Cher Lloyd. Riamos e brincávamos uns com os outros, menos Harry, que agora paparicava Melissa que estava emburrada pelos mosquitos. Obrigada mosquitos, vocês fizeram uma coisa que eu queria muito tempo: acabaram com a alegria da chatinha. Meia hora depois chegamos ao nosso destino, e era lindo. Louis estacionou em um amplo campo com grama verdinha, onde um pouco mais ao longe, era possível ver uma cachoeira de águas cristalinas. Árvores cheias de frutos rodeavam o campo junto com algumas flores que nasciam no campo. O lugar era simplesmente perfeito.
– Louis, como achou esse paraíso? – disse enquanto descia da van. Todos já estávamos do lado de fora, até Louis, encantados pelo lugar, era mesmo lindo.
– Eu costumava brincar aqui quando criança. – disse Louis também olhando o lugar. – Lembra , eu, você, o Nicholas e Catarina ficávamos correndo aqui por tardes inteiras.
– Eu lembro. – riu.
– Mas vamos esquecer o passado e viver o presente. – disse Harry, e pela primeira vez eu concordei com ele, tínhamos que aproveitar essa tarde, e eu vi que aquele assunto não fazia bem ao Louis. – Vamos montar esse piquenique.
Pegamos a famosa toalha quadriculada vermelha, que insistira para que trouxéssemos, e estendemos no chão. Os meninos agora montavam um banquinho ao lado da toalha, enquanto as meninas montavam o lanche, que por sinal era bem gostoso. Tinham sucos de acerola, laranja e maracujá, torradas e condimentos, como mel, geleias e doce de leite, também tinham várias frutas, sanduíches com recheios bem diferentes e um bolo de cenoura. Devem estar achando muita coisa, mas aposto que o Niall e a Nina acabariam com aquilo em menos de dois segundos. Eles eram muito parecidos em quase tudo, na fome, nos gostos, nas manias, na maneira de se expressar, eram mesmo muito amigos, e eu nunca pensei que fosse dizer isso, mas ficaria muito feliz se Niall namorasse minha amiga.
– Quem ai topa uma partida de futebol para aquecer? – disse com a bola na mão vindo do carro.
, você ganhou do Dantas, acha mesmo que alguém vai querer te enfrentar? – disse Louis.
– Sabe que eu gostei de verdade do professor? – se sentou. – Mesmo tendo o enfrentado.
– Claro, educação física é a sua matéria preferida, e nós temos que admitir, o professor é um G-A-T-O! – disse , e parece que Louis não gostou.
– Você sabe que eu não ligo para beleza, o que me importa é a personalidade. – disse .
– E você está certa. – eu disso.
– Aposto que se fosse para escolher entre o Dantas e outro professor, como o Sheeran, por exemplo, tenham certeza que escolheriam o Dantas. – disse Niall e os meninos concordaram.
– Pois eu prefiro o Ed. – disse .
– Mas o Ed não é de se jogar fora, até que ele é um ruivinho bonitinho. – disse rindo junto com .
– Será que dá para as meninas pararem de falar de homens e conversar sobre algo que não nos incomode? – disse Harry.
– Porque te incomoda? Só porque estamos falando de homens interessantes e bonitos e você não está no meio da conversa? – eu disse só para implicar, odiava essa mania do Harry de querer mandar até nas conversas dos outros, tudo tinha que ser como ele queria, aff...
– Garota, porque sempre faz questão de implicar com o meu namorado? – disse Melissa se intrometendo na conversa, até havia me esquecido que ela estava aqui, talvez por isso estivesse tão feliz.
– Cala a boca porque eu não estou afim de falar com as vacas dessa fazenda. – eu disse, e Melissa ia partir para cima de mim, mas Harry e a segurou, forte de mais por sinal, precisava agarrá-la daquele jeito tão... Tão... Mas o que eu estou dizendo? Eles são namorados e eu não deveria me importar com isso.
– Chega, nós viemos aqui para nos divertir e não para brigar. – disse Louis entre nós duas. e já estavam do meu lado, certamente esperando para me segurar assim que eu partisse para cima de Melissa, e confesso que isso não estava tão longe.
– Pensasse nisso antes de trazer ela para o nosso acampamento. – eu cruzei meus braços.
– Eu cansei, vou para o carro e só saio de lá quando irmos embora. – Melissa disse e saiu, parando quando estava em minha frente. – Pelos menos os mosquitos são melhores que certas pessoas. – ela entrou no carro, sentando no último banco, pude ver pela janela. Melhor assim, pelo menos não teria que ver a cara de nojenta dela.

Liam’s POV
– Que tal uma partida de queimada para distrair? – disse Louis com uma bola já em mãos.
– Eu topo, meninas contra meninos. – disse e logo todos já estavam apostos prontos para jogar, menos que continuava sentada.
– Eu não quero, podem jogar. – ela disse.
– Ah é. – Nando jogou uma bola bem forte nela que a fez cair no chão, e todos riram. – desculpa .
– Isso vai ter volta Fernando. – foi para o lado das meninas que começamos nossa partida. O jogo foi bem injusto, até porque haviam mais homens que mulheres e mesmo assim elas estavam ganhando. Zayn e Nando já haviam sido queimados, enquanto somente a tinha sido queimada pelo nosso grupo, até que Harry jogou a bola e acertou a , e eu diria que isso foi bem proposital.
– Empate! – gritou Zayn.
estava indo para perto de , e quando jogou a bola, acabou acertando com muita força em mim, que estava bem ao lado de Harry (que com certeza era quem ela queria acertar), e eu acabei me desequilibrando e caindo em , que estava atrás de mim, acabamos rolando e eu fiquei em cima dela. Nossas respirações estavam próximas, e eu podia sentir seu perfume, que por incrível que pareça era doce, tinha aroma de rosas brancas, se não me engano, e não combinavam nada com a aparência que queria passar os outros. Eu encarava seus olhos agora surpresos e serenos, e também olhava sua pele macia e suas bochechas coradas como a de um bebê. E ela encarava meus olhos com tanta intensidade que parecia hipnotizada por eles.
– Aham. – nós nos viramos ao mesmo tempo e todos estavam tentando segurar uma risada.
– Acho que você já pode sair de cima da minha irmã, né Liam. – Harry disse, e só então eu me toquei como estava, e a posição era bem constrangedora.
– Oh, desculpe. – eu disse me levantando e limpando meu short que estava cheio de grama. Estiquei minha mão a e a levantei. – A foi quem me jogou a bola forte de mais. – eu apontei para e nós rimos.
– Eu sei. – ela me olhou tímida e depois foi em direção a Harry que estava sentado no chão. – Então, podemos atacar, porque eu estou morrendo de fome.
– Eu estou pedindo isso desde que chegamos. – disse . – Minha barriga está implorando por esse bolo.
– Então vamos comer! – disse Niall e logo todos já estavam comendo, principalmente .
Eu me sentei no chão ao lado de , que parece evitava me olhar, de vez em quando nossos olhares se cruzavam, e depois ela encarava o chão, acho que estava com vergonha pelo acontecido, e eu também estava um pouco constrangido, até porque era uma grande amiga e eu não queria que aquilo estragasse nossa diversão no piquenique, e muito menos que afetasse nossa amizade.

Louis’s POV
Estávamos comendo os deliciosos quitutes que , , e Zayn haviam feito, com certeza eles ficariam ricos se montassem um restaurante.
– Pessoal, alguém aí sabe tocar violão? – disse vindo da van com um violão em mãos. Era de madeira branca com o cabo preto e algumas flores pretas desenhadas em seu corpo. Era o antigo violão de Catarina, ela sempre quis aprender a tocar, e achou que tendo um seria mais fácil, mas infelizmente nunca aprendeu, e depois que ela se foi, minha mãe decidiu dar suas coisas e seu quarto a , já que as duas eram muito ligadas, acho que por isso eu também me dava tão bem .
– Eu sei! – Niall disse pegando o violão das mãos de , que agora sentava ao lado de .
– Niall, eu não sabia que tocava violão. – disse Nando.
– Eu tive algumas aulas com o Ed, não sou um profissional, mas dou pro gasto. – Niall colocou o violão no pescoço e se posicionou.
– Mesmo assim eu vou filmar. – disse já com seu Galaxy Y em mãos.
– Só não coloque na internet, porque eu não pretendo pagar um mico. – disse Niall.
– E o que vamos cantar? – Harry perguntou.
– Que tal “Wonderwall” do Oasis? – disse . – Eu amo essa música.
– Então vamos de “Wonderwall”. – Niall começou a tocar.

Today is gonna be the day
That they're gonna throw it back to you
By now you should've somehow
Realized what you gotta do
I don't believe that anybody
Feels the way I do about you now

Backbeat, the word was on the street
That the fire in your heart is out
I'm sure you've heard it all before
But you never really had a doubt
I don't believe that anybody
Feels the way I do about you now


e se mexiam no ritmo da música enquanto conversavam, e se mexia graciosamente, parecia uma pequena bailarina dançando sua música preferida.

And all the roads we have to walk are winding
And all the lights that lead us there are blinding
There are many things that I would like to say to you
But I don't know how

Because maybe
You're gonna be the one that saves me
And after all
You're my wonderwall

Eu, Niall, Liam, Zayn e Harry cantávamos a música mais alto que as meninas, e até que estávamos bem juntos.

Today was gonna be the day
But they'll never throw it back to you
By now you should've somehow
Realized what you're not to do
I don't believe that anybody
Feels the way I do about you now

I said maybe (said maybe)
You're gonna be the one that saves me
And after all (after all)
You're my wonderwall (you're my wonderwall)

Terminamos a música e as meninas começaram a bater palmas, e eu estava muito feliz por ser reconhecido por uma das poucas coisas que eu realmente gostava.
– Qual o próximo pedido? – disse Harry.
– Vocês conhecem “Valerie” da Amy Winehouse? – perguntou , e por coincidência, essa era uma das minhas músicas preferidas.
– Eu conheço. – olhei para Niall, e ele balançou a cabeça, afirmando que também conhecia a música, e eu comecei a cantar.

Well sometimes I go out by myself
And I look across the water
And I think of all the things, what you're doing
And in my head I make a picture

Cause since I've come on home,
Well my body's been a mess
And I miss your ginger hair
And the way you like to dress
Won't you come on over
Stop making a fool out of me
Why won't you come on over Valerie?
Valerie, Valerie, Valerie, Valerie
Why won't you come on over Valerie?

– WOW! – disse . – Louis, sua voz é incrível, apesar de ser um pouco afeminada.
– Algumas pessoas já me disseram isso.
– Já que o Louis cantou, eu também vou me arriscar. – disse Niall. – Conhecem “Stereo Hearts” do Adam Levine? – todos afirmaram com a cabeça e Niall começou a tocar.

My heart's a stereo
It beats for you, so listen close
Hear my thoughts in every note, oh oh

Make me your radio
And turn me up when you feel low
This melody was meant for you
Just sing along to my stereo

Niall cantava muito bem, e sempre olhava para , como se quisesse deixar bem claro que a música era para ela.

Oh oh oh oh, oh oh oh oh
Oh oh oh oh So sing along to my stereo
My heart's a stereo
It beats for you, so listen close
Hear my thoughts in every note, oh oh

– Cozinha, canta e toca violão. – disse. – Você realmente está me surpreendendo Niall.
– Obrigada . – disse Niall. – Qual o próximo a se arriscar?
– Minha câmera está aguardando. – disse ainda de olho em seu celular.
– Eu vou de “I Gotta Feeling” do Black Eyed Peas. – disse Zayn, e Niall começou a tocar.

I gotta feelin'
That tonight's gonna be a good night
That tonight's gonna be a good night
That tonight's gonna be a good good night
I gotta feelin'
That tonight's gonna be a good night
That tonight's gonna be a good night
That tonight's gonna be a good good night

Zayn terminou com uma pose completamente ridícula junto com , e posso dizer que Harry não gostou nem um pouco dessa amizade dos dois, tenho certeza que estava com ciúmes.
– Agora só faltam o Harry e o Liam. – disse .
– Não, eu não sirvo para cantar. – disse Harry. Agora tá querendo se fazer de tímido. Aham, senta lá Claudia. (n/a: desculpem pelo trocadilho, mas foi a única coisa que eu consegui pensar)
– Bom, se o Harry aceitar, eu canto com ele. – disse Liam e olhou para Harry. – Dois é melhor que um.
– Ok, eu topo. – Harry disse se aproximando de Liam. – Conhece “Torn”?
– Claro, vamos de Torn. – Niall começou a tocar.

Liam
I thought, I saw a girl brought to life
She was warm, she came around, she was dignified
She showed me what it was to cry
You couldn’t be that girl I adored
You don’t seem to know or seem to care what your heart is for
But I don’t know her anymore

Harry
There’s nothing left I used cry
My conversation has run dry
That’s what’s going on
Nothing’s fine, I’m torn

Era engraçado como os dois tinham uma sintonia mesmo não tendo ensaiado. E não parava de olhar para Harry e acompanhar a música.

Harry e Liam
I’m all out of faith
This is how feel
I’m cold and I am shamed
Lying naked on the floor
Illusion never changed
Into something real
I’m wide awake and I can see
The perfect sky is torn
You’re a little late, I’m already torn

Harry
There’s nothing left, I used to cry
Inspiration has run dry
That’s what’s going on
Nothing’s fine I’m torn
Torn...

’s POV
Todos bateram palmas, e eu me levantei limpando uma lágrima que insistia em cair de meu rosto. O Harry tinha que escolher justamente Torn, e com certeza não foi sem querer, ele adorava me deixar triste ou irritada.
– Pessoal, está ficando tarde e pelo céu parece que vai chover. – eu disse.
– É verdade, vai cair uma chuva bem forte. – Louis disse olhando o céu, que já estava nublado e ficando escuro.
– Então vamos recolhendo as coisas, porque eu não estou nem um pouco afin de molhar o meu lindo vestidinho. – disse beijando os ombros, o que me fez rir.
encarnando a patricinha de novo. – disse Nando.
Os meninos desmontaram o banquinho e foram levando para o carro. Nós recolhemos tudo e limpamos um pouco da sujeira, depois entramos no carro e eu pedi para ir com Louis na frente, pois precisa pensar um pouco, e com a bagunça lá atrás isso era praticamente impossível.
– Agora me conta, porque do choro? – disse Louis quando já estávamos voltando para a casa.
– Que choro? – eu me fiz de desentendida, e continuei olhando a estrada pela janela.
– Não minta para mim , nós somos amigos. – Louis era o único que entendia o problema de todos e nos apoiava como ninguém. – Eu vi muito bem as suas lágrimas quando o Harry cantou Torn.
– Louis, sem querer ser indelicada, mas eu não gosto de falar sobre isso.
– Um dia você vai ter que enfrentar seus fantasmas do passado . – Louis me encarou com um olhar confortador.
– E eu vou adiar esse dia quanto mais eu puder. – eu disse séria.
– Se fosse você, não faria isso. – Louis voltou a encarar a estrada e encerramos a conversa ali mesmo.
Assim que chegamos a casa, todos desceram correndo, estávamos loucos para entrar e tomar um bom banho. Pegamos nossas coisas e íamos entrando, quando sentimos alguma coisa fria em nossos pés.
– Ué, parece que já choveu por aqui, o gramado está molhado. – disse Zayn.
– Não foi chuva. – Louis foi seguindo a pequena trilha molhada que começava na escada de entrada, com água escorrendo por toda e logo entrou correndo e nós o seguimos, e a cena era a pior que podíamos ver.
– Eu não acredito nisso! – Louis jogou a bolsa no sofá e foi correndo até a cozinha, se é que isso era possível.
A casa estava inundada, isso mesmo, I-N-U-N-D-A-D-A. A água dava no meio de nossas canelas, e pelo o que se dava de ver vinha da cozinha, de onde Louis agora vinha molhado completamente molhado e com muita raiva.
– Eu vou perguntar só uma vez. – disse Louis tentando manter a calma, e ver Louis irritado era bem raro, pois ele sempre mantinha a calma. – Quem foi que deixou a torneira da cozinha inteiramente aberta?
Ninguém falava nada, até que Melissa veio para frente com a mão levantada e uma cara de cachorro que caiu da mudança.
– Por acaso, fui eu. – ela ria com a cara mais cínica do mundo, mas assim que olhou para nós, todos estávamos com uma cara de raiva, e até que a cena seria engraçada. – O que foi pessoal? Porque essas caras?
– E a biscate ainda se faz de desentendida. – disse irritada. – Mas é muito cínica mesmo!
– Que merda você tem na cabeça patricinha? – eu disse quase partindo para cima dela.
– Cala a boca sua invejosa! – ela disse.
– Mas eu vou descer a mão nessa piriguete! – disse e foi partindo para cima de Melissa, mas Liam e Harry impediram. – Me larguem!
, violência não vai resolver nada. – disse Harry.
– Está dizendo isso só porque é a sua namorada. – eu disse encarando diretamente seu rosto.
– CHEGA! – gritou Louis e todos nós paramos e o olhamos no mesmo instante. – Brigar não vai resolver, até porque alguém no hospital é a última coisa que eu quero agora.
– Mas eu não vou mandar ela pro hospital, vou mandar direto pro cemitério! – disse.
– Não , você e todos os outros vão colocar as coisas em cima do sofá, pegar todos os rodos dessa casa e me ajudar a tirar toda essa água daqui. E isso é uma ordem!
– Nossa, falando com tanta delicadeza assim eu faço de bom grado Lou. – Nando disse nos fazendo rir, pelo menos um momento de descontração.
Fizemos como disse o Louis, subimos as escadas, pegamos os rodos e começamos a tirar a água da casa. Depois de várias escorregadas e até uma batida de cabeça do desastrado do Louis, com direito a chilique da por ele ter a molhado, finalmente conseguimos tirar todo o excesso de água, e agora já estávamos enxugando com os panos, até ouvir o grito de e vê-la vindo correndo da dispensa.
– Nossa , o que aconteceu, parece que viu um fantasma. – disse ao chegar ao seu lado ofegante.
– Bem pior que isso. – finalmente respirou direito.
– E o que pode ser pior que isso? – Nando.
– Tem uma cobra dentro da dispensa. – disse e logo , , Melissa, Louis e eu, corremos para subir em algum lugar. Confesso que tinha muito medo de cobra.
– Vocês estão com medo de uma cobra? – disse . – Sinceramente pessoal. – pegou uma colher de pau que havia por ali e entrou na dispensa sem nenhum medo, como se lá não houvesse nada demais. Depois ela saiu com a colher de pau em mãos e uma cobra coral enrolada nela, e de um jeito tão simples que parece que carregava um gatinho manso.
– Era disso que vocês estavam com medo? – disse. – Ela só está assustada. – foi em direção à porta para soltar a cobra, e acabou passando perto de Melissa e .
– Tira isso daqui! – Melissa disse se protegendo com os braços, e começou a rir e se aproximar ainda mais dela.
– Então você também tem medo de cobra? Bom saber disso. – ia aproximando a cobra enrolada de Melissa a fazendo gritar. Mas algo acabou dando errado. A cobra foi dar o bote em Melissa, mas esta se abaixou e a cobra acabou picando a no ombro, e ela caiu fraca no chão. A cobra saiu pela porta, e soltou a colher no chão correndo para perto de como todos nós.
, você está bem? – Louis disse colocando a cabeça dela em suas pernas e com uma expressão muito preocupada. agora estava pálida, sua boca estava branca, seus olhos eram fracos e vermelhos e sua pele estava gelada.
– Eu... Estou... Queimando... – tentava dizer, mas sua voz era fraca e ela falava com dificuldade. Ver minha amiga daquele jeito era uma coisa que eu nunca gostaria de ver.
– Desculpa , serio, eu não queria. – pedia desculpas o tempo inteiro, mas em algum momento Louis a repreendeu e ela parou.
– Louis, me traga alguma bebida alcoólica ou alguma coisa com álcool. – disse Liam se aproximando de e colocando a cabeça dela, que agora estava desmaiada, sobre suas pernas, mas Louis não deixou, ele não queria mesmo soltar naquele estado. – Deixa Louis, eu vou cuidar dela. – Liam disse e Louis finalmente deixou e foi até a geladeira, voltando com meia garrafa de vinho em mãos e entregando a Liam.
– Aqui Liam. – Louis entregou a garrafa. – Mas o que você vai fazer?
– Temos que manter a temperatura do corpo dela, e o álcool é ótimo para isso, pelo menos ela vai ficar consciente até chegarmos ao hospital. – Liam disse e logo já estava colocando vinho na boca de , e esta até respirou mais profundamente, fazendo Louis repetir seu gesto. – Harry, me ajuda a levar ela até o carro.
– Deixa que eu levo. – disse Zayn já pegando em seu colo e levando para a van, e posso dizer que eu vi uma pontada de ciúmes na expressão de Louis, e por um momento também estava assim.
Fomos todos para a van, onde Zayn agora colocava no segundo banco dos passageiros, deitando a cabeça dela em suas pernas. Liam sentou-se colocando as pernas de sobre as suas, pois se ela precisasse de cuidados ele era quem mais poderia ajuda-la. , e Niall foram nos últimos bancos. Harry, Nando e eu fomos no banco da frente, e ainda bem que Nando estava entra nós dois, se não rolaria briga ali mesmo, mas ainda iria piorar, pois Melissa foi sentada bem ao lado de Harry, que vontade de matar essa biscate, mas agora a saúde de minha amiga era mais importante que isso.
Louis foi com no banco da frente, e ele andava rápido como um carro de corrida, até parecia que não havia uma doente no banco de trás, e foi justamente por haver uma doente no banco de trás que ele estava tão rápido, e não era qualquer doente, era , a sua , e querendo ou não ele sempre a viu assim, todos percebiam que Louis gostava de , menos ela, lerda como sempre foi seria mesmo difícil perceber isso.
Me desviei de meus pensamentos, assim que ouvi uma sirene bem perto de nós, olhei pela janela vendo o carro da policia logo atrás de nós, nos seguindo. Ótimo, era só o que faltava!
– Pessoal, péssimas noticias. – disse Niall. – A policia está atrás de nós.
– E porque a policia está atrás de nós? – claro que a patricinha da Melissa tinha que se meter na conversa.
– Se a vadia não percebeu, NÓS ESTAMOS EM ALTA VELOCIDADE! – eu disse irritada.
, isso não era hora para brigar. – disse Liam sendo responsável, mas às vezes isso cansa, principalmente numa hora dessas.
– EU TÔ NERVOSA, PORRA! – eu disse irritada.
– NÃO PRECISA GRITAR! – disse se virando para mim.
– VOCÊ TAMBÉM TÁ GRITANDO! – eu gritei mais uma vez.
– JÁ CHEGA, EU VOU PARAR ESSE CARRO! – Louis disse e estacionou o carro no acostamento.
Todos descemos do carro, vendo a viatura parando em nossa frente, e dela saíram dois policiais vindo em nossa direção.
– Vocês sabiam que o limite de velocidade da pista é somente 80km/h e vocês estavam a 120km/h? – disse um dos policiais com uma voz calma e serena até demais, tive vontade de pular no pescoço dele para ver se com raiva ele continuava com toda aquela paciência.
– Eu sei seu guarda, mas nós temos uma garota machucada no carro. – Louis disse rápido, ele estava mesmo apressado.
– Ela foi picada por uma cobra e precisamos levar ela para o hospital o mais rápido possível. – agora foi à vez de Zayn se manifestar, recebendo de Louis um olhar que dizia “Ei, eu devia dizer isso!”, mas logo ele voltou seu olhar ao policial.
– Deixe-me ver essa garota. – o policial disse novamente e entrou na van junto com Liam e , enquanto o outro policial, um pouco mais magro e mais jovem que o outro, estava encostado na viatura, apenas olhando a situação, não sei como a piriguete ainda não deu em cima dele. Falando nisso, Melissa não estava ali perto de nós e nem dentro da van, onde a piriguete havia se metido?
– Vocês estão achando que eu sou idiota? – disse o policial saindo da van junto com os outros. – Aquela garota está com bafo de vinho, aquilo é coma alcoólico, isso sim.
– Claro que não, o vinho foi somente pro veneno da cobra não se espalhar pelo sangue dela. – explicou Liam, mas parece que o policial não acreditou muito.
– Não adianta me enrolar, eu vou levar todos vocês de volta para casa e avisar para os pais de vocês, agora me acompanhem. – o policial disse e depois foi empurrando todo mundo para dentro da van, mas , esquentada como sempre, logo ficou na frente do policial.
– Nem pensar, nós vamos levar nossa amiga pro hospital e você não vai nos impedir. – disse autoritária com o dedo na cara do policial. Péssima ideia, , péssima ideia.
– Olha como fala comigo mocinha, eu sou autoridade.
– Mesmo assim não deixa de ser burro.
– Como é que é? – o policial disse incrédulo, enquanto todos nós já estávamos aflitos, e o outro policial ria na viatura com seus dentes perfeitamente brancos e alinhados, vendo agora até que ele era bonito.
– Burro sim, que nem sabe diferenciar um coma alcoólico de um desmaio por veneno. Onde arrumou seu diploma? No camelô? – disse irônica e o policial já estava vermelho de raiva quando a segurou forte pelo braço.
– Chega, todo mundo para dentro dessa van, vai todo mundo para delegacia comigo agora! – o policial disse já empurrando todos nós para dentro da van. Ih, foi uma confusão só, era um tal de “Nós não podemos ir para delegacia” para cá enquanto outro dizia “Você não pode nos levar”, mas no final, acabamos todos dentro da van indo em direção a delegacia sendo escoltados pelo outro policial na viatura logo atrás.
– A e essa sua cabeça esquentada. – disse já irritada.
– Desculpa galera, eu não queria isso. – disse tentando se desculpar.
– Se não quisesse, não teria enfrentado o policial daquele jeito. – disse Niall.
– A culpa é toda sua , toda sua. – disse Zayn. abaixou a cabeça e afundou seu rosto em suas mãos. Ela não havia feito aquilo de propósito, ela só é esquentada, até demais, mas ela jamais faria algo para prejudicar seus amigos.
– Gente, brigar com a não vai adiantar nada, nós temos agora é que nós preocupar com a . – eu disse.
– Nunca pensei que fosse dizer isso, mas a tá certa, nós temos agora é que nos preocupar com a . – disse Harry e logo depois me olhou com aqueles olhos verdes hipnotizantes, nos quais eu poderia me afogar ou me perder neles por horas e horas...
– Não é só com a que temos que nos preocupar. – disse olhando para Louis e depois olhando para nós. – A casa ainda está uma bagunça, e depois nós estamos sendo presos, e para sair de lá só com um adulto.
– Nós estamos ferrados! – disse Nando.
– Mantenham a calma pessoal, ficar nervosos não vai adiantar de nada. – disse Louis com um jeito sereno que parece que contagiou o ar, porque no mesmo instante todos deixaram a expressão tensa e respiraram fundo como se estivessem aliviados. Louis voltou seu olhar pro rosto de , que agora era sereno e simples, como a de uma criança que dormia calmamente seu sono, mas a situação era realmente bem diferente dessa. – Assim que chegarmos a delegacia, nós vamos ter direito a uma ligação. Não se preocupem, eu vou tirar a gente dessa.
Era a confusão estava armada: estávamos nós, 11 adolescentes indo em direção a uma delegacia em um lugar completamente desconhecido, longe de todo mundo e ainda tínhamos uma doente e uma desaparecida (mas Melissa realmente não importava agora). Realmente, não tinha como ficar pior.

Capítulo 10

Liam’s POV

Chegamos à delegacia e foi levada para enfermaria, já que estava desmaiada, e o policial achava que era coma alcoólico, tenho que concordar com que ele era mesmo muito burro. O policial nos levou para as selas, pois disse que não nos deixaria todos juntos em uma sela só porque seria uma confusão, então eu fiquei eu uma sela com , Nando, Louis e . Niall, , Zayn, e Harry ficaram na sela ao lado da nossa, e acho que não foi uma boa ideia deixar e Harry juntos no mesmo espaço, aposto que eles acabariam brigando. Mas espera, só agora eu me toquei de uma coisa, onde está ? Desde que o policial nos parou na estrada eu não vi mais ela, onde será que ela havia se metido?
– Sinceramente, – Começou . – esse foi o melhor fim de semana que eu já tive.
, se você não percebeu, nós estamos presos e a está doente. – Disse .
– Por isso mesmo. Quando eu for mais velha eu vou poder contar pros meus filhos de todas as loucuras que eu fiz na adolescência, e não contar que eu passei anos da minha vida enfurnada em livros. – disse, e até que ela não estava completamente errada.
– Concordo com você. – Disse Nando. – Quando tudo isso passar, vamos rir disso tudo, vocês vão ver.
– Deus te ouça Fernando. – Disse Louis sentado em um canto no chão, com os braços sobre os joelhos encarando o nada.
– Liam? – Disse que estava sentada ao meu lado no banco que havia ali. – Você está bem? Parece preocupado.
– E estou. – Eu resolvi dizer logo tudo, quem sabe ela me entendesse. – Eu não vi a desde que saímos de casa, nem na hora em que o policial nos parou.
– Tomara que aquela cobra tenha a achado e ela tenha sido picada. – foi rude ao falar de . – Pelo menos assim ela deixa de nos atormentar.
– Porque odeia tanto a , ? – Eu disse encarando , que simplesmente me olhava surpresa, como se não esperasse que eu falasse aquilo.
– Ainda pergunta? Aquela patricinha vadia faz mal pro meu irmão, ela não é a garota certa para ele.
– Se o Harry gosta dela é porque certamente ela o faz feliz, não devia se importar. Aliás, você não se importa com seu irmão, esqueceu? – Eu disse.
– Quer saber Liam? Eu não gosto dela e pronto! – Ela disse um pouco irritada. – E se você está caidinho por ela, o problema é seu! Quando ela fizer com você o mesmo que faz com meu irmão, você vai me dar razão. – Ela se levantou e ficou se segurando na grade olhando as pessoas que passavam por ela. Quando ela passou por mim, pode sentir de novo seu doce aroma de rosas brancas. Mas não me saia da cabeça, o que será que havia acontecido com ela?

Harry’s POV

E eu tinha que ficar na mesma sela que a v, e o pior, só havia um banco e justo ela estava sentada ao meu lado, enquanto Zayn andava de um lado a outro preocupado com , e e Niall estavam sentados em um canto conversando sobre algo que eu não prestei atenção. Estava pensando em , em se ela iria mesmo nos ajudar. Assim que cheguei à delegacia, eu usei o direito a uma ligação e liguei para seu celular avisando que estávamos na delegacia, mas o sinal estava ruim, não sei se ela escutou direito, mas vai nos ajudar, eu sei disso, mesmo se fazendo de burra, ela não é idiota, ela vai saber muito bem se virar e vai acabar nos encontrando, eu tenho certeza.
– A vida é mesmo engraçada. – Disse rindo ao meu lado, e como seu sorriso era lindo e sincero, poderia iluminar uma cidade inteira. Ela ainda tinha o mesmo sorriso de anos atrás.
– Do que está rindo? – Eu perguntei simplesmente enquanto ela ainda olhava para o nada, recordando algum momento.
– Do acaso. – Ela me olhou com seus lindos olhos que carregavam sofrimento e força ao mesmo tempo. – Quem diria que um dia eu estaria presa com você, e dependendo da para nos salvar. – Ela disse e continuou a rir, e eu acompanhei seu riso.
– Realmente, eu nunca imaginaria isso. – Eu olhei para ela depois que me lembrei de outra situação. – Mas nós já quase fomos presos uma vez, e por sua culpa.
– Eu lembro, foi nas férias de verão de 2009. – Ela disse se recordando. – Mas a culpa não foi minha, foi você que decidiu sair correndo pelado pela praia e o policial quase te pegou.
– Eu só fiz isso porque você me desafiou. – Eu devo ter feito uma cara muito engraçada ao dizer isso, pois ela me olhou e riu ainda mais. – E no final você acabou levantando sua blusa distraindo ele para que eu pudesse fugir.
– Eu sempre te salvando né Edward? – Ela disse me chamando pelo meu nome do meio, como ela sempre costumava me chamar antigamente quando éramos, digamos, mais próximos. A maioria das pessoas me chamavam de Harry, os mais amigos me chamavam de Hazza, os inimigos me chamavam de Styles, os amigos de meu pai me chamavam de Harold, mas somente ela me chamava de Edward, e eu nunca deixei que ninguém mais me chamasse assim além dela. Pelo menos assim teríamos sempre alguma coisa que seria só nossa.
– Há quanto tempo você não me chama assim, Edward. – Eu disse e ela desmanchou o sorriso em sua cara e fitou o chão, mas eu peguei em seu queixo e o levantei, fazendo ela me encarar com aqueles lindos olhos grandes e brilhantes. – Era tão bom te ouvir me chamando assim, só você me chama assim.
– Quando você merece, quando você é você mesmo, e não esse personagem que criou para conseguir status na escola. – Ela disse me encarando e seus olhos se encheram de água. – Esse Harry que está na escola é diferente do Edward de três anos atrás, aquele garoto sincero, gentil e carinhoso, já o Harry é chato, controlador, cínico e sem vergonha. – Ela respirou fundo e continuou. – Desse Harry eu quero distância, mas do Edward que está ai dentro, e eu sei que está, desse sim eu quero ser amiga.
– O Edward só existe quando você está perto, quando você me trata da maneira de antigamente. – Eu disse segurando seu rosto com as duas mãos. – O Edward só existe por sua causa, porque só você merece conhece-lo.
– Não Harry, todos merecem conhecer o Edward que eu conheci há anos atrás, só que o ego desse Harry ficou tão grande que acabou matando o pobre Edward. – Ela voltou a fitar o chão. – Foi por isso que nós nos distanciamos.
– Porque não esquecemos tudo o que passou? Eu já me arrependi do que fiz, e tenho certeza que você já me perdoou. – Eu disse. – Porque não esquecemos o passado e fazemos um novo futuro?
– Porque não se pode simplesmente apagar o passado. – Ela limpando uma lágrima. – E você tem razão, eu já te perdoei sim, mas eu não sou capaz de confiar e quebrar a cara de novo. – Ele me olhou uma última vez e foi saindo, mas eu segurei em seu braço e a olhei.
– Um dia, eu vou te provar que o garoto de três anos arás não morreu.
– Quando ele voltar, diz que eu estou esperando por ele. – Ela disse e depois foi para o lado de .
Não importa o que eu tenha que fazer, eu vou cumprir minha promessa e vou mostrar para que o Edward ainda existe dentro de mim. Eu vou reconquistar essa garota, custe o que custar!

Louis’s POV

E o meu projeto “Fim de semana romântico com a em Petrópolis” acabou com a minha casa inundada, e todos nós na delegacia, sem falar na que tá na enfermaria e na que tá desaparecida. E a ligação ao qual nós tínhamos direito foi gasta pelo Harry para poder ligar para a e ela tentar nos salvar, coisa que eu acho bem difícil, já que ela é mais burra do que uma porta, mas não custa nada tentar.
O policial responsável por nós, David, o mesmo que nos acompanhou na viatura, estava passando agora por nossa sela, assinando alguns papéis, e eu decidi fazer uma pergunta que estava queimando em minha garganta.
– Policial, – Eu disse encostado na grade e ele parou. – você pode nos dar noticias da ?
– A garota que está na enfermaria? – Ele perguntou e eu concordei com a cabeça. – Não se preocupe, ela está bem, por causa do álcool o veneno não se espalhou e garanto que logo ela terá alta.
– Eu sabia que o vinho ia ajudar. – Disse Liam contente.
– Todos sabiam, menos aquele policial burro. – Disse , mas logo tapou a boca quando lembrou que David estava ali. – Me desculpe, não devia ter dito isso.
– Não se preocupe, ele não está aqui. – David riu. – E até que foi engraçado ver você o enfrentando daquele jeito.
– Policial, será que não tem outra maneira de resolvermos essa situação? – Disse Nando se aproximando.
– Está tentando me subornar jovem? – David disse e até que por um momento eu concordei com ele, mas Nando se explicou.
– Claro que não, estou dizendo que nós temos duas garotas menores de idade (n/a: na história, e ainda tem 17 anos) que pela lei não podem ser presas, e o Louis já tem 20 anos, pode responder como maior de idade. – Nando explicou, e não é que o doido tinha razão.
– Mas vocês não estão presos legalmente, estão apenas detidos para averiguação, e o Louis, depois que levou a multa por dirigir em alta velocidade, não pode mais responde como maior de idade, então, continuarão aqui até alguém responsável e maior de idade responder por vocês. – Ele nos explicou com calma e depois saiu.
É, agora realmente só nos esperava contar com a sorte e esperar que o destino fosse generoso conosco.

’s POV

QUE ÓDIO! Se eu soubesse que eu ia terminar numa delegacia jamais teria vindo passar o fim de semana na serra, eu vim mais porque queria atrapalhar os planos de Louis em relação à , mas agora eu tenho que ficar aqui aguentando ele todo preocupado com a que está na enfermaria.
– Parece que alguém não gostou de ver que minha irmã está melhor. – Disse Nando baixinho se sentando ao meu lado.
– Porque não gostaria? A é minha amiga. – Eu disse tentando esconder minha raiva, não por , mas por ela desperdiçar todo o amor que Louis tem por ela.
– Pode até ser, mas você sabe que o Louis gosta dela, e você gosta dele. – Nando era mesmo muito observador. – Pela sua cara não está sendo nada confortável ver ele desse jeito por causa da .
– Estou dando tanta bandeira assim? – Eu disse e Nando soltou um riso junto comigo.
– Sim, mas tenho certeza que Louis não percebeu. – Nando colocou uma mecha de meu cabelo para trás da orelha e beijou minha testa, me abraçando. – Não se preocupe, um dia todo esse seu amor será reconhecido.
– Tomara que seja logo.
– Vai ser. – Nando disse, depois eu apoiei minha cabeça em seu ombro, e adormeci, já que estava de noite e eu havia acordado muito cedo. Naquele momento, dormir e deixar que os sonhos invadissem minha mente me fazendo esquecer todos os problemas era a melhor coisa a se fazer.

’s POV

Acordei em um lugar totalmente branco, com um biombo branco encardido, devo dizer, em minha frente e uma mesinha ao meu lado com alguns equipamentos. Havia uma pequena janela na parede ao lado da minha cama, mas ela estava fechada e não se dava de ver o horário. Eu logo percebi que estava deitada em uma cama. OMG! Eu morri e vim pro céu, foi isso. Mas eu nunca imaginei o céu tão parecido com uma enfermaria, que esquisito.
– Cuidado mocinha! – Dizia uma senhora vindo em minha direção preocupada porque eu havia gemido de dor no ombro quando levantei. – Finalmente acordou, seus amigos estavam preocupados. – Ela disse enquanto me ajudava a sentar. Sua voz era doce, e ela tinha cabelos negros com alguns fios brancos perdidos em seu coque desarrumado, e usava um vestido branco que ia até o joelho, sapatilhas brancas e um jaleco por cima (n/a: adivinhem a cor do jaleco? kkkkkk). Eu olhei ao redor reparando melhor no lugar e percebi que estava mesmo em uma enfermaria e não no céu. Só mesmo uma tonta como eu para pensar uma besteira dessas.
– Onde eu estou? – Eu disse após tomar um remédio que ela me entregara.
– Na enfermaria da delegacia. – Ela disse como se fosse a coisa mais normal do mundo você desmaiar em sua casa e acordar em ema delegacia.
– Delegacia?! – Eu disse surpresa e ela soltou um pequeno riso.
– Sim, delegacia, mas porque o espanto? – Ela sentou na beirada da cama. – Não se lembra do que aconteceu?
– Eu só me lembro de ser picada por uma cobra, depois eu entrei na van em direção ao hospital, mas eu apaguei. – Eu disse encarando a parede branca em minha frente me recordando, mas logo voltei meu olhar para o rosto da mulher. – O que aconteceu?
– Eu não poderei te explicar, mas sei quem pode. – Ela disse se levantando. – Me espere, eu volto logo.
“Como se eu pudesse sair daqui”, pensei. Eu olhei para a mesinha ao lado, onde estavam meu chapéu, alguns remédios e uma garrafa de água. Logo alguém entrou pela porta acompanhado da enfermeira, era um homem, jovem e muito bonito por sinal, tinha cabelos negros e brilhantes, olhos castanhos, uma boca perfeitamente desenhada e seu dentes eram brancos e perfeitos, pude perceber assim que ele sorriu ao sentar na beirada de minha cama.
– Que bom que está bem e recuperada. Todos na sela estão muito preocupados com você. – Ele dizia calmo. – Como se sente?
– Confusa. Ninguém me conta o que está acontecendo nem porque eu vim parar numa delegacia. – Eu disse rápido.
– Eu vou lhe explicar. – Ele disse. – Seus amigos foram parados por mim na estrada por estarem dirigindo em alta velocidade, depois aconteceu uma confusão e eles foram detidos por alta velocidade e desacato a autoridade. – Ele me explicava pacientemente, como quando se fala com uma criança. – Em resumo, você, por estar desmaiada, foi trazida para a enfermaria, e eles agora estão presos e só saem daqui acompanhados de um adulto responsável.
– E eu também vou ser presa? – Perguntei preocupada. Mas nem pensar que eu manchar meu lindo vestidinho em uma sela suja de delegacia.
– Não, afinal você estava desmaiada e não teve culpa. Mas vai ter que passar a noite aqui, pois já está tarde e eu não deixaria uma garota andar por ai sozinha. – Ele sorriu. – Pode dormir aqui na enfermaria se quiser, acho que esse é o lugar mais confortável da delegacia.
– Posso fazer pelo menos uma ligação? – Eu pedi.
– Claro, me acompanhe. – Ele saiu e eu o segui saindo da enfermaria e sendo conduzida até um balcão com uma mulher. Em cima do balcão, havia um telefone fixo, e eu juguei aquilo por ser a recepção. – Pode ligar para quem quiser, depois volte à enfermaria. Qualquer coisa pode me chamar. – Ele disse e saiu.
Eu peguei o telefone e disquei rapidamente um número que eu já tinha decorado em minha mente: a casa de Louis. Só espero que Lilian atenda, e não Elizabeth, pois se não a confusão vai só piorar.
– Casa dos Tomlinson. Boa noite. – Ótimo, Lilian atendeu, agora ela viria nos salvar, parece que a sorte estava colaborando.
– Oi Lilian, aqui é a , amiga do Louis. – Eu disse.
– Oi , que surpresa você me ligando, aconteceu alguma coisa com a e o Louis? – Ela disse preocupada.
– Não, quer dizer, sim, aconteceu uma coisa com todos nós. – Eu disse.
– Então me diga logo, o que foi?
– Nós estamos na delegacia, detidos para averiguação e só podemos sair daqui com um adulto responsável. É isso. – Eu disse e Lilian ficou um bom tempo calada no outro lado da linha. Meu Deus, eu matei a Lilian do coração. – Lilian?
– Como isso foi acontecer? – Ela disse um pouco mais calma.
– Eu não sei direito, estava desmaiada por causa da picada de uma cobra. – Eu disse, mas acho que não devia.
– Meu Deus, desmaiada? Mas em que confusão vocês se meteram? – Ela disse ainda mais alterada.
– Eu te explico tudo assim que sairmos daqui, mas para isso precisamos de você. Lilian, você precisa vir para Petrópolis o mais rápido possível para nos soltar.
– Claro que eu vou, mas terá que ser amanhã, porque hoje já está bem tarde.
– Eu sei, mas antes você tem que me prometer que não vai contar isso nem para dona Elizabeth, e muito menos para a minha mãe, está bem?
– Mas como eu vou ir para ir sem avisar a dona Elizabeth?
– Não sei, invente uma mentira, mas me prometa que não irá contar para ninguém.
– Ok, eu prometo. Agora eu tenho que desligar. Tchau. – Ela desligou e eu finalmente pude respirar aliviada. Voltei à enfermaria, deitei em uma poltrona ao lado da janela e comecei a observar a lua brilhante da serra. E hoje seria a última oportunidade que eu teria para observa-la se essa confusão se agravasse ainda mais.

Capítulo 11

’s POV

, acorde minha filha, já amanheceu. – A voz de minha mãe ecoava em minha cabeça, talvez fosse a saudade que fizesse com que eu reproduzisse sua imagem em meu sonho. Abri lentamente meus olhos vendo minha mãe sorrindo em minha frente, minha mente estava mesmo bem fértil, até minha mãe na delegacia eu estava vendo. Espera aí, delegacia! Eu abri bem meus olhos e percebi que não era um sonho, eu estava mesmo na delegacia e minha mãe estava mesmo ali, em minha frente.
– MÃE! – Eu disse a abraçando forte. – Que bom que a senhora está aqui, aliás, como a senhora está aqui?
– A me ligou ontem à noite me explicando toda a situação, então eu vim salvar vocês. – Claro, a , ela tinha que nos salvar mesmo doente, e agora o Louis vai ser grato a ela. – Mas eu ainda quero que você me explique toda essa confusão assim que chegarmos em casa, ok mocinha?
– Ok, dona Lilian. – Eu me soltei e olhei pela sala, percebendo que não havia mais ninguém na sala. – Onde estão todos?
– Estão lá fora, Louis está ajudando o Dr. João com a papelada e o resto do pessoal já está no carro.
– Como assim ajudando o Dr. João. O tio João está aqui?
– Eu precisava de alguém para me ajudar, então contei a ele e ele me trouxe até aqui.
– O Louis deve estar bem feliz por seu pai estar aqui. – Eu sorri imaginando o sorriso do Louis.
– Agora vamos, eu só vim te acordar para voltarmos para casa, eu não quero passar nem mais um minuto nessa delegacia.
– Nem eu. – Eu disse e nós saímos em direção à recepção.
Lá, Louis estava ao lado de seu pai e estava ao seu outro lado, sorrindo e conversando animadamente com ele. De doente, ela passou a heroína e eu continuei como sempre fui: uma mera coadjuvante na vida de Louis, e acho que até o final desse filme eu vou continuar assim.

Louis’s POV

Sinceramente, eu poderia imaginar qualquer pessoa nos ajudando, até mesmo , mas eu nunca imaginaria que meu pai viria nos ajudar, e eu não posso dizer em palavras o tamanho do orgulho e da felicidade que eu estou sentindo. Ver meu pai sóbrio e lucido pela primeira vez em anos é realmente reconfortante.
– Pai, obrigado, se não fosse pelo senhor, nós estaríamos presos até agora. – Eu disse assim que chegamos a van, que também estava detida no pátio da delegacia.
– Agradeça a Lilian e a , se não fossem por elas eu não teria sabido de nada. – Meu pai disse, depois olhou para que estava ao meu lado. – Essa garota é bem esperta, não a perca de vista, se não irá se arrepender.
– Eu nunca vou perder ela. – Eu disse olhando para e a fazendo corar.
– Pessoal, chega de conversa e vamos entrar nessa van, porque eu quero logo voltar para casa. – Disse , e não sei por que, mas eu senti uma ponta de incômodo em sua voz.
– Concordo com a , vamos para a casa porque eu preciso de um banho para tirar esse cheiro de delegacia. – disse cheirando sua roupa e depois fazendo uma careta de nojo, o que nos fez rir.
Meu pai foi em seu carro junto com Lilian e o resto de nós foi na van. Chegamos bem rápido em casa, onde encontramos sentada no sofá assistindo TV, acredite se puder, e eu pensando que os problemas já haviam acabado.
, o que você está fazendo aqui? – Disse Harry em sua frente, a fazendo levantar e abraçar ele.
– Harry, ainda bem que você está aqui, eu fiquei tão preocupada com você naquela delegacia.
– Se tivesse ficado preocupada teria ido tentar me tirar de lá. – Harry estava sério.
– Eu fui, eu falei com um tal de David e tentei soltar vocês, mas eu não consegui porque só tenho 18 anos e ele disse que eu não podia responder sozinha por 11 adolescentes e uma doente. – dizia olhando nos olhos de Harry, e pela primeira vez eu vi verdade em suas palavras. – Acredita em mim.
– Harry, – Eu disse o fazendo virar para mim. – Ela está certa e falando a verdade. Loucos fomos nós, de achar que a poderia nos tirar daquela delegacia.
– O Lou tem razão. – Disse . – Agora não é hora para brigar, vamos pegar nossas coisas, voltar para o Rio e esquecer esse fim de semana.
– Ah, mas esquecer desse fim de semana vai ser praticamente impossível, foi o melhor da minha vida. – Disse já subindo as escadas com todos os outros, e logo eu os acompanhei, deixando Harry e sozinhos para conversarem.
Fui até o quarto que dividia com Liam, e vi que ele já arrumava suas coisas de volta na mochila, e eu fiz o mesmo. Liam terminou primeiro e então saiu com sua mochila, eu demorei mais algum tempo, mas logo saí, encontrando no espelho do corredor. Assim que me viu, nem se deu ao trabalho de falar comigo, somente saiu descendo as escadas. Porque faria isso? Eu tinha que saber.
espera! – Eu disse segurando pelo seu braço fazendo ela se virar para mim. – Porque não falou comigo?
– Porque eu tenho que falar com você sempre que te vejo? – Ela cruzou os braços.
– Porque nós somos melhores amigos. – Eu disse.
– Eu pensava isso, mas você deu tanta atenção a esse fim de semana que estou começando a duvidar quem é sua melhor amiga. – Ela disse com alguma raiva na voz.
– Você está com ciúmes ? É isso? Está com ciúmes de mim com a ? – Eu disse sorrindo a fazendo ficar com ainda mais raiva.
– Me poupe Louis, eu com ciúmes de você? Claro que não! – Ela disse e foi saindo, mas eu segurei novamente por seu braço, mas dessa vez mais forte, a fazendo ficar com o rosto muito próximo ao meu, a ponto de eu conseguir sentir o cheiro cítrico de seu perfume, e fora justamente esse o perfume que eu dei a ela há um ano, e ela sempre o usara. Seus olhos agora estavam surpresos, mas se via uma ponta de alegria naqueles lindos olhos brilhantes. Sua boca se aproximava cada vez da minha e, sem perceber, já estava a beijando, um beijo lento e calmo, como era a nossa relação, mas ainda sim carinhoso e muito bom, devo confessar. Minha língua percorria toda a sua boca enquanto ela acariciava meus lábios com a sua. Suas mãos estavam em meus ombros, e não se mexiam, já as minha estavam em sua cintura. Fomos deixando o beijo lentamente, e quando abri meus olhos, lá estava me encarando com seus olhos que agora só carregavam alegria, e um sorriso em seu rosto, mas ela logo me empurrou e desceu correndo as escadas com sua bolsa, e só então percebei o que realmente havia acontecido. Eu havia beijado minha melhor amiga.

Niall’s POV

desceu as escadas correndo, e parou no final com uma cara de besta e tocando a boca com seus dedos. Logo depois, Louis foi descendo e eu senti que ela ficou incomodada quanto eles ficaram perto um do outro. O que será que aconteceu lá em cima? Ah, mas eu vou descobrir, até porque detetive melhor do que eu não existe.
– Vamos embora pessoal? – Disse Louis animado, mas também estava incomodado.
– Essa é a coisa que eu mais quero no mundo. – Disse Nando já levantando e pegando sua mochila.
Todos nós nos levantamos, pegamos nossas coisas e saímos. foi no carro do pai do Louis, João, já que estava doente, e o resto de nós se distribuiu pela van. Eu dormi praticamente todo o caminho, já que não havia dormido nada naquela delegacia porque nem que eu tentasse não conseguiria dormir num lugar daqueles, e não me chamem de fresco, eu apenas prezo, e muito, a higiene, e isso era a última coisa que podia haver naquele lugar.
Depois de três longas horas de viajem, que eu não vi porque estava dormindo, mas pude ouvir de Nando que foram tediosas, finalmente chegamos ao condomínio de e Harry. Louis nos deixaria lá e depois todos tomariam o rumo de suas casas para o merecido descanso depois de tantas emoções.
– Bem, agora estão todos entregues. – Disse João enquanto todos tiravam nossas coisas da van.
– E você dona , – Disse Lilian apontando para a . – trate de ir a um medico ver essa picada de cobra.
– Não se preocupe Lilian, eu vou fazer isso, mas a minha mãe não vai saber de nada. – olhou para seu irmão. – Não é mesmo Nando?
– Não se preocupe maninha, minha boca é um tumulo.
João entrou no carro, e Louis e entraram na van e partiram. Louis e sozinhos num carro depois do que aconteceu em Petrópolis (e eu sei que aconteceu algo) não era uma boa ideia, ou até poderia ser, quem sabe a finalmente criasse coragem e dissesse ao Louis tudo o que ela sente, porque eu já percebi que ela gosta do Louis, e é burra que não conta, desse jeito a lerda da vai perceber que o Louis gosta dela, eles vão ficar juntos e a fica para trás. Mas eu não tenho que me preocupar com isso, eu tenho que me preocupar comigo, porque querendo ou não, estou na mesma situação que a : apaixonado pela minha melhor amiga.
– Eu estou indo para minha casa junto com a . – Disse Harry. – Até amanhã pessoal. – Harry saiu com . Nando e também foram para suas casas, Zayn pegou um taxi e também estava foi para sua casa. Só restou eu, e Liam esperando por um taxi, que acabou de chegar. Liam sentou na frente e eu sentei atrás junto com . Grande Liam, até parece que leu meus pensamentos, eu queria mesmo ficar sozinho com a para conversar sobre o que “quase” aconteceu na cozinha da fazenda.
– Niall, eu quero falar com você sobre aquele dia na cozinha. – disse, e leu meus pensamentos novamente. Só podem ser duendes cochichando no ouvido deles, estou até ficando desconfiado.
– Eu também queria falar com você sobre isso. – Eu disse baixo, para que nem o taxista nem Liam escutassem, esse era um assunto particular.
– Eu quero te dizer que aquilo não vai afetar nossa amizade em nada, vamos continuar sendo amigos, certo?
– Certo. – Não, não está certo, aquilo vai sim afetar nossa amizade, eu quero namorar com você , eu te amo. Claro que eu não disse isso, a vontade era grande, mas o medo de me rejeitar era maior ainda. Eu tenho que parar de criar expectativas para não me decepcionar, desse jeito eu vou acabar entrando em depressão, ou então enlouquecendo, por não poder agarrar e beijar ali mesmo. Quando eu me cansar de ser só o amiguinho da , pode ter certeza que eu vou fazer de tudo para fazer ela gostar de mim.

’s POV

Estava voltando para casa na van junto com Louis. Enquanto ele dirigia, eu escutava música através dos fones de ouvido para tentar me concentrar em algo que não fosse o beijo com Louis. Aquele beijo não me saia da cabeça, o toque do Louis, a sua boca, o seu cheiro, as minhas mãos passeando por seu cabelo, tudo parecia tão recente, eu tocava em minha boca e quase podia senti-lo me beijando novamente. Pena que para ele esse beijo não tivesse essa mesma importância, ele havia me beijado por impulso, ele gostava de como nunca havia gostado de garota alguma. Eu lembro bem das vezes eu que ele deitava em meu colo e me contava coisas sobre ela o sobre seus planos para conquista-la, e eu apenas escutava calada, fingindo estar feliz por vê-lo apaixonado, quando por dentro, estava despedaçada.
– Aposto que está escutando “Just A Kiss”, da Lady Antebellum. (n/a: essa é a música preferida dela, e se não conhecem coloquem para tocar, porque é linda)– Louis disse me olhando. – Acertei?
– Acertou. – Eu tirei meus fones e encarei a estrada. Louis me conhecia como ninguém, e eu também o conhecia acho que mais até do que ele mesmo. – Você sempre acerta.
– Isso porque sou seu melhor amigo. – Louis voltou a encarar a estrada. – E é em nome dessa amizade que eu vou te pedir para esquecer o que aconteceu.
– Está falando do beijo.
– É. Eu estou falando do beijo. – Louis deu um longo suspiro. – Eu quero te pedir para não falar sobre isso.
– Não precisava nem pedir, eu sei que é melhor mesmo esquecer o que aconteceu. – Eu e Louis nos encaramos. – Até porque nós somos melhores amigos, e você gosta da .
– Por isso você é minha melhor amiga. – Louis deu um de seus sorrisos lindos e divertidos que só ele conseguia. Nem eu sei por que disse aquilo, aliás, eu sei sim, era melhor mesmo me contentar em ser somente amiga do Louis, porque ele gosta e sempre vai gostar da , nunca vai olhar para mim como namorada, então eu vou dar um ponto final nesse amor e seguir com a minha vida. Louis é meu melhor amigo, e somente isso!

Capítulo 12

’s POV

Já havia se passado uma semana desde o nosso “acampamento desastre” em Petrópolis, e algumas coisas haviam mudado desde então. e Harry haviam parado de brigar um pouco. e Louis não estavam mais tão íntimos, e havia se distanciado um pouco de . e Liam agora viviam juntos, de conversinha pelos cantos. e Zayn tinham virado amigos, ficavam conversando e tinham uma sintonia incrível, como eu havia visto somente em poucos casais. Louis não havia gostado nem um pouco disso. Ou seja, as coisas estavam cada vez mais complicadas entre os “casais” formados pela minha imaginação fértil. Mas até que seria legal ver todos eles juntos e felizes. Imagine só: e Liam juntos conversando sobre os planos para o futuro. e Louis rindo descontroladamente sobre algo que ele havia dito e se beijando logo em seguida. e Zayn imaginando sua próxima viajem para o exterior talvez para conhecer os pais de Zayn. e Harry juntos, sem briga, apenas em um canto conversando e se beijando como bons namorados. E eu... Bem, eu poderia estar com o Nando agora, talvez fazendo o que imaginei os outros fazendo, sendo apenas uma boa namorada ao lado do garoto que eu gosto. Sim. Eu gosto do Fernando. No começo, eu só olhava para ele, mas era só admiração, afinal, Nando era sempre tão bem vestido, seus cabelos pretos e curtos eram impecáveis, seus olhos cor-de-mel grandes eram brilhantes como um diamante. Ok, já chega se não daqui a pouco vou ficar muito melosa.
– Oi ! – Disse Niall chegando ao meu lado. Espera, ainda tinha o Nini nessa história, com quem ele poderia ficar? – . – Ele passou a mão por meus olhos me acordando de meu transe. – Você está bem?
– Ah, oi Niall. Estou sim, só pensando um pouco. – Eu disse.
– E eu posso saber o que essa sua geniosa cabecinha estava pensando?
– Estava pensando em como tudo mudou desde o acampamento. – Eu disse e Niall sorriu da maneira mais sincera que eu já havia visto. Quando cheguei à Westwide High School, todos haviam falado mal de Niall, diziam que ele era chato e insuportável, e talvez ele fosse assim mesmo com os outros, mas comigo nunca foi assim, comigo ele sempre fora doce e gentil. Talvez eu que tivesse criado esse novo Niall Horan.
– É verdade, acho que eu nunca vi a e o Harry sem brigar por tanto tempo. – Niall disse, e me despertou uma curiosidade.
– Niall, o que você sabe sobre a e o Harry? – Eu perguntei curiosa, e confesso que sou um pouco demais. – Porque eles se odeiam tanto?
– Eu sei o que todos sabem, que eles tiveram um relacionamento há muito tempo. Só isso!
– Tem mais coisa nessa história, a não odiaria o Harry só por... – Eu parei e dei um longo suspiro, me sentindo um pouco tonta. Acabei ficando fraca e cambaleei em cima de Niall, e ele me segurou.
, você está bem?! – Ele perguntou me segurando.
– Eu estou... – A partir desse momento, só me lembro de ficar com a visão turva e depois tudo se apagar. Eu desmaiei nos braços de Niall.

Niall’s POV

Estava conversando com , quando de repente, ela fica fraca e começa a cambalear.
, você está bem?! – Eu perguntei a segurando.
– Eu estou... – Ela ia completar a frase, mas acabou caindo, ou melhor, desmaiando em meus braços. Meu Deus, o que será que estava acontecendo com a minha !
! – Eu a levei até um dos bancos mais próximos e a deitei, logo o pessoal chegou perto de mim.
– Niall, o que aconteceu com ela?! – Liam estava preocupado, ele era mesmo muito ligado a sua prima.
– Não sei, nós estávamos conversando e ela ficou fraca e desmaiou. – Eu disse rápido, ainda sem tirar os olhos do rosto sereno de , ela parecia uma princesa dormindo, e por um momento, eu tive vontade de beija-la para fazê-la acordar, assim como nos contos de fadas, mas isso não era um conto de fadas.
– Ué Nini, dá nela o beijo do amor verdadeiro e a acorda. – Não falei que eles tão lendo meus pensamentos? – Não enche Nando, isso não é hora para brincadeira.
– O Niall tem razão, temos que levar a para um hospital. – Disse Liam já a pegando no colo, e se ele não fosse seu primo eu com certeza não deixaria.
– Pra que hospital, tem um jeito bem mais fácil de resolver as coisas. – disse impedindo Liam de pegar no colo.
Depois, pegou uma garrafa de água em sua mochila e despejou em , a fazendo acordar atordoada.
– Ótima , agora a garota tá encharcada. – Disse . E até que não era nada mau ver assim, toda molhadinha, se é que vocês me entendem.
– Melhor do que desmaiada. – rebateu.
– O que aconteceu? – Perguntou se sentando no banco com Liam ao seu lado.
– Não lembra do que aconteceu? – Nando perguntou.
– Claro que não, se não ela não estaria perguntando. – Eu dei um tapa em sua cabeça e os outros riram.
– Mas afinal, o que aconteceu? – Perguntou um pouco irritada.
– Você ficou fraca e desmaiou. – Eu disse, explicando.
– Aposto que isso foi pelos 2 pacotes de rosquinha que você comeu antes de vir para escola. – Liam disse rindo. Acabo de encontrar alguém que come tanto quanto eu, era mesmo minha alma gêmea.
– De novo... – Disse baixinho, mas eu estava próximo a ela e pude escutar.
– Como assim “De novo...”? – Eu perguntei. – Isso já aconteceu antes? Quantas vezes?
– Não Niall, isso não aconteceu. – me olhou, mas estava claro que ela não falava a verdade, aquilo já havia acontecido antes e não havia contado a ninguém.
– Temos que ir a um hospital saber o porquê você desmaiou. – Disse .
– Não , eu estou bem, não vou a hospital algum. – se levantou, passando a mão por seus cabelos tentando enxuga-los, sorte que ela só havia molhado parte da blusa, pescoço e cabelos. – Agora, se me dão licença, eu preciso ir para minha aula.
saiu andando em direção ao prédio, e logo todos foram atrás dela, menos Liam que estava sentado de cabeça baixa, pensativo olhando para o nada. Eu me sentei ao seu lado e coloquei a mão em seu ombro.
– No que está pensando? – Eu perguntei.
. – Ele me olhou com uma expressão preocupada. – Não é mesmo a primeira vez que ela desmaia depois de comer, isso já aconteceu há uma semana e eu a ajudei, mas não sei se foi à primeira vez.
– Acha que ela pode estar com bulimia ou anorexia? – Eu disse preocupado e Liam riu. Mas afinal, porque ele estava sorrindo? O problema era sério!
– Claro que não. Se tiver uma coisa que preza na vida é comida, ela não teria um problema alimentar.
– Então o que acha que pode ser?
– Não sei, um médico poderia nos dizer, mas tem pavor de hospital desde que ficou internada lá quando era criança. As únicas pessoas capazes de fazer ela ir a um hospital são Flávio e Júlia, os pais dela, mas eles moram em Buenos Aires. – Mas nós temos que fazer ela ir ao hospital, pode ter algo grave. – Eu falei preocupado e Liam finalmente levantou a cabeça e colocou a mão em meu ombro.
– Gosta mesmo da minha prima, não é Niall? – Ele deu um sorriso caloroso.
– Eu amo a , nunca gostei de ninguém como eu gosto dela. – Eu baixei minha cabeça. – Mas ela só me vê como amigo. – Eu posso te ajudar, mas quero algo em troca. – Liam mudou seu olhar para frente e eu o segui. . Ele estava olhando para , a patricinha chata a quem tanto admirava. Como ele poderia me ajudar se nem mesmo via que a gosta dele? – Eu quero que você me ajude com a .
– Liam, eu agradeço que queira me ajudar, mas eu não vou te ajudar com .
– Porque não? – Liam me olhou surpreso, como se ele não soubesse o porquê.
– Porque você merece coisa melhor. Liam, a não é a garota certa para você, ela é chata e arrogante. – Eu disse sincero.
– Os opostos se atraem, sabia? – Ele disse em sua defesa.
– Nos livros de romance sim, na vida real é diferente. Você tem que encontrar alguém que goste das mesmas coisas que você, que te entenda, como a... – Droga, falei demais, e só depois percebi o que eu fiz.
– Como quem Niall? De quem você tava falando? – E claro que o Liam não é burro e percebeu que falava de alguém, ele só é burro por não perceber de quem eu estava falando.
– Como a , Liam. A é apaixonada por você, será que nunca percebeu isso?
– Deixa de ser bobo Niall, é minha amiga, ela não está apaixonada por mim. – Ele pegou sua mochila e foi saindo. – Você ainda vai me dar razão, só espero que não seja tarde demais. – Eu disse para mim mesmo, depois o sinal tocou e eu fui até a sala de música, onde agora nós teríamos aula. Pelo menos isso para distrair um pouco minha cabeça do problema de , se é que isso é possível.

Louis’s POV

Depois da confusão no fim-de-semana, acabou que eu levei uma multa e fiquei sem poder dirigir por duas semanas. Mas é como dizem, há males que vem para bem, e se não fosse essa confusão toda talvez eu ainda estivesse distante de meu pai e ele continuasse bebendo. Depois de ele ter nos resgatado na delegacia, parece que tomou jeito e já faz algumas semanas que ele não bebe, além de estar procurando um emprego digno. Há tempos eu não vejo meu pai assim, bem, saudável, e muito feliz. Parece que finalmente eu vou ter minha família de volta.
– Louis, o que está fazendo ai? Se está esperando a , ela já foi de taxi. – Disse se aproximando de mim, que estava em pé no portão de saída, esperando minha carona.
– Eu não estou esperando a , aliás, nem de carro eu estou. – Eu respondi. – Fiquei sem poder dirigir por duas semanas.
– É verdade. Mas pensei que fosse com a sua mãe, e ela já saiu há muito tempo.
– Na verdade, eu estou esperando meu pai, ele ficou de vir me buscar com o carro. – Eu disse e não pude deixar de dar um sorriso.
– Vocês estão bem próximos, né Louis. – colocou sua mão em meu ombro, como uma verdadeira amiga, apesar de eu querer bem mais que isso dela.
– Muito. Meu pai está melhorando a cada dia, ele está voltando a ser o pai perfeito que ele era. – me abraçou, como se quisesse me confortar ou confortar a si própria. Ela sabia o que era não ter um pai o seu lado, por isso sempre me disse para dar valor ao meu, porque um dia eu podia perdê-lo. e Fernando perderam o pai em um acidente de avião há 5 anos, desde então sua mãe, Helena, deu a eles todo o amor de que eles precisavam, bem diferente da minha, que depois da morte de Catarina só se distanciou ainda mais de mim, mas pelo menos agora ela não faria tanta falta, porque eu teria meu pai de volta.
– Isso é bom, muito bom mesmo Louis. – Ela me soltou, mas como eu queria que aquele abraço continuasse. – Aproveite o maior tempo possível com ele.
– Pode ter certeza que sim. – Eu sorri. Logo eu ouvi um som de uma buzina, olhei para o lado e lá estava meu pai encostado no carro, olhando para mim e .
– Oi . – Ela acenou.
– Oi tio João. – Ela acenou de volta e depois olhou para mim. – Tenho que ir Lou, o Nando deve estar me procurando. Até amanhã.
Ela saiu à procura de Nando e eu entrei no carro junto com meu pai e seguimos para casa.
– Você gosta mesmo da , não é meu filho? – Disse meu pai ainda encarando a estrada. Mas como, até meu pai tinha percebido isso e a não? Tenho que concordar com os meninos, ela é mesmo muito lerdinha.
– Como eu nunca gostei de outra pessoa pai. – Eu disse sincero q meu pai me encarou. – Eu amo a .
– E porque nunca contou isso a ela?
– Porque eu tenho medo. Vai que ela não goste de mim e...
– Ou vai que ela goste de você e só esteja esperando sua iniciativa. – Meu pai me interrompeu. – A vida me ensinou a ser otimista filho, e você também tem que aprender a ser assim, sempre pensar no melhor e não no pior. E mesmo se não der certo, pelo menos você pelo menos tentou, e não foi um covarde com medo de tentar.
Meu pai estava certo, eu tinha que tentar me aproximar de . E se ela gostasse de mim? E se ela também me amasse e tivesse medo de contar? Eu tinha que falar com a , eu vou dizer a ela tudo o que eu sinto. Eu vou lutar por ela com todas as minhas forças. A ainda vai ser minha.

’s POV

Eu estava no meu quarto, deitada em minha cama lendo “Um Homem de Sorte” que a havia me emprestado e comendo alguns cupcakes que eu havia comprado na volta da escola. Sim, eu como demais, sei disso, e todo mundo me diz que tenho que parar com essa mania de atacar tudo o que eu vejo pela frente, mas fazer o que se eu gosto de comer... Ai, que dor de barriga, acho mesmo que eu tenho que seguir os conselhos dos outros e parar de comer tanto porque isso me faz mal e... Ai meu Deus, eu vou vomitar, deixei meu livro no lugar onde estava e corri para o banheiro de meu quarto, despejando tudo no vaso sanitário e dando descarga. Fui lavar minha boca e me olhei no espelho, eu estava branca e minha cara estava bem quente, quase como se eu estivesse com febre, mas eu não estava sentindo frio, então não estava com febre. Alguma coisa estava acontecendo comigo, primeiro: eu desmaiei a algum tempo e por sorte Liam me ajudou. Segundo: hoje eu desmaiei de novo na escola. Terceiro: eu não comia nada sem que uma dor muito forte me atingisse na barriga. E quarto: agora eu estava vomitando como uma anoréxica. O que será que eu tenho?
, abre a porta, eu quero falar com você. – Despertei de meus pensamentos quando ouvi batidas na porá e a voz de Paulo, meu irmão mais velho.
– Já estou indo. – Eu limpei meu rosto e fui até a porta. Meu irmão entrou assim que eu abri e sentou em minha cama. – O que quer falar comigo?
– Senta aqui. – Eu sentei ao seu lado na minha cama e ele me olhou como somente um irmão pode olhar. – O Liam me contou que você desmaiou hoje na escola e que não foi a primeira vez.
– O Liam não devia ter te contado isso, foi só te preocupar com coisa besta. – Eu me levantei.
– Ele fez muito bem em me contar. – Ele também se levantou segurou em meus ombros, ficando eu minha frente. – E isso não é coisa besta, isso é sério, você precisa ir ao hospital e fazer os exames.
– Eu não vou ao hospital coisa nenhuma. – Eu me soltei. –Você sabe que eu não gosto de hospitais. Eu estou bem Paulo. Ele me abraçou, como me abraça quando eu era criança e tinha algum pesadelo. Paulo era um grande irmão, quando meus pais decidiram ir para Buenos Aires cuidar da empresa que meu pai tinha herdado , ele me incentivou a ficar e disse que cuidaria de mim. Eu tinha mesmo muita sorte de ter os três garotos mais especiais do mundo cuidando de mim. Liam, Joaquim e Paulo, meus três anjos da guarda.
– Eu não vou insistir. Mas se voltar a sentir alguma coisa me avise, eu vou cuidar da minha pequena. – Ele me deu um beijo na testa e saiu do meu quarto. Eu não tinha mesmo nada grave, sabia disso, devia ser esse calor infernal do Rio de Janeiro misturado com minha gula excessiva, mas não é nada grave, seu sei disso.
– Será que eu sei mesmo? – Disse para mim mesma.

Harry’s POV
Acabo de chegar em casa, devem ser umas 9 da manhã. No dia anterior eu tinha ido a uma festa, e acabei dormindo na casa de Zayn, meu melhor amigo e companheiro de todas as festas. Meu pai não estava em casa, ele não costuma estar de manhã em casa, e eu já me acostumei com isso, mas havia alguém em casa, constatei isso assim que ouvi alguém mexendo em meu quarto. MEU DEUS, UM LADRÃO!! Eu fiquei em desespero, logo peguei um guarda-chuva que encontrei por ali e entrei no quarto, e logo o “ladrão” gritou, e eu acabei gritando também. Não era um ladrão, era uma menina, muito bonita, diga-se de passagem. Foco Harry, foco. Quem é essa garota? E o que faz no meu quarto? Mexendo nas minhas coisas?
– Quem é você? O que faz aqui? Porque está mexendo nas minhas coisas? – eu disso rápido, ainda com o guarda-chuva em mãos, e a menina apenas sorria descontroladamente, e aquele sorriso não me era estranho...
– Calma Harry, me deixa explicar. – ela sabia meu nome? E aquela voz também não era estranha – Eu sou a , ou melhor , a sua irmã mais nova. O George não avisou que eu vinha?
Claro, era a , ou melhor , a minha irmãzinha querida. Como eu pude me esquecer dela, e como o papai não me avisou que ela voltaria, aliás, porque ela voltou?
, o que você está fazendo aqui maninha? – eu disse lhe dando um forte abraço.
– Nossa, quanto tempo não me chamavam assim, – esse era um apelido de infância, apenas os parentes a chamavam assim, pro resto, era ou . – A mamãe casou de novo, como você sabe, e o marido dela, Max, é muito chato, por isso eu decidi voltar, eu vou morar com vocês.
Não acredito que o papai não me avisou que a estava voltando. Ele sabia o quanto eu tinha vontade de reencontrar minha irmã, só não lembrava que ela era tão linda. Mas ainda tinha uma pergunta, o que ela está fazendo no meu quarto?
– Bem, o George me deixou aqui e foi pra gravadora, disse que voltava logo, então já que estava sozinha, decidi arrumar um pouco o seu quarto, que está uma bagunça – pronto, mal chegou na minha casa e já tá querendo mandar. Mulher é tudo igual mesmo. – Inclusive, essa guitarra está...
- Não toque na minha guitarra! – eu a interrompi, mas era por uma boa causa. Essa guitarra era muito especial, meu pai trouxe de Nova Iorque autografada pelo Chris Martin, do Coldplay.
- Nossa, não lembrava que meu irmão era tão egoísta – disse ela cruzando os braços.
- E eu não lembrava que tinha uma irmã tão chata!
- Arrogante!
- Mandona!
- Grosso!
- Bem, pelo visto já se conheceram né – disse meu pai na porta do quarto.
– Infelizmente sim! – disse .
– Pai, porque não me avisou que a vinha pra cá? – eu disse com raiva e ainda agarrado em minha guitarra.
– Eu te avisei sim, mas você estava distraído demais pra prestar atenção.
– Bem, já que o senhor está aqui, porque não me mostra meu quarto? – disse já saindo do meu.
– Esse é um outro problema – meu pai disse receoso, com certeza não era coisa boa – Essa casa só tem dois quartos, e você vai ter que dormir com o Harry.
– O QUÊ!??! – nós dissemos juntos.
– Não, eu não vou dormir com ela! – eu disse.
– Nem eu – disse – George, será que não tem outro lugar, sala, cozinha, garagem, banheiro...
– Tem um lugar sim, mas está uma grande bagunça, não sei se... – o interrompeu.
– Eu aceito, qualquer lugar é melhor do que este quarto, mas que lugar é esse?
– A toca – meu pai disse indo em direção a cozinha.
A toca era um cômodo subterrâneo que tinha passagem pela cozinha. Eu e meu pai usávamos aquilo como depósito, então estava cheio de bagulhos e poeira, com certeza minha irmãzinha mimada não aguentaria um dia ali. Assim que entramos, meu pai ligou a luz e logo podemos ver os bagulhos, eu dei um sorriso e olhei pra mim, mas ela também sorria, como pode, ela teria que limpar um cômodo inteiro e estava feliz? Essa menina era mesmo louca.
– É isso a grande bagunça? – ela riu – Vai ser muito fácil.
– Que bom que você gostou, agora eu vou preparar o almoço.
George saiu e começou a olhar o lugar, enquanto eu sorria.
– Duvido que você consiga arrumar isso sozinha – eu disse.
– E porque não? – ela disse, ainda olhando as caixas.
– Você é uma garota.
– E daí, eu garanto que posso deixar isso bem mais arrumado do que você deixa aquilo que você chama de quarto.
– Então boa sorte, marrentinha – eu disse saindo da “toca”.
– Eu não preciso de sorte, playboy, eu tenho inteligência – pude ouvir da cozinha.
Eu não podia acreditar que senti falta da minha irmã, que garota chata e mandona, viver com ela seria um tédio, sem falar que ela tem jeito de ser nerd e certinha, e as roupas que ela usa, tudo bem, até que são maneiras, mas pra um homem, uma garota tinha que usar roupas mais femininas. Mas ela não é problema meu, e sim do meu pai, agora eu tinha que aproveitar meu último dia de férias, amanhã voltaríamos às aulas. Escola, a única droga que não vicia, ô coisinha chata, mas pelo tinha uma parte boa, meus amigos, minha namorada, sem falar que quem mandava naquela escola era eu. Digamos que eu era o tipo popular, e isso era um grande privilegio.

’s POV
Eu estava muito ansiosa pra reencontrar George, ou melhor meu pai, passei anos sem chamá-lo assim e agora será difícil me acostumar. Eu também queria muito reencontrar meu irmão, eu lembrava dele como um garoto sem frescuras, que amava correr e se sujar quando éramos crianças, agora ele deu chilique só porque eu peguei na guitarra dele, sem falar que pela maneira que ele chegou, com certeza teria acabado de voltar de uma festa, ou seja, meu irmão era tudo o que eu mais odiava: um playboyzinho arrogante que se acha só porque tem dinheiro. E depois vem me chamar de marrenta e falar da minha roupa. Eu não sou marrenta, só tenho opinião própria, me desculpe se ela é diferente da sua, mas eu não nasci pra agradar ninguém.
Depois de Harry sair e me deixar sozinha em meu quarto, se é que aquilo pode ser chamado de quarto, parecia mesmo uma toca, cheia de caixas certamente sem utilidade, poeira e várias coisas velhas, mas era bem grande, certamente depois de arrumado ficaria lindo, então decidi nem perder tempo. Abri várias caixas pra ver o que poderia querer e vi que tinha muito coisa como peças de computador, celulares antigos, instrumentos musicais velhos, enfim, muita coisa que envolvia tecnologia, e isso muito me interessava.

Capítulo 13

’s POV


Eu estava mal. Bem mal. Eu vim para o Brasil, mas ainda mantinha contato com minha mãe, ela era minha protetora e eu nunca me afastaria dela. A última vez que falei com ela foi por telefone há uma semana atrás, e não foi bem com ela, foi com Max, o marido mala dela que eu não suportava, e ele me disse que minha mãe estava internada com uma pneumonia muito grave e que ele estava preocupado com ela, até havia se distanciado do time de beisebol para cuidar dela, e isso eu tenho que admitir que foi bem legal da sua parte. Quando ele me disse, eu tive vontade de ir para lá pra ficar com ela e ver como ela estava, pois sabia que minha mãe tinha uma saúde frágil, mas infelizmente eu não podia, estava quase no meio do ano letivo, época de provas e viajar agora seria o mesmo que dar oi para a reprovação. Eu estava bem preocupada, então decidi conversar com a única pessoa que me entenderia de verdade: Liam!
– Aonde você vai? – Perguntou Harry assim que eu passei pela sala.
– Vou sair, preciso arejar a cabeça.
Eu saí já com destino certo. Peguei um taxi e fui em direção ao Jardim Botânico, o bairro onde Liam morava e certamente o meu preferido no Rio de Janeiro, principalmente pelas árvores e plantas que nele haviam, me trazia uma sensação de paz e calma, exatamente o que eu precisava nesse momento. Demorou uns 10 minutos para chegarmos, eu paguei o taxi e fui até a casa de Liam. atendeu assim que eu bati na porta.
– Bia! Que supressa você aqui! – Ela disse com um sorriso e me dando espaço para eu entrar.
– Oi , o Liam está? – Eu perguntei um pouco apreensiva.
– Está sim, está no quarto dele, certamente jogando. – Ela riu.
– Eu vou até lá. – Eu segui pelo corredor ao lado da sala até o quarto de Liam. Assim que abri, vi que ele estava mesmo no computador, viciado que nem eu, e essa não era a única coisa que tínhamos em comum. Nós dois adorávamos ler, éramos quase sempre responsáveis pelos outros, adorávamos Toy Story, gostávamos de assistir filmes, odiávamos colheres, gostávamos de cachorros, éramos inteligentes, modéstia a parte, e nós dois éramos acima de tudo muito companheiros, capazes de fazer tudo pelos amigos, mas tínhamos uma coisa em comum que eu adorava: éramos intensos ao extremo, quando queríamos uma coisa nos entregávamos de corpo e alma para aquilo e éramos capazes de fazer qualquer coisa pelos nosso sonhos, e na vida eu conheci pouquíssimas pessoas assim. Acho que por isso que acabei me apaixonando perdidamente por ele.
– Liam. – Eu disse e ele me olhou. – Posso entrar?
– Claro Bia, entra. – Ele disse saindo do computador e vindo para perto de mim. – Não esperava você aqui.
– Nem eu esperava vir aqui hoje, mas é que... – Eu estava um pouco triste e acabei deixando uma lágrima cair, e Liam segurou em meus ombros, e eu, por impulso, o abracei da maneira mais forte que podia. Naquele momento, eu precisava muito dos braços de Liam me afagando. – Eu preciso tanto de um amigo.
– O que aconteceu? – Ele disse tirando um pouco de cabelo que havia em meu rosto e ajeitando minha cabeça em seu peito ainda apertando suas mãos por minhas costas.
– A minha mãe está doente e internada em estado grave, e pode piorar e até morrer, eu... – Não conseguia falar mais nada, apenas chorava desesperadamente.
– Acalme-se Bia, tudo vai ficar bem. – Ela dizia com a calma necessária para acalmar qualquer um, mas eu não conseguia me acalmar.
– E se não ficar bem? E se ela piorar? E se... – Eu ia completar, mas Liam segurou meu rosto em suas mãos e o olhou em meus olhos.
– Vai ficar tudo bem. – Ela soltou meu rosto e pegou em minhas mãos, me guiando para fora do quarto. – Vem comigo.
– Para onde está me levando? – Eu disse enquanto passávamos pela sala para fora da casa.
– Aposto que você vai gostar. – Nós saímos da casa e Liam foi me levando até um prédio abandonado que havia há duas quadras de sua casa. Apesar de estar abandonado, não estava tão velho, apenas com sua pintura saindo. Ele abriu o portão que havia e entramos, subimos correndo pelas escadas até chegar ao último andar, depois subimos por mais uma escada de emergência e finalmente chegamos, o ponto mais alto do prédio, de onde se dava de ver boa parte da cidade. Era uma vista maravilhosa, dava para ver a praia, as montanhas, o Pão de Açúcar e até o Cristo Redentor. Agora sim eu pude me acalmar, ainda mais com Liam me abraçando de lado.
– E então, o que achou? – Liam me perguntou enquanto eu ainda apreciava a vista.
– É perfeito. – Eu disse me virando e olhando para Liam, que agora sorria da maneira mais simples que eu já havia visto, mas ainda sim era a maneira mais linda que alguém podia sorrir. – Como encontrou esse lugar?
– Estava andando por aqui há algumas semanas e decidi entrar para ver o que tinha nesse prédio, e descobri essa maravilha. – Ele apreciou a paisagem enquanto que ainda encarava seu rosto, até que ele voltou a me olhar. – Está se sentindo melhor?
– Um pouco. É que eu sempre fui muito ligada a minha mãe e ela estar doente me deixou preocupada. Mas você me ajudou, obrigada. – Eu não resisti e abracei Liam novamente, depois o soltei, e vi que ele estava pensativo. – O que foi?
– É que o Niall me disse algo sobre você que me deixou intrigado, mas eu sei que não é verdade. – Ele passou a mão pelos cabelos, como quando estava nervoso e foi saindo de perto de mim.
– O que o Niall disse? – Eu perguntei irritada de braços cruzados. Seja lá o que o Niall tinha falado de mim, ele ia engolir as suas palavras.
– Ele me disse que você estava apaixonada por mim. – Liam disse e deu um sorriso de canto nervoso. Não acredito, EU MATO O NIALL!! Como é que ele diz uma coisa dessas pro Liam?! Essa não era a hora certa para contar. E agora, o que eu ia fazer?
– Eu apaixonada por você? – Eu dei um pequeno sorriso tentando disfarçar. – De onde ele tirou isso?
– Pois é, eu disse a ele que isso era um absurdo, até porque somos amigos e nunca ficaríamos juntos, não é? – Liam conseguiu dizer com toda a naturalidade do mundo as três palavras que me despedaçaram: “nunca ficaríamos juntos”.
– É, claro, nós somos amigos. – Eu dei um sorriso nervoso. – Liam, eu tenho que ir, tenho muita coisa para fazer em minha casa. E obrigada, você me ajudou muito.
– Não precisa agradecer, é isso que os amigos fazem. – Ele piscou para mim.
Eu desci as escadas correndo, rezando para chegar logo na minha casa. Eu nunca quis tanto ficar longe de Liam como agora, aliás, acho que eu nunca quis ficar longe dele, eu sempre quis estar perto dele, eu me sentia segura assim, mas agora eu estava triste, envergonhada, com raiva, decepcionada, e todos os outros adjetivos que definam estar mal, bem mal. Liam hoje fez questão de deixar bem claro que somos amigos e que não passaremos disso. Sinceramente, agora mais do que nunca a minha vontade era pegar um avião e voltar para Nova York.

’s POV

Eu estava no meu quarto, tentando escolher a melhor roupa para ir ao meu “encontro” com Louis. Eu não sei bem se era um encontro, ele só havia me chamado para ir à sorveteria, e isso é comum entre amigos, mas estranho foi a maneira como ele falou ao telefone, ele estava nervoso, mas feliz ao mesmo tempo, parecia que tinha algo de muito importante para me falar, e seja lá o que for, eu estou muito curiosa para saber. Finalmente encontrei uma r roupa adequada para um dia calor como o de hoje e fiz uma trança de lado em meu cabelo, ainda bem que semana que vem o outono estava chegando, e o tempo iria amenizar um pouco, não vejo a hora de voltar a usar minhas roupas de frio.
– Mãe, estou saindo. – Eu disse enquanto passava pela sala. Minha mãe estava sentada, lendo algumas revistas, a única coisa que ela fazia à tarde quando não ia para corretora trabalhar.
– Aonde você vai tão linda? – Ela perguntou.
– Vou tomar sorvete com o Louis, e não estou linda, é só uma roupa básica.
– Tomar sorvete com o Louis, isso é ótimo , quem sabe assim vocês dois não acabam juntos, o Louis até poderia assumir a empresa, porque se depender de seu irmão, estamos falidos. – Minha mãe disse. Ela era sempre assim, sempre deu muito valor ao dinheiro, por isso sempre me disse para arrumar um namorado rico, que pudesse me sustentar sem eu ter que trabalhar, e até que a ideia de não ter que trabalhar me animava, mas eu não ia viver a minha vida toda dependendo de um homem, por isso nem eu nem o Nando aceitávamos as ideias dela.
– Mãe, põe uma coisa na sua cabeça: o Louis é meu amigo, e eu não me importo se ele é rico ou não, eu não vou namorar alguém pelo dinheiro. – Eu disse pausadamente.
– Então minha filha, se decidir namorar alguém pobre, nem me apresente, porque eu tenho alergia à pobreza. – Isso era o que ela sempre dizia. Uma vez, Nando trouxe para jantar uma namorada sua que era de classe média, sabe o que minha mãe fez? Chamou os seguranças para expulsar a garota dizendo que ela era uma empregadinha e que não tinha o direito de estar em nossa casa. Minha mãe podia ser boa em muitos aspectos, mas era muito preconceituosa, isso eu tenho que admitir.
– Melhor eu ir antes que comece uma discussão aqui.
Eu saí de casa em direção à sorveteria que ficava perto do meu condomínio, então preferi ir andando mesmo. Assim que cheguei, Louis já estava sentado em uma mesa mexendo sua perna freneticamente, parecia ansioso, mas levantou e abriu um grande e caloroso sorriso assim que me viu. Confesso que fiquei um pouco envergonhada só por ele ter sorrido daquele jeito.
– Que bom que você veio! – Ele disse assim que eu me sentei e ele sentou em minha frente.
– Claro que eu viria, não perderia um momento com você por nada. – Eu disse. – Mas então, já pediu seu sorvete?
– Não, estava esperando você chegar. – Ele disse. – E aposto que você vai pedir cascão de limão com morango, certo?
– E você vai pedir Banana Split com sorvete de flocos. – Era sempre assim, sempre que saímos juntos eu e Louis sempre pedíamos os mesmos sorvetes desde crianças.
– Sempre acertamos. – Louis riu, depois chamou a atendente e pediu nossos sorvetes, que demoraram cerca de 7 minutos pra chegar, e eu já ataquei o meu assim como Louis, nós éramos mesmo iguais em muitos aspectos, acho que por isso eu acabei me tornando amiga dele.
– Então Louis, o que você queria tanto falar comigo? – Eu disse e percebi que ele ficou um tanto quanto nervoso. Mas afinal de contas, o que de tão importante ele tinha para me falar?
– É que é meio difícil de falar, eu não sei exatamente por onde começar.
– Porque não começa do começo? – Eu disse fazendo Louis rir.
– Ok, então vamos lá. – Ele respirou fundo e começou. – Lembra quando a gente se conheceu?
– Claro que lembro, nós tínhamos oito anos e você foi com sua mãe até a corretora. – Eu disse me recordando como se fosse hoje.
– Pois é, e assim que eu cheguei logo olhei para a garotinha que estava sentada triste e chorando em um canto. – Ele disse me olhando fundo nos olhos.
– Eu não queria ir para a corretora naquele dia, por isso fiquei daquele jeito.
– Lembra do que eu te disse?
– Sim, você chegou perto de mim, levantou minha cabeça e disse: “Não chora menina bonita” – Eu disse rindo logo em seguida, tinha sido mesmo uma cena muito engraçada de se ver. – Desde então nossas mães viraram amigas, e nós também. – Eu peguei em sua mão que estava em cima da mesa, e ele logo abriu um sorriso.
– E até hoje minha opinião não mudou, você continua sendo uma menina bonita.
– Louis, eu...
– Espera, eu preciso te falar uma coisa – Louis me interrompeu, o que será de tão importante ele tinha para me falar? Eu estava ansiosa e curiosa como sempre. Ele colocou sua outra mão por cima da minha, respirou fundo e disse: – Quando eu te vi pela primeira vez, com somente oito anos, eu realmente te achei uma garota bonita e só, mas a gente foi crescendo, fomos nos aproximando, e aquele sentimento foi aumentando dentro de mim, até se transformar no que eu sinto hoje.
– Isso o que? – No fundo eu sabia exatamente o que era, mas eu queria ouvir dele, eu queria ouvir Louis dizer o que realmente queria.
– Em amor. – Ele disse sorridente. – Eu te amo , amo de um jeito que eu nunca pensei gostar de alguém.
UAU! Eu realmente já sabia o que Louis queria me dizer, mas nunca pensei que uma declaração de amor do meu melhor amigo fosse me abalar tanto. Ouvi-lo dizendo aquilo realmente me deixou feliz, mas confusa, afinal, eu não sabia o que EU sentia pelo Louis, a única coisa que eu sabia era o que queria sentir por ele.
. – Louis me balançou, já em pé ao meu lado. – Você está bem?
– Melhor impossível! – Eu sorri e de repente um impulso tomou conta de mim, eu me levantei e beijei Louis da maneira mais intensa e pura que podia. O beijo dele era calmo e único, era de um jeito indescritível, maravilhoso, perfeito. – Eu aceito ser sua namorada.
– Mas eu nem te pedi em namoro. – Louis me olhou surpreso e depois nós sorrimos. – Ok, agora eu vou fazer isso da maneira certa. – Louis se ajoelhou e pegou em minha mão. Meu coração disparou no mesmo instante, eu fiquei estática, realmente não sabia o que fazer, era como se eu tivesse ficado hipnotizada por aqueles olhos azuis dele e naquele seu sorriso tão sincero e tão único. – , você aceita namorar comigo?
– SIM!! – Eu gritei e ele no mesmo instante se levantou e começou a me girar no ar enquanto me beijava. Aquilo era o começo da nossa maravilhosa relação que eu tenho certeza que será perfeita assim como o sorriso do meu novo NAMORADO!!!!

Capítulo 14

Harry’s POV


SEXTA-FEIRA! É tão bom te encontrar de novo sua linda, como você está? Porque eu estou ótimo, se melhorar estraga, principalmente porque hoje eu recebi de volta a minha tão amada mesada. Meu pai resolveu me liberar do castigo de um ano sem dinheiro porque diz que eu fiz um ótimo trabalho na reconstrução e mereço, e até mesmo a Bia me elogiou dizendo que eu merecia mesmo a mesada. Sexta-feira, você nunca foi tão linda e radiante.
– Posso saber o motivo de tanta alegria, Harry? – Disse sentando ao meu lado na mesa. Eu estava na escola, conversando com o pessoal, meus melhores amigos agora, eu realmente nunca poderia imaginar que um dia estaria sentando tão feliz ao lado das pessoas que eu sempre humilhei. A vida realmente dá voltas.
– Ele tá assim porque recebeu de volta mesada dele. – Bia disse.
– Mas ele mereceu, o trabalho dele foi bem feito. – Disse .
– Mas não esquece que o estrago foi maior que o trabalho que ele teve. – Bia rebateu, ela me elogiar tava mesmo bom demais para ser verdade.
– Será que dá para vocês pararem de falar de mim como se eu não estivesse aqui? – Eu disse. – Sim, eu recebi minha mesada de volta, e finalmente vou poder comprar novamente meu violão.
– Harry e sua fissura por instrumentos musicais que ele nunca usa. – disse rindo, era mesmo, eu tinha um armário cheio de instrumentos musicais, alguns eu nem usava, nem sabia tocar, mas meu pai sempre comprava em suas viagens de trabalho, então eu guardava.
– É verdade, ele tem até harpa naquele armário, e aposto que nem sabe tocar. – Bia riu.
– Eu sei tocar harpa, meu pai me ensinou quando eu era criança. – Disse Niall.
– Pronto, agora não falta mais nada: Niall é oficialmente um anjo. – Eu disse e os outros riram.
– Só que eu nunca vi um anjo comer tanto quanto o Niall. – Liam disse.
– Falando em comer, eu estou com uma dor de barriga. – disse e passou a mão pela barriga.
– Também, depois dos três pacotes de batata frita e de um litro de refrigerante, devia estar assim mesmo. – Disse .
– VOCÊ COMEU TUDO ISSO?!?! – Eu disse assustado. Poxa, COMO CABIA TANTA COMIDA NAQUELA GAROTA?!
– E isso sem falar no cereal com Toddynho que ela comeu hoje no café-da-manhã. – Disse Liam. Agora eu acredito em buraco sem fundo, porque o estomago dessa menina é assim, com certeza. (n/a: já sei o que dizer quando eu encontrar o Nini pela primeira vez).
– Pessoal, me dão licença, eu preciso ir ao banheiro. – disse e depois saiu correndo.
– Isso já está passando da hora, temos de leva-la a um médico. – Niall disse preocupado.
– É verdade, agora ela não pode comer nada que vomita ou sente uma dor forte na barriga. – Liam disse olhando para o nada, certamente pensando em sua prima.
– Deve ser só uma infecção intestinal por algo que ela comeu. – Eu disse, tentando amenizar a situação.
– E considerando o fato de que ela come muito, essa ideia é bem provável. – Disse .
– Fica tranquilo, não é nada Mr. Woody. – Bia disse sorrindo e colocando a mão em cima da de Liam, que estava em cima da mesa. Parece que minha irmãzinha está cada vez mais apaixonada pelo nerd, e o pior que ele nem nota isso, porque está de olho em alguma garota que eu não sei quem é, mas que eu teria o maior prazer de espancar até ir para o hospital, porque querendo ou não, era minha irmã, e ela conseguia ser uma ótima companheira quando queria. Vê-la sofrendo era uma coisa que eu não gostava.
– Oi pessoal! – Disse o Nando sentando ao lado de e lhe dando um cheiro no pescoço, coisa que ela odiava, Nando adorava irritar os outros tanto quanto Louis, ele parecia mais irmão do Lou do que da .
– Oi Nando. – Disse Liam enquanto sentava novamente em seu lado.
– Onde está a ? – Perguntou .
– Está lá fora, conversando com o Louis. – Nando riu. – Agora eles tem muito o que conversar.
– Por quê? – Eu perguntei, não havia mesmo entendido o porquê do seu sorriso, e acho que ninguém entendeu.
– Ué, a não contou a vocês? – Ele disse e ficou confusa.
– Contar o quê? – Perguntou .
– O Louis não te disse? – Nando agora também estava confuso, ou melhor, tava todo mundo confuso, afinal quem tinha que contar o que para quem?
– Nando, para de enrolação e conta logo. – Disse Bia já impaciente.
– Acho melhor eles contarem a vocês. – Nós olhamos para trás e lá estavam vindo e Louis rindo e de mãos dadas. Eu voltei meu olhar e encontrei com a cara mais emburrada e decepcionada do mundo. Algo me diz que ela não vai gostar nada da noticia que os dois tem para dar, seja ela qual for (e eu acho que já sei qual é ).
– Oi pessoal. – Disse Louis quando chegou perto da mesa.
– Lou, conta logo, que novidade é essa que o Nando disse? – Niall disse impaciente, outro curioso que nem o Zayn.
– Fofoqueiro você enh Fernando? – Louis disse nos fazendo rir.
– Eu pensei que eles já soubessem, ou que você já tivesse contado pelo menos para . – Nando disse olhando para , que agora estava de braços cruzados e com uma expressão de raiva.
– É Louis, conta logo que segredo é esse que nem para mim você contou. – fez questão de deixar transparecer sua raiva.
– Calma , até porque agora a única pessoa que pode ter ciúmes de mim é a . – Louis disse sorrindo e dando um beijo na bochecha de . Não disse que sabia o que era.
– Bem pessoal, acho que vocês já perceberam, mas mesmo assim eu vou dizer. – disse. – Eu e o Louis estamos namorando.

Zayn’s POV

– Eu e o Louis estamos namorando. – Essa foi a primeira frase que eu ouvi de ao chegar perto da mesa dos meninos. Ela e Louis estavam abraçados, e assim que ela disse essa frase, eles deram um longo beijo, enquanto todos sorriam e batiam palmas, menos que parecia visivelmente incomodada assim como eu.
– Parabéns ao casal. – Eu disse me aproximando, fazendo Louis se virar para mim com um grande sorriso no rosto (assim como eu estaria se tivesse no lugar dele) e , que ficou com uma expressão até triste ao me ver, assim como eu estava por dentro. Eu não podia demonstrar que estava triste por , até porque todos sabiam que Louis gostava de desde criança, acho que por isso nunca tive coragem de me aproximar dela e dizer que estava interessado, ou melhor, que estava apaixonado por ela, e agora que eles estavam namorando, as minhas chances diminuíram bruscamente. Mas ainda não acabaram, eu só tinha que fazer isso do jeito certo.
– Oi Zayn, nem vi que havia chegado. – Disse Louis.
– Claro que não, estava ocupado aproveitando sua namorada. – Eu disse dando um tapinha no ombro de Louis e rindo, bom humor é menor maneira de disfarçar uma dor (n/a: momento “Filosofias de Malik, Zayn”).
– Pelo visto ouviu a conversa.
– Claro, dá para ouvir vocês dois se agarrando de lá de fora, segura essa força Lou. – Eu olhei para . – E segura essa garota, porque ela vale ouro. – Eu me perdi, nem sabia mais onde estava, olhava apenas para os olhos brilhantes de , tão brilhantes que poderiam acender cem estrelas que fossem, ou apenas iluminar o meu pequeno mundinho triste e sem vida...
– Eu sei, eu achei a garota certa. –... Mas ela havia escolhido iluminar outro mundo, o mundo do Louis.
– Chega vocês dois, se não daqui a pouco vou vomitar. – Disse Bia com o dedo na garganta em relação ao beijo que dava em Louis.
– Bia, você é a única garota que não gosta de romantismo. – disse. – Como você pode não gostar de uma cena linda dessas. – suspirava, e Niall, que estava ao seu lado também, mas cada um por seu motivo. Ela, suspirava pelo sonho de um dia ter um namoro como aquele. E ele... Bem, ele suspirava por ela, a garota que também o fez sonhar com um namoro.
– Ok, pessoal, melhor irmos para a sala, porque pelo que eu conheço da pontualidade do Ed, ele já deve estar na sala. – Liam disse logo após o sinal tocar.
Cada um foi para a sua sala, e e Louis não se desgrudavam mais. Pelo amor de Deus, todo mundo já sabe que eles estão namorando, precisa de todo esse agarramento? Olhem só eu, criticando o Louis, mas se fosse eu em seu lugar, com certeza faria a mesma coisa.

Niall’s POV


BOMBA DO DIA: E LOUIS ESTÃO NAMORANDO! E foi com essa noticia que começamos a sexta-feira. Ah, sexta-feira, tão amada por todos, mas hoje duas pessoas estavam rezando para que ela acabasse o mais rápido possível. e Zayn. Pela cara dos dois, o repentino namoro dos amiguinhos de infância não tinha sido uma noticia tão boa assim, pelo contrário, eles certamente preferiam nunca ter ouvido isso. Coitados deles, sei exatamente o que estão sentindo. Sinceramente, o namoro dos dois pode ter agradado a muito gente, mas eu acho que eles não combinam, como meu pai sempre diz, eu consigo enxergar além do que os outros veem, e Lou podem ser lindos juntos, mas a personalidade, o jeito, as manias dos dois são completamente diferentes. E não me venha com aquela história de que os opostos se atraem porque isso é conversa para boi dormir, e na vida real isso não acontece, afinal de contas, você nunca vai procurar alguém que seja diferente de você, uma relação onde não há cumplicidade, não pode haver amor.
. – Eu disse quando chegava ao bebedouro. Todos já haviam ido para a sala de música, mas tinha seguido para o bebedouro e eu havia a seguido. O porquê eu não sei, acho que no fundo queria ajuda-la por saber exatamente o que ela está passando. – Posso falar com você?
– O que você quer Niall? Já veio me encher a paciência? – Ela disse zangada e ia saindo, mas eu segurei em seu braço.
– Nossa, tá nervosinha. E eu sei bem o motivo desse nervosismo todo: o namoro do Louis e da . – Sim, eu fui arrogante, mas cabeça dura como a é ela só me escutaria se eu falasse assim.
– Eu não tô nem ai para esse namoro, eu quero que eles sejam muito felizes e me esqueçam de uma vez, assim como você também devia fazer.
– Agindo desse jeito nunca vai conseguir o Louis de volta. – Eu disse e ela finalmente se acalmou e me olhou. – O Zayn tá tão zangado quanto você, mas o que ele fez, fingiu que gostou, assim ele vai se aproximar dos dois e poder acabar com tudo. – Eu a encarei bem. – Seja o que você sempre foi, a melhor amiga do Louis, e faça ele perceber que você pode ama-lo mais do que a .
Eu a larguei e saí em direção à sala de música com ela atrás de mim. Não sei bem porque eu fiz isso, mas confesso que gosto de infernizar um pouco a vida dos outros, eu gosto de ver o circo pegar fogo. Mas o que eu queria mesmo era ajudar e Zayn a conquistar quem eles amam, quem sabe assim ele não poderiam ME ajudar.

’s POV


E se o Niall tiver razão? Tudo bem, ele sempre quer tentar destruir alguém, mas é incontestável que ele tem sempre ótimas ideias. E depois ele disse que o Zayn havia ficado da mesma maneira, isso pode até ser verdade, mas o Malik sabe disfarçar muito bem, e eu não tenho sangue de barata para ver e aguentar calado o garoto que eu amo agarrado com minha amiga, porque é isso que é, minha amiga, e por mais que eu queria separar ela do Louis, eu nunca vou destruí-los e fazer eles sofrerem. Não, o plano de Niall era uma boa ideia, até porque eu jamais conseguiria ser tão falsa e atuar tão bem, e todos que me conhecem sabem que eu não consigo fingir ser outra pessoa, eu sou como a água, deixo transparecer tudo o que eu estou sentindo ou pensando, era o que minha mão dizia, e eu concordo.
– Bom dia galerinha. – Disse Ed ao entrar na sala de música. Ah música, pelo menos essa aula iria me fazer esquecer dos problemas.
– Bom dia professor. – Todos responderam desanimados.
– Ah não, desse jeito a aula não vai para frente. – Disse Ed. – Vamos de novo. Bom dia galerinha!
– BOM DIA PROFESSOR!! – Todos responderam gritando, parecíamos até criancinha de alfabetização.
– É isso aí! – Ed disse mais animado do que nós. Existe professor melhor do que esse? – E é essa animação que eu quero para passar um trabalho para vocês. – É, acho que existe professor tão bom quanto esse.
– Ahhhh... – Os alunos disseram desanimados, essas eram as semanas de provas e estávamos nos matando para estudar, a gora ainda vem esse trabalho. Os professores queriam nos matar, só pode, pra que estudar tanto?
– Ué, estamos na semana de provas, então como eu não vou passar prova, eu decidi passar o trabalho. – Ele explicou. – E fiquem felizes, pois se eu fosse passar uma prova, garanto que seria pior que as outras.
– E como vai ser esse trabalho? – Perguntou Zayn.
– Ótimo, deixem-me explicar. – Ele sentou no chão a nossa frente, assim como nós estávamos sentados. Acho que esqueci de dizer, mas na sala de música não haviam cadeiras, mesas ou carteiras, haviam apenas almofadas no chão, tapetes e alguns puff’s, ao lado da porta havia o piano, e do outro lado a estante com instrumentos musicais. – Vocês irão virar famosos. – Ele disse animado, mas nenhum de nós entendeu nada. Tipo, oi? Como assim “famosos”? – Vai ser assim, vocês irão virar famosos fictícios e criar um vídeo de um cover de alguma música, podem ser solos, podem ser em bandas, em duplas, o importante é fazer o melhor vídeo. Entenderam?
– Agora sim você explicou direito. – Disse Louis, ao lado de como sempre, já estou até vendo, agora esses dois vão viver grudados, tanto aqui na escola como na casa do Louis.
– Mas pode ser qualquer música? – Perguntou Harry.
– Claro Harry, a música fica a critério de vocês.
– E pode ter a ajuda de pessoas da outra sala? – perguntou.
– Outras pessoas você quer dizer o Fernando , a Gomes e a , do 2° ano. – Ed disse e sorriu, ele já conhecia o nosso grupinho, para falar a verdade, ele era quase o “Daddy” do nosso grupo.
– Exatamente! – Disse Louis fazendo sinal de joinha e sorrindo daquele jeito cínico que ele tinha, eu não pude deixar de rir.
– Bem, agora que o trabalho já está explicado, nós podemos continuar a aula.
No resto da aula, nós aprendemos sobre os instrumentos e a tocar alguns bem difíceis, como trompete, violino e gaita, que inclusive Liam tocava muito bem. Pelo menos no resto da aula eu distraí um pouco minha cabeça.

’s POV


Hora do recreio, e como de costume, todos estávamos sentados na mesa em baixo da laranjeira, que inclusive estava carregado de laranjas fresquinhas. nos disse para sentar aqui, pois dizia que o cheiro cítrico das flores de laranjeira eram calmantes, relaxantes e ajudavam a pensar melhor, sem falar que esse era o cheiro de seu perfume, que, por coincidência, fora dado por Louis. Falando em Louis, eu adorei saber do namoro dele e da , acho que os dois merecem ser felizes, e eu, besta e romântica do jeito que sou, sempre apoio um namoro, até mesmo esse que fez tantos amigos meus sofrerem. Ah, quer saber, eu tenho que parar com essa mania de querer ajudar todo mundo, meus irmãos costumam dizer que eu sempre quero salvar o mundo e ajudar a humanidade, e acho que eles têm razão. Então, eles são grandes, eles que se entendam.
– Pessoal, quem aí aceita um pedaço de lasanha holandesa quentinha. – Niall chegou e colocou uma bandeja com meia lasanha holandesa, como estava deliciosa, aquele queijo derretendo, aquele cheiro de carne, aquele... Não, eu não posso comer muito, pelo menos não até descobrir a causa dessas dores de barriga constantes e desses vômitos repentinos.
– Depende, quem fez? – Perguntou Louis rindo.
– Foi meu pai, porque eu já desisti de tentar cozinhar. – Niall disse rindo e sentando. Zayn pegou um pedaço junto com , e eu continuei parada, apenas olhando e desejando aquele suculento pedaço de lasanha quentinha. – Não vai comer ? – Perguntou Niall.
– Não, eu não estou com fome. – Eu disse e isso e todos pararam automaticamente e olharam para mim surpresos. – O que foi?
– Esperem. – Bia pegou seu Iphone e se virou para mim. – Agora repete , porque essa frase histórica tem que ser gravada.
, você está com febre? – Perguntou colocando a mão na minha testa.
– Está com dor de cabeça? – Perguntou Harry.
– Já sei, apostou com alguém? – Disse Nando.
– Pessoal, eu só não quero comer, não há nada de errado nisso. – Eu disse, mas até que era engraçado ver eles se preocupando comigo.
– Se tratando de você e da sua fome compulsiva, isso é bem esquisito. – Disse .
– Pessoal, mudando de assunto, que história é essa de vocês terem que formar uma banda. – Bia perguntou.
– Trabalho de música. – Disse Harry um pouco entediado, não sei por que, os trabalhos do Ed são sempre tão legais.
– O Ed pediu para gente gravar um cover como se fossemos famosos, pode ser solo ou em dupla, trio ou banda. – Explicou Zayn.
– Que legal! – Eu disse. – O Ed não nos passa um trabalho desses.
– E já decidiram que cover vão fazer? – Perguntou Nando.
– Eu e decidimos fazer uma dupla, assim fica mais fácil já que nenhuma das duas canta nada. – disse e riu junto com . – Decidimos fazer o cover de “Love You Like A Love Song” da Selena Gomez.
– Ótima escolha. – Eu disse. – E você ?
– Bem, eu ia pedir pro Nando para fazer o cover comigo, mas acho que ele não querer... – disse se fingindo de triste e Nando veio para perto dela.
– É claro que eu topo, flor de laranjeira. – Nando passou o braço pelos ombros de . Os dois eram lindos juntos, mesmo gostando dele, isso eu tenho que admitir, eles viraram muito amigos depois do fim-de-semana na serra, eles se aproximaram mais e agora um vivia irritando o outro. – Que música vamos cantar?
– Eu pensei em “She Will Be Loved” do Maroon 5. – Ela disse animada, depois os dois fizeram uma espécie de toque só dos dois e continuaram combinando sobre o clipe. Aposto que Nando ficaria lindo cantando aquela música que já é perfeita.
– E vocês meninos, o que vão fazer? – Bia perguntou olhando para Niall, Liam, Harry, Zayn e Louis.
– Eu pensei em pegarmos os vídeos que estão em seu celular e mostrar pro Ed, assim fica mais fácil. – Disse Harry.
– Porque os homens sempre querem fazer o mais fácil? – Disse .
– Porque eles são preguiçosos. – Disse .
– Ei! Nós estamos aqui! – Disse Louis.
– Por isso mesmo, quem sabe assim vocês não aprendem e param de ser tão molengas. – Disse .
– Então o que querem que a gente faça? – Disse Niall.
– Porque não montam uma banda? – Disse Bia. – Os cinco se juntam e gravam um novo cover, eu posso ajudar se quiserem.
– Até que a ideia não é ruim. – Disse Liam. – Eu topo.
– Eu também. – Disse Zayn.
– Eu estou dentro. – Disse Niall.
– Eu também vou. – Disse Louis.
– Já que é assim, eu também vou, pelo menos eu não vou fazer sozinho. – Disse Harry.
– Então, temos que arranjar um nome para a banda. – Eu disse. – E não pode ser qualquer nome, tem que ser um nome criativo.
– Niall and the Potatoes! É um bom nome. – Niall disse e nós rimos. Dá onde ele tirou esse nome?
– Não Niall, definitivamente não. – Eu disse.
– Que tal One Direction? – Harry disse. Até que o nome é bom, só me resta saber de onde ele tirou esse nome.
– Gostei. – Bia disse. – Mas como pensou nisso?
– O Niall falou em batatas e eu lembrei que o papai me pediu para comprar batatas e me ensinou que só tinha uma direção para ir à feira. Uma direção... Em inglês... One Direction! – Harry disse (n/a: aposto que vocês nunca pensaram que o nome podia ter sido imaginado assim).
– É, faz sentido. – Zayn disse. – Eu gostei do nome.
– Eu também! – Todos disseram juntos e nós rimos. One Direction, aqui nascia uma enorme amizade.

’s POV


Eu estava no portão de saída, esperando algum taxi para voltar para casa, quando ouço alguém chamar meu nome.
! – Harry estava vindo correndo em minha direção. Desde a nossa conversa na delegacia nós estávamos bem mais próximos, ótimo lugar para se ter uma reconciliação, uma sela de delegacia, mas se tratando de um casal como nós, isso era até muito normal. Casal, nunca pensei que voltaria a se referir á mim e a Harry desse jeito.
– Oi Harry. – Eu disse quando ele chegou perto de mim.
– Eu quero te entregar isso. – Ele estendeu sua mão onde havia uma pequena correntinha prata com um pingente de pomba. Esse era o pingente que ele havia deixado cair na primeira vez que nos encontramos...

Flashback On – 3 Anos Atrás...

Meu primeiro dia de aula numa das melhores escolas do Rio de Janeiro, não tinha realmente como ficar melhor. Eu fui em direção ao meu armário e abri para pegar os livros que precisava, foi quando um garoto louco passou correndo atrás de mim e acabou deixando algo cair no chão. Era um corrente, tão linda e tão delicada.
– Ei, você. – Eu disse e o garoto de olhos verdes e cabelos encaracolados virou para mim. – Acho que isso é seu.
Ele veio em minha direção e, assim que olhou a correntinha, abriu um sorriso com seus lábios rosados e deixando suas covinhas a amostra. Acho que encontrei um príncipe.
– É meu sim, obrigada. – Ele pegou a correntinha e foi saindo, mas voltou logo em seguida. – Você é nova aqui, não é?
– Sou sim, meu nome é . – Eu estendi minha mão, e ele a apertou.
– Prazer, Harry Styles. – Sua voz era rouca e lenta, acho que encontrei mesmo um príncipe. – Que ano você vai estudar?
– O primeiro ano.
– Eu também! – Ele sorriu. – Vem comigo, eu posso te mostrar a sala, já é meu segundo ano aqui, acho que eu sou o que melhor conhece aquela sala.
– Bem, se eu tive a sorte de ter o melhor guia da escola, eu aceito. – Eu ri junto com ele. Eu não conseguia tirar meus
olhos da corrente, ela era tão linda, tão brilhante na luz fluorescente das lâmpadas. – Você gostou da correntinha? – Ele perguntou.
– Ela é linda. – Eu disse. Ele me puxou, tirou meu cabelo de trás do pescoço e colocou a corrente, ela era mesmo linda, e em minha pele ela parecia que brilhava ainda mais.
– Ela é sua! – Ele disse me virando e olhando profundamente em meus olhos, enquanto eu estava hipnotizada em seus lábios cor-de-rosa.
– Obrigada. – Eu disse num sussurro. Ele entrelaçou nossos braços e foi me guiando até a sala. A partir daí, nunca mais nos desgrudamos, e nem eu tirei a corrente do pescoço.
Flashback Off.

E também me lembrei de como ela voltou para as mãos de Harry, e como aquelas lembranças me doíam...


Flashback On – 2 Anos e Meio Atrás...


Minha felicidade não cabia em mim, hoje eu era com certeza a mulher mais feliz desse mundo, e o motivo disso era meu príncipe, Harry. Ontem a noite houve uma festa na casa dele, e eu acabei ficando até tarde e dormi lá, quer dizer, dormir foi uma das poucas coisas que eu fiz aquela noite, nós acabamos nos envolvendo mais do que já havíamos nos envolvido, e eu acabei dormindo com ele, eu perdi minha virgindade com ele, mesmo tendo prometido a minha mãe antes de morrer que me casaria virgem, assim como ela, eu não cumpri minha promessa, mas foi por uma boa causa, tenho certeza que Harry é o cara certo para mim, e que nós vamos ficar juntos para sempre.
Cheguei saltitante na escola, nada poderia abalar minha alegria, ou pelo menos eu achava. Assim que cheguei na sala, me deparei com a pior cena que poderia ver: Harry e se beijando na sala.
– Harry! – Eu disse e ele se virou para mim. – O que está acontecendo?
– Um beijo, ou será que você é tão cega a ponto de não ver isso também? – Harry riu.
– Eu sei o que é um beijo, mas você está beijando ela, como pode fazer isso depois do que aconteceu ontem? – Lágrimas de raiva caíam dos meus olhos.
– Falou certo, ontem foi ontem, hoje é um novo dia, dia para recomeçar. – Ele disse cínico. Não, isso não podia estar acontecendo, não comigo, não com Harry. – Garota, o seu tempo comigo já passou, procura outro cara para te aturar. Isso se você encontrar alguém que aguente uma garota tão chata, que beija mal e tão ruim de cama quanto você. – Ele disse debochando.
Eu dei alguns passos até chegar perto dele e dei um tapa em sua cara, que ficou vermelha por alguns segundos. Arranquei a corrente que estava em meu pescoço e joguei com tudo no chão. A raiva estava presente em cada parte, em cada pequeno musculo do meu corpo, e principalmente em meu coração.
– Você vai se arrepender Styles, eu prometo. – Eu disse antes de sair da sala com ainda mais raiva. Ele vai se arrepender, ele vai me pagar por isso, a se vai.
Flashback Off.


Como tudo havia mudado bruscamente em tão pouco tempo. De um feliz casal passamos a ser grandes inimigos, e aquela correntinha tanto me fazia feliz como me fazia querer chorar.
– Como a encontrou? – Eu perguntei pegando a corrente e sorrindo.
– Eu estava mexendo em algumas caixas antigas que haviam em cima do meu armário e encontrei. – Eu o encarei, e vi seus olhos hipnotizantes vidrados em mim, e fiquei corada só por isso.
– Ela continua linda.
Harry me virou, tirou meus cabelos do pescoço e colocou a corrente em mim, assim como da primeira vez, e eu me senti novamente como uma garotinha besta que havia visto o príncipe pela primeira vez.
– Ela é sua. – Harry me virou e olhou fundo em meus olhos, enquanto eu encarava os seus lábios cor-de-rosa. Eu não sei o que me aconteceu, quando dei por mim, eu já estava com meus lábios nos de Harry em um beijo intenso e ardente, minhas mãos estavam em seus cachos e os puxava levemente o fazendo soltar gemidos abafados, suas mãos passeavam por dentro de minha blusa e eu senti como se ele pudesse tirar ela ali mesmo. Esse havia sido o melhor beijo da minha vida, melhor até do que os beijos que me dera há anos atrás, quando ele me humilhou. Não, ele não iria me iludir de novo.
– Não Harry, não. – Eu o empurrei.
– Porque não?
– Porque ainda não dá para confiar em você de novo. – Eu disse.
– Mas eu estou cumprindo minha promessa. – Ele colocou meu cabelo para trás da orelha, e o toque de sua pele na minha me causou arrepio. – Eu estou trazendo o Edward de volta.
– É preciso algo mais forte do que uma correntinha para unir de novo nossos corações. – Eu disse.
– Isso é só o começo. – Ele disse e eu vi sinceridade em seus olhos.
– É um ótimo começo, está no caminho certo. – Eu soltei um pequeno sorriso. – E se quiser continuar nesse caminho, pare de tentar me conquistar enquanto continua iludindo a .
Eu entrei no taxi e fui direto para a casa, mas o beijo não me saia da cabeça. O cheiro forte de Harry, seus lábios rosados, seus cachos macios e sedosos, seus olhos brilhantes e hipnotizantes... Não , não! Isso é só mais um plano dele, ele viu que te perdeu e que sem ele você continua feliz, por isso te quer de volta para te humilhar novamente. Eu não vou cair em sua conversa pela segunda vez. Já que ele havia me trocado pela , ele que fique com ela.

’s POV


Depois da aula, os meninos decidiram ir lá para a casa para começarmos a organizar as coisas do vídeo, estávamos eu, Liam, Niall, Louis, Zayn e Harry na minha “toca”, tentando decidir qual cover fazer.
– Tem que ser uma música que todo mundo goste. – Disse Liam.
– Que tal Chris Brown? Todo mundo gosta dele. – Disse Zayn, ele era viciado nesse cantor.
– Eu prefiro Justin Bieber, todas as garotas gostam dele. – Disse Niall, outro fã louco, Niall era Boylieber assumido, além de ser louco pela Demi Lovato.
– Não, os meninos não iriam gostar. – Eu disse.
– Que tal Miley Cyrus? Ou Leona Lewis? – Disse Liam, outro que adora essas cantoras. Agora pronto, estou rodeada de fãs fissurados.
– Acho que seria melhor uma banda, ou um cantor. – Disse Louis.
– E você Harry, o que acha? – Eu perguntei a meu irmão, que estava deitado em minha cama encarando o nada, parecia até que não estava aqui, pelo menos sua mente não, ele certamente estava viajando ou pensando em algo bem distante daqui. – Harry?!
– HARREEH!! – Louis gritou e ele finalmente acordou de seu transe. – É assim que se faz.
– Valeu Lou. – Eu voltei a olhar Harry. – Onde você estava?
– Como onde eu estava? Eu estava aqui, ué. – Ele respondeu com um sorriso nervoso, depois veio para mais perto de nós.
– Você podia estar em qualquer lugar, menos aqui. – Disse Louis. – Em qual próximo alvo o Hazza estava pensando?
– Eu aposto R$ 100,00 como era na . – Disse Niall, e Harry abriu um sorriso mais que animado ao ouvir o nome “”. É, meu irmãozinho estava apaixonado...
– Ih, Nialler, essa aposta você já ganhou. – Zayn disse. – Agora conta, o que aconteceu, porque para você ficar assim tão desligado da realidade, teve alguma coisa entre você e a .
– Não teve nada demais, foi só um beijo. – Ele sorriu bobo. – Quer dizer, foi o melhor beijo da minha vida.
– Meu maninho apaixonado pela garota que ele mais odeia, quer dizer, odiava. Isso é uma coisa surpreendente. – Eu disse.
– Não falei que milagres acontecem? – Disse Louis.
– Está bem, agora vamos parar de falar de mim e vamos decidir logo essa música. – Harry disse, e nós voltamos a nos concentrar no trabalho. Demoramos horas pesquisando sobre bandas, locais, figurinos e tudo mais que um cover envolvia, até que finalmente decidimos: I’m Yours seria a nossa música.
– Finalmente! – Disse Niall.
– Acabamos meninos. – Eu disse.
– Então fica assim, amanhã, às 2:00 da tarde, todo mundo aqui com seus devidos figurinos e nós partimos para a praia, ok? – Disse Liam, e todos concordaram.
– Ainda tem mais alguma coisa Daddy, ou nós já podemos ir? – Disse Louis fazendo os outros rirem. Daddy, esse foi o apelido que os meninos deram ao Liam, já que ele era o mais responsável e sempre cuidava de todos como um verdadeiro pai.
– É melhor vocês irem, está tarde, e eu não quero o Zayn me atormentando amanhã que ele não conseguiu passar na farmácia para comprar seu gel. – Harry disse e os outros riram. Zayn era mesmo fascinado pelo seu cabelo, ele cuidava daquele topete mais que qualquer outra coisa, ninguém podia tocar nele ou fazer qualquer brincadeira, até parecia que tinha outro naquele cabelo.
– Como se você não cuidasse dos seus cachoa da mesma maneira, Hazza. – Zayn disse. – Mas eu tenho mesmo que ir, até amanhã galera. – Zayn saiu.
– Eu também vou, você pode me dar uma carona Louis? – Perguntou Liam. E eu tive vontade de amarrá-lo em minha cama, só para ele não ter que ir embora nunca mais.
– Eu vou até a casa da , quero curtir um pouco mais minha namorada. – Disse Louis e nós murmuramos um “Hummm” malicioso.
– Só cerifique-se que está levando proteção, porque não quero ser tia tão cedo. – Eu disse e todos riram. Louis saiu.
– Então Nialler, você pode me levar?
– Claro que sim, com prazer. – Niall disse contente, e o motivo disso com certeza não era a companhia do Liam, mesmo que eles fossem muito amigos.
– E o motivo desse prazer atende pelo nome de . – Harry disse, Niall estava mesmo apaixonado pela , e só mesmo uma garota como ela para mudar o coração de pedra que Niall tinha.
– Mas o Niall não vai agora, ele tem que me ajudar a terminar os ajustes do clipe. – Eu disse, afinal, eu tinha que dar uma desculpa para ter uma conversa séria com o Horan.
– E porque eu tenho que ficar? – Ele perguntou triste.
– Por que... Por que... Porque é você quem vai tocar violão, então temos que começar a ensaiar algumas notas. – Menti, mas eu precisa de um motivo plausível para a ficada de Niall.
– É mesmo Niall, temos que adiantar tudo para amanhã estar tudo pronto e nós tirarmos a melhor nota da classe. – Harry disse e fez uma dancinha ridícula comemorando.
– E eu vou a pé, praqueles cafundós dos Judas. – Disse Liam lamentando. Se eu tivesse asas, com certeza já estaria o levando dali, não para sua casa, mas para um lugar bem distante, onde nós dois pudéssemos ser felizes por um tempinho que fosse da eternidade que eu quero passar ao lado dele (n/a: Sinceramente, eu chorei quando escrevi essa frase).
– Não esquenta Liam, eu te levo. – Harry disse pegando em seu ombro e os dois saíram da minha “toca”. Ótimo, agora Niall iria me explicar direitinho o que deu nele para falar uma coisa daquela há Liam, o que ele estava querendo afinal? Arruinar meu “romance” só porque o dele não estava dando certo? Pois mexeu com a pessoa errada.
– Vai Bia, vamos começar logo a ensaiar essas notas. – Niall disse entediado e sentando na cadeira ao meu lado, já que eu estava na frente do computador.
– Não tem nota nenhuma, seu lerdo. – Eu disse e dei um tapa em sua cabeça.
– Então porque me pediu para ficar?
– Porque eu quero que você me conte exatamente o que você disse ao Liam sobre mim. – Eu disse um pouco irritada, mas no fundo, eu até estava feliz, quem sabe agora Liam não se tocasse e finalmente percebesse que eu sou completa e irrevogavelmente apaixonada por ele.
– Quem te contou que eu falei alguma coisa? – Ele perguntou surpreso.
– Foi o próprio Liam que me disse.
– Não acredito que ele foi burro a esse ponto. – Niall riu, e sua risada era tão contagiante que eu não tive como não rir. – Eu só disse a ele que ele tinha que encontrar alguém que combinasse com ele, mas eu não ia falar sobre você, só que eu acabei falando coisa demais e disse que você era apaixonada por ele. Só isso!
– SÓ ISSO?! Niall, você quase acabou com meus planos. – Eu quase gritei.
– Que planos? Você passar o resto da vida escondendo esse amor enquanto ajuda o Liam a conquistar a ? Belo plano, . – Ele disse, ou melhor, jogou em minha cara o meu “belo plano”. Niall sempre fazia isso, sempre jogava na cara das pessoas que elas estavam erradas e sempre tentava ajuda-las, e para muitos isso pode parecer um defeito, mas para mim é uma qualidade, e mesmo sendo tão chato e intrometido como era, Niall no fundo sempre fez de tudo para ajudar as pessoas, e isso sim é uma qualidade tanto.
– Ok, eu não tenho um plano, mas o que pretende que eu faça? Me declare e acabe com a nossa amizade? Sim, porque o Liam não gosta de mim, e certamente se eu dissesse que o amo ele não ia querer nem me olhar na cara. – Eu desabafei, e me sentei exausta na cama, enquanto limpava algumas lágrimas que insistiam em cair. Niall sentou em meu lado e me abraçou de lado.
– Que tal fazermos uma parceria? – Ele disse e eu o encarei confusa.
– Parceria?
– É, eu te ajudo com o Liam, e você me ajuda com a , que tal? – É, a ideia não era ruim, quem sabe Niall pudesse realmente me ajudar.
– Eu topo. – Eu disse e nós apertamos as mãos. Não sei por que, mas sinto que essa parceria vai render bons frutos (n/a: Madame e sua bola de cristal... kkkkkk).
– Agora eu tenho que ir, se eu chegar tarde em casa, meu pai não me deixa entrar. – Ele disse e saiu do meu quarto, ainda não era tão tarde assim, deviam ser umas 7:30 da noite, então eu tomei um banho, e fui ajustar a últimas coisas para a gravação de amanhã. Acho que eu estava mais animada do que os meninos, mas música estava no meu sangue, e imaginem só se eles se dão bem e virem famosos com esse cover, porque é claro que eu vou colocar na internet, assim como eu fiz com os outros do acampamento. Sim, eu sei que eu disse que não iria colocar, mas foi mais forte que eu, e depois, eles nunca iriam saber mesmo, então não tem mal algum, e depois, quando eles ficarem famoso ainda vão me agradecer. Famosos, só a minha cabeça para imaginar uma coisa dessas mesmo.

Capítulo 15

Zayn’s POV


– Filho, já está na hora de acordar!
Minha mãe, Alzira, dizia abrindo as cortinas do meu quarto e deixando o sol forte entrar pela janela.
– Ah mãe, ainda tá cedo. – Eu disse colocando o travesseiro em minha cama. Minha mãe sentou ao meu lado na cama e começou a acariciar meu ombro, e eu finalmente tirei o travesseiro da cara e olhei para ela, que estava com um sorriso enorme estampado no rosto. Queria vê-la com esse sorriso se descobrisse todas as mentiras que eu conto na escola, certamente ela me odiaria e me acusaria de não gostar dela, e não é porque minha mãe é pobre que eu vou deixar de amar ela, até porque ela é a mãe mais carinhosa e perfeita que alguém podia ter. Como eu me arrependo de ter mentido, se eu tivesse contado a verdade desde o começo na escola, agora eu não viveria com esse aperto no coração, e pior seria quando ela descobrisse...
– Mãe, me desculpa. – Eu a abracei o mais forte que podia e ela ficou surpresa. – Me desculpa por tudo, por não estar mais perto da senhora, por não ser um bom filho, por tudo, mãe, me perdoa.
– Zayn, não tem porque eu te perdoar, você não fez nada de errado. – Ela me soltou, afagou meu rosto com suas mãos e o levantou. – Você é um filho perfeito. – Ela me abraçou novamente. Tem coisa melhor que abraço de mãe logo de manhã? Acho que não, né. – Agora levanta, porque já são 10:30 da manhã.
– Ah mãe, eu acordo cedo todo dia e ainda tenho que enfrentar ônibus e metrô para chegar à escola, será que eu não mereço um dia de descanso? – Eu fiz aquela velha e boa cara de cachorro-que-caiu-da-mudança. Sim, eu acordo todos os dias 5:30 da manhã (porque eu confesso que demoro meia hora só para arrumar o topete), depois eu vou para a escola e pego um ônibus para chegar até a estação e só depois eu pego um taxi para chegar até a escola, até porque todos acham que eu sou rico, e chegar de metrô definitivamente não dava.
– Está bem, te dou mais meia hora, depois você vai me ajudar com os preparativos da feijoada de amanhã, ok? – Eu assenti, ela me deu um beijo na testa e saiu. Amanhã era domingo, e todo fim-de-semana alguém da comunidade do Cantagalo faz uma feijoada com direito a pagode, funk e muito samba e diversão, e por mais que eu não gostasse, eu tenho que admitir, a favela era um lugar muito divertido. Pena que esse não era o lugar para mim.

Harry’s POV


E lá estava eu, em frente a porta de . Depois do que me disse sobre tentar conquista-la mesmo iludindo , eu pensei bastante e decidi dar uma basta nisso de uma vez por todas, hoje eu termino tudo o que eu tenho com .
– Harry! – Ela atendeu a porta já gritando e se atirando em meu pescoço. Sinceramente, como eu fiquei tanto tempo com uma garota tão insuportável? Eu a empurrei com uma certa brutalidade, e ela me olhou confusa. – O que foi?
– Nós precisamos conversar. – Eu disse já entrando em seu apartamento. morava sozinha, em uma casa perto da minha.
– Precisamos mesmo, você não fala comigo desde que começou a andar com os perdedores. – Ela dizia com aquela voz nojenta e extremamente aguda.
– Eles não são perdedores, são meus amigos.
– Percebe-se, você agora vive com eles, com eles e com a chata da .
– É sobre ela mesmo que eu quero falar. – Eu comecei recoso, sabia que armaria o maior barraco ali mesmo. – Eu estou gostando de verdade da , e por isso, que quero terminar tudo.
– Como? Você quer terminar comigo por causa daquela nerd hippie idiota? – Ela praticamente gritava comigo.
– Ela não é isso, ela a garota perfeita para mim, a garota que você nunca vai ser. – Nossa, até eu me surpreendi com minha frase.
– Tem alguma coisa a mais nessa história, você não me dispensaria assim, do nada. É porque nós nunca mais ficamos “íntimos”, se é que você me entende. – Ela foi chegando perto de mim mordendo aqueles lábios tão sensualmente, depois foi passando as mãos pelos meus cabelos... – Se você quiser, pode vir aqui em casa hoje à noite. – Eu sinceramente estava para aceitar sua proposta, porque passar uma noite com era uma ótima ideia e... Não Harry, não! Lembre-se que você está aqui para terminar, porque você ama a , você a ama como nunca irá amar a .
– Não é isso . – Eu a empurrei. – Acabou tudo entendeu, A-C-A-B-O-U! – Ela me deu um tapa na cara (que doeu muito, confessor, mas afinal de contas, como essas garotas conseguem bater tão forte?! Jesus!), depois me empurrou a porta e praticamente me jogou para fora.
– Você vai se arrepender Styles! Mexeu com a garota errada! – Ela bateu a porta com tanta força que eu pensei que fosse quebrar, e poderia se quisesse. E ainda vêm querer me fazer ameaças, como se eu tivesse medo de uma garota como ela. O importante é que agora tudo se esclareceu, finalmente está tudo acabado entre mim e a , e eu posso finalmente reconquistar a minha, só minha .

Louis’s POV


Era 1:00, eu estava almoçando junto com meu pai (que agora arrumou um emprego como gerente de um restaurante que tinha aqui perto), Lilian, e , e minha mãe, como sempre, estava no escritório, preparando as próximas aulas para amanhã, porque além de trabalhar na Westwide High School pela manhã, e em mais outra escola à tarde, ela ainda dava aula em uma faculdade aos finais de semana, parece que ela preferia se afundar no trabalho a ter que cuidar da sua família, que no momento, era quem mais precisava dela.
– Louis. – Olha aí, foi só falar nela que ela apareceu na porta do escritório. – Venha aqui, eu preciso falar com você. – Fazer o que né, eu levantei e fui em direção ao escritório, enquanto me lançava olhares de medo, ela sabia bem pelo o que eu teria que passar.
– Pois não? – Eu disse assim que cheguei ao escritório, e vi que em sua mesa haviam alguns documentos pessoais que eram... ERAM MEUS!? MINHA MÃE HAVIA PEGADO MEUS DOCUMENTOS?! – O que os meus documentos fazem coma senhora?
– Ligaram essa semana aqui em casa para me avisar que a sua multa já estava paga e você estava liberado para dirigir novamente. – Ela tirou os olhos dos documentos e me encarou incrédula. – Que história é essa de multa em Petrópolis? – Não, minha mãe não sabia de nada que havia ocorrido na serra e muito menos que a casa dela foi inundada, aliás, minha mãe não sabia de nada que acontecia na minha vida.
– Eu levei uma multa por dirigir em alta velocidade em Petrópolis, depois acabei sendo preso por desacato a autoridade e passei uma noite na cadeia, isso sem falar que eu inundei sua casa. – Eu disse isso com tanta calma que até eu me impressionei, enquanto minha mãe estava visivelmente irritada.
– E você só me diz isso agora? Ainda por cima, com toda essa calma? Porque não em contou antes? – Minha mãe praticamente cuspiu as palavras em cima de mim.
– Porque você não se importaria, porque você não me ouviria, porque você não daria a mínima, ou melhor, você não dá a mínima para o que acontece comigo nem com a sua casa. – Eu também estava alterado.
– É porque eu tenho que me matar de trabalhar para poder sustentar você e seus caprichos e também o bêbado do seu pai.
– Não ponha a culpa no papai, ele agora se redimiu e até arranjou um emprego, você sabia? – Eu cruzei os braços e vi sua expressão surpresa.
– Seu pai arrumou um emprego?
– Está vendo, se importa tanto com sua família que nem sabe o que se passa na sua própria casa.
– Não mude de assunto, estamos falando de você e da sua irresponsabilidade.
– Como quer que eu tenho responsabilidade se eu nunca ao menos aprendi o que é isso? Eu tenho uma mãe professora que sempre se importou mais com seu trabalho do que com seu filho. – Lágrimas de raiva insistiam em cair do meu rosto. – Você nunca se quer sentou comigo e conversou como uma mãe, sempre fora para me dar uma bronca ou me ensinar matemática. Você nunca foi uma verdadeira mãe. – Eu disse isso e saí do escritório.
– Louis, essa conversa ainda não terminou. – Ela disse.
– Ela não devia nem ter começado. – Eu me virei e a encarei. – E antes que eu me esqueça, eu estou namorando a , caso você não saiba e eu sei que não sabe.
Eu me virei novamente e saí disparado para a sala, pegando as chaves de minha van e a mochila que estava com os equipamentos que eu usaria para o cover, pelo menos eu riria me distrair um pouco com aqueles que realmente se importam comigo. Saí sem dar atenção às inúmeras perguntas que e meu pai faziam, entrei na van e a liguei, mas chegou a minha janela e eu finalmente encarei aqueles olhos pequenos e tão profundos.
– Louis o que aconteceu? Você está bem? – Ela perguntou preocupada, como sempre era comigo.
– Não se preocupe, eu estou bem e vou ficar melhor ainda. – Eu dei um beijo em sua testa e ela finalmente respirou aliviada quando minha boca pousou sobre sua pele. – Eu estou indo encontrar os meninos, volto no fim da tarde, e eu prometo que faço uma sessão karaokê só nossa, ok? – Eu disse e ela riu. – Tchau .
– Tchau Boo Bear, e se cuida. – Ela disse e saiu de perto da janela. Eu parti com a van em direção a casa de Harry. Música. Essa seria a única coisa que me acalmaria agora.

Niall’s POV


Estávamos todos na casa do Harry escolhendo nossas roupas, enquanto Bia, que já estava pronta, nos ajudava a escolher.
– Bia, você viu minha camisa dos Ramones? – Harry disse enquanto descias escadas em direção à sala. Lá, estavam eu, Bia, Liam e Zayn, Louis ainda não havia chegado. – Quem mandou você pegar minha blusa? – Disse Harry assim que viu Bia com uma blusa igual a sua.
– Essa blusa é minha, gênio, esqueceu que o papai me deu igual. – Disse Bia rindo, enquanto ajudava Zayn a abotoar sua camisa. – A sua deve estar na lavanderia, mas você não vai com aquela camisa para o clipe, vai?
– Eu não vou para o clipe. – Ele disse se jogando no sofá, somente de chinelos e moletom.
– Como assim? – Eu disse me sentando ao seu lado. Eu vestia uma camiseta azul, uma calça saruel bege e um All Star branco. – Você tem que ir Styles.
– Na boa galera, eu não tenho cabeça para nada hoje, a única coisa que eu quero é ficar em casa. – Ele disse com a maior cara de entediado. Aí tem coisa...
– Ele tá assim desde ontem, quando terminou com a . – Disse Bia colocando os últimos equipamentos em uma mochila. COMO ASSIM?! O Harry terminou com sua namorada capacho?!
– Você terminou com a ? Como foi isso? – Perguntou Zayn tão surpreso quanto eu.
– Terminando ué, eu fui lá, disse que não gostava mais dela e... – Ele foi dizendo, mas Bia o interrompeu.
– E ela deu um tapa na cara dele e empurrou ele para fora. – Ela disse rindo, e nós rimos junto, afinal, imaginar batendo em Harry e dando aqueles gritinhos irritantes dela era uma cena hilária.
, quem tinha que contar era eu! – Disse Harry.
– Mas você não contaria a melhor parte.
– Mas o importante é que você se livrou daquela praga. – Eu disse. – Parabéns Harry.
– Já não era sem tempo, eu estava quase contratando uma mãe de santo para fazer um descarrego, porque aquilo não é uma namorada, é uma macumba. – Bia riu ainda mais.
– Então eu tenho chance... – Liam disse baixinho ao meu lado, eu me virei a tempo de ver um sorriso em seu rosto, já Bia estava com a cara mais emburrada do mundo ao ouvir isso.
– O que disse, Liam? – Perguntou Harry.
– Eu disse que nós vamos nos atrasar se o Lou não chegar. – Liam mentiu, coisa que ele não fazia muito bem.
– Não se preocupem, eu estou aqui. – Louis disse entrando rápido na sala, vestindo uma camisa listrada, uma calça vermelha e um All Star também branco. Pela sua cara, alguma coisa havia acontecido, porque sua expressão era de tristeza e decepção, e algo me diz que tinha haver com a sua mãe.
– Nossa Louis, que cara é essa? – Perguntou Zayn. – Aconteceu alguma coisa?
– Aconteceu que eu briguei com a minha mãe de novo. – Louis disse como se fosse uma coisa super normal, e se tratando dele e de sua mãe, era mesmo. – Mas eu não quero falar sobre isso, vamos colocar as coisas na van e ir para a praia.
– Let’s go, guys! – Eu disse me levantando.
Fomos colocando as coisas na van enquanto Harry se trocava, já que ele estava só de moletom e chinelos. Terminamos tudo em meia hora, e fomos para a praia às 2:45, e chegamos lá exatamente às 3:00. A praia era um pouco distante, então estava vazia, o que era ótimo para a gravação, e mais ao lado, ainda havia uma enorme casa, aparentemente abandonada. Algo me diz que esse clipe vai ser perfeito.
– Ótimo garotos, agora peguem os banquinhos e arrumem para começar a gravação. – Bia disse já pegando a mochila e organizando a câmera.
– Porque é sempre você que da as ordens, enh Bia? – Disse Harry, implicando com sua irmã como sempre. Esses dois viviam brigando.
– Porque ela é a mais responsável de nós, Harry. – Eu disse.
– Eu concordo. – Disse Louis.
– Eu também. – Disse Zayn.
– O Liam nem precisa dizer que sim. – Eu disse e Liam riu, dois amigos mais parecidos que esses dois, impossível!
– Ok, agora parem de me elogiar e vamos começar com isso. – Bia disse e nós fizemos exatamente o que ela pediu. Pegamos alguns bancos que havíamos trazido e ajeitamos na areia, eu peguei meu violão e me preparei, e logo começamos a cantar enquanto Bia filmava com sua câmera profissional.

Well you done done me and you bet i felt it
I tried to beat you but you're so hot that i melted
I fell right through the cracks, now i'm trying to get back
Before the cool done run out, i'll be giving it my bestest
And nothings going to stop me but divine intervention
I reckon it's again my turn to win some or learn some
But i won't hesitate no more, no more
It cannot wait, i'm yours
Well open up your mind and see like me
Open up your plans and damn you're free
Look into your heart and you'll find love, love, love
Listen to the music of the moment people dance and sing
We're just one big family, and
It's our god-forsaken right to be loved, love, loved, love, loved
So i won't hesitate no more, no more
It cannot wait i'm sure
There's no need to complicate, our time is short
This is our fate, i'm yours
D-d-do you, but you, d-d-do
But do you want to come on
Scooch on over closer dear
And i will nibble your ear
I've been spending way too long checking my tongue in the mirror
And bending over backwards just to try to see it clearer
But my breath fogged up the glass
And so i drew a new face and laughed
I guess what i'm saying is there ain't no better reason
To rid yourself of vanities and just go with the seasons
It's what we aim to do, our name is our virtue
But i won't hesitate no more, no more
It cannot wait i'm yours
Come on and open up your mind and see like me
Open up your plans and damn you're free
Look into your heart and you'll find that the sky is yours
So please don't, please don't, please don't
There's no need to complicated
Cause our time is short
This is, this is, this is our fate, i'm yours...

Liam’s POV


– Ficou simplesmente perfeito! – Bia dizia olhando para a câmera com certo brilho nos olhos, ela gostava mesmo de música, e, principalmente, gostava de nós. – Meninos, vocês são demais, deveriam realmente pensar na ideia de formar uma banda.
– Por mim, está topado. – Disse Louis animado, ele também sempre fez questão de deixar a mostra seu amor pela música e o seu desejo por ser cantor.
– Nem pensar, uma brincadeira de vez em quando sim, mas uma banda de verdade é muita responsabilidade. – Disse Harry.
– E falar em responsabilidade para o Harry é o mesmo que falar em morte. – Disse Zayn e todos riram.
– Ok, não vamos brigar, agora vamos gravar mais algumas cenas para complementar o clipe e depois vamos para a casa. – Disse Bia e nós mas uma vez fizemos o que ela pediu. Era incrível como ela conseguia ser tão segura de si e tão determinada mesmo sendo tão nova, e eu gostava disso dela, desse seu jeito de ser próprio, que só ela tinha e que ninguém tiraria dela por nada.
Nós gravamos mais algumas cenas na tal casa abandonada, gravamos subindo e descendo as escadas, depois gravamos mais algumas nos descontraindo e depois fomos embora na van de Louis, que Harry foi dirigindo, pois Louis estava cansado, mas brincadeira não acabou.
– Ok, agora gravamos a volta para a casa. – Bia pegou seu Iphone e começou a nos gravar na van, enquanto Niall dormia no banco atrás do nosso, eita garoto preguiçoso...
De repente começou a tocar uma música animada e Zayn e Louis começaram com uma dancinha ridícula juntos, e todos na van riam, até eu fazendo o especial “1, 2, 3, Flick” a Bia gravou. Isso era uma espécie de toque que eu fazia sempre que encontrava com meus primos, os irmãos da . A volta para a casa foi bem mais animada do que a gravação, até porque acho que agora estávamos todos relaxados, sem as neuras de brigas ou términos. Agora sim estávamos andando em uma direção! (n/a: Uma Direção, One Direction, sacaram o trocadilho? kkkkkk Ok, eu sei que foi ridículo.)

Capítulo 16

’s POV (Coloque para carregar esse video)


O tão esperado dia havia chegado, hoje era o dia da apresentação dos covers, e o meu junto com a ficou muito engraçado, mas até que foi divertido enquanto estávamos gravando, e espero que eu tire uma boa nota com ela, não que eu precise, sem querer me gabar (mentira, eu quero sim), mas eu sou uma das melhores alunas da sala, e sempre tiro boas notas. Bem, voltando ao assunto, estávamos todos na sala, esperando por Ed e comentando sobre os covers de todos, principalmente os meninos Zayn, Niall, Liam, Louis e... Harry! Acho que só eu percebi o clima que estava entre ele e a , não, só pode ser paranoia da minha cabeça, eles são namorados e o Harry gosta dela, ou melhor, usa ela, mas ela gosta dele e vai fazer de tudo para eles continuarem juntos, então não tem porque eles ficarem de clima. Será?!
, será que nós podemos conversar? – Disse uma voz mais que conhecida ao meu lado, eu me virei e encontrei aqueles grandes olhos verdes me encarando. Calma , calma, não fique hipnotizada e principalmente, não caia no joguinho dele.
– Claro Harry, o que você quer? – Eu perguntei.
– É que eu queria te dizer que terminei com a ontem. – Ok, agora você pode perder a calma. OMJ, o Harry terminou com a patricinha nojenta por minha causa, se isso era mesmo um joguinho, ele estava apostando todas as suas fichas nele. Ah, mas o que custa dar um voto de confiança.
– E porque veio me contar isso?
– Porque eu queria que você soubesse que foi por você que eu fiz isso. – UAU, agora sim eu posso me jogar nos braços dele. – Eu estou mesmo disposto a lutar por você.
– Harry, acho melhor nós irmos com calma e... – Eu ia completar a frase, mas ele colocou o dedo indicador na minha boca e eu me calei.
– Nós já perdemos tempo demais, foram três anos que eu passei pagando por um erro, e agora eu quero recuperar esse tempo, de preferencia do seu lado. – Ele passou sua mão pela minha bochecha. Pela primeira vez eu vi arrependimento nos seus olhos.
– E o que pretende fazer para recuperar esse tempo? – Eu disse e ele soltou um sorriso de vitória.
– Que tal um almoço sábado, na minha casa? – Ele disse contente. – Eu posso fazer aquele macarrão que você adora.
– Eu topo, mas por enquanto, ninguém pode saber disso, nem mesmo a . – Eu disse.
– Ok, esse vai ser o nosso segredinho. – Ele me deu um beijo na bochecha. – Até sábado.
Ele saiu e logo Ed entrou na sala para sua aula, melhor eu parar de pensar nisso, se não eu vou estar agindo novamente como a boba que eu era há três anos atrás.
– Bom dia galerinha. – Ed disse mais que animado deixando sua tradicional bolsa de couro marrom transversal em cima da mesa e voltando-se para nós. – Então, como estão os vídeos?
– Ótimos! – Todos responderam em coro, até nós nos assustamos.
– Quanta animação, então vamos para a sala de vídeo, porque eu estou ansioso para vê-los. – Ed disse e todos nós o acompanhamos para a sala de vídeo, que ficava ao lado da sala de música. Lá havia um telão enorme e um computador ao lado com alguns fios conectados a ele, e a frente haviam os bancos. Nós sentamos nos bancos e o Ed sentou na pequena mesinha onde estava o computador. Eu não resisti e olhei de canto de olho para Harry e percebi que ele me fitava com aqueles olhos verdes. Porque ele tinha que ser tão lindo? Porque ele tinha que ter feito aquilo? Porque toda essa confusão justo comigo? Porrr queeee Senhorrr, porrr queeee.
– Ok meninos, os primeiros a se apresentar serão... – Ed sorteou um papelzinho dentre um monte e olhou. Que não seja eu, que não seja eu... – e . – Ótimo, justamente eu. Eu me levantei junto com a e fomos de mãos juntas entregar o pen drive com o vídeo ao Ed. Ele colocou no computador e deu o play no vídeo. (n/a: Assistam ao vídeo como se fosse o cover de suas amigas, e lembrando: as meninas do clipe não são e de verdade, eu apenas usei aleatoriamente). Depois de assistirem ao vídeo, todos aplaudiram, e eu e vibramos em nossas cadeiras.
– Ótimo meninas, o vídeo ficou muito bom. – Ed disse e continuou a aula.

’s POV (Agora coloque esse video para carregar).


O vídeo das meninas estava mesmo muito bom. Ai meu Deus, com certeza eu vou perder. Tudo bem, eu sei que isso não é uma competição, mas é como se fosse, afinal, todos quiseram fazer o melhor para tirar a melhor nota. Eu quero tirar pelo menos uma boa nota, porque a minha melhor nota até agora foi somente em matemática, mas também, morando dentro da casa da professora, vendo ela fazer as atividades e tudo mais é impossível tirar uma nota ruim, mas eu nunca roubei nada, bem que eu tive vontade de roubar as respostas da última prova e espalhar para todo mundo tirar um dez e deixar aquela dama de ferro com a cara no chão, acho que essa seria uma boa vingança depois dela ter dito aquilo para o Louis. Ahh Louis... Eu olhei para o lado e lá estava ele, abraçado a meio que comemorando depois do seu ótimo vídeo, agora além de bonita, rica, ela também sabia cantar? Ok, isso já era demais. Eu não odeio a , não totalmente, apenas tenho raiva por ela não valorizar o amor que Louis tem por ela, porque é claro que ela não o ama, e no final desse romance quem vai sair machucado é ele, e mais uma vez a amiguinha vai ter que escutar suas lamentações em relação a um amor não correspondido e...
! – Estava tão perdida em meus pensamentos que nem percebi que o professor havia chamado meu nome. – Sua vez.
– Ah, claro professor. – Eu fui para a sua mesinha com o pen drive em mãos, e aposto que estava mais vermelha que um pimentão depois do Ed ter gritado meu nome. – Aqui está professor, e esse vídeo em fiz junto com o Fernando do 2° ano e mais alguns amigos dele que ajudaram.
– Ok, agora pode se sentar, e, por favor, mantenha sua cabeça nessa sala, não em um universo paralelo ou pensando em garotos. – Ed bateu em minha testa e riu. Eu voltei ao meu lugar e ele colocou o vídeo (Dê play no vídeo e assista).
A música tocava e eu não pude seguir o conselho do Ed e me desliguei mais uma vez, pensando nos versos dessa música, é como se ela tivesse tudo haver comigo. “Beauty queen of only eighteen (Rainha da beleza de apenas 18 anos)”, é eu era assim, uma rainha da beleza com apenas 18 anos (n/a: Na fic, tem a mesma idade do Louis, 20 anos), mas eu sentia que faltava alguma coisa. “She had some trouble with herself (Ela não se aceitava muito bem)”, e eu não era feliz... Eu tinha tudo o que uma garota podia querer, eu era bonita, tinha muitos amigos, nunca fui o tipo popular, mas digamos que eu me relacionava bem na minha antiga escola, até que eu acabei indo pelo caminho errado. Eu estava em uma festa, uma vez, acompanhada de alguns amigos meus, mas o Louis não estava, ele era quem sempre me livrava das roubadas, mas hoje ele não estava lá para me ajudar, e foi por isso que esses meus “amigos” me deram um pozinho branco, o famoso êxtase, e eu, iludida pensando que só seria essa noite, tomei junto com um copo de Vodka. E assim se repetiu por várias noites, não só com êxtase, depois foi Ópio, Heroína, Merla, junto com doses e mais doses de bebidas altamente alcoólicas, até eu ter uma overdose e ficar internada por três dias em um hospital. Depois, fui levada até uma clinica para viciados onde eu passei um mês internada, e para tentar suportar a dor de não ter mais a droga em meu sangue, eu comecei a cortar meus pulsos, meus tornozelos. Quando eu saí da clinica, o pai do Louis, o tio João, também bebia, e essa foi a pior parte, ver a bebida ali e ter que resistir era bem difícil, mas eu resisti, e hoje eu estou aqui: recuperada, bem e feliz com meus amigos.
“Tap on my window, knock on my door (Toque na minha janela bata na minha porta), I want to make you feel beautiful (Eu quero fazer você se sentir linda)”... E quem me ajudou depois de todo esse pesadelo foi Louis, se não fosse por ele, aposto que eu ainda estaria naquele lugar infernal. “It's not always rainbows and butterflies (Nem tudo são arco-íris e borboletas), It's compromise that moves us along (São as concessões que nos impulsionam)”, é, isso eu aprendi da pior forma possível. O vídeo acabou e eu voltei do meu devaneio, feliz por estar aqui, feliz por estar com todos, feliz por estar longe daquele pesadelo.

Zayn’s POV (Coloque o último video para carregar)


Ed queria mesmo nos matar do coração, ou evitar que passássemos vergonha, porque só deixou nosso vídeo ser apresentado depois de passar por todos os vídeos da sala. E o vídeo da estava lindo, aliás, ela estava linda, perfeita, maravilhosa e... comemorando com o Louis, ótimo, agora os namoradinhos não se desgrudam mais.
– Por último, eu fiz questão de deixar os cinco garotos mais talentosos da sala. – Ed disse e riu.
– Sheeran, chega de rodeios, não nos deixe mais nervosos do que já estamos. – Disse Louis.
– Ok, então venha à frente Louis, Zayn, Liam, Niall e Harry, a One Direction. – Ed disse e nós subimos juntos com o pen drive nas mãos de Liam, afinal foi ele e que editaram o vídeo, os dois nerds da escola, mas final de contas, o que esses dois estão esperando para ficarem juntos? Simples, o Liam desencanar de uma vez da assim como Harry, mas quer saber, eles que se entendam, porque eu tenho problemas demais para me preocupar com o dos outros.
– Aqui está Ed. – Liam entregou o pen drive e Ed colocou para tocar, agora seja o que Deus quiser (Assista ao vídeo).
Assim que o vídeo começou, até que não estava ruim, para falar a verdade, NÓS ESTAVAMOS ÓTIMOS! E o melhor que todo mundo conhecia a música, então todos começaram a cantar e até nós cantamos juntos. Foi uma verdadeira festa, bem mais que uma aula. Quem diria que um dia nós cinco estaríamos juntos e cantando em uma banda, fictícia, mas ainda sim uma banda.
– Meninos, vocês estão ótimos, não falei que eram os mais talentosos? – Ed nos disse. Depois o sinal tocou e fomos todos novamente para a nossa velha mesinha em baixo da laranjeira. E o assunto do dia era:
– O vídeo dos meninos foi simplesmente sensacional, vocês estão de parabéns. – Disse .
– Ei, eu também tive trabalho nesse vídeo viu! – Disse .
– Ninguém ia esquecer você menina gênio. – Liam disse apertando as bochechas da , coisa que ela, aliás, os dois odiavam. Ok, agora já podem ser declarados marido e mulher.
– O que a quis dizer foi que nós cantamos muito bem. – Niall disse se gabando como sempre, mas ele estava certo, nós mandamos muito bem.
– Exatamente, Sr. Vidente Horan. – disse e nós rimos.
– Mas ele está certo, nós fomos mesmo muito bem. – Harry disse.
– Claro que fomos, afinal, somos os mais talentosos da sala, como o Ed disse. – Louis disse imitando a voz de Ed.
– Agora só falta vocês mesmo se convencerem disso e formarem definitivamente essa banda. – Disse .
– Ela tem razão meninos, vocês são bonitos, talentosos, carismáticos e charmosos. – disse e... só eu percebi que essa era uma indireta (mais que direta) para o Harry? – Aposto que vocês fariam o maior sucesso rapidinho.
– Lá vem vocês com essa história. – Disse Niall. – Meninas, uma banda definitivamente não combina com a gente.
– Então continuem com essa ideia, seus cabeças duras, mas um dia vocês vão me dar razão. – disse com um sorrisinho no rosto, e eu conheço esse sorriso, ele estava aprontando alguma coisa. Continuamos conversando sobre as apresentações e rindo bastante quando o Nando contou como foi gravado o vídeo dele com a , eles passaram por cada coisa para conseguir esses equipamentos, esses dois não tem jeito mesmo.
O resto da manhã passou rápido, logo lá estava eu de novo, pegando um taxi até o metrô, e depois indo para o meu trabalho. E sim, eu trabalho, bem, não é bem um trabalho, é mais um “bico” só para garantir um dinheiro extra. Eu cuidava do apartamento do filho da antiga patroa da minha mãe, pois ele vivia viajando e precisava de alguém para cuidar, limpar, arrumar seu apartamento e também olhar o cachorro e o gato que ele tinha, então, enquanto ele estava fora, era eu quem ficava com a chave dele (e sempre que o Harry queria dormir na minha casa, era para esse apartamento que eu o levava).
Enfim, cheguei ao apartamento e cumprimentei Antônio, o porteiro de prédio e grande amigo meu, ele era gente boa, e tinha um filhinho, o Edu, que devia ter uns sete anos, mas era bem esperto.
– Bom dia seu Antônio. – Eu disse assim que cheguei e o vi mexendo em alguns papeis.
– Bom dia Zayn. – Ele disse. – Pronto para mais um dia?
– Como sempre. O Lucas está ai, ou já saiu? – Eu perguntei, Lucas era o dono do apartamento, e ele ainda não havia viajado.
– Está sim, mas já deve estar de saída, só volta mês que vem, vai visitar o oriente. – Antônio revirou os olhos. Era assim, sempre que Lucas tinha uma ideia na cabeça, nem pensava duas vezes, já arrumava as malas e viajava, claro, ele podia, tinha dinheiro, quem dera eu poder viajar assim para qualquer canto. – Às vezes você parece muito mais dono da casa do que ele.
– Ele bem que podia me dar essa, aposto que ele tem uma casa em cada canto do mundo. – Eu ri, mas bem que podia ser verdade.
– Apegado as coisas como o seu Lucas é, duvido ele dar qualquer coisa sua a alguém, muito menos uma casa. – Antônio disse, e bem que era verdade, Lucas cuidava muito bem de suas coisas, sempre deixava tudo limpo e arrumado, e nunca deixava ninguém tocar nas coisas mais preciosas, apenas eu porque era de confiança e tinha que limpar a casa, mas depois tinha que deixar tudo no lugar. E pensar que eu era cuidadoso com suas coisas, mas as minhas viviam jogadas pelo meu quarto. Mal de adolescente...
– Zayn, ainda bem que chegou, eu já estava de saída. – Falando nele, olha só quem aparece cheio de malas. Lucas estava arrumado, com uma jaqueta na mão, uma mala na outra e uma mochila nas costas. – Antônio, chama um taxi para mim, por favor?
– Claro. – Antônio saiu e chamou um taxi, que estava ali perto mesmo. – Aqui está senhor.
– Zayn me ajuda. – Eu peguei a mala que estava no chão e levei até o carro. Ele colocou tudo dentro do carro e me entregou a chave do apartamento. – Por favor, muito cuidado com as coisas que eu trouxe da Turquia, elas estão em uma caixa dentro do armário do closet, limpa tudo e organiza na estante, quando eu voltar eu arrumo melhor, e você tem que lembrara de dar o comprimido do Brutus uma vez por dia, pode ser qualquer horário, e também arruma aquela salinha que servia como dispensa, porque eu vou precisar dela limpa e vazia quando voltar, entendeu? – Lucas disse devagar, e quase que eu não decorei tudo.
– Entendi, mas para onde você vai agora?
– Japão, a terra da tecnologia, conheci uma japinha pela internet e fiquei de conhecer ela. – É, esse era o meu “patrão”.
– E quando volta?
– Acho que mês que vem, ou então no outro, depende do que eu vou encontrar por lá. – Ele riu. – Agora eu tenho que ir, até mais.
– Tchau, e boa viajem. – Ele entrou no taxi e partiu. UHUUU!! A casa era só minha por um mês, podia ser melhor? NÃÃO!
– Yeah, casa livre por um mês. – Eu vibrei enquanto Antônio me olhava.
– Um dia ele ainda vai descobrir essas suas festinhas. – Ele disse em tom de reprovação, ok, eu sei que era errado, aliás, eu era todo errado, mas fazer o que, o pecado me chama.
– Só se alguém contar, e todo mundo do prédio me conhece, sabem que eu sou gente boa. – Eu disse em minha defesa. – Agora eu vou subir, o Brutus me espera. – Eu disse e corri em direção ao elevador e apertei os tão conhecidos números 1 e 5. 15° andar, ai vou eu vida de príncipe.
Assim que cheguei, andei lento até o fim do corredor, até chegar ao antepenúltimo apartamento, o 204. Abri a porta devagar, e o apartamento estava uma bagunça, roupas jogadas para um lado, cascos de cerveja, até algumas garrafas de whisky. Ótimo, eu tinha muito trabalho pela frente...

’s POV


Cheguei em casa junto com o Nando, ele foi direto ligando vídeo game, eu fui até a cozinha, onde estava Alzira preparando o almoço, e pelo cheiro só podia ser...
– Strogonoff! – Ela se virou quando eu disse. – Acertei?
– Acertou, é Strogonoff de frango. – Ela disse limpando as mãos e vindo para perto de mim. – Como foi à escola?
– Ótima, hoje nós apresentamos nosso vídeo clipe, todo mundo adorou. – Eu disse animada.
– Depois eu vou falar com meu filho, ele também estava empolgado com esse clipe. – Alzira disse. Ela sempre me dizia que tinha um filho que também estudava o 3° ano na Westwide, mas eu nunca o conheci, acho que ele estuda o 3° ano ‘B’ talvez, mas também nunca dei muita importância.
– Alzira, você lavou o pijama que eu pedi?
– Lavei e já está guardado no seu guarda-roupa, e eu também já encomendei os salgadinhos que você pediu.
– Alzira, você é perfeita.
– Que salgadinhos, enh ? O que você está aprontando? – Nando perguntou, curioso esse meu irmão.
– Não é da sua conta, mas eu vou responder, hoje eu vou fazer uma festa do pijama aqui em casa, só para meninas, inclusive eu me esqueci de avisar a elas, vou ligar agora. – Eu subi correndo para meu quarto, peguei meu celular e liguei para a primeira pessoa que eu precisava convidar.
Fala . atendeu no 3° toque.
, amore mio, eu tenho um convite para te fazer.
Porque não disse na escola?
– Por que eu esqueci
Claro, esqueci que você é lerdinha.
– Deixa eu fazer o convite, criatura. – Eu ri e continuei. – Hoje a noite eu estava pretendendo fazer uma festa do pijama com você, a , a e a , ai vocês vinham e dormiam aqui, aceita?
Claro que sim, estou topando qualquer coisa para sair dessa casa hoje.
– O que aconteceu?
A Marcela, minha prima, que fica me enchendo o saco só porque ela conheceu um carinha pela internet.
– A Marcela, a chata da Marcela, conheceu um carinha pela internet? E quem é, você sabe?
Eu sei o nome, é Lucas, mora aqui no Rio, mas vive viajando, ela disse que é rico e bonito, mas eu acho que ela está inventando isso só para me irritar.
– Que maldade, só porque agora você tem o Harry de volta ela quer um cara também.
Eu não estou com o Harry, de onde você tirou isso?
– Aquela sua história de “Vocês são bonitos, talentosos, carismáticos e charmosos” não se aplicava a todos. Confessa que você estava falando do Harry.
A gente conversa sobre isso hoje à noite, quando todas as meninas estiverem reunidas, é melhor do que por telefone.
– Tem razão. Então tchau, e até a noite.
Eu desliguei, e logo em seguida liguei para , (que não estava falando direito comigo esses dias) e . Todas confirmaram presença, e eu tratei de arrumar tudo para às 10:30, horário que eu marquei para elas virem, assim dava tempo de assistirmos alguns filmes, porque eu tenho certeza que só vamos dormir depois das duas da madrugada e olhe lá. Eu sei que essa noite promete.

Capítulo 17

’s POV


Estava tudo pronto, já eram 10 horas da noite, eu havia arrumado minha nécessaire com alguns cremes, meu pijama, meu uniforme, pois de lá iria direto para a escola, minha escova de dente e alguns filmes que havia pedido. Eu vestia apenas uma saia jeans, uma regata verde com detalhes de renda atrás, e uma sapatilha, meu cabelo estava em um rabo-de-cavalo, já que lá trocaria de roupa. Me despedi de meus irmãos, e peguei um taxi junto com Liam, que insistiu para me trazer pois disse que era perigoso andar a essa hora da noite sozinha. Aprenda uma coisa: morar com seus pais é mil vezes melhor do que morar com um primo e dois irmãos HOMENS, porque pelo menos você tem sua mãe para conversar, agora com homens, quem conversa?
– Chegamos. – Disse o taxista assim que paramos em frente à casa de , e que casa, aliás, a casa de todos era linda, acho que eu era a única pobre daquela escola, e vocês não imaginam como é ruim ser pobre.
– Espere um pouco, eu já volto. – Liam disse e saiu junto comigo, e me acompanhou até a porta. – Tem certeza que vai ficar bem?
– Liam, eu não sou mais criança, eu sei me cuidar, ok? – Eu disse com a mão em seu ombro e rindo. – Pode ficar tranquilo, eu vou ficar bem.
– Ok, então até amanhã na escola. – Ele beijou minha testa. – Boa noite, baixinha.
Ele foi saindo em direção ao carro, e eu já ia tocar a campainha, até que eu escuto isso:
– CUIDADO! – E um estrondo forte foi ouvido. Eu me virei e vi Liam e caídos no chão um por cima do outro e um skate jogado do lado. , sempre a .
– AI MEU DEUS! Vocês estão bem? – Eu perguntei correndo em direção a eles e ajudando , que estava em cima do Liam, a se levantar. e Nando saíram da casa e vieram ver o que tinha acontecido.
– O que aconteceu? Que barulho foi aquele? – perguntou chegando mais perto.
– Mas o que foi isso? – Perguntou Nando rindo enquanto Liam se levantava.
– A culpa foi minha, eu estava vindo muito rápido com meu skate e não vi o Liam. – dizia rápido. – Desculpa Liam, desculpa mesmo, foi sem querer mesmo e...
, eu estou bem, você está bem, chega de desculpas, ok? – Liam disse, deu um pequeno sorriso e assentiu. – Agora eu vou para a casa, boa noite a todos.
Liam entrou no taxi e ele partiu para fora do condomínio, pegou seu skate que estava no chão junto com sua mochila jeans e todos entramos em casa.
– Boa , eu nunca pensei que você fosse tão boa atriz. – Nando disse pegando um salgadinho na bancada, mas deu um tapa em sua mão.
– Atriz? O que eu fiz? – perguntou.
– Eu sei que você fez aquilo de proposito, confessa que você planejou cair em cima do Liam. – Nando disse e eu ri, seria mesmo capaz de arquitetar aquilo, mas acho que não fingiria tão bem.
– Claro que não, eu caí acidentalmente, eu não sou tão falsa assim, ok Fernando. – rebateu.
– Pois se foi acidental, o destino está sendo bem generoso com você e o meu primo, aproveite essa chance. – Eu disse.
– Quer saber, esqueçam o que aconteceu, já passou. – disse colocando a mochila em cima do sofá. – Então, onde vamos dormir?
– No meu quarto. – vibrou.
– E cabem todas lá? – Eu perguntei, mas claro que eu sabia da resposta, afinal, alguém como com certeza teria um quarto enorme para guardar todas as suas roupas.
– Até parece que vocês não conhecem a , aposto que o quarto dela é do tamanho da minha sala. – Disse entrando na sala ao lado de , ambas com mochilas enormes, depois falam da .
– Meninas, que bom que chegaram, já podemos começar nossa festinha particular. – Disse dando uma reboladinha. podia até parecer menininha às vezes, mas quando queria ser sexy sabia fazer isso muito bem, ela dançava como ninguém, e quando queria causar sabia exatamente o que usar para passar aos outros a imagem de garota fatal e sedutora que no fundo ela era.
– Já entendi, essa é minha deixa, boa noite meninas. – Disse Nando subindo as escadas, e por um momento eu tive vontade de puxá-lo e dizer para nós fazermos uma festinha particular só nossa, se é que vocês me entendem. Ok, eu não faria isso porque não tenho coragem e não sou tão safada assim, mas pelo menos poder chamar ele e dizer para assistirmos um filme. Ai meu Deus, porque eu tenho que me apaixonar sempre por alguém que não me quer? Ô coração complicado esse meu.
– Vamos subir meninas, a noite está só no começo – Essa foi a primeira coisa que disse, e mesmo que tenho sido animado, ela não me parecia que estava tão animada assim. Às vezes eu não sei se fico feliz por e Louis estarem juntos, ou se fico triste por e Zayn que também estão tristes pelo mesmo motivo.
Subimos as escadas até o quarto de , e que quarto, não exagerou quando disse que era realmente enorme.
– Meninas, ali é um banheiro, cada uma pode ir se trocar, enquanto eu arrumo os colchonetes e pego os edredons. – Disse , espera, ela organizada com algo? Acho que essa noite vai chover.
– Eu te ajudo com os colchonetes. – Disse deixando sua mochila em cima do sofá.
– Eu durmo no sofá, ele é meu e ninguém tasca. – Disse vindo correndo do banheiro, nos fazendo rir.
– Se me disser onde estão os edredons eu posso buscar. – Eu disse.
– Ótimo, estão na porta branca do final do corredor, ela deve estar aberta, pega os edredons e mais dois travesseiros, acho que vamos precisar. – Disse .
– Ok – Eu disse e saí. O quarto de ficava ao lado da escada, então era o primeiro do corredor, eu fui andando em direção à última porta do corredor, branca como ela havia dito. Eu abri e me deparei com um enorme armário cheio de toalhas, lençóis, edredons e travesseiros, todos exatamente brancos e tediosos, aposto que quando terminar essa noite todos vão estar encardidos, coitada da empregada deles. Eu peguei os edredons que estavam mais embaixo, mas quando chegou a hora de pegar os travesseiros que estavam no alto da prateleira, quem disse que eu conseguia? Ai que raiva de ser baixinha. Eu me estiquei, fiquei na ponta dos pés e nada, não conseguia, até que eu sinto um corpo atrás de mim e uma mão pegando os travesseiros, eu gelei e um arrepio tomou minha espinha, eu sabia bem de quem era aquele corpo.
– Precisa de ajuda? – Disse Nando pegando os travesseiros e me entregando. – Aqui está. – Eu me virei e encontrei um abdômen branco e bem definido em minha frente. Sim, ele estava sem camisa e todo molhado, se eu morri? Sim ou claro?
– O-O-O-Obrigada Nan-do-do. – Eu gaguejei, mas não sabia o que fazer, eu somente saí correndo dali feito uma louca e entrei no quarto de , quase tendo um ataque cardíaco.
– O que foi menina? Você está branca. – Disse rindo. Quando eu finalmente respirei e olhei, os colchões já estavam espalhados pelo quarto e já estava com seu pijama sentada no sofá pink de . também já vestia seu pijama e estava deitada em um dos colchões, agora vinha do banheiro, arrumada penteando seu cabelo e fazendo um coque, e , linda como sempre, estava deitada em sua cama com o controle na mão passando os canais da TV.
– É que eu tive que fazer muito esforço muito esforço para pegar os travesseiros no alto. – Eu ri com minha desculpa. – Eu vou me trocar. – Eu disse e saí em direção ao banheiro. Lá, eu me vesti, passei creme nas mãos e nos pés e arrumei meu cabelo de lado, para não amassar tanto a noite. Mas eu não conseguia parar de Nando, minha vontade era correr pro quarto dele, me atirar em seus braços e dormir agarradinha com ele a noite inteirinha, e se o destino me permitisse, mais um ano que fosse, só para nunca me esquecer que eu amo e sou amada.

’s POV


Estávamos todas no quarto de , discutindo sobre que filme assistir primeiro.
Atividade Paranormal 3 com certeza, vocês vão pirar quando assistir esse filme. – Eu dizia, mas claro, sou fissurada por terror, era como se ele me ajudasse a enfrentar meus medos.
– Nem pensar, se eu assistir esse filme, eu não durmo a noite. – Dizia , a medrosa.
– E quem disse que vamos dormir essa noite? – disse rindo.
– Mas eu concordo com a , temos que assistir outro filme, quem sabe Simplesmente Amor? É um ótimo filme. – Disse .
– Nem pensar, romance a essa hora não, tem que ser comédia. – Disse . – American Pie 8 é maravilhoso.
– Um filme de ação é melhor, eu voto por Branca de Neve e o Caçador. – Disse .
– Eu prefiro animação, eu consegui Valente, acho um ótimo filme. – Disse .
– Vamos fazer assim, primeiro nós poderíamos fazer uma brincadeira, e depois fazemos um sorteio para ser justo, ok? – disse e nós concordamos.
– E o que nós podemos fazer? – Perguntou .
– Que tal Jogo da Verdade? Sempre funciona em reuniões de amigas. – disse e todas nós concordamos. foi até seu guarda-roupa e pegou uma garrafa de plástico vazia. Nós afastamos um pouco os colchões e sentamos em uma rodinha imaginária. Não sei por que, mas eu estou com um mal pressentimento, porque eu sempre me ferro em jogos assim, e sou sempre somente eu.
– Ok, eu começo. – Disse depois rodou a garrafa com força, que rodou, rodou até que parou na...
! – Disse , ótimo, agora o circo vai pegar fogo. – Lembrando que você terá que dizer somente a verdade, ok? – assentiu e continuou. – Agora me diz, o que realmente está acontecendo entre você e o Harry?
– Sabia que você ia me perguntar isso. – revirou os olhos. – Ok, então vamos do começo, o Harry me procurou para me devolver uma correntinha antiga, da época em que nós namorávamos, e acabou rolando um beijo, e só isso.
– Como só isso? – Eu disse surpresa, mas poxa, era demais para ser verdade. – Conta o resto, eu sei que tem mais.
– Está bem, hoje ele foi me procurar para dizer que terminou com a por minha causa, e que quer recomeçar. – dizia com brilho nos olhos, mas esses dois são muito idiotas mesmo, um gosta do outro e ficam nessa frescura. – Então, nós marcamos um almoço sábado. Agora sim, é somente isso.
– Ótimo, já é mais do que esperávamos. – disse entregando a garrafa a . – Agora sua vez.
– E lá vamos nós. – girou a garrafa um pouco fraco, por isso ela logo parou na...
! – deu uma risada maléfica e esfregou as mãos, como se estivesse planejando algo, mas pelo menos eu sabia que ela não perguntaria nada comprometedor para .
– Olha lá o que você vai perguntar. – disse e riu.
, quando e como foi a última vez que você ficou de fato, digamos, intima de um garoto? – perguntou com a maior cara de safada, bem o estilo do meu irmão mesmo.
– Foi há dois anos, eu estava na casa de um garoto, tinha decidido dormir lá porque ele estava abalado com uma perda, então para animar, nós decidimos assistir Grease, foi quando eu caí, e ele foi me levantar, ficamos próximos, acabou rolando beijo e aconteceu. – dizia alegre até, e algo me diz que eu sei quem é esse garoto. – Foi minha segunda vez, e desde lá para cá, eu não fiquei com mais ninguém.
– Aw, agora conta quem foi? – perguntou e ficou apreensiva.
– Claro que não, ela já respondeu o que a perguntou, agora vamos continuar. – Eu entreguei a garrafa a , que me agradeceu com uma piscada de olho. – Sua vez.
– Obrigada. – pegou a garrafa e deu uma bela girada, até que parou em, adivinhem? – ! – me olhou – Olha que coincidência.
– Que infeliz coincidência. – Eu disse, sabia que ia me dar mal, vocês vão ver. – Pergunta logo.
– Senhorita , qual o seu verdadeiro envolvimento com Liam James Payne? – perguntou, fazendo a garrafa de microfone e colocando na minha boca.
– Somente e estritamente amizade. – Eu disse séria, até eu me assustei.
, não vale mentir. – Disse .
– Eu não menti, ela perguntou qual o nosso envolvimento, e eu respondi. Mas esses não são meus sentimentos verdadeiros por ele. – Eu ri e as meninas fizeram um “Hummm” malicioso.
– Então vou reformular a pergunta. – Disse pegando novamente a garrafa. – O que você realmente sente pelo Liam, seu Mr. Woddy?
– Amor, paixão, desejo, atração, chamem como quiser. – Eu fui direta, precisava mesmo desabafar. – Eu simplesmente preciso ficar perto dele, eu me sinto bem quando ele me abraça, parece que na voz dele meu nome fica mil vezes mais bonito, eu me encantei pelo jeito como ele fala, pela seu medo besta de colheres, por sua mania de adorar quadrinhos, de como ele lida tão bem com a matemática que para mim parece impossível, ou simplesmente o jeito tímido como ele mexe no cabelo quando está nervoso ou com vergonha. – Eu dizia e imagens de Liam inevitavelmente vinham a minha cabeça. – Eu amo o Liam.
– E ele ama a patricinha. – Disse me olhando e suspirando, mas recebeu uma almofada na cara de .
– Não precisa lembrar isso , deixa a menina sonhar enquanto pode. – , que estava ao meu lado, disse me abraçando de lado. Das meninas, ou melhor, de toda a turma eu era a mais nova, tinha a minha idade, mas era alguns meses mais velha que eu. Acho que por isso todos insistiam em me tratar meio que como filha, mesmo eu sendo bem mais responsável que eles às vezes, mas eu gostava disso, gostava de saber que podia contar com amigos sempre que eu quisesse.
– Agora é minha vez. – Eu peguei a garrafa e rodei, e parou na pessoa em quem eu mais queria... – !
– Espera, como eu sei que você vai ferrar com a minha vida, deixa eu me preparar. – A dramática respirou fundo. – Agora pode dizer.
– É simples, eu só quero que você me responda sinceramente. – Eu liguei a lanterna de meu celular e coloquei embaixo do meu rosto, para dar o suspense dos filmes de terror. – Se você morresse hoje, do que você mais se arrependeria?
– De não ter dito “Eu te amo” sinceramente. – respondeu rápido, até parece que já estava esperando. se alertou quando ela disse isso, e eu podia ver um pouco de raiva em seus olhos, também, transparente como ela era, só de olhar para ela todos podiam ver o que ela estava sentindo.
– Mas você está namorando o Louis, nunca disse “Eu te amo” para ele? – perguntou, mas eu sentia como se que quisesse perguntar aquilo.
– Já disse, mas não foi totalmente sincero. – Disse quase se lamentando.
– Está dizendo que não ama o Louis? – finalmente disse, também, ela explodiria se não perguntasse aquilo.
– Eu sou apaixonada pelo Louis, ele faz eu me sentir bem, ele me ama, mas amor de verdade eu não sei o que é, eu nunca senti isso de verdade, com Louis eu me divirto, fico bem, mas... – suspirou.
– Mas... – Eu disse.
– Mas eu sei que não é o máximo que eu posso dar. – Ela respondeu sincera. – Pelo menos um dia, eu queria sentir o que se diz sentir nos filmes, como borboletas na barriga e um nó na cabeça. Eu só queria alguém que me fizesse ficar de pernas bambas, mas que me desse segurança para confiar nele só em pegar sua mão, entendem?
– Perfeitamente. – Disse olhando para o nada. Aliás, todas nós estávamos assim, admirando o horizonte inexistente e imaginando como seria se ele existisse e estivesse pronto, somente para nós e nossos príncipes encantados.
– Ok, chega de doçura, a ainda tem que responder, então para acabar logo, a vai fazer a pergunta a ela.
, minha doce e querida . – Disse .
– Ih, quando começa assim, não é coisa boa. – riu.
– Cala a boca que eu estou falando. – disse e olhou fundo nos olhos de e pegando em suas mãos. – Qual o seu sonho mais secreto, tipo aquele que você guarda lá no fundo da sua alma.
– Se eu contar, vai deixar de ser secreto, duh. – Disse .
– Conta só para a gente, nós vamos guardar segredo. – Disse .
– Ok, vamos lá. – respirou e começou. – Eu tinha sete anos quando eu fui a um casamento pela primeira vez, era o da minha professora e eu era a daminha de honra, e quando eu estava entrando, eu percebi todas aquelas pessoas me olhando admiradas, e depois, quando eu vi a noiva entrando, eu olhei bem para o rosto dela, ela estava com os olhos lacrimejados, e depois eu olhei pro noivo, que mesmo chorando, sorria ao mesmo tempo, era como se aquele fosse o momento mais importante da vida dele, e quando ele pegou na mão da noiva e disse “Eu aceito”, fui eu quem chorei, por pensar que um dia poderia ter alguém que me amasse como aquele homem amava aquela mulher.
– Que lindo . – Disse .
– Ainda não acabou. – disse e continuou. – Três semanas após o casamento, a mulher morreu de câncer de mama, e eu fui ao enterro, e eu vi seu marido lá, mas ele não chorava, pelo contrário, ele sorria mais do que no casamento, ele estava sentado ao lado do caixão, com o buquê de rosas brancas dela na mão e vestido com o smoking branco, como no dia do casamento, e ele não chorava porque sabia que ela ia morrer, ele casou sabendo, e mesmo assim ele realizou o sonho dela de se casar, de poder entrar na igreja com alguém a esperando no altar. – limpou uma lágrima que caia de seu rosto. – E é por isso que eu quero que algum dia um homem me faça uma prova de amor tão grande quanto essa.
terminou de falar e todas nós já estávamos de olhos marejados, aquela era realmente uma das histórias mais lindas que eu já tinha ouvido.
– Ok, depois desse rio de lágrimas, eu voto por um filme de comédia, se não vamos nos afogar nesse quarto. – disse e riu.
– Pois eu trouxe o filme perfeito. – Disse se levantando e indo até sua mochila, de onde tirou um filme. – Quem ai curte um clássico? – Eu me levantei num pulo quando percebi de que filme falava, e eu era louca por ele.
– Não acredito! Curtindo A Vida Adoidado é meu filme preferido, e é difícil de achar, como conseguiu ele? – Eu disse tomando o DVD de suas mãos e agarrada a ele.
– É do Louis, quer dizer, era do irmão dele que deixou para ele quando foi embora. Vamos assistir?
– Com certeza. – Disse .
– Clássico é clássico, meu bem, não se recusa. – Disse . Nós voltamos a organizar os colchões e logo já estávamos deitadas assistindo o filme, e mesmo sendo antigo, era simplesmente hilário, além de ser completamente relaxante. Uma comedia é sempre bom de vez em quando. Depois do filme, continuamos conversando sobre algumas coisas, rolou guerra de comida com pipoca e salgadinhos, e até guerra de travesseiros. E depois de muito cansar, eu somente me joguei no colchão, me cobri com o edredom e capotei.

’s POV


Se estiverem pensando que eu gostei do que a disse, estão enganadas. Por um lado foi bom, pelo menos eu soube que ainda tenho alguma chance com ele, mas foi ruim porque eu tive a certeza de que ela está iludindo ele e que vai continuar a engana-lo só porque ela está em duvida do que sente e quer que alguém a faça feliz. Ah, por favor, isso é história para boi dormir, ela quer mesmo é posar com o namorado para as outras pessoas, ou então ela somente acatou a ideia da mãe dela e decidiu namorar alguém rico que cuida da empresa. Eu nem sei por que me importo tanto com isso, eu sou mesmo uma idiota por não conseguir esquecer o Louis quando ele nem mesmo lembra-se de mim, eu tenho que seguir em frente, tenho que superar a fixação que tenho por ele, porque não passa disso, uma fixação.
, está acordada? – Disse deitada no sofá ao lado do meu colchão.
– Estou sim, mas pensei que estivesse dormindo. – Eu disse.
– Eu demoro para dormir, ainda mais na casa dos outros. – Ela disse. – No que estava pensando?
– Na nossa conversinha do jogo da verdade. – Eu disse.
– Estava mesmo dizendo a verdade quando respondeu aquilo?
– Claro que estava.
– Então me diz, estava falando dele não é? – deu ênfase na palavra dele, e eu soube exatamente de quem ela falava.
– Exatamente, dele. – Eu suspirei.
– Foi depois da morte da irmã dele, não foi?
– Foi, minha amiga tinha morrido, ele estava frágil e acabou acontecendo, foi só por impulso.
– Da parte dele pode ter sido, mas você quis, e muito, que eu sei. – Ela riu.
, ele tem namorada, e ele a ama.
– Mas ela não, e você sabe disso. – Ela disse. – Tem que lutar por ele, como eu fiz, porque se eu tivesse deixando de lado, talvez hoje não estivesse tão feliz com o meu príncipe.
– Sei bem quem é esse príncipe. – Eu ri, e mesmo sem ver podia jurar que estava com suas bochechas coradas de vergonha. – Eu vou tentar, mas não sou tão forte para aguentar isso sozinha.
– Você não está sozinha, você tem a gente, suas amigas, e aposto que é muito mais forte do que pensa. – disse. – Agora eu vou dormir, boa noite.
– Boa noite. – Eu respondi por fim, pensando realmente que não estava sozinha, eu tinha as meninas, minhas amigas, e de uma maneira meio torta até estava me ajudando a conquistar seu namorado, afinal de contas, sem amor um relacionamento não dá certo. Ai meu Deus, eu só consigo ficar mais confusa ainda.
Eu vou dormir, é o melhor a se fazer agora.

Capítulo 18

’s POV


Um maravilhoso e delicioso café-da-manhã feito por Alzira estava pronto na mesa da cozinha pronto para ser devorado por cinco garotas famintas. Tem jeito melhor de começar o dia?
– Bom dia meninas. – Disse chegando à mesa e sentando entre mim e , e estavam sentadas do outro lado.
– Bom dia nada, hoje eu vou chegar horrível na escola por causa de vocês. – Eu disse fazendo bico, ok, eu sei ser birrenta quando eu quero.
– Porque nossa causa? – Perguntou já com um pedaço enorme de sanduiche na boca.
– Porque ontem vocês me fizeram ficar acordada até tarde, agora eu to cheia de olheiras. – Eu disse.
, você foi a que mais dormiu ontem, você tem o sono de pedra. – Disse .
– E se eu não me engano, até roncou. – riu. Epa, roncar já é demais.
– Eu não ronco . – Eu disse.
– Ronca sim que eu sei. – Disse Nando chegando à mesa. – Bom dia minhas flores do campo.
– Nossa, ele está animado hoje, aconteceu alguma coisa? – disse.
– Não, só que hoje eu acordei de bem com a vida. – Nando colocou um biscoitinho na boca. – Mas voltando ao assunto...
– Não tem assunto nenhum, EU NÃO RONCO! – Eu praticamente gritei e se assustou.
– Eu não ia falar do ronco, eu ia falar da declaração que a fez para o Harry ontem lá no quarto. – Nando riu e arregalou os olhos. Que irmão que eu fui arrumar, acho que o Harry seria melhor.
– Além de fofoqueiro também fica escutando conversa atrás da porta é Fernando? – dei um tapa em sua cabeça.
– Eu não fiquei escutando, eu só estava passando de volta pro meu quarto. – Nando olhou engraçado para a . – Já que uma certa baixinha saiu correndo e deixou tudo bagunçado no armário.
– Saiu correndo? Que história é essa? – Disse rindo e fazendo corar.
– Nada, foi só o Nando que me ajudou a pegar os travesseiros que estavam altos, só isso. – disse tímida e voltando a comer.
– Só isso nada, quando ela se virou saiu correndo feito uma louca, bagunçando tudo. – Nando continuou. – Que é, eu sou tão feio assim sem camisa?
– Você tava sem camisa? – Perguntou assustada a . – Agora eu entendi o porquê da corrida. – Ela disse e todas rimos, menos , que batia na e Nando, que estava confuso, depois a lerda sou eu.
– Que foi-, eu não entendi. – Nando disse.
– Ih, já vi que a lerdeza é de família. – Disse .
– Depois dessa, eu vou para a escola, é bom chegar cedo de vez em quando. – Nando ia se levantar da cadeira, mas e o seguraram e o puxaram.
– Nem pensar, você vai ficar porque vai nos levar para a escola. – Eu disse.
– Eu vou levar todas vocês? – Nando perguntou.
– Não gênio, não cabem todos no carro, então o Harry vai passar aqui e levar eu e a . A , a e a vão com você. – explicou.
– Ah é assim, agora que eu tirei carteira vou ter que servir de motorista? Na na ni na não, eu vou para a escola e... – Nando se levantou e o sentou rapidamente.
– Você vai sentar ai e ficar quietinho, ou então eu faço você voltar a pé da escola. – Ela olhou ameaçadora para ele. – E você sabe do que eu sou capaz.
– Depois de uma ameaça dessas, posso pelo menos beber água? – Ele disse.
– NÃO! – Todas respondemos em coro.
– Ok, mamães. – Nando disse e nós rimos.
– Nossa, quanta animação. – Disse minha mãe ao chegar perto de nós, e nós simplesmente calamos, nossa, minha mãe dá tanto medo assim? – Bom dia meninas.
– Bom dia dona Helena. – Disseram todas juntas.
– Bem, a e a eu já conheço, mas essas duas, – Ela apontou para e . – eu ainda não conheço.
– Eu apresento. – Eu disse, apontando para . – Mãe, essa é a , ela é irmã do Harry que mora aqui no condomínio, e veio de Nova York.
– Irmã do Harry? Ele é um garoto adorável. – Disse minha mãe.
– Claro, adorável. – disse com um sorriso cínico, e segurou uma risada.
– E essa, – Eu apontei para . – é a , ou como chamamos, ela é nova na escola e prima de um outro amigo nosso.
– Muito prazer .
– O prazer é meu, dona Helena, e olha, sua casa é simplesmente perfeita, eu adorei a replica da Monalisa que tem na sala, parece de verdade. – disse e até eu me assustei, como ela sabia disso?
– Que bom que gostou, eu sou fissurada em arte é uma das minhas paixões. – Minha mãe disse sorrindo. – Agora eu tenho que ir, tchau meninas.
– Tchau. – Todas responderam antes de minha mãe passar pela porta.
“Sua casa é simplesmente perfeita, eu adorei a replica da Monalisa que tem na sua sala, parece de verdade”. – disse imitando a voz de e sorrindo. – De onde tirou isso, ?
– Eu queria fazer bonito, causar uma boa impressão é bom de vez em quando. – Disse .
– Para agradar minha mãe basta dizer três palavras: Eu tenho dinheiro. – Nando riu. – Ela vira sua melhor amiga na hora.
– Bom dia pessoal. – Harry chegou já pegando uma maçã e comendo. – Nossa, que café maravilhoso.
– Chegou cedo, que milagre é esse? – Disse .
– Eu estou morrendo de fome, isso sim. – Harry sentou, pegando uma banana, tá parecendo até o Niall. – Lá em casa está sem comida, e eu fui tentar fazer omelete acabei sujando tudo, por isso saí logo e decidi vir para cá, eu sei que a comida da Alzira é a melhor.
– Harry é especialista em empregadas, ele conhece a comida de todas. – Nando riu.
– Ok, chega de conversa, vamos para a escola, estamos quase atrasados. – disse levantando e pegando sua mochila. Logo as meninas repetiram o gesto e fomos todas para fora, até que nos parou na porta.
– Meninas, uma coisa tem que ficar bem clara, o que aconteceu naquele quaro, fica naquele quarto, está bem? – Ela disse e todas assentimos.
– O jogo da verdade é secreto. – Eu disse. deu espaço e todas nos dividimos nos carros. e foram com Harry. e foram comigo e Nando, e os dois carros partiram.
“O que aconteceu naquele quarto, fica naquele quarto”. Essa era a frase que se repetia em minha cabeça, e tomara que realmente seja assim.

Zayn’s POV


Eu estava na escola, conversando com Liam e Niall quando Louis chegou correndo.
– Bom dia meninos. – Ele disse sentando. – Como estão?
– Melhor agora que o comediante ambulante chegou. – Niall disse e riu.
– Eu sei que você me ama, Nini, não precisa mentir. – Louis disse.
Logo dois carros estacionaram na frente da escola, e dele saíram Harry, , , , , Nando e , ah , não sei por que, mas hoje ela estava com algo diferente, um brilho especial talvez, ou então fosse só a minha mente retardada e apaixonada que estivesse vendo coisas.
– Oi meninos. – Disse chegando à mesa e Louis foi logo a abraçando e lhe dando um beijo, ótimo, começamos mal o dia.
– Ei, casal pegação. – disse separando os dois. – Melação logo de manhã faz vomitar, sabia?
– Eu sei que você também está querendo um beijo, vem cá sua chatinha. – Louis disse e depois correu, apertou e deu um beijo melado em sua bochecha, o que nos fez rir. As meninas tinham como duplas de amigas, e eram confidentes, sabiam tudo uma da outra, e eram muito parecidas por isso sempre andavam juntas, mas sempre se deu melhor conosco, os meninos, talvez por isso tratávamos ela como mascote.
– Depois dessa, eu vou sair, se não saio daqui toda suja de baba. – riu. – Você vem comigo Niall?
– Claro. – Niall se levantou e saiu junto com para a sala de música. Hum, será que tá rolando alguma coisa entre eles?
– Esses dois andam tão juntos esses dias, não é? – disse sentando.
– Será que tá acontecendo alguma coisa? – disse olhando diretamente para Liam, que parecia não estar gostando nada dessa história. Eu também vou entrar nessa brincadeira.
– O cupido está mesmo atacando esses dias, primeiro o Louis e a , agora o Niall e a . – Eu disse rindo. – Ele bem que podia me picar.
– Eu só quero que o Niall cuide muito bem da minha irmãzinha. – Disse Harry.
– Que ideia de vocês, o Niall e a não tem nada, é só amizade, até porque eles nem combinam. – Liam disse nervoso.
– Não é você que diz que os opostos se atraem? – riu.
– Mas eles são diferentes demais, definitivamente não tem nada. – Liam estava ainda mais emburrando, ai como é bom encabular um amigo.
– Espera, eu estou sentindo um cheirinho de ciúmes no ar? – disse cheirando.
– Não , eu também estou sentindo. – Louis disse e todos riram. O sinal tocou e logo todos fomos para a sala, e Liam continuava com a cara emburrada, será mesmo que ele estava com ciúmes da ? Se for, que ótimo, a mascote merece mesmo ser feliz.

Niall’s POV


Eu e estávamos na sala de música, aproveitando que hoje Ed não viria à escola.
– Vai , conta logo o que você tem para me dizer. – Eu disse ansioso, eu tinha certeza que era algo sobre .
– Eu não devia te contar, mas eu sei que você está mudando, eu decidi te ajudar com a , então escuta bem. – Ela começou. – Ontem à noite, a nos contou de um sonho que ela tem.
– Sonho? Que sonho? – Eu perguntei curioso.
– Ela é uma garota romântica, então ela disse que seu maior sonho é receber uma declaração de amor, que algum menino prove que realmente a ama, entende?
– Claro que sim, mas o que acha que eu devo fazer? – Eu perguntei. Sem querer me gabar, mas eu sempre tinha boas ideias para tudo, só que quando se tratava de , dava um nó em minha cabeça e a única imagem que me vinha na cabeça era ela, só ela.
– Toda garota, até mesmo eu, tem um sonho em comum: ter um admirador secreto. – disse rindo.
– Admirador secreto?
– É, você vai virar o admirador secreto da , vai mandar cartas, presentes, versos, só que ela não vai saber que é você.
– Acha mesmo que é uma boa ideia? – Eu perguntei apreensivo.
– Só vamos saber se tentarmos. – disse estendendo a mão. – Você topa?
– Topo. – Eu apertei sua mão e depois dei um abraço na mascote. – Você é uma garota incrível, .
– Você também, Nini. – Ela riu.
– Ah, ah. – Nos soltamos assim que ouvimos uma tosse, justamente da pessoa que eu nunca imaginaria.
– Liam? – disse nervosa, ele não podia chegar em outra hora menos comprometedora não?
– O Dantas está chamando todo mundo na quadra para a aula, eu só vim chamar vocês. – Liam disse e saiu emburrado, é só impressão minha ou ele está com ciúmes? se levantou e ia trás dele, mas eu segurei em seu braço.
– Não, você não vai. – Eu disse sério.
– Mas ele vai achar que nós temos alguma coisa.
– Melhor assim, ele está com ciúmes, isso prova que ele se importa com você. – Eu disse e sorriu.
– Acha mesmo que ele está com ciúmes de mim? – Ela perguntou.
– Claro que sim, agora cabe a você fazer a segunda parte da conquista.
– Que segunda parte?
– Tem que começar a desprezar o Liam, se distancie um pouco dele, deixa ele sentir a sua falta, e ai ele vai vir correndo.
– Tem razão, valeu mesmo Leprachaun. – Ela riu. Nós saímos da sala e fomos em direção aos vestiários (separados, que fique bem claro), nós trocamos e fomos para a quadra, onde eu me sentei perto de Liam, que nem falou comigo, parece que o plano estava dando certo, que ótimo, agora mais do que nunca eu tenho certeza que foi uma ótima ideia me aliar a .

’s POV


Eu estava ao lado da piscina, me aquecendo com e seu maiô sexy, com seu maiô de lacinho, com seu maiô simples, Liam, Niall e Nando, Louis e Harry estavam se trocando (só para lembrar, todos os meninos estavam de cueca preta ou azul escura e short táctil por cima), e Zayn estava parado, afinal não iria participar da aula porque não sabia nadar. Olhando ele assim, de cabeça baixa, tão calmo e vulnerável, eu até me esqueço que algum dia tive medo dele, não era bem medo, mas quando ele mais amigo do Harry, ele tinha aquela pose de badboy que me fazia ter medo de me aproximar dele, mas agora que fomos nos conhecendo melhor, eu pude ver que ele é só um garoto comum, e doce, e gentil, e simpático, e louco, e... perfeito!
– Pessoal, aquela é a ? – Nando disse, nos fazendo parar e olhar para a entrada do clube de natação da escola, por onde agora entrava com um maiô que caía perfeitamente eu seu corpo, e eu posso dizer, que corpo o dessa garota! Analisando agora, era mesmo bem bonita, não era tão alta, apenas um pouco mais do que , sua pele era macia como a de um bebê, seus olhos eram intensos e brilhantes, e seu corpo era magro, não tão magro assim, mas sua silhueta parecia desenhada, e por último, a melhor parte: o quadril, e eu posso dizer, era maior que o do Louis (e isso é bem difícil).
– Ela mesma Nando. – Disse ainda olhando para ela, que agora se aproximava.
– Isso só pode ser uma miragem coletiva, aquela não pode ser a NOSSA . – Disse .
– Oi pessoal. – Disse quando chegou perto de nós. É, era ela mesma, mas parece que Liam queria fazer um raio x do corpo da menina, por que não parava de olhar para ela de queixo caído, até parece que estava hipnotizado.
– É pessoal, é ela mesma. – Disse ao lado dela.
– Do que estão falando? – perguntou se olhando de você.
– De você, e me perguntando como você conseguiu esse corpo perfeito. – Eu disse. – Me diz, qual o segredo?
– Nenhum, eu só praticava Muay Thai quando morava em Nova York, mas desde que voltei pro Brasil, nem academia faço.
– Senhor, porque foste tão injusto e não me abençoastes com uma genética assim. – disse levantando as mãos pro céu e nos fazendo rir.
– Chega de drama, vamos que o Dantas está para chegar. – Disse fazendo trenzinho com a e a e saíram, e Liam continuava parado, olhando para o nada.
– Liam, – Eu disse o sacudindo e fazendo acordar. – limpa a baba que está escorrendo aqui do lado. – Eu disse e ele riu.
– Que baba , me deixa quieto. – Ele disse e saiu logo em seguida.
Eu ia saindo de perto da piscina, quando sinto um impacto muito forte me fazendo cair na piscina junto com alguém que eu não vi quem era, até que eu levantei a cabeça da água e vi alguém se afogando, já sabia exatamente quem era.
– Zayn! – Eu mergulhei novamente e o puxei para a superfície, com um pouco de dificuldade, pois não sou tão forte assim, até que consegui coloca-lo na borda da piscina e ele deitou, cuspindo toda a água que tinha engolido. – Você está bem?
– Estou. – Ele disse com dificuldade e depois me encarando com aqueles olhos cor-de-âmbar que tanto me fascinam. – Obrigado.
– O que aconteceu aqui? – Perguntou Dantas ao lado de Zayn e me encarando, já que eu ainda estava na piscina.
– Eu também quero saber. – Disse Louis saindo de trás de Dantas. Ótimo, uma crise logo no começo do namoro, começou bem enh .
– O Zayn caiu na piscina e estava se afogando, eu somente o ajudei a sair da piscina. – Eu disse sentando na borda e me levantando, ajudando novamente Zayn, que ainda tossia um pouco.
– Eu não sei nadar professor, então acho que não posso participar da aula. – Zayn disse olhando o professor, enquanto eu continuava do seu lado, e Louis me olhava de braços cruzados, batendo o pé no chão.
– Tudo bem Zayn, mas se não sabe nadar, acho que não deveria estar tão perto da piscina e muito menos tão perto da . – Dantas disse rindo. – Acho esse seu afogamento muito conveniente.
– Professor, eu tenho namorado. – Eu disse e Zayn me olhou triste, acho que ele não gosta mesmo do meu namoro.
– Tudo bem, não tocaremos mais nesse assunto. – Dantas disse levantando as mãos. – Zayn, pegue uma toalha para se enxugar, você vai monitorar o tempo da nossa competição, já que não vai participar, e os dois, – Ele apontou para mim e Louis. – sentem-se.
Dantas saiu até o meio do ginásio, Louis saiu andando até a arquibancada que lá tinha e eu segui, mesmo ele andando rápido.
– Louis, tenho que falar com você. – Eu disse.
– Depois , depois. – Ele disse ainda de costas sem parar de andar. O que custa ele confiar em mim? Ele sabe que eu nunca o trairia, esses ciúmes não tem cabimento. Depois nós meninas que somos complicadas.
Eu me sentei ao lado das meninas, e quando elas iam falar alguma coisa, as interrompi.
– Sem perguntas agora, depois conversamos. – Eu disse e todas se calaram.
– Alunos, já que estão todos prontos, vamos dar inicio a aula, ou melhor, competição. – Dantas disse. – Primeiro, o senhor Malik irá cronometrar, já que não sabe nadar. A competição ocorrerá assim, eu vou montar dois times de oito pessoas, um feminino e outro masculino. Duas pessoas irão competir em batalhas até sobrar somente um homem e uma mulher, e quem ganhar, arrecada dez pontos para cada pessoa do time. Entenderam?
– Sim. – Todos responderam em coro.
– Ótimo, então vamos aos times. – Dantas pegou sua prancheta com a lista de chamada que ele nunca largava e começou a folhear, até que voltou a olhar para nós. – Time masculino: Harry Styles, Liam Payne, Fernando , Niall Horan, Louis Tomlinson, Hugo Castro, Guilherme Oliveira e Jonas Araújo.
Os meninos junto com esses outros alunos, que nós não conhecíamos, se levantaram e ficaram ao lado direito do professor, e eu bem vi que ficou interessada no tal Hugo, o mais fortinho do grupo, ela não tem jeito mesmo, até se ajeitando com o Harry fica de olho nos outros garotos.
– Time feminino: , , , Guedes, , Linhares, Catarina Gomes e Joana Marins.
Ótimo, sempre tem que ter todas nós no time, a sorte gosta mesmo do nosso grupo, porque né. Nós nos levantamos junto com a chata da e as outras duas garotas, que pareciam ser bem mais chatinhas que a , e fomos para o lado esquerdo de Dantas. Ele definiu quem seriam as duplas e ficou assim: e Louis, e o tal Guilherme, e Niall, Harry e , a tal Joana e o Liam, eu e o Hugo, Catarina e Nando, e e Jonas.
– Bem, depois desses times formados, as batalhas vão acontecer assim, cada dupla de uma vez vai para a piscina e terá que dar cinco voltas na piscina, quem chegar aqui primeiro ganha e dá espaço apara a próxima dupla, quem for ganhando, vai fazendo dupla com o próximo, então pode ser que homens compitam com homens, e mulheres com as mulheres. – Dantas entregou o cronometro a Zayn enquanto e Louis entravam na piscina. – Preparar, e já.
e Louis nadaram em disparada quando Dantas disse isso, e por um momento eu fique aliviada por não ser Zayn estar ali, se não Louis poderia afoga-lo. Depois das sete voltas, ganhou. A batalha de e Guilherme foi vencida pelo garoto, Niall ganhou de , Harry ganhou de (que ficou bem emburrada), Liam ganhou de Joana, Hugo ganhou de mim (porque eu nado bem mal), Nando ganhou de Catarina, e ganhou de Jonas.
As batalhas continuaram até termos os dois vencedores: e Liam. Algo realmente me diz que essa não era uma boa hora para sair esse resultado.
– Temos os nossos vencedores. – Dantas disse enquanto e Liam entravam na piscina, sem nem ao menos trocar um olhar amigo, eles estavam mesmo intrigados.
– Assim não vale, eles são amigos. – Disse ao meu lado.
– Algo me diz que a amizade vai desaparecer nessa competição. – Niall disse e eu concordei.
– Preparar, e já! – Dantas mal terminou a frase e os dois já estavam nadando na velocidade da luz, meu Deus, estes dois são o flash, só pode ser, eles nadavam tão rápido que nem se dava para acompanhar com o olhar, só me dei conta quando alguém gritou da piscina.
– Ganhei! – gritou erguendo a mão, enquanto Zayn fazia sinal positivo com a cabeça para Dantas. e Liam saíram da piscina, ela feliz, e ele, mais irritado que nunca, pelo menos ganhamos nossa nota.
– Não valeu, eu quero revanche! – Disse Liam para Dantas.
– Nem pensar, a ganhou por mérito próprio. – Disse .
– A está certa, Payne, a marrentinha ganhou. – Dantas disse enquanto vibrava vitoriosa ao lado de Liam.
– Admita Liam, eu sou melhor do que você. – disse olhando diretamente nos olhos de Liam.
– Então vamos fazer uma aposta. – Liam disse cruzando os braços.
– Liam, lembra-se da última aposta que a fez? – Eu disse rindo junto com os outros, até mesmo Dantas, a vitima, riu.
– Eu me lembro garoto, eu me lembro. – Disse Dantas.
– Mesmo sim eu aceito. – Disse estendendo a mão. – Mas só se você estiver disposto a pagar o preço, Liam Payne.
– Eu estou sim, . – Liam disse apertando sua mão. – Nós dois vamos dar dez voltas na piscina em nado borboleta, depois dez em nado costas, e dez em nado crawl, quem fizer o menor tempo sem pausas, ganha, aceita?
– Com certeza. – concordou. Pessoinhas teimosas esses dois enh, deram certinho. – Se eu ganhar, você terá que passar uma semana inteira fazendo minhas tarefas, sem computador e sem videogame.
, tá pegando pesado, isso pro Liam é quase impossível. – Disse rindo, nisso, eu concordo com ela.
– Mesmo assim eu topo. – Disse Liam.
– E se você ganhar? – Harry perguntou. – Pega leve com a minha irmã, enh.
– Pode deixar, eu só tenho uma exigência. – Liam disse olhando bem nos olhos de , e por um momento, eu não vi mais raiva neles, e sim carinho, ternura, e até desejo. – Você terá que ir comigo a um jantar.
– Só isso? – disse.
– Com uma condição, quem irá dizer como você vai vestida sou eu, e terá que ser um vestido. – Ih, isso para a era um verdadeiro desafio.
– Eu topo. – disse soltando sua mão de Liam e entrando na água, sendo seguida por ele depois.
– Ok, regras feitas, recompensas discutidas, agora só falta competir, e lembrando que isso não faz parte da aula. – Disse Dantas. – 1, 2, 3 e... já!
Novamente os dois nadaram como jato, primeiro em nado borboleta, depois nado costas, e por último, nado crawl. Até o nado costas, estava ganhando, mas depois, começou a desacelerar e perder velocidade, até que a competição acabou com um vencedor: Liam!

’s POV


Liam ganhou. LIAM GANHOU! Como eu pude deixar isso acontecer? Eu devia ter ganhado, agora, justo agora, que eu tinha que me distanciar dele, ele ganha um jantar comigo? Meu plano está rindo pelo ralo. Mas esse pode ser o começo de outro plano.
– GANHEI! – Liam praticamente gritou saindo da piscina. – Quem é o melhor agora, enh ?
– Você ganhou uma vez, já contabilizou quantas vezes eu ganhei de você? – Eu disse saindo da piscina e ficando bem em sua frente. Eu posso até perder, mas não levo desaforo para casa, e me chamem de orgulhosa, eu sou mesmo.
– Eu não ligo, o importante é que eu ganhei, e você vai ter que cumprir com sua parte na aposta. – Liam disse me encarando com aqueles olhos castanhos brilhantes. Ah, aqueles olhos, aquela boca, aquele rosto, aquele corpo, aquele garoto, simplesmente tudo nele era perfeito. Pensando agora, eu fiquei bem feliz em perder.
– Só me dizer onde e quando que eu estarei lá. – Eu disse saindo de perto dele, se não poderia agarra-lo ali mesmo.
– Amanhã, às oito e meia, no Fifteen. – Como? Ele disse Fifteen? É simplesmente o melhor e mais caro restaurante da cidade, Liam ia mesmo pagar um jantar para mim ali, ou isso é somente um delírio?
– Ótimo, amanhã a tarde você me entrega a roupa. – Eu disse já enrolada na toalha passando a seu lado. – Mas espero que tenha dinheiro para pagar, porque eu sou uma garota bem cara.
O sinal tocou, eu fui junto com as meninas para o vestiário, tomamos banho, depois vestimos nossas roupas novamente e fomos para a sala, onde agora era aula de português, mas quem disse que eu consegui prestar atenção na aula? Eu só conseguia pensar no jantar de amanhã, Liam estava mesmo falando a verdade? Ele iria mesmo me levar ao Fifteen? Só me resta esperar que o destino e a sorte colaborem comigo nesse jantar.

Capítulo 19

Harry’s POV


Estávamos todos sentados na mesa do pé de laranjeira, conversando animadamente, menos , que saiu mais cedo dizendo que havia marcado dentista, o que com certeza é mentira, porque mente muito mal e todos percebem quando ela não fala a verdade, mas pensando bem, porque ela mentiria?
– Meninos, tenho novas noticias para vocês. – Niall disse sentando-se à mesa.
– Que noticias? – Perguntou Liam.
– Em um mês vai acontecer o concurso de talentos da escola. – Niall disse animado, mas porque toda essa animação, é só um concurso de talentos.
– E o que isso tem demais? – Eu perguntei entediado. – Um concurso de talentos é sempre uma chatice.
– A boa noticia não é o concurso de talentos, e sim quem vem para cantar no concurso. – Niall disse.
– E quem vem? – perguntou.
– Só a Emblem3. – Niall disse e todos ficaram surpresos, menos eu e , afinal de contas, quem era essa Emblem3?
– Como assim? A Emblem3 vem tocar aqui na escola? – disse.
– Niall, é melhor que isso seja verdade, se não eu vou te enforcar. – Disse histérica ao meu lado.
– É claro que é verdade, acha que eu ia inventar uma coisa dessas. – Niall disse e vibrou.
– Meu Deus, eu não acredito, eu vou conhecer a Emblem3. – Ela disse.
– Meninas, dá para explicar quem é essa Emblem3? – disse, finalmente, alguém como eu que não está entendendo nada do que eles estão falando.
– Como você não conhece a Emblem3? – Liam disse.
, até eu conheço eles. – Disse Louis, mas se tratando de música, claro que ele conheceria.
– Eu também não sei do que vocês estão falando. – Eu disse.
– Eu explico. – Disse Nando. – Emblem3 é uma banda americana, que competiu no “The X Factor Usa” desse ano.
– Ah, agora sim. – Eu disse.
– Mas como conseguiu que eles viessem tocar aqui? – Zayn perguntou.
– Eles vão estar de passagem pelo Brasil, divulgando a banda, eu só acionei os meus contatos e consegui isso. – Niall disse se gabando. Mais convencido que esse garoto, impossível!
Continuamos conversando mais algumas coisas, e o clima entre eu e a estava cada vez melhor, mas como eu não tenho sorte na vida, alguma coisa sempre tem que me atrapalhar, ou alguém, como dessa vez.
– Com licença. – Disse chegando ao lado da mesa, cruzando os braços e olhando com muita raiva, o que essa garota vai aprontar dessa vez. – Será que você pode parar de dar em cima do meu namorado, sua biscate.
, o que está fazendo aqui? – Eu disse me levantando e pegando em seu braço.
– Cuidando do que é meu. – disse e logo em seguida foi me dando um beijo, mas eu a empurrei.
– Eu não sou mais seu, nós terminamos tudo, entende isso. – Eu disse com ainda mais raiva, fazendo todos se levantarem temendo o pior.
– A única coisa que eu entendo é que você me trocou porque essa vadia te seduziu. – Ela dizia praticamente gritando.
– Olha aqui, a única vadia que eu conheço é você, sua piriguete despeitada. – Disse me empurrando de perto de e ficando de frente para ela, algo me diz que vai ter briga aqui, e eu vou me dar mal de novo.
– Cala a boca sua hippie idiota, a conversa ainda não chegou no curral para eu falar com as vacas.
– Claro que não, ela chegou no rio, para eu estar falando com as piranhas. – rebateu. Duas garotas brigando por mim, tudo bem que eu sempre sonhei com isso acontecer, mas não dessa maneira né. pegou um copo de suco que estava em cima da mesa e despejou em . Falei que ia dar briga.
– Faça bom proveito desse banho, você estava mesmo precisando. – disse e foi saindo, mas quando virou de costas, pegou por seus cabelos e foi a levando até uma mesa ao lado da nossa e afundou sua cara em um prato de sopa que estava por ali, mas como ele havia surgido, ninguém sabia.
– Faça bom proveito da limpeza de pele, você estava precisando. – disse e foi saindo vitoriosa, mas não se deu por satisfeita.
– Ô ? – Chamou e virou, a essa altura todos já estavam ao redor das duas, vendo a briga acontecer. – Espero que goste de roxo, porque seu olho vai ficar dessa maneira. – disse e pegou uma laranja do balcão da cantina e jogou em , que por sorte sua (e azar da ), acabou batendo justamente na pior pessoa possível: , minha irmãzinha nervosa.
– Olha só, ao vez de bater na vaca, bateu na galinha júnior. – Disse saindo.
– Eu vou te mostrar quem é galinha aqui. – disse com raiva e saindo atrás de com um prato de macarrão na mão, mas de onde estão surgindo tantas comidas estranhas? Voltando a briga, chegou perto de e despejou todo o macarrão nela, que parou instantaneamente. – Aproveite o novo penteado, aprendiz de Bruna Surfistinha. – disse e foi saindo, mas antes segurou em seu braço, mas Liam apareceu e separou as duas.
– Chega de briga por aqui. – Ele disse, eu fiquei feliz porque não ia me meter em uma confusão maior, mas estava triste também, até que tava divertido.
– SAÍ DAQUI! – Disse e empurrou Liam que caiu no chão. Pronto, agora essa briga não vai mais parar.
– Ei, você não fala assim com ele. – Disse .
– Eu falo assim com quem eu quiser, seu projeto de revoltada. – Disse que logo depois jogou gelo em , que também se abaixou e deixou cair com tudo na cara de Louis, que até ficou vermelho por alguns instantes. Bem que podia aparecer um balde de pipoca, assim eu poderia curtir tudo de camarote.
– Eu não acredito que você fez isso com o meu namorado! – Disse com a mão fechada em punho.
– E faço até com você, sua patricinha. – disse e partiu para cima de , mas antes que ela conseguisse bater, segurou por seus braços e a prendeu.
– Pois fique sabendo que fiz dois anos de karatê quando criança. – disse. – E patricinha é a senhora sua vó.
– Espera, eu tenho que aproveitar esse momento. – Disse com um bolo enorme na mão. Esse eu sei de onde veio, estava exposto na vitrine da cantina, pelo menos as comidas misteriosas desapareceram. andou até e acertou o bolo em sua cara. – Aprende uma coisa vadia, mexeu com uma de nós, mexeu com todas.
soltou e as quatro saíram vitoriosas, pelo menos até encharcar as quatro com um balde de água suja que estava sendo usado pela cantineira para lavar o pátio.
– Agora sim acabou. – disse.
– Ei garota. – Disse Louis indo para perto de . – Ninguém faz isso com minha namorada e com as minhas amigas.
– E o que vai fazer, me bater? – Debochou . O Louis eu não sei, mas se ela não parar quem vai bater nela sou eu.
– Melhor do que isso. – Disse Zayn olhando para Niall.
– GUERRA DE COMIDA NA PATRICINHA! – Niall gritou e logo todo mundo começou a jogar comida uns nos outros, e foi um cabaré só, até eu já estava todo sujo de comidas que eu nem sabia o nome, as meninas então, nem se fala. A escola inteira estava completamente suja e na cantina não havia mais comida nenhuma, só sujeira. O pessoal gritava e ria como loucos, mas todo mundo parou quando um grito foi ouvido, e era o pior que podia se ouvir agora.
– QUIETOS! – Gritou o reitor Felipe e todos pararam no mesmo instante, foi quando eu percebi que e ainda brigavam no meio da confusão, as meninas estavam descabeladas, e os meninos com as roupas rasgadas, até mesmo eu estava com uma parte da calça rasgada, agora não me pergunte como rasgou porque eu não sei. – Alguém me explica o que está acontecendo?
– Foram eles reitor, eles começaram a jogar comida em mim do nada. – disse se fazendo de vitima e indo para perto do reitor praticamente chorando.
– Ah, mas eu vou dar na cara dessa vadia é agora. – disse e foi em direção de , mas Niall a segurou, e eu percebi uma pontada de ciúmes em Liam, mas não é hora para isso agora temos que resolver essa confusão.
– Quieta, senhorita . – Reitor Felipe disse (lê-se: ordenou) e se acalmou. Ótimo, pelo menos não teríamos mais confusão. – Podem me dizer quem começou essa confusão?
– Foi ele (a)! – Pronto, todo mundo apontou para outra pessoa. apontou pra , que apontou para , que apontou pro Zayn, que apontou pro Louis, que apontou para mim, que apontei para , que apontou pro Liam, que apontou pro Niall e... Niall, vocês deviam ter visto a cara dele, estava hilária, ele que sempre foi o certinho com um furo na camisa do tamanho de uma bola de futebol, todo sujo tendo que explicar pro seu pai que não estava no meio da confusão (sendo que ele estava).
– Niall? O que você faz em cima dessa mesa? – Perguntou o reitor e todos seguramos uma risada enquanto Niall descia da mesa e ia para perto de seu pai.
– Pai, eu posso explicar é só que... – Ele procurou palavras enquanto o reitor lhe olhava ameaçador, até que ele respirou e disse. – Quem começou a confusão fui eu, a guerra de comida é culpa minha.
– E minha também. – Eu disse indo para o lado de Niall, não podia deixar um amigo pagar por um erro que foi mais meu do que dele.
– Eu também entrei na confusão. – Disse Louis vindo para o nosso lado. Logo , , , , Liam, Nando e Zayn vieram para o nosso lado.
– Muito bem, já que todos assumiram a culpa, eu quero todos na minha sala agora. – Disse o reitor subindo as escadas logo depois. Niall foi a frente e nós os seguimos logo depois. A sala da diretoria ficou pequena para nós dez, então as meninas sentaram nas cadeiras, e os meninos ficaram em pé logo atrás. E lembrando, nós ainda estávamos todos sujos.
– Agora podem me explicar. – Disse o reitor sentando em sua cadeira e todos nós começamos a falar ao mesmo tempo, e ninguém entendia nada. – SILÊNCIO! – Gritou o reitor. Pelo amor de Deus, esse homem tem uma garganta bem potente. – Senhorita , a senhorita que sempre foi uma das minhas melhores alunas, pode me explicar o que aconteceu.
– Claro reitor Felipe. – Começou , calma como só ela poderia ficar em uma situação dessas. – Nós todos estávamos sentados juntos, quando a chegou e começou a insultar a mim, e ao Harry. – Ela disse e eu levantei a mão.
– Depois ela jogou um copo de suco na . – Disse .
– E depois acertou uma maçã na cara de . – Disse .
– E um balde gelo na minha cara. – Disse Louis.
– Foi quando nós não ficamos satisfeitos com a situação e começamos a guerra de comida para revidar. – Eu disse.
– Quem anunciou a guerra de comida fui eu, pai, eu também tenho culpa nessa história. – Disse Niall calmo ao meu lado, e eu nunca pensei que fosse dizer, mas eu estava com pena do Niall, dessa vez, a culpa não era totalmente dele.
– Reitor Felipe, acredite em nós, é a verdade, foi quem começou a briga. – Disse Zayn praticamente de joelhos na frente do reitor.
– Eu acredito, eu sei que alunos como vocês jamais começariam uma confusão dessas. – Respiramos aliviados quando ele disse essas palavras. Ufa, menos mal, pelo menos não iria me ferrar tanto e muito menos sozinho como das outras vezes. – Mas vocês compactuaram e eu terei que dar uma suspensão a vocês, até a você Niall. – O reitor disse. – Dois dias de suspensão, ou seja, vocês só voltam à escola somente na segunda.
– Menos mal, obrigada reitor Felipe. – Disse .
– Niall, leve eles até nossa casa e dê algumas fardas limpas, depois voltem, a aula ainda não acabou.
Nós assentimos e Niall foi saindo na frente da sala sendo seguido por nós. Foi então que eu comecei a pensar em toda a briga desde o começo, desde a parte de chegando à mesa até o grito do reitor nos fazendo parar, e uma conclusão eu posso tirar disso tudo: realmente gosta de mim, e eu não vou perder essa garota de novo.

Louis’s POV


Niall foi à frente nos guiando até sua casa, que era no terceiro andar da escola. Andamos todo o corredor das salas até chegar a uma porta no fim do corredor, Niall abriu revelando uma escada de madeira de poucos degraus, assim que subimos, nos deparamos com uma linda casa, uma sala ampla, com uma parede toda feita de vidro e uma vista maravilhosa.
– Niall, sua casa é maravilhosa. – Disse analisando cada canto.
– Da última vez que eu vim aqui, ela não era assim não. – Nando disse.
– Fizemos umas reformas, afinal, é a casa do reitor, tem que se bonita né. – Niall disse rindo. – Bem, temos que ser rápidos, então, as meninas tomam banho no meu quarto e eu, junto com os meninos, dividimos o banheiro daqui de baixo, ok?
– Ok. – Todos respondemos.
– Mas ainda tem um problema, nossas roupas estão sujas. – Disse Liam olhando para si mesmo e rindo, nós estávamos mesmo muito engraçados todos sujos.
– Não tem problema, meu pai tem um armário cheio de uniformes reservas no quarto dele, depois eu pego para vocês. – Niall disse. – Meninos, o banheiro fica nesse corredor, – Niall apontou para debaixo na escada. – podem ir, e meninas, me acompanhem.
– Operação limpeza, começar. – Eu disse indo para o banheiro. Eu tomei banho primeiro junto Liam, ambos de cueca, que fique bem claro. Assim que terminei, me cobri com a toalha e subi para pegar os uniformes com Niall, e acabei esbarrando em no caminho. É, acho que essa é a hora de nós conversarmos.
– Louis, ainda bem que eu te encontrei, eu preciso te explicar o que aconteceu na piscina. – disse, e como ela estava linda, vestia uma calça jeans larga com as barras dobradas, certamente era de Niall, o uniforme branco da escola agora limpo, seus cabelos estavam molhados e cheirando a morango, era impossível não me render a ela dessa maneira.
– Eu já entendi , você salvou o Zayn, só isso, não foi? – Eu disse segurando em seus ombros.
– Foi, mas eu vi que você não se convenceu disso, por isso eu quero te dizer para não ficar inseguro, eu jamais vou te trair com ninguém, eu prometi que ia tentar e é isso que eu vou fazer. – disse me dando um beijo, e eu correspondi ao seu beijo carinhoso e quente ao mesmo tempo, era impossível resistir aquela menina tão provocante, tão doce, tão constante.
– Ah, ah. – e eu nos soltamos e encontramos Niall parado a nossa frente no corredor. – Não é porque estão na minha casa que vão ficar se pegando não, ok. – Niall me jogou uma camiseta de uniforme junto com uma calça jeans escura. – Pode se vestir no quarto do meu pai, é no fim do corredor.
– Valeu Nini. – Ele desceu as escadas com outros uniformes nas mãos, eu dei um último selinho em – Antes que eu me esqueça, minha mãe quer fazer um jantar para você hoje à noite, você vai?
– Claro, não é todo dia que a minha sogrinha está de bom humor. – Ela riu e saiu. Eu fui para o quarto do reitor. , agora mais do que nunca eu sei que fiz a escolha certa. Ou não.

’s POV


Eu saí do quarto de Niall já vestida, enquanto ainda se trocava. Eu desci as escadas ainda enxugando meu cabelo, e procurando uma escova, porque o Niall parece que escondeu todas dessa casa, então só me resta olhar no banheiro do primeiro andar. Eu passei pela sala, onde Louis e estavam sentados juntos, e o Zayn, fissurado por espelhos, arrumava seu topete com uma espécie de spray que ele sempre carregava no bolso, esse garoto é mais vaidoso que mulher. Eu passei pela cozinha, encontrando Niall comendo, e sentada mexendo no celular, fui até o banheiro, entrei e fechei a porta atrás de mim, e por sorte havia mesmo uma escova ali, eu comecei a pentear meu cabelo molhado olhando para o espelho, até que eu me deparo com alguém atrás de mim.
– Sabia que é falta de educação entrar nos lugares sem bater? – Disse Harry de braços cruzados e rindo atrás de mim. Eu me virei e encarei aquele corpo somente de toalha em minha frente, seus cachos estavam encharcados e os pingos caiam por seu abdômen bem definido e por seus quatro mamilos (sim, ele tem quatro mamilos), a toalha estava baixa, então revelava um pouco da cueca preta que ele vestia. Eu sei que eu tenho que me controlar, mas assim já é quase impossível, sorte, você podia colaborar comigo de vez em quando.
– Sabia que é falta de educação ficar pelado na casa dos outros? – Eu disse cruzando os braços e olhando em seus olhos para não ter que olhar para seu corpo perfeito.
– Não tem problema, eu vou me vestir agora mesmo. – Harry tirou a toalha e ficou só de cueca preta apertadinha. Ele foi se aproximando e me prendendo na pia, sussurrando em meu ouvido. – Ou se você preferir eu posso ficar assim.
– Eu quero. – Ok, eu também sei ser safada. Comecei mordendo seu pescoço fazendo um caminho até seus lábios e comecei mordendo o inferior, depois partindo pro beijo mesmo, do jeito que somente Harry sabia dar, envolvente, quente, e muito apaixonante. Ele passava a mão por dentro da minha blusa e tirou ela ali mesmo, me deixando apenas com meu sutiã preto.
– Espera. – Eu o empurrei. – Aqui não.
– Então que tal amanhã. – Ele disse ainda segurando em minha cintura. – Aproveitamos que não tem aula e vamos para a praia, aceita?
– É uma ótima ideia. – Eu dei um selinho nele, depois vesti minha blusa e saí, mas antes Harry me puxou e me encoxou de costas.
– Te pego às dez horas na tua casa. – Ele me soltou, se enrolou na toalha e voltou para o box para se trocar.
Eu saí logo dali se não iria ter um infarto. Todos já estavam na sala, menos Nando, que ainda estava tomando banho, , que se vestia, e Liam, que estava lá em cima procurando uma farda. Eu me sentei no sofá e finalmente respirei. Quer saber, o que passou, passou, eu vou dar uma chance a Harry, e uma chance para mim ser feliz.

Liam’s POV


Parece que eu era a única pessoa que não achava uma farda nessa casa, todos estavam na sala, e eu ainda estava de toalha e cueca andando feito um louco pelo corredor, até que finalmente encontrei o quarto do Niall, deve ser aqui. Entrei me certificando de que não havia ninguém, e não havia mesmo, entrei e fui direto para o armário procurar um uniforme, e encontrei finalmente, tirei a toalha e quando ia trocar de roupa, alguém saiu do banheiro, justamente .
– Liam! – Ela se surpreendeu ao me ver, por sorte ela já estava vestida com um uniforme preto e uma calça jeans justa, que aumentava ainda mais seu já grande quadril, era mesmo linda e... O que eu estou dizendo? Ela é minha amiga, e segundo os outros, está tendo um caso com o Niall.
! – Eu peguei a toalha e fui colocando novamente, mas ela insistia em cair da minha mão, me deixando mais corado e fazendo rir. – Desculpa, eu não sabia que você estava aqui.
– Não precisa pedir desculpas, pode se vestir tranquilo, eu só vou pentear meu cabelo. – Ela disse naturalmente, calçando seu All Star vermelho, e depois indo até o espelho e penteando seu cabelo macio e brilhante. realmente era uma garota diferente.
– Valeu. – Eu disse vestindo minha calça e a camiseta do uniforme, ainda com um pouco de vergonha, depois fui até o espelho para perto dela e comecei a enxugar meu cabelo.
– Ei, vai enxugar esse cabelo de piaçava para lá, seu chato. – disse rindo, foi então que eu a molhei mais ainda.
– Cabelo de piaçava é o seu, marrentinha. – Eu ri junto com ela. – , o jantar ainda tá de pé, né?
– Claro, eu sempre cumpro com minhas promessas.
– Eu não quero que se sinta obrigada, se não quiser ir, não precisa.
– Mas eu quero. – Ela me olhou. – Só tem que tomar cuidado com a roupa, olha lá o que eu vou vestir, enh.
– Pode deixar, amanhã eu te entrego a roupa. – Eu disse. me entregou o pente e foi saindo do quarto, e eu fiquei aliviado, era bom ter minha amiga de volta, com quem eu pudesse desabafar ou contar meus loucos planos de conquista, falando nisso, eu ainda me perguntava o que iria acontecer com , se bem que dessa vez ela merece, quem sabe assim ela não desencana do Harry e vem para mim.

Capítulo 20

’s POV


E lá estava eu, sentada na calçada em frente ao hospital de onde havia acabado de sair com a pior notícia possível. Eu saí mais cedo da escola com a desculpa de que iria ao dentista. Mentira, eu finalmente havia tomado coragem e tinha vindo ao hospital para descobrir o que são essas dores de barriga constantes, esses vômitos, tudo isso que eu sinto só de colocar uma simples bolacha na boca. Pois é, eu descobri exatamente o que era, por isso estava tão triste. Eu precisava de alguém com quem conversar, mas não podia ser Liam ou nenhuma das meninas, se não eles diriam para eu contar aos meus irmãos, e isso eu não vou fazer, esse problema é somente meu, e eu tenho que resolver, mas não sozinha, eu tenho a pessoa certa para me ajudar. Eram uma e meia da tarde quando eu peguei meu celular e disquei os oito números que eu tanto conhecia.
– Alô? – Disse Niall ao atender o telefone.
– Oi Niall, aqui é a . – Eu disse com a voz embargada de choro e ele percebeu.
, está tudo bem? Sua voz está diferente. – Ele disse preocupado.
– Não, eu não estou bem, por isso eu estou te ligando, eu preciso tanto falar com você. – Eu disse, limpando as lágrimas que caíam sem parar.
– Onde você está? Eu estou indo te encontrar. – Niall disse apressado.
– Não precisa, eu vou até sua casa, posso?
– Claro, estou te esperando.
– Até mais. – Eu disse por fim e desliguei. Peguei um taxi que passava lá em frente, disse o endereço, e ele partiu, chegando rapidamente a um lugar que eu tanto conhecia: minha escola. Eu ainda achava estranho Niall morar no terceiro andar da escola, mesmo ele sendo filho do diretor, eles poderiam morar em outro lugar talvez. Mas agora isso não interessava, eu só tinha que entrar e me afundar nos braços da única pessoa que seria capaz de me deixar bem. Paguei o taxi e entrei correndo na escola, que por sorte ainda estava com o pátio vazio, e nem dei atenção a , que trabalhava na cantina, somente subi correndo as escadas em direção à porta no fim do corredor, eu nunca havia entrado na casa de Niall, mas sabia bem onde ficava. A porta estava aberta, então eu entrei e subi rápido os poucos degraus, encontrando um Niall aflito sentado no sofá, que se levantou assim que me viu. A única reação que eu tive foi abraça-lo o mais forte que podia.
– Niall, ainda bem que você está aqui. – Eu disse aos prantos enquanto ele abraçava minhas costas forte, exatamente como eu queria, às vezes parecia que ele conseguia ler minha mente, ou então ele somente me conhecia tão bem a ponto de saber o que eu precisava.
, o que aconteceu? – Ele perguntou preocupado.
– Eu vou morrer Niall, eu vou morrer. – Foi a única coisa que eu consegui dizer.
– Calma . – Ele disse me sentando no sofá. – Fica aqui. – Ele saiu até a cozinha, depois voltou com um copo de água com açúcar e me entregou. – Bebe, vai te acalmar um pouco.
– Obrigada. – Eu bebi, depois fiquei quieta no sofá. Ele pegou o copo e colocou na mesinha de centro.
– Agora me explica com calma, que história é essa de morte? – Ele disse sentando ao meu lado e pegando em minha mão.
– Lembra-se das dores que eu sentia? – Eu disse mais calma e ele assentiu. – Hoje eu tomei coragem e decidi ir ao médico saber o que era isso.
– Você disse que iria ao dentista, porque mentiu? – Ele disse.
– Porque eu não queria que ficassem me atormentando depois para saber o que o medico tinha falado. – Eu disse e comecei a chorar novamente, lembrar-se das palavras do médico me dizendo o que eu tinha era algo forte demais para uma garota tão nova quanto eu suportar. Niall me abraçou de lado e eu apoiei minha cabeça em seu ombro, foi quando eu me acalmei um pouco mais sentido seu cheiro forte de madressilva.
– E o que o médico falou? – Ele perguntou apreensivo. Eu respirei fundo e respondi:
– Eu tenho câncer de fígado. – Eu disse olhando nos olhos de Niall e ele ficou surpreso. É, eu estava com câncer de fígado, o médico me disse que eu devo ter comido algo que me fez mal ou toxico e, como eu demorei a fazer uma lavagem intestinal e uma consulta devido ao meu medo, acabou se tornando algo mais grave, um tumor do tipo maligno que virou um câncer. – Entende o meu desespero agora?
– Mas como isso aconteceu? Me explica direito, o que o médico te disse? – Ele disse se acalmando.
Eu expliquei para ele exatamente o que o doutor havia me dito.
– Está vendo só, se tivesse seguido o meu conselho e ido ao médico antes, estaria bem melhor. – Ele disse levantando e andando de um lado para o outro. – Isso é consequência da sua teimosia, , somente sua.
– Por favor, não me deixa pior do que eu já estou. – Eu comecei a chorar novamente.
– Me desculpa, é que eu estou nervoso. – Ele disse ajoelhado a minha frente e colocando meu cabelo atrás da orelha e me encarando com aqueles olhos azuis perfeitos. – Como os seus irmãos reagiram?
– Eu não contei a eles, e nem vou contar. – Eu disse.
– Como não? Eles são seus irmãos, são sua família, eles têm que saber. – Ele disse sério, e eu dava razão a ele.
– Niall, tenta me entender, eu não posso dar uma noticia dessa a eles, eles já sofreram de mais assim como eu, esse problema é somente meu e eu vou enfrentar ele com a sua ajuda e somente. – Eu disse pegando em suas mãos. – Por favor, não me pede para contar a eles.
– Eu te apoio, não entendo, mas apoio, se você não quiser contar, não precisa. – Ele disse calmo.
– Obrigada Niall, você é um garoto incrível.
– E você é uma garota muito teimosa. – Ele disse dando um tapa em minha testa e nos fazendo rir. – Agora vem, eu vou te preparar alguma coisa, ou você não pode?
– Posso sim, mas se eu comer de mais ou algo muito calórico eu posso desmaiar novamente, então tenho que controlar. – Eu disse.
– Pelo menos assim você faz uma dieta. – Ele disse rindo. Ele se levantou me guiando até a cozinha, onde fez um misto quente com um suco de laranja para mim. Eu comi e depois continuamos conversando sobre mais algumas coisas, com Niall tentando me distrair desse assunto da doença, mas era quase impossível não lembrar disso, mas pelo menos com Niall ao meu lado, seria mais fácil enfrenta-la.

Niall’s POV


Depois de me explicar exatamente o que havia acontecido e porque de seu desespero, eu tentei anima-la da única maneira que a deixaria relaxada: comida! Preparei algo leve para ela comer, já que ela não podia comer algo tão pesado, e continuamos conversando. Depois que ela terminou de comer, eu levei ela até a porta, mesmo não querendo, por mim, poderia ficar com ela ali o resto do dia, protegendo a minha princesa.
– Está melhor? – Eu disse antes dela descer as escadas.
– Um pouco, mas não sei se sou capaz de enfrentar meus irmãos assim. – Ela disse de cabeça baixa.
– Porque não fica aqui? – Eu disse e ela me pareceu um pouco mais animada. – Você toma um banho, descansa, a tardezinha eu te levo para a casa.
– Eu teria que avisar aos meus irmãos.
– Eu aviso ao Liam.
– Tem certeza que eu não vou atrapalhar? – Ela disse tímida.
– Uma amiga que precisa de ajuda nunca atrapalha, pode ficar.
– Então eu vou aceitar seu convite, preciso mesmo descansar. – Ela disse suspirando.
– Então vem, vou te levar pro meu quarto, assim você fica mais confortável. – Eu disse pegando em sua mão macia e fria e subindo as escadas. Quando chegamos ao meu quarto, eu entreguei a ela uma toalha, uma camiseta larga e uma calça de moletom para ela vestir. – Aqui está, pode ficar a vontade para usar o banheiro.
– Obrigada Nini, não sabe como eu precisava desse tempo longe da minha família.
– Eu entendo, acredite. – Eu disse saindo do quarto. – Se precisar de algo, pode me chamar, eu vou avisar ao Liam.
– Ok. – Ela disse entrando no banheiro. Eu saí do quarto fechando a porta e indo para o fim do corredor, onde havia uma enorme janela de vidro de onde se dava de ver o Cristo Redentor, ou, como o Harry disse uma vez quando não lembrou o nome, “Aquela coisa de braços abertos”, só o Harry mesmo (n/a: quem assistiu a entrevista da 1D no Fantástico sabe do que eu estou falando). Eu disquei o número de Liam e ele atendeu no terceiro toque.
– Oi Niall. – Ele disse.
– Oi Liam, você está em casa? – Eu disse, ainda pensando em como contaria que a priminha querida dele iria passar a tarde na minha casa.
– Estou, esperando a para me ajudar a decidir que roupa eu dou para a usar no jantar. – Unh, então o jantar era mesmo de verdade, tenho que me lembrar de falar com a depois, temos muitas coisas para planejar juntos. Foco Niall, agora é a que precisa de você.
– Então vai esperar demais, porque a não vai chegar em casa agora. – Eu disse.
– Como não? E como sabe disso? – Liam disse surpreso.
– Ela está na minha casa, e irá passar a tarde aqui comigo. – Eu disse rápido, para não perder a coragem.
– E porque a minha prima vai passar a tarde na sua casa? Niall, o que está acontecendo? – Ele perguntou.
– Nada Liam, não aconteceu nada, é que eu pedi para ela passar a tarde aqui, aconteceram algumas coisas depois da confusão de hoje de manhã, e eu precisava de uma amiga. – Eu disse. – Não se preocupe, à tardinha eu deixo ela em casa.
– Ok, eu vou confiar em você, mas espero que não me arrependa disso.
– Não vai, eu prometo. – Eu disse e desliguei depois de me despedir. Voltei em direção ao meu quarto, que estava com uma brechinha da porta aberta, por onde eu vi sair do banheiro somente de toalha e seguir até minha cama, onde estava a roupa, eu não resisti e continuei espiando ela. tirou a toalha, revelando que estava com sua lingerie rosa clara, não era somente linda de rosto, mas eu posso dizer, seu corpo era simplesmente sensacional, era não era do tipo magro, era um pouco mais cheinho e mesmo assim lindo, seu quadril e suas coxas eram pequenos, mas seu busto era grande, isso eu tenho que admitir. era gentil, sincera, romântica, comia tanto quanto eu, era simpática, e linda, resumindo, era a garota perfeita. Perfeita para mim.
Eu me dispersei de meus pensamentos quando percebi que ela já havia se vestido com a calça e minha camiseta branca, que inclusive ficou bem largo nela, e mesmo assim ela continuava linda. Eu abri a porta e entrei enquanto ela sentava na cama.
– Eu liguei pro Liam. – Eu disse a fazendo me olhar. – Está tudo bem.
– Com o Liam sim, mas com meus irmãos, aposto que não ficará tão bem assim. – Ela disse colocando as duas mãos na cabeça. – Eu sou uma fraca mesmo.
– Não, você é forte até demais. – Eu disse sentando ao seu lado. – Você acabou de receber uma notícia muito chocante, e só tem dezessete anos, tem o direito de ficar sozinha e pensar. – Ela me olhou rindo com seus lindos olhos pequenos e reluzentes. – Agora, que tal um filme para distrair, eu tenho filmes de comedia ótimos.
– Só se tiver pipoca para acompanhar. – Ela disse e eu ri.
– Ok, eu faço pipoca, escolhe o filme na estante enquanto isso. – Eu saí do quarto e fui para a cozinha para fazer a pipoca. Rapidinho ela já estava pronta no micro-ondas e eu subi junto com uma latinha de refrigerante, havia escolhido o filme “Valente”, uma animação ótima.
– Aqui está, sua esfomeada. – Eu disse quando cheguei e ela riu. Eu coloquei o filme, desliguei as luzes, e deitei ao lado de na cama. Meu braço estava por debaixo de suas costas, e ela apoiava sua cabeça em meu ombro. Melhor impossível, realmente era uma garota especial. No meio do filme, eu percebi que ela estava dormindo, como um anjinho vindo dos céus só para alegrar minha vida e mudar completamente minhas opiniões. Eu desliguei a TV, encostei minha cabeça em seu cabelo macio, e adormeci, com a garota mais linda do mundo ao meu lado. Não importa o que eu tenha que fazer, nem que eu tenha que descobrir a cura do câncer, mas eu não vou deixar morrer, ela vai viver comigo, por quanto tempo o destino nos permitir.

Capítulo 21

’s POV


Eu estava ajudando minha mãe a fazer o jantar especial de hoje à noite, já que ela estava um pouco doente. Já não me bastava ser uma chata a mandona, a dona Elizabeth ainda tem que inventar esse jantar em homenagem a , isso já é quase um noivado, não precisa de tudo isso, até porque eu não dou um mês para esse namoro acabar, não gosta do Louis, e ela não é do tipo de garota vulnerável, pelo contrario, quando queria, sabia bem fazer as coisas que ela queria que acontecesse. Eu odeio admitir, mas era bonita, rica, sexy, tinha um ótimo gosto musical, era simpática, tem uma boa conversa, além de conseguir atrair todos os garotos para si. Não havia chance para uma garota como eu ganhar, ela com certeza era melhor do que eu.
, pode pegar o óleo na dispensa para mim, por favor. – Minha mãe, Lilian, pediu.
– Ok. – Eu peguei o óleo e trouxe para a minha mãe, que estava terminando de cozinhar o arroz enquanto eu aferventava os camarões. Tínhamos decidido fazer Risoto de frutos do mar, já que a adorava frutos do mar, assim como eu, e essa era a única coisa que tínhamos em comum. – Aqui está mãe.
– Obrigado filh... – Minha mãe nem conseguiu completar a palavra e acabou ficando tonta e quase caindo. Desde a semana passada minha mãe estava com pneumonia e febre muita alta, e teimosa como era, se recusava a ir ao um médico, eu já havia falado um monte de vezes para ela ir ao hospital, mas quem disse que mãe escuta a gente? (n/a: isso eu posso dizer por experiência própria).
– Mãe, a senhora está bem? – Eu perguntei a ajudando a sentar na cadeira e lhe entregando um copo de água. – Quer que eu ligue pro médico?
– Não , eu estou ótima e... – Ela foi se levantar, mas acabou caindo de novo.
– Ótima? E quem está ótima fica caindo atoa? – Eu disse a levantando. – A senhora vai pro quarto, vai descansar por essa noite, e amanhã de manhã nós vamos ao médico, e nem adianta dizer não, a senhora vai sim dona Lilian.
– E tem como dizer não a uma filha mandona? – Minha mãe riu. – Ok, amanhã nós vamos ao medico, mas hoje eu preciso terminar esse jantar, porque já são sete e meia, e a família da deve estar chegando.
– Não mãe, a senhora vai descansar, eu termino esse risoto, eu sei muito bem como fazê-lo.
– Tem certeza? A dona Elizabeth não vai gostar de nada disso.
– Eu me entendo com ela, agora vamos pro quarto, a senhora precisa descansar. – Eu levantei minha mãe e a levei até o quarto, depois saí e segui em direção à masmorra, ou melhor, ao quarto da megera que atende pelo nome de Elizabeth Tomlinson. Eu nem sabia como iria dizer a ela que a filha da empregada iria servir o jantar para a namorada do filho dela, mesmo que ela não se importasse com ele, fazer um bom jantar para passar a imagem de família perfeita era muito importante para ela. Eu nem entendia o porquê desse jantar para a família da , tá parecendo até noivado. Mas isso não é da minha conta, a única coisa que eu tenho que fazer agora é encarnar a atriz e fazer pose de boa moça nesse jantar.
– Dona Elizabeth, posso entrar? – Eu disse abrindo um pouco a porta e vendo ela em frente ao espelho terminando de arrumar o coque no topo da cabeça com seu vestido verde claro longo com um decote poderoso nas costas e alças de brilhantes da cor de seus scarpins. Uma coisa eu tenho que admitir, Elizabeth era uma coroa enxuta.
– Claro , aconteceu algum problema? – Disse ela colocando argolas prateadas.
– Ocorreu um pequeno problema sim. – Eu disse apreensiva e entrando no quarto. – Minha mãe passou mal e não vai poder servir o jantar dessa noite. – Ela me olhou surpresa e eu continuei antes de ouvir o chilique da bruxa. – Mas não se preocupe, o jantar vai ser servido perfeitamente por mim.
– Por você? – Ela perguntou surpresa.
– Sim, o risoto está quase pronto e eu sei muito bem como servir um bom jantar. – Eu disse segura de si mesma, não falei que ia baixar a atriz?
– Espero que saiba mesmo. – Ela se voltou para o espelho novamente. – Bem, se era somente isso, volte a cozinha e comece a preparar tudo, Helena, e Fernando devem estar chegando.
– Com licença. – Eu ia saindo.
– Ah, e só mais uma coisa , vista a roupa que está no terceiro armário da dispensa.
– Claro. – Eu disse me controlando. Ah não, agora além de pagar de empregada na frente da patricinha eu ainda ia me vestir a caráter? Mas tudo bem, tudo pela saúde da minha mãe. Eu saí do quarto em direção a escada, quando o tio João me parou, e acho que não contei, mas agora ele estava muito mais bonito, também, gerente de restaurante tinha que fazer uma boa pinta.
– Eu ouvi bem? Você vai servir o jantar hoje? – Ele disse descendo a escada junto comigo.
– Exatamente Dr. João, eu mesma. – Eu disse entrando pelo balcão da cozinha enquanto ele sentava em um dos bancos.
– Ah não, me chama de tio João como antigamente. – Ele disse rindo e eu ri junto. – E saiba que não precisa servir o jantar de hoje à noite, a empregada dessa casa é a Lilian, você é somente a filha dela.
– Por isso mesmo, quando a empregada não pode, a filha tem que cumprir o papel.
– E você vai dar conta de servir o jantar para os seus amigos? – Ele perguntou preocupado. Mesmo errado como ele era, tio João sempre foi o pai que eu não tive, já que meu pai era separado da minha mãe e morava bem longe daqui, eu nunca mais havia o visto, eu só sabia que tinha um pai pela pensão que ele me mandava que eu usava para pagar minha escola. Mas amor e carinho, mesmo que de um jeito torto, quem sempre me deu foi o tio João.
– Acho que isso vai melhorar as coisas. – Eu ri nervosa. – Licença, eu tenho que vestir o uniforme. – Eu saí em direção à dispensa, que nada mais era que uma sala ao da minha casa, que era no fim de um corredor atrás da cozinha. Eu abri o terceiro armário e lá estava: o vestidinho na altura do joelho preto de mangas, com um avental branco com rendinhas, uma toquinha branca e uma sapatilha preta sem salto ao lado. – Hora de enfrentar tudo de cabeça erguida, é somente hoje. – Disse para mim mesma, depois vestia a roupa, fiz um coque no cabelo e coloquei a toquinha e saí.
Tio João não estava mais na cozinha, melhor assim, agora eu tinha que terminar o camarão junto com o arroz. O risoto estava quase pronto quando a campainha tocou. “Hora da tortura”, pensei, depois desliguei a panela, limpei minha mãos no avental e fui até a porta, mas Louis já estava lá, e ficou surpreso assim que ele me viu, ele ainda não sabia que eu iria ser a empregada dessa noite.
, o que faz vestida assim? – Ele perguntou parado em frente à porta me encarando com certa pena do olhar, mas não quero pena, eu quero amor, ou pelo menos admiração, e é isso que o Louis vai sentir essa noite, admiração e surpresa, ele vai ver que eu não sou a garota besta e fraca e que eu sou capaz de enfrentar qualquer situação de frente.
– Minha mãe está mal e eu vou servir o jantar essa noite. – Eu disse seca e direta, fazendo Louis ficar mais surpreso ainda. – agora, se me dá licença Sr. Louis, eu preciso atender a porta. – Eu empurrei Louis de leve e abri a porta, encontrando , Helena, sua mãe, e Nando na porta, e ela estava perfeita, linda como sempre era e isso eu tenho que admitir. Ela e Nando me olharam surpresos assim como Louis, enquanto Helena tomava a frente e entrava na casa e sem ter o que fazer muito eles entraram também, e ela já foi agarrando Louis, depois a vadia é a . Ok, parei com a implicância.
– Helena, que bom que chegou, já pensei que não viessem mais. – Disse Elizabeth descendo as escadas com o tio João ao seu lado, me dando um sorriso confortador que me ajudou a continuar de cabeça erguida enquanto eu tinha vontade de chorar vendo o Louis beijando a tão apaixonado bem na minha frente, só Deus sabe o quanto eu quis sair correndo e chorar sozinha em um canto.
– E perder um jantar na sua casa, jamais Elizabeth. – Helena disse dando um abraço em Elizabeth, enquanto Nando cumprimentava o tio João e Louis e ainda me olhavam constrangidos e com vergonha.
– Oi , tudo bem? – disse um pouco nervosa me dando um sorriso.
– Claro senhorita , tudo bem. – Eu disse dando um sorriso e ficou um pouco triste. Já que essa noite eu seria a empregadinha, eu faria isso de cabeça erguida e bem melhor do que todas, porque se tem uma coisa que eu aprendi na vida foi a ser forte, e não vai ser uma riquinha mimada que vai me fazer baixar a cabeça, eu não vou dar esse gosto a ela e muito menos ao Louis.
, me desculpe, mas é que Lilian está se sentindo um pouco indisposta, e a terá que servir o jantar esta noite. – Disse Elizabeth.
– Que bom, pelo menos a sabe do que eu gosto. – Disse Nando me olhando e esfregando as mãos, recebendo um tapa de Helena, e eu tive que rir.
– Fernando, isso não são modos. – Disse Helena e depois me olhou de cima a baixo. – Só espero que a garota saiba como servir um bom jantar.
– Não se preocupe Sra. , a garota sabe muito bem servir um jantar perfeitamente, diferente de outras pessoas que só sabem mandar e aposto que não sabem nem a posição dos talheres em uma mesa. – Eu retruquei grossa e fina ao mesmo tempo, fazendo , Louis e tio João rirem, enquanto Nando falava um “Toma!” baixinho e Elizabeth ficava constrangida na frente da visita. Resposta melhor para o momento, impossível.
– Então meninos, aceitam alguma coisa? Um vinho, ou outra bebida? – Disse Elizabeth tentando sair da situação.
– Eu aceito um suco de maracujá. – Disse .
– Eu também vou querer um suco. – Disse o tio João, agora que estava sem beber, era só no suquinho e na água com gás, tá até ficando magrinho, daqui a pouco arranja uma novinha e deixa a megera de lado, e eu estou torcendo do fundo de minha alma para isso acontecer e ela deixar essa pose de mulher dedicada.
– Já que todos vão de suco, eu também aceito um, de laranja. – Disse Louis ainda sem me encarar, acho que essa situação era mais difícil para ele do que para mim.
– Eu prefiro um whisky, duplo de preferencia, se a mocinha souber fazer. – Disse Helena, querendo me enfrentar, pois ela se deu mal.
– Não se preocupe, eu sei muito bem fazer um whisky duplo. – Eu disse, mas logo depois me arrependi quando olhei a cara do tio João e do Louis para mim. Se eu trouxesse o whisky, o tio João podia não resistir, afinal ele ainda estava se recuperando do vicio da bebida, e mesmo depois de muito tempo sem beber, eu também não podia resistir e beber um pouco, e daí em diante só Deus sabe o que aconteceria com dois bêbados em casa.
– Pode deixar, eu faço o whisky para minha sogrinha. – Louis disse sorrindo com falsidade para Helena e depois indo passando por mim até o barzinho que tinha perto do balcão, e eu disse um “Obrigado” quando ele passou por mim. E por mais que eu quisesse ficar com raiva, eu nunca conseguia me fazer de forte perto da fofura e calmaria do Louis, ele era o garoto perfeito, pena que eu ainda não era a garota perfeita para ele.
– Eu vou buscar os sucos, com licença. – Eu disse antes de me retirar e ir para a cozinha, onde peguei os copos e servi os sucos de maracujá em cada um, menos no de Louis, onde eu coloquei um suco de laranja, já que ele odiava maracujá. Eu nunca entendi essa implicância, acho que ele já havia enjoado de maracujá isso sim, porque na época em que Catarina morreu ela vivia praticamente dopado a base de suco de maracujá para conseguir dormir, acho que ele só trazia lembranças ruins, e claro que tinha que pedir justo esse suco, ela não conhecia Louis tão bem quanto eu, e nem ele conhecia ela tão bem quanto gostaria.
– Aqui estão. – Eu disse deixando a bandeja com sucos em cima da mesinha de centro e vendo Helena beber tão calmamente aquele whisky que deveria descer queimando pela sua garganta e chegar ao seu estomago suavemente lhe causando uma enorme sensação de prazer e... Não , não! Resista, não é hoje que você vai demonstrar fraqueza para dar mais um motivo ao Louis pensar que era a garota certa. Eu sou forte, eu posso resistir!
, o que você fez pro jantar? – Perguntou Nando pegando um suco e bebendo direto.
– Risoto de frutos do mar como prato principal, e para acompanhar, salada de frios e purê de batata com raspas de cenoura. – Eu disse fazendo Helena me olhar confusa junto com e Nando lamber os beiços.
– Purê de batatas com raspas de cenouras? – Disse com cara de nojo.
– Isso deve ser horrível. – Completou Helena.
– Esse é um dos pratos preferidos do Louis, assim como todos que carregam cenouras. – Eu disse, fazendo Louis me olhar surpreso, aposto que nem ele sabia que eu sabia tanto sobre ele.
odeia cenouras. – Disse Helena.
– Pois o Louis adora, e eu nunca entendi esse gosto. – Disse Elizabeth.
– É como dizem, os opostos se atraem. – Eu disse com os olhos marejados, desejando ser eu o oposto a atrair o Louis. – Com licença, eu preciso ir até a cozinha. – Eu disse e fui para a cozinha e limpei as lágrimas que insistiam em cair.
Eu continuei na cozinha terminando o jantar enquanto ouvia da sala a conversa animada de Elizabeth e Helena sobre os planos para o futuro do casal que estava na sala, como se eles fossem mesmo durar muito tempo, logo vai acabar enjoando de tentar realizar seu conto de fadas com Louis e vai deixa-lo, para a amiguinha de ombros molhados receber novamente as lágrimas de desilusão dele. Eu queria poder ao menos uma vez, uma só vez poder provar a ele que eu seria a garota capaz de nunca mais fazê-lo chorar e manter sempre o sorriso lindo naquele rosto mais lindo ainda, pena que ele não me dava essa chance.
– Dona Elizabeth, o jantar está servido. – Eu disse ao chegar à sala.
– Ótimo, podemos ir à sala de jantar. – Disse Elizabeth se levantando e se dirigindo para a mesa, sendo seguida por Helena, o casal melação, o tio João e Nando por último, que parou ao meu lado cochichando em meu ouvido.
– Me diz que você fez alguma coisa para mim, sabe que eu odeio frutos do mar. – Ele disse com uma cara muito engraçada e eu ri.
– É claro que eu sei, por isso eu deixei no seu prato aquela torta de frango com legumes que você adora. – Eu disse recebendo um beijo na bochecha logo depois.
– Valeu flor de laranjeira, você é dez. – Nando correu e sentou a mesa ao lado de sua mãe. Tio João sentava na cabeceira, Elizabeth sentava ao lado direito com Helena e Nando ao seu lado, enquanto Louis e sentavam juntos do outro lado. Fernando tinha se tornado um grande amigo depois do acampamento na serra, não só meu como de todas as meninas, ele era meio que um confidente nosso, aquele garoto em quem podíamos confiar para contar coisas ou para pedir conselhos sobre garotos, e ele também sabia que podia confiar em nós para perguntar tudo sobre garotas, se não fosse por isso, aposto que todas acharíamos que ele era gay, mas claro que não, com seu jeitão conquistador charmoso, Nando jamais trocaria o fabuloso sexo feminino por homem nenhum, isso eu tenho certeza.
Enfim, eu fiquei na copa enquanto o jantar continuava animado na mesa, menos da parte de tio João, que estava sofrendo bastante por ter aquela gelada garrafa de vinho bem a sua frente sem poder beber, enquanto Elizabeth pouco se lixava para situação de seu marido. Eu tive vontade de ir lá ajuda-lo, pois sabia o que ele estava sentindo, mas o que me restava era continuar aqui, esperando esse bendito jantar acabar. E depois de longas duas horas de jantar, duas repetições de pavê de chocolate com baunilha que foi servido de sobremesa, e de inúmeras doses de café que foram servidas depois do jantar (e eu ainda não entendo como essas pessoas conseguem beber café depois de comer), , Helena e Fernando finalmente se despediram da família fachada e foram embora exatamente às dez e meia da noite. Ufa, hora de desmontar a personagem de empregadinha submissa e deixar a garota derrotada tomar conta de mim, porque depois desse jantar eu só tive uma certeza: Louis ama mesmo sabendo que ela não sente o mesmo por ele, e ele certamente sabe disso.
– Bem, eu estou exausto, vou dormir. – Disse o tio João subindo as escadas.
– Eu também, mas estou bem feliz, finalmente meu filho arranjou uma namorada e uma ótima namorada. – Disse Elizabeth abraçando o filho. Quanta falsidade.
– Obrigado mãe, sabia que a senhora ia gostar. – Ele disse.
– Agora eu vou dormir, boa noite. – Ela disse subindo as escadas, e Louis continuou sentado no sofá, mexendo no celular. Eu tirei o avental ficando somente com o vestidinho (que era até bonito olhando agora), e tirei a toquinha de pano, podendo finalmente soltar meus longos cabelos. Quando percebi, Louis já estava ao meu lado, me encarando orgulhoso, e posso dizer que ele estava perto até demais.
– Precisa de alguma coisa Sr. Louis? – Eu perguntei o encarando e chegando mais perto ainda. Sim, eu também sei provocar, e não vai ser agora que vou deixar a tristeza me abater.
– Eu preciso saber por que fez isso. – Ele disse sério.
– Isso o que? – Eu disse.
– Esse teatro a noite inteira, porque serviu esse jantar dessa maneira? – Ele perguntou incrédulo, como se no fundo não soubesse a resposta. – Você foi fria e séria até demais, e eu sei que você não é assim.
– Essa noite um bom jantar precisava ser servido para a família da sua namoradinha, e como minha mãe não podia fazer isso, eu tive que fazer. – Eu fui direta novamente.
– Sabe que não precisava.
– Mas eu queria, para deixar bem claro aquilo que todos já sabem, que eu sou somente a filha da sua empregada e que não vou passar disso, enquanto a , ela sim é a princesa da história, a filhinha mimada da rainha dos imóveis do Rio de Janeiro e a queridinha da sua mãe. – Eu disse deixando uma lagrima cair. – Eu só paguei de empregadinha frágil e submissa para a patricinha se sentir ainda mais superior do que ela já é nessa casa, nada mais do que a minha obrigação.
– Sabe que eu nunca liguei se você era ou não filha de empregada, você nunca deixou de ser minha amiga por causa disso.
– Esse é o problema, eu sou só a sua amiga, enquanto que para namorar você escolheu a riquinha mimada, coisa que você sempre repudiou, não é irônico você namorar justamente uma pessoa que você sempre odiou? – Eu ri ironicamente. – Essa sua pose de bom moço não passa de farsa, no fundo você é só mais um canalha que diz uma coisa, mas que sempre vai preferir as riquinhas bem vestidas. – Eu disse antes de sair para a minha casa, mas antes Louis me puxou pelo braço e me encostou no balcão da cozinha segurando em minha cintura enquanto meus braços passavam por seus braços bem definidos.
– Eu posso até ser um canalha, mas eu sou o canalha que você deseja, não é? – Ele disse com a voz mais sexy possível e com sua boca a poucos milímetros de distancia da minha, sua respiração quente e rápida batia em minha pele, enquanto eu suava e o calor percorria por dentro do meu corpo me fazendo ficar sem ar, se ele continuasse assim com nós dois sozinhos naquela cozinha, certamente eu não responderia por meus atos.
– Desejo todos os dias. – Eu disse antes de dar um beijo em Louis, um beijo calmo, macio, doce, sincero eu diria. Louis me ergueu e me sentou na pia com a mão em minha cintura, enquanto eu passava a mão por seus cabelos macios e por sua nuca lhe fazendo arrepiar. Aquele momento estava perfeito, a nossa sintonia estava perfeita, até que eu ouço o toque de celular dele.
– Louis, seu celular. – Eu disse enquanto ele acariciava meu pescoço.
– Deixa tocar, eu não me importo. – Eu disse voltando sua boca para a minha. Eu peguei o celular pelo bolso da calça e olhei no visor o nome da única pessoa que eu queria esquecer agora: . Eu o empurrei e joguei o celular em cima dele antes de sair da cozinha.
, espera. – Ele disse como celular ainda tocando, eu me virei na porta da cozinha e disse com a voz embargada querendo chorar.
– Atende ela Louis, aposto que os caprichos dela são mais importantes do que o desejo de uma empregadinha problemática. – Eu disse com raiva saindo daquele lugar e indo direto pro meu quarto. Burra, idiota, eu não podia beijar ele, eu não podia fazer ele achar que me tem nas mãos. Que droga, porque eu tinha que me apaixonar justo elo filho da minha patroa e meu melhor amigo? “Porque você é a única pessoa que vai fazer ele feliz como ele merece.”, minha mente respondeu automaticamente. – Pena que ele não sabe disso. – Respondi para mim mesma antes de deitar em minha cama e dormir.

Capítulo 22

’s POV


Um, dois, três, quatro, cinco. Cinco biquínis e parece que nenhum ficava bem em mim. Já era quinta-feira de manhã, deviam ser umas nove e meia e eu estava revirando meu guarda-roupa praticamente de cabeça para baixo procurando um bom biquíni, mas nada, todos estavam velhos, apertados, ou pareciam de camelô, e eu tinha que fazer uma boa impressão ao Harry. Harry, mal acredito que vou mesmo sair com ele, depois de tantos anos ter um encontro com ele na praia era uma coisa que acreditava que nunca iria acontecer de novo, mas depois disso, eu realmente acredito no impossível, e principalmente, no amor. E falando em impossível, olha só o que eu encontro no fim da minha gaveta, um biquíni novinho, acho que eu comprei ele ano passado e nunca usei, o por que eu não sei, mas eu nunca usei. Ótimo momento para estreá-lo. Vesti o biquíni, peguei minha bolsa, dei um trato no cabelo para deixar ele solto, coloquei uma roupa por cima, calcei minha havaiana e pronto, eu estava pronta.
, tem um garoto na porta te procurando. – Disse Marcela entrando em meu quarto. – Posso saber aonde você vai? – Ela disse com aquela voz irritante, sabe aquele tipo de pessoa que sempre teve inveja de você por qualquer motivo? Pois é, essa era a Marcela, ela sempre teve tudo que queria, e mesmo assim sempre preferia as minhas coisas usando de chantagem dizer que eu morava de favor só para ter que dar para ela.
– Não é da sua conta, só diz para a tia que eu volto no fim de tarde, se não eu ligo para avisar. – Eu coloquei meus óculos e saí linda e rica na frente de Marcela.
– Só o que faltava, uma prima piriguete. – Ela disse sentando novamente no sofá.
– Pelo menos eu não sou uma preguiçosa desocupada. – Eu dei um beijinho no ar e saí, encontrando Harry encostado em seu Sedã preto, com havaianas brancas, uma regata também branca, short fino preto e óculos wayfarer pretos. Agora me diz, tem como resistir a um garoto desses ainda mais na praia?
– Pensei que fosse demorar um pouco mais para se arrumar. – Ele disse me puxando pela cintura.
– Não sou como as patricinha que demoram um século para achar um bom biquíni. – Eu ri, pensando que eu tinha feito exatamente isso. – Para onde vamos?
– Praia de Ipanema, depois pensei em darmos uma volta pelo, shopping, fazer um lanche. – Ele disse me encarando com um grande sorriso, ele estava mesmo empolgado com essa tarde, mas não mais do que eu.
– Ótimo. – Eu dei um beijo em sua bochecha. – Então vamos logo, não quero perder um minuto dessa tarde. – Eu me soltei de seus braços (não que quisesse) e entrei pela outra porta da frente, ao lado do motorista. Harry entrou e deu partida no carro, e eu liguei o rádio para distrair, que agora tocava “Domino” da Jessie J, e eu adorava essa música, logo comecei a cantar feito uma louca no carro e rir junto com Harry, mas a música era muito dançante. Chegamos à praia cerca de quinze minutos depois, e por um ser um dia de semana, não havia muitas pessoas, apenas algumas trabalhando nos quiosques e outras correndo no calçadão. Ótimo, privacidade era o que eu queria.
– Temos sorte, está praticamente vazia. – Harry disse desligando o carro e pegando uma mochila jeans que ele havia trazido.
– Ainda bem, podemos aproveitar mais. – Eu disse fechando a porta do carro e indo para o lado de Harry.
– O que quer dizer com isso senhorita ? – Ele perguntou cruzando os braços e arqueando uma sobrancelha. – O que pretende fazer comigo essa tarde?
– Segredo, mas pode deixar, vou te deixar intacto, só com alguns arranhões, mas nada demais. – Eu disse rindo e Harry me puxou pela cintura colando nossos corpos um pouco forte demais. – Ai...
– Tem certeza que sou eu quem vai se machucar? – Ele disse mordendo o lábio e me encarando.
– Tenho. – Eu disse mordendo seu pescoço forte o fazendo soltar um gemido de dor.
Eu saí correndo pela praia com ele atrás de mim, até que ele me alcançou e me segurou pelas costas, me prendendo e me soltando no chão logo depois, e deitando levemente por cima de mim. Ele foi chegando sua boca perto da minha, sua respiração estava calma e fria, e quando ele ia me beijar, eu joguei um pouco de areia em seu rosto e ele caiu ao meu lado, fazendo com que eu pudesse levantar. Porque eu fiz isso eu não sabia, foi impulso, acho que eu queria aproveitar esse dia mais como uma amiga dele do que como namorada, pelo menos por enquanto.
– Vamos logo para a água, porque eu estou morrendo de calor. – Eu disse colocando a bolsa no chão, tirando minha blusa e meu short, enquanto Harry, que já estava sem camisa e deitado na areia, me encarava descaradamente, e acho que eu fiquei corada, como sempre ficava quando aqueles olhos verdes enormes pousavam sobre mim tão intensamente.
– Assim quem vai ficar com calor sou eu. – Disse ele se levantando e tirando seu calção ficando somente de cueca de banho cinza. Porque que o dia estava tão quente enh. Antes que alguma coisa acontecesse ali, eu corri para a água junto com Harry, como dois namoradinhos de mãos dadas. Era bom estar assim com ele, juntos e bem novamente, isso é, se algum dia nós estivemos de fato juntos. E se não estivemos, está mais do que na hora ficarmos. E que se dane o passado, a partir de agora eu quero viver o presente ao seu lado, e o futuro, que eu certamente quero passar ao lado de Harry.
– Harry. – Eu disse quando levantamos depois de mergulhar na água com ele ao meu lado, deixando aqueles seus cachos lindos molhados.
– O que? – Ele disse chegando mais perto de mim, passando a mão pela minha cintura, e me puxando de costas colando nossos corpos, enquanto eu admirava um casal mais ao longe, era jovem, deviam ter dezoito ou dezenove anos, mas estavam com uma criança, de um ou dois anos talvez, devia ser filho deles. E pensar que eu podia estar assim agora, com um bebê de dois aninhos nos meus braços, tão feliz quanto aquele casal. Mas é melhor esquecer essa história, isso foi há muito tempo, e ainda sim era tão presente em minha mente, eu entrando naquela sala, sentando na cama e tudo pelo que eu sempre quis sendo literalmente arrancado de dentro de mim por uma escolha minha. Harry nunca soube dessa história, nunca soube que a nossa primeira, e única noite, havia resultado em um filho, aliás, ninguém sabia, nem minha tia e muito menos minha prima.
Foi um mês após minha briga com Harry, ele estava com e nós nem nos falávamos mais, eu descobri que estava gravida. Na época fiquei deprimida, quase entrei em depressão, e eu dizia a minha tia que era pelos dez anos da morte dos meus pais para não ter que contar pelo o que eu passava. Me aterrorizava saber que logo eu teria um bebê para eu cuidar sozinha, até porque Harry jamais me ajudaria, foi quando eu tomei uma decisão: aborto era o melhor a se fazer. E foi o que eu fiz, abortei com apenas dois meses de gestação, melhor assim porque estava no começo. Mas até hoje, sempre que eu passava por uma lojinha infantil, ou via um casal com seus bebês, eu imaginava como seria eu naquela situação. Hoje, me aterrorizava o fato de eu não ter meu filho em meus braços.
? – Harry me chamou me tirando de meus pensamentos, ou me trazendo para mais perto deles, como será que Harry reagiria se soubesse que nós dois teríamos um filho tão jovens? “Não muito bem, com certeza”, respondeu minha mente, e eu fui obrigada a concordar. – Está tudo bem?
– Tudo, eu só estava pensando.
– Em mim? – Ele disse me virando de frente para ele, e eu apoiei minha cabeça em seu peito.
– Convencido. – Eu ri. – Estava pensando em tudo que aconteceu nesses três anos, em como nós podíamos ter sido felizes juntos.
– Eu sei. – Ele suspirou e levantou minha cabeça afagando meu rosto com suas mãos grandes. – E é por isso que eu quero te pedir mais uma chance, eu sei que eu posso te fazer feliz sem te magoar.
– Eu também sei disso, e eu te dou sim outra chance. – Eu disse vendo um enorme sorriso se formar em seu rosto.
– Isso quer dizer que você aceita namorar comigo?
– Me deixa pensar um pouco. – Eu fiz cara de séria e Harry riu. – Claro que sim, seu bobo e louco.
– Louco só se for por você. – Ele disse juntando nossos rostos e me dando o beijo mais apaixonado que eu já tive em toda a minha vida. Depois ele me soltou e me abraçou forte, como se tivesse medo que eu fugisse, e eu novamente olhei para o casal na areia. Queria ver ele continuar dizendo isso se soubesse da verdadeira história que poderíamos ter juntos.

Capítulo 23

’s POV


Eu estava pronta. É, eu estava pronta, resta saber para que. Na teoria, seria para um jantar ao lado do meu melhor amigo Liam, já que ele ganhou isso na aposta. Para os outros, isso poderia ser uma chance, pois um jantar a dois é a melhor maneira de se aproximar de um cara. Ao meu ver, isso seria mais uma noite dele provar para mim que eu não passo de uma amiga, já que eu tenho certeza que ele vai passar a noite falando na patricinha da . Agora, na pratica, só o destino vai nos dizer. Liam tinha vindo à tarde me deixar o vestido, e não é que eu fiquei bem de vestido, eu nunca usava, pois minhas pernas eram finas demais e eu as achava feias, neuras de garota. Acho que a última vez que eu usei um vestido foi no casamento da minha mãe com Max, por que ela me obrigou, por mim nem a esse casamento eu tinha ido. Max era simplesmente insuportável, o tipo de cara que se acha por ser um pouco famoso, e por isso achava que tinha todos os direitos do mundo, inclusive o de me bater.
Eu nunca fui o tipo de garota fácil de se relacionar, ainda mais com ele que sempre me mandava achando que era meu pai, e por isso sempre acabávamos brigando, e terminava com surras dele para mim, de cinto, chinelo, e uma vez até cabo de vassoura quebrado na minha cabeça, e essa foi a gota d’água. Até hoje eu ainda tinha alguns hematomas enormes em minhas pernas e barriga, por isso eu comecei a usar calça, e roupas mais largas, acho que por medo. Por morar com minha mãe, ela me mimava muito, então eu sempre me arrumava bem, e desde que Max tinha ido morar com minha mãe, eu percebia o jeito que ele me olhava, já que eu estava sempre de saias um tanto curtas e blusas decotadas, afinal eu queria mostrar o meu corpo (sim, eu era patricinha), por medo então, eu comecei a me vestir mais largada, digamos assim, talvez para ele parar de me olhar tanto. Mas agora eu tenho que esquecer, isso já passou, vida nova, horizontes novos, e principalmente, um novo e lindo amor, que com certeza vem pela frente.
, vamos logo, o Liam deve estar criando raiz te esperando. – Disse Harry gritando da sala. Ele iria me levar pro jantar, já que Liam não tem carro e não sabe dirigir. Namorar com pobre é complicado viu. Olha eu aqui, falando em namoro quando nem amor da parte dele eu tenho, ô cabecinha fantasiosa essa minha.
– Estou indo, apressado. – Eu disse dando uma última olhada no espelho, pegando meu Iphone e saindo da toca. Harry estava encostado no balcão da cozinha, bebendo um copo de água e desligado do mundo. – Prontinho, podemos ir.
– Já não era sem tempo e... – Harry parou assim que me viu e me olhou surpreso. – UAU, maninha, isso tudo é pro Liam, aposto que ele não vai aguentar não.
– Para de ser besta e vamos logo, não quero chegar atrasada. – Eu disse saindo de casa e Harry me seguiu.
– Só espero que nenhum engraçadinho dê em cima de você, ou que pelo menos o Liam te defenda.
– Sem exageros Harry.
– Não é exagero, acho que desde que você chegou à cidade, esse é o dia em que você está mais bonita. – Harry disse calmo e me olhando fraternalmente, como meu pai faria. Mesmo brigando, Harry é o melhor irmão que alguém podia ter.
– Obrigada. – Eu respondi entrando no carro. Harry entrou do outro lado e partiu. Detalhe, o carro estava cheio de areia e o banco molhado, depois que Harry chegou da praia com a . Ele também estava todo felizinho depois do banho de mar com a , mas ele não queria me contar, mas amanhã ele me conta, ah se conta. Pouco tempo depois, nós chegamos ao Fifteen, e que restaurante chique, mais parecia uma casa de shows, imagine só quanto não deve ser um prato nesse restaurante, uma fortuna. Liam, coitado do Liam. Falando nele, lá estava ele, parado em frente ao restaurante me esperando.
– Eu vou indo, e não precisa vir me buscar, eu vou de taxi. – Eu disse saindo do carro.
– Tudo bem, eu não viria mesmo. – Harry disse implicando depois saiu com o carro. Eu atravessei a rua até onde Liam estava, lindo de calça preta, sneaker preto, camiseta branca de alfaiataria e blazer preto. Um príncipe. O MEU príncipe.
– Oi Mr. Woody. – Eu disse ao chegar perto dele fazendo ele me olhar. – Chegou há muito tempo?
– Não menina gênio, cheguei há pouco. – Ele riu. – Ainda bem que o vestido serviu, fiquei com medo que ficasse apertado já que a é mais magra que você.
– Eu também pensei, mas até que ficou bonitinho. – Eu disse me analisando e voltando meu olhar para ele, que agora encarava meu corpo.
– Bonitinho não, ele ficou lindo em você. – Ele me olhou fundo nos olhos. – Tudo fica lindo em você.
– Obrigada. – Eu tenho certeza que fiquei completamente corada, pois eu senti minhas bochechas queimarem de vergonha – e felicidade ao mesmo tempo.
– Vamos entrar. – Liam disse abrindo a porta e nós entramos juntos. O restaurante era ainda mais lindo por dentro, o piso era perolado e brilhante, as paredes eram bege com desenhos abstratos dourados, o forro era marrom e tinham dois lustres enormes de cristais. As mesas eram bem divididas e todas eram redondas de no máximo quatro lugares, e as cadeiras eram acolchoadas. Assim que entramos, nos dirigimos até o balcão ao lado da porta onde estava o metre. – Com licença. – liam disse ao senhor do lado de dentro do balcão. – Eu tenho uma reserva no nome de Paulo Linhares.
– Claro, me acompanhe, por favor. – O senhor saiu de trás do balcão e nos levou até uma mesa ao lado da janela. – Sintam-se a vontade.
– Obrigado. – Liam disse puxando a cadeira para eu sentar, depois sentou a minha frente e pegou o cardápio.
– Quem é Paulo Linhares? – Eu perguntei.
– Meu primo e irmão da , ele já trabalhou aqui e virou amigo do dono, então conseguiu essa reserva para nós dois hoje. – Liam explicou. – Gostou do lugar?
– É lindo, mas ainda acho que não deveríamos estar aqui. – Eu disse.
– E porque não?
– É tudo muito caro, e eu não quero abusar de você. – Eu disse e ele riu, e que sorriso lindo e inocente.
– Não se preocupe, pode pedir o que quiser, fui eu quem propus a aposta, então tenho que arcar com as consequências.
– Porque não fazemos assim, com o dinheiro que você vai gastar aqui, você paga a inscrição da faculdade, e nós vamos comer em um lugar mais barato, que tal? – Eu sabia o quanto Liam tinha vontade de cursar Tecnologia na Música na Inglaterra, e ele estudava todos os dias e sempre juntava a mesada que seus pais lhe mandavam para pagar a passagem e a inscrição da prova, e eu não vou deixar ele gastar o dinheiro do sonho dele comigo, nem pensar.
... – Ele ia contestar e eu o interrompi.
– Não adianta dizer não. – Eu levantei e o puxei porta a fora. – Vem comigo.
Eu não sabia bem onde estávamos, mas sabia para onde eu levaria Liam, e com certeza era um dos “lugares” que ele não gostaria de frequentar. Liam não me perguntou nada enquanto eu o guiava por dois quarteirões até chegarmos a orla da Ipanema, que agora estava vazia, havia apenas alguns restaurantes abertos, e o meu preferido, o Trailer do Dogão, o melhor hot dog de todo o Rio de Janeiro.
– Aqui está, é aqui que nós vamos jantar. – Eu disse quando chegamos ao lado do trailer.
– Num trailer na orla da praia? – , como é que você troca um restaurante como o Fifteen por isso? – liam apontava para o trailer e me dizia ainda incrédulo.
– Será que você ainda não aprendeu que eu sou diferente das outras? – Eu apertei suas bochechas e nós rimos. – Para de ser fresco, aposto que vai adorar o hot dog do Dogão.
– Ok, então vamos marrentinha. – Eu e Liam corremos até sentar nas banquinhos ao lado do trailer.
– Fala Dogão, beleza? – Eu disse fazendo um toque junto com o Carlos, ou melhor, o Dogão como todo mundo conhecia. Eu conheci ele no mesmo dia que voltei de Nova York, ele me ajudou a recuperar a mala que ficou presa na hora de sair, depois me disse que tinha o trailer na orla, e desde então começamos a conversar. Acredite, as melhores amizades são feitas onde menos se espera (n/a: Esse trecho foi baseado em fatos verdadeiros).
– E ai Brasileirinha Gringa, tudo bem sim. – Ele me chamava assim quando soube que eu tinha vindo de Nova York. – E o mauricinho aí, é seu namorado? – Ele disse apontando para Liam, já estava rindo da minha intimidade com o Dogão.
– Não, é só um amigo, o Liam. – Eu disse olhando para Liam. – Liam, esse é o Dogão.
– Prazer em conhecê-lo – Liam esticou a mão e o cara riu.
– Não precisa de formalidade, aqui você pode se soltar.
– Ótimo, tava morrendo de calor com esse blazer. – Liam tirou o blazer, subiu a manga da camisa até o cotovelo e abiu mais um botão.
– Dogão, manda dois completos no capricho, ok?
– É para já Gringa, pode se sentar. – Ele disse e eu me sentei com Liam em uns banquinhos que haviam ali.
– Gostou? – Eu perguntei.
– Só você mesmo para vir a um trailer de hot dog vestida assim. – Ele riu me olhando.
– Você sabe como eu sou. – Eu ri também. Continuamos conversando mais um pouco sobre a guerra de comida que tinha acontecido. Em menos de dez minutos, Dogão nos entregou uma montanha em forma de hot dog com tudo o que tinha direito, Liam, com aquele seu jeitinho doce, quase não conseguiu comer, tadinho.
– Liam, você parece que nunca comeu um hot dog. – Eu disse rindo e devorando o meu.
– Já comi sim, mas um desse tamanho não. – Ele riu.
– Tá parecendo mesmo um mauricinho.
– Eu não sou não, sua marrentinha. – Ele jogou um pouco de pão em mim, e começamos uma mini guerra de comida, tanto que nem consegui terminar de comer meu maravilhoso hot dog. Pagamos ao Dogão e nos despedimos, e quando íamos embora, detalhe os dois cobertos de molho de tomate, eu tive uma ideia.
– Tá vendo só, agora eu estou todo sujo – Ele disse se lamentando.
– Vem cá. – Eu disse puxando Liam para a beira do mar e tirando meus sapatos oxford.
– O que quer fazer? – Ele perguntou também tirando seus sapatos.
– Tomar um banho para me limpar. – Eu disse tirando meu vestido ficando só com uma lingerie preta, que por sorte era um pouco grande e até se parecia com um biquíni. – Você não quer chegar em casa todo sujo, não é?
– Não, mas acho que não podemos banhar a essa hora, é contra as regras. – Ele disse receoso olhando de um lado para o outro.
– Dane-se as regras, eu quero mesmo é me divertir. – Eu disse dando um mergulho na água extremamente gelada do mar. – Você não vem?
– Fazer o que né. – Liam tirou sua camiseta e a deixou ali do lado junto com o blazer e veio banhar junto comigo. Eu devo dizer, Liam era um dos garotos mais lindos e de corpo mais bem definido que eu já vi, aliás, Liam era o garoto mais perfeito que eu já vi, pena que ele não pensava assim. Ah quer saber, dane-se, eu não vou desistir de alguém só porque essa pessoa ainda não gosta de mim, porque eu vou fazer o Liam gostar de mim custe o que custar.
Banhamos por um bom tempo, Liam ficou jogando água em mim, e eu fiz questão de molhar seu cabelo, uma das coisas com que ele mais tinha cuidado em seu corpo. Depois de um bom tempo, e de ficarmos completamente encharcados, finalmente pegamos um taxi e fomos para a casa, e eu com minha roupa completamente molhada.
– Chegamos. – Disse o taxista ao parar em frente a minha casa.
– É aqui que eu me despeço. – Eu disse olhando para Liam. – Adorei a noite.
– Ela não teria sido tão boa sem você comigo. – Ele disse me dando um beijo na bochecha. – Boa noite .
– Boa noite Liam. – Eu disse retribuindo o beijo no canto da boca e saindo do taxi, o vendo partir para a casa de Liam. Passei um bom tempo parada, admirando as estrelas brilhantes e pequenas que iluminavam pequenos pontos do céu escuro e limpo. Uma noite tão linda quanto tinha sido eu “jantar” com Liam. Ouvir ele dizer que tinha gostado da noite por estar comigo foi a melhor parte, pela primeira vez na minha vida, eu realmente baixei a guarda para um garoto, mas não era qualquer garoto, era o Liam. O meu príncipe mais que encantado.

Capítulo 24

’s POV


Eu nunca fui preconceituosa quando o assunto era favela, mas tenho que admitir, esse lugar tem muita gente sinistra. Eu estava subindo o morro do Cantagalo direto para a casa de Alzira, minha empregada, entregar os documentos dela que estavam com a minha mãe para fazer o seu pagamento, só que ela me ligou pedindo para entregar porque ela precisaria amanhã de manhã. E tinha que pedir justo para mim. Fazer o que, é preciso fazer um sacrifico de vez em quando. Finalmente, depois de várias escadas e algumas quedas, cheguei à porta da casa de Alzira, que era simples, apenas uma casa verde claro com uma porta de madeira, e em cima eu pude ver uma laje com algumas grades ao redor. Bati duas vezes na porta.
– Filho, abre a porta para mim. – Ouvi Alzira gritar e eu ri, adorava essa mania dela de gritar com todos.
– Ok mãe. – ouvi seu filho respondeu e depois alguns passos até a porta ser destrancada, finalmente eu vou conhecer o filho que Alzira tanto fala. Quando ele abriu a porta, seus olhos se arregalaram e os meus também, eu poderia imaginar qualquer pessoa para ser o filho da minha empregada, menos ele. – ?!
– Zayn?! – Eu disse assustada. Como assim?! O Zayn, o Zayn Jawadd Malik, um dos garotos mais ricos do colégio, era filho da minha empregada?! Mundo, você só pode estar me pregando uma peça, né?!
, que bom que veio, entra. – Alzira disse afastando Zayn e abrindo a porta para que eu entrasse. Eu ainda estava estática quando me sentei no sofá e Zayn me olhava constrangido. – Deixa eu apresentar, esse é meu filho, Zayn. Zayn, essa é a filha da minha patroa, .
– Nós já nos conhecemos mãe. – Zayn disse me olhando profundamente e praticamente suplicando para que eu ficasse calada.
– É Alzira, nós já nos conhecemos, mas não sabia que ele era seu filho. – Eu disse o encarando, se ele queria brincar de ser filhinho rico, porque eu não posso ajuda-lo.
– Ótimo, então podem conversar enquanto eu trago um cafezinho para nós três. – Alzira disse.
– Não mãe, aposto que a tem mais coisa para fazer, né? – Ele disse.
– Não, eu não vou fazer nada, eu aceito o café. – Eu disse.
– Então espere rapidinho que eu vou buscar. – Alzira saiu para a cozinha, e Zayn logo sentou ao meu lado no sofá, e detalhe, como ele estava em casa, estava somente de short preto, sem camisa e cabelo bagunçado, ou seja, lindo, por um momento, eu esqueci a situação e comecei a imaginar uma outra, de como seria se ele estivesse em meu quarto dessa mesma maneira... Melhor eu parar, se não capaz de eu agarrar ele aqui mesmo, e com um namorado isso não seria legal.
– O que está fazendo? – Ele perguntou com certa autoridade.
– Eu que pergunto, o que você faz aqui? – Eu disse no mesmo tom que ele. – Seus pais não moravam no EUA? O que faz na casa da minha empregada?
– Essa é a casa da minha mãe, a Alzira é minha mãe, eu sou filho da sua empregada. – Ele disse irritado e cansado, cansado de mentir. – Satisfeita?
– Não, porque mentiu para a escola inteira, e o pior, porque mentiu para mim? – Eu disse, e só depois me dei conta de minhas palavras. Não sei por que, mas desde o dia em que Zayn me acompanhou até minha casa depois da festa do Harry, desde então eu me senti ligada a ele, mesmo tendo pouco tempo de convivência, Zayn era um dos garotos mais sedutores, e mais gentis que eu já conheci, e certamente sentia essa mesma ligação entre nós dois, até porque sempre que me via com Louis, virava a cara, ou sempre que alguém falava alguma coisa de mim, ele me defendia, até mais do que Louis às vezes, então porque ele mentiu para mim?
– Me perdoa. – Zayn disse me olhando profundamente nos olhos e afagado meu rosto com suas mãos macias, e eu respirei mais lentamente olhando sua boca e a desejando profundamente. – Eu gosto demais de você para te perder por causa de uma mentira.
– Eu também gosto muito de você. – Ele começou a se aproximar seu rosto do meu e quando percebi, nosso lábios já estavam colados no beijo mais envolvente da minha vida, o tipo de beijo que te vicia e te faz querer sempre mais. Zayn ainda segurava meu rosto com delicadeza, e eu passava a mão por seus cabelos puxando de leve. Paramos o beijo em selinhos demorados e quando abri os olhos, Zayn estava me encarando com aqueles olhos cor-de-âmbar hipnotizantes e sorrindo de seu jeitinho torto com seus dentes brancos e perfeitamente alinhados.
– Eu te amo. – Ele sussurrou. Não sei o que me passou pela cabeça, eu somente peguei minha bolsa e saí correndo dali, com a minha cabeça ainda mais confusa. – , espera!
– Não Zayn, isso é errado. – Ele me segurou pelo braço e colou nossos corpos, me fazendo ficar com a respiração ofegante.
– É errado gostar de alguém só porque somos de mundos diferentes? – Ele disse e me deu mais um selinho demorado.
– Não, mas é errado enganar a quem se ama e quem está junto de nós. – Eu disse me soltando e encarando seus olhos. – E eu não quero me culpar por fazer isso. – Eu não sei como, mas eu corri morro abaixo até pear um taxi e partir para a casa.
Zayn, eu nunca pensei que sofresse tanto por ele, nem que ele mexesse tanto comigo. Eu também nunca pensei que me sentiria tão mal por estar com Louis. Eu não devia ter feito isso com ele, mas mesmo assim não me arrependo, Zayn é um garoto maravilhoso, perfeito, incrível, mas...
– Mas eu não posso brincar com os sentimentos dele e do Louis. – Eu disse desabafando.
– Disse alguma coisa moça? – Perguntou o taxista?
– Não, nada. – Eu dei um sorriso e continuei a olhar pela janela. Eu tenho que resolver o que fazer, o que eu não posso é enganar Zayn e Louis só porque eu estou confusa com meus sentimentos.

Capítulo 25

Narrador POV’s – Uma Semana Depois

Uma semana havia se passado. Uma semana depois do turbilhão de sentimentos que haviam passado pelo coração de todos. Niall havia mudado radicalmente, sempre estava junto com , a ajudando em tudo que precisasse, os outros não entendiam por que, apenas os dois. agora tomava remédios, que aliviaram um pouco a dor constante no fígado, mas os vômitos ainda vinham com frequência. Niall tentava de todas as maneiras convencer ela de que era melhor fazer a quimioterapia, mas ela se recusava fielmente, só de imaginar sentir dor, ficar fraca e dopada à base de inúmeros remédios, além de perder seus cabelos, isso era demais para ela. Niall tentava entender, afinal, também não aguentaria ver sua princesa sofrer. Mas imaginava que seria pior vê-la morrer sem ele ter feito nada.
Depois do jantar, e Louis mal se falavam. Ela, por orgulho, porque não queria admitir que ele a tinha nas mãos, quando essa era exatamente a verdade. Ele, por não querer admitir que não esquecia o beijo dos dois, ou por medo, pois ele sabia que se os dois ficassem tão próximos quanto antes, ele poderia não resistir e deixar todo o desejo que ele sentia por ela se aflorar, e deixar de uma vez por todas ela o fazer feliz como ele sempre quis. Pena que ele só sabia disso no fundo. Por causa disso, agora Louis e viviam sempre juntos, mesmo que por dentro o mesmo não acontecesse.
Enquanto Louis não parava de pensar no beijo de , não parava de pensar no beijo de Zayn. Não somente no beijo, nele por completo, nele de verdade, no filho de sua empregada que morava no morro, e não no garoto rico que ele fingia ser. Os dois trocavam algumas palavras de vez em quando, mas uma conversa verdadeira e esclarecedora eles ainda não tiveram. Agora era Zayn que tinha um pouco de medo, medo de se aproximar demais de e acabar destruindo a “amizade” que eles tinham, ou pior, destruir o namoro dela, já que ele julgava que ela gostava de Louis. Uma grande mentira. O namoro era uma grande mentira. Louis queria . queria Zayn. E por causa do medo, os quatro estavam desperdiçando a maravilhosa chance que o destino lhes deu de desfrutarem o amor mais puro que existe: o primeiro amor, porque antes foram paixões passageiras, mas agora eles sentiam amor de verdade. Mas são medrosos demais ao ponto de não quererem fazer besteiras para não enfrentar as consequências.
Harry e estavam nas nuvens. Pelo menos por enquanto o namoro estava indo bem, sem todas as neuras do passado nem todas as culpas dos erros que os dois cometeram. Agora eles estavam limpos, prontos para começar um novo romance, um doce e envolvente romance. Mas a culpa ainda rondava o coração e a mente de , agora mais do que nunca as lembranças do bebê que ela nunca viu, que ela nunca conheceu, mas que ela tinha plena certeza que seria a cara do pai, essas lembranças lhe atormentavam. Enquanto ela não contasse a ele essa decisão, essa culpa nunca a deixará, e considerando que ela nunca vai contar, então essa culpa nunca vai deixá-la.
estava cada vez mais animada, depois do “jantar” com Liam, eles estavam próximos também, sempre conversando pelos cantos sobre o futuro dos dois, lembrando sobre o passado, ou simplesmente falando das inúmeras coisas que os dois tinham em comum. O amor que nutria por Liam crescia a cada dia, enquanto que no coração dele só crescia a amizade que ela achava que ela também sentia por ele. Mas enquanto eles estivessem perto, era o que realmente importava para ambos, então é melhor deixar como está, do que estragar o que eles não tinham certeza que aconteceria.
Em resumo, mesmo que todos estivessem se despedaçando por dentro, por fora um falso sorriso estampava os rostos jovens dos adolescentes que mal aprenderam como lidar com a vida e já tem que lidar com o pior problema de todos: um coração confuso e triste. Resta torcer para que todos deixem a razão à frente do amor, para tomarem as decisões certas, e só depois poderem ser feliz amando quem realmente devem.

Capítulo 26

’s POV

105.000 views! Isso mesmo, 105.000 views era o que tinha o vídeo dos meninos. O mais recente, de quando eles cantaram I’m Yours, porque o outro, de quando estávamos na fazenda, já tinham quase 100.000 views. Agora me diz, eles têm ou não tem que formar uma banda? É CLARO QUE SIM! Só que eles são cabeça dura e não me escutam, então vamos ver se com fatos eles acreditam que tem talento (e de sobra!).
, fala logo, o que você quer com todos nós aqui? – Perguntou Zayn já impaciente.
– É mesmo, por que essa reunião surpresa? – Perguntou Liam curioso.
– Garanto que o motivo é bom, sentem-se. – Eu disse sentando na cadeira a frente do computador, enquanto os meninos sentavam na minha cama. Liam curioso, Zayn impaciente, Niall preocupado, Louis um pouco triste e Harry feliz como nunca, agora ele vivia com um sorriso bobo na cara desde que começou a namorar a .
– Espero que seja mesmo importante. – Disse Louis.
– E é, lembram do vídeo que vocês gravaram pro trabalho do Ed? – Eu disse.
– Claro que sim, mas o que isso tem de tão importante? – Perguntou Niall.
– É que, eu, assim, por acaso, sabe, sem querer mesmo... – Eu comecei a dizer apreensiva e eles me olharam desconfiados. – Eu acabei colocando ele na internet junto com o outro da fazenda.
– O QUÊ?! – Eles disseram juntos e eu dei um sorriso nervoso.
, você prometeu que não ia colocar. – Disse Harry.
– Mas calma, tem uma parte boa, o vídeo de I’m Yours entrou pro Top 10 de sete sites de música como um dos 10 vídeos mais vistos da semana, sem falar que ele tem mais de 100.000 views no Youtube. – Eu disse e eles ficaram surpresos.
– Nossa, tudo isso por causa de um vídeo de escola! – Zayn disse surpreso.
– Não é só um vídeo de escola, é simplesmente o melhor cover de I’m Yours que eu já vi, e não é só eu que estou falando isso. – Eu me virei para o computador e os garotos ficaram atrás de mim. – Ontem eu tava conversando com uns amigos meus pela internet, e ele fizeram até uma hashtag pro cover. – Eu entrei no Twitter e abri a hashtag #ImYoursToOneDirection, e lá estava cheio de ótimos comentários como “Melhor cover que eu já vi”, “Vocês arrasam”, “Virei fã da banda” e até “Meninos da One Direction, casem comigo NOW!” (n/a: esse tweet é verdadeiro, eu já vi ele). Os meninos olhavam admirados e felizes para os comentários, aposto que nem eles imaginavam que fariam tanto sucesso com um trabalho de escola, e aposto que se soubessem, teriam me mandado botar esse cover na internet há mais tempo.
– Viram só quanto talento vocês tem? – Eu disse enquanto eles sentavam novamente na cama, agora todos com um sorriso no rosto. – E não sou só eu quem diz isso, é a internet inteira.
– Que nada, aposto que isso é só zoação. – Niall disse.
, entende uma coisa, nós podemos até cantar bem, mas nunca daríamos certo como uma banda. – Harry disse e os meninos concordaram, menos Louis, que levantou da cama e veio pro meu lado.
– E por que não? – Ele disse rindo. – Nós cantamos bem, e isso é incontestável, nós somos amigos, ou seja, nos daríamos bem como banda, e depois o pai do Harry é produtor musical, ele pode nos ajudar.
– O Louis tem razão. – Liam disse se levantando. – Vamos tentar, afinal quando crescermos vamos dizer o que aos nossos filhos? “Ah meu filho, eu na sua idade destruía paredes de escola, brigava com todo mundo e vivia na internet”. – Ele disse e nós rimos.
– É isso mesmo. – Zayn disse. – Vamos nos divertir, se isso não der certo, pelo menos teremos boas histórias para contar.
– E o melhor, vamos estar juntos, em uma só direção. – Niall disse, a essa altura eu já estava soltando fogos de artifícios por dentro. – Eu topo.
– Agora só falta você, Harry. – Eu disse. – Topa ou não topa?
– Com uma condição, eu tenho que ser o galã da banda. – Ele se levantou e fez uma pose ridícula, nos fazendo rir. – É claro que eu topo.
– Então, eu já tenho o lugar perfeito para nossa primeira apresentação. – Louis disse. – O concurso de talentos da escola.
– Claro, como eu não pensei nisso antes. – Eu disse, mas era mesmo um ótimo lugar para começar.
– No concurso de talentos? Na escola? Com todos os nossos amigos nos olhando? – Zayn disse, ele era mesmo um pouco tímido, hora de ser mais solto, querido Zazza.
– Claro que sim Zayn, vai me dizer que tem medo do público? – Niall disse.
– Não, mas é que são nossos amigos, e depois você disse que a Emblem3 vai estar lá, teremos que fazer bonito na frente deles. – Ele argumentou.
– Nós vamos fazer bonito, mais que isso, vamos ganhar esse concurso. – Harry disse confiante.
– Eu tenho algo aqui que pode ajudar. – Louis disse e tirou algumas coisas de seu bolso até tirar um papel, e me entregou. – É uma música.
– Você compôs uma música? – Perguntou Harry.
– Na verdade, foi o Nicholas, meu irmão, ele sempre gostou de música assim como eu e eu acabei fazendo essa música junto com ele durante uma conversa nossa. – Ele explicou. – Chama-se What Makes You Beautiful, é internacional, achei que ficaria melhor em inglês.
Eu comecei a olhar o papel, onde estava a música escrita em caneta azul cheia de rasuras e riscados, e com uma letra quase ilegível, tenho que dizer, a letra do Louis é muito ruim. Mas a música era boa, dizia algo sobre uma garota que não se achava bonita, achei bem legal.
– E então, gostou? – Louis perguntou.
– É bonita, acho que ficaria bem legal, que tal tentarmos tocar agora? – Eu disse e os meninos concordaram. Niall pegou o violão de Harry e começou a tocar para tentarmos encontrar a melodia perfeita para a música, e não é que conseguimos, passamos a tarde inteira tocando, e de tanto treinarmos, acabamos decorando a música inteira. Era seis e meia da noite quando estávamos todos na cozinha comendo brigadeiro de panela que Niall havia feito, ou melhor, havia tentando fazer, porque cozinhar não é mesmo seu forte, então acabamos sujando toda a cozinha e nos divertindo mais que na guerra de comida, eu até gravei esse momento para deixar registrado. Eu tinha essa mania, gravar tudo para guardar de lembrança.
– Pessoal, acham mesmo que essa ideia de banda vai dar realmente certo? – Niall disse apreensivo.
– Claro que sim, vocês têm muito talento. – Eu disse.
– E mesmo que não dê certo, vai ser bem divertido. – Louis disse rindo. O rei da palhaçada sempre pensando em se divertir.
– Que tal comemorarmos amanhã? – Harry disse. – Tem uma lanchonete no centro que eu gosto muito, chama-se Espaço Boulevard, é lanchonete na parte de baixo e boate na parte de cima, e tem show também a partir das nove horas.
– Ótima ideia, eu chamo as meninas depois. – Eu disse colocando as panelas e as colheres na pia para lavar (detalhe, Liam comeu de garfo, porque ele odeia colheres). – Agora me deixa lavar essas coisas e arrumar essa cozinha, porque se o papai chega e encontra tudo sujo ele me mata.
– E eu vou para a casa. – Disse Niall pegando a chave de seu carro. – Alguém quer carona?
– Eu quero. – Liam disse.
– Eu vou com meu carro, porque eu tô quebrado. – Louis disse se espreguiçando. – Tchau galera.
– Ei, ei, e eu não ganho beijo de despedida? – Eu disse brincando, me fingindo de zangada. Louis era o mais velho, então me tratava como criança às vezes.
– Claro que ganha, mascote. – Ele voltou saltitante me dando vários beijinhos melados na bochecha e rindo. – Tchau, marrentinha.
– Tchau palhacito. – Eu disse, enquanto Liam, Louis e Niall saíam. Harry tinha ido pro quarto, e Zayn continuava sentado no sofá, mexendo em seu topete, como faz sempre que fica nervoso, e eu posso apostar meu computador que esse nervosismo era por causa da . – E você Zayn, vai para a casa ou vai dormir aqui hoje?
– Eu vou para a casa mais tarde, primeiro preciso resolver um assunto importante. – Ele disse se levantando.
– Eu sei que não sou boa de conselhos, mas eu vou te dar um. – Eu disse ficando do seu lado e pegando em seu ombro. – Não seja carinhoso, nem meloso demais com a , ela precisa de um choque de realidade, e de alguém que fale serio com ela, e eu tenho certeza que você é capaz disso.
– Como sabe que eu vou falar com a ? – Ele disse desconfiado.
– Acredite, eu conheço vocês mais do que vocês mesmos. – Nossa, isso foi profundo. Dei um beijo na bochecha de Zayn e entrei para minha toca.
Sabe aquela frase que diz que todos somos ótimos para resolver o problema dos outros, mas os nosso sempre são difíceis? Pois é, ela se aplica perfeitamente a mim. Com todos os garotos eu sempre ajudava no quesito “Relações Amorosas”, mas quando era comigo, eu nunca encontrava alguém para me ajudar, nem mesmo eu conseguia me entender. Problemas de garotas.

Zayn’s POV

Eu saí daquela casa e cheguei a frente da casa de morrendo de medo. Ela convive com a minha mãe, pode ter ficado com raiva de mim depois do beijo e contado a ela, aí sim eu estaria bem ferrado, não só na escola, como com a minha mãe. Maldita mentira, mas fazer o que, eu não iria pagar de filho-de-empregada-e-favelado numa escola cheia de riquinhos onde eu não conhecia ninguém, sem falar que eu nem tinha pai para terminar a história. Mas se bem que falou algo com sentido, era muito mimada, querendo ou não ela era muito fresca, tava na hora de descobrir que é vida não é só pros riquinhos de boa família, ela vai ver do que um garoto de verdade é capaz (n/a: só eu senti uma pontada hot nessa fala? rsrs).
Peguei meu celular e digitei o número de , ela não atendeu da primeira vez, então liguei de novo umas três vezes e ela não atendia, até que eu decidi ir até a janela dela, eu sabia que tinha uma árvore perto da janela, e se o único jeito de falar com ela era esse, era exatamente o que eu ia fazer. Eu arrodeei a casa até chegar ao lado em que o quarto dela ficava, e eu me senti como naqueles filmes de romance, em que o mocinho faz tudo pela mocinha, e no fundo, eu estava assim, fazendo tudo não só pela minha reputação, e sim para não perder quem amo, mesmo sabendo que ela é de outro. Assim que cheguei à copa da árvore, pulei na varanda ampla de e a vi, sentada em seu sofá rosa, com seu pijama, agarrada a uma almofada e olhando o celular.
, abre aqui! – Eu disse batendo na porta de vidro e ela me olhou surpresa. – Abre logo!
– O que faz aqui, Zayn? – Ela disse abrindo a porta. – Você podia ter se machucado, ficou louco?
– Fiquei louco sim, ou melhor, eu estou ficando louco sem poder falar com você. – Eu disse rápido enquanto entrava em seu quarto e ela me encarava ainda surpresa. – Nós precisamos conversar.
– Não temos nada pra conversar, agora sai do meu quarto! – Ela praticamente gritou me expulsando. Ah, mas ela vai aprender a não mexer com alguém de sangue quente!
– Escuta aqui, ! – Eu disse segurando seu braço com um pouco de força, e aproximando seu rosto do meu, a fazendo ficar surpresa. – Mesmo que seja falsa, eu tenho uma reputação a zelar naquela escola, e não vai ser uma garotinha mimada que vai acabar com tudo isso, entendeu?
– Zayn, você está me machucando. – Ela disse com aqueles olhinhos cheios de medo. Por um momento pensei em ceder, mas não o fiz, precisava de alguém de pulso firme.
– E é para machucar, para você aprender que não se brinca com os outros, assim como está fazendo comigo, e com o Louis.
– Do que está falando? – Ela disse confusa.
– Aquele seu papinho de “é errado enganar a quem se ama e quem está junto de nós” é tudo farsa. – Eu praticamente gritei. – Não falou comigo todos esses dias para me deixar com medo, medo de você contar o meu segredo se eu me aproximar de você e tentar estragar a mentira que você mantém com o Louis. – Eu suspirei fundo e encostei minha testa na dela, e sussurrei: – Você não o ama. Você me ama, como eu te amo.
– E quem disse que eu te amo? – Ela disse de olhos fechados, quase sem voz.
– Seus olhos, suas pernas inquietantes quando você me vê, e o seu coração acelerado quando estamos perto. – Eu disse, a fazendo abrir os olhos e me encarar com um sorriso no rosto.
– Esqueceu o seu enorme poder de persuasão. – Ela riu, puxando meu pescoço e me dando um beijo, rápido, ansioso, como se ela precisasse daquele beijo para viver, e de certa forma, eu também precisava, e muito daquele beijo, precisava dela em meus braços. Eu peguei ela no colo, e a levei para a cama, deitando por cima logo depois, a beijando novamente enquanto passava minhas mãos por dento de seu pijama. Até que ela me empurrou.
– O que foi? – Eu perguntei a encarando, enquanto suas mãos pousavam sobre meu rosto, o acariciando.
– Nada, eu só quero lembrar do seu rosto nesse momento, para sempre. – Ela disse aproximando meu rosto no melhor beijo possível. Ela mesma tirou minha camiseta enquanto eu tirava a calça de seu pijama, e em instantes, estávamos apenas de roupas intimas, nos preparando para o melhor momento de nossas vidas.

’s POV

O dia amanheceu, o sol quente batia em minha face devido a janela aberta. Olhar para ela me fez exatamente lembrar o motivo por ter a aberto. Zayn! Eu estava somente enrolada em um lençol de seda branco, agora todo amassado devido à noite de ontem. O melhor momento da minha vida, e com o garoto que eu amo. Eu abri meus olhos, pensando encontrar ele ao meu lado, mas não havia ninguém, é claro que não, ele com certeza iria embora, mas deixou um bilhete em seu travesseiro. O papel azul claro estava escrito em caneta vermelha de caligrafia perfeita. “Desculpa, mas você sabe por que eu não posso ficar, conversaremos na escola sobre seu namoro. Eu te amo, Zayn.” Meu namoro, Louis, nossas mães. Ai meu Deus, em que confusão eu me meti. Minha mãe vai me matar se eu terminar com Louis para namorar com Zayn, até porque se eu trouxesse ele aqui Alzira e Nando iam descobrir a mentira, sem falar que eu ia acabar machucando ao Louis. Maldita razão que não consegue falar mais alto que o amor. Agora me resta encarar tudo de frente, ou ao menos tentar.
Levantei da minha cama e fui direto pro banheiro, tomei um banho gelado para acordar, depois vesti minha farda, peguei minha mochila e fui para a sala, onde estava Nando sentado no sofá mexendo em seu celular, Alzira trabalhando, e minha mãe comendo algo na cozinha.
– Bom dia. – Eu disse jogando minha mochila no sofá e sentando na mesa ao lado de minha mãe. – Alzira, traz um café bem forte para mim, por favor.
– Claro. – Ela disse antes de sair e minha mãe me olhou confusa.
– Você tomando café à essa hora da manhã? – Ela disse surpresa.
– Geralmente as pessoas tomam café de manhã.
– Mas você sempre detestou, prefere suco ou leite, lembra?
– É bom mudar de vez em quando. – Alzira me serviu o café, e eu bebi todo em um gole, e acredite, não tem nada pior que tomar café puro e forte em jejum, aposto que meu intestino está me odiando agora.
– Está mesmo mudando, primeiro o namoro, depois barulhos estranhos no teu quarto, e agora café puro. – Disse Nando vindo para perto de mim. Droga, ele tinha ouvido os barulhos a noite, agora se explique senhorita .
– Que barulhos estranhos? – Perguntou minha mãe.
– Um filme que eu fiquei assistindo até tarde, por isso eu tomei o café, para despertar o sono. – Eu disse, e quando ia me levantar, alguém tapou meus olhos, e eu conhecia bem aquelas mãos macias e pequenas.
– É bom mesmo que esteja bem desperta hoje. – Louis disse tirando as mãos de meu rosto e colocando um buque de orquídeas, minhas flores preferidas, em minha frente. – Para você, para começar bem o dia.
– Obrigada Louis. – Eu disse, enquanto ele se esquivava para me dar um beijo, e eu não sei por que deixei, começar o dia assim só deixou minha cabeça mais bagunçada. – Adorei as flores.
– Eu sei, eu lento mentes. – Ele disse rindo, e até eu ri, mesmo que sem graça. – Vim te buscar para ir à escola, vamos?
– Que ótimo Louis, admiro muito que você queira ficar cada vez mais perto da minha filha. – Minha mãe disse. Poxa mãe, valeu pela ajuda, joinha para você.
– Eu só gosto de cuidar das coisas que amo. – Louis passou a mão por meus cabelos. – E com certeza é a maior delas. – Agora sim eu fiquei sem palavras, acho que já posso me jogar num poço cheio de água e dar fim a esse turbilhão que eu chamo de “vida”.
– Melhor irmos, se não vamos nos atrasar. – Eu disse me levantando, pegando minha mochila e acompanhando Louis até a porta. Saímos de casa e entramos no carro dele, onde o silêncio reinava, até que ele entrou em uma rua bem diferente da rua da escola, e eu me espantei.
– Para onde estamos indo? – Eu perguntei enquanto ele estacionava em um lugar completamente desconhecido.
– Espere e verá. – Ele disse colocando uma venda preta em meus olhos. – Agora espera. – Eu ouvi seus passos vindo para perto de mim, pegando em minha mão e me guiando para fora do carro. Ele ia me guiando com sua voz e de vez em quando me girava, como se eu fosse uma boneca, até que ele me parou e tirou a venda dos meus olhos, me possibilitando ver onde estávamos, no lugar onde nos conhecemos: a antiga corretora da minha mãe. – Gostou?
– Por que me trouxe aqui? – Eu disse ainda olhando o prédio de dois andares a minha frente, que ficava na zona leste, um pouco mais afastada.
– Queria fazer uma viagem ao passado. – Ele entrelaçou seu braço ao meu. – E eu serei seu guia.
Louis e eu entramos no prédio, que agora ao invés de ser bege como há anos atrás, estava pintado de branco com várias fotos espalhadas pelas paredes, fotos minhas com Louis desde nossa infância. Um projetor refletia na parede um vídeo, meu aniversário de quinze anos, quando Louis dançou valsa comigo logo depois de Nando, já que meu pai havia morrido. Realmente, minha mente fez uma viagem ao passado, me fazendo refletir sobre tudo, valia mesmo a pena desperdiçar anos de convivência ao lado de Louis por alguém que eu mal conheço de verdade e que minha família nunca vai aceitar como Zayn? “Sim, você o ama”, respondeu meu coração. “Não, você não o conhece”, respondeu minha mente. E eu decidi seguir minha mente, pois meu coração só servia para me fazer ficar confusa.
– Estava triste esses dias, então comecei a rever essas fotos e os nossos vídeos antigos, e decidi te mostrar também. – Louis segurou minha mão e me encarou com aqueles azuis perfeitos. – Eu quero que você saiba que eu sempre te amei, desde a primeira vez que te vi, aqui, nessa sala.
– Eu também te amo, Louis. – Eu disse dando um beijo nele em seguida, da mesma maneira como eu dei em Zayn, mas não tão intenso quanto. Eu não menti totalmente, eu queria amar Louis de verdade, mas não consigo, ele é um garoto perfeito, só não para mim, afinal, eu não quero um garoto perfeito, eu quero errado, um errado do jeito certo, um erro lindo. Um erro como Zayn.

’s POV

– Bom dia pessoinhas lindas! – Zayn disse chegando animado na escola. Na mesa, estávamos eu, Harry e se pegando como sempre, , Niall e Liam falando sobre algumas coisas da banda, mexendo em seu celular, enquanto eu be um copo de café com leite.
– Nossa, mosquitinho da coragem te picou, foi Zayn? – Disse Harry.
– Acho que o mosquitinho que picou foi outro. – comentou sem tirar os olhos do celular.
– Concordo com a . – Disse Liam. – Posso jurar que esse mosquitinho é o do amor.
– Vocês parem de ser intrometidos e dar opinião na vida dos outros, ok? – Zayn disse rindo e sentando.
– É, chega de falar de mosquitos, vamos falar da nova tecpix, a filmadora mais vendida do Brasil. – disse nos fazendo rir. Se ela e Liam não formassem um casal tão fofo, eu shipparia ela com o Louis, porque são dois palhaços.
– Acho melhor falarmos de hoje à noite, a nossa comemoração. – Niall disse esfregando as mãos como em um plano maléfico e depois dançando animado na cadeira, até que eu dei um tapa em suas costas.
– Não sabia que você era tão festeiro. – Eu disse o olhando.
– E eu não sabia que você era tão ciumenta. – Ele disse fazendo os outros rirem.
– Pois pode parar com esse ciúme – Disse Louis chegando de mãos dadas com . –, até porque os únicos casais que tem aqui somos eu e a , e o Harry e a . – Eu posso jurar que uma lagrima caiu do rosto de Zayn quando ele viu os dois chegarem juntos, e se eu não fiquei completamente louca, sussurrou um “Desculpa” olhando para ele. Mas quando eu olhei, os dois estavam normais. É, acho que e a doença está afetando minha cabeça.
– Mas sobre o que vocês estavam falando? – Perguntou sentando entre mim e , mas continuou olhando para o celular, fingindo não se importar ver os dois juntos.
– Do nosso encontro de hoje à noite. – Zayn disse tão animado quanto Niall e Harry.
– Nós vamos ao Espaço Boulevard, uma lanchonete no centro. – Disse . – Para comemorar que os cabeças duras finalmente decidiram formar a banda.
– Amém. – disse com as mãos para o céu.
– Legal, eu preciso mesmo distrair a cabeça. – Disse , olhando diretamente para Zayn.
– Ué Louis, você não está dando conta de distrair a cabeça da o suficiente? – Zayn disse em um tom irônico, o que fez Louis não perceber o tom sério de sua frase.
– É que esses dias eu ando muito ocupado. – Louis disse rindo, o que amenizou um pouco o clima pesado. Continuamos conversando até o sinal tocar e eu, e Nando fomos para a aula de matemática, a matéria da mãe do Louis, e até que hoje ela estava de bom humor, acho que o namoro realmente era de seu agrado. Só não era do agrado do seu filho, pelo menos, não mais.

’s POV (Coloque esse vídeo para carregar)

Eram oito da noite, eu estava no carro junto com Harry e indo para a lanchonete, e eu posso dizer que ele estava lindo, todo social, com uma camiseta branca, calça bege, blazer meio cinza, enfim, LINDO! também estava bonita, do jeito dela, né. Chegamos à lanchonete depois de pouco tempo, e o lugar era lindo, era grande, devia ter dois ou três andares, era todo de madeira e no meio havia um nome em metal escrito “Espaço Boulevard”. Havia algumas mesas quadradas e pequenas do lado de fora, onde algumas pessoas estavam sentadas. Entramos e dentro era ainda maior, havia uma escada que dava acesso ao andar de cima, onde ficava a boate, ao lado da escada ficava o bar. Tinha um palco mais a frente que agora estava sendo preparado, e o resto do espaço estava dividido com mesas também quadradas e todas de seis lugares. Ao lado da janela, encontramos todos sentados juntos e fomos para perto deles.
– Ainda bem que chegaram, pensei que não viessem mais. – Disse enquanto eu sentava ao seu lado, e Harry sentava do lado de Niall.
– Não sabe como é Harry, para encontrar uma roupa é pior que mulher. – disse rindo sentando entre e . Niall vestia uma polo azul claro com um cardigã branco por cima, Liam vestia uma camisa xadrez azul, Louis vestia uma camiseta branca com um suspensório bege, Zayn vestia uma camisa preta com uma jaqueta de couro, vestia um conjuntinho de blusa e saia, vestia um vestidinho lindo, e vestia uma roupa básica, mas linda.
– A está falando isso, mas demorou quase duas horas para se vestir. – Louis disse.
– Eu estou de prova, minha irmã deve ser a pessoa mais vaidosa do universo. – Nando disse.
– Depois do Zayn né, porque se eu bem conheço ele, deve ter demorado horas arrumando o topete. – Disse Harry.
– Haha, tô morrendo de rir Harry. – Zayn disse, mas ele é mesmo bem vaidoso, ai de quem mexer naquele topete dele, ele mata. – Pessoal, vamos pedir, porque eu estou morrendo de fome. – Niall disse passando a mão na barriga.
– Que novidade, o Niall com fome. – Eu disse rindo.
– Novidade mesmo é a fazendo dieta. – Liam disse e eu me surpreendi. Bom, tudo bem que comesse muito, mas ela era bem magrinha, então não precisava de dieta. Se bem que desde que ela foi ao “dentista” (o que eu sei que é mentira) ela tem diminuído na comida, e aquelas suas dores e seus vômitos tem diminuído. Alguma coisa tá errada nessa história.
– Ué, por que dieta? – Perguntou . – Você é tão magrinha , e eu não quero uma amiga anoréxica. – Nós rimos.
– Pode se acalmar, flor de laranjeira, eu estou bem, mas é que eu estou maneirando na comida depois daquelas dores de barriga, não se pode comer tanto também, né. – disse, dando um gole em seu suco de acerola.
– Então explica isso pro Niall, acho que ele também precisa de uma dieta. – Louis disse batendo na barriga de Niall.
– Tá me chamando de gordo, Boo Bear? – Niall perguntou olhando sério para Louis.
– Não, tô te chamando de obeso. – Louis disse recebendo um puxão de cabelo de Niall. Eles começaram uma guerrinha ridícula nos fazendo rir, mas depois pararam.
– Vocês tão parecendo crianças de cinco anos. – Eu disse.
– Falando em anos, daqui a alguns dias é aniversário do Louis. – Disse lembrando. É verdade, o aniversário do Louis é dia 24 de dezembro, véspera de Natal.
– E com ele vem o Natal... – Disse Niall.
– As férias... – Disse Harry.
–... E o concurso de talentos! – Completou Liam. Os meninos estavam bem animados com o tal concurso de talentos, e também com a banda, claro. Harry não parava de cantarolar para mim seu solo na música, aliás, todos já haviam decorado a música, também, ansiosos como são, aposto que se alguém os convidasse para cantar agora, eles cantariam (n/a: Cuidado , palavras tem poder...).
– Pessoal, que dia é hoje mesmo? – Perguntou Niall.
– Dia 30 de novembro (n/a: Eu sei que não é esse dia, mas se acalmem.), por quê? – Respondeu .
– Bem, aproveitando que o Natal e o aniversário do Louis estão chegando, podíamos fazer uma festa coletiva, tipo todo mundo se juntava dia 24 de dezembro e fazíamos um Natal com nossas famílias, que tal? – Ele sugeriu.
– Acho uma ótima ideia. – Disse Zayn. – Pena que eu não vou passar esse Natal com minha família, de novo.
– Deve ser bem ruim morar longe dos pais, né Zayn? – disse encarando Zayn, e ele retribuiu, só não entendi o sarcasmo na sua frase.
– Você nem imagina o quanto, . – Ele disse despreocupado dando um gole em seu suco de maracujá.
– Eu gostei da ideia do Zayn. – Disse Louis. – Vou adorar passar meu aniversário perto de vocês.
– Então, está marcado, dia 24 vamos todos comemorar o Natal na casa do Louis, e é para todo mundo levar a família, ok? – Disse .
– E eu aposto que vocês vão adorar o Peru Recheado com Queijo que a faz, é simplesmente divino. – Disse Nando, fazendo lamber os beiços, mesmo em dieta, ela pensa em comida, esse buraco negro não tem jeito mesmo.
– Bem, contanto que o Niall não cozinhe, eu aceito. – Disse Harry, recebendo um tapa na orelha depois. – Ai...
– Aposto que você nem sabe cozinhar também. – Disse Niall.
– Claro que sei, e aposto que melhor do que você. – Disse Harry, esse meu namorado adora uma aposta. É sempre assim, sempre quando alguém diz que Harry não sabe fazer uma coisa, ele sempre consegue, mesmo que não saiba mesmo fazer. Ele procura, ele tenta, até conseguir provar para pessoa. Eu gosto nisso nele, a persistência, principalmente a persistência que ele teve em me conquistar.
– Aposta aceita! – Disse Niall.
– Epa, apostas me atraem. – Disse , nos fazendo rir.
– Vamos fazer assim, no dia do aniversário do Lou, cada um leva um prato, eu levo sobremesa, e você leva acompanhamento, o melhor prato ganha cem reais, que o outro paga, feito? – Harry disse estendendo a mão.
– Feito! – Niall apertou sua mão.
– Ei, porque no meu aniversário? – Perguntou Louis. – Olha aqui, se vocês estragarem a festa, vão se ver comigo.
– Ui, tô morrendo de medo, do Tommo Valentão. – disse, nos fazendo rir.
– Ok, agora vamos pedir, porque isso só me deixou com mais fome, e hoje eu estou morrendo de vontade de tomar um mega copo de milk-shake de chocolate com batata frita e um X-salada. – Eu disse pegando o cardápio e todos me olharam estranho. – O que foi?
– Ou a fome da passou para a ... – Começou , depois lançou um olhar admirado para Harry, que me fitou com os olhinhos brilhando.
–... Ou isso é desejo de grávida. – Disse . O QUE?! GRÁVIDA?! EU?!
– Não acredito que em tão pouco tempo você já desvirtuou a menina, Hazza. – Zayn disse rindo, e Harry ainda me encarava.
– Pessoal, eu não estou grávida, só estou com fome porque não comi nada o dia inteiro, ok? – Eu disse deixando o cardápio na mesa.
– Uma pena, eu ia adorar te ver grávida, e ter um filho com você seria ainda melhor. – Harry disse segurando meu rosto com suas mãos e me aproximando para um beijo.
– Eu prometo te dar quantos filhos você quiser. – Eu disse no meio do beijo, quando ele sorriu deixando suas covinhas a mostra, e me beijando mais lentamente dessa vez. Eu podia ouvir os outros gritando e batendo palmas, mas não me importei, naquele momento só existiam eu e ele. E as lembranças do filho que teríamos. Mas chega de pensar nisso, eu ainda sou jovem, e se Deus quiser, ainda terei muitos filhos com os olhinhos verdes do Harry.
– Ok, já chega, já não basta ter que aguentar o Louis e a na escola, vocês também não vão se pegar aqui. – Disse .
– Olha que fofinho, ela está com ciúme do irmão. – Disse Louis, fazendo biquinho. – Pois não precisa ter ciúmes, eu vou ser sempre seu irmãozinho, . – Harry disse e deu um abraço sufocando logo depois. Mesmo que às vezes brigassem, e Harry sempre estavam juntos, assim como e Nando, e Liam e , se bem que Liam e nunca brigavam, são calmos até demais.
Depois dessa enorme demonstração de amor fraternal, nós chamamos o garçom e pedimos sete milk-shakes de morango, dois de baunilha, três porções de batata frita, quatro X-salada, quatro X-bacon, e Niall ainda pediu um sorvete de flocos. Depois de comermos essa montanha de comida, olhei para cima e pude ver alguns funcionários arrumando a parte de boate.
– Pessoal, que horas são? – Eu perguntei.
– Nove e meia. – Disse Liam olhando o relógio. – Por quê?
– Achei estranho, vocês disseram que ia ter show a partir das nove horas e não começou, e daqui a pouco é meia-noite e a boate já abre. – Eu disse.
– É verdade, o show já era pra te começado. – Harry disse olhando o local, que já estava lotado por sinal, não havia mais nenhuma mesa vazia, e nem os bancos do bar estavam mais vazios. deu um assovio, chamando o garçom, que veio até a nossa mesa rapidamente. E até que ele era bonitinho, tinha olhos negros, cabelos arrepiados cor-de-mel, corpo magrinho, e... Ok, chega, meu namorado está aqui do lado, e se eu continuar falando isso não vai dar certo.
– Posso ajudar? – O garçom disse.
– Sim, é só me responder, por que o show está atrasado? – Perguntou .
– Desculpa, não sei se posso dizer.
– Ah vai, só para nós, se nos dizer podemos ajudar a resolver o problema. – Disse Louis
– É que a cantora que iria se apresentar hoje acabou furando conosco, o chefe está explodindo de raiva porque não consegue falar com a garota. – Ele disse rindo, e nós rimos juntos, menos , que ficou pensativa e depois disse:
– É isso!
– Isso o que? – Perguntou Niall.
– Ótima ideia, . – Ela disse para si mesma. – Moço, você pode chamar seu chefe aqui?
– Olha, eu não quero arrumar confusão. – Ele disse.
– Não vai, nos dissemos que te ajudaríamos se você nos contasse e assim vamos fazer. – Disse . O garçom saiu até o balcão, onde um homem alto, forte e careca se encontrava admirando a tela de seu Iphone. Ele trocou meia dúzia de palavras com o homem, apontou para nós, e depois veio em nossa direção.
– Prazer, meu nome é Renato. – O homem disse simpático. – Meu funcionário me disse que vocês podem me ajudar com o problema do show, mas eu não consigo imaginar como.
– Simples, nós temos uma banda bem aqui. – Disse apontando para o lado da mesa onde os meninos estavam sentados um ao lado do outro. – Eu lhe apresento a One Direction!
– O quê?! – Os meninos disseram juntos e espantados.
, como que não pensei nisso antes. – Disse . – Aqui é um ótimo lugar para uma estreia.
– Eu sei que sou uma gênia. – disse rindo e olhando novamente para o tal Renato, enquanto os meninos continuavam espantados. – Voltando ao assunto, esses cinco garotos formaram uma banda, mas começaram a pouco, e ainda não tiveram a oportunidade de tocar ao vivo, então, eu pensei que eles poderiam tocar aqui, que tal?
– Está querendo que uma banda de cinco garotos inexperientes comece sua carreira na minha lanchonete? – Renato disse em um tom irônico, e falando como ele falou, a ideia parecia mesmo bem absurda. – Desculpe, mas eu gosto muito da minha reputação de empresário, com licença.
– Vamos fazer um trato. – Disse Harry pulando de sua cadeira e ficando de frente com Renato. – O senhor nos deixa tocar uma música, se formos bem, nos deixa tocar a noite toda e nem precisa nos pagar, mas se formos mal, saímos do palco e ainda pagamos o valor do cachê para o senhor.
– Ainda sim eu não vejo vantagem em lhes deixar cantar. – Ele retrucou. Velho mal humorado, tinha até gostado dele, mas agora queria mata-lo. O que custava dar uma chance aos meninos?
– E eu não vejo vantagem em ficar no prejuízo por um atraso. – Disse Zayn indo para o lado de Harry. – Porque do jeito que está a cara dos clientes, eles não ficaram satisfeitos com o cancelamento desse show.
– Então o senhor decide. – Disse Niall levantando, junto com Liam e Louis. – Ou nos dá uma chance, ou vai acabar no prejuízo.
– E num grande prejuízo. – Completou Louis.
– Mas vocês são mesmo persistentes. – Disse o senhor rindo. – Ok, eu dou uma chance a vocês, mas para cantar uma música de teste, e eu espero que não me arrependa.
– Não vai, eu garanto. – Disse Liam. Eu posso jurar que as meninas, assim como eu, estavam soltando fogos de artificio por dentro, era muita emoção ver o Harry, o meu Harry, realizando seu sonho, mesmo que seja sonho subconsciente.
– Bem, venham comigo, felizmente eu tenho banda de apoio para esses casos, então tem dez minutos de ensaio. – Ele disse entrando em uma salinha, e os meninos o acompanharam.
– Meninos! – chamou e eles viraram imediatamente. – Eu quero sentir orgulho de vocês hoje.
– Você vai , eu prometo que você vai sentir muito orgulho de nós. – Disse Liam (n/a: AWN *u*). Os meninos entraram na salinha.
– Meninas, tive uma ideia. – disse, pegando seu telefone. Depois de nos explicar o tal plano, todas nós estávamos ligando desesperadamente para todas as meninas que conhecíamos, todas da escola, principalmente. Em alguns minutos, o lugar que já estava cheio, lotou mais ainda, tanto que os garçons tiveram que tirar as mesas e fazer como um show mesmo. As luzes se apagaram e o Renato subiu ao palco junto com sua banda de apoio e cada um assumiu sua posição.
– Boa noite, galera! – Ele disse bem animado. – Parece que temos mais pessoas do que o esperado, e isso é ótimo! Então, sem mais delongas, fiquem com a mais nova boyband da música, vem aí Harry, Zayn, Niall, Louis e Liam, a One Direction! – Ele saiu do palco e os meninos entraram pulando e as meninas gritaram ainda mais. Parece que os olhos de Harry brilharam ao ver o lugar cheio, não só os dele como de todos os meninos, eles deviam estar mesmo muito felizes.
– Oi pessoal! – Liam gritou e as meninas (inclusive eu, , , e ) gritaram um “OI!” em resposta. – WOW, quanta animação, então eu quero todo mundo pulando. – Liam disse e pulou junto com os meninos e a plateia.
You don’t know you beautiful... – Os meninos cantaram um verso e depois os primeiros toques da música começavam. Chegou a hora!
(Assista o vídeo e imagine...)

Zayn’s POV

INCRÍVEL! SIMPLESMENTE INCRÍVEL! Essa é a única coisa que eu posso descrever da nossa apresentação. Ver as pessoas gritando nossos nomes e cantando a música era algo... surreal! Eu nunca pensei que essa banda fosse realmente dar certo, mas lembrando da maravilhosa sensação que eu tive naquele palco, eu vou fazer ela dar certo.
Depois de cantarmos nossa música, “What Makes You Beautiful”, cantamos mais alguns pedidos da plateia, acho que umas cinco músicas, depois nos despedimos e entramos de volta para a salinha que ficava atrás do palco. Os meninos não falavam nada, acho que estavam tão felizes quanto eu, até que Renato veio nos cumprimentar.
– Meninos, vocês foram ótimos. – Ele disse admirado. – Agora tenho que ir pro palco, podem sair, depois encontro vocês para pagar o cachê.
– Não, esqueceu que prometemos que não receberíamos? – Harry disse. Como? Eu não vou ficar sem cachê! Se bem que pagando ou não, eu cantaria do mesmo jeito.
– Eu faço questão, vocês foram ótimos, com certeza serão a maior boyband do futuro. – Ele disse sério. Uau, isso me tocou. Renato subiu ao palco.
– Eu nunca pensei que fosse mesmo tão bom. – Harry disse se encostando em uma das paredes da salinha.
– Bom não, foi incrível. – Louis disse. – Agora mais que nunca essa banda tem que dar certo.
– Concordo com o Louis, a nossa banda vai ser um sucesso. – Niall disse.
– E tudo graças a , que nos ajudou. – Liam lembrou, é mesmo, a marrentinha tanto fez que conseguiu nos juntar.
– É verdade, minha irmãzinha é persistente. – Harry lembrou.
– Então vamos lá para fora, eu quero agradecer a elas. – Louis disse.
– Eu tenho que voltar no palco, tentar encontrar minha jaqueta. – Eu disse. É, no meio da apresentação eu joguei minha jaqueta no chão e acho que alguém pegou.
– Então, nos encontramos lá fora. – Niall disse, saindo com os meninos da salinha. Eu voltei ao palco bem devagar, podendo ver a banda saindo e as pessoas indo embora, parece que a boate já ia ser aberta. Eu achei minha jaqueta perto da bateria, a peguei e fui voltando para sair pela parte de trás e encontrar os meninos, mas acabei esbarrando em alguém no caminho.
– Desculpe. – disse. ! Ótimo, agora ela vai me explicar direitinho essa intimidade dela com o Louis. – Zayn?
– Oi . – Eu disse cínico. – Acho que devemos conversar, não?
– Não, eu tenho que encontrar o Louis. – Ela ia saindo, mas eu a puxei pelo braço, abri um armário que por ali havia e entrei com ela, a pressionando na parede e prendendo sua boca com a mão, enquanto ela me encarava surpresa com seus olhos brilhantes arregalados de medo. Ótimo, exatamente o que eu queria.
– Você vai me explicar direitinho o porquê está tão grudada com o Louis. – Eu disse tirando a mão de sua boca, e ela respirou profundamente, e eu podia sentir seu coração em um ritmo descompassado, assim como o meu.
– Ele é meu namorado, normal que eu fique assim, não? – Ela disse séria.
– Não depois de tudo que aconteceu ontem à noite. – Eu disse e pude ver um pequeno sorriso se formando em seu rosto, mas ela logo o desmanchou.
– Esqueça aquilo, foi impulso, calor do momento. – Ela disse séria me encarando. – Nós. Não. Temos. Nada.
– Não era isso que você dizia na sua cama, lá eu era o amor da sua vida, o garoto dos seus sonhos, e isso foi somente um pouco do que eu pude escutar enquanto você gemia. – Eu disse, e agora foi ela que tapou minha boca com a mão, mas eu a tirei.
– Fique calado, quer que alguém escute? – Ela disse apreensiva.
– Quero, eu quero gritar aos quatro ventos que nós nos amamos e temos que ficar juntos. – Eu disse acariciando seu rosto com o polegar. – Separe do Louis e vamos ficar juntos, como que queremos.
– Para você é tão simples, né? – Ela estava triste. – Eu vou simplesmente separar do Louis, e te apresentar para minha família dizendo “Mamãe, Fernando, o Zayn mentiu que era rico, mas na verdade é filho da empregada” e tudo vai ficar bem, né. – Ela deu um sorriso de deboche. – O mundo real não funciona assim.
– E você por acaso sabe o que é mundo real? – Eu ri. – , você não passa de uma patricinha mimada que vive em um mundo encantado onde seu dinheiro nunca vai acabar e você nunca terá que pegar no pesado.
– E você não passa de um favelado mentiroso e grosso! – Ela gritou, depois respirou e ficamos os dois ali, nos encarando. Ela não sabia o peso que aquelas palavras tinham sobre mim.
– Se eu menti, foi por sua causa, porque eu queria me aproximar de você, e sendo rico seria mais fácil. – Eu disse a soltando. – Mas eu fui um idiota por achar que a princesinha gostaria do plebeu, você nunca namoraria com um garoto pobre.
– Zayn, não é isso, é que minha mãe... – Eu a interrompi.
– Sua mãe uma ova! A preconceituosa da história é você, . Se eu fosse rico como o Louis tudo seria diferente. – Eu disse abrindo a porta do armário e saindo. – Então façamos um favor para nós dois: não nos falamos mais. – Eu saí correndo em direção a entrada, onde encontrei os meninos conversando animadamente sobre a apresentação enquanto as meninas estavam radiantes de alegria. – Oi pessoal.
– Zayn! – disse me abraçando. – Você foi incrível, caprichou no grave como eu te pedi, parabéns!
– Valeu mascote, tudo graças a você. – Eu disse brincando com seu chapéu.
– Zayn, viu a quando saiu da sala? – Louis perguntou.
– Não, por quê? Deveria? – Eu disse como inocente.
– Não, é que as meninas disseram que ela foi me procurar, mas acho que nos desencontramos no caminho. – Ele disse dando de ombros.
– Oi meninos. – Falando nela, lá vem , saltitante se segurando no ombro de Louis.
– Estávamos falando de você agora mesmo. – Disse .
– Espero que bem, pelo menos. – Ela disse, ainda sem olhar em meu rosto, melhor assim. – Eu nunca falaria mal de você. – Louis disse, dando um selinho em logo depois.
– Galera, acho que está na hora de ir embora, amanha ainda acordamos cedo. – disse, visivelmente tão incomodada quanto eu.
– Tive uma ideia. – Eu disse, eu não iria sair por baixo de , não mesmo. – Porque não vamos todos pro meu apartamento? Vocês podiam dormir lá se quiserem.
– É verdade, temos que comemorar o sucesso da One Direction. – Harry disse erguendo as mãos como em um brinde, mesmo sem copo algum.
– Apoiado. – Niall disse.
– Então vamos, não quero perder um minuto dessa noite. – Louis disse indo para o carro, mas me cutucou.
– Para onde vai leva-los se não tem apartamento? – Ela questionou.
– Espere e verá. – Eu disse por fim, com um sorriso no rosto e entrando no carro de Harry, junto com e . O resto se dividiu nos carros de Niall e Louis.
Essa realmente seria uma noite para ficar na história.

Capítulo 27

Niall’s POV


Os três carros seguiram até o Edifício Lotus que ficava ao lado do Copacabana Palace. Zayn era mesmo muito sortudo por morar em um lugar como aquele. Assim que estacionei, dei uma boa olhada no prédio; vinte andares, uma ótima iluminação em todas as varandas, um portão dourado envelhecido e pintado de uma cor clara que eu não defini, mas que o deixava ainda mais refinado. Assim que saímos do carro, pude ver todas as meninas arrumando seus cabelos, já que o vento da praia – que ficava em frente ao prédio – estava forte, e refrescante também.
– É aqui que eu moro. – Zayn disse saindo do carro, acompanhando por . Logo os outros carros estacionaram e todos já estávamos juntos entrando no prédio. – Boa noite, Antônio. – Zayn disse ao porteiro que estava atrás do balcão, e assim que nos viu, abriu um olhar surpreso, acho que ele não esperava uma festa logo agora.
– Boa noite, Zayn. – Ele riu, mas logo ficou tenso. – Desculpe, Sr. Malik.
– Não precisa se preocupar, só quero avisar que se alguém ligar ou aparecer querendo subir no apartamento, interfone, ok? – Zayn disse e o porteiro assentiu, depois entramos todos no elevador subindo em direção ao 15° andar.
Assim que entramos no apartamento de Zayn – bem bagunçado, por sinal – todos já se esparramaram no sofá. Folgadas essas pessoas, não?
– Nossa Zayn – Disse admirada. –, que apartamento lindo!
– É verdade, ainda não sei como conseguiu arrumar esse apartamento. – disse pegando um copo de água na geladeira da cozinha. Ela parecia incomodada por estar ali, ou simplesmente não gostava de estar perto de Zayn.
– Foi fácil, tudo é só uma questão de fazer boas amizades, . – Zayn disse tirando os sapatos e sentando no sofá ao lado de Harry.
– Pessoal, cadê a ? – Disse Louis vindo da cozinha com um pote de doce de leite comendo com o dedo mesmo. Eterna criança.
– Porque lembrou da ? – Liam perguntou.
– Ué, ele tá comendo, normal lembrar da quando se vê comida. – disse, roubando um pouco de doce com o dedo também.
– Mas o Louis tem razão, a tava aqui agorinha. – Disse Harry.
– Eu vou procurar ela. – Eu disse seguindo pela cozinha até chegar ao corredor onde se encontravam várias portas e uma mesa de ferro com um espelho em cima onde agora se apoiava para não cair. ?! Eu corri até o final do corredor e a apoiei para que não caísse, mas ela quase desmaiou em meus braços. , minha , fique forte, por favor!
, o que aconteceu? – Eu perguntei a segurando enquanto ela colocava uma mão na boca e acariciava a barriga com a outra. Apesar de não desmaiar mais com tanta frequência, ela ainda sentia dores fortes no fígado, vomitava quando comia muito. Normal, já que ela se recusava a fazer quimioterapia, e só os remédios não seriam suficientes para contrair a doença, podiam acalma-la e não fazê-la progredir, mas como ela já estava em estágio avançado, isso não adiantava de muita coisa.
– Meu remédio... Minha bolsa... Banheiro... – Foi somente isso que ela conseguiu dizer. Não sei como consegui, mas corri na velocidade da luz até o banheiro, lhe entregando um comprimido amarelo e comprido, que ela engoliu no mesmo momento e conseguiu se recompor.
– Está melhor? – Eu disse ainda a segurando, mas ela já conseguia se equilibrar sem dificuldade.
– Por enquanto. – Ela disse olhando para o chão, e mesmo sem ver, podia ter certeza que sua expressão era triste e sem esperanças. – Eu não aguento mais isso, agora eu estou bem, mas daqui a pouco eu posso desmaiar na frente de todo mundo, o que só vai piorar minha situação.
– A única coisa que piora sua situação é a sua teimosia. – Eu disse sério.
– Niall, não comece, já conversamos sobre isso. – Ela disse se soltando de meus braços.
– Não conversamos, você decidiu e eu tive que entender, mas ainda não aceitei.
– O que você tem que entender mesmo é que a vida é minha, e quem tem que decidir sobre ela sou eu! – Ela disse séria me encarando.
– Ótimo, então cuide do resto de vida que você tem, e morra sozinha com a sua teimosia! – Eu praticamente gritei com ela, o que a fez ficar espantada, depois seus olhos se encheram de lágrimas e escorreram por seu rosto. Eu não devia ter feito isso. Ela praticamente arrancou a bolsa de minha mão e entrou correndo na porta atrás dela, e mesmo depois de fechada, eu ainda podia ouvir seus prantos altos e certamente dolorosos se eu a visse chorando. – , me perdoa, eu não devia ter dito isso, mas eu estava nervoso, você me deixa nervoso, você me deixa fora de mim. – Eu disse encostado a porta, mas por um momento seus prantos cessaram, e eu continuava ali, encostado a porta e sentado no chão. – Me perdoa .
– Saí daqui, por favor. – Ela disse com a voz suplicante, e eu não consegui fazer mais nada, a não ser o que ela pediu. Levantei e saí dali, mas voltei por um instante e disse:
– Dorme com os anjos, princesa.
– Então eu teria que dormir com você. – Ela disse do outro lado e eu só pude rir. Saí dali em direção a sala, mas meus pensamentos não saíram daquela porta. Não saíram de .

Liam’s POV


– E então, onde está ? – Eu perguntei assim que Niall desceu as escadas. Nós estávamos sentados no tapete em frente ao sofá, conversava com Zayn e , e Nando comiam enquanto riam sobre algo que Louis contara, e Harry estava deitado sobre as pernas de enquanto ela fazia cafuné em seus cachos.
– Ela estava cansada, então foi dormir. – Niall sentou ao lado de , e ela logo deitou sobre seu ombro, bocejando. Como essas meninas são folgadas.
– Falando em dormir – começou Harry. –, nós temos que dividir quem vai dormir aonde, afinal aqui só temos três quartos.
– Em que quarto a está? – Perguntou Zayn.
– Naquele quarto ao lado do banheiro. – Disse Niall, tenso ao lembrar disso, posso jurar que algo aconteceu lá em cima.
– Então, faremos o seguinte – Disse Zayn. –, e Niall podem dormir no quarto junto com , tem um colchão embaixo da cama de casal, acho que você vai dormir bem lá. – Zayn disse olhando para Niall. – No meu quarto podem dormir o Harry e a , e no outro, a e o Louis, – Zayn disse olhando disfarçadamente para , mas eu percebi, e posso jurar que ele fez isso de proposito, mas triste ao mesmo tempo. – podem dormir no outro quarto. Eu, Liam e nos arrumamos por aqui mesmo.
– E eu? – Protestou Nando.
– Ih, acho que alguém vai atrapalhar a noite do casal. – Eu disse.
– É , parece que seu irmãozinho terá que dormir com você. – disse vitoriosa. Não quero nem pensar no que ela e Harry poderão fazer naquele quarto sozinhos.
– Ei, se for assim, o Harry também tem irmã, porque a não dorme com ele? – Louis protestou.
– Por três motivos; primeiro, eu não vivo grudada no Harry, como o Nando vive na ; segundo, eu não sou fresca e sei muito bem me acomodar no sofá; e terceiro, eu não estou nem um pouco afim de presenciar o que acontecerá naquele quarto. – disse rindo, recebendo um tapa no ombro de Harry.
– Valeu pelo crédito, irmãzinha. – Harry riu.
– Ok, o Nando dorme com a gente. – disse derrotada.
– E falando em dormir, acho que eu já vou, estou morrendo de sono. – Disse se espreguiçando enquanto Harry saía de seu colo, e eu pude ver os olhares maliciosos de todos para o Casal Safadeza.
– Primeiro, a fome inexplicável, agora sono... – Niall insinuou, e todos os outros começaram a rir, até mesmo Harry.
– Chega dessa história, eu vou dormir. – disse um pouco zangada subindo as escadas, e Harry a estava acompanhando quando Louis disse:
– Se a não está grávida, o Harry vai dar um jeito de consumar o ato hoje à noite. – E Harry riu, com seu sorriso mais malicioso. Começo a concordar com o pensamento de Louis.
– Falando sério agora, já pensou se a estivesse mesmo grávida. – Eu disse assim que Harry subiu as escadas.
– Ele adoraria, Harry adora crianças, ele sempre conversa com elas quando vê algumas na rua, ele adoraria ser pai. – Zayn disse.
– E eu adoraria ser titia, já pensou se fosse um menino? – disse alegremente, com um sorriso enorme de menina inocente em seu rosto meigo. – Eu ia poder ensinar ele a nadar, jogar videogame, andar de patins... – É, uma menina nem tão inocente assim.
– Mas a certamente não gostaria muito dessa ideia. – argumentou.
– Como não? Toda garota sonha em ser mãe. – Louis disse.
– Mas não a . – continuou. – Desde que eu conheço ela, sempre que saímos e vemos crianças, ou quando o assunto “bebês” surge ela fica assim, incomodada e dá um jeito de mudar de assunto, ou simplesmente sai, como agora.
– Isso deve ter haver com a morte dos pais dela. – Eu argumentei, mas não acreditava muito nisso. Já havia percebido que não gostava muito de crianças e bebês, mas não entendo, ela parece alguém tão carinhosa, tão atenciosa, com certeza seria uma ótima mãe. Mas parece que só ela não sabia disso.
– Quer saber, chega de discutir a vida dos outros. – disse.
– A única coisa que quero discutir agora é essa dorminhoca babando aqui no meu ombro. – Niall disse, e imediatamente percebemos dormindo em seu ombro e agarrada a seu pescoço, e parece que Louis não gostou muito da cena, mas soube disfarçar muito bem.
nunca muda, sempre dormindo quando não deve. – Ele disse com um sorriso nervoso, enquanto Zayn levantava e se aproximava de .
– Deixa que eu levo ela, aproveito e pego algumas coisas lá em cima. – Zayn pegou no colo com delicadeza, e posso jurar que ele fez isso só para enfrentar Louis e o deixa-lo com raiva, e Zayn adorava fazer isso.
– Eu também vou, assim te ajudo e durmo logo. – Niall disse levantando. – Boa noite galera.
– Nós também já vamos dormir. – Disse Louis levantando junto com e Nando e indo para a escada.
– Ou pelo menos vai tentar dormir, porque os roncos da não vão deixar. – Nando disse recebendo vários socos de .
– EU NÃO RONCO! – Ela disse, e Louis a agarrou, aproximando seus rostos.
– Roncando ou não, vou adorar dormir ao seu lado. – Eles se beijaram. Como mentem bem esses dois. Os três subiram para o quarto. Restaram somente eu e na sala em um silêncio que estava constrangedor, até que ela se levantou, tirou seu chapéu deixando seus cabelos macios soltos, parece que cabelo bonito era coisa de família, pois Harry e eram igualmente fissurados por eles. tirou sua pulseira, depois seus sapatos, suas meias, e quando ia desabotoar a calça, eu segurei suas mãos.
– O que está fazendo? – Eu disse, mas sabendo o quanto era louca, seria mesmo bem capaz de ficar pelada para dormir comigo, com Zayn também, mas no caso eu era seu melhor amigo, ela não podia fazer isso.
– Tirando a roupa para dormir, espertinho, ou acha que vou dormir com esse jeans apertado. – Ela disse, tirando minhas mãos.
– Vai dormir nua? – Eu disse espantado, e ela soltou um sorriso irônico, o mesmo sorriso inocente de minutos atrás.
– Claro que não Liam, não sou tão pervertida assim. – Ela disse assustada, e eu ri nervosamente. – Minha camiseta é grande o suficiente para servir como camisola, não acha?
– É, tem razão... Desculpa, só me assustei.
– Tudo bem. – Ela disse tirando seu jeans escuro, ficando somente com sua camiseta com a Bandeira da Inglaterra, que ficava na metade de sua coxa, como uma camisola mesmo. Ela deixou todas as suas coisas no canto do sofá, depois pegou seu Iphone conectado ao fone de ouvido e deitou no sofá. Zayn desceu as escadas já vestido com uma calça de moletom e sem camisa, carregando três edredons, já que naquela noite fazia muito frio, um colchonete, e outra calça de moletom.
– Aqui está. – Ele disse colocando tudo no sofá e me entregando a calça. – Pode vestir isso. – Ele disse enquanto estendia o colchonete no meio da sala.
– Valeu. – Eu disse, indo até a cozinha, onde me troquei, ficando somente com a calça de moletom, e voltei à sala, onde agora Zayn dormia enrolado no edredom como um bebê, ainda estava com o fone de ouvido, também enrolada no edredom. Eu desliguei as luzes da sala e deitei no outro sofá, onde somente lembrei da ótima sensação que eu senti no palco e adormeci, inalando o doce cheiro de rosas brancas do perfume de .

Harry’s POV


Eu e entramos no quarto que Zayn dissera, com ela ainda emburrada por causa da desconfiança do pessoal pelo fato de ela estar grávida, o que eu tinha certeza que era mentira, já que nunca dormimos juntos desde que começamos a namorar. Mas não seria uma má ideia ser pai, quer dizer, uma gravidez agora poderia atrapalhar minha vida, mas eu não ficaria triste, pelo contrario, poder ter um filho, uma criança sangue do meu sangue em meus braços seria a melhor sensação que eu poderia sentir agora.
– Que burrice a minha. – Ela disse tirando a sapatilha e os acessórios. – Devia ao menos ter passado em casa para pegar minha roupa, agora vou ter que dormir com esse jeans apertado.
– Quem disse isso? – Eu falei tirando meu blazer, depois minha camiseta larga e entregando a ela. – Pode vestir minha camiseta.
– E você vai dormir como? – Ela disse, desamarrando o cabelo e o passando a mão por ele.
– Como sempre dormi: sem nada. – Eu tirei os sapatos e depois tirei a calça, mas quando ia tirar a cueca, ela virou de costas e tapou os olhos.
– NÃO! – Ela disse, me fazendo rir. – Harry, seu tarado, pelo menos fique de cueca, eu ainda sou uma menina pura.
– Não mente para mim, pura é a última coisa que você é. – Eu disse a agarrando de costas, depois a virando, e lhe dando um beijo fugaz, do tipo desentupidor de pia, e ela simplesmente retribuiu, mordendo meus lábios e puxando meus cachos com força.
– Ainda bem que você sabe. – Ela disse se soltando e agora mordendo seus lábios, enquanto desabotoava o cardigã branco que usava, depois o tirou e jogou na minha cara. Logo depois ela tirou seu jeans escuro, revelando sua calcinha de renda preta da mesma cor de seu sutiã, e jogou em mim novamente. Ela entrou no banheiro do quarto, que estava atrás dela, depois jogou o sutiã junto com a calcinha para o lado de fora, e pude ouvir o barulho de água caindo do chuveiro logo depois.
– Eu vou esperar somente cinco segundos, e você só entra nesse banheiro se estiver sem nada. – Ela disse, e tinha certeza que um sorriso malicioso surgiu em seu rosto, assim como no meu. Bem, já que ela insiste tanto, não há como dizer não. Tirei minha cueca box branca e entrei correndo no banheiro, onde a vi de costas, passando a mão por seu corpo enquanto a água quente deslizava por ele e causava uma fumaça de vapor na parte de baixo. A cena era simplesmente perfeita, e o corpo de v era mais ainda.
– Aqui estou. – Eu sussurrei em seu ouvido, e depois a virei, lhe beijando ainda mais intensamente quanto antes, enquanto a água agora deslizava por nossos corpos abraçados. – Aquele papo sobre gravidez, me despertou muitas ideias, sabia? – Eu disse entre o beijo, e ela sorriu, agora fraternalmente.
– Que tipo de ideias?
– Que se você não estiver mesmo grávida, poderíamos mudar essa situação agora, como o Louis sugeriu.
– Adorei a ideia. – Ela disse, me encarando com aqueles olhos grandes e passando a mão por meu rosto molhado. – Eu te amo, Harry Styles.
– Eu te amo, . – Depois disso, só me lembro de beija-la o mais doce possível, e de termos o melhor momento de nossas vidas em anos.

’s POV


2:45 da manhã. E o sono decidiu simplesmente sumir, logo agora que eu o queria tanto. Tudo estava escuro, Liam dormia ao meu lado, e Zayn falava enquanto dormia algo como “Mamãe”, “Noite perfeita” e “Ela sentiu medo”, o que não fazia sentido algum para mim. Eu desconectei meus fones de ouvido, peguei meu edredom e fui até a varanda, onde me sentei no chão enrolada no edredom enquanto apreciava a maravilhosa vista da praia a minha frente. O vento frio batia em minha pele me fazendo arrepiar. Apesar de ser madrugada, podia se ver algumas luzes de carro andando pela estrada. A água do mar era cristalina e reluzia perfeitamente a imagem da lua cheia, aliás, o céu também estava perfeito, escuro como breu, com uma lua brilhante e estrelas espalhadas por ele. Mas ao longe, se podia ouvir o som de um violão sendo tocado, e alguém cantando alguns versos de uma música. “E quando o sol chegar, a gente ama de novo, a gente liga pro povo, fala que tá namorando, e casa semana que vem, deixa o povo falar, o que é que tem?”. Automaticamente eu sorri, não sei por que, acho que somente pela perfeição da noite, que parecia ter sido desenhada. Uma noite tão perfeita, e eu ali, sozinha. Até agora.
? – Uma voz conhecida disse atrás de mim. – O que faz aqui?
– Insônia. – Respondi a Liam, que agora sentava do meu lado, também enrolado no edredom, mas ainda estava sem a camiseta, somente com a calça de moletom. – E você?
– Sonhos ruins. – Ele respondeu admirando a praia assim como eu, e agora o vento me trazia seu cheiro forte de madressilva, já que estávamos tão perto um do outro. – Mas é somente respirar ar puro que eles vão embora. – Eu me permiti olhar para Liam, e ele estava me fitando com aqueles olhos castanhos de menino, e um sorriso doce no rosto. – Obrigada .
– Por quê? – Eu perguntei.
– Por não ter desistido de nós, você acreditou na banda até quando nós mesmos desacreditamos, e lutou para fazer ela dar certo. – Ele suspirou. – E aqui estamos nós, em uma das melhores noites das nossas vidas.
– Eu não podia deixar talentos como vocês desperdiçados, só fiz a minha obrigação. – Eu disse e ele riu, voltando o seu olhar para o mar, e eu fiz o mesmo. – Eu também queria te agradecer.
– Por quê? – Ele perguntou.
– Por ter cumprido sua promessa. – Eu disse, e pude sentir que ele me olhava, mas meu olhar continuava na água, pois sabia que se olhasse para ele não resistiria.
– Que promessa?
– Quando vocês estavam entrando para cantar, eu pedi que vocês me orgulhassem, e você disse...
– Eu prometo que vamos te orgulhar. – Ele completou, e eu finalmente o olhei. – Só fiz a minha obrigação. – Nós rimos juntos, como duas crianças inocentes.
– Bem, acho que o sono me achou. – Eu bocejei. – Mas eu não queria sair daqui. – Eu fiz bico, como uma garota birrenta, e ele riu.
– Então vem cá. – Liam disse esticando seu braço para que eu me aconchegasse nele, e eu assim o fiz, depois ele envolveu seu braço por meu corpo, me enrolando com seu edredom enquanto eu apoiava minha cabeça em seu ombro.
– Como é bom ter um amigo forte nessas horas. – Eu ri.
– Que nada, menina gênio. – Ele disse rindo, e eu dei um tapa em sua costela.
– Não me chame mais desse apelido.
– Então não me chame de Mr. Woody. – Ele retrucou.
– Pensei que gostasse. – Eu disse. – Então, paramos com apelidos, fechado?
– Fechado. – Ele completou.
Eu fechei meus olhos, enquanto continuava inalando o cheiro amadeirado que vinha do perfume dele, que agora cantarolava a música que eu havia escutado ao longe. “Eu quero ser lembrado com você, isso não é problema de ninguém”. Não havia mais nada, naquele momento era só eu e ele, como duas almas gêmeas, juntas pela eternidade de um momento.
– Boa noite, Liam.
– Boa noite, .
Depois eu adormeci, enrolada nos braços dele. Correção, agora sim a noite estava PERFEITA!

Capítulo 28

’s POV


Eu estava em um campo, não um campo, era mais um bosque, cheio de árvores, e no meio delas uma cabaninha de madeira branca, onde agora eu estava sentada, vendo o sol entrando entre as árvores. Mais ao longe, eu pude ver alguém se aproximando, um alguém que eu conhecia bem, Louis. Mas ele foi se aproximando e foi se transformando, e de repente virou o... Justin Bieber?! Justin Bieber estava vindo em minha direção enquanto cantava Beauty and a Beat?! WTF?!
Acordei com o despertador do meu celular tocando Beauty and a Beat, do Justin Bieber. Agora entendi o sonho. Eu o desliguei, e sentei na cama, enquanto o sol entrava pela janela do quarto. dormia como um anjo ao meu lado, agora com seus cabelos esparramados pelo travesseiro, mas ainda com seu vestido, e enrolada em um edredom, porque apesar da manhã, ainda fazia frio. Niall estava deitado da mesma maneira, mas no colchão ao lado da cama, e dormiu de camisa, pois ainda tinha vergonha de seu corpo, que besta. Eu peguei meu celular e saí do quarto, não havia ninguém no corredor, a porta do quarto onde Harry e dormiram estava entreaberta, e eu pude ver os dois dormindo agarradinho. A porta do quarto onde Louis, e Nando dormiram estava escancarada, mas eu nem me dei ao trabalho de olhar, não me importava mais com eles, ou pelo menos queria fingir e quem sabe acreditar em minha ilusão.
Andei pelo corredor até chegar a sala, onde um colchão estava colocado no chão, mas não havia mais ninguém na sala, então, eu segui até a cozinha, onde encontrei Zayn somente de calça e cabelos bagunçados, tomando café enquanto colocava dois pedaços de pão em uma torradeira. Nunca havia reparado antes, mas olhando agora, eu pude perceber que Zayn era um garoto realmente lindo, era moreno, alto, com um abdômen nem tão definido assim, mas seus braços fortes compensavam.
– Bom dia. – Eu disse sentando na mesa, e ele me olhou imediatamente, tirando duas torradas e colocando no prato.
– Bom dia, . – Ele disse enquanto sentava na cadeira ao meu lado e passava manteiga na torrada. – Dormiu bem?
– Na medida do possível. – Eu respondi roubando uma de suas torradas. – Eu quero ao menos saber como eu fui parar no quarto, pois eu não lembro de nada.
– Você dormiu no ombro de Niall, e eu te carreguei pro quarto. – Zayn disse tranquilamente tomando seu café, como se ele me pegar no colo e me deitar na cama fosse a coisa mais normal do mundo.
– Você me levou pro quarto? – Eu perguntei surpresa, e ele riu.
– Calma, todos estão de prova que eu só te deitei na cama. – Ele disse levantando as mãos, como se estivesse se rendendo. – Não se preocupe, eu não sou tão pervertido quanto o Harry.
– Ainda bem. – Nós rimos.
– Mas aposto que essa não foi a única coisa que atrapalhou sua noite. – Zayn agora estava sério. – Saber que o Louis e a dormiam juntos no quarto ao seu lado não deve ter sido muito confortável.
– Também. – Eu disse pensativa. – Mas o fato de o Nando dormir com os dois me aliviou um pouco.
– Mas eles não gostaram nem um pouco disso. – Zayn disse rindo.
Eu também ri, depois um silêncio constrangedor se instalou na cozinha, e nós continuávamos nos encarando, até que Zayn disse:
– Não entendo como o Louis trocou você pela .
– Como?
– Ah, você e o Louis se conhecem há mais tempo, convivem juntos há mais tempo, sem falar que você tem muito mais coisa em comum com ele do que a . – Ele argumentou. – Você é melhor para ele do que ela.
– E você é melhor para ela do que ele. – Disse meio que sem pensar, mas depois analisei, e vi que tinha razão. Zayn era quase a versão masculina de . Os dois eram vaidosos, sedutores, um pouco misteriosos, adoravam dançar e curtir a vida, e acima de tudo, estavam no mesmo núcleo social: os filhos de empresários.
– Mas nenhum dos dois percebe isso.
– Só nos resta esperar. – Eu disse.
– E quando temos um amigo por perto, isso se torna mais fácil. – Zayn disse subindo a mão com a torrada, e nós brindamos com elas.
– Viva a amizade! – Eu disse rindo.
– E a dor de cotovelo! – Ele riu junto comigo. Estávamos parecendo dois bêbados em fim de festa, mas infelizmente estávamos lúcidos. Lúcidos e conscientes da terrível situação em que nos encontrávamos.
– Para com isso Harry. – Nós pudemos ouvir ao longe dizendo algo. Eu e Zayn nos entreolhamos, depois rimos e nos escondemos abaixo da mesa, de onde pudemos ver Harry e se aproximando bem juntinhos e rindo.
– Foi você quem me provocou, agora aguenta. – Harry disse colocando sentada no balcão, enquanto eu me segurava para não rir.
– Pensei que tivesse se contentado com a noite de ontem. – disse de uma forma sexy.
– Se tratando de você, eu nunca vou estar satisfeito. – Harry disse beijando logo depois. Zayn me cutucou e nós saímos debaixo da mesa logo depois, mas o Casal Safadeza continuava se beijando.
– Quer dizer que o Harry se aproveitou mesmo da ontem à noite? – Eu disse de braços cruzados me aproximando, fazendo os dois pararem o beijo e olharem assustados para mim.
– Parece que daqui a nove meses teremos um sobrinho para cuidar. – Disse Zayn colocando mais pães na torradeira.
– O-o qu-ue v-vocês fazem aq-qui? – disse descendo do balcão e sentando na mesa corada. com vergonha? Isso sim é uma coisa rara de se ver.
– Tomando café, o que mais duas pessoas inocentes como eu e o Zayn estaríamos fazendo aqui? – Eu disse, colocando café em uma xicara e bebendo logo depois.
– Na sua inocência eu acredito, agora o Zayn inocente, isso eu acho meio difícil. – Harry disse encostado no balcão ao meu lado, enquanto bebia suco de laranja.
– Claro, eu tive um ótimo professor, né Styles? – Zayn disse entregando uma torrada a ele e outra para .
– E pelos gritos que eu ouvi ontem à noite, esse professor deve ser bom mesmo. – Eu disse, fazendo cobrir a cara com a camisa do Harry que vestia, e ele me olhar surpreso.
– Estava tão alto assim? – Ele me perguntou incrédulo, recebendo um tapa de .
– Claro que não, mas é que eu gosto de ter ver assim, todo envergonhadinho. – Eu disse bagunçando seus cachos. Aliás, sempre que alguém queria deixar Harry irritado, bagunçava os cabelos dele, ele odiava isso.
– Bom dia. – Disse vindo para a cozinha, com Louis ao seu lado, e Nando mais atrás. Eu automaticamente olhei para Zayn, que piscou para mim e disse sem voz algo como “Disfarce”, e eu assim fiz.
– Chegaram na hora certa, o Zayn está fazendo torradas. – disse e saiu de perto de Zayn.
– Eu quero torradas! – Nando praticamente pulou por cima de e chegou à cozinha na velocidade da luz.
– Está escrito “Cozinheiro” na minha testa? – Zayn disse.
– Não, mas na minha está escrito “Faminto”. – Nando disse.
– Então faça você mesmo. – Zayn disse entregando um saco de pães de forma a Nando e saindo enquanto comia outra torrada.
– Depois o Niall que é comilão. – Louis disse, entregando um copo de suco para . Disfarce , só disfarce, no final isso vai valer a pena, você vai ver.
– Falando nisso, onde estão o Niall e a ? – Perguntou .
– Quando saí do quarto eles ainda estavam dormindo. – Eu disse, roubando uma torrada do prato de . É, eu amo roubar comida dos outros. – Mas separados, que fique bem claro para não estragar a reputação da minha amiga.
– Mas ainda falta alguém nessa história. – Harry disse. – Onde estão o Liam e a ?
– É verdade, quando eu acordei, eles não estavam mais na sala. – Zayn disse olhando pela sala.
– No banheiro eles com certeza não estão. – Louis disse.
– E só tem mais um lugar nessa casa onde eles podem estar. – Eu disse terminando de comer a torrada, e olhando para a varanda.
– A varanda. – disse. Harry se alertou e foi correndo até lá, nós o seguimos, mas assim que chegamos, Harry ficou parado a porta, impedindo a passagem.
– Dá licença. – Eu, como fiquei por último, saí empurrando todo mundo, até Harry, que estava boquiaberto quando viu a imagem. – O que foi? – Todos seguravam uma risada, enquanto Harry estava assustado e com a mão fechada em punho. Quando eu olhei para trás, fiquei tão surpresa quanto ele. e Liam estavam dormindo no chão da varanda, ela com sua cabeça por cima do peito dele, enquanto ele estava com uma das mãos em suas costas e a outra em seus cabelos, e ainda estavam enrolados em um só edredom, respirando profundamente em um só ritmo.
– Eu não acredito. – disse admirada.
– Quem não acredita nisso sou eu! – Harry disse irritado, parece que ele não havia gostado de ver sua irmãzinha tão agarrada com o Liam. Harry e podiam não ser os dois irmãos mais unidos do mundo, mas ainda sim se amavam tanto quanto. Ele ia avançar para acordar os dois, mas eu o segurei. – Me deixa !
– Não, está de cabeça quente por uma besteira, e pode fazer outra se ninguém te impedir. – Eu disse e veio o segurar.
– A tem razão, não pode ficar com tanta raiva só por causa disso. – Ela disse.
– Ah claro, e ver minha irmã dormindo agarrada com outro cara é uma besteira, né? – Ele disse quase gritando.
– Harry, você mais do que ninguém sabe que o Liam não faria nada de mal a , e ela também não faria uma besteira dessas. – Eu disse, e ele respirou fundo.
– Tem razão, mas alguém tem que acordar eles. – Ele disse.
– É simples. – Louis disse. – BOM DIA DORMINHOCOS! – Ele gritou, nos assustando e fazendo e Liam acordar aos poucos. Esse é o meu Lou, o eterno brincalhão.
Eu olhei para o “casal”, que agora acordava lentamente, mas quando os dois abriram os olhos completamente e se encararam, ficaram mais assustados que nós, e eu não pude deixar de rir, o que fez os dois olharem para nós, e ficassem ainda mais assustados.
– Ai meu Deus! – disse levantando e se enrolando com o edredom, revelando que ela estava só de camiseta e Liam somente de calça, o que complicou e muito a situação.
– Bom dia, novo casal. – Louis disse. – Dormiram bem nesse chão duro?
– Acho que o fato de estarem agarradinhos já os fizeram dormir bem. – Eu disse sorrindo para Louis. Acima de tudo, ele ainda era meu amigo, e era impossível não rir quando ele fazia alguma gracinha.
– Nós podemos explicar o que aconteceu? – Liam disse com as bochechas coradas, enquanto olhava de canto de olho para , que exibia um sorriso bobo, mas que se desmanchou assim que Harry disse:
– É exatamente isso que eu espero.
– Ah não Harry, vai querer dar uma de irmão responsável depois de tudo que fez com ontem à noite? – disse em desdém, nos fazendo rir, e Harry e ficarem com a cara no chão. – Na boa, isso não combina muito com você.
– Olha aqui , você me respeite que eu ainda sou seu irmão mais velho! – Harry dizia autoritário, enquanto todos nós voltávamos à cozinha, e comia tranquilamente, como se nada tivesse acontecido. – , eu estou falando com você!
– E eu estou ouvindo, só não entendo o motivo desse chilique. – Ela disse tomando um gole de café enquanto Liam mexia freneticamente em seu cabelo, parece que ele era o mais incomodado dessa história.
– Ok, se você não quer me dizer, eu vou acreditar no resto de confiança que ainda tenho na responsabilidade do Liam. – Harry se virou de braços cruzados e Liam ficou tenso. “Agora o circo pega fogo!”, pensei. – Pode me explicar o que aconteceu na varanda?
– Nada demais – Liam começou. –, é que eu acordei por causa de um pesadelo, e fui até a varanda, e já estava lá...
– Porque estava com insônia. – argumentou.
– Isso mesmo. – Liam disse dando um sorriso, e voltando ao seu tom sério. – Então, nós ficamos conversando por um tempo, até que ela disse que estava com sono, mas não queria ir para a cama dormir. – Liam olhou para , que riu.
– Eu não sou preguiçosa, mas é que o sono estava mesmo me tomando. – Ela disse vindo para o lado do irmão. – Por isso, e por conta do frio, Liam me abraçou com seu edredom e acabamos pegando no sono juntos, só isso. – Ela cruzou os braços e olhou desafiadora para Harry, de um jeito que só ela sabia olhar. – Satisfeito, maninho responsável?
– Um pouco, mas ainda não totalmente convencido. – Ele disse também cruzando os braços. – Se estava frio, porque você dormiu só de camiseta, e o Liam só de calça?
– Porque eu não ia dormir com o jeans apertado. – retrucou.
– Nem eu. – Liam disse levantando os braços em sinal de rendimento.
– Harry, você está sendo patético nessa pose de delegado zangado. – Louis disse, nos fazendo rir. É, eu tenho que concordar com ele, a pose de super-protetor não combinava com Harry.
– Por favor, Hazza, você mais do que ninguém sabe que Liam e são responsáveis o suficiente para não fazerem uma besteira dessas. – Zayn disse, entregando café a Liam, que ainda parecia meio sonolento.
– Ainda mais na varanda da casa dos outros. – disse olhando o nada, com cara de pensativa (coisa que não combinava muito com ela). – Mas julgando essa fase louca e revoltada que a está passando, acho que ela seria capaz de fazer isso. – Ela disse, mas arregalou os olhos logo depois, quando Harry fez o mesmo olhando para .
– Antes que me pergunte, não Harry, sua irmãzinha ainda é uma garota pura, o lado pervertido da família foi puxado somente por você, ok? – disse, dando um beijo na bochecha de seu irmão, o fazendo soltar um sorriso meigo depois. Esse Harry não muda, sempre se derretendo por causa de alguma garota, até mesmo quando essa garota é sua irmã, ou melhor, principalmente quando essa garota é sua irmã.
– Falando nisso – Louis disse segurando os ombros de . –, da próxima vez, vê se faz menos barulho.
– Nem vem Tommo, aposto que se o Nando não tivesse no seu quarto, vocês fariam bem mais barulho. – argumentou, deixando agora corada, enquanto soltava um olhar discreto para Zayn, e este bebia uma xicara de café puro de uma vez só. Eu tenho pena do Zayn, e de certa forma de também, pois a culpa não é totalmente dela, afinal com uma mãe tão durona e controladora quanto Helena , ela não tinha muitas saídas, mas eu não entendia uma coisa: Zayn era tão rico quanto Louis, então porque diabos ela não fica com ele ao invés do Boo Bear? “Para ele sofrer e chorar no seu colo?”, minha mente pensou alto. Vendo por esse ângulo, era melhor Louis ficar mesmo com do que ficar triste. Se tiver que escolher entre a minha tristeza e a dele, eu prefiro a minha, pois pelo menos vendo ele feliz, eu me conformo.
– É, pessoal, acho melhor alguém ir acordar o Casal Fome, porque eles ainda tem que ir para a casa para pegar o uniforme. – Liam disse.
– Eu vou. – Disse, saindo da sala e subindo as escadas. Pelo menos eu sei que dependendo de Niall e , eu poderia ficar tranquila.

’s POV – Minutos Atrás


Acordei lentamente, com o sol batendo em meu rosto, ainda bem que não estava tão quente. Levantei e fui ao banheiro, onde penteei meu cabelo e joguei uma água no rosto, depois voltei e encontrei Niall dormindo profundamente no colchão ao lado da cama, e me lembrei da nossa conversa de ontem à noite. “E morra sozinha com a sua teimosia!”. As palavras dele não saiam de minha cabeça. Maldita doença! Transformou minha vida num inferno. Eu queria contar aos meus irmãos e a minha família, mas eu não queria fazer eles sofrerem, não como eu, eu não aguentaria saber que eu seria o motivo das lágrimas deles, das pessoas que eu amo. Mas eu me sentia egoísta por contar somente a Niall, pois eu sabia que ele também estava sofrendo por mim, mas acho que eu estando junto dele amenizava um pouco a situação. No fim das contas, eu agi mesmo de cabeça quente, e por pura teimosia. Agora aqui estou eu, apenas esperando a boa vontade da morte em me buscar. E eu sei que não vai demorar muito.
Eu me deitei no colchão ficando de frente para ele, enquanto fazia carinho em seus cabelos. Ele logo abriu seus lindos olhos azuis e me encarou, com um doce sorriso no rosto, e eu ri também.
– Bom dia princesa. – Ele disse. – Dormiu bem?
– Sim, ainda mais porque dormi com um anjo, como você disse. – Eu falei ainda passando a mão por seu rosto, o vendo rir da maneira mais inocente possível. – Desculpa pelo o meu ataque ontem.
– Você que tem que me desculpar, eu não devia ter dito aquilo. – Ele disse sério.
– Devia sim, eu sou mesmo teimosa. – Eu disse sentando e colocando o braço sobre os joelhos, e ele sentou ao meu lado. – Eu devia ter te escutado, devia ter contado a todos e feito a quimioterapia.
– Pode fazer isso agora, ainda dá tempo. – Ele disse segurando meu queixo. – Ainda pode lutar pela sua vida.
– Eu não tenho mais vida. – Eu disse melancólica. – Eu fui ao médico esses dias, ele disse que os remédios não fizeram diferença, e que a doença aumentou. – Ele me encarou surpreso. – Se eu começasse agora a quimioterapia, a doença não iria regredir, talvez eu a controlasse, mas as chances são poucas.
– Mas ainda sim há chances. – Ele me disse esperançoso. – E eu vou estar ao seu lado.
– Promete?
– Eu prometo, eu nunca vou te deixar sozinha. – Ele aproximou nossos rostos, colando nossas testas, e eu automaticamente fechei os olhos, sentindo sua respiração bater em minha boca. – Nunca, minha princesa.
– Meu anjo. – Eu sussurrei, sentindo nossas bocas se aproximarem mais, até nossos lábios se tocarem calmamente em um selinho, mas quando Niall finalmente iria me beijar, ouvi passos no corredor e me distanciei dele, saindo correndo pela porta, onde encontrei vindo no corredor.
– Que bom que acordou, já estamos indo embora. – Ela disse.
– Claro, eu já vou descer. – Eu disse ansiosa, descendo as escadas, enquanto Louis subia e os outros saiam do apartamento.
Nem sei o que acabei de fazer, mas não devia ter feito, Niall não merece sofrer assim. Se eu continuasse com aquele beijo, eu saberia que não acabaria somente ali, Niall poderia querer algo a mais, mas eu não podia, se ficássemos juntos, ele sofreria ainda mais quando eu morresse, e eu sei que isso será logo. Maldita doença!

Louis’s POV


Vi descer as escadas assustada. Esses dias ela e Niall andam muito juntos, e sempre parecem tristes, alguma coisa com certeza está acontecendo. Eu subi as escadas, enquanto Niall saía do quarto, me perguntando onde estavam todos, eu respondi que já haviam descido e que iria chamar e ele desceu. Acho que preciso ter uma conversa descente com ela, eu devo uma explicação, ela merece saber da verdade.
. – Eu disse, e ela me olhou, deixando de pegar suas coisas na cama.
– Louis. – Ela disse um pouco triste, depois suspirou fundo e chegou perto de mim, cruzando os braços, ainda acuada, como se não quisesse essa conversa, ou apenas a temesse, assim como eu. Muitas coisas aconteceram esses dias, e eu estava mais confuso que nunca, não sabia se amava verdadeiramente e , mas sabia que não era isso que eu sentia pela também. Como se eu ainda gostasse das duas, mas uma hora gostava mais de uma, e outra hora gostava da outra. – O que quer?
– Não se trata do que eu quero, e sim do que eu preciso, e nós precisamos ter uma conversa. – Eu disse.
– Não temos nada a conversar, ainda mais agora. – Ela disse saindo, mas eu segurei pelo braço.
– Terá de ser agora. – Eu disse, e ela se soltou. – Você merece uma explicação sobre o que aconteceu aquela noite na cozinha e...
– Você somente satisfez um capricho, uma vontade com a filha da empregada, eu realmente fiz minha obrigação como empregadinha da noite. – Ela disse ríspida. – Agora eu realmente tenho que ir, porque se um dia eu quiser parar de bancar a escrava submissa, a escola é minha única chance.
– E qual a minha única chance de fazer você me escutar uma vez na vida? – Eu disse, botando minhas mãos na porta a impedindo de sair. – Você não é uma empregadinha submissa, você não é somente minha melhor amiga.
– Do que está falando? – Ela disse um pouco mais calma.
– Eu não podia ter deixado você ir embora aquela noite, devia ter te segurado, ou qualquer outra coisa, mas eu devia ter dito a você que... – Eu aproximei meu rosto do dela. – Que eu me apaixonei perdidamente por você.
Ela colocou a mão em meu pescoço e aproximou um pouco mais nossos rostos, e sussurrou:
– Mas preferiu dizer isso a patricinha, não foi? – Ela me empurrou um pouco e soltou uma risada um pouco maléfica. – Louis, eu posso até ser problemática e até um pouco louca, mas idiota eu não sou, e não vou cair nesse seu papinho de riquinho arrependido. – Ela me olhou séria e fria. – A única pessoa burra o suficiente para acreditar nesse seu joguinho de amar é a patricinha da .
– Você é mesmo muito... – Eu segurei em seu braço com raiva, mas ouvi passos no corredor e soltei me virando.
– Algum problema aqui? Nós já estamos saindo. – me disse, e soltou um sorrisinho cínico, daqueles que me deixavam completamente fissurado.
– Falando no diabo... – Ela disse cínica, passando pelo corredor quase derrubando por esbarrar em seu ombro.
– O que aconteceu com ela? – perguntou enquanto descíamos as escadas.
– TPM. – Eu disse simples quando chegamos ao carro.
Eu entrei no carro junto com , Nando e , ela não parava de me olhar pelo espelho, depois virava e sorria de um jeito meigo. Se alguém estava fazendo um joguinho de amar era ela, não eu. Primeiro fala que me ama, depois se distancia, e agora volta a me enfrentar, e me seduzir. Mulheres, quem as entende!

Capítulo 29

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Harry’s POV


Eram seis e quarenta e cinco da manhã, depois de passarmos em casa e vestir nossos uniformes, eu e estávamos a caminho da escola, ela olhava pela janela, cantarolando a música que havíamos cantado no show ontem a noite. O show, o melhor momento das nossas vidas. Quando saí daquele palco, comecei a imaginar como seria se fizéssemos mais shows, como seria nós em uma turnê, como seria nossa reação encontrando várias fãs gritando nossos nomes, como seria dando entrevistas e fazendo comerciais, como seria me sustentando do meu maior sonho.
– Harry – disse voltando o olhar para mim. –, realmente achou que eu e Liam poderíamos ter tido algo naquela varanda?
– Bem, na hora eu estava surpreso e realmente achei que sim, mas depois eu discordei disso. – Respondi.
– Por quê?
– Porque vocês são muito amigos e jamais fariam isso. – Eu disse como se fosse obvio, e seu olhar era de tédio.
– Sabia, sempre igual... – Ela suspirou.
– Do que está falando?
– Tudo é sempre igual, nada de interessante acontece na minha vida, eu sou uma adolescente comum, apaixonada pelo meu melhor amigo e só. – Ela dizia gesticulando e olhando para a frente.
– Você não é uma garota comum, é especial. – Eu disse, a fazendo me olhar debochado.
– Em que?
– Em tudo, você tem um jeito único de se vestir, tem gostos próprios, você não é comum, é diferente, é única. – Eu disse convicto, e ela me olhou orgulhosa.
– Isso é pouco, eu queria uma aventura, uma loucura da qual eu me arrependesse quando fosse velha, mas que ainda sim me orgulhasse de contar. – Ela disse pensativa. – Acho que por isso acreditei tanto na banda.
– Olha aí, outra qualidade, determinada. – Eu estacionei o carro e nós saímos dele. – E se a banda fizer sucesso, e eu sei que vai, eu te levo na nossa primeira turnê.
– Mas olha só, para quem nem queria a banda já está pensando em turnê. – Ela me olhou irônica. – Olha aí, outro defeito, inconstante. – Ela riu, e eu puxei seus cabelos.
– Vamos logo marrentinha. – Eu disse.
Entramos na escola, indo em direção a nossa mesa, mas nela havia uma aglomeração de garotas ao redor. Eu e paramos olhando aquilo sem entender, mas ficamos preocupados, a julgar pelos nossos amigos, aquilo só poderia ser barraco ou tragédia. Mas acho que me enganei e me dei conta disso assim que Liam gritou “OLHEM O HARRY ALI!”, e todas as garotas vieram para perto de mim. Tem mais um argumento: FAMA!
As meninas, no máximo quinze, estavam todas com bloquinhos na mão e canetas, me pedindo autógrafos, e eu, carinhosamente dei a todas, depois elas saíram e eu pude me sentar na mesa ao lado de , recebendo um carinhoso abraço da minha namorada, que eu pensei que fosse ficar zangada palas garotas, mas não, exibia no rosto um sorriso orgulhoso.
– Estou tão feliz! – Ela disse soltando o abraço e me olhando com os olhinhos brilhando. – Meu namorando agora está dando autógrafos! Daqui a pouco, tá na TV, na rádio...
– Menos , bem menos. – Disse .
– Não , mais, BEM MAIS! – Disse Zayn.
– É verdade, o nosso limite agora é o topo. – Louis disse.
– E que venham as fãs... – Eu disse.
– Os shows... – Disse Liam.
– As entrevistas... – Disse .
– As músicas na TV e nas rádios... – Disse .
– E tudo mais que inclua o sucesso! – quase gritou.
– Mas, enquanto ele não vem, que tal começarmos a planejar a festa de Natal na casa do Lou? – Disse Niall. Eu nunca fui ligado ao Natal, meu pai e eu fazíamos alguma comida diferente, trocávamos presentes e só, nunca foi uma coisa de muito especial, mas passar o Natal com os meus amigos, meu pai, minha irmã, e a mulher que eu amo, isso sim seria especial, e acho que eu nunca fiquei tão empolgado por uma data comemorativa.
– É verdade, tá chegando dia 24 de Dezembro. – Lou disse empolgado. – O que iremos fazer?
– Pode ser um jantar mesmo. – sugeriu. – Convidamos nossas famílias, e trocamos presentes na sua casa.
– É, algo bem simples mesmo. – Eu disse.
– Claro que não, não pode ser algo simples! – Disse . – É Natal e aniversário do Louis, sem falar que também vai ser a comemoração do sucesso de vocês, temos que fazer algo especial, algo para nunca esquecermos.
– E o que a senhorita quer fazer? Um evento para todo o Rio de Janeiro? – Zayn disse irônico, esses dias ele tem falado assim, por ironias, ou metáforas, que eu tenho certeza que entendia muito bem.
– Não para tanto, mas algo mais especial, algo diferente, que realmente marcasse o primeiro Natal que estamos passando todos juntos. – Ela dizia com brilho nos olhos e um sorriso pequeno, olhando de canto de olho para Zayn, que também tinha um sorriso no rosto. Aí tem coisa, e eu vou descobrir.
– Praia! – disse. – Um show na praia!
– Como? – Liam questionou. – Dá pra explicar melhor priminha.
– Dia 24, véspera de Natal, vai ter um show beneficente na praia, e todo o dinheiro arrecadado vai para uma instituição de caridade, e, pelo o que eu soube, só se apresentarão cantores novos nesse show. – explicou, me fazendo abrir um largo sorriso. Eu sempre amei praia, e sempre quis fazer um show para ajudar aos outros. Isso seria a junção perfeita.
– Ótima ideia , isso seria perfeito para uma banda em começo de carreira. – Eu disse.
– Mas ainda há um problema. – disse. – Mesmo eu sendo uma super empresária, ainda sim o show está muito em cima, colocar vocês seria quase impossível. – Ela disse rindo.
– Mas o pai de vocês é produtor musical, né? – sugeriu. – Talvez ele conseguisse.
– E quem precisa de pai quando se tem um super professor com ótimos contatos? – Disse Ed se aproximando da mesa, o que nos fez vibrar. Ele também foi parte importante na formação da banda, seria impossível esquecer do nosso super professor. – Estava com saudades de vocês meninos.
– Nós também Sheeran. – Niall disse. – Tanta coisa tem acontecido essas semanas...
– Eu sei, fui ao show de vocês de ontem a noite, e vocês estavam realmente ótimos. – Ed disse rindo, um riso de orgulho. – Mas voltando ao assunto do show na praia, eu tenho um presente de Natal mais que especial pra vocês.
– E o que esse presente tem haver com o show? – Zayn questionou.
– Esse presente é, justamente, uma apresentação de vocês no show. – Ed disse simples, nos fazendo soltar gritos admirados.
– Como conseguiu isso tão rápido? Como sabia que queríamos ir? – Louis encheu Ed de mais um milhão de perguntas.
– Calma Tomlinson, me deixa explicar. – Ed disse, e Louis olhou para ele, esse Tommo além de inconveniente, intrometido, irritante, ainda é apressado... e um ótimo amigo. – Bem, ontem, quando eu fui ao show, acabei encontrando um velho amigo meu, da época de faculdade, vocês devem conhecer, é Simon Cowell. – Ed disse simplesmente, e cuspiu todo o suco que bebia, de tão espantada que ficou, assim como todos nós.
– Como assim você conhece SIMON COWELL?! – Eu disse surpreso.
– Porque nunca nos disse isso? – quase gritou, já que estava ao lado de Ed. – Isso teria ajudado muito, poderíamos ter chamado ele pro concurso de talentos e...
– Ele virá para o concurso de talentos. – Ed interrompeu , que arregalou os olhos. – Ele adorou o show de vocês ontem, disse que vocês tem uma energia especial, algo que transpassa aos outros, um carisma especial.
– Isso se chama Swag. – Zayn disse se gabando, e nos fazendo rir.
– Tem razão Zayn, vocês tem um Swag, algo único, algo que somente artistas como você têm. – Ed nos olhou sério. – Por isso, eu o convidei para assistir ao show de talentos, contanto que se vocês forem bem na apresentação, conseguem um lugar no show do dia 24.
– Edward Christopher Sheeran, você é o melhor padrinho mágico que existe. – disse dando um abraço nele.
– Ed, não tem nem como te agradecer por isso. – Eu disse. – O que está fazendo por nós é mais do que sempre fizemos por você.
– Só o fato de serem meus melhores alunos já compensa o esforço. – Ele disse sincero, e meus olhos quase lacrimejaram. MASOQ?! Eu não choro, nem mesmo pelo Sheeran!
– Ok, chega de melação por hoje! – disse. – Temos agora é de planejar a apresentação do concurso de talentos.
– E o concurso já é sábado, hoje é quarta, temos três dias pra organizar tudo. – Louis disse.
– E pior sou eu, que além de organizar a apresentação da banda, ainda tenho que organizar tudo pras outras apresentações. – Niall disse, colocando as mãos na cabeça. – Minha pobre cabecinha não aguenta com tanta coisa.
– Se quiser eu posso te ajudar Niall. – disse, e Niall logo abriu um doce sorriso no rosto. É, parece que o Casal Fome está se aproximando cada vez mais, daqui a pouco teremos mais um casal na turma.
– Eu também posso ajudar, decoração é uma qualidade minha que vocês ainda não conhecem. – disse jogando o cabelo, e rindo.
– Ah claro, da mesma maneira como você decorou o quartinho de dispensa da casa do Louis. – disse e riu, fazendo a encarar incrédula. – Até hoje tem as manchas da sua mão na pintura.
– Desculpe , mas acho que ninguém pediu a opinião de uma patricinha. – disse ríspida, fazendo ficar triste.
– Calma , eu só comentei, pensei que não fosse se importar.
– E você por acaso pensa, ? Você parece ter cifrões no lugar dos miolos. – riu um pouco maléfica. Ih, agora pegou pesado, tanto que até levantou.
– Quem você pensa que é pra falar assim comigo, ? – disse de braços cruzados, fazendo levantar e ficar de frente para ela. Logo todos nós já estávamos em pé também.
– A pessoa que apoia o seu namorado enquanto você fica no shopping, gastando o dinheiro da preconceituosa da sua mãe, sua mimadinha. – disse grossa, fazendo Louis e Zayn ficarem atrás dela, aposto que os dois sabiam bem o que iria acontecer ali.
– Mas que nunca vai passar de uma empregadinha mal-amada. – quase gritou, fazendo fechar a mão em punho e seus olhos lacrimejarem de raiva, ela sabia bem que aquilo era verdade.
– Vou te mostrar quem é empregadinha, sua fingida. – partiu pra cima, puxando os cabelos de , enquanto ela apenas gritava e tentava inutilmente dar socos na barriga de . A essa altura, várias pessoas estavam ao nosso redor, olhando abriga enquanto eu e os meninos tentávamos separar elas, mas como essas meninas aqui da escola tomam sopa de ferro com titânio, a força delas era maior que a nossa, mas com muita dificuldade, Zayn e Liam conseguiram segurar , enquanto Louis segurava junto com Nando.
– Chega meninas! – Ed gritou.
– Eu vou fazer essa patricinha engolir as palavras! – gritou tentando se soltar de Liam e Zayn.
– Isso tudo é inveja, ? – disse, já solta e de braços cruzados, debochando de . – Inveja porque eu sou mais bonita, mais rica, ou porque namoro o garoto que você gosta? – Ela disse isso, fazendo todos nos calarmos o olharmos para , que agora já estava solta e respirava lentamente, enquanto algumas lágrimas, de raiva e tristeza, caíam de seu rosto, mas ela as limpou bruscamente, com a expressão machucada, como se tivesse levado uma punhalada nas costas, mas foi pior, sua punhalada foi no coração. – , desculpa, não devia ter dito isso e... – disse tentando concertar o erro, mas era tarde. agia de cabeça quente, sem se importar com nada nem com ninguém, só depois tentava se redimir.
– Você devia sim . – tirou os cabelos da cara, deixando a mostra que estava chorando, pegou sua mochila, e disse com a voz embargada: – Obrigada por jogar isso na minha cara. – E depois saiu correndo, direto para a sala de música.
! – Zayn disse e ia correndo atrás dela, mas Liam o segurou.
– Acho melhor eu ir, você não trará lembranças boas a ela. – Liam correu pelo mesmo roteiro que .
saiu, resmungando algo para si mesma, e subiu as escadas, com Louis logo atrás. Os alunos ainda comentavam algo, enquanto eu, Niall, Zayn, , e subíamos para a sala. Os nervos essa semana estavam mesmo a flor da pele, todo mundo nervoso, até parece que a TPM atingiu a todos igualmente. Mas acho que o nome dessa TPM é desilusão e culpa.

’s POV


Burra. Idiota. Besta quadrada. Romântica impulsiva. Porque eu tinha que dizer isso?! Porque eu tinha que enfrentar a ?! Agora mais do que nunca o Louis vai me querer longe, ele nunca mais vai querer algo comigo. Também, quem vai querer alguma coisa com uma bêbada-drogada-louca-e-problemática?! Eu juro, se houvesse um poço em minha frente agora eu me jogaria, com uma pedra de cinco quilos amarrada ao tornozelo, pra ter certeza que morreria mais rápido. Mas parece mesmo que havia uma pedra em meu tornozelo, pois eu não conseguia levantar do chão, assim como também não conseguia conter as lágrimas que caíam. Eu procurava forças, tentando lembrar da época em que fiquei internada naquela maldita clinica, tendo que me cortar para superar a dor de ficar longe de tudo oque eu mais amava, mas eu não achava, quando eu era jovem eu era forte, mas agora, eu não passo de boba, fracassada, e completamente... sem esperanças sobre nada.
. – Liam disse sentando ao meu lado, enquanto eu limpava as lágrimas que caíam. – Você está bem?
– Claro, estou ótima, só porque minha maior rival contra o amor do Louis me jogou na cara que é melhor eu estaria mal? – Eu disse irônica enquanto mais lágrimas rolavam por minha pele já afetada pelos inúmeros problemas que já passei, e caíam justamente por mais problema. Eu, sinceramente, sou nascida para sofrer.
– Calma , eu estou tentando te ajudar. – Ele disse me olhando doce, como um pai poderia fazer, como o meu pai poderia fazer. – Eu sei que está de cabeça quente, mas pense no que fez lá fora.
– Eu já pensei, e repensei várias vezes, e sei que foi errado, mas foi por impulso, eu estava irritada com a e... – Eu suspirei, e ele limpou meu rosto, me fazendo soltar um pequeno sorriso.
– E o comentário dela foi o fosforo que te fez explodir, não foi? – Ele disse simples. Liam tinha algo especial, como se somente de nos olhar sabia exatamente o que estava acontecendo, e o que estávamos sentindo.
– Exatamente isso. – Eu disse encarando o chão. – Como eu sou burra por deixar algo tão bobo me afetar, eu sou uma fracassada mesmo.
– Não, , você não é isso. – Ele segurou meu rosto com suas mãos. – Você é forte, você é uma guerreira, se alguém me chamasse de empregadinho e me insultasse como a , eu teria feito muito mais do que bater nela, se eu fosse mulher é claro. – Ele comentou, e eu ri. – E uma prova da sua força foi o jantar para a mãe da .
– Como sabe do jantar?
– Nando contou para mim. – Ele disse, me soltando. – E acredite, não é qualquer um que tem coragem de enfrentar um jantar como esse com classe e cabeça erguida, mas você foi capaz, assim como foi capaz de ajudar o Louis todas as vezes que ele precisou, e apoia-lo quando a irmã dele morreu. Você é uma guerreira.
– E você é um príncipe, Liam. – Eu o abracei, precisava muito de um amigo nesse momento, mais que isso, precisava de um irmão, ou melhor, um pai. O Daddy Direction. – Aliás, você é o pai que todos merecem.
– Por enquanto, eu me contento em ser amigo. – Ele disse me soltando e rindo junto comigo. – Agora vamos, aula de matemática nos espera.
– É verdade, ainda vou ter que encarar a megera. – Eu disse levantando sem o menor entusiasmo.
– Pode deixar, o Daddy Direction aqui protege você. – Ele disse me dando um abraço de lado, subindo as escadas junto comigo.
Eu estava errada, estava procurando forças em mim mesma, mas a verdadeira força está na força dos outros, está nos nossos amigos. E os meus certamente são os mais especiais do mundo.


Louis’s POV


Duas garotas brigando por minha causa. Ok, não era bem por minha causa, mas a raiva das duas aumentou muito por minha causa, então, eu meio que sou culpado por tudo isso. Mas a não devia mesmo ter feito aquilo. Eu não sei se ficava mal por ver a triste, ou se ficava triste por ver a mal. Coração complicado esse meu!
, espera. – Eu disse puxando a assim que cheguei a sala. – Porque disse aquilo ali embaixo?
– Eu tava de cabeça quente, a me chamou de patricinha, mimada, e burra, queria que eu fizesse o que? – disse nervosa.
– Que considerasse, afinal você a chamou de empregadinha e mal amada. – Eu disse um pouco nervoso também, mas eu sabia mais do que ninguém que a era alguém frágil, seus sentimentos realmente eram finos como uma teia de aranha, era muito fácil machuca-la.
– Chega Louis, não quero mais falar disso, passou. – Ela disse, sentando na cadeira já que minha mãe havia acabado de entrar na sala. Eu me sentei na cadeira duas fileiras atrás dela, e Harry sentou ao meu lado.
A aula de minha mãe começou, mas eu não consegui prestar atenção, ficava pensando em , que havia acabado de entrar com Liam e sentava bem distante de mim. Eu sabia que ela estava machucada, sabia que ela estava ferida e por minha causa, os sentimentos que ela tinha sobre mim não a estavam fazendo bem, principalmente por eu não corresponder eles, mas eu não conseguia, eu ainda sentia algo por sabia que não era amor de verdade, mas ainda sim era algo forte, algo que me ligava a ela. Mas por era algo ainda mais forte. Eu amava de verdade, como nunca conseguiria amar ninguém, pena que não sou forte o bastante para enfrentar as consequências desse amor.
– Louis. – Harry me chamou baixinho, me fazendo olhar para ele. – Dá pra me dizer o que está acontecendo entre você e a ?
– Somos amigos, não está claro? – Eu disse voltando novamente meu olhar para a lousa, mas ele me beliscou. – Ai...
– Conta logo, o que está acontecendo entre vocês dois? – Ele disse autoritário. Adorava isso no Harry, o fato de ele sempre se intrometer e insistir até as coisas serem do jeito que ele quer.
– Nos beijamos, duas vezes. – Eu disse, e ele arregalou os olhos. – A primeira vez foi no acampamento há alguns meses, e a segunda foi semana passada, depois do jantar pra família da , e se meu celular não tivesse tocado, poderíamos ter feito algo a mais. – Eu disse, e Harry soltou mais um de seus risinhos maliciosos.
– Então por isso andam tão diferentes. – Harry voltou seu olhar para a lousa, e depois me olhou novamente. – Então porque continua com a ? Porque não fica com a ?
– Porque não é tão simples, existe muita coisa envolvida.
– O que? Os pais de vocês? O amor que você não sente pela ? Ou o amor que ela não sente por você? – Ele me disse sério, o que me fez pensar.
– Como assim? A me ama, eu sei disso.
– Ah claro, por isso ela não te defendeu quando a falou sobre a amizade de vocês dois na briga. – Ele riu cínico. – Louis, por favor, é claro que é simples, você é o mais maduro de nós, então é hora de agir como tal. – Ele se aproximou de mim. – Esqueça a megera que você chama de mãe, e a cobra que você chama de sogra e vai ser feliz, se não, aposto que eles não ligaram pra sua dor se você colocar seu falso sorriso no rosto. – Ele se afastou e olhou para a lousa, e por último, disse: – Só a pessoa que nos ama realmente sofreria por nós, e no seu caso, essa pessoa é a .
– A pergunta é: seria que eu aguentaria vê-la sofrendo por mim? – Eu o olhei, mas seu olhar continuava na lousa, agora lotada de números e letras desconhecidos por mim.
– Ela já está sofrendo, e você não está se importando, está sendo um mal príncipe encantado Tommo. – Ele me olhou irônico. – Geralmente as princesas não brigam em contos de fadas, é o príncipe que luta pela mocinha, não o contrário.
– Isso não é um conto de fadas, Styles, isso é vida real.
– E que graça tem a vida sem histórias de amor surreais?
O sinal tocou e todos saíram da sala. Eu saí mais lentamente, ainda vendo sair acompanhada de Liam e , e sair junto com Nando. Antes tinha duas princesas, agora não tenho nenhuma. Acho que Harry estava certo, eu era que tinha que lutar por minhas princesas, não o contrário. “E que graça tem a vida sem histórias de amor surreais?”. Realmente, Harry estava certo. E eu vou seguir seu conselho.

Capítulo 30

Niall’s POV – Três dias depois...

É HOJE!! Acordei, ou melhor, levantei às seis e meia da manhã, porque quase não dormi a noite. Eu nunca fiquei tão ansioso em toda a minha vida, meu pai me disse que era besteira, afinal, era só um concurso de talentos e despedida das aulas, MAS NÃO ERA SÓ UM CONCURSO DE TALENTOS. É a noite em que Simon Cowell vem nos ver, então temos que arrasar hoje a noite para termos uma boa oportunidade em nosso futuro musical. Nossa, estou falando que nem empresário importante.
– Pai, estou indo pro auditório, começar a organizar as coisas antes das meninas chegarem. – Eu disse. Meu pai assentiu, e eu desci as escadas, passei pelo corredor, desci mais escadas e andei até chegar ao auditório, que ficava perto da entrada ao lado da biblioteca.
O lugar já estava limpo, já que as mulheres da cantina tinham limpado mais cedo, e as cadeiras já organizadas, meu trabalho era somente decorar o local e preparar as coisas para as apresentações. Então, mãos a obra.
Eu abri uma despensa que havia ali, tirando de lá todos os materiais que iriamos precisar, incluindo panos, luzes, e afins. Eu arrastei as três caixas para fora, e assim que me virei, encontrei a minha frente, sorridente, me olhando com seu olhar doce de sempre. Foi inevitável não imaginar que aquilo logo seria uma lembrança, que logo eu não veria mais aquele sorriso, nem a teria perto de mim, e ela morreria sem saber o que eu realmente sinto por ela. Não sei o que pior, contar a ela e termos um começo de relacionamento e depois ela ir me deixando saudades de tudo que tivemos, ou não contar, e deixar ela ir me deixando saudade do que não tivemos.
– Oi . – Eu disse me aproximando dela, ainda sem jeito, depois de tudo que aconteceu naquele dia, do quase beijo que eu desejei com todas as minhas forças que tivesse acontecido. – Chegou cedo.
– Minha casa tava um tédio, e esses dias tenho acordado cedo, então decidi vir te ajudar. – Ela disse, depois desmanchou o sorriso e me olhou séria. – Niall, eu queria pedir desculpas.
– Desculpas pelo quê?
– Por aquilo que aconteceu na casa do Zayn, eu agi meio que sem pensar, tava abalada, e você foi tão carinhoso comigo... – Ela falava pausadamente, e o simples movimento de sua boca me fez querer agarrar ela ali mesmo. Então, eu a abracei, o mais forte e rápido que consegui. Ela não podia morrer, eu não podia ficar sem ela.
– Quem tem que pedir desculpas é eu. – Eu a soltei, e peguei em seu rosto com minhas mãos. – Eu prometo que vou fazer dos seus últimos dias os melhores do mundo.
– Fique do meu lado e já será o bastante. – Ela disse, e eu só conseguia encarar seus lábios rosados, e não resisti, segui lentamente meu rosto até o dela, enquanto ela encarava meus olhos tão profundamente que parecia ler minha aula, até que nossos lábios se encostaram, causando um pequeno choque pelo fato de sua pele estar fria. Sua língua fazia uma dança lenta por minha boca, enquanto eu apenas apreciava, passando minhas mãos por sua nuca e cintura, e ela deixava seu corpo relaxado, como se quisesse que eu a guiasse.
– Niall, eu... – Ela disse em meio ao beijo e eu coloquei meu dedo indicador em sua boca.
– Shiu, não diz nada, só preciso do teu beijo. – Eu disse, e ela soltou um pequeno sorriso antes de encostar novamente nossos lábios, ainda mais intensamente. Terminamos o beijo em selinhos demorados, e eu me ajoelhei, pegando em sua mão enquanto ela me olhava confusa. Já que iria fazer o pedido da minha vida, tinha que ser bem feito.
– Niall, eu não acredito que... – Ela disse e eu a interrompi.
– Pois acredite, eu quero fazer tudo da maneira correta, então, lá vai. – Eu respirei fundo e olhei nos olhinhos brilhantes dela e em seu sorriso encantador. – Linhares, aceita ser a minha princesa?
– E quem não aceitaria namorar um anjo como você. – Ela disse, passando a mão por meu rosto e me puxando para levantar. – Sim, Niall James Horan, eu aceito ser sua namorada, sua princesa, e se Deus me permitir... – Ela beijou minhas mãos. – sua futura esposa e mãe dos teus filhos. – A minha felicidade e satisfação não podia ser contada, muito menos medida. Sabe como dizem nos filmes, de sentir borboletas no estomago e um nó na cabeça? Eu estava exatamente assim, dentro de mim parece que fogos de artificio eram estourados, e tudo por causa de uma coisa tão simples e tão única: o sorriso singelo no rosto de .
Eu gritei alto, a agarrei pela cintura e a rodopiei no ar, enquanto nós dois ríamos. Eu parei e a coloquei no chão, vendo sua pele vermelha de tanto rir, e era bom ver que a alegria não era somente minha, mas também da garota que eu amo, e o melhor, ela estava feliz por estar comigo. Eu segurei seu queixo e selei nossos lábios doce e lentamente, e depois de um selinho demorado, ela envolveu seus braços por meu pescoço e deitou a cabeça em meu peito, enquanto eu afagava suas costas e seu cabelo.
– Eu sou o homem mais feliz do mundo. – Eu sussurrei em seu ouvido. Ela levantou a cabeça e me olhou, sua expressão era de piedade, como se esperasse que eu fosse dizer mais alguma coisa que fosse lhe dar novas esperanças. – E eu prometo que eu vou te fazer a mulher mais feliz do mundo.
– Só me promete que vai me apoiar, sempre, ok? – Ela disse.
– Eu prometo. – Eu disse. Ela me olhou analisando cada parte de meu rosto, até que sorriu mordendo o lábio, depois puxou por minha nuca e me beijou novamente. Ar?! Realidade?! Tristeza?! Eu realmente não sabia mais o significado dessas palavras, mas de uma eu sabia bem. AMOR!
– Rum, rum. – Eu me soltei de assim que ouvimos uma tosse, e olhamos para o lado, e quem mais poderia ser tão estraga prazer? , é claro! – Posso saber por que estão de pegação e não organizando isso? Vamos pessoal, hoje é a grande noite, temos que deixar tudo perfeito. – Ela disse pegando a caixa e levando para o centro do auditório.
– É, , eu posso explicar o que está acontecendo aqui. – disse tensa. – É que eu e o Niall, nós só...
, não precisa me explicar, eu sabia que mais cedo ou mais tarde vocês iriam se ajeitar. – piscou para mim, uma parte dessa coragem eu devia a ela. – Ainda bem que foi mais cedo, não aguentava mais o Niall chorando no meu ombro por sua causa.
– Como assim? – Perguntou vindo para o meu lado. – Você chorava por mim?
– Claro que não, , é brincadeira da pra eu ficar envergonhado. – Eu olhei para ela. – Mas não vai conseguir, porque eu estou feliz demais para revidar sua provocação.
– Então transforme essa alegria em coragem, Sr. Apaixonado, e me ajuda a organizar essas luzes aqui, temos muito trabalho pela frente. – disse subindo em uma cadeira perto da parede.
É, hoje seria mesmo um grande dia, que certamente vamos lembrar pra sempre.

’s POV

– Bom dia mãezinha querida! – Eu disse chegando a cozinha e dando um beijo em minha mãe, que agora preparava o café da manhã. Eu acordei cedo porque prometi para Niall que o ajudaria na organização do auditório para as apresentações, não só eu, como todas as meninas iriam para ajudar. O que para mim foi ótimo, eu precisava mesmo espairecer a cabeça, e com minhas amigas seria bem melhor. O problema é que também iria.
Eu ainda estava abalada por conta da briga, não queria ter enfrentado , no fundo ela ainda era minha amiga e não tinha culpa que o Louis gostava dela, nem que eu gostava dele, e de uma maneira ou de outra, estava tentando fazê-lo feliz, e isso eu tenho que agradecer a ela, nada é mais gratificante do que ver um sorriso no rosto do meu Boo Bear.
– Que milagre que acordou cedo e tão disposta, caiu da cama foi? – Minha mãe disse rindo. Ok, eu não era mesmo de acordar cedo, muito menos tão bem humorada, mas hoje é um dia especial, afinal...
– O show da banda é hoje, é normal eu estar alegre. – Eu disse, tomando um copo de leite com um pedaço de pão com manteiga.
– Ah, daquela “Embleme Três” né? – Minha mãe disse. Ela realmente não sabe falar inglês.
– Mãe, é Emblem3, THREE mãe. – Eu disse. – Mas não é só por isso, hoje é a apresentação da banda dos meninos.
– Ah, lembrei, a “Uoni Dairechiun”. – Ela disse e eu ri.
– Mãe, é o One Direction. – Eu disse a fazendo revirar os olhos. – Ok, não lhe corrijo mais.
– Mas, voltando ao assunto, o Louis também está nessa banda? – Ela perguntou, sentando na cadeira ao meu lado.
– Está sim, e ele está tão feliz, finalmente realizando o sonho dele. – Eu disse, olhando para cima, imaginando que há esta hora ele ainda estava dormindo.
– Dona Elizabeth não vai gostar disso, ela nunca aceitou que o Louis cantasse, quanto mais em uma banda. – Ela disse. É verdade, eu havia esquecido da megera nessa história, aposto que Louis não havia contado a ela, e se contasse ela certamente não deixaria, ela odeia ver os outros felizes.
– Mas ela não vai saber, e a senhora não vai contar, ok? – Eu disse, e minha mãe assentiu.
– Minha boca é um tumulo, eu não quero ver você nem o Louis infelizes. – Minha mãe disse carinhosa.
– O Louis está mesmo muito feliz, está realizando o sonho dele e junto dos amigos, o que é melhor. – Eu disse, e um sorriso nasceu no meu rosto. – Louis merece ser feliz depois de tudo que ele passou nessa casa, e eu quero estar do lado dele sempre.
– Eu também quero que você esteja. – Ouvi uma voz vindo da sala, e me levantei me virando, encontrando Louis somente de calça e com o cabelo completamente bagunçado, apoiado no balcão e me olhando com um sorriso sincero, o sorriso de uma criança.
– Com licença, tenho que ir até a dispensa. – Minha mãe disse saindo e dando uma piscada de olho para mim. Acho que ela foi quem mais apoiou meu namoro com o Louis, e por mais que ele estivesse com a , ela nunca deixou de me dizer que eu devia lutar por ele.
– Eu também tenho que ir. – Eu disse ajeitando minha bolsa e saindo da cozinha.
– Espera . – Ela disse me parando na porta. – Não foge de mim, ontem depois da briga você nem olhou na minha cara durante a aula.
– Eu não podia, você estava com raiva de mim por ter brigado com sua namorada, e eu não aguentaria te ver assim. – Eu disse sincera, e ele me olhou ainda mais profundamente nos olhos.
– Eu nunca vou ficar com raiva de você, por nada. – Ele disse simples. – Eu só queria que você soubesse que eu não gostei daquela briga, mas sei que não foi culpa sua, eu sei que não foi fácil aguentar tudo o que a disse.
– Ainda bem que você me entende. – Eu ri sem graça.
– Claro que eu vou te entender, você realmente foi a única que esteve do meu lado sempre que eu precisei.
– E vou estar sempre que precisar. – Eu disse.
Ele foi aproximando seu rosto do meu, até quase tocar meus lábios, e tudo o que eu mais precisava naquela hora era do seu beijo, mas eu não ia mais cair nesse joguinho do Louis de iludir a mim e a ao mesmo tempo, ele precisava se decidir, ou melhor, já havia se decidido, ele estava com a , e era com ela que ele ia ficar.
– Não Louis. – Eu o empurrei. – Eu não quero mais isso, você está com a , e ela não merece ser iludida, como eu estou sendo.
– Eu não estou te iludindo, . – Ele disse. – Eu só estou confuso, eu realmente não sei o que sinto por você nem pela .
– E mesmo assim fez a sua escolha: ela.
– Mas quando eu pedi a em namoro, eu ainda não te amava como agora.
– Então arque com as consequências das suas escolhas. – Eu disse séria. – E só me procure novamente quando tiver realmente se decidido, caso contrário, continuaremos como amigos, e nada a mais.
Eu disse determinada, depois saí de casa, e peguei um taxi em direção à escola. Finalmente, disse tudo o que queria ao Louis, e coloquei uma pedra em nosso “relacionamento”, e ela só será retirada quando ele fizer a escolha dele.

Liam’s POV

Estava eu, Niall, , , Zayn e no auditório, organizando as coisas para mais tarde, enquanto cantávamos Love Is Easy do McFly para distrair.
– Cheguei pessoas, fiquem tranquilas que agora essa festa bomba de vez. – disse entrando e rindo, nem parecia a garota que chorava há dias atrás, ela era mesmo uma garota forte.
– Falou a garota que mal organiza a mochila dela e quer organizar um salão. – Debochou , fazendo Zayn, que estava ao seu lado enchendo balões, rir.
– Então se chegou, trate de colocar essa bolsa em um canto e me ajudar, porque o Liam nem pra isso serve. – Disse , que estava ao meu lado limpando os globos espelhados, estilo aqueles de boate. Não me leve a mal, mas eu não podia fazer isso, tenho alergia a poeira, e isso era o que mais havia naquelas caixas que pareciam estar guardadas há séculos.
– Deixa comigo, super está pronta. – Ela disse batendo continência e correndo para o lado de , já pegando as coisas da caixa.
– Vish, parece que o mosquitinho da coragem picou a dessa vez. – Zayn disse, pregando os balões coloridos na parede, formando o nome “Feliz Férias”.
– E o do amor picou o Niall e a . – disse rindo sozinha, depois olhou com olhos arregalados para onde Niall e estavam organizando as cadeiras e colocou a mão a boca.
– Que história é essa ? – Eu disse sério, ou melhor, queria me fazer de sério, não podia perder a pose de Daddy e também queria saber exatamente do que tinha falado, e se fosse o que eu estava pensando, eu iria ficar muito feliz pelos dois.
– Liam, é que... – tentou explicar, mas Niall a interrompeu.
– Nós estamos namorando. – Niall disse por fim, fazendo todos pararem o que estava fazendo e olharem para os dois. – Eu pedi em namoro hoje mais cedo, e ela aceitou.
– Niall! – Ela disse corada, mais ainda sim sorrindo, eu sabia bem como minha prima estava feliz.
– Que foi ? Eles iam ter que saber mesmo, melhor que fosse logo. – Ele disse, fazendo sorrir e olhar novamente para mim. Eu a abracei.
– Fico muito feliz por você minha prima. – Eu disse soltando o abraço. – E espero que o Niall cuide muito bem de você, ok? – Eu disse olhando desafiador para Niall.
– Pode deixar Daddy, garanto que eu vou cuidar muito bem da minha... quer dizer, da nossa princesinha. – Ele disse.
– Eu só quero saber como é que a soube disso primeiro que eu? – Eu disse, me fingindo de ofendido.
– Primeiro, porque eu sou uma pessoa muito especial, e segundo porque eu sou uma pessoa muito intrometida. – disse e riu. – É que eu cheguei aqui e vi os dois se beijando, só isso.
– Espera aí, se rolou beijo mais cedo e a viu, nós temos que ver também. – Disse , fazendo ficar corada e esconder seu rosto no peito de Niall, enquanto ele a abraçava e ria.
– BEIJA! BEIJA! BEIJA! – Todos gritaram batendo palmas, inclusive eu. levantou sua cabeça, olhando para Niall, e eles se beijaram.
Mas eu nem reparei no beijo, fiquei olhando para , que estava perto de mim, com um sorriso besta no rosto, olhando admirada para a cena, enquanto levava sua mão ao peito. Ela parecia uma criança, uma doce menina, o que no fundo ela era mesmo, uma doce garota, mesmo com aquela pose e aquele jeito alternativo de ser e se vestir, era romântica como qualquer garota, conseguia ser doce, amigável, carinhosa, mas era somente isso que ela tinha de comum. Ao mesmo tempo que ela conseguia ser frágil e me deixar com vontade de abraça-la para a proteger, ela também me fazia ter vontade de ser abraçado por ela porque sabia que enquanto ela tivesse comigo nada poderia me atingir.
– Liam?! – disse, me acordando de meus pensamentos e me fazendo encará-la, que agora mantinha o mesmo sorriso no rosto. – Está tudo bem?
“– Vai ficar melhor agora. – Eu a agarrei e a beijei na frente de todos, e por mais que eles falassem alto, eu não me importava, a única coisa que realmente fazia sentido para mim naquele momento eram os braços macios de passando por minhas costas, enquanto os meus seguravam por sua nuca a debruçando e fazendo uma caminhada lenta e carinhosa por sua cintura. Sua língua percorria apressada por toda a minha boca, como se precisasse disso para sobreviver, como se precisasse de mim para sobreviver, tanto quanto eu precisava dela, do seu beijo, do seu toque, de nossos rostos colados, de tudo, naquele momento eu simplesmente precisava de por inteiro. – Eu te amo, .”
– LIAM! – gritou novamente, me assustando. Tudo não passava de imaginação, e imaginação demais eu diria, como eu posso pensar isso justamente com a , minha melhor amiga? Depois da noite na casa do Zayn e da desconfiança de todos sobre nós dois, eu já não sabia mais o que sentia por ela. – Será que dá pra voltar pra esse mundo e me escutar, por favor?
– Está bem, , o que foi? – Eu perguntei, enquanto ela pegava o globo já limpo, e reluzente como nunca.
– Preciso que me ajude a colocar isso no teto. – Ela disse, me levando perto de uma escada (muito velha e acabada, por sinal) que havia no centro do auditório. – Você só tem que segurar a escada enquanto eu subo.
– E porque você tem que subir? Eu ou um dos meninos podemos subir. – Eu disse.
– Liam, já viu o estado dessa escada? – Niall disse chegando perto de mim, onde pegou na escada e arrancou um pedaço da ferrugem. – Essa escada está velha, mas é a única que temos, e junto com a encasquetaram que tem que botar esse troço desse globo lá em cima, e a foi a única louca o suficiente para querer subir.
– E vocês vão deixar ela subir? – Eu perguntei. Não, a última coisa que eu queria agora era a machucada.
– E alguém contraria a ? – Zayn disse sentado em uma cadeira, com as pernas em outra, jogando uma bola de natal de uma mão para a outra.
– Liam, deixa de ser fresco e me ajuda. – Ela me entregou o globo e foi subindo a escada enferrujada. Ela tinha quase uns trinta degraus, mas não passou do vinte. – Agora me entrega o globo.
Ela se abaixou com as mãos para que eu entregasse a ela, e por mais que eu dissesse “Cuidado, você vai cair” ela continuou com as mãos soltas, e antes que eu conseguisse entregar o globo a ela, a escada se desequilibrou e ia caindo. Eu joguei aquele troço em qualquer canto e consegui estender meus braços e segurar , a tempo de ela não cair quando a escada fizesse isso. Eu ouvi o estrondo da escada no chão e fechei meus olhos, e quando abri, vi me abraçando forte, e eu fiz o mesmo.
– Está tudo bem agora. – Eu disse. Ela me soltou e olhou assustada para mim, com sua respiração ainda mais lenta.
– Obrigada, meu herói. – Ela riu, e o simples movimento de sua boca me fez querer concretizar meu delírio com ela sem me importar com nada nem com ninguém. Ou melhor, havia com quem eu me importar.
– O que aconteceu aqui? – Harry disse chegando ao auditório, acompanhado de Nando e . me olhou, depois saiu de perto de mim e voltou tímida para o lado de , que agora estava tensa pela chegada de . Zayn explicou a Harry que a escada tinha caído e que eu havia segurado , e ele me agradeceu.
Depois disso, saiu, com a desculpa de que iria se encontrar com Ed para ajudá-lo no concurso de mais a noite. Se me cabeça estava confusa, agora estava pior que um turbilhão. O que eu realmente sentia pela ?

’s POV

Não sei se foi uma boa ideia ter vindo para ajudar os meninos. já demonstrou logo de cara que não gostou de me ver, mas eu não posso continuar vivendo assim me vida inteira, afinal, eu e nunca fomos as melhores amigas, mas sempre nos demos bem, e nos unimos ainda mais depois que a irmã de Louis morreu, já que nós fomos quem mais ajudou ele. Eu não posso ficar brigada com ela.
. – Eu disse me aproximando dela. Ela respirou fundo e se virou para me ver, com uma cara não muito boa. – Posso falar com você?
– Sim. – Ela deu um sorriso sem graça, depois andou até uma salinha comigo a seguindo, e lá fechou a porta assim que entramos. – , antes de você falar, eu quero te pedir desculpas pelo o que eu te disse naquele dia.
– Não precisa pedir desculpas, nós duas erramos, e é por isso que eu estou aqui, pra resolver tudo de vez e passar uma borracha nisso tudo, ok? – Eu disse, ela assentiu e eu continuei. – Primeiro, eu não devia ter feito aquele comentário porque sabia que você estava nervosa, e você não é uma empregadinha, você é uma garota incrível e uma grande amiga. E segundo, eu sei que você gosta do Louis, e eu... – Ela me interrompeu.
, não vamos falar do Louis, você é a namorada dele e eu sou a amiga, vamos continuar assim, está bem? – Ela disse.
– Não , eu tenho que te contar uma coisa. – Eu precisava desabafar, precisava dizer que eu não gostava do Louis, que gostava do Zayn, mas que eu não queria magoá-lo, mas também não queria iludi-lo, e tinha certeza que era a pessoa certa para me aconselhar. – É que eu não... – Ela me interrompeu novamente. Ok, isso já está ficando chato.
, eu já disse que não, tudo está resolvido, não falaremos mais sobre Louis, enquanto ele estiver com quem ele ama, que é você, eu me conformo e fico feliz. – estendeu a mão e deu um sorriso um pouco mais feliz que o de antes, ou pelo menos um pouco mais conformado. – Amigas novamente?
– Amigas novamente! – Ao invés de apertar sua mão, eu a puxei e dei um abraço forte, forte como os de antigamente, forte como somente uma amiga de verdade, como nós cinco éramos, podia dar.
Amiga. Será que eu era uma amiga? Será que uma amiga faria o que eu estou fazendo? Eu sou uma covarde! Eu não quero contar que estou apaixonada por um dos amigos do meu namorado, que eu não amo, porque sei que vou causar uma desavença, e sei que vou fazer o Louis sofrer, e também, porque eu sei como ela vai se sentir, tão mal como eu me sentiria se alguém fizesse isso com o Zayn. Que ironia, eu estou fazendo exatamente o que odiaria se alguém fizesse comigo.
– Ainda bem que se entenderam. – Disse quando nós saímos de mãos dadas da salinha.
– Meninas, é bom ver vocês duas juntas. – Louis disse chegando ao auditório.
Enfim, depois do nosso “acerto de contas”, eu e continuamos a trabalhar juntas limpando os enfeites, já que havia saído para ajudar Ed com os outros preparativos. Zayn mal me olhava, enquanto eu o encarava de vez em quando, acho que percebeu e de vez em quando me lançava um olhar amigo e depois encarava Zayn.
Bem, pelo menos hoje a noite as coisas podem se acalmar, afinal, estaremos todos felizes com a música escondendo nossas tristezas, enquanto elas crescem dentro de nós. Pois é para isso que a música serve, maquiar nossas tristezas para elas voltarem ainda maiores.

Capítulo 31

’s POV

Ok, eu sei que a desculpa do Sheeran foi falha, mas eu tinha que inventar algo pra sair de lá, primeiro por causa do que aconteceu com Liam, e confesso que foi ótimo ficar bem pertinho dele, e depois porque eu precisava terminar de aprontar a surpresa para as meninas, afinal, para o primeiro show (sim, porque eu considero esse o primeiro show dos minos) eu precisava preparar algo especial, então pensei em nós irmos vestidas iguais aos meninos, cada uma com “seu garoto”, digamos assim.
– Pode falar , o que você queria com nós quatro? – Disse chegando ao meu quarto. Eu havia combinado com elas para virem a minha casa depois que terminassem o trabalho no auditório.
– É que eu resolvi dar uma de estilista e montar nossos looks de hoje à noite. – Eu fui até meu armário e trouxe cinco caixas brancas com as nossas roupas.
– Eu tenho medo desses looks. – Disse , se gabando só porque ela tinha um talento enorme para nos produzir, certamente iria cursar moda.
– Eu não morei em Nova York, a capital da moda a toa, eu sei muito bem produzir um bom look. – Eu expliquei, entregando uma caixa a cada uma. – Bem, esses look são as versões femininas dos look que os minos vão usar hoje a noite, e como cada uma tinha que usar de um determinado garoto, eu decidi fazer um sorteio, então não me matem. – Mentira, eu não fiz sorteio algum, mas como eu sempre quero dar uma de cupido, eu precisava de uma desculpa para os looks que a e iam usar, eu quero muito que esses quatro se ajeitem.
– Então, quem ficou com quem nesse sorteio? – perguntou, abrindo sua caixa.
ficou com o look do Harry, eu fiquei com o look do Liam, ficou com o look do Niall, e a ficou... – Eu respirei fundo, vendo-a tirar a varsity jacket da caixa e me olhar reprovadora. – com o Zayn.
– O que faz com que eu fique com o Louis. – disse, tirando a calça vermelha e olhando para mim. – Você não fez sorteio, fez isso de livre e espontânea vontade.
– Desculpa meninas, mas eu queria fazer isso por eles, nem que seja uma pequena homenagem, nossos meninos merecem. – Eu disse.
, entende que o Louis é namorado da e ele não vai gostar de ver ela vestida com a roupa do Zayn. – disse.
– Mas com certeza vai gostar de te ver vestida com a roupa dele. – Eu disse, vendo ficar um pouco triste. Ainda não sei por que os dois estão juntos, já era pra terem terminado há muito tempo.
– Meninas, é só uma noite, depois eles nem vão lembrar, garanto. – disse consolando as duas, que deram juntas um sorriso sem graça.
– Quer saber, adorei o que a minha cunhadinha preferida fez. – disse levantando e rindo pra mim. – Hoje à noite deixem todas as desavenças de lado. Amores, garotos, problemas, nada disso, hoje à noite nós só iremos nos divertir e apoiar os meninos, como eles merecem. – Ela colocou a mão na frente, e eu coloquei minha mão por cima.
– A tem razão. – disse colocando a mão por cima da minha.
– Eu concordo. – colocou a mão.
– Amigas aconteça o que acontecer. – disse colocando sua mão por último.
– AMIGAS! – Todas gritamos, depois jogamos as mãos para cima e nos abraçamos. Amigas, pelo menos até o primeiro barraco.
– Está bem, chega de melação e vamos nos aprontar, essa noite estaremos lindas. – Eu disse.
Nós pegamos as roupas nas caixas e deixamos prontas em cima da cama, e fomos tomar banho cada uma de uma vez, depois voltamos, nos vestimos, e junto com nos maquiaram e arrumaram nosso cabelo, ou melhor, arrumaram as meninas, porque eu estava pronta só com a roupa e um rabo de cavalo. Depois de todas prontas, eu analisei cada uma. estava estilosa como Zayn. estava divertida como Louis. estava charmosa como Harry. estava simples e bonita como Niall. E eu, básica e fashion como Liam. Em resumo, estávamos perfeitas como nossos amores.

Harry’s POV

Calma, respira, é somente o show da sua vida, tudo vai ficar bem e...
– Simon acabou de chegar. – Zayn disse, chegando a casa de Niall onde agora estávamos eu, Niall, Liam e Louis, sentados apreensivos. Ok, eu sei que tentei me acalmar, mas não consigo, essa é a chance da nossa vida, não há como ficar calmo com isso.
Nós nos olhamos e rimos sozinhos quando Zayn disse isso. Estávamos todos muito felizes por causa disso, a banda estava realmente começando a dar certo, isso era um sonho realizado. Meu celular vibrou, uma mensagem da . “Cheguei junto com as meninas, e temos uma surpresa para vocês =] xxo”. Surpresa? Que surpresa é essa? Odeio ficar curioso, mas adoro surpresas.
– As meninas chegaram, e disseram que tem uma surpresa. – Eu disse levantando e guardando o celular no bolso.
– Surpresa? Que surpresa? – Niall me perguntou.
– Se eu soubesse não seria surpresa, né Nialler – Eu disse como se fosse obvio.
– Então vamos descer logo, porque se eu não matar minha curiosidade eu tenho um infarto do coração aqui mesmo. – Niall disse já descendo as escadas, sendo acompanhado por Zayn, Liam, Louis, e eu.
Passamos pelo corredor da escola, que a noite e totalmente escuro parecia cenário de filme de terror, descemos as escadas e passamos pelo pátio, onde as senhoras da cantina organizavam o jantar que aconteceria depois do concurso, meio que despedida, e também tinham algumas luzes coloridas, como naquelas feirinhas de beira de praia, e chegamos ao auditório, que já estava começando a ficar cheio, tanto de alunos que queriam se apresentar, como quem queria assistir, e professores e pais que vinham prestigiar seus filhos. Balões coloridos formavam o nome “Feliz Férias” em uma das paredes, que estava coberta com fotos dos alunos durante o ano letivo. Os malditos globos espelhados estavam lá em cima, somente dois que serviriam para uma festa que faríamos depois do jantar, e que o reitor Felipe já havia autorizado. As cadeiras azuis escuras acolchoadas estavam na forma de uma meia-lua e em baixo do palco estava uma mesa equipada com um aparelho holográfico para reproduzir slides em um telão, conectado a um Netbook, que agora estava sendo mexido por Ed que estava sentado na cadeira ao lado de... Simon Cowell. Ele nos viu. Nossa, ele está vindo pra cá! Calma Harry, não pague nenhum mico, por favor.
– Olá meninos. – Ed disse ao chegar perto de nós, e estava claro que estávamos todos nervosos. – Quero lhes apresentar meu amigo e um grande empresário musical, Simon Cowell.
– Muito prazer garotos. – Ele disse estendendo a mão, apertando primeiro a minha, depois de Louis, Niall, Zayn e Liam por último, que disse:
– O prazer é totalmente nosso, acredite.
– E nosso também. – Disse se aproximando, junto com as meninas que... estavam vestidas como nós. Como assim? Se bem que a ficou bem bonita com meu blazer e calça jeans.
– E vocês são...? – Simon perguntou.
– Prazer, sou , namorada do Louis Tomlinson. – estendeu a mão simpática, pelo menos cordialidade e simpatia ela puxou de sua mãe, já que essas eram suas únicas qualidades.
– Filha de Helena ? – Ele perguntou, e assentiu. – Muito prazer.
– E eu sou , namorada do Harry. – disse chegando perto de mim e me abraçando, deixando seu forte cheiro de girassóis invadir minhas narinas, o mesmo cheiro da noite no banheiro da casa do Zayn. E eu nunca vou esquecer aquela noite.
– Esta é a , ou , minha namorada. – Niall disse, abraçando por trás, a deixando corada.
– Garotos de sorte, são belas meninas. – Simon disse simpático, e depois olhou para . – E parece que cada uma está vestida como um dos garotos, mas ainda não entendi porque ela (apontou para ) está vestida como o Louis, enquanto sua a namorada está vestida como o Zayn. – É mesmo, somente agora eu percebi isso. Simon, não devia ter perguntado, constatei isso assim que vi a cara triste de Zayn, a apreensão de , a decepção de Louis, e a irritação de .
– Meu nome é , e eu sou muito amiga do Louis a anos, então pedi para me vestir como ele. – Ela explicou, ou melhor, inventou, aposto que isso foi ideia da brilhante cabeça da minha irmãzinha.
– E então, só me restou o Zayn. – disse rindo sem graça, recebendo um olhar decepcionado de Zayn.
– Certo, mas ainda me falta conhecer esta garota aqui. – Ele apontou para , que estendeu as mãos e olhou orgulhosa para Simon, como sempre olhava.
– Prazer, sou , a empresária e idealizadora da banda. – Ela disse séria, enquanto Simon apertava sua mão e ria.
– Empresária? – Ele disse debochando. – Quantos anos você tem?
– Dezessete, completarei dezoito daqui a dois meses. – Ela respondeu simples.
– E acha que com dezessete anos pode ser empresária de uma banda?
– Sim, e uma empresária muito mais capaz do que um velhote como você, que só continua no topo pelos artistas que lançou no passado. – retrucou, deixando Simon surpreso, e todos nós apreensivos. EU MATO ELA!
– Quem pensa que é pra falar assim comigo? – Simon disse surpreso, mas não irritado, pelo contrário, parecia admirado pela valentia de , enquanto eu e os meninos queríamos mata-la para não continuar com essa conversa que podia acabar com nossas carreiras antes delas terem começado.
– Somente alguém que conseguiu fazer uma banda inexperiente tocar em uma das melhores e maiores lanchonetes da cidade, e que não leva desaforo de ninguém, nem mesmo de você. – Ela disse altiva. – Agora, com licença, eu preciso fazer a passagem de som da MINHA banda e não posso perder tempo com alguém que nem investe nela, afinal de contas, tempo é dinheiro, e no nosso caso, também é sucesso. – Ela disse saindo para a salinha e nos puxando junto, enquanto Simon e Ed ficavam parados, sem dizer nada.
– Ficou louca ?! – Niall disse assim que chegamos a salinha, enquanto estava encostada na parede com um sorrisinho estampado no rosto. – Como pode rir depois disso?! Acabou de jogar nossa maior oportunidade empresarial pelo ralo e ainda ri?! Você é mesmo... – colocou o dedo indicador na boca de Niall o impedindo de falar, enquanto olhava no relógio.
– Cinco, quatro, três, dois, um, e... – Ela mal acabou de falar e a porta da sala abriu, por onde entraram Ed e Simon, agora não mais com raiva, apenas com admiração e alegria.
– Corrigindo, eu invisto sim na sua banda, a partir de agora a One Direction é contratada da Syco e já está confirmada para o show de Natal daqui a cinco dias. – Ele disse. , minha querida , você é uma bruxa, só pode, porque não tem explicação pra como ela conseguiu insultar Simon Cowell e ainda fazer ele assinar conosco.
– Sabia que não perderia essa chance, Sr. Cowell. – disse cínica, se aproximando dele. – Mas ainda tenho uma condição a impor.
, não acha que está sendo demais depois do que fez ali fora? – Ed disse atrás de Simon.
– Não Ed, a deixe falar. – Simon disse. – Que condição é essa, Srta. ?
– Simples, não importa como a banda prossiga, eu serei a agente e nenhum contrato será fechado antes do meu parecer. – Ela disse séria. Até que seria mesmo bom ter por perto em nossa “nova vida”.
– É o mínimo para a idealizadora da banda.
– Acordo feito? – Ela estendeu a mão, rindo agora mais amigavelmente.
– Acordo feito. – Simon pegou em sua mão, rindo com graça, enquanto nós gritávamos e vibrávamos na sala, mas nossos gritos foram abafados pelos gritos que vinham do salão, e posso dizer que a maioria era feminino.
– Que algazarra é essa? – Questionou Liam.
Todos nós saímos da sala, encontrando várias garotas embaixo gritando, enquanto no palco agora subiam quatro garotos com pinta de surfista americano. Assim que nos viram, os garotos vieram para perto de nós com um sorriso cordial, fazendo e se derreterem por eles, e eu posso dizer que isso já foi motivo suficiente para me fazer ter antipatia por eles.
– Quem são? – Perguntou baixinho ao meu ouvido.
– Não faço a mínima ideia. – Respondi, quando Simon os aproximou de nós.
– Desculpe-nos pelo atraso, mas é que o transito estava um inferno. – O que parecia ser mais jovem comentou. (n/a: Ok, finjam que eles falam português.)
– Pessoal, quero lhes apresentar a Emblem3. – Simon disse, enquanto os garotos acenavam, e o mais alto, com pinta de surfista de Hollywood, sorria interessado para , que retribuía. Vish, é hoje que tem confusão. – Estes são Kenny e Kyle, a banda de apoio, e estes são os vocalistas, Drew, Wesley e... – Simon parou por um instante de apresenta-los. – onde está Keaton?
– Ele foi procurar um banheiro lá em cima, os quitutes brasileiros não fizeram muito bem a ele. – O tal de Kyle comentou.
– E o que ele comeu? – Perguntou Zayn.
– Achamos uma barraca na orla da praia e decidimos experimentar um tal de acarajé. – Drew disse.
– Claro que isso faria mal, é super apimentado. – disse. – Eu vou procura-lo.
desceu as escadas do palco. Simon apresentou a mim e aos meninos e continuamos a conversar sobre como L.A. e o Brasil eram parecidos em questão de praias e calor. O reitor Felipe logo chegou conduzindo uma animada conversa com Simon e Ed sobre as apresentações de hoje a noite, afinal de contas, isso era um concurso de talentos haveriam outras apresentações além da nossa, e até que seria divertido. Drew e ficaram no canto, conversando e rindo sobre algo, que eu não sei o que é, mas pela cara do Louis, ele não gostou nada.
– Você nunca faz nada certo, né Boo Bear? – Eu disse me aproximando dele. – Quando finalmente decide lutar, ainda escolhe a princesa errada.
– Não enche, Harry, eu estou bem com a , e não me importo mais com a . – Ele disse serio, desviando o olhar do “casal” ao nosso lado.
– Pode enganar a si mesmo, mas a mim não engana. – Eu retruquei, o fazendo me olhar com uma expressão entediada.
– Muito obrigado por seus conselhos, Harold, mas agora eu me viro sozinho. – Ele disse, saindo de perto enquanto se aproximava, me dando um beijo.
– O que aconteceu com o Louis? – Ele disse, desmanchando o beijo e me abraçando.
– Nada, só nervosismo. – Eu disse olhando para ela, que agora ria tímida. – Sabia que ficou linda vestida desse jeito?
– Claro, é a sua roupa, não tem como me achar feia nela. – Ela disse.
– Você fica linda em qualquer roupa. – Eu aproximei minha boca de seu ouvido e sussurrei. – Mas eu prefiro sem.
– Se souber esperar um pouquinho, vai ter o que quer. – Ela disse, mordendo o lábio inferior da maneira que me deixava louco.
– Olha que eu vou cobrar enh? – Eu disse, e ela riu. Depois selamos nossos lábios novamente e continuamos assim, conversando calmamente antes do show começar, pois somente tinha esse poder de me deixar calmo em qualquer situação.

’s POV

Consegui mais uma vez! Como sempre é claro, porque eu sabia muito bem que Simon Cowell sendo um grande empresário devia ser babado por todas as pessoas que se aproximavam dele, e sendo assim, se alguém agisse de maneira diferente, ele certamente ficaria admirado e fecharia contrato. Simples! E assim eu consegui fazer com que um simples show de talentos se transformasse na oportunidade perfeita da One Direction. Sem falar que agora a Emblem3 está aí, e pelo o que eu vi no auditório, eles são bem queridinhos pelas garotas, então uma parceria deles com os meninos seria algo de muito boa repercussão. Realmente, eu sou uma empresária brilhante e...
– Ai. – Eu disse, ao esbarrar em alguém no corredor, um garoto de cabelos médios, vestido om uma camiseta preta e um cardigã listrado, e de olhos claro, e não parecia nem um pouco com os garotos brasileiros.
– Me desculpe, eu não havia te visto. – O garoto disse simpático, com um sorriso simples e encantador, que até hoje eu só havia visto no rosto de uma pessoa. Somente Liam conseguia sorrir daquela maneira. – Com licença.
– Espere. – Eu o segurei quando ele ia descendo as escadas. – Por acaso você viu um garoto com pinta de famoso-gringo-cobiçado-pelas-garotas por aqui? – Eu disse e ele riu simples.
– Por acaso esse garoto faz parte de uma banda chamada Emblem3 e se chama Keaton? – Ele perguntou rindo.
– Exato, viu ele?
– Por acaso eu sou ele. – Ele disse estendendo sua mão, me fazendo ficar com a maior cara de retardada, como eu percebi antes? – Prazer, Keaton Stromberg.
– Sou , mas pode me chamar de , e me desculpe por não ter te reconhecido. – Eu disse apertando sua mão.
– Não há problema, mas porque estava me procurando?
– Simon está lhe chamando, ele quer lhe apresentar a banda. – Eu disse, o guiando pelas escadas.
– A One Direction, eu vi o vídeo deles, inclusive o último, da apresentação na lanchonete, e eles são incríveis. – Keaton disse, enquanto passávamos pelo pátio já todo iluminado e com uma mesa enorme cheia de quitutes.
– Eu sou irmã do cabeludinho, o Harry Styles. – Eu disse já chegando ao auditório, quando os meninos junto com os companheiros de Keaton vieram nos receber. – Falando neles...
– E então Keaton, está melhor? – Wesley disse.
– Bem melhor, aquele acarajé realmente não me caiu bem. – Ele disse rindo, e seu sorriso parecia o de uma criança.
– Bem, Keaton, quero lhe apresentar Harry, Zayn, Liam, Louis e Niall. – Eu disse apontando para cada um. – A minha banda.
– Sua banda? – Kyle me perguntou curioso.
– É, além de minha irmã, é também a empresária da banda. – Harry disse.
– Isso você não me contou. – Keaton me disse.
– Acalme-se, ainda teremos muito tempo para conversar. – eu disse.
– Aliás, quanto tempo vão ficar no Brasil? – Perguntou Zayn.
– Por mim, eu ficaria aqui para sempre, esse país é realmente maravilhoso. – Kenny disse.
– Se depender de você e de Drew. – Wes comentou, apontando para o fim do auditório, aonde Drew e agora conversavam animados. E pela cara de Louis, essa situação não lhe agradava nem um pouco, bem feito, quem mandou dispensar a , agora é bom mesmo que fiquei triste.
– Mesmo assim, vamos voltar para os Estados Unidos daqui a dois dias, só viemos aqui para fazer a divulgação da banda. – Kyle disse.
– Então podemos marcar algo amanhã para fazermos juntos, podíamos ir o Cristo Redentor, depois ao Pão de Açúcar, e passar pela orla de Copacabana no fim da tarde. – Eu sugeri, e todos me olharam animados.
– Adoraríamos, até porque nessa viagem parece que só o Drew se deu bem. – Kenny comentou.
– Parece que o Keaton também. – Wesley comentou, deixando uma duvida no ar, enquanto sorria e Keaton ficava apreensivo. Parece que o gringo californiano foi fisgado.
Depois disso, Simon veio chamar os meninos para se apresentar antes do show. Eles fizeram um cover da nossa música, What Makes You Beautiful, depois um cover de Boyfriend e de Lightning, depois dessa abertura e dos gritos insanos das garotas no auditório, os meninos vieram sentar perto de nós, que estávamos todos sentados na segunda fila, e Keaton sentou ao meu lado, onde continuamos conversando.
– Esses gritos não lhe incomodam? – Eu perguntei a ele.
– Um pouco, mas com o tempo eu me acostumo. – Ele disse, quando um garoto agora subia ao palco para apresentar um truque de mágica.
– Acho que essa será a pior parte de acompanhar os shows da banda. – Eu lamentei, e ele me olhou surpreso. – Essas garotas histéricas me dão nos nervos.
– Sério? Me desculpe, mas quando te vi, pensei que fosse uma dessas garotas. – Ele riu, e eu olhei.
– Acontece muito, mas eu só gritaria dessa maneira em um show se fosse dos The Beatles, e eles infelizmente já se foram.
– E como uma garota que curte The Beatles agencia uma banda de pop? – Ele perguntou curioso.
– Nem eu sei, sempre odiei bandinhas da moda, e agora eu criei uma. – Eu ri, e depois suspirei. – Mas se essa for a única maneira de deixar meus amigos felizes, eu sou capaz de mudar meus conceitos.
– Você realmente é diferente. – Ele me olhou admirado, com um meio sorriso no rosto, e eu só consegui retribuir o sorriso da mesma maneira.
– Posso te surpreender ainda mais. – Eu disse, depois voltei meu olhar ao jovem mágico que agora saía do palco.
Não sei por que, mas realmente gostei de Keaton, ele parece ser diferente da maioria dos garotos californianos, parecia simples e quieto, exatamente como eu gosto.

Louis’s POV

Passamos por dois mágicos, um ilusionista, um malabarista, dois pianistas, três cantores, cinco números de dança diferentes, e um número de bicicleta, finalmente chegou a hora da nossa apresentação, e o que era pra ser um simples show de talentos se transformou em uma ótima oportunidade de trabalho, até porque se formos bem aqui, Simon vai se convencer ainda mais que nós temos talento e fará uma divulgação ainda maior com o nosso show na praia.
– E agora, nossa última apresentação, depois disso nos poderemos desfrutar de um jantar que será servido no pátio. – Reitor Felipe começou. – Com vocês, a One Direction!
Todos na plateia gritaram quando nós subimos ao palco, na segunda fila, , , , e vibravam juntas, mesmo estanho muito juntinha com Drew está noite, ela ainda sim se importava conosco.
You don’t know you’re beautiful... – Harry começou, e logo nos começamos a cantar a música.

You're insecure, don't know what for
You're turning heads when you walk through the door
Don't need make-up, to cover up
Being the way that you are is enough

Everyone else in the room can see it
Everyone else but you

Baby you light up my world like nobody else
The way that you flip your hair gets me overwhelmed
But when you smile at the ground it ain't hard to tell
You don't know oh oh
You don't know you're beautiful

If only you saw what I can see
You'll understand why I want you so desperately
Right now I'm looking at you and I can't believe
You don't know oh oh
You don't know you're beautiful oh oh
But that's what makes you beautiful

As pessoas cantavam a música junto conosco, e mesmo sem ter o meu solo, acompanhava cada movimento que minha boca fazia, e seus olhos brilhavam assim como os meus. Eu definitivamente fiz a escolha errada.

So come on, you got it wrong
To prove I'm right I put it in the song
I don't know why, you're being shy
And turn away when I look into your eyes

Everyone else in the room can see it
Everyone else but you

Baby you light up my world like nobody else
The way that you flip your hair gets me overwhelmed
But when you smile at the ground it ain't hard to tell
You don't know oh oh
You don't know you're beautiful

If only you saw what I can see
You'll understand why I want you so desperately
Right now I'm looking at you and I can't believe
You don't know oh oh
You don't know you're beautiful oh oh
But that's what makes you beautiful

Na-na-na-na-na-naaa-na-na
Na-na-na-na-na
Na-na-na-na-na-naaa-na-na
Na-na-na-na-na

Baby you light up my world like nobody else
The way that you flip your hair gets me overwhelmed
But when you smile at the ground it ain't hard to tell
You don't know oh oh
You don't know you're beautiful

Baby you light up my world like nobody else
The way that you flip your hair gets me overwhelmed
But when you smile at the ground it ain't hard to tell
You don't know oh oh
You don't know you're beautiful

If only you saw what I can see
You'll understand why I want you so desperately
Right now I'm looking at you and I can't believe
You don't know oh oh
You don't know you're beautiful oh oh
You don't know oh oh
That's what makes you beautiful

A música acabou e todas as pessoas levantaram pulando e gritando nossos nomes. Nós nos abraçamos emocionados e felizes, até o Reitor Felipe subir ao palco com o microfone.
– Bem, acho que temos nossos vencedores. – Ele disse, no exato momento em que , e subiram ao palco correndo e cada uma abraçou e beijou seu respectivo namorado, até mesmo veio correndo me abraçar, e nesse exato momento eu tive certeza de que ela me amava, e eu não podia magoa-la, eu não podia fazer com ela o que eu não queria que fizessem comigo.
– Louis, você foi incrível! – Ela disse dando pulinho, como fazia quando ficava feliz e eu só pude rir. – Estou falando sério, seu chato!
– Eu sei, mas é que você fica tão linda e infantil quando dá esses pulinhos. – Eu disse, e ela virou de costas, cruzando os braços, e eu fui beijando seu pescoço, até ela rir e eu a virar. – E mais linda ainda quando fica brava.
– Eu já te disse que você é muito enjoado? – Ela disse me abraçando.
– E eu já te disse que você é muito linda e que eu te amo?
– Hum, hoje não. – Ela disse.
– Então eu digo. – Eu a agarrei para mais perto de mim. – Eu te amo. – E a beijei novamente, da maneira apaixonada que eu queria beijar , pena que eu não sou tão forte quanto ela.
– Ei, vocês dois! – gritou perto de nós, fazendo nós nos separarmos. – Será que dá para parar de pegação, porque eu quero dar os parabéns ao meu futuro amante? – Ela disse sarcástica.
– Claro que pode, mascote. – Eu disse rindo e a abraçando forte.
– Futuro amante? – Wesley perguntou curioso.
– É que eu e Louis já decidimos que não importa com quem estejamos, nós vamos ser sempre amantes, né Boo Bear? – Ela disse e eu ri novamente.
– Com certeza, e por acaso vocês acham que eu vou deixar um corpo como o dessa garota para qualquer um? Na na ni na não. – Eu disse.
– Realmente, o corpo da é bem bonito. – Keaton disse sem perceber, enquanto analisava , mas se atordoou assim que seu irmão começou com um “Hummm” malicioso. – Quero dizer, você é uma garota muito bonita, quer dizer, você... – Ele disse atrapalhado e o interrompeu.
– Não precisa se desculpar Keats, eu gosto de elogios, muito obrigada. – disse.
– Agora nós podemos ir, porque o jantar está rolando e eu estou aqui, morrendo de fome. – reclamou passando a mão na barriga.
– Estava demorando pro casal fome se pronunciar. – disse.
Nós descemos saímos do auditório em direção ao pátio, que já estava lotado e todos já haviam se servido dos cinco tipos de carne, três tipos de arroz, quatro tipos de salada, e dois tipos de lasanha que ali haviam. Aquilo certamente era o paraíso para Niall e , que já estavam na mesa se servindo de uma mini montanha de comida. e Harry tiravam fotos do local. Zayn sentava em uma mesa junto com Wesley, Kenny e Kyle. se servia de comida ao lado do Casal Fome, enquanto e Drew conversavam animadamente sentados em uma mesa, enquanto e Keaton sentavam em outra mesa com seus pratos e sorriam. E eu e Liam continuávamos parados ao lado da mesa, olhando “nossas” garotas com os californianos charmosos.
– É meninos, parece que dessa vez vocês perderam, rapazes. – Niall disse ao nosso lado, já devorando seu enorme pedaço de lasanha.
– Do que está falando? – Liam perguntou.
– Ué, está bem animadinha conversando com Drew, e o Keaton se mostrou bem interessado na . – Ele disse, agora comendo sua carne, e sabe que vendo ele comer assim tão apetitosamente me deu até fome.
– A pode se relacionar com quem ela quiser, só estou preocupado porque em dois dias esses garotos vão embora e eu sei como a se interessa fácil. – Eu dei uma desculpa. – E depois, eu estou muito feliz com a .
– E quanto a você, Liam? – Niall perguntou novamente.
– Eu o que? – Liam questionou curioso.
– Não vai dar nenhum argumento para seu ciúme de ? – Niall disse.
– Eu não estou com ciúmes da , ela que fique com quem ela quiser, eu não mando na vida dela. – Ele disse, agora olhando para uma garota a nossa frente, que parecia convidada de alguém. – E eu também posso ficar com quem eu quiser. – Ele disse, saindo em direção a garota morena olhos negros a nossa frente.
– Isso não vai dar certo. – Niall disse.
– Tenho certeza que não. – Eu repeti. – mas a vida é deles, e eles que se entendam.
Eu saí de perto de Niall, sentando-se à mesa aonde , Harry e tinham acabado de sentar. Começamos a conversar, mas meus olhos não saíam de e Drew que conversavam cada vez mais animadamente, e ela nem se quer me olhava. Talvez seja melhor mesmo a deixar ser feliz.

Liam’s POV

Se a quer se mostrar com esse tal de Keaton na minha frente, eu também posso. Logo avistei uma linda morena me encarando e eu me aproximei, ela parecia estar interessada, e esta oportunidade eu não deixaria passar.
– O que uma garota tão linda faz sozinha? – Eu disse ao me aproximar do balcão onde ela estava encostada.
– Esperando a companhia certa. – Ela disse.
– Pois a companhia chegou. – Eu disse. – Prazer, Liam Payne.
– Danielle Peazer. – Ela estendeu a mão, e eu a apertei.
– Eu nunca lhe vi por aqui, com certeza não é aluna. – Eu disse, querendo puxar assunto.
– Não sou, eu sou dançarina da Emblem3, vim com eles para a divulgação pelo Brasil.
– Uma dançarina e um cantor, não acha que combina perfeitamente? – Eu disse, e ela riu.
– Cantor? – Ela perguntou curiosa.
– Sim, ainda estamos no começo, eu canto em uma banda com mais quatro amigos. – Eu respondi, e ela se mostrou interessada.
– Realmente, uma dançarina e um cantor parecem mesmo combinar. – Ela disse.
– Você sabe aonde essa conversa irá parar, não? – Eu disse.
– Que tal anteciparmos o final? – Ela disse se aproximando.
– Adoraria. – Eu disse.
Sem pensar nem perder tempo, selei nossos lábios em um beijo intenso, podendo ouvir sussurros das pessoas, principalmente de Niall, Harry e . ! Como eu pude me esquecer dela?! Eu me separei da garota assim que ouvi passos correndo para fora, a tempo de ver correndo para fora do pátio com Keaton a seguindo. Burro, não devia ter feito isso.
– Com licença, eu já volto. – Eu disse, correndo para o corredor do auditório, com medo do que poderia ver, e minha desconfiança era certa. Assim que cheguei perto, me esquivei para eles não me verem, e pude ouvir Keaton dizendo:
– Eu estou aqui, e mesmo longe vou estar sempre que precisar. – Eu olhei para os dois e pude ver eles aproximando seus rostos e se beijando da maneira como eu fiz segundos atrás, mas o deles não foi intenso como o meu, pelo contrário, parecia apaixonado, calmo, doce, singelo, parecia um beijo de verdade, e não impulsivo.
Eu voltei ao balcão, mas não vi mais Keaton e voltando, e fingi não me importar, e eu não fingia tão bem. Se antes eu desejava que esta noite chegasse rápido, agora eu queria que ela acabasse o mais rápido possível.

Capítulo 32

Zayn’s POV (Coloque este vídeo para carregar)

Depois de um sábado maravilhoso, de uma vitória incrível, e de um contrato riquíssimo assinado com Simon Cowell, nada melhor do que uma feijoada com pagode na laje para descontrair. Meu Deus, estou falando que nem um pobre favelado, e não é que eu sou isso mesmo? Levantei às nove da manhã para ajudar minha mãe a arrumar tudo no Bar da Dona Griselda, uma senhora de idade, mas muito animada, gente boa e festeira.
– Filho, vai lá em casa buscar o tacho de feijoada para mim por favor. – Minha mãe pediu enquanto colocava toalhas de pano nas mesas. Está pensando o que, feijoada na laje também é coisa chique.
Eu fui até minha casa, peguei o tacho gigante e cheio de feijoada que minha mãe havia feito e levei para o bar. Assim que cheguei, meu celular tocou, e quando vi a foto de Niall no visor, me afastei um pouco.
– Fala Nialler. – Eu disse ao atender.
– Posso saber onde você está? – Ele perguntou.
– Em minha casa. – Respondi.
– Ótimo, estou passando aí de carro junto com o Harry. – Ele disse.
– NÃO! – Eu disse nervoso. – Porque querem passar aqui em casa?
– Esqueceu que hoje nós íamos sair com o Wesley, o Drew e o Keaton? Estamos passando pra ti pegar. – Ele disse. Poxa vida, eu havia esquecido do passeio com os meninos, mas pela primeira vez, eu queria realmente ficar no morro e comemorar com minha mãe, e mais ninguém.
– É Niall, eu esqueci sim, e eu não vou sair com os garotos não. – Eu disse sério.
– Porque não?
– Porque eu já tenho um compromisso pra hoje, e não to nem um pouco afim de ver a confusão que vai dar quando o Liam, a e o Keaton se encontrarem.
– Pior que é verdade, vai ter confusão das grandes. – Niall riu. – Então, divirta-se no seu compromisso, a gente se fala depois.
– Tchau. – Eu desliguei, voltando para o bar, onde agora várias pessoas começavam a se juntar, algumas com instrumentos musicais, outras ajudavam minha mãe a organizar a mesa lotada de quitutes. Hoje, realmente valeu a pena ficar com minha mãe.
– Nem mesmo os divertidos karaokês japoneses superam o pagode de domingo no Cantagallo. – Eu me virei, assim que ouvi a voz de Lucas atrás de mim.
– Chefinho, que surpresa, não sabia que voltava hoje. – Eu disse o abraçando.
– Na verdade, voltei ontem. – Ele disse coçando a cabeça. – Digamos que a experiência no Oriente não foi muito boa.
– Problemas com a japinha da net?
– Não, ela até que era gente boa, mas eu nunca vou me acostumar com as tradições daquele país maluco. – Ele disse, e logo abriu um sorriso. – E eu também tive um ótimo motivo para voltar.
– Já tá de olho em alguém, né garanhão? – Eu disse rindo, e ele fez da mesma maneira. – Quem é a sortuda?
– O nome dela é Marcela, loirinha dos olhos verdes, vinte e um anos e ainda é carioca. – Ele disse se gabando. – Eu convidei ela pra vir aqui hoje, talvez ela apareça mais tarde.
– Se ela aparecer, trate de logo de marcar o noivado, porque não é qualquer patricinha que topa subir o morro. – Eu disse, vendo Lucas desviar o olhar para a subida do morro.
– E falando em patricinha... – Ele disse apontando com os olhos e eu segui, vendo agora subindo o morro de uma maneira que eu nunca pensei vê-la.
– Não acredito. – Eu disse pasmo, com agora me olhando com olhar de deboche, e ainda fez questão de dar tchauzinho. É hoje que eu mato essa mimadinha, É HOJE!
, que bom que você veio. – Minha mãe disse dando um abraço nela, enquanto as duas se aproximavam de mim.
– Bem, eu já conheço o esquema, então vou me servir antes que eles comam tudo, com licença. – Lucas disse saindo.
– Que surpresa , pensei que iria sair junto com a galera. – Eu disse, como um inocente.
– Não tava muito afim de segurar vela pra e o Drew e muito menos de ver o barraco entre Liam, Keaton e , e como a Alzira tinha me convidado, eu decidi vir. – Ela disse me encarando da maneira provocante e angelical que só ela conseguia. – Algum problema?
– De maneira alguma, , só não achei que você gostasse desse tipo de festa. – Eu disse.
– Se há alguém que eu conheço por perto, a festa já se torna ótima para mim. – Ela disse, até parecendo alguém simples, como se ela gostasse mesmo de favela.
– Os dois podem ficar conversando, eu tenho que terminar algo lá dentro, licença. – Minha mãe disse saindo de perto e entrando no bar, e assim que ficou fora do meu alcance de visão, eu desmanchei meu sorriso e olhei de maneira nada amigável para , e logo depois a segurei forte pelo braço.
– O que está fazendo aqui?! Quer arruinar a minha vida?! – Eu perguntei estressado e ela se soltou, me olhando da mesma maneira provocante da noite em seu quarto.
– Não quero arruinar sua vida, quero fazer parte dela. – Ela retrucou.
– O que disse? – Questionei curioso, essa ideia poderia até me animar, mas não me parecia uma decisão boa a ser tomada analisando a situação em que eu e nos encontramos.
– Zayn, eu não aprovo essa sua farsa, mas entendo que teve que fazer isso pra enfrentar o preconceito das pessoas na escola, então por isso eu decidi fazer parte dessa sua vida pra tentar te ajudar, porque eu gosto de você. – Ela disse, agora sem o ar provocante, e somente com o olhar angelical.
– Finalmente admitiu que gosta de mim. – Eu disse me aproximando dela, mas ela pôs a mão no meu tórax e me empurrou fraco.
– Zayn, entenda que eu estou com o Louis, que ele me ama e que eu também gosto dele, então só podemos ser amigos, ok? – Ela disse, e eu me afastei um pouco, enquanto minha mãe agora se aproximava.
, trouxe um pedaço de churrasco para você, você precisa comer menina, está muito magrinha. – Ela disse entregando um prato com pedaços de carne cortados pequenos com palitos de dente enfiados.
– Todo mundo insiste em dizer isso pra mim. – riu, comendo um pedaço da carne, que parecia mesmo estar deliciosa, tanto que eu decidi comer um pedaço.
– Mãe, a tava e dizendo que queria muito aprender a sambar. – Eu joguei no ar, fazendo me lançar um olhar curioso.
– Verdade? – Minha mãe perguntou interessada, porque se tinha uma coisa que ela gostava era de samba.
– É, eu tava comentando com o Zayn que eu não tinha jeito pro samba e ele me disse que você dança muito bem. – respondeu apreensiva, o que me fez rir.
– Ah, mas a minha mãe podia te ensinar, já que você disse que queria tanto aprender. – Eu disse novamente, a deixando mais irritada.
– Então vem , é hoje que você vai aprender a sambar. – Minha mãe disse a puxando.
– Não Alzira, eu realmente não levo jeito pra isso. – disse, me encarando nervosa.
– Mas hoje você aprende, vem comigo. – Minha mãe a puxou forte, e só deu tempo para ela me jogar seu boné e me lançar um último olhar ameaçador e depois seguir para a roda de samba. sambando realmente era uma cena que eu tinha muita curiosidade de ver.
(Coloque a música para tocar).
Imagine uma Gringa no samba. era dez vezes pior. Ela era desengonçada, dura demais se me entende, mal conseguia mexer os quadris, ainda bem que estava de tênis, porque se estivesse de salto já teria se estabacado no chão, e ver ela machucada era a última coisa que eu queria. Depois de alguns minutos tentando sambar, parece que ela finalmente começou a tomar jeito, começava a mexer os pequenos quadris em sintonia com o movimento dos braços e das pernas, mas ainda faltava muito para dançar bem, e quem sabe eu não poderia ajuda-la.
– Pare a música. – Eu disse, me aproximando de , que me encarou zangada com as mãos na cintura.
– Porque parou? Agora que eu tava me acostumando. – Ela resmungou.
– Você dança muito mal, sabia ? – Eu disse rindo, e ela me deu um tapa no tórax, rindo também.
– Ah é, e você é um super dançarino, né Malik?
– Por acaso eu sou sim, por isso vou te ajudar. – Eu segurei por sua cintura, levando sua mão ao meu pescoço. – Já ouviu falar de samba de gafieira?
– Aquele que se dança de casal? – Ela disse apreensiva, querendo fingir que não queria dançar comigo, mas eu sabia muito bem quando alguém estava mentindo.
– Exato, é isso que nós vamos dançar agora, vamos ver se assim você melhora. – Eu juntei seu corpo ainda mais ao meu, e ela soltou um sorriso, agora totalmente apaixonado. – Pode tocar de novo. (Coloque a música do começo, e preste atenção na letra e na história do casal).
A música começou, eu e começamos a nos movimentar juntos, no ritmo da música, que era rápido e intenso, o que pra mim era perfeito. Nossa dança parecia uma valsa, só mais rápida e, desengonçada, porque eu e éramos bem ruins no assunto dança, eu tenho que admitir. Mas mesmo assim, a música tocava e eu a conduzia enquanto ríamos juntos, parecíamos duas crianças brincando de dançar, mas não passávamos de dois jovens curtindo a companhia do amor e da música, as duas coisas mais lindas da vida. Eu a rodopiava como uma bailarina, até que eu a debrucei em meus braços, e a música continuou a tocar, mas para mim nada mais importava, minha única vontade era de beija-la sem me importar com dinheiro, namorados, nem nada, como se só existisse eu e ela no mundo, no nosso mundo perfeito. A música parou quando eu a levantei novamente, com nossos rostos ficando a milímetros de distância.
– Gostou? – Eu perguntei, enquanto ela ria pra mim.
– Adorei, realmente bem melhor que dançar sozinha. – Ela disse, e por um momento ficamos nos encarando, até que ela olhou para trás e ficou surpresa.
– O que foi? – Eu perguntei.
– Marcela! – Ela disse atordoada, e eu olhei para trás, vendo uma garota se aproximando de Lucas.
– Aquela é a namorada do meu chefe, nada demais.
– Como nada demais? Aquela é a prima da , se ela te ver aqui, ela vai revelar teu segredo pra todo mundo e você vai estar ferrado. – Ela disse apreensiva. Não estou falando, nada na minha vida pode estar bom, que alguma coisa sempre atrapalha.
– Vem, comigo, ela também não pode te ver aqui. – Eu corri para detrás do bar, desci algumas escadas e cheguei a minha casa, entrando com e fechando a porta logo em seguida, e assim que a olhei, ela analisava cada canto da sala.
– Foi aqui que eu descobri quem você é, e quando você me beijou pela primeira vez, lembra? – Ela disse me olhando singela, e eu me aproximei dela, colocando seu cabelo para trás da orelha e acariciando suas bochechas.
– Eu nunca vou esquecer aquele dia. – Eu disse, aproximando meu rosto ainda mais e selando nossos lábios, em um beijo rápido, e carinhoso.
– Eu tenho que ir. – Ela foi saindo, mas eu a segurei novamente e dei outro beijo nela.
– Não foge mais de mim, eu não aguento mais.
– Nem eu, eu quero muito ficar contigo, mas você sabe que não é tão fácil. – Ela me consolou. – Mas eu te prometo, eu vou resolver tudo com o Louis, e nós vamos ficar juntos.
– Quanto tempo eu vou ter que esperar?
– Pouco, pouquíssimo tempo. – Ela riu singelamente. – Eu tenho que ir.
Ela pegou o boné e saiu correndo morro abaixo. “Pouco, pouquíssimo tempo”, algo me diz que esse pouco tempo vai demorar bastante.

Liam’s POV

Estávamos entrando no cinema, íamos assistir As Vantagens de Ser Invisível, um filme que eu ouvi falar muito bem. Eu, Louis, Niall, , Kenny, Wesley e Kyle estávamos sentados juntos na decima fileira. Keaton e , que agora não se largavam, estavam na quinta fileira. Drew e estavam na fila a nossa frente, e e Harry estavam na última fileira, namorando como sempre. O filme começou, e nem mesmo meu ídolo Logan Lerman me fez tirar o olhar de Keaton e na frente, eu realmente não devia ter beijado Danielle, mas ela também não devia ter beijado Keaton. Os dois erramos, mas parece que só eu estava arrependido. Keaton saiu por um momento, não sei para que, e eu aproveitei e fui para o lado de sem que ninguém percebesse.
– Preciso falar com você. – Eu disse baixo, a assustando.
– Que susto garoto! – Ela disse alto, fazendo todos do cinema dizerem “Shiu!” para ela. – O que você quer? – Ela sussurrou.
– Te pedir desculpas. – Eu disse, e ela me olhou surpresa. – Eu não devia ter feito aquilo ontem a noite, agi por impulso e... – Ela me interrompeu.
– Liam, se está falando do beijo, você não me deve desculpas, a vida é sua e dela você faz o que bem entender, não tenho nada haver com isso. – Ela disse, voltando seu olhar para o telão.
– Está dizendo que não está com raiva de mim?
– Claro que não, Daddy, não importa com quem você fique, sempre seremos amigos. – Ela disse, comendo sua pipoca.
– Falando em ficar, você e Keaton estão bem juntos, né? – Eu disse rindo.
– Claro que não, Keaton vai embora amanhã, somos apenas bons amigos, e assim continuaremos. – Ela disse. – Agora vai para o seu lugar porque conversando comigo eu não prestarei atenção no filme.
– Você é a melhor, . – Eu dei um beijo rápido em sua bochecha e voltei para o meu lugar. Ufa, assunto resolvido.

’s POV

Bonito, estrangeiro, e ainda é talentoso, existe alguém mais perfeito que o Drew? Existe, o Louis. Mas já que ele está tão feliz com a , eu também vou tentar ser feliz, e a melhor maneira de fazer isso é com alguém que só vai passar alguns dias comigo.
– Vai mesmo embora amanhã? – Eu perguntei enquanto assistíamos ao filme.
– Infelizmente. – Ele disse. – Vai sentir minha falta?
– Não há como não sentir falta de você, Drew. – Eu ri, e ele me deu um selinho. – Mas pode anotar, eu ainda vou te visitar.
– Esperarei ansioso, mas se tudo der certo, estarei de volta ao Brasil antes do que você imagina.
– Vamos manter contato, não vamos? – Eu perguntei o encarando.
– Vamos sim, todos nós, até porque o Keaton e a parecem muito íntimos. – Ele disse, e eu automaticamente olhei para eles, que riam muito do filme, e apesar de achar os dois juntos um casal muito fofinho, ainda preferia ela com o Liam.
– Que nada, é caidinha pelo Liam, e nem mesmo o fofo do Keaton vai mudar isso.
– Mas você também era caidinha pelo Louis e mudou por esse fofo aqui. – Ele disse se gabando, e eu ri sem graça. Ele não sabia do que ele estava falando.
– Quem disse que você é um fofo? – Eu ri e ele me olhou incrédulo. – Você é o charmoso da banda, seu bobo. – Ele riu me dando mais um beijo.
Por um lado, Drew estava certo, junto com ele esses dois dias eu pude mesmo esquecer e desencanar um pouco do Louis, mais deixar de amar ele pra amar alguém como Drew acho que eu nunca iria conseguir. Me dói, me dói muito, mas eu amo Louis com todas as minhas forças, e se depender de mim, um dia esse esforço vai valer a pena.

Capítulo 33

’s POV

Então é natal, e o que você fez, o ano termina, e nasce outra vez... Essa era a música que tocava enquanto eu, Niall e Liam partíamos na direção da casa de Louis, pois primeiro comemoraríamos o aniversário dele em sua casa, e somente às dez e meia, horário em que começava o show que teria abertura dos meninos, nós iriamos para a praia todos juntos.
, pode tirar essa música que eu já abusei ela de corpo, alma e coração. – Liam reclamou no banco de trás do carro.
– Não vou tirar, eu amo essa música, e você tem que ter mais espirito natalino, Liam. – Eu disse, enquanto cantava a música, e Niall estacionava.
– Chegamos. – Niall desligou o rádio e nós descemos.
– Finalmente. – Liam disse ao descer enquanto entravamos.
– Liam, hoje você está muito bravo pro meu gosto, o que aconteceu? – Eu perguntei.
– Eu estou nervoso, , hoje é um dia muito importante para mim, e infelizmente nem meus pais vão estar ao meu lado para ver. – Liam disse um pouco melancólico, e eu o abracei.
– Eu estarei com você, priminho. – Eu disse, e ele riu.
– Nós também Daddy, estaremos todos do seu lado. – Niall disse, tocando a campainha. – Agora, lembrem de uma coisa, nenhuma palavra sobre o nosso show porque a megera da mãe do Louis não sabe que ele toca, entenderam?
– Perfeitamente. – Eu disse. – Não queremos estragar a felicidade do Boo Bear.
– Meninos, que bom que chegaram. – Louis disse abrindo a porta e nos abraçando.
– Falou em comida de graça, é com o casal fome. – Liam disse e nós rimos.
– Falando em comida, trouxe Camarões ao molho de frutas cítricas, do jeito que a me ensinou. – Niall entregou uma bandeja coberta a Louis. – Quero ver eu não ganhar a aposta com o Harry.
– Espero que esteja tão bom quanto o de , se não te quebro a cara. – Louis disse indo para a cozinha enquanto nós nos sentávamos.
– Posso saber o que estão falando de mim? – disse descendo as escadas, com um macacão lindo, que parecia um vestido, mas que ainda sim estava lindo.
– Estamos falando bem, pode acreditar. – Eu disse me levantando, e entregando o pacote branco em minhas mãos para . – Feliz Natal, minha amiga.
, não precisava. – Ela disse me abraçando e já abrindo o presente. Um quadro, com uma foto de nós dez juntos no show de talentos da escola, e na moldura nossos nomes, apelidos e mais alguns adjetivos gravados em prata e dourado. – É lindo !
– Eu e Liam mandamos fazer dez, um para cada, para sempre nos lembrarmos da amizade que temos. – Eu disse, e Liam levantou a o copo de refrigerante que Louis havia acabado de trazer, já que Liam não pode beber pelo problema que ele tem nos rins.
– Que milagre é esse que a se arrumou cedo. – Louis disse chegando perto de nós. – Geralmente, ela demora duas horas se arrumando. – Nós rimos, o clima entre os dois parecia estar melhor, pelo menos eles não brigavam mais.
– Merry Christmas my best friends. – disse chegando junto com Harry, , e Nando na porta.
– Feliz Natal a vocês também. – Niall disse levantando e indo abraçar eles. Logo todos já estávamos juntos na sala.
– Louis, leva isso para a geladeira se não derrete. – Harry entregou uma travessa para Louis.
– O que é isso? – Eu perguntei curiosa, nem mesmo a doença tirava minha fome descomunal.
– Torta de limão siciliano com coco ralado. – Harry disse, e isso já me deu água na boca.
– Pode deixar que eu levo pra cozinha. – Eu disse pegando a travessa, mas Louis não deixou.
– Nem pensar, você vai comer tudo, buraco negro, deixa que eu levo. – Ele disse indo para a cozinha, e eu dei língua pra ele. É, eu sou uma criança birrenta.
– Não deixa mesmo, porque assim não teremos sobremesa. – Zayn disse chegando. – Feliz Natal pessoal.
– Feliz Natal, Bad Boy. – disse, quando Zayn a abraçou.
– Também te amo, mascote. – Ele disse rindo. Eu achava lindo a amizade de com os meninos, ela também era muito nossa amiga, mas era notável que ela se dava muito bem com os meninos.
– Que garrafa é essa? – Harry perguntou, já que Zayn vinha com uma garrafa verde na mão.
– Champanhe, eu trouxe para levarmos a praia e brindarmos a meia-noite, achei que seria um bom presente pelo nosso sucesso que eu sei que virá. – Zayn disse, indo pra cozinha. – Vou colocar pra gelar.
– Falando em presentes, eu tenho um presente para vocês, meninas. – disse animada, abrindo uma caixa vermelha que tinha e tirando de lá cinco caixinhas verdes menores, cada uma com um nome. – Esse é o meu presente de natal a vocês, espero que gostem.
– Só pras meninas maninha? – Nando disse fazendo bico.
– Sim, porque só elas merecem, maninho. – Ela apertou o nariz dele. – Vamos meninas, abram.
Nós abrimos as caixinhas juntas, encontrando lá uma correntinha com o símbolo do infinito, onde havia o nome “BFF”, a sigla para melhores amigas para sempre, em inglês. E isso éramos, apesar das brigas, desavenças e desilusões, continuávamos melhores amigas, sempre ajudando as outras quando fosse preciso.
Eu queria tanto contar a elas, sabia que elas me ajudariam, mas não, elas me diriam o que Niall sempre diz, que eu devo contar aos meus irmãos e fazer a quimioterapia, mas Niall pelo menos aceita, já elas, birrentas como são, fariam de tudo para me fazer contar, e pra tentar me ver bem, seriam capaz de contar. Não, esse é um sofrimento meu, e eu vou poupar meus amigos disso.
, você está chorando. – disse, e só então percebi que as lágrimas escorriam de meu rosto.
– É, acho que estou mesmo. – Eu disse rindo e limpando as lágrimas, enquanto colocava o cordão no pescoço já que todas estavam com ele. – Meninas, eu quero ficar perto de vocês até morrer, o que eu sei que será logo. – Eu disse, e elas me abraçaram juntas, enquanto eu me desmanchava em lágrimas.
– Que isso, ? Você ainda vai viver muito, ainda é jovem. – me disse, mas só eu realmente sabia o que estava dizendo, eu e Niall, que agora me olhava melancólico.
– Eu sei, disse por dizer mesmo. – Eu limpei minhas lágrimas. – Mas me prometam que vão ficar perto de mim, aconteça o que acontecer?
– Prometemos. – disse.
– Ok, chega de melação se não daqui a pouco eu choro de tanta emoção. – Louis disse fingindo chorar, recebendo um tapa de .
– Cala a boca que isso é sério. – Ela limpou as lágrimas, fazendo os meninos olharem surpresos para ela.
– O que? Vocês conseguiram fazer minha irmã chorar? A coisa deve ser mesmo séria. – Disse Harry, bebendo seu último gole de vinho.
– Pessoal, eu sei que o normal é a ceia acontecer a meia-noite, mas como nós temos um compromisso e temos que estar lá as dez e mais, acho melhor jantarmos porque já são nove horas. – Niall disse.
– Não precisava de todo esse discurso pra dizer que queria comer, Nialler. – Nando disse.
– então vamos, porque eu também estou morrendo de fome, e de vontade de deliciar o maravilhoso prato do meu namorado, porque eu sei que está uma maravilha. – Eu disse, beijando Niall e indo para a cozinha.
– Pelo menos alguém acredita na minha capacidade culinária, obrigado pelo crédito, minha princesa. – Niall disse puxando a cadeira na mesa para eu sentar, um verdadeiro cavalheiro, que garoto romântico eu fui arrumar, sorte a minha.
– Louis, onde está sua mãe? – perguntou sentando enquanto Louis e traziam o peru, o arroz com passas e o camarão de Niall para a mesa.
– Foi ao natal do trabalho do meu pai, junto com ele e a Lilian, ela disse que não aguentaria passar o natal com um bando de adolescentes. – Ele disse, já sentando e se servindo.
– Coisas de Dona Elizabeth, vocês conhecem. – disse, bebendo um gole de vinho, enquanto eu continuava no suco de uva, até porque álcool seria, literalmente, o fim do meu estomago.
– Louis, não querendo falar mal, mas já falando. – Zayn disse comendo um camarão. – Sua mãe realmente não gosta de nós, e acho que não vai ser fácil fazer ela aceitar a banda.
– Nisso eu concordo com o Zayn, ela nunca vai te deixar tocar na banda. – Harry disse.
– Eu sei, mas eu vou contornar a situação a meu favor. – Ele disse, levantando e pegando a taça de vinho. – Agora, vamos esquecer os problemas e brindar o fato de estarmos todos aqui, juntos e felizes.
– E que esse seja nosso primeiro de muitos natais juntos. – Eu disse também levantando minha taça, e todos repetiram o resto.
– Amém. – Todos nós repetimos, depois brindamos e voltamos comer calmamente enquanto conversávamos sobre o show. Esse realmente seria o primeiro natal de muitos, dos quais metade eu certamente passaria longe deles.

’s POV

Depois do jantar, que terminou umas dez horas da noite, ainda tivemos uma discussão entre Niall e Harry sobre quem tinha ganho a aposta, e isso foi bem difícil, já que as comidas de ambos estavam deliciosas, mas por fim, decidimos empate, e cada um pagou cinquenta reais para o outro, e ninguém saiu no prejuízo.
Chegamos a praia depois de quinze minutos de sair da casa, e ela já estava lotada, algumas pessoas estavam na frente do palco, outras chegavam, e algumas haviam feito um piquenique de natal na praia mesmo. Estacionamos os carros, e cada um seguiu para um canto, indo aproveitar os minutos que restavam ates da apresentação. Eu fui para a beira do mar, tirando meus tênis e molhando meus pés na água, até sentir alguém tocando meu ombro, e eu conhecia bem aquela mão.
. – Eu me virei quando Liam me chamou. – Quero lhe entregar seu presente de natal.
– Presente? – Eu perguntei saindo de perto da maré.
– É, eu vi algo e achei que você fosse gostar. – Ele tirou um anel do bolso e me entregou, e só depois eu pude perceber que era do Batman, que quem eu e Liam éramos fãs. – É algo simples, mas achei que fosse gostar.
– Eu adorei, ele não sai mais do meu dedo. – Eu ri, e tirei uma caixa redonda do meu bolso. – Eu também te comprei algo, e agora estou achando que é muito coincidência.
– Por quê? – Liam abriu a caixa, que continha um cinto preto que na fivela continha o escudo do Batman, igual ao anel que ele havia me dado. – Adorei , vou usa-lo agora mesmo. – Ele colocou no cinto na calça jeans, e encaixou perfeitamente.
– Liam, me promete uma coisa? – Eu disse, e ele me olhou sério, enquanto meus olhos lacrimejavam, esses dias eu estava muito frágil para chorar. – Me promete que mesmo que você vire famoso, mesmo que nossos caminhos se descruzem, mesmo que você e eu nos casarmos e tivermos famílias e filhos, promete que vai ser pra sempre meu amigo, promete que vai ser sempre o meu Daddy Direction?
– Só se você prometer ser pra sempre minha Menina Gênio, afinal de contas, todo Batman precisa de um Robin. – Ele disse e nós rimos. – É claro que prometo, . – Ele me abraçou, e continuamos ali por mais alguns minutos, com a brisa do mar batendo em nossos corpos, e juntando nossos aromas ao nosso redor, e eu nunca pensei que eles combinassem tão perfeita e harmonicamente.

’s POV

Os meninos se dividiram na praia, e eu fiquei na orla com Harry, que estava comprando água de coco. De repente, vi uma criança no calçadão, admirando a praia, e seria uma criança comum, se não fosse pelo fato de estar numa cadeira de rodas, o que para mim não importava, mas eu imaginava que deveria ser uma dor muito grande para ela, então decidi me aproximar.
– Com licença, garotinho. – Eu disse me ajoelhando ao seu lado, enquanto ele me olhava com um sorriso um tanto triste. – Eu estava ali de longe, e de repente vi um garotinho tão bonito sozinho e triste, e decidi saber o porquê dessa tristeza?
– É que eu queria ir pro mar, mas eu não tenho perninhas pra isso. – Ele disse ainda mais triste, e só então percebi que as pernas do garoto eram amputadas.
– E eu posso saber seu nome? – Eu perguntei, tentando animar o garoto, acho que meu instinto de mãe falava mais alto quando eu via uma criança triste, pois sempre tentava fazer elas felizes, pois odiaria ver o filho que eu não tive triste.
– É Gabriel, mas os garotos do abrigo me chamam de Biel. – Ele disse, agora me olhando.
– Abrigo?
– É, eu moro num abrigo com mais um monte de garotos que nem eu. – Ele disse gesticulando e eu ri.
– Voltei. – Harry disse me entregando um coco e se ajoelhando ao meu lado. – E quem é esse garotão?
– Esse é o Biel, meu novo amigo, né Biel? – Eu disse, fazendo carinho em seu cabelo cacheado como o de Harry, mas era loiro, como o de um anjinho.
– Eu nunca tive uma amiga tão bonita quanto você. – Ele disse e logo depois ficou corado.
– Ih Biel, tira o olho que ela é minha namorada, está bem? – Harry disse, fazendo ele ficar ainda mais corado.
– Me desculpa, mas quando eu crescer eu quero ter uma namorada tão bonita quanto a senhora.
– Me chama de , está bem. – Eu disse, e ele fez que sim com a cabeça, e olhando muito interessado para o coco em minhas mãos. – Você quer um pouco?
– Uhum, eu estou morrendo de fome. – Ele disse lambendo os beiços e pegando o coco de minhas mãos.
– Loiro e com fome, até parece folho do Niall. – Eu disse e Harry riu.
– Quem é esse? Eu não conheço nenhum Niall não. – Biel disse bebendo pelo canudinho do coco.
– É um amigo nosso. – Harry respondeu.
– E vocês tem algum bebê? – Ele perguntou inocente, e Harry sorriu, mal sabendo o quanto aquilo me doía.
– Não Biel, ainda não temos bebê. – Harry respondeu, depois me olhou feliz. – Mas logo teremos um, né amor?
– Com certeza. – Eu respondi sorrindo sem graça.
– Que pena, queria um amiguinho pra brincar comigo. – Ele disse fazendo bico.
– E os garotos do abrigo? Você disse que lá têm vários. – Eu perguntei.
– Tem sim, mas nenhum deles é defeituoso que nem eu. – Ele disse, e uma lágrima escorreu de seu rosto, mas eu a limpei.
– Quem disse que você é defeituoso? – Harry perguntou incrédulo.
– Os garotos da minha escola, eles ficam correndo e ficam mexendo comigo, só porque eu não tenho nem pai nem mãe pra me defender.
– E o que aconteceu com seus pais? – Eu perguntei.
– Não sei, eu nunca vi eles. – Respondeu Biel, e eu me senti um monstro nesse momento, pensando que eu havia feito a mesma coisa com o meu filho, com o meu pequeno bebê.
– E você veio com quem, garotão? – Harry perguntou, fazendo cosquinhas em Biel. – Não me diz que você fugiu.
– Claro que não, não sou tão burro assim, né? – Biel disse, batendo a mão na testa e nos fazendo rir. – Foi a tia Marta que me trouxe.
– Quem é tia Marta? – Perguntei.
– Sou eu. – Uma mulher baixa e morena se aproximou sorridente, enquanto eu e Harry nos levantávamos. – Prazer, sou a assistente social que cuida do caso do Biel.
– Prazer, sou Harry, e essa é minha namorada . – Harry disse e eu apertei a mão da mulher.
– Espera, seu nome é igual ao do cara que vai cantar aqui hoje. – Biel disse, olhando para Harry, e eu ri. – Você o conhece? Ele tem uma banda chamada One Direction.
Esse cara sou eu... – Harry cantou no ritmo da música e nós rimos. – Eu conheço sim Biel, sou eu quem faço parte dessa banda.
– Sério? Que legal, eu sempre quis ser cantor. – Ele disse surpreso e bem mais animado. – Tia Marta, a gente vai ficar pra assistir o show dele, não vai?
– Acho que não podemos Biel, temos que ir embora cedo. – Marta disse, e ele ficou com uma carinha triste.
– Ele não pode mesmo ficar? Podemos levar ele depois do show, né Harry? – Eu perguntei, eu havia gostado mesmo de Gabriel.
– Claro, e já que você quer tanto ser cantor, eu até podia te levar pro palco pra fazer o show junto comigo, que tal? – Harry disse, e eu podia jurar que ele iria pular daquela cadeira.
– Verdade?! Eu ia adorar, os meninos iam morrer de inveja, e nunca mais iam caçoar de mim, porque agora eu sou famoso. – Ele disse, com um sorriso de orelha a orelha, e depois desmanchou, olhando para Marta. – Por favor, Tia Marta, me deixa ficar, o Harry me leva depois?
– Está bem Gabriel, eu deixo você ficar, – Ela disse e se virou para nós. – mas não pode passar da meia-noite, combinado?
– Combinadíssimo. – Harry disse, enquanto eu me despedia de Marta e guiava a cadeira de Biel para mais perto do palco, enquanto via-o olhando admirado para a praia, e uma ideia me veio.
– Harry, sabia que o Biel tem vontade de ir ao mar? – Eu disse, e ele me olhou surpreso.
– Que ótimo desejo Biel, o mar é ótimo. – Harry disse. – Vamos fazer o seguinte, se você se comportar direitinho, nós banhamos de mar antes de ir embora, ok?
– Claro, eu vou me comportar direitinho, vou ser um anjinho pra vocês. – Ele disse, cruzando os dedinhos e os beijando.
Passeamos mais um pouco pelo calçadão, até Zayn chama Harry e nós irmão para o palco. Os dois subiram para cantar, e eu fiquei atrás da banda, na entrada do palco, conferindo o show de perto com Biel. Os meninos cantaram sua música, What Makes You Beautiful, depois cantaram uns dois covers, e outra música que eles passaram seis dias ensaiando, que foi composta por Ed, , e outro amigo de internet deles, chamado Savan Kotecha, um cara muito engraçado e que compõe muito, mas enfim, a nova música dos meninos se chamava Gotta Be You, e eu posso dizer, o meu Harry arrebentou no solo, tudo bem que as pessoas, até mesmo eu, cantando pareciam lobos uivando, mas era bem romântica e logo estaria no topo das paradas, acredite.
Depois de uma hora de show, os meninos saíram do palco aos gritos da plateia de “BIS! BIS! BIS!”, mas eles infelizmente não podiam ficar, então o próximo show da noite foi da Banda Strike.
– Meninos, vocês foram ótimos, e o novo single ficou perfeito. – disse junto com as meninas se aproximando enquanto eu colocava Biel de volta em sua cadeira, já que ela não subia as escadas para o palco e eu tive que o carregar.
– Apesar do Hazza ter parecido um lobo uivando, o resto foi ótimo. – Louis disse, recebendo um tapa de Harry.
– Que nada, o Tio Harry cantou muito bem. – Biel disse, e todos olharam curiosos para ele.
– E quem é você pra me contrariar, posso saber garotinho? – Louis disse se abaixando e encarando Biel de maneira engraçada, era mesmo uma criança.
– Meu nome é Gabriel, mas pode me chamar de Biel, e eu sou o novo amigo da Tia , né? – Biel disse sério encarando Louis e depois olhou pra mim.
– É sim Biel, agora você é meu amigo. – Eu disse, apertando seu nariz, e depois ele passou a mão.
– E eu não me esqueci do nosso combinado, enh Biel. – Harry disse bagunçando seus cabelos e olhando pra mim. – Ele se comportou bem ?
– Muito bem, virou mesmo um anjinho. – Eu disse, e Biel abriu um grande sorriso.
– Então, vocês vão me levar mesmo pro mar? – Ele disse feliz.
– Eles eu não sei, mas que eu vou te levar pro mar e pra minha casa depois, isso eu vou. – disse, jogando os sapatos no chão, pegou Biel no colo e saiu correndo em direção ao mar, enquanto nós riamos.
– Quer saber, eu também não vou perder essa água deliciosa. – disse, tirando seus saltos vermelhos e jogando no chão enquanto soltava seus cabelos e corria para a água. – Eu olhei para e , e no mesmo instante nós tiramos os sapatos e fomos correndo e gritando para a água, e os meninos nos acompanharam.
Logo, estávamos todos nós na água, jogando água uns nos outros, enquanto Biel passava de colo em colo e não reclamava, pelo contrário, ri como nunca, e sempre demonstrava carinho pelos outros. Vendo aquela imagem, quando agora Harry mergulhava com , e Biel um pouco mais ao fundo, eu comecei a pensar como seria se eu tivesse com meu filho, será mesmo que seria tão ruim quanto eu pensei? Será que Harry não teria ficado feliz em saber disso? Será que nós não teríamos sido mais felizes há mais tempo? Infelizmente, ainda não inventaram maquina do tempo, e somente o passado que não pode ser futuro poderia me dar essas respostas.

...

– Prontinho, o Biel está entregue são e salvo, Marta. – Eu disse, colocando Biel na cadeira de rodas já na frente do orfanato. Depois da brincadeira no mar, nós tiramos algumas fotos e fomos comer algo no calçadão, depois rimos um pouco com as brincadeiras de Louis com Biel, e das comparações dele com o Niall, e perto da meia-noite, todos nos despedimos e eu e Harry fomos deixar Biel no abrigo Santa Clara, que ficava no centro, antes dele me deixar.
– Que bom, e espero que esse senhorzinho aqui não tenha dado trabalho. – Ela disse, bagunçando o cabelo dele enquanto eu separava meu abraço com ele.
– Claro que não, ele foi um verdadeiro anjinho esta noite. – Eu disse.
– Bem, então vamos entrar porque está na hora de anjos dormirem. – Ela disse.
– Espera, eu quero te dar um presente. – Eu tirei a Mandala de meu pescoço e coloquei no pescoço de Biel. – É pra te dar sorte garotão.
– Valeu Tia , não vou mais tirar ele do pescoço. – Biel disse, dando um beijo no pingente.
– Qualquer dia eu apareço pra te levar pro futebol, está bem Biel? – Harry disse, fazendo um toque com o garoto.
– Vou adorar, mas só se o jogo for do Corinthians. – Ele disse, e Harry suspirou.
– Apesar de eu odiar esse time, eu faço esse sacrifício por você garotão. – Harry disse, e ele abriu um grande sorriso.
Marta levou Biel para dentro, enquanto eu e Harry entravamos no carro e ele partia para minha casa.
– Prontinho, a mocinha está entregue. – Harry disse assim que estacionou em frente a minha casa.
– Obrigada pelo o que você fez com o Gabriel hoje. – Eu disse acariciando seu rosto. – realmente não pensei que você fosse alguém tão doce.
– Eu só sou assim com você, minha garota, é você que me faz ficar assim. – Ele disse, beijando minha mão.
– Então eu quero ficar com você pra sempre. – Eu disse, antes de selar nossos lábios em um beijo doce mais intenso. – Bons sonhos, my boy.
– Bons sonhos, my girl. – Ele disse, antes de eu sair do carro e ele partir.
Um raio cortou o céu e eu o olhei no mesmo instante, vendo um breu completamente escuro, sem nem ao menos uma estrela, apenas uma meia-lua no meio e nada mais. Meu coração estava da mesma maneira, sem esperanças, sem saída. Agora mesmo que Harry nunca iria saber desse bebê que não nasceu, nunca, ou o nosso relacionamento pode ir pro espaço, e nem mesmo o mais competente dos astronautas resgataria. Minha vida acabou no momento em que eu entrei naquela sala há dois anos, e se eu soubesse das consequências, jamais teria feito. Jamais?

’s POV

Uma chuva torrencial caía quando eu e Louis chegamos em casa, e assim que estacionamos o carro, fomos correndo para dentro de casa, mas nem mesmo assim deixamos de nos molhar ainda mais.
– Shiu , não quero que minha mãe acorde. – Louis disse, já que nós havíamos entrado em casa rindo de tudo o que havia acontecido a noite.
– Mas não tem como, a queda da por causa da onda foi hilária. – Eu disse, sentando no chão e me encostando no balcão enquanto ria ainda mais.
– É verdade, mas eu prefiro o desespero do Harry quando a pegou o Biel e correu pra água. – Louis disse vindo da cozinha e trazendo dois copos de suco de uva enquanto sentava ao meu lado.
– Foi mesmo, ele fez uma cara assim. – Eu imitei cara assustada do Harry e Louis riu mais ainda.
– E ainda teve a parte em que o Zayn agarrou a e começou a dançar na areia enquanto ela cantava aquela música irritante de Natal. – Ele lembrou.
– E a cara de ciúmes do Niall? Achei que ele ia matar o Zayn naquele momento. – Eu ri mais ainda.
– Então, um brinde aos micos e as palhaçadas dessa noite. – Ele disse e nós brindamos, e foi nesse instante que eu lembrei.
– Louis, meu presente? – Eu peguei do meu bolso uma caixa já encharcada de água.
– O que é isso? – Ele perguntou.
– Foi uma coisinha que eu comprei e ia pedir para você usar no show e acabei esquecendo. – Eu disse abrindo a caixa e pegando o nariz de palhaço que havia, vendo Louis rir ainda mais enquanto eu o colocava. – Feliz Natal, palhaço. – Eu disse, e ele parou por um instante, passando a mão no nariz vermelho.
– Feliz Natal, minha palhacinha. – Ele disse, antes de aproximar nossos rostos, mas antes de colarmos nossos lábios, as luzes se acenderam e nós nos separando, vendo uma figura e camisola branca na escada. Afinal, quem mais podia ser?
– Posso saber o que os dois fazem sozinhos, molhados, e sentados nesse chão frio a essa hora da noite? – Dona Megera, quer dizer, Dona Elizabeth nos disse, enquanto nós nos levantávamos, os dois constrangidos.
– Nós chegamos agora, mãe, e está uma tremenda chuva lá fora. – Louis disse.
– Está realmente tarde, então acho que os dois devem tomar os rumos de suas camas e dormir, ao invés de ficarem agachados sozinhos no escuro. – Ela disse séria, e eu sabia muito bem o queria insinuar com aquilo.
– Dona Elizabeth, não estávamos fazendo nada demais, apenas conver... – Ela me interrompeu.
– Apenas conversando por que eu cheguei. – Ela disse, me encarando diretamente. – Pensa que eu nasci ontem ? Pensa que eu não percebo a maneira como você olha para o meu filho?
– Como uma amiga, senhora. – Eu disse.
– Ele pensa que é assim, mas eu sei muito bem que você faz de tudo para separar meu filho da para ficar com ele, mas não se iluda meu bem, filhas de empregada como você nunca passarão de empregadinhas que só servem para os caprichos dos patrões, e nunca para namoradas oficiais. – Ela disse fria, e dura como uma pedra, mas ela não iria me fazer chorar, eu não daria esse gostinho a ela.
– Chega mãe, não fale assim com a , você não pode. – Louis disse com raiva.
– Não Louis, ela pode sim. – Eu disse levantando a cabeça e ele me olhou surpreso, mas no fundo sabia bem o que eu estava fazendo. – Ela tem esse direito, afinal, ela tem toda a razão. – Eu olhei fuzilante para ela. – Quem não tem o direito de ficar aqui escutando desaforos sou eu, então, com licença, senhora.
Eu corri pro meu quarto o mais rápido que pude, ainda ouvindo resmungos dela vindos da sala, mas não me importei, a raiva que corria em minhas veias não deixava. Eu vou me vingar, eu vou fazer essa mulher pagar por tudo que ela me fez, e não vai demorar muito, acredite.
Ela vai pagar por tudo que fez!

Capítulo 34

Louis’s POV

Minha mãe não devia falar daquele jeito com a . Eu tenho certeza que ela ficou mal, ela é sim forte, mas não o suficiente para aguentar as provocações de minha mãe, ela odeia a com todas as forças possíveis e impossíveis, isso foi desde a época em que meu irmão, Nicholas, ainda morava aqui, bem antes de ele ir pra Madri, mas essa é uma história que agora eu prefiro esquecer.
Eu tinha acabado de entrar no meu quarto, estava sentado de cabeça baixa em minha cama, quando eu ouvi um barulho. Uma música. A nossa música, What Makes You Beautiful, estava sendo tocada na casa em frente a minha, e quando olhei pela janela, pude ver duas garotas dançando em um quarto enquanto ela tocava a toda altura. Isso sim me deixa muito feliz. Música me deixa feliz, e é dela que eu preciso nesse momento.
Me levantei e sentei em minha escrivaninha, peguei lápis e minha caderneta e comecei a escrever, todo o sofrimento, e os problemas que eu passo nessa casa devem servir pelo menos como inspiração para algo bom. A rejeição e o temperamento forte de devem servir para alguma coisa, meu amor correspondido, mas ainda improvável deve servir para alguma coisa.
não me saía da cabeça. Como ela estaria agora depois de tudo que minha mãe disse? Como?
Eu continuei escrevendo, sem parar, as luzes das casas iam se apagando, e eu escrevia, até finalmente conseguir. E depois de inúmeras folhas de papel jogadas fora, e de o meu punho estar em frangalhos, pelo menos uma música eu consegui escrever sozinho.
Seu nome era Everything About You. E era inevitável não imaginar que poderia muito bem ser Everything About .

Liam’s POV

Era quase uma hora da manhã, já tinha ido dormir, e eu estava no computador, vendo as fotos da festa do Natal, e do Concurso de Talentos, e nós não haveríamos conseguido nada sem . Aquela garota realmente tem algo diferente, tem algo especial, tem algo que inspira, algo que nos motiva. Ela nos motiva, ela nos incentiva a seguir nossos sonhos. Ela é realmente única.
Peguei uma folha de papel e uma caneta que haviam na gaveta, e comecei a escrever algo, meio que sem pensar, fui deixando minha mente guiar minha mão, e no fim, havia uma música feita no papel, e só então eu a li, afinal, precisava de um titulo. Assim que acabei de ler, escrevei o titulo acima e a guardei novamente.
Seu nome era One Thing. A One Thing de .

Harry’s POV

Nunca pensei que escrever uma simples música fosse algo tão difícil. Eu estava no meu quarto, escrevendo em meu computador, ou melhor, tentando escrever uma música, mas acho que eu só havia mesmo talento para cantar e fazer besteira, porque exercitar a cabeça é algo não compatível com a minha pessoa.
Depois da noite de hoje, eu queria entregar um presente a , algo bem especial, algo que marcasse mesmo, e logo pensei em uma música, afinal, todos veriam o amor que eu sinto pela , e isso é mais do que especial, isso é uma homenagem e uma enorme declaração de amor, mas isso não é nem metade do que merece. Mas depois de tanto bater cabeça, finalmente consegui terminar a música (se é que aquilo podia ser uma música).
Seu nome era Another World. O Another World para onde somente me levava.

Niall’s POV

O discurso de no jantar só piorou as coisas. Agora eu tenho realmente certeza de que fiz a coisa certa a pedindo em namoro, pois eu não aguentaria ficar sem ela, não aguentaria a ver partir sem ter ao menos tentado conquista-la, coisa que felizmente agora eu consegui.
Eu estava no meu quarto, deitado em minha cama, assistindo a um filme muito ruim por sinal, mas que tinha uma trilha sonora ótima, e agora era disso que eu precisava para me inspirar. Eu estava com meu Netbook em mãos, enquanto o filme tocava Hey There, Delilah!, e eu escrevia uma música, ou melhor, um desabafo, sobre tudo que tinha acontecido entre mim e , e sobre tudo o que eu queria que acontecesse.
Seu nome era Moments. Moments que eu realmente quero passar ao lado de .

Zayn’s POV

Felicidade. Louis e haviam realmente sentido isso esta noite, enquanto o meu sentimento era exatamente o contrário. Raiva, por ter mentindo para mim, por estar me iludindo. Tristeza, por não ser eu no lugar de Louis. Esperança, por achar que ainda terei uma chance com ela. Força, para continuar lutando pela minha garota.
Eu sentei na laje de minha casa, apreciando um céu estrelado que me encheu ainda mais de esperança e inspiração, e era disso que eu precisava. Eu estava com meu caderno e um lápis, escrevendo uma música, ou um pedido, um pedido para , e um toque para Louis, quem sabe assim eles não deixam a farsa de lado, e nós quatro finalmente poderemos ser felizes. Eu terminei a música e comecei a lê-la, e fiquei realmente satisfeito.
Seu nome era More Than This. Porque eu posso amar a More Than This.

’s POV

Sete da manhã. SETE DA MANHÃ! Em pleno domingo, os cinco pirados pulam na minha cama às sete da manhã me acordando, enquanto gritavam desesperadamente e eu não entendia absolutamente nada.
– AHHHH! – Eu gritei me sentando, enquanto arrumava meu cabelo arruinado e meu pijama desalinhado, enquanto eles riam mais. – Ok, já que mandaram meu precioso sono para o escambau, digam logo o que querem.
– Eu tenho uma nova música! – Todos disseram juntos, e se assustaram junto comigo, depois rimos novamente.
– Espera, um anjo resolveu visitar a casa dos quatro à noite e deixar uma música foi? – Eu disse levantando e rindo. – Deixem-me ver isso daqui. – Eu disse, passando pelos quatro enquanto pegava os papéis em suas mãos e me sentava na mesa do computador.
A primeira era de Louis, e a letra era como um trava-língua em algumas partes, então, uma ritmo mais rápido, estilo balada. A segundo era de Liam, era bem fofinha, como uma declaração, poderia ser um pouco mais calma, como cantando sem preocupação. A terceira era de Harry, e posso dizer que havia um duplo sentido por detrás daquilo, como se ele gritasse, e um ritmo rápido e agudos na música a deixariam ótima. A quarta era de Niall, e era a mais linda e fofa de todas, com certeza seria acústica. A quinta e última era de Zayn, e havia um solo perfeito quase no final, que com certeza seria dele, acompanhada de uma guitarra tocando lentamente.
– E então? – Niall disse primeiro, enquanto meus olhos se mantinham nas letras.
– Gostou das letras? – Louis perguntou.
– Vamos lançar no primeiro álbum? – Liam perguntou, como sempre ansioso.
– Que ritmo colocaremos para elas? – Harry perguntou.
– Quando vamos ensaiar? – Zayn perguntou quando eu levantei meu olhar.
– Diz logo, ! – Eles disseram juntos.
– Essas são as músicas mais perfeitas que eu já vi! – Eu levantei, enquanto eles sorriam. – Elas descrevem o que toda garota quer ouvir, e o que nenhum garoto diz. – Eu olhei para eles. – Eu amei as letras, elas serão sim lançadas no primeiro álbum, o ritmo delas já está definido na minha cabeça, e quanto aos ensaios, eu só preciso comer algo, trocar de roupa e podemos começar agora.
Eles vibraram, de maneira como eu nunca havia visto, eles estavam mesmo motivados e radiantes com a banda, mas aposto que não tanto quanto eu.
Harry foi pegar o violão em seu quarto, enquanto eu preparava um sanduiche com leite e chocolate, e voltava ao quarto, e então começamos a ensaiar. Só paramos para almoçar alguma coisa, e voltamos ao ensaio, e assim fizemos até sete horas da noite, durante cinco dias. E nossa única motivação era o amor à música. E isso, já era motivação mais do que suficiente.

Capítulo 35

Harry’s POV – Dia 31/12/2012

“Você está convidado (a) para a festa de Réveillon hoje, dia 31 de Dezembro, na Cobertura Principal do Hotel Copacabana Pallace, às oito e meia da noite. Traje informal, mas com tema Ano Novo. Ass.: Mr. X.”

Era isso que dizia o convite que eu havia acabado de receber. Bem, eu ainda não tinha um lugar pra ir hoje à noite, havia me convidado para ir a casa dela, mas passar a virada de ano com aquela prima insuportável dela não era o melhor plano a seguir, então, esse convite me deixou bem feliz. Isto é, se eu soubesse de quem era.
. – Eu disse descendo as escadas de minha casa, encontrando sentada no sofá falando ao telefone, mas desligou assim que me viu. – Olha isso. – Eu entreguei o convite dourado a ela enquanto me sentava ao seu lado.
– Você também recebeu esse convite? – disse surpresa, me entregado de volta.
– Como assim ‘eu também’? Você recebeu? – Eu perguntei.
– Não só eu, a , o Nando e o Louis também. – Ela disse levantando e indo até a cozinha, enquanto eu a seguia. – Mas o engraçado é que todos estão assinados como Mr. X.
– Isso não é engraçado, é estranho.
– Estranho por quê? Nós fomos convidados a uma festa no Copacabana Pallace, vocês são famosos agora, acostumem-se com isso. – Ela disse, e é, até que minha maninha tinha razão.
– Eu não sei, uma festa dessa é tentadora sim, mas não confio plenamente nesse convite. – Eu disse apreensivo.
– Então, você escolhe, ficar com essa desconfiança besta e passar a virada com as parentes chatas da , ou aceitar o convite e se divertir, e eu escolhi a segunda opção. – disse colocando celular no bolso, e me dando um beijo na bochecha. – Vou para casa da , volto mais tarde. – E saiu.
É, a até que tem razão, passar a virada de ano sozinho não é um dos meus melhores planos. Ah, e não custa dar um voto de confiança a essa pessoa, afinal eu nem a conheço. E é isso que me preocupa. Quer saber, dane-se quem seja essa pessoa, eu vou estar lá com minha irmã e minha namorada, afinal, eu vou convidar a , então, eu estarei bem.
Peguei meu celular, disquei o número de e ela atendeu no segundo toque.
Oi, meu amor.
– Oi, minha linda. – Eu disse rindo. – Por acaso tem planos para hoje à noite?
Não tinha até uma hora atrás, mas eu recebi um convite para uma festa no Copacabana Pallace, e tenho direito a um acompanhante, vamos?
– Era exatamente para essa festa que eu ia te convidar.
Você também foi convidado?
– Eu, a , a , o Nando, o Louis e agora você. – Eu disse surpreso. – E em todos os convites está a assinatura desse Mr. X.
Isso está estranho, será que só a gente foi convidado, ou todo mundo da escola foi?
– Acho que foi todo mundo da nossa turma, tanto a banda quanto as namoradas. – Eu disse.
Mas, você vai a festa mesmo assim, não vai?
– Claro que vou, e eu por acaso perco alguma festa? – Eu disse, e pude ouvi-la sorrindo do outro lado da linha.
Então passe aqui em casa para me buscar, combinado?
– Combinado, passo aí às oito horas.
Perfeito, agora tenho que desligar porque ainda vou procurar minha roupa, beijos.
Ela desligou.
Ok, agora isso está mais estranho do que nunca. Quem é Mr. X.? E por que ele convidou só a nossa turma? Isso eu vou descobrir hoje a noite, custe o que custar.

’s POV

Sinceramente, o deposito de uma loja perde feio para o closet da . Ok, é exagero, mas aquilo é gigante, é maior que a minha toca multiplicada por duas. Tinha cerca de seis armários de três portas abarrotados de roupas, quatro gaveteiros, e ainda um armário só para os sapatos. Isso aqui seria o sonho de qualquer garota normal, mas como eu não sou normal, estava quase tendo claustrofobia com tanta roupa.
, pra que tudo isso? Aposto que você não usou nem metade dessas roupas. – Eu disse sentada em um puff rosa, enquanto ela procurava um vestido no guarda-roupa três, porque aqui é assim, cada guarda-roupa é pra uma coisa: O um é de blusas e camisas, o dois é de saias, shorts e calças, o três é de vestidos, o quatro é Cardigans, casacos e jaquetas, o cinco é de biquínis e roupas íntimas, e o seis é de fantasias. Agora me diz, é ou não é exagero para uma pessoa só?
– Ainda não usei, porque um dia eu vou usar. – disse, enquanto tirava vários vestidos do guarda-roupa e os jogava por qualquer canto. – Achei! – Ela tirou do guarda-roupa um vestido branco, tomara-que-caia bem justo ao corpo. – Que tal esse?
– Muito piriguete. – Eu disse rindo, e ela voltou ao guarda-roupa.
– E esse? – Ela disse mostrando um preto, rodado, de golinha branca e uma faixa branca.
– Preto na virada não dá, né . – Eu disse, ela bufou e se virou novamente para o guarda-roupa.
– Também tem esse, que tal? – Agora era um vestido, rosa-bebê, modelo mullet (curto na frente e longo atrás), com alças douradas, e detalhes dourado por todo ele.
– Muito patricinha, e eu sei que você ama, mas pro ano novo não combina.
– E esse? – Agora era um longo, todo branco, com a saia de renda.
– Vai ficar parecendo uma alma penada. Outro. – Eu ri.
Depois de looks anos 80, 70, 60, e todas as décadas que você lembrar, passamos por looks “Baiana-patricinha” com vestido bufante rosa pink, “Debutante” com um vestido azul turquesa bem brilhante, “Velha recalcada” com vestido longo de pano de cortina bem justo, e ainda teve o clássico “Não tive tempo” com um vestido preto de cinto de tachas, mas nenhum deu certo, e agora o chão estava repleto de vestidos, de todos os modelos possíveis e imagináveis.
– Desisto, eu não tenho roupa pro ano novo. – disse sentando no puff ao meu lado.
– Posso tentar, aposto que acerto. – Eu disse me levantando.
– Fique a vontade, nesse guarda-roupa não tem nada que preste, preciso de roupas-novas. – Ela disse irritada, e eu ri.
Olhei todos os cabides do guarda-roupa, e realmente ali havia vestidos lindos, que pareciam nunca ter sido usados, mas um, um pouco mais gasto, me chamou atenção, era solto, de mangas, coberto de paetês dourados, e já que dizem que dourado atrai ouro na virada, era disso que precisava, para conseguir comprar tudo que ela quer.
, experimenta esse. – Eu disse entregando o vestido a ela, que o olhou com cara feia.
– Não , eu já usei esse vestido muitas vezes, já está gasto. – Ela disse levantando.
– E o que tem demais? Tem roupas no meu armário que eu já usei dezenas de vezes, e mesmo assim não deixo de usar. – Eu entreguei o vestido a ela. – Experimenta.
Ela pegou o vestido a contra gosto, e entrou em uma salinha pequena que lá havia, seu provador, como ela dizia. Depois de uns cinco minutos, ela saiu, e estava linda com o vestido, ficou perfeito no corpo robusto de . Confesso, os seios dela eram fartos, e seu quadril era grande, e ela não era o tipo de garota magrinha, tinha um belo corpo, grande, mas belo.
– Não ficou lindo? – Eu perguntei.
– É, acho que vou com ele mesmo. – Ela disse sorridente, se virando para mim. – Valeu , você é a melhor.
– É, mas ainda falta a minha roupa, e eu vou pegar do seu armário. – Eu disse, seguindo até o armário de saias, shorts, e calças.
– Fique a vontade. – Ela disse, sentando no puff.
Meu celular vibrou no bolso e eu o peguei, vendo a foto de Liam na tela e logo atendi.
– Fala Daddy. – Eu disse ao atender.
Oi , está fazendo o que?
– Estou na casa da ajudando ela a escolher uma roupa para hoje à noite. – Eu disse, vendo rir perto de mim. – Mas, por quê?
É que eu queria te convidar para uma festa que eu fui convidado, eu, , e os irmãos dela, na verdade, vai ser no Copacabana Pallace, vamos?
– Espera, eu também fui convidada para essa festa. – Eu disse surpresa, e me encarou séria. – Eu, a , o Nando, o Louis e o Harry.
Nós também fomos convidados, eu, a , o Niall e a . – Liam disse apreensivo.
– O Zayn e a também foram convidados, falei com os dois mais cedo. – Disse .
– Então, quer dizer que todo mundo da banda foi convidado para essa festa. – Eu disse.
Não só da banda, afinal vocês também foram convidadas. – Liam refletiu.
– Então, quem quer que seja que nos convidou quer ver a nossa turma reunida. – Eu disse.
Agora mesmo que eu não vou nessa festa. – Pude ouvir dizer do outro lado da linha.
A tem razão , acho melhor não irmos. – Liam disse.
– De jeito nenhum, não vou estragar minha festa por causa de uma desconfiança boba. – Eu disse convicta. – Agora, mais do que nunca eu vou nessa festa, aliás, todos vão, e se alguém se meter com a gente, vamos enfrentar essa pessoa juntos.
– Eu apoio. – gritou.
Eu também. – Liam disse. – Nós vamos a essa festa.
– Assim que fala Leeyum. – Eu disse. – Agora tenho que desligar, nós vemos mais tarde.
Está bem, beijos marrentinha. – Liam desligou.
– Isso está muito esquisito, quem poderia querer reunir a gente? – Eu disse sentando.
– Não sei, talvez seja uma surpresa do Simon, ou do Ed, ou então alguma fã numero um quis fazer uma surpresa. – sugeriu.
– Não, se fosse isso nos contariam. – Eu disse. – Mas quer saber, vamos descobrir isso hoje a noite, agora eu vou me arrumar.
– É assim que se fala . – disse e nós rimos.
Pode até parecer que eu não me importo, mas eu estou muito preocupada com essa história. Quem iria querer nos reunir? Como essa pessoa conhece todos nós? Quem, afinal de contas, é Mr. X.?

’s POV

– Louis, onde você está indo? – Eu perguntei encostada no carro, enquanto Louis o ligava para dar partida.
– Vou à oficina, tenho que trocar o pneu. – Ele disse me encarando.
– Pode me deixar no shopping? – Eu pedi, com uma carinha de pidona, e Louis riu simples.
– Entra aí . – Ele abriu a porta e eu entrei, e logo depois ele deu partida. – Quer dizer que agora a senhorita anda fazendo compras é ? – Louis disse com uma voz engraçada, e eu joguei meus cabelos.
– Sabe como é, vida de gente chique não é fácil, sabe? – Eu disse e ri.
– Sei bem como é, agora eu sou um cantor de sucesso, meu bem. – Ele disse, com uma vozinha gay, e nós rimos.
– Sabe que eu não gosto muito de shopping, mas estou indo com a tentar encontrar uma roupa bonita pra festa de hoje a noite. – Eu disse, olhando para a frente. – Fomos convidadas para uma festa no Copacabana Pallace, nós, o Niall, o Liam, a...
– A , a , o Harry, a , o Nando, o Zayn, e até os irmãos da . – Louis completou assustado. – Já estou sabendo dessa “Festa do Terror”.
– “Festa do Terror”?
– É, porque só convite de Halloween que as pessoas não assinam como elas mesmas. – Ele comentou. – Pensei seriamente em não ir a essa festa, mas todos vão, e eu não vou deixar meus amigos sozinhos.
– Eu também fiquei assustada, afinal, quem convidaria todos nós para uma festa desse porte?
– No começo, pensei em Simon, podia ser uma forma de boas-vindas, mas acho que não. – Ele disse.
– Só nos resta esperar até a noite para saber quem é. – Eu disse, e Louis me olhou culpado por um instante enquanto estávamos no sinal.
, quero te pedir desculpas pela minha mãe naquela noite, ela estava surpresa, e cansada, não sabia o que dizia e... – Eu o interrompi.
– Louis, sua mãe sabia muito bem o que dizia, não venha defendê-la na minha frente, eu mais do que ninguém sei a pessoa que ela é e o quanto ela me odeia. – Eu disse ríspida. – E você não precisa se desculpar por ela, um dia vai caber a ela mesma fazer essa tarefa, eu garanto.
– Você me dá medo falando desse jeito, . – Ele disse, e eu o encarei.
– Você não precisa ter medo de mim, eu nunca vou te fazer mal. – Eu disse, enquanto ele estacionava e me encarava.
– Já está fazendo, quanto mais longe de mim você fica, mais eu fico mal. – Ele disse, aproximando seu rosto do meu, mas eu desviei.
– Louis, não, vamos dar um pouco mais de tempo, deixa a relação entre você a esfriar, depois vemos nos que dá, ok? – Eu disse, e ele sorriu sem graça.
– Melhor isso, do que nada. – Eu ri.
Dei um último beijo na bochecha de Louis e desci do carro, indo encontrar na praça de alimentação (Claro, onde mais a estaria?), depois fomos bater perna no shopping em busca da roupa perfeita, coisa que eu nunca pensei que gostaria de fazer. Mas duas coisas ainda não saiam da minha cabeça.
Primeira: Será que fiz a decisão certa rejeitando Louis? Isso está fazendo mal tanto a mim, quanto a ele.
Segunda: Porque alguém iria querer nos reunir no mesmo lugar justo hoje? Quem é Mr. X.?

Zayn’s POV

Eu estava na casa de Niall, e aquela escola parecia fantasma sem nenhum aluno. Eu vim aqui porque precisava de algo emprestado de Niall para a festa de hoje à noite, afinal, Réveillon no Copacabana Pallace merece um traje especial.
– Zayn? O que está fazendo aqui? – Niall disse assim que abriu a porta de sua casa e eu entrei.
– Preciso de um favor seu Nialler, e acho que você é o único que pode me ajudar. – Eu disse, e ele riu.
– E que favor é esse?
– É que eu fui convidado para uma festa no Copacabana Pallace, hoje à noite... – Eu nem completei e Niall riu.
– Você e a turma inteira, né Zazza, até os irmãos da foram convidados.
– Eu sei, e achei isso muito estranho. – Eu disse apreensivo.
– Todo mundo está achando, nós até suspeitamos do Simon no começo, mas acho que ele não faria isso.
– Não faria mesmo, Simon é alguém sério. – Eu disse convicto. – Mas enfim, mesmo preocupado, eu vou nessa festa, até porque não dispenso uma badalação.
– Sei muito bem disso, seu festeiro, agora eu entendi porque que você e o Harry se deram tão bem. – Niall disse indo até a cozinha e eu segui, sentando em um banquinho que ali havia enquanto ele bebia água. – Mas qual é mesmo o favor?
– Queria aquela sua jaqueta bege, até porque não se pode fazer feio em uma Cobertura cheia de gatinhas como eu sei que vai estar. – Eu disse, despreocupado, e Niall me olhou reprovador.
– Você finge tão bem Zayn. – Ele disse, balançando a cabeça de um lado pro outro.
– Do que está falando?
– Não me engana com esse papinho de gatinhas, eu sei muito bem que você ainda pensa na . – Ele disse, e eu suspirei.
– Não vou mentir, ainda penso nela sim, mas a preferiu o Louis, e eu preferi não sofrer.
– Pelo contrário, sofre muito mais mentindo do que se fosse para a batalha mesmo. – Niall segurou por meu ombro. – Mas eu te entendo, garotas não são fáceis.
– E como são difíceis, ô bicho complicado é mulher viu. – Eu disse e nós rimos. – Agora me entrega logo essa jaqueta, que eu quero ir pra casa.
– Zayn, você mora no Edifício Lotus, não mora? – Niall disse, e eu quase engasgo com a água que bebia. Memória boa enh Nialler, boa até demais.
– Moro sim, por quê?
– Esse edifício fica do lado do Copacabana Pallace, nós podíamos passar o dia no seu apartamento, para ver se descobrimos alguma coisa sobre a festa. – Niall disse esperançoso, e seria sim uma ótima ideia, e eu até acataria, se Lucas não tivesse voltado de viagem. Não, definitivamente eu não iria pôr minha falsa reputação em risco.
– Niall, não vai dar, meu cachorro, o Brutus, acabou pegando pulga, e empesteou a casa inteira, está até sendo dedetizada, e eu estou dormindo na casa de um outro amigo meu, e foi justamente por isso que eu vim pedir sua jaqueta, porque algumas roupas minhas ficaram lá. – Eu disse rápido, para não dar tempo de ele me interromper.
– Que pena. – Ele disse decepcionado.
– Calma Niall, aguenta essa curiosidade e espera até de noite, não falta muito. – Eu disse.
– É mesmo.
– Agora tenho mesmo que ir, nos encontramos lá. – Eu disse, fazendo um toque com Niall e saí da escola.
Bem, o Niall não pode saber que eu não moro no hotel, mas o Lucas já sabe, então, é pra lá que eu vou, e vou tentar descobrir quem é Mr. X e o que ele quer com a gente.
Afinal de contas, quem é Mr. X?

Capítulo 36

’s POV

Oito da noite em ponto. Eu já estava pronta quando Harry buzinou com seu carro do lado de fora. Eu me despedi de minha tia, e saí, encontrando Harry encostado em seu carro, vestido em uma calça jeans clara, uma camiseta branca, e um blazer bege, junto com seu inseparável All Star branco, enquanto segurava uma rosa branca em mãos, e assim que me aproximei, ele assoviou, e me fez rir.
– Está deslumbrante, parece uma princesa. – Ele disse, se curvando para beijar minha mão e entregando a rosa para mim em seguida. – Para trazer sorte e paz.
– Se eu tiver você do meu lado não vou precisar de mais nada. – Eu disse, me aproximando para lhe beijar, intensa e rapidamente.
Harry abriu a porta do carro para mim, e em seguida partimos para a festa. Assim que chegamos, a garagem do hotel já estava lotada de carros, e quando olhei para cima, pude ver a varanda (que seria da cobertura) toda iluminada e com algumas pessoas lá. Logo fiquei mais calma, pois isso mostrava que não éramos somente nós que estaríamos ali, mas sim várias pessoas, então ninguém tentaria algo contra nós ali, menos mal.
Meu celular tocou quando entravamos no hall do hotel em direção ao elevador, e logo pude ver a foto de na tela, e atendi.
– Oi . – Eu disse.
Oi , onde você está?
– Estou entrando no elevador com Harry, e vocês?
Eu acabei de chegar à festa, praticamente todos já estão aqui, só falta a , o Zayn e o Niall.
– Ótimo, então deixa eu desligar porque eu já estou chegando ai.
Beijo, tchau. – Ela desligou.
Somente agora eu vim perceber, onde estava a ? Quando haviam festas como essas, ela sempre vinha com Harry e comigo, mas hoje não, e ela ainda não estava na festa.
– Harry, onde a foi que não veio com nós? – Eu perguntei quando o elevador abriu.
– Não sei, ela disse que tinha uma surpresa para a banda e saiu com o carro de alguém que eu não sei quem era. – Ele disse, quando chegamos à porta, e tocamos a campainha.
– Hoje é realmente a noite das surpresas. – Eu disse.
– Mas vamos desvendar a primeira agora. – Harry disse quando a porta se abriu, mas para atendê-la veio um garçom devidamente vestido e com uma mascara prateada no rosto. Ele nos deu passagem e nós entramos, encontrando já várias pessoas na festa, conversando entre si.
– Ou não. – Eu disse rindo para Harry quando entramos no apartamento, e ele era realmente enorme, todo branco, com alguns balões prateados e dourados espalhados pela parede, e por alguns vasos de plantas, e do teto, caíam fitinhas prateadas amarradas com algumas frases e votos de ano novo, que aparentemente foram escritos pelos convidados. Haviam também garçons mascarados andando com bandejas de bebidas e aperitivos, e também sofás e puff’s brancos.
Em um canto, , Louis e Joaquim, o irmão mais velho de , conversavam sentados em um sofá espaçoso. , Nando, e conversavam em pé perto do DJ. É, até que não estava tão ruim assim.
– Ainda bem que chegaram. – Liam disse nos fazendo virar, e ver como ele estava ainda mais lindo de cabelo cortado. Liam tinha o cabelo grande, parecido com o de Harry, mas um pouco mais liso, o que o deixava com uma carinha de criança, mas agora ele cortou, escureceu, e ficou ainda mais lindo. – Já estava sentindo falta do casal mais estiloso que conheço, aliás, você está linda .
– Você também está ótimo Liam, ainda mais de cabelo cortado. – Eu retribuí o elogio, e ele estava realmente ótimo, vestido com uma calça jeans branca, uma camisa social branca, junto com um colete cinza claro.
– Ei, dá pra parar de se elogiarem na minha frente? – Harry disse rindo, e eu dei um beijo em sua bochecha.
– Não se preocupe, a é só sua. – Liam disse. – Mas, onde está a ? Pensei que vinha com vocês.
– Eu também, mas ela saiu, dizendo que tinha uma surpresa para a banda. – Harry disse, e suspirou.
– Não sei se tenho mais medo desse Mr. X, ou das surpresas da . – Liam lamentou.
– Falando nisso, você já descobriu quem é esse Mr. X? – Eu perguntei.
– Eu também estou morrendo de curiosidade, . – disse chegando atrás de mim, junto com Louis, vestido em uma camiseta amarela clara, uma calça jeans normal, e um suspensório branco (porque Louis amava suspensórios). – A proposito, você está divina, amiga.
– Porque todo mundo hoje resolveu me elogiar? – Eu perguntei, e todos riram.
– Porque você está realmente linda . – disse se aproximando de nós junto com Joaquim e Paulo, seus irmãos. – Harry, , quero lhe apresentar meus irmãos, Joaquim (o mais velho, que tinha uma cara de mal), e Paulo (que parecia mais novo, e tinha cara de professor de biologia).
– Muito prazer. – Harry disse estendendo as mãos.
Continuamos conversando mais um pouco, depois que e Nando se aproximaram de nós, e os irmãos de eram pessoas bem legais, principalmente Joaquim, que apresar da cara de mal, era um amor de pessoa.
– Ainda bem que já estão aqui. – Zayn disse ao chegar, acompanhado de Niall. – Ficaria muito triste se chegasse e tivesse que ficar sozinho nesse lugar esquisito.
– Zayn é muito exagerado, veio o caminho inteiro me perguntando quem poderia ser Mr. X, como se eu fosse saber. – Niall se lamentou, e nos deixou ainda mais apreensivos.
– Eu não vejo a hora de saber quem é essa pessoa. – Louis disse.
– Deve ser alguém conhecido da nossa família, para ter convidado a mim e ao Joaquim. – Paulo se manifestou, e ele tinha razão.
– Espera, mas falta alguém aqui, aonde está ? – Zayn perguntou curioso.
– É o que todos nós queremos saber. – disse.
e suas surpresas, eu tenho medo delas. – Niall disse.
– Pois não se estressem mais, pois acaba de chegar. – Assim que disse, nós automaticamente olhamos para a porta, por onde ela entrava agora junto com Ed, Simon, e mais três garotos a seu lado. – Olá, meninos.
– Finalmente chegou , estávamos preocupados. – Harry disse.
– Não deveriam, sabem muito bem como essa teimosa é. – Ed disse quando todos se aproximavam de nós, com os três garotos, ainda tímidos, e um deles me era bem familiar.
– Ela tanto insistiu que conseguiu nos trazer para cá, e ainda arrastou os garotos que estavam descansando. – Simon disse, pegando uma taça de champanhe.
– Não há problema Simon, afinal, esse é nosso trabalho. – Um dos garotos disse, bem animado por sinal, e só então percebi que eles carregavam algumas maletas, que mais pareciam instrumentos musicais.
– Trabalho? Gente, será que dá para explicar que surpresa era essa, ? – Zayn disse sem paciência.
– Lembram das músicas que ensaiamos durante esses cinco dias? – disse, e os meninos assentiram. – Eu mostrei a Simon, e ele adorou, tanto que me deu seu consentimento para estrear os novos singles quando eu quisesse, então, decidi fazer isso hoje.
– Hoje? – Liam disse surpreso.
– O clima estava bem tenso, e nada melhor para acabar com isso do que música. – disse animada. – Por isso, convidei os meninos para virem, então, quero que deem as boas vindas a Dan Richards, Sandy Beales e Jon Shone, a nossa banda de apoio.
CLARO! Agora me lembrei, eu conhecia o Dan, afinal, foi ele que me indicou a clinica na época de minha gravidez, ele era o único que sabia disso, e... Agora iria trabalhar com Harry. Minha sorte realmente não é das melhores.
– Prazer meninos, ouvimos falar muito bem de vocês. – Sandy se manifestou, enquanto apertava as mãos dos garotos.
– Bem, já que está tudo explicado, podemos começar o pequeno show logo, não é? – Ed disse animado.
– Não acho uma boa ideia, afinal ainda nem sabemos quem fez essa festa, nem se vai gostar disso. – Niall disse sério, e era mesmo verdade.
– Não se preocupe, eu conversei com o gerente do hotel, já que ele poderia ser a única pessoa que conhece quem o alugou para a festa, e ele falou com essa pessoa, tanto que me entregou esse bilhete vindo dela. – Simon disse, entregando um bilhete a Liam, que leu em voz alta:
Essa festa é para vocês, façam o que bem entender, pois ela foi feita especialmente para a sua felicidade. Com amor, Mr. X. – Liam disse e logo depois nos olhou, todos igualmente assustados.
– Isso fica cada vez mais estranho. – Eu comentei.
– Concordo plenamente, norinha. – Uma voz disse vindo da porta. George, o pai de Harry e , estava entrando, acompanhado, do reitor Felipe, Lilian, e o tio João.
– O que fazem aqui? – Perguntou contente.
– Simon me entregou esse bilhete assim que recebeu, disse que eu saberia o que fazer. – comentou. – E, já que o Mr. X disse que essa festa é para nossa diversão, nada melhor do que compartilhar ela com nossos pais.
– Mas a minha mãe, ela... – Louis começou.
– Não se preocupe, Lou, Elizabeth não sabe de nada. – Tio João afirmou, abraçando seu filho.
– Agora comecem logo esse show, porque eu quero muito ver meu filho arrebentando no microfone. – Reitor Felipe disse.
– E vai ver, pai. – Niall disse.
Os meninos, junto com , Ed, e a banda de apoio, foram para o segundo andar do apartamento, que tinha um corredor bem visível e uma apresentação poderia ser feita ali. Continuamos conversando sobre quem poderia ser esse Mr. X, até ver algumas palmas, e olhar para cima, onde estava com um microfone em mãos, e cinco bancos estavam arrumados, a frente de onde a banda estava.
– Boa noite a todos. – começou a dizer. – Apesar de ser uma pequena festa, ainda sim é uma celebração no Copacabana Pallace, então, merece algo a altura de passar o Ano Novo em um lugar como esse, por isso, quero chamar ao “palco” a mais nova boyband do momento. Com vocês, Liam, Harry, Niall, Louis e Zayn, a One Direction.
desceu as escadas quando os meninos chegaram e sentaram nos banquinhos, sendo recebidos pelas palmas das pessoas que ali estavam.
– Boa noite. – Harry disse. – A nossa primeira música será uma nova música, chamada Another World, que eu dedico a minha namorada, .
Todos automaticamente olharam para mim, enquanto eu agarrava no peito a rosa branca, e mandava um beijo no ar para ele. Mas não pude deixar de lembrar da proximidade que ele e Dan agora teriam, e ele poderia contar tudo a Harry, e transformar minha vida em um desastre. Eu teria uma séria conversa com ele.

’s POV

O show começou com os meninos cantando Another World, uma música bem agitada que estava fazendo todos da festa se remexerem, enquanto eu e meus irmãos olhávamos atentamente os convidados.
– Isso aqui está mesmo estranho. – disse quando se aproximou de nós.
– Por quê? – perguntou.
– As portas do segundo andar estão todas trancadas, mas as luzes de um estão acessas e eu pude ouvir a voz de uma mulher lá dentro.
– Então o Mr. X é uma mulher? – afirmou.
– Não necessariamente, pode ser só mais um truque, ou mais um convidado. – disse.
– Falando em convidados, tem algo diferente com eles também. – Paulo disse.
– O que? – questionou.
– Para nos convidar, só poderia ter sido alguém conhecido da nossa família, e não estávamos enganados. – Paulo completou.
– Todos dessa festa, todos mesmo, são conhecidos nossos. – Eu disse, e George, o pai de Harry, logo se alertou.
– Aqui estão parentes, antigos empregados, e amigos da nossa família, principalmente de nossos pais e dos pais de Liam. – Joaquim completou.
– Já imaginaram que pode ser alguém da família de vocês? – George questionou.
– Já, mas todos que estão vivos estão aqui, até alguns que moravam no exterior. – Joaquim disse.
– Menos cinco pessoas. – Eu refleti. – Nossos pais, os pais de Liam, e a vovó Augusta.
– Pessoal, esqueçam esse problema, daqui a pouco essa pessoa aparece. – Sogrinho, ou melhor, Reitor Felipe disse.
– O Felipe tem razão, garotada, esqueçam tudo isso. – Tio João disse.
– Pela primeira vez, eu concordo com algo que o diretor da minha escola disse. – disse, nos fazendo rir.
– Claro, meu sogrinho tem sempre razão. – Eu disse, e logo depois olhei para ele.
– Sogrinho? – Ele perguntou de braços cruzados.
– Me desculpe, Reitor, mas é que eu... Niall e eu... Eu pensei que... – Eu tentei me explicar, mas ele riu me interrompendo.
– Pode me chamar como quiser, , sogrinho, sogro, sogrão, Felipe, Reitor, até mesmo pai eu aceito. – Ele riu, e eu nunca pensei que o nosso diretor fosse tão legal. – Se continuar fazendo meu filho feliz, eu ficarei feliz, e agradecido.
– Está vendo, encontramos mais alguém da nossa família, afinal de contas, sogro da é da família. – Paulo disse.
– Melhor pararmos com essa conversa e prestar atenção na próxima música. – Ed disse, apontando para o palco, onde só agora percebemos que os meninos estavam começando outra música.
– Essa é mesmo especial. – disse me abraçando de lado. – Especialmente para você .
– Para mim? – Perguntei curiosa.
– Sim, Niall escreveu uma canção para você. – Felipe me disse. – Chama-se Moments.
Eu sorri automaticamente, e olhei para o palco, onde Niall me olhava, mesmo tocando no violão a música que seria acústica. Liam cantou, mas quando chegou no solo do Harry, eu pude perceber claramente o que Niall queria dizer com aquela música. If we could only have this life for one more day, if we could only turn back time.
É Niall, eu também queria voltar no tempo, e ter sido mais feliz ao seu lado.

’s POV

Depois de os meninos cantarem Moments, sua nova música, e fazer as meninas borrarem suas maquiagens chorando com aquela música perfeita, uma batida eletrônica agora inundava o salão, nos fazendo automaticamente querer dançar. Essa era a música de Louis, Everything About You, e claro que deveria ser agitada, assim como o Boo Bear.
Enquanto eles cantavam a música e todos dançavam e cantavam freneticamente, eu prestava atenção na letra, e em também, e não foi tão difícil perceber que aquela música era para ela. Louis me contou da discussão que entre teve e a Dona Elizabeth, e todos sabemos que elas nunca se deram bem, pois a mãe de Louis nunca gostou da aproximação que os dois têm. Aproximação demais eu diria. É mais do que isso, acho que Dona Elizabeth realmente percebeu que o que há entre os dois não é somente amizade, ou afeição, ela sabe que os dois se amam, e Louis mesmo sem querer admitir sempre gostou de . Mas claro que sua mãe jamais admitiria que ele namorasse a filha de uma empregada.
E eu só servi para bagunçar ainda mais a já tão complicada história entre os dois. E já que a culpada fui eu, cabe a mim desfazer essa cama de gato e ajeitar as coisas entre nós.
As batidas eletrônicas pararam, dando espaço a uma melodia lenta e marcante. Eu olhei para o palco, e Zayn estava de cabeça baixa, encarando o chão, triste, amargurado, sem esperanças. Mais culpa para mim.

I'm broken, do you hear me?
I'm blinded, 'cause you are everything I see
I'm dancing, alone
I'm praying, that your heart will just turn around.

Enquanto Liam cantava, eu não tirava meus olhos dele, e os seus finalmente saíram do chão e cruzaram com os meus, e no mesmo instante um brilho surgiu em seu olhar. Eu trazia esse brilho a ele, eu dava esperanças a ele, eu era amada de verdade por ele. E eu o amava imensamente.
A música continuou normalmente, enquanto a maioria das garotas ali presentes cantavam em voz baixa, e principalmente, até chegar o solo de Zayn, e todos ao meu redor se calaram e encararam a mim, assim como Zayn, que fez questão de se levantar e olhar em minha direção, enquanto cantava os lindos versos escritos para mim.

I've never had the words to say
But now I'm asking you to stay
For a little while inside my arms
And as you close your eyes tonight
I pray that you will see the light
That's shining from the stars above.

E eu chorei. Realmente, como está não dá para continuar, eu preciso por um fim nisso, um fim para dar inicio a um novo começo. O começo de uma história verdadeira ao lado de Zayn Jawadd Malik.

Liam’s POV

O show estava indo perfeitamente bem apesar de tudo (Lágrimas na música Moments, maior clima entre Zayn e em More Than This, e a aparente irritação de em Everything About You), bem até demais, mas eu ainda não consigo tirar meu olho da porta atrás de nós aonde eu escuto vozes frequentemente, e estou começando a achar que esse Mr. X é um fantasma.
Mas chega de falar disso, porque agora é a vez da minha música, One Thing, e como uma verdadeira homenagem, acho que não podemos cantar ela sozinhos.
– Eu queria dedicar a próxima música a uma grande pessoa, há alguém que nos ajudou a chegar aqui. – Eu disse, olhando para , que ria tímida. – Eu quero dedicar a próxima música a nossa empresária, , e quero chama-la ao palco para cantar junto conosco.
deu um grande sorriso e subiu as escadas correndo, me abraçando forte, inundando minhas narinas com seu doce e marcante cheiro.
– Nunca mais me faça pagar um mico desses. – Ela disse em meu ouvido, e eu ri.
– Para isso servem os amigos. – Eu disse ao ela me largar.
Nos nós separamos, e ela abraçou aos outros também, e finalmente começamos a música, e ao cantarmos, parecíamos brincar, parecia aquelas músicas que se canta no chuveiro, sem preocupação, apenas para se curtira melodia. No refrão, todos pulavam e cantavam juntos, e risadas ecoavam pelo lugar, até chegar ao final, meu último solo. estava ao meu lado, encostada na grade, mas eu puxei para perto de mim, e ela riu docemente, então cantei a olhando profundamente:
Get out, get out, get out of my head
And fall into my arms instead.

Os meninos continuaram a música sozinhos, e eu apenas a encarava, reparando em cada parte de seu pequeno, mas marcante rosto, aliás, tudo em era marcante, principalmente sua boca, seus lábios vermelhos escuros, os quais ela nem precisava passar batom para ficarem lindos. A música acabou, e ela riu.
– Essa música é para você. – Eu disse baixo. – Eu fiz para você.
Ela sussurrou sem voz um “Obrigado”, e eu não pude resistir, segurei por sua cintura enquanto aproximávamos nossos rostos, e quando estávamos prestes a termos o que eu sei que seria o melhor beijo de minha vida, a porta atrás de nós se abre, e eu parei instantaneamente ao ouvir uma voz tão conhecida por mim.
– Você realmente tem um enorme talento, Liam! – Eu me assustei, afastei e olhei para a porta onde encontrei meus pais parados e me encarando. – Estava com muitas saudades meu filho! – Minha mãe disse novamente, enquanto subia as escadas e me encarava também surpresa.
– Mãe?! Pai?! O que fazem aqui?! –Eu perguntei incrédulo me aproximando deles.
– Não está mais do claro Liam? – Niall disse como se fosse obvio, e era mesmo, eu só não entendia direito o porquê de tudo aquilo.
– Espere, a tia Karen e o tio Geoff eram o Mr. X! – disse, dando um abraço em meu pai, enquanto minha mãe me abraçava.
– Menos mal, finalmente descobrimos. – Zayn disse, enquanto todos agora desciam as escadas juntos.
– Mas por que tudo isso? Porque armaram toda essa festa? – Eu perguntei quando chegamos ao primeiro andar.
– Nós tínhamos que vir ao Rio de Janeiro, então decidimos fazer uma surpresa para nosso único filho. – Minha mãe explicou.
– Mas, quando chegamos, soubemos que estava em uma banda, e nós até fomos no show que houve na praia. – Meu pai completou.
– Foi quando eu os conheci, e armamos tudo isso em segredo. – Simon disse se aproximando.
– Eu sabia que você estava metido nisso, Simon, sua carinha de indefeso não me engana. – disse, nos fazendo rir.
– Pelo menos, estamos todos felizes, e nada de ruim aconteceu. – Eu disse, e todos concordaram, até Louis se aproximar de mim e falar baixinho:
– Tem certeza? – E apontar para o alto da escada, de onde agora descia , ainda um pouco atordoada, me olhando decepcionada.
Droga! O que eu acabei de fazer?! Você só faz burrada mesmo, enh Payne?!
– Bem, agora que está tudo resolvido, eu quero conhecer todos os amigos do meu filho, faço questão. – Minha mãe disse, enquanto andava em direção aos puff’s.
– Antes, quero que conheçam uma pessoa. – Eu puxei para perto de nós, e a olhei consolador, como se pedisse desculpas, ela sorriu de volta, sussurrando um “Tudo bem”, e eu olhei novamente para meus pais. – Mãe, pai, está é , minha melhor amiga, e a agente empresarial da banda.
– Então esta é a de quem Simon tanto falou. – Mamãe disse olhando e cima a baixo surpresa, e pela cara de , ela não estava gostando nem um pouco disso. – Você é... Diferente do que pensei.
– Eu lhe falei que ela era uma garota incrível. – Simon disse. Parece que ele e estavam se dando muito bem.
– Mas esqueceu de comentar o quão esquisita ela é. – Minha mãe disse, encarando debochadamente a .
– Como disse, senhora Payne? – questionou, cruzando os braços, e olhando desafiadora para minha mãe. Olhei para todos, eles fizeram questão de desviar o olhar, sabíamos que não vinha coisa boa por aí.
– Karen, maneire com a garota, você ainda nem a conhece. – Meu pai disse simpático, sorrindo amigo para , menos mal.
– E nem pretendo conhecer alguém tão... Diferente. – Minha mãe disse, encarando , que a essa altura já estava vermelha de raiva, se tinha uma coisa que ela odiava era ser julgada.
– Ser diferente para mim é um elogio, melhor do que ser uma velha recalcada que julga os defeitos dos outros sem reparar nos próprios defeitos. – disse séria, fazendo minha mãe ficar surpresa, e todos nós ficarmos apreensivos.
– Olhe aqui garota, você não tem o direito de falar assim comigo! – Mamãe disse irritada.
– Acha que irá me ofender e eu escutarei calada? – riu irônica. – A senhora realmente não me conhece, e agora quem não quer ter aproximação com alguém como a senhora sou eu!
saiu zangada, e minha vontade era de segui-la, mas George, seu pai, foi antes, e acho que ela precisava de colo de pai nesse momento.
– Não acredito que é com esse tipo de garotas que você convive, Liam James Payne. – Minha mãe disse zangada, enquanto meu pai tentava a acalmar.
– Tia Karen, é uma ótima pessoa, mas ela não aguenta insultos, e a senhora foi um pouco intolerante com ela. – disse, tentando acalmar as coisas.
– Eu expressei minha opinião, não se pode mais falar o que se pensa sobre alguém? – Minha mãe questionou.
– Claro que pode, a senhora falou o que quis, e a também, e da mesma maneira que a senhora não gostou do que ouviu, ela também não. – Eu defendi e minha mãe me olhou incrédula.
– Está defendendo aquela garota e ficando contra mim?
– Não estou contra ninguém, apenas tentando amenizar a situação. – Eu disse, e minha mãe ficou um pouco mais calmo.
– Bem, porque não esquecemos isso, afinal, eu estou louco para conhecer a tia da minha namorada. – Niall disse, abraçando por trás, e estendendo a mão para meu pai. – Prazer, Niall Horan.
– O famoso Niall de que Paulo tanto fala ao telefone. – Meu pai apertou sua mão. – Muito prazer, e acredite, os pais de ficariam muito felizes em lhe ver.
– Porque eles não vieram para a festa? – questionou.
– Problemas na fazenda. – Mamãe disse.
– Que problemas? – Joaquim perguntou preocupado.
– Não se preocupem, foram somente algumas vacas que adoeceram e passaram para o leite. – Explicou meu pai. – Mas Caio disse que assim que puder, virá visitar os filhos.
– Não sabe como Lisa está com saudades de você, querida. – Minha mãe disse para .
– Eu também, ainda mais agora. – disse, olhando para Niall, que beijou sua testa.
– Porque ainda mais agora, ? – Perguntou meu pai.
– Nada Tio Geoff, é porque agora estou namorando, e queria que minha mãe estivesse perto de mim. – explicou.
– E quem tanto namora entre vocês? – Minha mãe perguntou.
– O Harry e a , e o Louis com a . – Eu expliquei, apontando para eles.
– Sério? Pensei que o garotão aqui (apontou para Zayn) estivesse namorando, ele tem uma cara de apaixonado. – Meu pai disse.
– Não, Zayn não se prende a alguém tão fácil, não é Malik? – jogou no ar, e Zayn logo percebeu.
– Sim, Seu Geoff, sou um solteiro convicto e feliz em minha condição. – Zayn disse, diretamente para .
– Assim que se fala, Zayn. – Joaquim disse, fazendo um brinde com ele.
Depois de todos se apresentarem, e de esquecerem o incidente com a e minha mãe, continuamos nos enturmando, com meus pais querendo saber absolutamente tudo sobre meus amigos, e sobre minha nova vida. Isso quando a parte mais importante dela estava triste, e por minha causa.
Como será que estava?

’s POV

Eu tinha mesmo muita vontade de conhecer os pais de Liam, principalmente sua mãe, Dona Karen Payne, de quem ele falava tão bem. Mas conhecendo agora, eu me arrependo amargamente. A mulher me odeia, sem falar que parece aquelas velhas conservadoras que só aceitam garotas de vestidos no joelho e sempre impecáveis. Totalmente o contrário do que eu era. E se ela não me aceitou como eu sou, eu não vou insistir, afinal, eu sou amiga do Liam, e não da mãe dele.
Mesmo assim, ter o ódio dela certamente não será bom para a minha relação com Liam, sendo ela só amizade, ou algo a mais, como eu quero que seja.
– Rum, rum. – Ouvi meu pai dizer enquanto se aproximava de mim. Depois do que disse para Karen, eu corri para o segundo andar, e me encostei no final do corredor, parada, sozinha, apenas remoendo meu azar gigantesco. – Posso saber o que minha garotinha faz aqui tão triste? – Ele se abaixou perto de mim. – Nunca te vi ficar assim por causa de meras palavras.
– Porque antes eram mesmo meras palavras, mas essas foram ditas pela mãe do Liam, pela mãe do meu melhor amigo, como acha que eu devo ficar? – Eu disse ainda de cabeça baixa, mas meu pai segurou por meu queixo e levantou meu rosto, enquanto acariciava minha bochecha.
, você é diferente, você mesma escolheu não ser igual, e como disse lá embaixo, isto é um elogio para você. – Meu pai disse calmo. – Não precisa ficar assim, tão triste só porque alguém lhe disse isso.
– Por isso eu estou mal. – Eu disse séria. – Ser diferente é uma coisa, ser chamada de esquisita e insultada por isso é outra coisa, e isso é muito pior, ainda mais ditas por alguém tão... Tão...
– Tão importante para a pessoa que você ama, não é? – Meu pai disse, e eu ri simples.
– É pai, eu fui insultada, e agora tenho uma desavença justo com a mãe do garoto que eu amo, por isso me dói tanto. – Eu disse, e uma lágrima quase caiu, mas eu a limpei rispidamente, e voltei a minha expressão séria.
– E mesmo triste, ainda é séria, forte, fria, tanto que não quer nem deixar uma lágrima cair para não demonstrar fraqueza. – Papai me abraçou. – E é assim que sempre quero lhe ver, como uma garota que segura o choro até o fim pelo o que quer que seja, alguém que transpasse confiança e força, alguém incapaz de ser triste e fraca, entendido?
– Entendido, pai. – Eu disse rindo e me desviando do abraço, enquanto me levantava junto com meu pai. – Eu vou continuar sendo assim, e prometo que nunca vou me abater por nada nem ninguém.
– Isso! Agora sim estou reconhecendo minha filha. – Papai disse enquanto apertava minhas mãos.
, preciso da sua ajuda. – Sandy, o guitarrista, disse vindo pelo corredor, e eu me recompus.
– Aconteceu algo de errado? – Eu perguntei me aproximando, enquanto meu pai voltava ao primeiro andar.
– Não, é minha guitarra. – Ele disse. – Como não conseguimos conectar ela na tomada, tive que usar a bateria reserva, e agora preciso carregar ela, mas nenhuma das tomadas desse andar funcionam, e nem as luzes de dois quartos.
– Ok, fique no quarto procurando, vou tentar resolver isso. – Eu disse.
Sandy assentiu e foi para o quarto ao lado do que a mãe de Liam estava. Esqueça isso, ! O trabalho lhe chama, e um chamado como esse não se recusa.
Eu andei um pouco pelo corredor, até encontrar um quadro de São Jorge , que eu tirei, encontrando a caixa de luz. E não me pergunte como eu soube disso, intuição feminina me atinge às vezes. Assim que abri a caixa de energia, me assustei com o que vi. Os fios estavam todos embaralhados, e lá haviam menos fios do que realmente deveria haver, e do jeito como estavam, deveriam ter sido mexidos a pouco tempo, sem falar que alguns botões estavam desligados, e a julgar pela iluminação forte do primeiro andar, e a falta dela no segundo, um “gato de energia” tinha sido feito ali. E muito mal feito por sinal.
Eu comecei mexendo em alguns fios, até encontrar um botão vermelho mais atrás, que estava desligado, e só poderia ser aquele o que fornecia energia para o segundo andar. Eu forcei um pouco mais os fios, e consegui apertar livremente o botão, mas sem querer um dos cabos foi desconectado, e um pequeno estalar brilhante aconteceu. E depois, tudo escureceu. O apartamento antes completamente iluminado, agora estava mais escuro que um breu.
O que eu fiz?

Zayn’s POV – Momentos Atrás

Eu saí um pouco da conversa a procura de um banheiro, uma desculpa, não queria mais ficar com a chata da mãe do Liam, e que ele me desculpe, mas aquela velha era muito certinha, eu gostei bastante do que falou para ela. Quando achei um banheiro, entrei sem nem bater, acho que não haveria mesmo alguém ali. Fechei a porta atrás de mim ao entrar, fui direto a pia e lavei meu rosto, tentando me esquecer do que aconteceu enquanto eu cantava More Than This. Mas isso era praticamente impossível, já que os momentos incríveis que tive com sempre me vinham à cabeça quando a tratavam como a namorada do Louis.
Me iludindo. Ela estava me iludindo, me usando, ela só queria se divertir com um garoto pobre e nada mais, para namorar, somente um rico servia para ela. Mas uma coisa não deixa de ser irônica nessa história: as duas eram exatamente iguais. não ficava com Louis por causa do empecilho da mãe dele que odiava pobres, e em especial, odiava . não ficava comigo pelo mesmo motivo, já que mesmo sendo uma ótima garota, ainda sim havia nascido em berço de ouro, e tinha “princípios” contra pobres, principalmente contra o filho de sua empregada.
Pelo menos assim eu e poderíamos apoiar um ao outro.
– Oh, desculpe. – Uma mulher alta e de cabelos castanhos disse saindo do Box do banheiro, e se assustando comigo.
– Não, me desculpe você, não sabia que havia alguém no banheiro. – Eu disse me virando, e me encantando ainda mais com a beleza da mulher.
– Contanto que você não tenha espiado esse Box, está desculpado. – Ela disse rindo.
Eu estava saindo do banheiro, quando ouvi um estalo e tudo ficou escuro. A única coisa de que me dei conta foi um grito agudo e um corpo se agarrando ao meu, que eu logo deduzi sendo o da mulher, que se agarrava forte a mim, como se quisesse se proteger, mas porque uma mulher daquelas teria medo do escuro?
Eu peguei rápido meu celular no bolso, liguei a lanterna e iluminei o rosto da mulher, que estava assustado encarando o meu.
– Calme, está tudo bem. – Eu disse a encarando.
– Desculpe, é que eu tenho trauma de escuro. – Ela disse encarando o chão. – E sei que isso é ridículo.
– Não é, nada em uma mulher como você poderia ser ridículo. – Ela me encarou de novo, agora aproximou seu rosto do meu.
– Você é um grande conquistador, garoto. – Ela sussurrou em meu ouvido.
– Garoto somente na idade. – Eu sussurrei de volta, e ela mordeu o lábio inferior. – E posso te provar isso.
– Estou louca para ver. – Ela disse, e antes que pudesse me dar conta, seus lábios já estavam colados nos meus, fazendo um movimento rápido com sua língua por minha boca, rápido e muito prazeroso.
Eu soltei me celular no chão e agarrei ainda mais o belo corpo da mulher, enquanto a colocava em cima da pia e a beijava com ainda mais intensidade, tanto que ela começava a ficar ofegante. Mas como eu digo, nada pode dar certo para mim que algo tem sempre que atrapalhar, e dessa vez não foi diferente.
– Zayn?! – Ouvi uma voz vinda da porta e me soltei da mulher, encontrando para a porta, com uma lanterna em mãos e me encarando incrédula.
! – Eu fui para mais perto dela, enquanto pegava meu celular e a mulher se ajeitava. – Olha eu posso explicar, não é isso que você está pensando e...
– O velho discurso cafajeste de sempre, não é Malik? – Ela disse com os olhos cheios de raiva. – Poupe-me de suas desculpas esfarrapadas, aliás, poupe-me da sua presença, eu fui mesmo uma tola vindo atrás de você.
Ela virou e saiu correndo. Eu deixei a mulher ali mesmo, no escuro, enquanto corri atrás de , até alcançá-la e segurar por seu braço a puxando.
– Me larga Zayn! – Ela disse irritada me encarando.
– Agora você vai me escutar.
– Vai inventar mais desculpas? Eu não quero ouvir. – Ela tentou se soltar, mas eu a puxei para mais perto.
– Você quer a verdade então? Ok, eu vou te contar. – Eu disse irônico, e com uma cara de cafajeste. – A verdade é que eu estava sim beijando aquela mulher gostosa dentro daquele banheiro, eu estava sim me agarrando com outra, e quer saber mais? O beijo dela é muito melhor que o seu, e tenho certeza que transa muito melhor do que uma garotinha mimada como você, e...
Ela me deu um tapa na cara, muito forte por sinal, mas no mesmo instante, segurou por minha nuca e me beijou ainda mais intensamente do que todos os outros beijos, mas além de intenso e quente, era também apaixonado, era verdadeiro, era o beijo que eu sonhei ter de durante anos.
– Você é mesmo um canalha, Zayn! – Ela disse irritada, ainda segurando meu rosto. – E infelizmente, eu amo esse cafajeste.
– Mas prefere o riquinho. – Eu disse e ela se distanciou, suspirando.
– Porque sempre que estamos bem, você tem que tocar nesse assunto?
– Porque eu quero que resolver isso, eu quero poder te assumir como minha namorada. – Eu disse sincero.
– Ainda mentindo que é rico? – cruzou os braços. – Se resolva primeiro, depois vemos no que dá.
– E você sempre vem com uma desculpa, parece que não quer ficar comigo.
– Quer saber? E se eu não quiser mesmo? Se eu estiver te usando somente para minha diversão, você não vão poder fazer nada, se não eu acabo com a sua farsa. – Ela disse provocante.
– Finalmente a patricinha revelou sua face. – Eu debochei. – Se quiser revelar, ótimo, assim eu tenho um problema a menos, não vou ter que ficar preso a alguém como você, vou me livrar de um estorvo, e vou poder ficar com quem eu quiser sem ter uma mimadinha ao meu lado me atormentando.
– Se é assim que você quer, assim será. – Ela disse triste, mas ainda sim fria. – Só não venha me pedir desculpas, porque eu não vou te perdoar, favelado.
– Pode ter certeza que eu não te darei esse gostinho. – Eu disse ríspido, voltando ao banheiro, de onde agora a mulher saía desconfiada, com o seu celular em mãos, iluminando a completa escuridão.
– Aonde vai? – Eu perguntei a segurando.
– Embora, não queria te causar problemas, mas não sabia que você tinha namorada. – Ela disse.
– Ela não é minha namorada, ela não é nada minha, não se preocupe. – Eu segurei por seus cabelos. – Mas, porque não voltamos de onde paramos?
– Você nem sabe meu nome, garoto. – Ela disse.
– Não importa, melhor assim, sem nomes, sem compromissos.
– Ótimo. – Ela selou novamente seus lábios nos meus, da mesma maneira que fez há segundos atrás, mas o de com certeza era melhor.
Chega! Eu não vou mesmo dar esse gostinho a ela. A partir de hoje, é passado!

Niall’s POV

Não sei exatamente o que aconteceu, só sei que tudo ficou uma escuridão, e todas as meninas ao nosso lado gritaram, morrendo de medo. O tio João, pai do Louis, disse que já foi eletricista e que podia concertar, por isso agora eu estou aqui, com uma lanterna minúscula, andando por um corredor a procura da tal caixa de energia, e confesso: eu morro de medo do escuro, ainda mais estando sozinho.
– Niall, ainda bem que te encontrei. – disse chegando perto de mim aflita.
– Nossa , não me diga que isso tudo é medo do escuro? – Eu perguntei sarcástico.
– Claro que não, e por acaso eu ia ter medo de uma coisa besta assim? – Ela disse, o que me fez me sentir ainda mais ridículo por possuir esse medo. – Eu estou com medo sim, mas é da megera da mãe do Liam, porque quando ela descobrir...
– Quando ela descobrir o que? O que você aprontou dessa vez ? – Eu perguntei, e ela me olhou nervosa.
– Nada demais Nini, eu só rompi um fio da caixa de energia e fiz o apartamento ficar sem luz. – Ela disse rápida.
– Você o que?! Foi você que fez isso?! – Eu disse nervoso. – Eu devia imaginar, você sempre tem que aprontar alguma, né !
– Está bem, Niall, eu sei o que fiz, não precisa jogar na cara que eu sou inconsequente. – Ela disse.
– E porque foi fazer isso?
– O Sandy me pediu ajuda para recarregar a guitarra dele, mas não tinha energia nesse andar, então decidi mexer na caixa de energia, mas cometi um erro, e deu no que deu. – Ela disse se lamentando. – É isso que se ganha por tentar ajudar alguém.
– E vai ganhar muito mais se me ajudar, me mostra onde está a caixa de energia.
– E você entende alguma coisa de elétrica?
– Eu não, mas o Tio João entende e me pediu para fazer isso. – Eu expliquei, e relaxou.
– Graças a Deus, então vem. – Ela me puxou até o começo do corredor, onde a caixa de energia estava aberta e os fios embaralhados.
– Nossa , você fez mesmo um estrago aqui. – Eu disse, iluminando a caixa para ver melhor.
– Não fui eu que fiz isso, já estava assim, e isso foi feito hoje. – comentou desconfiada. – Isso tava comprometendo a iluminação desse apartamento e sabe-se de lá de quantos outros.
– Ok, não estamos aqui para investigar “gatos de energia”, e sim resolver essa escuridão. – Eu disse.
– Posso saber o que os dois estão fazendo aqui? – Alguém disse atrás de nós, nos fazendo pular de susto, mas quando vimos, era somente o Tio João.
– Tio João, foi Deus quem me alertou pra lhe chamar pra essa festa. – ergueu as mãos enquanto abraçava o pai de Louis. – O senhor tem que nos ajudar.
– E eu irei, mas posso saber por que a senhorita está tão preocupada com isso? – Ele questionou, e deu um sorrisinho cínico.
– Primeiro, concerta isso, depois eu conto. – Ela disse, apontando a lanterna para a caixa enquanto o Tio João mexia em alguns fios, e em alguns instantes, tudo se iluminou de novo, e pôde jogar aquela lanterna para longe.
– Ainda bem, odeio escuridão. – Eu disse.
– Mas isso está uma bagunça, deve ter atrapalhado a distribuição de energia de todo o andar. – Tio João disse olhando para a caixa assustado. – Foi você que fez isso, ?
– Não, já estava assim quando eu mexi. – Ela disse, e ele a encarou.
– E porque mexeu aqui?
– Eu queria ligar as tomadas do segundo andar, mas acabei esbarrando e desligando um fio.
– Por isso ela estava tão aflita. – Eu disse, enquanto fechava a caixa de energia e colocava o quadro de São Jorge na frente.
– Mas a Dona Karen não pode nem imaginar que esse apagão foi culpa minha, se não a megera me come viva. – comentou enquanto andávamos pelo corredor em direção as escadas.
– Como disse, esquisita? – Paramos automaticamente ao ouvirmos uma voz atrás de nós, e quando nos viramos, vimos Liam, seu pai, sua mãe (super irritada), , Louis, George e Lilian. – Então foi você quem estragou minha festa?!
– Dona Karen, deixe explicar. – Tio João tentou amenizar.
– Eu não me explicar coisíssima nenhuma. – disse autoritária, encarando a mãe de Liam, que estava com a expressão incrédula. – Eu não devo satisfações a ninguém, muito menos a alguém como essa mulher preconceituosa. – Ela disse debochada, enquanto se aproximava mais de Dona Karen. – Fui eu sim que estragou sua festa, mas infelizmente foi sem querer, porque eu adoraria lhe irritar de proposito.
! – Liam disse.
– Que foi? Posso ter muitos defeitos, mas hipocrisia certamente não é um deles, agora me dê licença, tenho mais o que fazer, como cuidar do futuro do seu filho.
saiu nervosa, correndo em direção à saída, enquanto Liam consolava sua mãe, que estava realmente muito irritada. havia conseguido o ódio da mãe do seu amor, e isso é algo que vai atrapalhar e muito a relação dos dois.
Depois disso, cada um foi pras suas casas, e eu fui deixar e seus irmãos em casa, já que Liam dormiria com a mãe na cobertura. Assim que estacionei, Paulo e Joaquim saíram, e eu continuei no carro com .
– Está mesmo sentindo falta da sua mãe, não é? – Eu disse acariciando seu rosto.
– Muito, minha mãe é minha melhor amiga, queria que ele estivesse do meu lado nesse momento.
– Então vai contar pra ela sobre tudo? – Eu perguntei esperançoso.
– Não, nem pra ela, nem pra ninguém, Niall, só você sabe e só você vai saber. – Ela disse passando a mão por meus cabelos.
– Fazer o que, se você decidiu assim, eu não posso te fazer mudar.
– Agora eu tenho que entrar. – Ela ia saindo do carro, mas eu a puxei a beijando de maneira carinhosa, e não podia deixar de pensar que a qualquer momento, um beijo normal como esse poderia se transformar em nosso último beijo. Isso me dói, me faz querer contar a todos para que eles pudessem me ajudar, mas infelizmente não posso, essa é uma decisão de , e infelizmente não posso mudar.
– Promete que vai pensar sobre a quimioterapia? – Eu perguntei quando a soltei, e ela me olhou piedosa.
– Niall...
– Só pensar, ok. – Eu acariciei novamente sua bochecha. – Promete?
– Prometo pensar, e com carinho. – riu. – Agora tenho que entrar porque eu sou uma garota direita.
– Ainda bem que sim. – Nós rimos.
Ela me deu um último beijo e entrou em casa, enquanto eu partia com o carro.
Estrada era algo que realmente me fazia pensar, como ela passa tão rápido quando a vida, pois em um momento estamos nela, e no mesmo instante, está tudo diferente.
Mas o que realmente me abalava era pensar que esse diferente seria sem , e isso realmente me entristece.

Capítulo 37

’s POV

O vídeo na TV do meu quarto se repetia por diversas vezes. A festa de quinze anos de Catarina, irmã de Louis, foi o dia mais feliz dessa casa até hoje, certamente. Dona Elizabeth e o Tio João estavam contentes e felizes, parecia um casal de verdade. Louis, Nicholas, Catarina e eu ríamos e dançávamos na pista de dança. Pela primeira vez eu estava realmente feliz, pois aquela foi a única vez que me senti amada de verdade. Eu namorava Nicholas, mesmo que gostasse de Louis, estar com ele era bom, fazia eu me sentir especial, e foi a partir daquele momento que o ódio da megera por mim teve inicio.
Ela sempre foi preconceituosa, então deve imaginar como foi difícil para ela aceitar que seu filho namorasse a filha da empregada, aliás, ela nunca aceitou. Por isso, infernizou tanto que conseguiu com que Nick fosse para Madri, só para ficarmos afastados. E aquela festa foi a última festa em que ficamos realmente próximos um do outro.
Nem sei por que revia aquele vídeo tantas vezes, acho que era só saudade de quando essa casa era realmente feliz, quando estávamos em harmonia, quando a verdadeira Elizabeth megera não havia se revelado. Depois disso, sossego virou algo raro aqui.
Bem, chega de pensar nisso, lembrar do passado nunca me fez bem, e não é agora que irá começar. Eu desliguei a TV do meu quarto e saí em direção ao jardim. Primeiro dia do ano, ou seja, ninguém estava em casa.
Louis tinha saído com Harry, Liam, Niall, e os irmãos dela. Tio João tinha ido pra uma pescaria hoje de manhã e só voltaria depois de amanhã. Dona Elizabeth foi até o colégio renovar seu contrato para esse ano, felizmente eu já tinha terminado os estudos e não precisaria aguentar aquela megera o ano inteiro. Minha mãe tinha saído com algumas amigas. Então, eu estava sozinha em casa, e a solidão é ótima pra se pensar em coisas erradas. Mas minha mente não teve tempo de arquitetar nada diabólico, pois meu celular tocou no mesmo instante, e eu atendi após ver a foto de Lou na tela.
– Hello Lou, não me diga que já desembarcou no Brasil? – Eu disse ao atender.
Lou Teasdale era uma amiga de Nick que ele havia me apresentado pela internet, e desde então sempre conversávamos. Ela morava em Nova York, e conheceu o Nicholas enquanto estava fazendo um curso de maquiagem em Madri, e desde que ele me apresentou viramos muito amigas. Ela era separada e tinha uma filha muito fofa chamada Lux, que eu carinhosamente apelidei de Baby Lux, porque ela era muito fofinha. Enfim, voltando a Lou, ela estava vindo para o Brasil para ficar de vez, atrás de um trabalho fixo, como maquiadora ou chef de cozinha, já que ela também era formada em gastronomia. E como eu era a única pessoa que ela conhecia no Brasil, eu iria a buscar no aeroporto e indicar um lugar pra ela ficar até encontrar uma casa fixa. Mas, voltando a ligação...
Hello ! – Lou disse animado. – Acabei de desembarcar no aeroporto internacional, você pode me buscar?
– Se não se incomodar de andar de táxi, eu vou sim, chego em dez minutos. – Eu disse, e pude ouvir o riso de Lux do outro lado. – Me parece que a Lux está bem alegrinha, não Lou?
Ela adorou o Brasil, sair do frio fará bem para a minha filinha. – Lou disse rindo. – Bem, então vou lhe esperar na sala de embarque.
– Tudo bem, chego aí num instante, beijos Lou.
Beijos . – Eu desliguei.
Saí de casa depois de a trancar inteira com a minha chave, porque aqui, graças a Deus, cada um tinha a sua chave. Saí do condomínio e peguei um taxi até o aeroporto, chegando lá em pouco mais de vinte minutos. Entrei correndo no aeroporto, e não foi preciso nem procurar muito por Lou, pois logo ouvi os risos altos da Baby Lux e a vi brincando com Lou um pouco mais ao longe, e segui até elas, agarrando Lux assim que cheguei perto.
– Esperei por tanto tempo esse abraço. – Eu disse segurando Lux no colo, enquanto abraçava Lou desajeitadamente. – Estou tão feliz que esteja aqui, Lou, aposto que vai adorar o Brasil.
– Já estou adorando, Darling. – Lou disse pegando suas malas. – E vou adorar ainda mais se tiver um cantinho só pra mim, e pra minha bebê.
– Então vamos, o táxi está esperando. – Eu segurei Lux e levei uma das malas de Lou enquanto ela levava as outras duas que sobravam.
O táxi estava nos esperando, então entramos e seguimos até uma pensão que ficava, inclusive, perto da casa do Ed, era um ótimo lugar pra se ficar, bem aconchegante, fiquei hospedada aqui por um tempo quando minha mãe viajou e eu não quis ficar hospedada sozinha naquela casa com a megera, mas essa é outra história, o que importa agora aqui é a Lou.
– Obrigada. – Eu disse ao taxista enquanto tirávamos as malas do porta-malas. Ele assentiu e foi embora, deixando eu, Lou e Lux paradas em frente à pensão, que mais parecia uma daquelas casas coloniais.
Eu coloquei a Baby Lux no chão e peguei em sua mão, enquanto tentava pegar uma das malas de Lou, até sentir uma mão a pegando de mim, e eu imediatamente reconheci.
– Precisa de ajuda, ? – Ed disse pegando a mala enquanto eu pegava a Baby Lux novamente no colo. Eu agradeci mentalmente pelo Sheeran morar ali perto, já que a pensão ficava no centro e longe da minha casa, a Lou não ficaria tão sozinha com Ed por perto.
– Ed, ainda bem que está aqui, precisamos mesmo de um homem para nos ajudar. – Eu disse. – E a proposito, esta é Lou Teasdale, americana que está definitivamente de mudança para o Brasil.
– Prazer, sou Ed Sheeran, ex-professor de Música da . – Ed disse apertando a mão de Lou.
– Ex por quê? Não dá mais aulas? – Lou perguntou.
– Não, é que eu já terminei os estudos. – Eu disse, e Ed se virou, olhando automaticamente para Lux. – Ah, e está é a Lux, filha da Lou, que eu carinhosamente apelidei de Baby Lux.
– Nossa , que apelido criativo! – Ed zombou rindo, e eu lhe dei um tapa no ombro.
– Não precisa me lembrar que sou burra. – Eu ri.
Ed pegou duas malas da Lou, eu peguei a mala de Baby Lux enquanto a levava e a Lou levou a última. Entramos na pensão, e dentro parecia uma daquelas casas de época, era tão aconchegante, tão charmosa que eu realmente me senti no passado. A pensão era uma casa normal, entravamos na sala, havia um corredor do lado esquerdo, uma escada à frente, e uma porta para o quintal a direita, e ao lado ficava uma mesinha, aonde agora sentava uma senhora, falando ao telefone, mas desligou e abriu um grande sorriso quando nos aproximamos.
– Bom dia, dona Hannah. – Eu disse a cumprimentando enquanto ela se levantava.
– Olá , faz tempo que não nos visita. – Ela disse, cumprimentando ao Ed e a Lou.
– Está me faltando tempo, isso sim. – Eu soltei a mala no chão. – Mas eu vim aqui lhe trazer uma inquilina. – Eu apontei para Lou.
– Prazer, meu nome é Lou Teasdale, eu vim me hospedar com minha filha, a Lux. – Lou se apresentou, apontando para Lux.
Dona Hannah conversou um pouco com ela, pegou seus dados, e depois subimos para o quarto, com a ajuda de Ed, claro. Depois de instalada, Lou colocou Lux para dormir e desceu junto comigo e Ed até fora da pensão.
– Obrigada pela ajuda Ed. – Eu agradeci.
– De nada Flor de laranjeira, e sempre que precisar Lou, é só me chamar, moro há duas quadras daqui. – Ed disse simpático.
– Pode ter certeza que irei chamar. – Lou disse, e Ed se despediu, indo para a casa.
– Obrigada por me ajudar , não sabe o quanto essa mudança irá me fazer bem. – Lou me agradeceu, um pouco triste.
– Ainda não me contou porque decidiu se mudar pro Brasil, Lou. – Eu disse, e ela ficou apreensiva.
– Uma longa história, um dia prometo que te conto. – Ela disse e sorriu. – Agora vou subir, beijos.
– Até mais. – Eu disse, e ela entrou, eu chamei um taxi e estava indo para a casa, até meu celular vibrar e ver uma mensagem de que eu tinha recebido. , por favor, vem até minha casa, preciso muito de você!”. Eu dei o novo roteiro ao motorista e ele seguiu para a casa de . Mas o que de tão importante ela teria para falar comigo?

’s POV

Como se já não me bastasse a noite terrível de ano novo que passei o lado da mãe do Liam, ele ainda me convidou (lê-se: intimou) para almoçar na cobertura dela porque ele queria que nós duas fizéssemos as pazes, agora ele me perguntou se eu queria? Não! Mas pensando bem, seria bom fazermos as pazes, mas aquela mulher é realmente insuportável, mas pelo menos eu não estaria sozinha. Eu iria almoçar junto com Liam, Niall, e Paulo, seu irmão mais novo, já que Joaquim, o irmão mais velho, não quis vir.
– Payne, você sabe que eu vou cobrar por esse esforço, não sabe? – Eu disse quando nós saímos do elevador e seguimos pelo corredor.
– No final desse almoço, vai me agradecer por isso, garanto. – Liam disse tocando a campainha do último dos cinco quartos luxuosíssimos do corredor.
– Não se preocupe, Biazita, eu estarei aqui. – Niall sussurrou pra mim, e eu sorri amigavelmente.
– Valeu, Leprachaun. – Eu sussurrei de volta, antes de ouvir o ruído de porta e vê-la se abrir.
– Que bom que vieram, meninos! – A bruxa, digo, dona Karen disse sorridente ao atender, abraçando seu filho, depois , Paulo, Niall, e a mim por último, mas seu grande sorriso se desfez assim que ela me viu, enquanto o meu apenas aumentou ao ver sua expressão.
– É muito bom revê-la também dona Karen! – Eu disse sarcástica abrindo meus braços para um abraço, enquanto ela cruzou os braços e me olhou com cara de poucos amigos.
– Já não basta ter destruído a minha festa, ainda me afronta? – Ela disse irritada.
– Primeiro, eu não destruí sua festa porque aquela caixa de energia já havia sido mexida. – Eu me defendi, ainda com um sorriso estampado. – E segundo, eu só estou aqui querendo fazer as pazes com a senhora.
– Eu não quero nenhum tipo de aproximação com alguém como você. – Ela disse virando as costas.
– Você viu né Liam, eu tentei. – Eu disse levando as mãos, e Liam suspirou.
– Mamãe, releve, por favor, veio em paz, vai gostar de conhecê-la. – Liam disse para sua mãe, a virando novamente para mim. – Agora deem as mãos, e tentem não brigar essa tarde.
– Não somos crianças de quarta série, Liam. – Dona Karen disse, e eu infelizmente tive que concordar.
– Mas estão se comportando como elas. – Liam retrucou, e dona Karen bufou, antes de me dar o seu melhor sorrisinho cínico e me estender a mão.
– Boa tarde, . – Ela disse, enquanto eu apertava sua mão.
– Boa tarde, dona Karen. – Eu disse, largando sua mão.
– Muito bem, viram só? Isso não queima a mão não. – Liam disse, e os outros riam, enquanto entravamos no apartamento.
– Chega né Liam, antes que eu perca minha paciência, e você sabe muito bem que eu amo me vingar das pessoas. – Eu disse sentando junto com Paulo no sofá.
– Eu sei , eu sei. – Liam disse, enquanto seu pai, Geoff agora vinha da cozinha.
– Que bom que estou aqui, começar o ano com pessoas jovens, nos deixa mais jovens. – Ele disse, cumprimentando Liam, Niall e .
– E isso é ótimo para o senhor, não Tio Geoff. – Paulo disse levantando e cumprimentando seu tio.
– Sem querer me gabar, mas eu não pareço ter sessenta e tantos anos, pareço senhorita? – Geoff disse divertido, enquanto eu me levantava e ele beijava minha mão.
– De maneira alguma cavalheiro. – Eu disse me curvando e nós rimos.
– Fico feliz que esteja aqui, parece ser uma ótima amiga para meu filho. – Ele disse, enquanto eu me sentava.
– Não só do Liam, tio, a é amiga de todos. – disse me abraçando pela parte de trás do sofá.
– Então, espero ser seu amigo também. – Ele disse, e eu concordei. Continuamos conversando sobre assuntos aleatórios, até a dona Karen vir da cozinha nos chamando para o almoço, que segundo ela seria Strogonoff de peixe ao molho branco. Eca! Já falei que odeio comida sofisticada? Pois é, pra mim um bom ovo frito já é o bastante. Nós sentamos na mesa e todos começaram a se servir aquela comida que mais parecia um vômito.
– Não vai se servir, ? – Geoff perguntou, e eu forcei o meu sorriso mais simpático, eu juro, até porque ele era alguém que merecia minha simpatia.
– Sem querer ser indelicada... – Eu comecei.
– E quando você não é? – Dona Karen falou baixo, levando um pouco de arroz a boca.
– SEM QUERER SER INDELICADA! – Eu falei novamente mais alto, encarando a mulher de frente. – Mas eu não gosto de vômito.
– Está chamando a minha comida de vômito?! – Ela disse alterada, e eu apenas ri.
– Se a carapuça serviu... – Eu disse, e Liam me olhou reprovador.
, se você não gosta da comida, pode fazer um sanduiche, mas não ofenda a comida, ok? – Liam me disse se controlando, e aposto que ele estava com uma vontade imensa de me bater.
– Muito obrigada, mas eu prefiro ficar com fome. – Eu disse, bebendo o copo de água que estava em minha frente.
– Mas e então, Tia Karen, a senhora disse que tinha algo pra falar conosco, o que é de tão importante? – mudou de assunto, comendo aquela gororoba tão satisfeita, mas se bem que e Niall come de tudo.
– Bem lembrado , eu preciso da ajuda de vocês. – Ela disse, pela primeira vez, em voz piedosa. – A mamãe está prestes a fazer uma loucura.
– A vovó Augusta? O que ela quer fazer? – Paulo perguntou preocupado.
– Ela está namorando um homem quinze anos mais novo que ela, sem falar que agora está pensando em casar com ele, pode isso? – Dona Karen disse como se fosse o fim do mundo, uma coisa surreal que nunca tivesse acontecido. A cada atitude tenho mais ódio dessa mulher.
– O que?! – Liam disse surpreso, e até meu me surpreendi. – Ela não pode fazer isso!
– E porque não? – Eu me manifestei. – Por algum acaso, namorar ou casar com alguém mais velho é crime ou indicio de alguma doença? Porque se for por isso, mandem prender metade da humanidade.
– Menina, não se meta em assuntos de família! – Karen disse, e eu suspirei.
– Não Karen, deixe ela falar. – Geoff disse e se voltou para mim. – Então acha que uma senhora de oitenta e dois anos querer casar com um homem de sessenta e sete anos é normal?
– Sim, é até saudável, isso prova que mesmo com o tempo essa senhora não perdeu a capacidade de amar, e se ela quer casar é porque esse homem faz bem a ela, deveriam é estar felizes pela sua avó terem achado alguém que a ame. – Eu disse, enquanto dona Karen me olhava fuzilante e os demais na mesa se acalmavam.
– Isso só prova que a minha mãe está ficando louca e perdendo a vergonha na cara! – Dona Karen disse ríspida.
– Não, isso prova que a sua mãe é alguém amável, e não uma mulher amarga, chata e preconceituosa como a senhora. – Eu joguei em sua cara e ela se levantou.
– Repita isso se tiver coragem! – Ela disse enquanto eu me levantava.
– Com prazer, é senhora é alguém amarga, chata, ríspida, preconceituosa, infeliz, e todos os adjetivos ruins que houverem nesse mundo. – Eu disse de frente pra ela, e todos na mesa já estavam levantados ao nosso redor.
– Chega! Fora da minha casa agora, sua monstrinha disfarçada! – Ela disse gritando, e eu não disse mais nada.
Saí da sala, enquanto todos falavam ao mesmo tempo e eu não entendi mais nada, apenas Liam dizendo “, espera!”, mas eu não esperei. Saí porta a fora a batendo com força e chegando rápido no elevador, e enquanto as portas fechavam, e via Liam correndo em minha direção, mas não chegou a tempo.
Aquela mulher é completamente insuportável, tá na cara que ela nunca vai me apoiar no meu romance com Liam, pelo contrário, vai fazer de tudo pra afastar nós dois. E o meu temperamento só piorou as coisas, mas eu odeio quem me afronta, odeio gente que julga os outros, odeio gente preconceituosa, odeio, ODEIO!
Dona Karen parecia tão diferente pelo o que Liam me contava, ela parecia alguém legal de verdade. Não devia ter vindo nesse almoço, as coisas só pioraram pro meu lado, Liam deve estar com raiva de mim, Geoff deve achar que sou uma intrometida, e a Dona Karen... Bem, ela nem se fala, ódio é pouco pelo o que ela está sentindo por mim.
Pensando nisso, nem percebi que o elevador havia parado. Saí dele rapidamente seguindo quase correndo para a saída, quando ouvi Liam me chamar novamente, mas não parei de andar rápido até chegar na entrada.
, espera, deixa eu falar com você! – Liam disse, e eu parei me virando para vê-lo.
– Vai me falar o que?! Vai defender sua mãe e dizer que eu não devia ter dito aquilo, que eu devia ter sido mais tolerante, que eu não devia me meter na sua vida, é isso?! Sei o seu discurso de cór, Liam, nem gaste seu tempo. – Eu disse rápido para ele, e me virei novamente, chamando por um táxi, mas nenhum parava, maldito transito!
– Não , eu não vou te dizer nada disso. – Liam disse calmo. – Eu vou te defender.
– Me defender? – Eu disse me virando.
– Sim, estava certa no que disse lá dentro, minha vó tem o direito de ser feliz, e você abriu nossos olhos pra isso. – Liam suspirou, e eu cruzei meus braços.
– Mas... – Eu disse arqueando as sobrancelhas, e Liam me olhou reprovador.
– Mas não devia ter falado alto com minha mãe, devia ter sido mais tolerante sim, podia ter falado só para mim depois.
– E pagar de submissa para a sua mãe?! – Eu ri sarcástica, sabia que Liam odiava isso. – Eu não vou fingir ser alguém que não sou pra agradar sua mãe, Liam.
– Podia ao menos tentar. – Ele disse cruzando os braços.
– Não vou tentar nada pra agradar a uma mulher preconceituosa, e um filhinho mimado. – Eu disse ríspida.
– Tá me chamando de mimado, ? – Liam disse incrédulo.
– Sim, estou, e agora volta pra sua mamãezinha querida, e me deixa em paz, Payne! – Eu disse me virando.
– Agora você vai me escutar, sua... – Liam disse me virando rápido, o que me desequilibrou e me fez ter que me apoiar nele, enquanto suas mãos seguraram minhas costas. Movimento errado, era melhor ter caído mesmo. A proximidade com Liam era muita, estávamos a menos de um centímetro de distancia, eu sentia sua respiração fria e lenta batendo em minha pele, da mesma maneira como na noite de Réveillon, que aquela mulher fez questão de atrapalhar. Mas agora nada podia atrapalhar e...
– AHH! – Ouvimos um grito e Liam mudou seu olhar para a pista, ficando surpreso e correndo para lá logo depois. Eu cometi algum pecado muito grave, porque os deuses, o destino, a sorte, e todas as forças que comandam o universo estão contra mim. Vou te contar, viu!
Eu me virei, encontrando Liam socorrendo a pior pessoa possível de se encontrar agora: ! Estava mesmo demorando pra ela aparecer. Ela tinha viajado antes do fim das aulas pra L. A., encontrar os pais dela, mas parece que agora voltou. E justo agora, pra infernizar novamente a minha vida e da galera inteira, porque o bem ela não vai fazer, né?
, você está bem? – Liam perguntou a segurando e trazendo para perto de mim, a sentando no banco em frente ao prédio.
– Não, a minha perna está doendo. – Ela disse com dificuldade pegando no tornozelo. Tudo fingimento, só queria ver a nossa tristeza, e principalmente, roubar o Harry da , mas se depender de mim, ela vai embora das nossas vidas muito em breve.
– Tá fazendo o que aqui, ? Não estava viajando pra bem longe de nós? – Eu disse me aproximando, enquanto Liam, todo atencioso, acariciava seu tornozelo.
– Estava, mas voltei hoje de manhã e decidi dar uma volta de bicicleta, aí aconteceu isso. – Ela disse, gemendo logo depois. Quanto mais ela fala, mais eu tenho nojo dessa garota. – Ai Liam! – Ela disse, quando Liam tocou seu tornozelo.
– Ah, agora aprendeu o nome dele, biscate? – Eu disse.
– Eu e todo o Rio de Janeiro, a One Direction é conhecida agora. – disse, sorrindo charmosa para Liam, que retribuía. O quê?! Ele retribuiu o sorriso?! Ah, mas eu vou matar essa vadia!
– Por isso agora está tentando se aproximar do Liam também, né? Que pena que essa batida não foi mais forte, porque adoraria te visitar em estado grave no hospital! – Eu disse irritada, e Liam me olhou reprovador.
, pega leve com a , ela tá machucada. – Ele disse.
– Vai defender ela agora? Ótimo, fique com ela porque eu vou pra casa. – Eu disse virando as costas, mas Liam nem ligou.
Quando o olhei novamente, ele estava carregando no colo para dentro do prédio sem me dar o menor moral. Agora é oficial: eu vou matar Guedes! E mesmo assim, Liam vai continuar sendo louco por essa vadia. Ele gosta da , sempre gostou desde a primeira vez que a viu na escola, e por mais que ela seja uma patricinha chata e sem coração, ele vai continuar gostando dela de qualquer maneira. Que idiota que eu sou, melhor ir pra casa e me trancar na minha toca.
Ou então, conversar com um amigo, mas alguém que realmente me entendesse. Olhei para o lado, o Edifício Lotus, e só então lembrei que era ali que Zayn morava. Melhor assim, acho que conversar com o Malik vai me acalmar bastante.
Eu entrei no prédio e não vi ninguém na portaria, então subi direto pelo elevador até chegar ao quinto andar, segundo até o penúltimo apartamento, que estava com a porta entreaberta, então nem bati, entrei direto, ouvindo o barulho de aspirador de pó e um apartamento todo bagunçado.
– Zayn? – Eu disse entrando.
– Ei! – Ouvi alguém vindo da cozinha e gritando. Eu me virei, encontrando um garoto só de toalha. – Quem te deu permissão pra entrar aqui? Quem é você?
– Esse apartamento é do meu amigo, eu que pergunto quem é você? – Eu disse convicta, e o garoto sorriu.
– O que tá acontecendo aqui? – Ouvi alguém vindo do corredor e me virei, encontrando Zayn segurando um aspirador de pó e vestindo um avental de pano. Ok, ter encontrando a me afetou e eu estou em um universo paralelo, porque ver o Zayn vestido assim só pode ser loucura. Não é?
! – Ele disse surpreso ao me ver.
– Zayn, o que faz vestido assim, e quem é esse intruso? – Eu disse rápido, ainda o olhando de cima a baixo.
– Eu sou o dono da casa, e o Zayn está fazendo a faxina. – O garoto disse vindo para o meu lado. – A única intrusa aqui é você.
– O Zayn fazendo a faxina? Ele é dono desse apartamento e filho de empresários ricos, a não ser que você tenha feito uma macumba muito forte, ele não estaria fazendo faxina. – Eu disse, e o garoto me encarou incrédulo, enquanto Zayn me olhava reprovador.
– Zayn filho de empresários ricos? – Ele disse surpreso, enquanto nós dois encarávamos Zayn. – Que história é essa?
– Eu te explico depois Lucas, será que agora eu posso conversar com a . – Zayn pediu tirando o avental, e eu vi na sua calça o chaveiro que Harry tinha dado a ele há alguns meses, era uma placa escrito seu nome completo. Zayn Jawadd Malik.
Claro, Jawadd! Alzira, empregada de e Nando, sempre nos dizia que tinha um filho que estudava em nossa escola e que chamava Jawadd, mas eu nunca juntaria os pontos e nem imaginaria que o Zayn era filho de uma empregada, afinal de contas, seu nome era estrangeiro, e ele tinha um porte de gente rico, além de ter nos trago pra esse apartamento. Mas agora tudo faz sentido, Zayn mentiu pra nós todo esse tempo fingindo ser uma pessoa que não era, dizendo ser rico e estrangeiro, quando na verdade era filho da empregada de .
– Você é filho da Alzira! – Eu disse quando terminei de raciocinar e Zayn apenas baixou a cabeça. – Não acredito que fez isso, Zayn!
, pode me escutar, eu preciso te explicar. – Ele disse vindo pra perto de mim.
– Explicar que mentiu pra todos? – Eu disse debochando e saindo pela porta.
Pela segunda vez no dia, vi as portas de um elevador se fecharem com alguém correndo em minha direção e gritando “, espera!”, mas as situações eram completamente diferentes. Liam não mentiu para nós, Zayn sim. Como ele pode fazer isso com seus amigos? Nós, que sempre o apoiamos, que o ajudamos a realizar o sonho dele, como Zayn pode mentir por tanto tempo pros seus melhores amigos?!

Zayn’s POV

Era só o que me faltava, descobrir tudo, e o pior que ela não é tão tolerante quanto a , ela com certeza vai contar aos outros, e isso eu não posso deixar.
Corri pelas escadas, o que me cansou muito, até chegar a entrada do prédio e ver ela atravessando a rua indo pra orla da praia, e eu a segui rápido, a tempo de alcançá-la.
, me escuta, me deixa eu te explicar tudo. – Eu disse ficando em sua frente.
– Tô cansada de mentiras Malik, me deixa! – Ela disse irritada.
– Não vou deixar, eu preciso te explicar, preciso te fazer entender. – Eu disse piedoso segurando seus ombros. – Por favor, uma conversa é só o que eu te peço.
– Promete que não vai mentir pra mim? – Ela disse com uma voz birrenta, e eu ri.
– Prometo. – Eu disse. Nós seguimos até uma das mesas e pedimos uma água de coco pra cada um.
– Pode começar, porque você tem muito a me explicar. – disse cruzando os braços e me olhando desafiadora.
– Bem, o mais importante você já sabe, eu não sou rico nem moro nesse apartamento de frente pro mar, eu sou filho de uma empregada e moro no Morro do Cantagallo. – Eu disse um pouco mais confiante. Pensando agora, poderia me entender muito mais do que .
– E porque fez isso, porque mentiu pra todos? – Ela perguntou.
– Por medo. – Eu baixei minha guarda, decidi falar logo tudo o que tinha pra desabafar. – Imagina minha situação, eu era filho de uma empregada estudando em uma escola cheia de riquinhos, e ainda por cima a filha da patroa da minha mãe estudava lá, sem falar que eu era louco por ela. – Eu disse, e finalmente encarei , que tinha uma expressão serena. – A primeira pessoa que falou comigo na escola foi o Harry, e quando eu vi ele com toda aquela pose e aquele jeito autoritário eu quis ser como ele, por isso menti, por medo do preconceito, por vergonha.
– Isso não é motivo. – disse. – A também é filha de empregada e nem por isso ela mentiu.
– Mas a conhecia o Louis e a , e eles eram ricos. – Eu me justifiquei. – Eu não conhecia ninguém, era um estranho no ninho, só fiz isso pra me enturmar, depois de um tempo eu ia contar, mas...
– Mas a vaidade falou mais alto, né Zayn? – disse. – Queria continuar sendo rico porque viu que assim seria melhor, decidiu continuar com a mentira não por medo do preconceito, mas com medo da rejeição, medo de ser excluído, medo de ser mais um dos perdedores que você e o meu irmão sempre odiaram.
– É, eu tive medo disso sim. – Eu praticamente gritei, e se calou, ainda sorrindo vitoriosa. – Você está certa, eu quis sim ser rico, e o que tem isso?
– O que tem que desse jeito você só prova que tem vergonha da sua mãe e da sua condição, quando na verdade devia se orgulhar pela sua mãe, mesmo sendo empregada, conseguir pagar uma escola como aquela pra você.
– Eu me orgulho da minha mãe, eu amo minha mãe, mas tenho certeza que se eu contasse que era filho de uma empregada ninguém me aceitaria naquela escola. – Eu disse, e ela desmanchou o sorriso, suspirando.
– Nessa parte tem razão, mas agora as coisas mudaram Zayn, não é só mais as pessoas da escola, agora além dos seus amigos, também tem o Simon, tem a banda, tem as suas fãs, não pode continuar mentindo, tem que contar a verdade.
– Eu sei, só estou esperando o momento certo pra isso. – Eu disse.
– Agora é o momento certo. – Ela disse, pegando seu copo com água de coco e se levantando. – Você tem uma semana pra contar isso, ou eu mesma vou contar.
– Não tem esse direito , é minha amiga, mas não pode fazer isso. – Eu disse irritado.
– Não estou agindo como amiga, estou agindo como agente da sua banda, pensando no seu futuro. – disse séria, séria até demais. – É só um aviso, tem uma semana pra mudar seu mundo, literalmente.
Dito isso, saiu pegando um táxi e partindo. Uma semana. Uma semana pra reparar os meus erros e receber a revolta de todos. Apenas uma semana pra deixar de ser o filho único de empresários estrangeiros e me transformar oficialmente no favelado filho de empregada.

’s POV

Como se já não me bastasse minha vó estar casando novamente, e o barraco que rolou no almoço, agora o Liam ainda trás a piriguete da pra cá, dizendo que ela tinha se machucado e toda uma história, enquanto ela fica se derretendo pra ele e se fingindo de boazinha pra tia Karen. Que ódio dessa garota!
– Liam, porque mesmo que você trouxe essa garota pra cá? Era melhor ter deixado morrer na estrada. – Eu disse, enquanto Liam e Tia Karen cuidavam dela no sofá.
– Concordo plenamente. – Niall disse baixo ao meu lado.
– A disse a mesma coisa. – Liam disse vindo pro meu lado.
– Porque estão implicando tanto com a garota? Ela precisa de cuidados, e meu filho fez muito bem em trazê-la para cá. – Tia Karen disse sorrindo para , que estava com sua melhor cara de santinha-arrependida-do-pau-oco.
– Isso porque a senhora não conhece ela de verdade. – Niall se manifestou.
– Meninos, chega de implicância, Liam fez bem em trazer a garota pra cá porque ela estava machucada e precisava de cuidados. – Tio Geoff se manifestou, e todos ficamos calados.
– Melhor eu ir pra casa, estou causando problemas. – disse gentil se levantando, mas não se equilibrou e quase caiu, mas Liam a segurou, e eu senti algo entre os dois. Ah não, agora chega! Se essa garota acha que vai conseguir conquistar o Liam, está muito enganada!
– Que isso meu bem, pode ficar aqui, se estiver com fome, tem Strogonoff. – Tia Karen disse simpática, mas do que o de costume.
– Sério? Eu adoro Strogonoff. – disse feliz.
– Então venha, terei prazer em lhe ajudar. – Tia Karen disse. – A proposito, qual é mesmo seu nome?
Guedes. – Ela disse de maneira doce.
– Ótimo , venha. – Tia Karen disse, enquanto ajudava a vadia a ir pra cozinha.
– Não acredito que minha tia vai se tornar amiga logo dessa biscate! – Eu disse com raiva.
– Calma , pega leve com a garota. – Paulo me repreendeu.
– Pegar leve? Essa garota infernizou a vida das minhas amigas por um bom tempo, principalmente da... – Eu ia terminar, mas senti uma tontura e caí no sofá.
! – Niall disse me segurando.
Pude ver e ouvir pessoas se aproximando de mim, mas minha visão estava embaçada e logo eu não via mais nada, tudo escureceu, e a última coisa que ouvi foi Niall dizendo “Sobreviva princesa!”. Depois, mais nada.

Narrador POV

Depois do desmaio de , Niall entrou em desespero, não podia pensar que sua princesa já poderia estar indo embora e ele não foi capaz de fazer nada para impedir.
– O que aconteceu com ela?! – Paulo perguntou preocupado ao namorado de sua irmã.
– Não sei, acho melhor levarmos ela ao hospital. – Niall disse a pegando no colo. Se Ainda tivesse partido, essa seria um ótima oportunidade para fazer todos descobrirem a doença, mesmo que ela houvesse pedido a eles para não fazer.
– Eu vou junto. – Liam disse, abrindo a porta para Niall passar com .
– Eu vou com os garotos. – Geoff disse saindo.
Os quatro se espremeram no elevador junto com no colo de Niall e desceram, chegando rapidamente ao hall de entrada. Niall não parou um minuto sequer de olhar para sua princesa desmaiada em seus braços. Perdê-la era uma ideia fora de cogitação, ele sequer conseguia pensar em seu futuro sem , afinal de contas, ela era seu futuro.
– O que aconteceu? – Niall se dispersou de seus pensamentos quando Zayn, que ainda estava na orla da praia, se aproximou ao ver os meninos juntos.
desmaiou de repente. – Paulo explicou.
– Vamos levar ela ao hospital. – Liam disse, enquanto Geoff estacionava o carro.
– Zayn, faz um favor? Avisa a galera que ela tá no hospital e que eu e o Liam não vamos a reunião hoje a noite, ok? – Niall disse a Zayn, enquanto entrava com no banco de trás do carro.
– Pode deixar, eu aviso, e qualquer coisa me liguem. – Zayn disse e os meninos assentiram, enquanto Geoff partia com o carro.
Enquanto isso, no apartamento de Dona Karen, ela e conversavam animadamente sobre assuntos nem um pouco interessantes para , mas se era para agradar a Dona Karen, e se esta a ajudasse ela a conquistar Liam. Não que gostasse dele, mas agora ele estava ficando famoso, e já que ele sempre foi louco por ela, seria uma ótima oportunidade de se vingar de Harry.
– Então , você já conhece meu filho? – Dona Karen perguntou a , também interessada em um futuro relacionamento entre Liam e ela, o que ela não sabia que poderia ser a ruína do seu filho.
– Sim, nós estudamos juntos, nós e os outros da banda. – respondeu comendo o Strogonoff.
– Quer dizer que são amigos? – Dona Karen perguntou.
– Um pouco, eu nunca fui muito próxima de Liam, eu tinha um pouco de vergonha. – disse fingindo-se de tímida.
– E por quê?
– É que desde que eu vi Liam, eu tive uma queda por ele, sabe, eu meio que fiquei apaixonada por seu filho. – disse baixo, conseguindo convencer Dona Karen de que falava a verdade, e esta não perdeu tempo. – Mas Liam nunca me deu bola, sempre preferiu aquela amiguinha esquisita dele, que sempre me odiou e nunca deixou que a gente se aproximasse.
– Eu também odeio aquela garota. – Dona Karen disse. – , acho que você pode me ajudar.
– Como? Se for pra ajudar Liam, eu faço com certeza. – disse fingindo estar preocupada.
– Eu quero separar meu filho daquela garota, quero distanciar os dois porque acho que ela faz mal ao meu filho. – Dona Karen disse, mal sabendo quem realmente fazia mal a seu filho.
– Então pode contar comigo, o que pretende fazer?
– Eu vou afetar ela com o próprio plano dela. – Dona Karen disse confiante. – Vai ser no casamento da minha mãe que você vai acabar com aquela amizade.
Dona Karen continuou falando a tudo o que ela pretendia fazer nesse dia, e uma parceria entre essas duas certamente não traria nada de bom para a amizade de Liam e .

’s POV

– Cheguei . – disse ao chegar em minha casa.
Eu mandei uma mensagem pedindo pra ela vir a minha casa porque precisava desabafar com alguém, precisa contar a alguém a minha agonia e queria alguém que me aconselhasse, e tinha certeza que era a pessoa certa pra isso, afinal eu queria contar pro Harry sobre o filho que não tivemos, ainda mais agora que ele tem falado tanto comigo sobre querer ser pai, sobre crianças e tudo mais. Eu queria contar, eu precisa contar, mas não sabia como, e por isso chamei aqui, ela seria a pessoa certa pra me ajudar.
– Ainda bem , senta aqui. – Eu disse apontando o lugar ao meu lado no sofá e ela sentou. Não havia ninguém em casa, minha tia e prima tinham saído pra qualquer lugar que nem sei qual é, e nem me importo, logo eu vou começar faculdade e se Deus quiser me livrarei dessa casa.
– Nossa , que desespero é esse? O que você tem de tão importante pra falar comigo? – Ela perguntou preocupada.
– É mais que importante, isso vai custar o meu namoro se eu não fizer da maneira certa. – Eu disse, e ela respirou mais fundo.
– Está me deixando preocupada, , o que está acontecendo? – Ela perguntou, e eu baixei minha cabeça.
– Não é o que está acontecendo, é o não aconteceu. – Eu olhei pra ela que estava confusa e disparei: – Eu engravidei do Harry.
– O que?! Como assim, cadê esse filho então?! – perguntou rápido.
– Eu abortei , tem mais de um ano. – Eu disse lentamente, com os olhos marejados e ficou assustada. – E ele não sabe disso.
– Espera, você abortou um filho do Harry e ele nem sabe?! – disse incrédula. – Me explica direito, porque eu não acredito que você fez isso, .
Eu expliquei a ela toda a história, de como eu conheci Harry, de como me envolvi com ele, de como nós separamos, da parte da gravidez, do aborto, da minha vida desde então, e da minha aflição por guardar essa história sozinha. Na metade da história eu já estava aos prantos, chorando desesperadamente com a voz embaçada, e estava séria, fria, atenta a história que eu contava sem demonstrar reação nem emoção alguma, parecia um robô de tão calada e fria, e foi melhor assim, qualquer coisa que ela dissesse me fuzilaria e me faria ter ainda mais arrependimento por minha atitude.
– E foi isso, eu fiquei confusa e fiz o que fiz. – Eu disse limpando minhas lágrimas quando terminei de contar a história e olhei pra , que me olhava reprovadora.
, eu entendo teu desespero, eu ficaria da mesma maneira, acho que faria a mesma coisa que estivesse na sua situação, mas devia ter contado ao Harry, nada justifica esconder de uma pessoa que ela vai ter um filho, ainda mais com alguém tão carinhoso e atencioso como o Harry. – disse.
– Agora, se tivesse conhecido o Harry antes saberia que ele era de verdade, naquela época ele era ainda mais inconsequente, era irresponsável, pegador, se eu contasse ele mesmo teria me mandado fazer o aborto, e não me impedido.
– Mesmo assim, ele era o pai do teu filho. – disse, e eu respirei fundo.
– Eu quero contar a ele, sei que ele tem o direito de saber sobre esse filho, mas não sei como, e sei que ele não vai reagir bem. – Eu refleti, e comecei a chorar novamente. – Harry vai me odiar pra sempre, nunca mais vai querer me olhar na cara, eu vou perder o amor da minha vida.
– Calma , não chora. – disse me abraçando e afagando meu cabelo com suas mãos enquanto me dizia que eu era forte e que eu deveria parar de chorar. Bem, se Liam era o nosso Daddy Direction, com certeza era nossa Mommy Direction, porque só ela conseguia ser forte e passar essa força aos outros. – Vamos conseguir dar um jeito nisso, e juntas, porque eu vou te ajudar.
– Não sei o que seria de nós sem você . – Eu disse, limpando minhas lágrimas.
– Um bando de bebês chorões, isso que vocês seriam. – Ela disse e riu. O celular dela vibrou e ela se levantou para atender.
– Oi Zayn... Não, o que aconteceu com a ?... Hospital? Qual hospital?... Está bem, eu estou indo pra lá... Eu aviso sim, pode deixar, e obrigada... Tchau, até mais. – Ela desligou e me olhou preocupada. – A desmaiou durante um almoço e os meninos a levaram pro hospital.
– Que hospital? – Eu disse me levantando.
– Um que fica no centro, a gente vai pra lá, mas o Zayn pediu pra avisar aos outros. – Ela disse.
– A gente avisa no caminho, agora vamos, pode ter acontecido algo grave com ela.
Nós saímos de casa, e eu a tranquei enquanto chamava um táxi. No caminho, eu liguei para Harry e , enquanto ligava para , Louis e Nando. Chegamos ao hospital em cerca de vinte minutos, e entramos direto em direção a recepção, onde encontramos Liam e seu pai na sala de espera.
– Liam, como está a ? – Eu perguntei quando nos aproximamos.
– Não sabemos, Paulo e Niall entraram com ela na emergência há uns dez minutos, e até agora nem noticias. – Ele respondeu preocupado, Liam era mesmo muito apegado a .
– Ainda bem que estão aqui. – Ouvi alguém dizer e me virei, encontrando , Harry e Zayn entrando correndo e vindo pra perto de nós. – Como está ? Como isso aconteceu?
– Ainda não sabemos, , também estamos esperando noticias. – Geoff disse quando sentou ao lado dele. Harry veio pro meu lado me abraçando, e eu percebi olhares esquisitos entre e Liam, enquanto Zayn tentava ficar longe dela, alguma coisa está errada aí!
– Tá tudo bem entre vocês? – Harry perguntou apontando para Zayn e .
– Tudo ótimo. – Os dois responderam juntos, e nós estranhamos.
– Está tudo bem sim Harry, afinal, o Zayn nunca me deu motivos para ficar de mal com ele, né Malik? – disse em um tom irônico.
– É . – Zayn disse um pouco apreensivo. Talvez essa conversa durasse mais tempo, mas logo Paulo e o médico se aproximaram de nós, ao mesmo tempo em que , Louis e Nando entravam.
– Olá pessoal. – disse quando se aproximou.
– Tá tudo bem com a ? – Louis perguntou.
– Vamos saber disso agora. – disse, e nós viramos novamente para encarar o médico e Paulo, e ambos com uma cara triste, o que evidenciava que a situação de não era nada boa.
– E então, como ela está? – Liam perguntou.
– Porque ela desmaiou, Paulo? – Nando perguntou.
– Na situação em que ela se encontra, é normal desmaiar, vomitar, não comer... – Ele disse em um tom triste.
– Fala logo de uma vez, o que ela tem? – Zayn perguntou ao médico.
– A tem um grave problema no fígado, ela comia exageradamente, e deve ter comido algo que não a fez bem, e o problema se agravou por causa disso. – O médico nos explicou.
– Não falei que a fome da Buraco Negro era um problema? – disse, o que nos fez rir um pouco.
– Mas, quando o senhor diz problema grave, quer dizer exatamente que... – Liam perguntou, e Paulo falou rápido.
– Que a está com câncer de fígado Liam, e em estágio bem avançado. – Ele disse ainda mais triste, com os olhos marejados, e nós deixando surpresos.
– Como assim câncer?! Não pode ser, como isso se desenvolveu sem que nós soubéssemos? – disse assustada.
– Ela sabia, somente ela e Niall, e ela o impediu de nos contar. – Paulo disse com um pouco de irritação na voz. Não pode ser! Como a , a nossa está com câncer?! E não nos contou?!
– Como assim? Ela sabia que tinha câncer e não fez nada? – Eu perguntei incrédula.
– Ela fiz sim, pouco, mas fez. – O médico disse. – estava tomando os remédios adequados, só que eles não foram o suficiente, e o problema se agravou, se ela não começar a quimioterapia logo, ela pode morrer.
– A gente tem que falar com ela! – se levantou rápido, com os olhos também marejados.
– Calma , nem sabemos se ela pode receber visitas. – disse triste.
– Ela pode sim, e acho que vai fazer bem pra ela conversar com vocês, quem sabe ela não conta pra vocês o porquê nos escondeu isso. – Paulo disse um pouco decepcionado, e não era pra menos, deveria ter contado isso pelo menos a seu irmão, e não somente a Niall.
– Então vamos, ela já está no quarto, mas vou logo avisando que só vão poder ficar lá por cinco minutos. – O médico disse e depois toda aquela multidão seguiu para o quarto em questão, o 87.
estava deitada na cama, olhando fixamente para a janela no lado direito do quarto e mesmo sem ver, sabia que ela estava chorando. Niall estava sentado em uma poltrona ao lado da cama, de cabeça baixa, mas levantou quando nos viu, e foi direto abraçar Liam, os dois eram muito amigos, e aposto que eram os que mais estavam sofrendo com isso.
? – chamou se aproximando e ela se virou, abrindo um grande sorriso ao nos ver, enquanto ela e se abraçavam, ambas chorando assim como todos na sala. E por mais que nós fossemos fortes, naquele momento não tinha como deixar a tristeza tomar conta. Quando se vê notícias como essa, de que alguém está com câncer, você pensa que não deve ser algo tão grave, mas quando acontece com seu amigo, com alguém que você ama e que está perto sempre, aí é outra história, aí sim conselhos e frases prontas não fazem sentido.
– Ainda bem que estão aqui. – disse tentando conter as lágrimas. – Pensei que estaria com raiva de mim.
– E quem disse que não estamos, Buraco Negro? – disse se aproximando, e dando um tapa no ombro de . – Nunca mais nos dê um susto desses, porque o coração da marrentinha aqui não vai aguentar. – chorou antes de abraçar forte.
– Desculpa não ter contado, mas esse era um problema meu, não queria que sofressem com isso. – Ela disse se desculpando.
– Sofreríamos muito mais se você morresse e nós não tivéssemos feito nada. – Liam disse se aproximando da prima.
– Mas o que importa é que ela está bem e viva aqui, perto de nós, e vai continuar por um bom tempo. – Louis disse animando a todos.
– O estado dela é grave, o médico deve ter dito a vocês. – Niall disse. – Eu tentei convencer ela a fazer quimioterapia, mas ela não quis.
– Mas agora vai fazer, vai fazer porque suas amigas estão aqui pra te apoiar. – disse chegando perto dela.
– Isso mesmo, nós vamos te apoiar em tudo, e não importa se seu estado está grave, pra tudo nessa vida tem um jeito. – Eu disse, pegando em sua mão e podendo sentir a tristeza em seu olhar, mas este se encheu de brilho ao passar os olhos pela sala, vendo todos rindo reunidos ao seu redor.
– Semana que vem você começa a fisioterapia, e nem adianta dizer não, porque nós vamos te amarrar se for preciso. – Zayn disse limpando as lágrimas e rindo. Zayn chorando?! Isso sim é uma cena rara!
– É isso aí, agora que nós sabemos não vamos deixar Deus te levar tão cedo assim não. – Harry disse chegando perto dela, e lhe beijando a testa. – Nós vamos cuidar de você , seus pais podem estar longe, mas você ganhou dez guardiões pra te ajudar nesse momento.
– E mesmo sabendo que você seria uma estrela muito brilhante e que fará muita falta aos céus, ainda sim lhe manteremos na terra, pra iluminar nossos tristes dias de mortais, porque a estrela do amor é difícil demais de ser encontrada para ser deixada ir embora facilmente. – disse encarando o nada, e ela e Liam suspiraram juntos.
– Vish, encarnou a Clarice Lispector, ? – Louis perguntou e nós rimos.
– Estrela do amor, Liam escreveu esse poema pra mim quando erámos crianças. – disse, e nós olhamos para Liam e fizemos um “Ownnn” carinhoso, depois rimos.
e Harry estão certos. – Liam disse. – Não sei o que deu na casa deles, mas eles falaram as coisas certas pro momento, nós vamos cuidar de você como verdadeiros pais .
– E isso é uma promessa. – completou.
– Até porque, sem você a Família One Direction vai ficar incompleta. – Nando disse.
– E a minha vida também. – Niall disse se manifestando pela primeira vez, se aproximando de até sentar na cama e pegar em sua mão. – Nem que eu tenha que recuperar as esperas do dragão, ou o raio perdido de Zeus, eu não vou deixar sair de nossas vidas, muito menos perder o futuro guardado para nós dois, e isso é mais que uma promessa, é um juramento, um decreto, uma lei em minha vida.
– É por isso que você é meu príncipe. – disse com um sorriso, antes de dar um beijo em Niall e todos nós batermos palmas aos dois.
– EI! – Alguém disse entrando no quarto e interrompendo o beijo, e quando o vimos, era o médico entrando. – Já chega, agora todos saíam do quarto, a hora de visita acabou.
– Ah não, só mais um pouquinho Doutor, por favor? – fez cara de pidona.
– Não, até deixaria, mas vocês estão fazendo uma bagunça, e isso não é bom para a paciente, agora saíam. – Ele disse autoritário, e nós saímos, deixando apenas Paulo e Geoff no quarto.
Fomos juntos e calados até a saída do hospital, onde sentamos na calçada e em alguns bancos que tinham lá. Ninguém se manifestava, e por mais que estivesse um clima até descontraído no quarto, a tristeza ainda era evidente em nossos olhares. devia ter nos contado, nós iriamos ter ajudado, mas como disse o Louis, o importante é que ela está viva e agora que nós sabemos, não vamos deixar ela ir tão fácil assim.
– Desculpa pessoal. – Niall se manifestou, sentado ao lado de Zayn na calçada. – Eu devia ter contado, mas me pediu tanto que eu nem tive coragem.
– Ei, não precisa se desculpas, deve ter sido difícil pra você também. – disse.
– Você nem imagina o quanto. – Ele disse melancólico.
– Agora nós sabemos Nialler, e vamos ajudar a superar a doença, e mesmo que ela não se cure, o tumor vai ser controlado, tenho certeza. – Eu disse animando a todos.
– Sabe, nós podíamos fazer algo pra alegrar a , tipo, quando ela saísse do hospital. – Liam deu a ideia.
– É verdade, ela precisa estar animada pra começar a fisioterapia. – Harry lembrou.
– Ela sai amanhã, então podemos pensar em algo, o que não podemos é desistir da nossa amiga. – disse.
– Isso aí, amigos servem pra todos os momentos, e conosco não será diferente. – Zayn disse.
– É, depois a gente pensa em algo, porque a única coisa em que eu penso agora é comida, minha barriga tá roncando, afinal, não comi nada no almoço. – reclamou.
– Não comeu porque não quis, o Strogonoff da minha mãe estava uma delicia. – Liam retrucou, e bufou. Peraí, do que eles tão falando?
– É mesmo, a vadia da adorou, principalmente a companhia da sua mãe. – Niall lembrou, e nós ficamos surpresos.
– Que história é essa? A gente não tá sabendo de nada. – Nando reclamou.
– O Liam me convidou pra almoçar na casa da mãe dele junto com a , o Paulo e o Niall, e eu, idiota, fui pensando em fazer as pazes com ela, mas acabamos brigando até por causa de uma maldita gororoba. – retrucou.
– Não foi por causa da comida, foi porque você se meteu no casamento da minha vó. – Liam lembrou.
– Casamento da sua vó? – Harry perguntou.
– É, minha vó vai casar, acho que semana que vem. – Liam disse despreocupado. – Minha mãe contou isso no almoço dizendo que não gostava disso, e a brigou com ela.
– Você mesmo disse que eu estava certa. – deu de ombros. – Mas eu quero realmente ir pra casa, vamos Harry?
– Vamos, quer que eu te deixe em casa ? – Harry perguntou.
– Aceito sim. – Eu disse, e me despedi de todos, até chegar em , que me disse:
– Não conte nada agora para Harry, esperem as coisas se acalmarem. – Eu assenti e depois fomos embora.
O caminho foi silencioso, ninguém falava nada, melhor assim, preciso pensar sobre tudo, e principalmente, no futuro, que nunca foi tão incerto quanto agora.


Harry’s POV

Algo estava esquisito. No caminho do hospital pra casa, nem , e muito menos falaram algo, e eu também nem me manifestei. Mas eu sentia que as duas estavam esquisitas, principalmente a , alguma tinha acontecido com ela, eu só não tinha ideia do que se tratava, mas eu precisava descobrir, pois ver a triste era a última coisa que eu queria.
, percebeu a mesma coisa que eu? – Eu perguntei quando entramos em casa e ela se jogava no sofá, exausta, só não sei de quê, porque minha irmã tinha mais preguiça do que todos nós juntos.
– O quê? – Ela disse com a almofada na cara enquanto eu me sentava no sofá ao lado.
– O clima tenso que tava no carro, a parecia ter medo de falar comigo, e você ficou calada o tempo inteiro. – Eu disse, e ela permaneceu calada por um momento, até eu ouvir um barulho estranho vindo dela. – ? – Eu disse, tirando a almofada de sua cara, e vendo chorar. – , porque você tá chorando?
– Me abraça Harry, me abraça, por favor? – Ela disse, mas não precisava nem pedir. Eu sentei ao seu lado no sofá e ela envolveu seus braços por meus ombros, me agarrando forte enquanto eu acariciava seus cabelos, e ela continuava chorando, não desesperadamente, mas ainda sim chorando, e essa era a única coisa pior do que ver o amor da minha vida chorando, afinal, minha irmã mais nova, minha estava chorando e eu nem sabia por quê.
– Porque esse choro, ? O que aconteceu? – Eu perguntei quando nos soltamos e ela colocava o cabelo bagunçado para trás da orelha e eu limpava suas lágrimas.
– Nada, besteira minha. – Ela disse sorrindo sem graça.
– Nem adianta inventar desculpas, o que tá acontecendo com a minha ? – Eu a chamei pelo apelido, e novas lágrimas se formaram em seus olhos.
– Tudo de errado, primeiro eu me apaixono pelo meu melhor amigo e descubro que ele gosta de uma patricinha idiota, e quando eu finalmente penso que eu tenho chances com ele, acabo virando inimiga da mãe dele, e a patricinha ainda volta. – disse não mais chorando, mas ainda com os olhos lacrimejados, e com tristeza na voz. – Agora me diz, o que eu fiz pra merecer isso?
– Pra falar a verdade, você foi mais lerda que a . – Eu disse rindo, e ela me bateu, também rindo.
– Então é isso que você diz pra consolar sua irmã, Harold? – Ela disse de maneira irônica.
– Me deixa explicar. – Eu disse, e ela me olhou serena. – É que eu acho que você já tinha que ter se declarado pro Liam há muito tempo, o Payne precisa saber que você o ama e aprender a te amar também. – Eu segurei suas mãos. – Porque não aproveita o casamento da vó dele e se declara de uma vez?
– Não sei se é a decisão certa, eu tenho medo.
– Medo? E desde quando essa palavra existe no seu dicionário? Só se for no da nova , porque noda minha , da minha , essa palavra não existe, ela não tinha medo de nada, muito menos de uma mulher preconceituosa como Dona Karen, se fosse a minha de verdade ela encararia isso de frente, e não deixaria se abater no primeiro obstáculo. – Eu disse confiante, e abriu um grande sorriso.
– Você tem razão maninho, eu não tenho medo de nada, o Liam que me aguarde, porque da semana que vem não passa. – Ela disse feliz, e me olhou preocupada depois. – Mas, o que estava falando sobre a ?
– Nada, é que eu achei que ela tava esquisita hoje, não estava? – Eu disse, deitando com minha cabeça sobre as pernas de enquanto ela fazia cafuné no meu cabelo, e não existe cafuné melhor do que o de , nem mesmo o da supera.
– Estava mesmo, alguma coisa deve ter acontecido, não lembra do que pode ter sido? – perguntou e eu forcei minha memoria.
– Não, tava tudo bem entre a gente ontem, e não aconteceu nada que eu me lembre de tão grave. – Eu disse.
– Não estou dizendo nada recente, estou dizendo algo bem antigo, sei lá, não tem nada que a doença da ou essa data de hoje pode ter sido lembrado por ela?
– Só se tiver sido o hospital. – Eu disse me lembrando de algo bem do passado. – Quando eu e a nos conhecemos, há dois anos, tivemos algo, mas aí eu conheci a e...
– Pula essa parte, não quero nem lembrar daquela vadia. – me interrompeu, mas depois me deixou continuar.
– Bem, depois dessa parte, eu lembro que ela ficou um bom tempo sem ir a escola, e a tia dela dizia que ela estava internada com indícios de depressão ou algo assim, ela ficou quase um mês fora por causa disso, e quando voltou, ela nem me olhava na cara, quando eu falava com ela, nem respondia, aliás, era assim com todo mundo, ela se fechou e não falava com ninguém, até a entrar na escola e tudo voltar ao normal.
– Acha que esse período que ela passou no hospital pode ter tido haver com a história de vocês?
– Talvez, nunca toquei no assunto desde então, mas espero que não, porque se ela estiver mal por minha culpa, quem não vai se perdoar sou eu. – Eu disse, e sorri logo depois junto com . – Tô parecendo uma garotinha desabafando com minha melhor amiga.
– Ué, pra isso que servem os irmãos, pra pagar micos que não faríamos com mais ninguém.
– Mas no começo nem parecíamos irmãos. – Eu lembrei.
– Claro, você era um playboyzinho mimado que se achava, eu te odiava quando te conheci. – disse com nojo, e eu ri.
– Aí com o tempo você descobriu que eu sou uma pessoa melhor. – Eu me gabei.
– Não, com o tempo eu te transformei em uma pessoa melhor. – disse.
– Aham, Srta. Salvadora do universo. – Eu disse e nós rimos.
– Que tal aproveitarmos esse momento de trégua e fazer algum programa de irmãos? – Ela sugeriu.
– Que tal um filme? – Eu disse.
– Uma sessão! Quando éramos pequenos, adorávamos Harry Potter, lembra?
– Como lembro, você me infernizava todo fim de semana pra gente assistir Harry Potter e a Câmara Secreta, eu abusei aquele filme de tanto repetir. – Eu reclamei.
– Mas agora já lançaram todos os filmes, e eu tenho todos, a gente podia fazer uma sessão e assistir do primeiro ao último pra relembrar os velhos tempos, que tal?
– Perfeito, pega os filmes e eu faço a pipoca. – Eu disse me levantando.
– Cuidado pra não queimar com seus dotes “não-culinários”. – disse indo pro quarto e eu joguei uma almofada nela.
E por mais que não parecesse mesmo minha irmã, ela sempre estava do meu lado nos momentos difíceis.

Capítulo 38

Liam’s POV

Sabe qual a pior parte de um casamento? Os preparativos. E sabe por que eu não sabia disso? Porque eu nunca tinha preparado um, muito menos as presas. Mas aqui estou eu, na chácara da minha vó que fica a duzentos metros do Rio de Janeiro, a ajudando a arrumar tudo, quando podia muito bem estar no ensaio da nova música que ia apresentar hoje a Simon. E adivinha quem a minha mãe fez questão de trazer? A , porque desde ontem elas duas viraram amiguinhas de infância. Eu não estou reclamando, afinal, é bonita, charmosa, cheirosa, tem aquele corpo escultural, aqueles lábios vermelhos, aquela... Não Liam, para! Não vai cair de novo nos encantos de , ela não é pra você.
– Como que queria que a estivesse aqui agora. – Eu disse baixo enquanto arrumava as cadeiras pelo gramado, onde na frente havia um altar de madeira. Era ali que seria realizado o casamento.
– Falou algo Liam? – perguntou perto de mim.
– Não, pensei alto.
– Pois pense menos e trabalhe mais priminho, o casamento é semana que vem e ele tem que ser lindo. – disse se aproximando.
, que bom que veio! – Eu disse correndo para abraça-la, vendo Paulo e Joaquim se aproximarem.
– Eu não podia ficar de fora dessas. – Ela disse quando eu soltei.
– Nem imagina o quanto ela me atormentou pra vir, por mim, eu estaria dormindo na minha caminha confortável. – Joaquim disse sentando em uma das cadeiras.
– Deixa de ser preguiçoso Juca, levanta dessa cadeira porque temos muito trabalho pela frente. – Paulo disse puxando o irmão, que assoviou quando viu passando, vindo pra perto de nós.
– Oi , que bom que está melhor, fiquei preocupada. – Ela disse simpática, e até parece que estava mesmo melhorando.
– Obrigada pela preocupação . – Ela disse em um tom nada cordial, e se tocou saindo para perto de minha mãe.
– Podia ter sido mais gentil. – Eu a repreendi.
– O que ela está fazendo aqui? Foi você que convidou? – perguntou ignorando o que eu disse.
– Não, foi minha mãe que convidou porque disse que é uma ótima pessoa e que devíamos nos conhecer melhor. – Eu disse e suspirei. – Mudando de assunto, está mesmo melhor?
– Muito, acho que a ajuda de vocês me deu novas esperanças. – Ela disse feliz.
– Então porque não nos contou antes, ? Porque não contou só por Niall e escondeu até pros seus irmãos? – Eu questionei, e ela suspirou desviando o olhar.
– Eu queria poupar vocês, essa era uma dor minha, mas não quero falar disso, o que importa agora é que vocês sabem e que felizmente vão estar perto de mim nessa luta, não vão? – Ela disse fazendo biquinho, e eu abracei novamente.
– Claro que sim, princesinha. – Eu disse a soltando. – E porque o Nialler não veio?
– O ensaio e apresentação da música da , esqueceu Li? – Ela disse batendo em minhas testa.
– Ih, é verdade. – Eu suspirei. – Como queria estar lá agora.
– Queria estar lá, ou queria estar com a ? – disse sugestiva e riu. – Confessa que está acontecendo alguma coisa entre vocês dois.
– Não, claro que não. – Eu disse, e me olhou desafiadora. – É sério, eu e somos amigos.
– Porque vocês querem, porque formam o casal perfeito. – disse enquanto andávamos pelo corredor entre as cadeiras. – O que sente de verdade pela , Liam?
– Nem eu sei, eu chamo de amizade, mas quando ela tá perto eu enlouqueço, não respondo pelas minhas atitudes. – Eu fui sincero. – E na noite do Réveillon no apartamento, se minha não tivesse chegado...
– Se a Tia Karen não tivesse chegado... – me incentivou a continuar.
– Nós certamente teríamos nos beijado, e daí pra frente nem sei o que poderia ter acontecido. – Eu disse sincero, e riu alto e me abraçou, me assustando.
– Liam meu priminho querido, você está apaixonado pela . – Ela disse dando surtos, e eu revirei os olhos.
– Não estou, e chega desse assunto, temos é que cuidar do casamento da vovó e deixar isso daqui incrível. – Eu disse levantando e indo para a casa grande no final da chácara.
– Falando nisso, cadê a Vovó Augusta que eu não vi até agora? – perguntou.
– Estão falando o quê de mim? – Ouvimos uma voz e nos viramos, encontrando a avó mais linda do mundo a nossa espera. Corremos e a abraçamos como fazíamos quando éramos pequenos, e não existe abraço mais confortável que o de vó.
– Tava morrendo de saudades vó, pensei que a noiva fosse atrasar mais um pouco. – Eu disse e nós rimos enquanto entravamos na casa.
– Eu não atrasei nem no meu primeiro casamento, não irei atrasar justo agora. – Ela disse.
– O amor resolveu atingir essa família em cheio. – Joaquim disse abraçando nossa vó por trás.
– Do que está falando, Juca? – Vovó Augusta perguntou.
– Ué, a sua netinha está namorando, e pela cara do Liam, o cupido picou ele também. – Juca disse, e todos riram.
– Que história é essa, Liam? – Vovó perguntou.
– Loucura da cabeça da vó, nada demais. – Eu disse.
– Loucura nada, o Liam está apaixonado por uma ótima garota vovó, o nome dela é e aposto que a senhora vai adorar ela. – disse, correndo para o outro lado da vovó.
– A é minha amiga vó, não dá trela para o que a diz. – Eu falei.
– Bem, namorada ou amiga, agora eu estou muito curiosa para conhecer essa garota, faço questão que ela venha ao casamento. – Vovó disse.
– Pode deixar. – Eu disse, enquanto seguíamos até a cozinha pra comer o maravilhoso doce de coco queimado caseiro da vovó, e mesmo que eu não coma muito, seria capaz de comer uma bacia cheia desse doce, imagine então como se lambuzou quando viu isso.
Eu e a juntos, será que pode dar certo?

Louis’s POV

Estávamos todos na casa do Harry, a banda, , Simon e Ed. estava terminando de cantar a música que ela tinha escrito, chamava-se Tell Me A Lie, e falava sobre mentiras e o fim de um relacionamento, o que eu achei muito estranho, aquela música não tinha sido escrita à toa, não com a cantando com tanto sentimento, tanta emoção, ela tinha escrito aquilo por algum motivo, ou por alguém. E eu acho que já sabia quem era.
– E então, o que acharam? – perguntou quando terminou de cantar a música.
– Eu adorei, é tudo o que precisávamos agora. – disse.
– Eu também, acho que o publico vai gostar. – Niall se manifestou.
– Eu gostei do ritmo. – Eu disse.
– Eu não gostei, não achei essa música boa. – Zayn disse, e bufou.
– E porque não, Malik? – disse.
– Essa música é sem fundamento, afinal, quem vai mentir pra pessoa que ama sabendo que isso vai acabar com o relacionamento. – Zayn desdenhou, como se fosse a coisa mais idiota do mundo.
– Só mesmo alguém muito idiota, Zayn, que não sabe a gravidade de uma mentira. – disse olhando fuzilante para Zayn, e este de calou.
– Concordo , esse garoto tem que ser mesmo muito idiota. – disse olhando para .
– Um otário. – retrucou.
– Cafajeste. – .
– Insensível.
– Mau-caráter.
– Ok, já chega, entendemos que esse garoto é tudo que há de ruim e mais um pouco. – Eu disse, e me encarou apreensiva.
– Bem, acho que podemos encerrar a reunião, a música é ótima , já está incluída no casting do próximo ensaio da banda, agora se me dão licença, eu tenho que ir, boa tarde a todos. – Simon disse.
– Vou com você. – Ed disse. Eles se despediram de todos e saíram.
– Eu também vou, talvez ainda vá ajudar nos preparativos do casamento da vó da . – Niall disse se levantando.
– Nem sei se vou nesse casamento. – disse se lamentando.
– Porque não? – Niall perguntou.
– Não tô nem um pouco afim de reencontrar a mãe do Liam, nem de fazer barraco nesse casamento. – completou.
– Eu posso ficar aqui Hazza? – Zayn perguntou.
– Claro, eu aproveito e te mostro uns CD’s novos que comprei. – Harry disse subindo junto com Zayn.
– Eu também vou pra casa. – disse saindo.
– Eu te acompanho. – Eu disse também saindo.
Eu e fomos caminhando juntos até sua casa que ficava no fim do condomínio, então me permiti perguntar:
, pra quem escreveu aquela música?
– E quem te disse que eu escrevi pra alguém? – Ela disse, evitando me olhar.
– Suas palavras, a maneira que você cantou na sala não foi comum, aquela música era pra alguém e não era pra mim. – Eu disparei, e a segurei, cruzando seu olhar com o meu. – Foi pro Zayn, não foi?
– Porque acha isso? – Ela disse se soltando.
– Porque alguma coisa tá acontecendo entre vocês dois e não é de hoje, você parece que tem raiva dele, mas continua perto mesmo assim. – Eu disse. – O que tem entre vocês dois?
– Porque tá cobrando isso de mim, se você também não me conta o que acontece entre você e a ? – disse e eu me surpreendi. – Vocês moram juntos e todo mundo já sabe que ela gosta de você, e tá na cara que você também gosta dela.
– Se eu gostasse dela, não estaria com você. – Eu disse.
– E se eu tivesse algo com o Zayn não te iludiria. – Ela disse, e eu cruzei os braços, olhando irônico.
– Será mesmo ? Eu realmente não vejo motivos para você não estar com ele, ou será que você quer somente jogar com nós dois, como dois bonequinhos na mão da princesinha rica. – Eu disse, e seus olhos encheram de água. – Quem realmente é você , a menina doce e divertida que aparenta ser, ou uma garota que gosta de brincar com os sentimentos dos outros?
– Eu sou alguém com medo da solidão, do julgamento dos outros. – disse chorando. – Todo mundo a vida inteira sempre me comparou com a minha mãe, dizendo que eu era uma patricinha, uma mimada, uma garota que só liga pra dinheiro, mas eu não sou isso, eu não sou o que aparento ser, e eu só quero alguém que entenda isso.
– Eu entendo , eu te entendo. – Eu disse indo abraçar ela, mas ela me empurrou.
– Não Louis, infelizmente não entende. – Ela disse, correndo para dentro de casa, e eu voltei para pegar meu carro e ir pra casa.
O que existe entre mim e a . Essa pergunta, nem eu sei responder.

Capítulo 39

Niall’s POV – Dia do casamento.

Sábado, o tão esperado dia do casamento da vó de Liam e . Eu, Liam, e seus irmãos junto com Karen e Geoff tínhamos ido mais cedo para a chácara. Ainda eram oito da manhã, o casamento seria somente à tarde, e nós já estamos lá. Fazendo o que? Exatamente nada de interessante. Só pra me acordar cedo no sábado.
– Niall acorda! – Liam disse me sacudindo, pois eu estava sentado em um banco deitado por cima do balcão e, literalmente, babando no granito. Mas aquele friozinho da chácara era tão bom... – Niall!
– Tá bem, já acordei. – Eu disse levantando atordoado, enquanto via alguns garçons andando de um lado pro outro da cozinha. Claro né, em que outro lugar da casa eu estaria. – Cadê a ?
– Lá em cima, junto com a vovó e a minha mãe, tão preparando a noiva. – Liam disse se sentando ao meu lado enquanto digitava algo no telefone.
– Alguém da turma já chegou? – Perguntei, roubando um canudinho de frango da bandeja do garçom, e que delicia, tão bom comer depois de três horas em jejum.
– Não, mas o Louis acabou de mandar mensagem, disse que tá no caminho com a , a e o Nando. – Liam explicou, tomando o resto do canudinho de minha mão. – E será que dá pra controlar essa fome? Desse jeito, não vai sobrar nada pra festa. Vamos sair da cozinha, vem.
– Ah não, mas aqui é o melhor lugar da festa, Liam. – Eu disse pidão, Liam apenas revirou os olhos e me carregou para fora de casa, ao jardim, que já estava perfeitamente decorado, tanto o altar, quanto o local da festa depois. Aquele casamento ia ser realmente lindo, e sabe que essa ideia de casar até me deu vontade de pedir em casamento, assim poderia aproveitar bem mais os momentos ao lado dela, mas nós somos muito jovens, e agora era o momento de eu dizer que temos a vida toda pela frente, mas ela não tem, e não importa se ela tem uma semana, ou um ano, eu vou fazer cada momento da vida dela ser especial, eu vou fazer feliz pelo tempo que lhe resta.
– Oi meninos. – Pensando nela, lá vem ela, feliz e tão linda, às vezes parece uma criança com essa alegria e ingenuidade inesgotáveis.
– Oi princesa. – Eu disse a abraçando por trás. – Sabia que você tá linda?
– Sabia, eu sou linda. – Ela disse rindo e se gabando.
– Vish, que hoje ela tá que tá. – Eu disse e nós rimos.
– Essa história de casamento tá te fazendo bem, né priminha. – Liam disse.
– Muito, eu amo histórias de amor. – Ela disse feliz.
– Claro, você é uma princesa. – Eu disse a virando enquanto ela envolvia seus braços em meu pescoço. – mas que fique bem claro, a minha princesa.
– Sua, só sua, porque eu não quero ser de mais ninguém. – disse antes de me beijar docemente, mas o beijo foi interrompido por palmas, e quando vimos, Louis, , e Nando haviam acabado de chegar e estavam se aproximando.
– Vocês são tão bonitinhos juntos, posso tirar foto? – Louis disse com uma vozinha gay, e nós rimos.
– Que milagre é esse que o Nialler acordou cedo? Geralmente ele acorda duas horas da tarde, ou três. – Nando disse rindo.
– Olha quem fala, uma voz dormiu na minha casa e só acordou cinco horas da tarde. – Eu disse.
– Claro, eu fui dormir mais de duas horas da manhã por causa do seu ronco. – Nando disse e eu lhe bati.
– Você ronca, Nini? – perguntou rindo.
– Claro que não, é mentira desse aí. – Eu disse.
– Mentira, da próxima vez eu gravo pra te mostrar . – Nando disse me encarando.
– Que próxima vez? Você não dorme na minha casa nunca mais, até porque agora eu tenho alguém melhor. – Eu disse, beijando na bochecha, e todos me olharam maliciosos.
– E quem disse que eu vou deixar minha prima dormir com você, Niall? – Liam disse cruzando os braços.
– E quem disse que você manda em mim, Liam? – disse e todos zoaram Liam.
– Podia ter ficado sem essa Daddy. – se pronunciou.
– Vai ter volta, vai ter volta. – Liam disse olhando desafiador para .
Continuamos conversando, até vermos alguém se aproximando de nós, ninguém mais, ninguém menos do que , com uma roupa nada comum para um casamento, mas fazer o quê, piriguete é assim mesmo.
– Bom dia pessoal. – Ela disse toda simpática, quem via até pensava que era boa pessoa, só ilusão e fingimento.
– Quase boa tarde . – Louis disse, enquanto e Nando saíam de perto.

– E o Harry até agora não chegou com os outros. – disse, despertando o interesse de .
– O Harry também vem a festa? – perguntou. Claro né, cadela nunca larga o osso, ela não deixaria o Harry assim tão fácil.
– Vem sim, junto com a , a namorada dele. – disse defendendo a amiga e olhando fuzilante para .
, ainda bem que lhe encontrei. – Dona Karen disse se aproximando. – Olá pessoal.
– Oi Dona Karen. – respondeu por todos.
– Se me dão licença, vou ter que roubar de vocês um pouquinho, mas ela já volta. – Ela disse simpática.
– Fique a vontade, não precisa devolver se não quiser. – Louis disse em tom sarcástico, nos fazendo rir.
– Com licença. – Dona Karen disse saindo junto com , e revirou os olhos.
– Sua mãe tá bem amiguinha da patricinha enjoada, enh Liam? – disse.
– Você nem imagina o quanto, . – disse também revirando os olhos.
– Mas o Harry, o Zayn e as meninas tão demorando mesmo, né? – Eu disse olhando o relógio. Quase dez horas da manhã, alguns convidados começavam a chegar e nada dos garotos.
– Será que o Harry desistiu de vir porque a não vem? – lembrou, e Liam ficou com uma expressão triste, suspirando.
– Quero saber até quando a vai ficar de implicância com a minha mãe.
– A sua mãe tem uma boa parcela de culpa nessa história, Daddy. – Louis lembrou.
– Convenhamos, Tia Karen não é a melhor pessoa para se conviver. – disse.
– Se não for uma das piores... – Eu disse baixo, e Liam me bateu.
– Ok, chega de falar da minha mãe, se não quiser vir, quem vai estar perdendo é ela. – Liam disse.
– Vocês dois, vão estar perdendo tempo separado quando já deviam ter se acertado. – disse.
– Concordo com a Flor de laranjeira. – Louis se pronunciou.
– Chega dessa história, chega de falar da minha mãe, chega de falar da , chega de problemas. – Liam disse gesticulando exageradamente. – Hoje é um dia especial para minha vó e nós estamos aqui para nos divertir.
– Me divertindo eu estaria se estivesse na cozinha, com aqueles canudinhos de frango com maionese. – Eu disse lambendo os beiços.
– Canudinho de frango? Eu quero! – Louis disse levantando a mão.
– Eu também! – disse repetindo o gesto.
– Então vamos, antes que aqueles garçons comam tudo. – Eu disse, enquanto corríamos para dentro da cozinha e rindo como crianças, e estávamos mesmo assim, afinal, em casa de avó, sempre voltamos a nossa boa e divertida infância.

’s POV

Eu já estava na casa de Harry, pois eu, ele, Zayn e íamos juntos pro casamento da vó do Liam, que era numa chácara longe do centro, e já estávamos prontos, Harry sentado no sofá, lindo e perfeito como sempre, e Zayn na cozinha, comendo como sempre, faltava apenas a , que estava dentro da sua toca e não respondia e não atendia a ninguém. Ou essa garota ficou muda, ou ela morreu, porque não é possível!
, abre logo essa porta porque a gente vai chegar atrasado ao casamento! – Harry dizia dando chutes na “porta” do quarto dela, já que a abertura ficava no chão.
– Responde ! – Eu gritei, e ela finalmente abriu a porta, aparecendo toda desarrumada, ainda de pijama e cara amassada.
– Podem ir, eu não vou ao casamento. – Ela disse, voltando pra toca e se cobrindo novamente na cama.
– Como assim não vai? – Zayn perguntou enquanto entravamos no quarto.
– Minha maninha tá doente? – Harry disse sentando ao lado dela colocando a mão em sua testa.
– Se eu tivesse mesmo doente não seria de febre, seria no coração. – disse com uma voz abafada embaixo do edredom, e eu entendi tudo.
– Meninos, porque vocês não vão lá pra fora jogar videogame, escutar música, falar sobre futebol, qualquer coisa, mas lá fora. – Eu disse empurrando eles pra fora.
– Nada disso, não vou deixar minha maninha doente. – Harry disse.
– Harry querido, acho que você não entendeu, DÁ O FORA AGORA! – Eu gritei, e eles saíram.
Olhei novamente para , que estava da mesma maneira, nem se movia. A garota forte e destemida que ela era por fora, foi consumada pela frágil e doce que ela é por dentro. Eu me sentei ao seu lado de comecei a fazer carinho em seu cabelo.
– Parece que alguém amansou minha leoa preferida. – Eu disse, e ela se virou pra mim. – Posso saber o nome do domador que conseguiu esse feito?
– É mais certo chamar de tirano, ou melhor, tirana. – Ela disse sentando e abraçando os joelhos.
– Dona Karen Payne, acertei? – Eu perguntei, e ela suspirou.
– Em cheio, essa bruxa mesmo.
– Não devia chamar sua sogra de bruxa. – Eu disse irônica e ela deu um sorriso sem graça.
– Parece que só eu quero isso, o Liam tá doido pela vadia da de novo, e a bruxa tá dando força, e infelizmente é Liam ainda é muito vulnerável as vontades da mãezinha. – disse revirando os olhos.
– Isso porque ele cresceu com o exemplo da mãe, ele só precisa descobrir que ela não é tão certa em tudo. – Eu disse pensativa encarando , que agora sorria de canto. – E depois, a que eu conheço não se convenceria tão fácil, ela lutaria e não aceitaria perder para uma patricinha como a , muito menos alguém como Liam.
– Quer saber, você tem razão, eu vou nesse casamento e não tem Cover de Bruxa do 71 nem de Bruna Surfistinha que vai me impedir. – Ela disse se levantando. – Agora cunhadinha, se me der licença, eu preciso ficar linda para o meu príncipe.
– Está certíssima, te espero lá fora e não demore. – Eu disse saindo.
Harry e Zayn estavam sentados conversando, e eu me sentei ao lado deles, e depois de uns quinze minutos, a porta da toca se abriu, e quando eu imagino que de lá me vem uma princesa, uma modelo, uma verdadeira miss, me aparece vestida de jeans e sneaker, essa menina não tem jeito.
– Como estou? – Ela disse dando uma voltinha enquanto nós três já estávamos em pé.
– Surpreendente. – Zayn disse.
– literalmente falando. – Eu disse cruzando os braços. – porque não colocou um vestido?
– Porque vestidos não combinam comigo, e se eu quero enfrentar a megera, tem que ser como eu sou. – Ela disse.
– O importante é que ela está pronta e nós estamos atrasados, então vamos logo. – Harry disse pegando as chaves do carro e nós saímos.
O caminho da casa para chácara não foi tão grande assim, devemos ter demorado uns vinte minutos pra chegar lá. Alguns convidados já estavam espalhados conversando entre si, pude ver Joaquim, Paulo e Geoff conversando perto do altar, e fomos pra perto deles.
– Chegamos. – disse ao chegar perto e abraçou Geoff, pelo menos com o sogro ela estava se entendendo.
– Já não era sem tempo, os garotos estavam preocupados com vocês, pensando que não viriam mais. – Juca disse.
– E quase não vínhamos mesmo, essa marrentinha aqui não queria vir. – Harry disse batendo na testa de .
– E porque minha princesinha desencantada não queria vir? – Geoff disse divertido para , eles estavam mesmo bem amigos, quem sabe isso não ajudasse o romance dos dois.
– Problemas com roupas, coisas de mulheres. – Eu disse, e pisquei pra , afinal, ela não podia dizer “Eu não vinha porque odeio sua mulher”, aí que ela ia perder todas as chances.
– A com problemas com roupas? Isso é novidade. – Paulo disse rindo.
– Não conseguia encontrar o vestido certo, acabei vindo de calça mesmo. – inventou.
– E mesmo assim continua linda, meu filho é um garoto de sorte por ter uma garota como você ao lado dele. – Geoff disse.
– Pena que ele ainda não descobriu isso. – disse.
– Não se preocupe, se o Liam não quiser, eu me caso com você. – Paulo disse, entrelaçando seu braço ao de e rindo.
– E eu entro na igreja com prazer. – disse.
– Espera, cadê o Zayn? – Harry perguntou, e foi só então que nos tocamos que o Bad Boy não estava perto de nós.
– Deve ter ido atrás do pessoal. – Juca disse.
– Falando nisso, vamos procurar eles porque eu quero contar do Liam sobre a nova música. – disse animada.
– Eles estão na casa grande. – Geoff disse e nós fomos pra lá, deixando os três sozinhos novamente.
– Um dia, vamos ter um casamento tão grande como esse. – Harry sussurrou no meu ouvido me abraçando. – E uma família tão bonita também.
– Claro que sim. – Eu disse o beijando e o abraçando.
Uma família, será que eu mereço ter uma?

’s POV

Eu me perdi de e Harry quando subia as escadas da casa, devem estar se pegando por aí, como sempre. Garçons, e convidados circulavam pela parte de baixo da casa, enquanto eu subia as escadas, indo para o fim do corredor, o último quarto e de onde se dava para ouvir risadas altas. A porta estava entreaberta então nem bati e entrei direto, encontrando , , Louis, Niall, e Nando sentados na cama conversando.
– Oi galera. – Eu disse, fechando a porta atrás de mim e me sentando ao lado de .
– Pensei que nem vinha mais. – Louis disse.
, que roupa é essa? – questionou.
– Minha roupa normal. – Eu disse simples.
– Mas hoje não é um dia normal, pra um casamento podia ao menos colocar um vestido. – me repreendeu.
– Mas eu não gosto de vestidos, e não vou vestir uma coisa para me sentir incomodada. – Eu retruquei.
– E está certíssima. – Uma mulher mais velha disse, saindo do banheiro, vestida de branco e com uma tiara de perolas na cabeça, e eu deduzi como sendo Dona Augusta, a avó de e Liam. – Se eu pudesse, casaria de calça jeans e camiseta branca, mas como existem regras e temos de segui-las, aqui estou eu, tendo a ajuda da minha netinha para me ajudar.
, esta é a vovó Augusta, a noiva do dia. – disse.
– Deve seu casamento a esta garota, Dona Augusta. – Niall lembrou, e ela me olhou curiosa.
– Como assim, loirinho? – Ela perguntou e nós rimos.
– É que foi a que enfrentou a Tia Karen e fez com que ela mudasse de opinião a respeito do casamento. – disse, e Dona Augusta sorriu.
– Então esta é a famosa de quem meus netos tanto falam. – Dona Augusta disse.
– Bem, eu normalmente diria “Sou eu, mas não sou famosa”, mas eu odeio clichês, então sou eu, e famosa vou ser em breve graças ao talento do seu neto. – Eu disse simpática, apertando a mão de Dona Augusta.
– Aperto de mão coisa nenhuma, eu quero um abraço porque já vi que você é das minhas. – Ela disse me puxando para um abraço. Foi mesmo bom eu ter vindo, essa mulher parecia mesmo muito simpática e totalmente diferente da Dona Karen.
– Sabia que iam se dar bem. – comentou.
– Mas me conte ... – Dona Augusta disse.
, Dona Augusta, me chame de . – Eu disse enquanto nos sentávamos.
– Então me chame de Vovó Augusta. – Ela disse rindo. – Como eu ia dizendo , como assim você vai ficar rica por causa do meu neto?
– Deve saber que seu neto tem uma banda, e eu sou a agente da banda, cuido da divulgação, participo de ensaios, aprovo músicas, assino contratos, essas coisas. – Eu expliquei.
– Tão nova e já com tanta responsabilidade, parece mesmo comigo quando nova. – Vovó Augusta disse.
– E quero permanecer assim, afinal, não é pra qualquer uma casar depois dos setenta, é preciso muito amor. – Eu disse, e todos riram.
– Isso, Vovó Augusta tem de sobra. – disse.
– Não é amor não, é energia, eu gosto de estar com jovens porque eu me sinto mais jovem. – Ela disse.
– Vish, então nem toque no Louis, se não vai ter um choque de tanta energia. – Niall disse e todos riram.
– Sou praticamente uma usina de energia. – Louis disse fazendo pose de super-herói.
– Que o diga as noites que você passava em claro assistindo Batman e Superman. – disse rindo.
– Amor, não conta meus segredos, ok. – Louis disse abraçando por trás.
– Não se preocupe, dos principais segredos só nós sabemos. – disse, e os dois se beijaram em seguida.
– Ah, o amor é lindo! – disse entrando no quarto junto com Harry.
– Essa deve ser a famosa Dona Augusta, a noiva do dia. – Harry disse, beijando a mão da mulher. – Muito prazer, sou Harry Styles.
– Você é um grande galanteador, isso sim mocinho. – Ela disse rindo. – Mas com uma jovem tão linda a seu lado, não devia dar atenção a uma velha como eu.
– Liga não Vovó Augusta, o Hazza sempre teve quedinhas por mulheres mais velhas. – Eu disse, e eles riram.
– Mas que baderna é essa? – Ouvimos uma voz e viramos pra porta, encontrando Dona Karen com ao seu lado. ! Ah, mas eu não vou aguentar essa patricinha aqui não! – Claro, só podia ser você, né garota? – Dona Karen disse pra mim.
– O que tem a , Karen? – Vovó Augusta perguntou, e eu me segurei pra não rir da cara da bruxa. Esquisita um, preconceituosa zero.
– Nada mamãe, mas esses garotos não deviam estar aqui, a senhora tinha que estar descansando para o casamento. – Ela disse desviando o assunto.
– Ela tem razão Dona Augusta, não vai querer estar cansada na hora de subir ao altar. – disse.
– Mocinha, por favor, não se meta em minhas conversas. – Ela disse. Uau, a cada atitude gosto mais da Vovó Augusta. – E depois Karen, eu gosto desses garotos estarem aqui, e eu vou subir ao altar muito mais feliz agora.
– O que está acontecendo aqui? – Outra pessoa disse entrando, e aquela voz eu reconhecia. Liam entrou no quarto, e me olhou imediatamente, abrindo um enorme sorriso assim como eu. – , que bom que veio!
Liam correu e me abraçou, me apertando e me girando depois. O cheiro de seu perfume invadia meu nariz e me deixada fora de mim, estar com Liam era o que me importava. Ele parou de me girar e me soltou no chão, mas ainda me abraçando, e só quando soltou pude ver seu lindo e doce sorriso para mim.
– Você está linda! – Ele disse me rodopiando.
– Você também está!
– Liam, não vai dar um abraço na sua avó? – Vovó Augusta disse, fazendo Liam correr para abraça-la.
– Pessoal, acho melhor sairmos, a noiva precisa de descanso. – Niall disse.
– E essa é a última coisa que ela terá com a gente aqui. – Louis disse enquanto todos saímos do quarto, deixando apenas Liam, Karen e lá dentro.
Nós fomos pro jardim, e sentamos nas cadeiras, assim como todos os outros convidados, o padre já estava se preparando e o noivo, muito bonito pra um coroa por sinal, estava no altar junto com os padrinhos. A noiva logo viria, mas alguém ainda faltava nesse casamento?
– Pessoal, cadê o Zayn? – Eu perguntei.
– Eu nem vi ele chegando. – disse.
– Eu procurei por ele na casa inteira e não encontrei. – Harry disse.
– Isso tá muito esquisito, o Malik sumir assim não pode ser coisa boa. – Niall disse.
– Que nada, aposto que o Bad Boy só está ligando pra alguém, já já ele aparecesse. – disse.
– Falando em ligar, vou ligar pra minha mãe, não falei com ela desde que saí de casa e ele deve estar preocupada. – disse levantando e indo para atrás da casa grande.
A banda começou a marcha nupcial, o casamento já iria começar. Liam nem sentou perto de nós, sentou nas primeiras cadeiras ao lado de , claro, ela não desgrudaria dele, mas eu estava preocupada mesmo com o Zayn, aonde ele estava?

’s POV

Eu fui até a parte de trás da casa grande, não ia ligar pra minha mãe coisa nenhuma, ia procurar o Zayn, aposto que ele estava fumando, ele sabia que ninguém gostava disso e sempre se isolava quando queria acender um cigarro.
– Zayn. – Eu disse derrotada, o vendo sentado perto de um arbusto fumando muito. Ele não sabia que aquilo fazia mal a ele, não só a ele como a mim que sofria o vendo acabar com sua vida por conta própria.
– Não ouviu a marcha? O casamento já começou. – Ele disse, e nem se deu ao trabalho de me olhar só mirava o horizonte tragando seu maço de cigarro.
– Vim saber por que você não está lá, mas já percebi, ficou com inveja da e que acabar com sua vida mais cedo também. – Eu disse ficando ao seu lado.
– Talvez, se isso fizer você se contorcer de remorso e culpa pelo resto da vida, sim, eu quero me matar. – Ele disse calmo, como se fosse normal isso apenas tragando mais uma vez aquele maldito cigarro que me dava tanto ódio.
– Eu nunca ficaria com remorso por um favelado como você. – Eu disse ríspida, ele finalmente me olhou.
– Então porque veio me procurar?
– Eu não vim te procurar, eu vim ligar pra minha mãe e te encontrei por acaso. – Eu disse. – Mas acho que não foi uma boa ideia. – Eu me virei pra ir embora, mas Zayn levantou me segurando.
– Espera , desculpa falar isso pra você, é só que casamentos não me trazem boas lembranças. – Ele disse.
– Eu é que não quero ter somente lembranças de você. – Eu disse, jogando o cigarro de sua mão bem longe.
– Eu não te entendo, uma hora quer me ver bem longe, e outra diz que não quer ficar sem mim. – Zayn disse colocando uma mecha de meu cabelo pra trás, mas eu empurrei sua mão.
– Eu não disse que quero ficar perto de você. – Eu comentei.
– Mas deu a entender, e sei que não veio aqui ligar pra ninguém, veio pra me procurar. – Ele disse, ficando a uma distancia perigosa de mim, tanto que sua respiração batia em minha bochecha.
– E foi a coisa mais errada que eu fiz hoje. – Eu disse, encarando sua boca tão próxima da minha.
– Pois eu adoro erros, principalmente quando eles me levam pra perto de você. – Ele disse, segurando minha nuca e me beijando finalmente, e o odor de cigarro nem me incomodava, só de os lábios de Zayn estarem colados aos meus já era o suficiente, já bastava pra eternidade inteira ser perfeita.
– Fica comigo, esquece o Louis, eu preciso de você . – Ele disse piedoso entre selinhos e eu o empurrei.
– Eu não posso, o Louis é tão carinhoso e gentil comigo. – Eu disse.
– Mas é a mim que você ama.
– Amor não basta quando o mundo conspira contra. – Eu disse, correndo e voltando para o lado de Louis.
– Sim, eu aceito! – Ouvi a noiva dizer assim que sentei, e como eu queria poder dizer a mesma coisa.

Liam’s POV

Depois de eu ficar todo cheio de arroz por todas as partes do meu corpo, e acredito, todas mesmo, a festa finalmente começou. A banda contratava tocava alguma música romântica, Boyce Avenue, eu acho, enquanto nós estávamos sentados em uma mesa perto do palco, rindo descontroladamente só contando os micos do povo da festa, e tenho que admitir, minha família paga muito mico.
– Atenção de todos, por favor. – Vovó Augusta disse subindo no palco e pegando o microfone com seu marido ao seu lado. – Bem, acho que todos sabem aqui que o meu neto agora faz parte de uma banda chamada “Uan Direcxión”.
– É One Direction, vó! – Paulo gritou.
– Cala a boca e não me corrija! – Vó Augusta disse e todos riram. – Continuando, meu neto Liam agora faz parte de uma banda, que eu não sei falar o nome, mas não importa, oque eu quero é pedir para que ele e seus amigos cantem, porque hoje é dia de festa, e sem música, uma festa não é completa. – Vovó disse e depois saiu do palco, enquanto nós subíamos no palco sobre o aplauso de todos.
Zayn já havia aparecido, com bafo de cigarro, ele voltou novamente a fumar, ele não escuta ninguém mesmo. Começamos cantando What Makes You Beautiful, depois Gotta Be You, I Should’ve Kissed You, Moments, Another World, e por último, Tell Me a Lie, que Zayn cantou com o olhar fixo em , mas eu não me importo mais, eles são bem grandinhos pra se entender.
Descemos do palco e a banda voltou, agora para cantar a valsa dos noivos. Minha avó dançava como uma debutante de tão feliz, parecia uma garotinha. Depois da valsa, a banda começou a tocar Gravity, da Sara Bareilles, enquanto minha vó vinha para a nossa mesa.
– Ué, o que fazem sentados ainda? – Minha vó disse. – Nem pensar, tratem de pegar seus pares e ir dançar por essa música é linda.
– Nem precisa mandar duas vezes. – Harry disse, pegando pela mão e correndo para a pista.
– Já que é assim... – Niall disse ajoelhando para . – Aceita dançar comigo?
– Com prazer. – Os dois correram para a pista.
– Louis, aceita dançar comigo, isso se a não se importar, claro. – disse receosa.
– Por mim, tudo bem. – disse, e Louis foi com para a pista.
– E vocês, estão esperando o que? – Vovó Augusta disse novamente.
– Ah não, eu não sei dançar valsa. – disse.
– E eu estou cansada. – falou.
– Nem pensar, Liam e , e e Zayn agora na pista, e isso é uma ordem de avó. – Ela disse, e eu olhei para .
– Ordem de avó não se desobedece. – Zayn disse.
– Quer dançar comigo? – Eu disse.
– Tudo bem. – As duas disseram juntas e fomos para pista, onde agora só restavam os cinco casais mais problemáticos do mundo.

Narrador POV

Harry e . Niall e . Louis e . Liam e . Zayn e . Eram mesmo os casais mais problemáticos do mundo, mas me mostre um amor sem problemas, que eu lhe mostro alguém imortal.
A música tocava e todos dançavam em seu ritmo, cada um a sua maneira, mas não menos apaixonado por isso pelas diferenças. Cada passo, cada verso, cada olhar, a cada momento a certeza do amor crescia no coração deles, assim como a duvida crescia na razão. se questionava quanto tempo iria viver para ficar ao lado de Niall. se questionava como seria depois de Harry saber do filho. se questionava o que Liam sentia realmente por ela. se questionava o porquê foi se apaixonar por Louis. se questionava o que teria de enfrentar para ficar com Zayn. E mesmo assim continuavam dançando no ritmo da música ao lado dos causadores de tantas duvidas.
– Você está linda! – Todos disseram, cada um para sua garota.
– De jeans e sneaker? – respondeu para Liam.
– Continua linda pra mim. – Liam disse.
– São os seus olhos, besta. – disse para Harry.
– É o meu amor, isso sim. – Niall agora disse para .
– Aposto que não é maior que o meu. – disse para Louis.
– O meu é tão grande que eu poderia ficar com você por toda a eternidade. – Harry disse para .
– Se eu pudesse realmente ficaria. – disse para Zayn.
– Eu não vou te deixar fugir. – Louis para .
– Nunca. – Niall para
– E quem disse que eu quero fugir? – para Liam.
– É bom mesmo, porque se depender de mim... – Louis para .
– Eu vou envelhecer perto de você. – Todos os garotos para suas garotas.
As palmas das pessoas quando a música acabou despertaram os casais, separando e Liam, e Louis, e e Zayn, que correram para cantos totalmente separados, enquanto e Harry e Niall e apenas curtiam o amor que realmente estava no ar, e que ele permaneça por um bom tempo.

Liam’s POV

Depois que a música acabou, eu me distanciei de e corri para um labirinto de plantas que havia na chácara, eu gostava de ir pra lá quando queria pensar, e era tudo o que eu mais precisava no momento. Eu me sentei perto de uma das paredes e fiquei quieto, ouvindo risadas ao fundo, e pássaros voando, mas depois ouvi passos muito perto de mim e me virei, encontrando vindo para perto de mim.
– Tô atrapalhando? – Ela perguntou docemente, se aproximando mais.
– Não, pode ficar. – Eu disse, e ela sentou ao meu lado, sorrindo pra mim.
– Você e a são mesmo bem ligados, né? – Ela perguntou um pouco apreensiva.
– Sim, somos muito amigos, por quê? – Eu disse, e ela encarou a outra parede a nossa frente.
– Nada, é que vocês estão sempre próximos, e você ficou tão feliz quando viu que ela veio. – Ela disse um pouco triste.
– Isso te incomoda?
– Não... – Ela disse convicta, e depois continuou. – Quer dizer, sim, quer dizer, talvez... Digamos que eu tenho um pouquinho de inveja dessa amizade, porque ela fia tão próxima de você como eu...
– Como você o que? – Eu disse virando pra ela, e ela me olhou.
– Como eu queria. – Ela disse, e eu senti um pouco de sinceridade em seu tom.
– Você querendo ficar perto de mim, ? Você me distratava na escola.
– Porque eu ainda era fissurada no Harry, e não tinha percebido a pessoa maravilhosa que você é. – disse me encarando, como se lesse a minha alma. – Porque acha que eu me aproximei tanto de sua mãe, queria a ajuda dela pra me aproximar de você, quem sabe você não me notasse.
– Eu sempre te notei, sempre fui louco por você. – Eu disse, segurando em seu rosto.
– Sério? – Ela disse. – E o que está esperando pra me beijar?
– Nada. – Eu disse, e puxei por sua nuca de maneira intensa, lhe beijando como nunca tinha beijado ninguém, mas não sei dizer se era bom ou ruim, era apenas diferente, eu nunca tinha experimentado, mas eu esperava muito mais, parece que a minha ilusão com era somente ilusão mesmo, ela não era a garota certa pra mim.
– Liam! – Ouvi uma voz ao nosso lado e me separei de , encontrando parada a nossa frente, me levantei rápido, a encarando. – Desculpa atrapalhar, já tô saindo.
– Espera , deixa eu te explicar. – Eu disse indo pra perto dela, e ela sorriu sem graça.
– Não precisa me explicar, você é bem grandinho e não temos nada juntos. – Ela disse ríspida e séria, saindo do labirinto em seguida.
– Liam, não se preocupe, ela tá certa. – disse me abraçando por trás e beijando meu pescoço, mas eu a empurrei.
na boa, não tem mais clima e eu não devia fazer isso. – Eu disse, correndo para fora do labirinto, mas não encontrei mais ela, aliás, não vi mais nenhum dos meninos, apenas alguns poucos convidados, e se aproximando.
– Liam, está tudo bem? – Ela perguntou.
– Tá sim, mas cadê todo mundo? – Eu perguntei.
, Harry e acabaram de ir embora, ela disse estar cansada e eles foram, e o resto tá dentro da casa, comendo. – Ela disse rindo, mas parou olhando pra trás e eu me virei, vendo voltando, e passando por mim, piscando e rebolando. Que burro que eu sou de cair no papinho dessa vadia! – Não acredito que fez o que eu estou pensando, Liam.
– Nem eu priminha, nem eu. – Eu disse e corri para dentro de casa, direto pro quarto de hospedes que ficava o lado do quarto da vovó e me joguei na cama, pensando na besteira que fiz.

’s POV

Estavam todos na cozinha, eu continuava do lado de fora passeando pelo lindo jardim enquanto as pessoas iam embora, e os empregados arrumavam tudo. A valsa com Louis só piorou as coisas, e eu sabia desde, mas fiz questão de pedir pra dançar com ele, até porque depois do clima entre e Zayn na hora da apresentação eu não podia deixar ela pensar que ainda estava por cima, a ia aprender a não brincar com os outros por bem ou por mal.
? – Ouvi Louis dizer se aproximando. – O que faz sozinha?
– Oi Lou, eu só estou andando mesmo, aproveitando o lindo jardim da Vovó Augusta. – Eu disse enquanto caminhávamos juntos.
– Que bom, pensei que tinha ficado chateada pela hora da dança. – Ele disse.
– Você me elogia e acha que eu vou ficar mal? – Nós rimos juntos.
– Você mesma disse que tínhamos que resolver nossa situação, achei que não ia gostar de se aproximar de mim novamente.
– Primeiro, fui eu quem te convidei pra dançar; e segundo, sei que essa situação não é culpa sua. – EU disse, e Louis me olhou curioso.
– Não?
– Não, quem fez tudo isso foi a .
– Mas ela não tem culpa de nada. – Louis disse, e eu sorri irônica.
– Ah não? Ela escreve uma música pro Zayn, rola o maior clima entre os dois há um tempão e ela não tem culpa por nós estarmos separados? – Eu disparei, o encarando.
– Se ela realmente gostasse do Zayn, não estaria comigo. – Ele disse.
– Ainda vai defender ela? Ela tá brincando com vocês dois, ela é uma mimada que acha que pode iludir vocês dois, e pelo visto pode, porque os dois estão iludidos.
– Você também percebeu... – Ele disse baixo.
– Tá vendo? Você sabe disso, sabe que ela não te ama e mesmo assim mantem o relacionamento.
– Porque a é frágil e precisa de mim. – Ele disse autoritário, e eu não acreditava no que escutava. Louis continuava apaixonado por ela.
– Eu também, mas você só percebe a ela. – Eu disse. – Quer saber, fica com a sua patricinha, porque a mim você já perdeu.
Eu disse e corri, me perdendo no meio daquele jardim, quem sabe as flores não entenderiam minha dor.

Capítulo 40

Narrador POV

No dia seguinte, domingo, o primeiro dia da semana e de renovar as esperanças, e era exatamente isso, novas esperanças, que aguardavam os dez na casa de Simon Cowell.
Logo cedo, Simon ligou para marcando uma reunião com todos em sua casa para um assunto importante, e claro, todos ficaram preocupados, pois quando Simon Cowell dizia que algo era importante, acredite, ou era muito ruim, ou algo extremamente bom, e eles torciam para que fosse a segundo alternativa.
Os dez se dividiram nos carros de Harry e Louis, e logo já estavam em frente a imensa mansão de Simon, que os recebeu com uma cara não muito amigável, o que só piorou a preocupação de todos.
– Olá garotos, podem entrar. – Simon disse dando espaço a porta e eles entram, se sentando nos sofás confortáveis da sala.
– Simon, não sabemos o porquê dessa reunião, mas por favor, seja breve. – Liam tomou a frente.
– E serei, só tenho uma coisa a dizer a vocês: arrumem suas malas e estejam amanha as dez e meia no Aeroporto Internacional. – Simon disse com uma tranquilidade imensa, enquanto os garotos não entendiam nada.
– Arrumar as malas e ir pro aeroporto? Por quê? – foi quem perguntou.
– Não está mais do que claro, nós vamos viajar.
– Mas pra onde? – perguntou de uma vez, e Simon abriu um largo sorriso.
– Para Nova York. – Simon disse de uma vez, espantando a todos. – Amanhã todos embarcaremos para New York City.
Foi difícil se controlar de tanta emoção nesse momento, exatamente por isso os dez gritaram e pularam pela sala de tanta alegria, até mesmo , que já morou lá, mas agora era diferente, ela estaria indo com seus amigos, com seu irmão, com o seu amor, e isso era mais especial do que qualquer coisa. Quando finalmente pararam de vibrar, encararam Simon, que estava parado os repreendendo com o olhar, e eles se sentaram imediatamente.
– Desculpe Simon. – Harry foi quem disse, e ele mesmo sabia que mais cedo, ou mais tarde, pronunciaria essa frase.
– Não precisa pedir desculpas, apenas se controlem.
– Mas porque iremos pra Nova York? – Niall perguntou.
– Principalmente nós, porque os meninos ainda entendemos, mas porque s meninas? – perguntou.
– Nós iremos fazer a divulgação da banda pela América do Norte, começando por Nova York, e as meninas vão por que... Porque uma viagem só com homens não teria graça. – Ele disse e todos riram.
– Nova York, nem acredito que vou mesmo pra lá! – disse.
– Nem eu, cara, é a cidade dos sonhos! – se manifestou.
– Bem, o recado está dado, agora todos pra casa arrumar as malas, e isso é uma ordem. – Simon disse, e todos levantaram batendo continência.
– Sim senhor! – Disseram juntos e depois saíram rindo para seus respectivos carros, ainda processando o sonho que iriam realizar em exatamente dali a vinte e quatro horas.

...

Vinte e quatro horas se passaram, vinte e quatro horas de ansiedade, vinte e quatro horas de esperança, e vinte e quatro horas de planos mirabolantes. pensava em visitar um médico para ter um melhor diagnostico sobre sua doença, e planejavam comprar tudo o que vissem pela frente, Liam planejava fazer lá sua inscrição para o vestibular de Tecnologia na Música para a New York University, pensava em conhecer a cidade, e Harry pensavam em reencontrar sua mãe, e Zayn e Niall pensavam nos lindos pontos turísticos da cidade. Cada um com seu desejo, cada um com seu objetivo.
– Pessoal, o nosso voo foi anunciado, vamos? – Ed disse chamando a todos na sala de espera. Além de Simon e os garotos, iriam também Ed, Dan, Sandy, Jon e Lou, que foi contratada de última hora como maquiadora da banda.
Os jovens se levantaram e seguiram para a sala de embarque, ainda mais felizes do que em qualquer outro momento juntos, principalmente porque eles permaneciam juntos, e com certeza ficariam ainda por muito tempo.
“Nova York, aqui vou eu!”. Esse foi o pensamento dos cinco quando o avião levantou voo e as nuvens o guiaram para longe. Melhor assim, pelo menos eles continuariam se iludindo que em outro lugar os problemas desapareciam, quando na verdade, eles só aumentariam.

Capítulo 41

’s POV

Finalmente, New York City. Depois de quase dez horas de viagem, que eu nem vi passar, pois estava dormindo, ou melhor, tentando, já que Harry e Zayn nos atormentaram a viagem inteira e Niall realmente roncou muito do meu lado, finalmente desembarcamos em Nova York às onze da noite, horário de Nova York, e agora estávamos pegando nossas malas enquanto Simon, Ed e Lou, a maquiadora dos meninos, resolviam algo lá fora.
— Tudo certo Harry, acabei de ligar pra mamãe e ela está nos esperando em casa. – disse vindo para perto de nós, enquanto e pegavam as malas e colocavam no carrinho. Eu estava sentada num dos bancos acolchoados que haviam ali, encostada no ombro de Louis quase dormindo, Niall e liam um folheto pego por ali sentados ao meu lado, Liam estava ajudando as garotas a carregar o carrinho cheio de malas, Harry conversava com Sandy, Jon e Dan, e Zayn estava brincando com Baby Lux, a filha do Lou pelo aeroporto. Ele estava tão feliz fazendo isso, parecia que ele era a criança em questão, ria como nunca, nem parecia o garoto amargurado e cheio de problemas do dia-a-dia. Essa viagem realmente vai nos mudar.
– Ótimo, odeio ficar em hotéis, não se tem privacidade. – Harry disse dando atenção a , e eu voltei para nossa reação situação, já que o sono estava me consumindo.
– Somos dois, não tem nada melhor do que a casa da gente. – Liam disse vindo pra perto de nós junto com as garotas.
– Essa é a última coisa que vocês terão daqui pra frente, casa será artigo raro na vida de vocês. – Dan comentou, se aproximando com o resto da banda.
– Pelo visto, privacidade também. – Zayn disse, se aproximando com Lux no colo e apontando com o queixo para trás para que visse. – Nem somos famosos e já tem paparazzis nos fotografando, até assustaram a Lux.
– Ô Zayn, o papel de Daddy da turma é do Liam, esqueceu? – disse, tomando Lux do colo de Zayn e fazendo gracinhas com ela.
– E o de Mommy deveria ser seu, né ? – Louis disse rindo, e nós o acompanhamos, apenas Harry que concordou, enquanto e se entreolhavam aflitas e tristes. Epa, aí tem coisa.
– Logo, logo será, pretendo fazer um Harry Júnior muito em breve. – Harry disse abraçando por trás e lhe beijando o pescoço.
– Ainda somos jovens demais pra isso, não Harry. – disse saindo de perto de Harry, um pouco preocupada.
– Quanto antes melhor, não amor? – Harry sugeriu, e engoliu em seco. Preciso conversar urgentemente com minha amiga.
– Na sua atual situação, meu querido Harry, acho melhor acatar a ideia da e adiar esse filho. – Simon disse se aproximando com Ed e Lou, que pegou Lux assim que se aproximou.
– Já pegaram as malas, então, acho que já podemos ir para o hotel. – Ed disse, e todos assentimos enquanto nos levantávamos e cada um pegava suas malas espalhadas entre os seis carrinhos, também, dezesseis pessoas, sendo seis mulheres e um bebê, não era pra menos, teria que ser um andar inteiro para nos hospedarmos, falando nisso:
– Simon, ainda não nos disse onde vamos ficar? – Eu perguntei enquanto saíamos do aeroporto e enfrentávamos o frio de Nova York, o que fez com que eu e nos apertássemos nos casacos.
– New York Pallace (n/a: Não sei se esse hotel existe, mas finjam, ok). – Simon disse simplesmente, o que nos fez arregalar os olhos e Ed sorrir junto com Lou.
– Como assim o New York Pallace?! – disse parando na frente de Simon. – Nós, quer dizer, eles vão se hospedar no hotel mais caro de Nova York?!
– Por que eles? Onde pensa que irá ficar ? – Simon questionou.
– Eu não só penso, como vou ficar na casa da minha mãe, quero matar saudades dela, e Harry também vai. – explicou, e Harry chegou ao seu lado.
– Ei, eu ia ficar na casa da mamãe, não vou desperdiçar a chance de ficar nesse hotel. – Harry explicou, e lhe bateu no ombro.
– Não disse que hotéis eram desconfortáveis, maninho? – questionou.
– Não esse hotel, irmãzinha. – Harry retrucou.
– Bem, se o Harry não vai, aceito a vaga dele. – Liam disse levantando a mão. – Pode ser o melhor hotel do mundo, ainda prefiro uma casa confortável.
– Peraí que eu já me perdi, quem vai ficar na casa de quem, quem vai pro hotel, que eu estou confusa. – Eu disse, e todos riram.
– A confusa, que novidade. – Niall disse rindo, e eu revirei os olhos.
– Chega, porque agora até eu me perdi. – Simon disse levantando as mãos e nós nos calamos. – Ok, então Liam e irão ficar na casa da mãe dela, e o resto, incluindo a banda, eu, Ed e Lou iremos para o hotel. – Foi após ele dizer isso que eu procurei por Ed pela multidão, mas ele não estava lá, nem ele, nem Sandy. Onde eles se meteram?
– Quantos quartos vocês alugaram para nós, afinal? – perguntou, e Simon riu irônico, o que me fez abrir um sorriso, já deduzia que quando Simon abria um sorriso desses, notícias ótimas viriam por aí.
– Aluguei o sexto andar inteiro só para nós. – Quando ele disse isso, todos nós vibramos muito. – Mas, que fique bem claro, será um quarto pra dois, e eu vou escolher as duplas, ok?
– Condição aceita, para ficar naquele hotel vale tudo. – disse.
– Ok, agora se organizem porque Ed e Sandy já devem estar vindo com a surpresa. – Simon disse pegando suas malas.
– Surpresa? Como assim surpresa? – perguntou.
– Um presente que eu e Simon resolvamos dar aos garotos, é o mínimo depois de me darem essa chance. – Lou disse simpática, piscando para nós.
– Mas que presente é esse? – Liam questionou, e logo depois um som de buzina foi ouvida e nós olhamos para frente, encontrando o nosso presente.
A nossa frente, estacionado no acostamento da estrada, estava a surpresa: um ônibus de dois andares preto fosco, com janelas no segundo andar, e abaixo, o logo da banda, o nome One Direction meio que desenhado em branco que parecia brilhar. Lindo, perfeito, incrível, essas eram as únicas palavras que eu conseguia definir para aquilo, só mesmo Simon para nos arrumar uma coisa como aquela. Agora sim a One Direction tinha tudo do que uma banda precisava. O mundo que nos aguarde.
– E aí pessoal, gostaram do nosso presentinho? – Sandy perguntou, descendo do ônibus junto com Ed.
– Simon, isso é incrível! – disse admirada para Simon, enquanto este ria. – Por que não me contou isso?!
– Era pra ser uma surpresa, não podia contar a ninguém, nem mesmo para minha aprendiz. – Simon disse satisfeito.
– Cara, esse é o melhor presente que já ganhei até hoje! – Zayn disse admirado.
– E o que estão esperando? Vamos, o ônibus é de vocês, podem desfrutar dele! – Lou nos incentivou, e nem precisou dizer duas vezes, logo nos já estávamos correndo para o ônibus, todos realmente muito felizes com aquilo.
Bom, pra entrar no ônibus já foi uma luta, um empurra, empurra sem fim, mas quando entramos, paramos imediatamente olhando para aquilo tudo, porque aquilo mais parecia uma casa de tão equipado e grande. As paredes do ônibus eram entapetadas, assim como o chão, todo em um tom de cinza claro. Após a cabine do motorista, que tinha dois bancos, havia uma espécie de sala-cozinha, com um sofá preto de couro e uma TV de tela plasma embutida, e mais ao lado um barzinho de madeira, com fogão acoplado e uma frigobar abaixo junto com um armário certamente recheado de comida que Niall e devorariam em dois tempos. Ao lado da “cozinha”, havia uma escada de metal em forma giratória, e uma porta abaixo, certamente o banheiro.
– CARAMBA! – Harry disse, antes de dar um grito estridente e jogar suas duas malas pelo chão se jogando no sofá em seguida, sendo seguido por e, acredite se quiser, Liam, que gritou e pulou tanto quanto os dois.
– Que bom que gostaram. – Jon disse, chegando junto com os outros que carregavam as malas que nos deixamos quando corremos, mas também, com tanta felicidade umas meras malinhas podiam ser deixadas para trás. Ainda bem que minha mala de emergência eu peguei quando corri e está perto de... Ué, cada minha mala vermelha?
– Essa mala é minha! – Eu corri e a peguei quando vi nas mãos de Sandy, e este se assustou quando eu corri.
– Calma , eu não mexi na sua mala e nem peguei nada, ok? – Sandy disse, e eu sorri.
– Não é isso, é que eu tenho um ciúmes incrível dessa mala. – Eu disse me defendendo.
– Mais do que de mim, amor? – Louis disse fazendo biquinho e eu lhe dei um beijo. Depois da nossa discussão e do meu desabafo em frente a minha casa, eu pensei seriamente em separar de Louis, mas ele se mostrou tão compreensivo e carinhoso comigo que tudo ficou bem mais difícil, então foi melhor deixar como estava mesmo.
– Claro que não, besta, mas essa mala tem coisas especiais, não só pra mim, como pra todas as garotas. – Eu disse, e todas sorrimos, deixando os garotos confusos.
– Agora contem, o que essa mala tem de especial? – Foi Liam quem perguntou.
– Pouco antes de virmos pra cá, colocamos nessa mala algumas fotos de nós juntas, assim como desejos que queríamos realizar aqui em Nova York, e só vamos abrir no fim da viajem. – explicou e nós assentimos.
– Coisas de garotas, nem tentem entender. – disse.
– Bem, deixem isso pra depois, agora vamos pro hotel, temos que descansar, pois amanhã será um dia cheio. – Simon disse fechando a porta enquanto Ed ia pra cabine do motorista.
– Espere, se vamos ficar no hotel, onde esse ônibus irá ficar? – perguntou.
– No estacionamento subterrâneo do hotel. – Simon disse. – Acalmem-se, já tenho tudo planejado, até porque é com esse ônibus que iremos nos locomover pela cidade.
– Isso é mais do que um sonho, Simon, muito obrigado! – Harry disse enquanto nós sentávamos no sofá.
– Nem precisa agradecer Styles, aposto que vão me recompensar com muito mais. – Simon disse, enquanto ia pra cabine do motorista.
Bem, depois de o ônibus dar partida, nós começamos a andar por ele, para conhece-lo melhor. Quando chegamos ao segundo andar, já que esse era um pouco mais normal, na medida do possível. Eram, ao todo, sete camas, três de um lado, três do outro, e uma dobrável embutida na parede no fim do corredor entre as duas, e acima de cada uma estava uma abertura típica de ônibus para guardar as malas, e no meio, entre a abertura e a cama, havia uma janela de vidro, ótima para se olhar durante a noite. Todos desceram novamente, mas eu continuei na parte de cima, deitada em uma cama lendo Anna e o Beijo Francês, que eu comprei pouco antes de vir pra cá, queria mesmo distrair minha cabeça pra esquecer que teria que passar mais de uma semana convivendo todo dia com Zayn.

Harry’s POV

Chegamos ao New York Pallace meia hora depois de sair do aeroporto. E WOW! Aquele lugar era enorme, tinha uns vinte andares pra cima e pegava quase um quarteirão inteiro. Era todo branco, com uma ampla porta giratória de vidro, um “teto” de plástico branco acima da porta, o nome New York Pallace bem grande em dourado acima, e mais de cinquenta janelas com varandas espalhadas por todo. E WOW! Era realmente enorme.
Cada um pegou suas malas e fomos entrando no hall do hotel, e logo alguns homens com vários carrinhos os pegaram de nós enquanto Simon e Ed resolviam algo com o recepcionista. Depois de uns dez, quinze minutos, entre revezamentos na escada e no elevador, conseguimos chegar todos ao sexto andar com nossas malas, e depois que Simon fez a divisão, os quartos ficaram assim: Sandy, Jon e Dan no primeiro quarto, e no segundo, eu e Niall no terceiro, Simon, Ed e Lou no quarto, Louis e Zayn no quinto, e e no sexto (nem vou comentar o fato de que isso vai dar briga, e das grandes).
Depois da divisão, eu me despedi de e Liam que iriam dormir na casa da minha mãe, e não me levem a mal, não é que eu não goste da minha mãe, apesar de não ter convivido muito com ela, eu a amo, afinal é minha mãe, mas pelo o que já havia me dito de Max, o idiota do marido dela, acho que não nos daríamos bem, iria pra lá porque ainda não sabia onde iriamos ficar, e ainda bem que é nesse hotel, porque aposto que brigaria muito com ele, assim como tenho certeza que também vai.
Enfim, depois que eles saíram, cada um foi para seus quartos e eu fui para o meu junto com Niall. O quarto era amplo, com duas camas de casal separadas, uma espécie de mini closet e um banheiro mais ao lado. Eu deixei minha mala perto da cama, só arrumaria no dia seguinte e fui tomar um banho, enquanto Niall arrumava suas coisas no closet. Depois do banho, vesti apenas uma cueca boxer preta (que Niall reclamou, pois dois homens dormindo no mesmo quarto e um só de cueca não geraria bons comentários) e deitei em minha cama, que ficava perto da janela, apreciando a linda vista dos prédios de Nova York.
– Vai ser difícil voltar pro Brasil depois de conhecer essa cidade. – Niall comentou.
– Muito. – Eu disse me virando e vendo ele voltando do closet e mexendo em seu celular. – Se bem que agora seremos famosos, vamos viajar o mundo, talvez nem passemos mais tanto tempo no Brasil.
– Às vezes eu tenho medo. – Ele disse encarando a janela, como se falasse consigo mesmo. – Tenho medo que as coisas mudem, que a fama nos afete mais do que imaginamos, e...
– E...
– E a gente se separe, deixe o dinheiro subir a cabeça e esqueça da amizade e das nossas garotas. – Ele disse receoso, e ele parecia um bebê medroso.
– Calma Nialler, isso não vai acontecer. – Eu disse, e ele suspirou.
– Assim espero. – Ele disse, indo pro banheiro e me deixando sozinho.
Ele podia ter razão. As coisas certamente mudariam daqui pra frente, nada seria como era antes, isso é fato, mas me esquecer dos meus amigos e da minha , isso não acontecerá. Será?

Liam’s POV

Chegamos ao condomínio Empire Way em pouco mais de quinze minutos. Estacionamos em uma casa linda, grande, uma verdadeira mansão, pelo menos pra mim, e pagou o taxo, antes de pegarmos as malas e tocarmos a campainha, fazendo uma Dona Susan abrir a porta sorridente abraçando a sua filha.
, ainda bem que chegou! – Ela disse feliz, apertando , e por mais que eu soubesse que ela não gostava disso, certamente estava confortável por estar com sua mãe. – Senti tantas saudades, meu amor!
– Eu também, mãe, morri de saudades! – disse soltando o abraço.
– Onde está o Harry? Estou louca pra reencontrar meu filho, aposto que já está um homem feito. – Dona Susan disse ainda mais contente, mas desfez o sorriso ao olhar para trás e não encontrar Harry ali.
– Ele não quis ficar aqui, decidiu ir pro New York Pallace com o resto da banda e com a namorada. – disse e revirou os olhos. – Mas amanhã eu arrasto ele pra cá nem que seja a força.
– E quem é esse belo rapaz? – Susan disse me analisando de cima a baixo, e com um sorriso tão irônico que me levou a rir também. – Arranjou uma namorado e não me contou, ?
– Ele não é meu namorado, mãe. – respondeu. – Este é Liam Payne, meu melhor amigo e companheiro de Harry na banda.
– Muito prazer, Dona Susan. – Eu disse estendendo minha mão.
– O prazer é meu, Liam, e se quiser, pode me chamar de tia Susan, já estou acostumada. – Ela disse apertando minha mão e eu assenti.
– Como meu irmão não quis vir, chamei o Liam que odeia hotéis, não tem problema, né mãe? – disse.
– Não, de jeito nenhum, vai ser até bom mais um homem em casa. – Susan respondeu. – Agora entrem, aposto que estão cansados e com fome.
Ela deu espaço e nós entramos com nossas malas, vendo uma casa ainda mais linda por dentro. Uma sala ampla, com uma cozinha dos sonhos e um corredor que dava acesso aos quartos e aos outros cômodos.
– Um bom filho a casa torna. – Nós viramos quando ouvimos uma voz grossa e vimos um homem vindo da cozinha para perto de nós, certamente aquele seria Max, o padrasto ao qual tanto odiava. – Voltou para o lar, ?
– Graças a Deus, só terei que aguentar as suas ironias por um mês, depois volto para a minha maravilhosa vida a milhares de quilômetros da sua presença. – retrucou, depois pegou as malas e seguiu pelo corredor, me deixando ali, sozinho e constrangido. Valeu mesmo , joinha pra você!
– Ela continua me odiando. – Max suspirou, chegando perto de Susan.
não tem mesmo jeito, intolerante desde sempre. – Susan disse. – Bem, mas deixe-me apresentar, este é Liam, amigo da que vai se hospedar aqui em casa, já que o Harry não quis vir.
– Muito prazer Liam, sou Maxwell Evans, mas pode me chamar de Max. – Ele disse estendendo a mão e eu a apertei. Ele parecia ser alguém bem simpático, não entendo porque a era tão implicante com ele, se bem que a era implicante com todo mundo.
– O prazer é meu, Max. – Eu disse. – Agora, será que eu posso ir pro meu quarto?
– Claro, venha comigo. – Susan disse e eu peguei minhas duas malas, seguindo pelo corredor até o penúltimo quarto. – Este é o quarto de hospedes, espero que gosto.
– Sei que vou, e muito obrigada por me deixar ficar aqui em sua casa. – Eu disse.
– Se é amigo da minha filha, é quase meu filho. – Ela disse e depois voltou à sala.
Eu entrei no quarto, que era amplo, assim como o resto da casa, guardei minha mala no closet pra organizar no dia seguinte, depois apenas troquei de roupa e dormi do jeito que estava, me preparando para amanhã, o primeiro dia da minha nova vida.

Louis’s POV

O Niall e a encarnaram no meu corpo, só pode, porque pra acordar às três e meia da manhã morrendo de fome como eu estava não era normal.
O fato é que eu estava tomando o resto de leite que havia em uma caixa, que estava no frigobar que ficava perto do rack. E eu tenho até medo de descobrir de onde surgiu aquela caixa de leite. Tentei não tropeçar em nada para também não fazer barulho. Mas como nunca nada sai perfeito, acabei meio que escorregando e derramei um pouco de leite em Zayn, já que estava perto de sua cama.
– Ah, socorro! – Ele falou alto ao acordar, se sentando em seguida completamente atordoado, olhando para todos os cantos enquanto eu ria. – Louis, o que faz acordado há essa hora? – Ele disse sentando.
– Acho que a fome da veio pra mim, agora que ela não pode comer tanto. – Eu disse rindo, sentando ao lado de Zayn e lhe estendendo a caixa de leite e ele logo bebeu. – Desculpa te acordar.
– Nada, é até bom acordar se afogando numa piscina de leite. – Zayn disse rindo.
– E eu posso saber com o que o DJ Malik estava sonhando? – Eu perguntei, e Zayn ficou preocupado, o que, de certa forma, me fez perceber a resposta antes mesmo que ele dissesse. – Com quem, melhor dizendo, não? – Zayn me olhou um pouco culpado, e eu respondi por ele: – , não era?
– Era. Tá sendo difícil não sonhar com ela ultimamente. – Zayn disse suspirando, e eu mudei meu olhar para baixo. – Desculpa Louis, eu não queria que as coisas ficassem assim...
– A culpa não é sua, Zayn, aliás, ninguém tem culpa do que está acontecendo, a gente se apaixonou pela mesma garota, não há como ter controle sobre isso. – Eu disse, e encarei Zayn que olhava para a frente, com a expressão serena.
– Realmente ama a , Louis? Quer dizer, você já deu a entender que gosta mesmo da . – Zayn questionou.
– Tô mais confuso que cego em tiroteio, pra falar a verdade. – Eu disse e nós rimos sem graça, antes de eu respirar fundo e continuar. – No sério, eu nem sei mesmo o que eu sinto pela , é só que, desde a primeira vez que a vi, ela pareceu...
– Pareceu uma garota frágil que precisava de cuidados, e que nos dava vontade de agarra-la e não soltar nunca mais. – Zayn me interrompeu completando, e sorriu de forma boba olhando para a frente. Ele sabia bem pelo o que eu estava passando, talvez soubesse até mais, porque pelo seu jeito parecia amar a de verdade. – Senti a mesma coisa quando a vi.
– Pois é, mas com a eu sinto algo mais forte, eu me sinto um idiota perto dela porque a simples respiração dela parece me anestesiar por completo, e o único antidoto é o seu beijo. – Eu disse, e vi verdade em minhas palavras. Quem diria que um dia eu ia virar filosofo enh, o amor muda a gente mesmo.
– Tenho certeza que você mesmo percebeu a mudança do seu tom quando falou. – Zayn praticamente me jogou na cara, e eu ri sem graça. – Louis, se ama mesmo a , porque ainda tá com a ? Porque não se separam de uma vez e vão viver felizes com quem merecem?
– Porque as duas são completamente diferentes. – Eu disse, encarando Zayn, e nós dois estávamos sérios. – A é forte, determinada, não precisa realmente de mim, e depois me distrata às vezes, já a é frágil, delicada, precisa ser protegida, e eu me sinto na obrigação de protegê-la, já que somos namorados, por isso não tenho coragem de deixar ela sozinha.
– Eu te entendo, aquela garota é imprevisível, consegue ser doce e meiga, e logo depois sexy e provocante, consegue nos enlouquecer, e nos acalmar em instantes. – Zayn disse de uma maneira como eu nunca havia visto, tão apaixonado quanto eu falei de . – Louis, eu te peço, por favor, faça da a garota mais feliz do mundo.
– Porque você não faz? – Eu sugeri um pouco confuso. – Zayn, você ama a , me confessou isso agora mesmo, e eu não tenho o direito de interferir em uma relação tão bonita só porque a minha não deu certo.
– Tá querendo dizer...
– Que eu vou terminar com a amanhã, ou melhor, hoje... – Eu me confundi e ri um pouco. – Assim que ela acordar, eu vou conversar com ela e vamos terminar tudo, vou deixar o caminho livre pra vocês dois.
– Não, Louis, por favor, não faça isso, a precisa de você, vocês precisam ficar juntos. – Zayn quase implorou, e não entendi mais nada.
– Zayn, você é bipolar, meu filho? – Eu brinquei e rimos um pouco. – Primeiro você me diz que ama a , e agora me pede pra ficar com ela, por quê?
– Eu não posso ficar com a , a mãe dela nunca irá deixar. – Ele disse lento e baixo, e eu ri um pouco alto.
– Ah Zayn, você é filho de empresários americanos, a mãe dela vai te idolatrar, isso sim.
– Não vai, eu não posso nem ir à casa da . – Zayn disse, e eu o olhei confuso. – Um dia eu vou poder explicar tudo pra vocês e vocês irão entender, mas agora, a única coisa que eu te peço é que fique com a , porque vai fazer ela feliz, você é o único que pode cuidar dela da maneira como ela merece, e além de mim, é o único que sabe que ela nunca nos quis fazer mal e que não é culpa dela gostar de nós dois.
– Eu sei, sei o que ela sofre gostando de duas pessoas porque também passo por isso, e é por causa disso, eu não quero mais continuar prendendo nós quatro nessa cama de gato. – Eu disse, um pouco irritado e Zayn apenas suspirou.
– Se você se separar da , ela vai sofrer ainda mais, e assim nós dois iremos sofrer vendo ela sofrer e a também vai entrar nessa história, separando ou não, vamos continuar sofrendo da mesma maneira. – Zayn suplicou e ele até tinha um pouco de razão. – Espere ao menos voltarmos pro Brasil, ok?
– Ok, eu espero, mas assim que chegarmos ao Brasil, vai explicar direitinho essa história de não poder ir a casa dela. – Eu disse, e senti que Zayn ficou apreensivo. O que esse garoto escondia, afinal de contas? Só sei que coisa boa não devia ser.
Zayn apenas assentiu e se deitou novamente, dormindo em instantes, e eu assim também fiz, ainda pensando no enorme problema em que eu havia me metido.

Capítulo 42

Niall’s POV

Maldito sol na minha cara, para mim que Nova York era frio e não fazia esse sol incomodo. Mas aqui estava ele, queimando meu rosto, e eu não podia nem me cobrir com meu maravilhoso edredom, sabe por quê? Porque o Harry está puxando ele, me atormentando na falha tentativa de me fazer acordar. E infelizmente ele estava conseguindo.
– Me deixa, Harold, eu quero dormir! – Eu disse ficando de bruços e colocando o travesseiro sobre minha cabeça.
– Que eu saiba, você o príncipe da história, e não a Bela Adormecida. – Harry disse, e eu tive que rir. – Acorda Nialler, vamos perder o café da manhã.
– Perder o café da manhã?! Nunca! – Eu disse pulando da cama e calçando minhas havaianas enquanto Harry ria.
– Comida é contigo mesmo, né esfomeado. – Ele disse bagunçando meus cabelos e nós rimos. – Eu vou descendo, ainda tenho a maravilhosa missão de acordar o Louis e o Zayn. – Harry disse esfregando as mãos e rindo maleficamente.
– Isso se eles não estiverem se matado ontem à noite. – Eu comentei e ri sem graça.
Harry saiu do quarto e eu olhei pro relógio, vendo que eram nove e meia da manhã, depois fui pro banheiro, tomei um longo e relaxante banho e me arrumei rápido, colocando meus óculos escuros, depois saí, peguei o elevador e desci até o restaurante, encontrando , , Harry, Zayn, Louis e Ed sentados conversando.
– Bom dia, pessoal. – Eu disse me sentando ao lado de e dando um beijo nela.
– Dormiu demais, enh Nialler? – debochou e eu ri.
– Qual é, agora eu sou um artista e logo ficarei reconhecido internacionalmente, tenho o direito de dormir até tarde. – Eu me defendi e ela levantou os ombros.
– Justo. – Ela respondeu e nós rimos.
– Se bem que a e a dormiram mais que o Niall. – Louis comentou e nós concordamos.
– Posso saber o que os senhores estão falando de nós? – disse se aproximando da mesa com .
– Finalmente chegaram. – Ed comentou.
– Estávamos falando sobre como vocês demoraram pra descer. – Zayn disse.
– Culpa da , que demorou uma hora pra achar uma roupa. – disse enquanto beijava Harry.
– Claro, estamos na cidade da moda, não posso sair de qualquer jeito. – se defendeu.
– E está linda, meu bem. – Louis disse a beijando.
– Bem, já que está pronta, podemos ir, né amor? – Harry disse se levantando e assentiu.
– Ué, pra onde vocês vão? – Zayn perguntou.
– Casa da minha mãe, me ligou cedo e praticamente me intimou pra ir pra lá porque minha mãe tava morrendo de saudades, e a vai comigo pra conhecer a sogra. – Harry explicou e eu praticamente dei um pulo da cadeira.
– Eu também vou, comida de mãe certamente é melhor do que essa de hotel. – Eu disse levantando e riu.
– E por acaso alguém lhe chamou, Horan? Tá intrometido, não? – disse me dando um tapa no ombro.
– Mãe de meu amigo é quase minha mãe. – Eu me defendi.
– Então vamos, não quero enfrentar transito. – Harry disse.
– Não quer vir também, ? – chamou e balançou a cabeça.
– Eu vou sair com a , visitar alguns lugares. – Ela respondeu, e eu lhe dei um beijo na testa.
– Nos vemos logo. – Eu disse e fui saindo com Harry e .
– Estejam aqui antes de uma da tarde. – Ed disse enquanto saíamos. – Simon quer ter uma reunião com vocês.
– Estaremos. – Eu respondi.
Saímos do hotel, ficando na entrada, onde Harry parou e nós também paramos, ali ficando por mais dez minutos, até que eu perguntei:
– Por que estamos aqui? Devíamos pegar um taxi e ir pra casa da sua mãe, não Harry? – Eu questionei, e ele abriu um sorriso irônico.
– É mesmo, o que estamos fazendo aqui parados? – disse com a mesma cara de duvida que eu.
Harry abriu a boca por um instante para responder, mas antes que pudesse, uma Range Rover preta parou bem a nossa frente e de dentro saiu o... Sandy?! Como assim o nosso guitarrista está dirigindo uma Range Rover?!
– Tá entregue, patrão. – Ele disse jogando a chave para Harry, que ria contente, enquanto admirava o carro.
– Valeu, Sandy. – Harry disse e ele entrou no hotel.
– O que é isso, Harry? – Eu questionei, e ele levantou os ombros.
– Não podia andar por Nova York de taxi, sou astro de uma boyband em ascensão, então pedi pro Sandy, que já conheceu a cidade, ir a uma locadora de carros e alugar este pra mim, ele sempre foi meu sonho de consumo. – Ele disse passando a mão pelo capo do carro, e rindo como uma criança.
– Harry, isso é incrível! – disse olhando o carro.
– Será que dá pra parar de olhar esse carro e irmos logo pra casa da sua mãe? – Eu disse e riu, comentando um “Esfomeado”.
Harry nos chamou com a mão e nós entramos no carro, com na frente, Harry dirigindo, e eu atrás, e posso dizer que foi uma dificuldade para ele conseguir dirigir com o lado contrario ao nosso, já que aqui, a direção fica do lado direito. Mas até que conseguimos andar tranquilamente pelas ruas de Nova York, já que aqui, não havia tanto transito assim. Eu olhava cada parte daquela cidade, exatamente tudo, queria me lembrar de tudo quando fosse embora. E certamente voltaríamos aqui algum dia. Chegamos ao condomínio da Dona Susan uns vinte minutos depois, já que ficava no Brooklin. Entramos em um condomínio cheio de casas lindas e grandes, até que paramos em frente a uma mansão enorme e nós saímos do carro.
– Harry, não sabia que a sua família era rica. – Eu disse ainda olhando a casa.
– Acha que eu conseguiria alugar uma Range Rover se fosse pobre, Nialler? – Harry debochou e eu levantei minhas mãos.
– Bem, vamos logo entrar, quanto mais cedo isso começar, mais cedo vai acabar. – disse suspirando.
– Nossa , até parece que conhecer minha mãe é uma batalha. – Harry reclamou.
– Não é isso, é só que você passou anos sem ver sua mãe, e ainda volta com uma namorada, isso deve ser tenso. – Ela disse e eu ri.
– Qual é, pessoal, estamos em Nova York, o Harry tá reencontrando a mãe, vamos parar de drama e entrar logo, porque assim só atrasam as coisas. – Eu disse.
Eles assentiram dando um pequeno sorriso e nós entramos na casa, enquanto ouvíamos algumas vozes, mas elas se calaram assim que entramos, e eu vi um Liam sentado em um dos bancos do balcão da cozinha, e somente ele, mais ninguém estava na casa.
– Hey pessoal, finamente chegaram. – Ele disse assim que nos viu e veio nos abraçar.
– Culpa do Niall que dormiu demais. – disse.
– Olha quem fala, desceu mais tarde do que eu. – Eu retruquei.
– Porque a demorou pra se arrumar. – Ela disse me dando língua logo depois.
– Deixando essa briga besta de lado, onde estão as pessoas dessa casa? – Harry disse.
foi passear pelo condomínio, o seu padrasto, o Max, foi comprar algo pra casa, e a Tia Susan está no quarto. – Liam respondeu, sentando novamente e bebendo um suco de uva que havia em um copo por ali. – A propósito, sua mãe é uma ótima pessoa.
– Engraçado você saber disso e eu não. – Harry disse e riu sem humor. Nós sabíamos que ele sentia falta da mãe, assim como eu também, os pais são ótimos, mas crescer sem mãe é como inverno sem neve, pode parecer igual, mas nunca é tão bom. E agora, quando ele pode encontra-la, o Liam consegue isso primeiro, mas por burrice dele que decidiu ficar no hotel do que casa da mãe.
– Aposto que os garotos vão chegar primeiro que a , ela não tem mes... – Uma voz disse do corredor e nós nos viramos, encontrando Susan vindo de lá falando algo, mas parou assim que notou nossa presença, e sorriu ingenuamente.
– Oi mãe. – Harry disse depois de uns cinco minutos de silencio, e ele estava estático, e mesmo não vendo, tinha certeza que estava rindo, pois querendo ou não, Harry era o mais sentimental de todos nós.
– Harold... – Susan disse, mas se corrigiu logo depois. – Desculpe Harry, esqueci que você não gosta desse...
– Eu gosto desse nome, gosto quando você me chama assim. – Ele disse. – Gosto quando me chama de qualquer maneira.
– Oh meu pequeno Harold. – Ela disse antes de correr e abraçar seu filho fortemente, assim como ele também fez, e eles agora choravam, assim como também tinha os olhos marejados olhando para a cena, enquanto eu estava ao lado de Liam.
– Isso tá parecendo final de novela mexicana. – Eu comentei, e Liam riu baixo.
– Deixa de ser insensível, Niall. – Ele disse baixo me dando um tapa no ombro e eu ri.
– Só falei a verdade.
– Mas você agora não está pequeno, pelo contrário, está enorme, um homem feito. – Ela disse analisando Harry. – E famoso também, fazendo turnês pelo mundo.
– Ainda não é uma turnê, mas sim, famoso muito em breve. – Harry comentou rindo.
– Não acredito que perdi seu crescimento, perdi a melhor parte da sua vida. – Susan disse.
– Não perdeu, a melhor parte da minha vida está por vir, e eu vou passa-la ao seu lado, mãe. – Harry disse carinhoso, a abraçando novamente. – E claro, ao lado da minha namorada.
– Oh, é verdade, quase me esqueci da garota. – Susan disse limpando as lágrimas e indo para perto de , que estava sentada no sofá e se levantou. – Então essa é a garota que faz o meu filho feliz?
– Prazer Dona Susan, sou , mas pode me chamar de . – disse simpática, apertando a mão da sogra.
– O prazer é meu , e não precisa me chamar de Dona Susan, pode me chamar de Susan, ou de sogra mesmo. – Ela disse e nós rimos. Depois de conversarem sobre mais alguma coisa, ela veio pra perto de mim.
– E o loirinho com cara de príncipe é...? – Ela perguntou, e eu estendi minha mão.
– Niall Horan, o mais bonito dos Directions. – Eu disse e Liam ‘espirrou’ um “Mentira”.
– Ele é o esfomeado do grupo, isso sim, só veio pra cá porque disse que comida de mãe era melhor do que a do hotel. – Harry comentou e ela riu.
– Então vamos comer, espero que gostem do que fiz. – Susan disse indo pra cozinha.
– Waflles, torradas, panquecas, misto quente, croissants, cupcakes de morango, suco de laranja e uva, café e leite. – Liam listou e eu fiquei com água na boca. – Alguém no mundo poderia não gostar disso, Tia Susan?
– Ainda bem que gostam. – Ela disse vinda da cozinha com uma cesta de croissants e uma jarra de suco de laranja, colocando no balcão, depois voltou com o resto das coisas.
– Comendo sem mim? Valeu pela consideração. – disse entrando e vindo pra perto de nós, dando um beijo na bochecha de Susan, , Harry e me abraçando enquanto roubava meu croissant.
– Ei, pega um pra você, não precisa roubar o meu. – Eu disse pegando outro.
– É legal te ver nervosinho, Nialler. – Ela disse debochando e então eu olhei pra trás, vendo uma linda garota acanhada na porta, ela tinha cabelos negros longos e lisos, olhos azuis da cor dos meus, boca pequena, branca, pequena e fraca, parecia uma boneca em tamanho real de tão bonita que era. – Amy, pare de agir como uma caipira e venha cumprimentar os garotos. – disse passando para o lado de dentro do balcão.
– É só que eu não estou realmente acreditando que a One Direction está na minha frente. – Ela disse muito feliz, se aproximando do balcão.
– Já te contei mais de mil vezes a história deles, pensei que não daria um ataque de fã na frente deles. – comentou rindo.
– Ouvir que você conhece eles é uma coisa, ver os meus ídolos na minha frente é outra completamente diferente, e incrível. – Ela disse tímida, e eu ri ao vê-la assim.
– Quer dizer que é nossa fã? – Eu perguntei, e ela riu.
– Fã número dois, depois de mim. – disse indo até ela e a segurando pelos ombros, a fazendo vir para perto de nós. – Meninos, está é Amelie Green, mais conhecida como Amy, minha grande amiga e que ama o trabalho de vocês.
– E os garotos, acho que não precisa apresentar. – comentou. – Mas eu sim, sou , a namorada do Harry.
– Muito prazer, . – Amy disse apertando a mão dela, e deu um abraço em cada um, mas quando foi a minha vez, senti que tinha sido diferente, tinha sido mais forte do que os outros, não sei por quê.
– Ok, apresentações feitas, agora podemos comer. – disse sentando ao meu lado, e Amy ao seu.
– A fome da passou pra ti, foi ? – comentou e nós rimos.
é... – Liam ia explicar para Amy, mas ela o interrompeu.
– A namorada do Niall, e é apelido, o nome verdadeiro é , que inclusive é sua prima. – Ela respondeu e nós ficamos boquiabertos.
– Falei que ela sabia tudo. – disse e nós concordamos.
Continuamos a manhã assim, nesse clima descontraído. Harry e mataram saudades da mãe, Liam ria de cada palhaçada que fazia, e eu... Bem, eu me encantava cada vez mais por Amy Green.

’s POV

Eu tinha acabado de ficar pronta para passear por Nova York junto com . Ela tinha feito um enorme roteiro com o mapa de simplesmente todas as livrarias, museus e parques da cidade. E eu, tinha feito um de todas as lanchonetes e restaurante, porque a fome está dentro de mim e não irá sair tão cedo, e também uma pesquisa sobre alguns dos melhores cirurgiões de Nova York. Decidi de uma vez por todas lutar pela minha vida, pelo menos tentar ter mais um tempinho de vida pra passar