Posted by on 14/11/2016

Passionate For My Dad {Outros, Restrita, Andamento}

Nota: (3,9 / 5)

ASPECTOS POSITIVOS: O que mais me motivou a escolher essa história para avaliar, foi o fato dela ser um título com presenta constante na lista do Top Histórias do site. Sempre que posso acompanho essa lista para saber o que de novo aparece na preferencia de leitura do público e fiquei curiosa com o título de duplo sentido que a história possui. Honestamente, esse é o primeiro ponto positivo que considero; o título tem um ar de inocência e também de algo proibido. Estar apaixonada pelo pai pode ser no sentido figurado, mas também literal; tudo irá depender de como o autor aborda o tema. Mesmo que fosse sobre o lado mais pesado (até porque a história é restrita, então espera-se uma profundidade maior), meu interesse manteve-se intenso durante toda a leitura da sinopse, outro fator bastante positivo da história, mas que poderia ser só um pouquinho melhorada (não vou nem considerar algo negativo essa sensação de necessidade de melhoria).
Em seguida, gostaria de avaliar a escrita da autora, que não deixou a desejar em momento algum. Com um vocabulário rico e uma seleção de palavras que faz do gênero restrito, algo mais maduro, adulto, a autora soube muito bem como usar tal dom à seu favor. Alguns “poréns” que citarei nos aspectos negativos, mas que podem ser vistos como uma sugestão de melhoria, não como uma crítica negativa. Contudo, devo deixar anotado aqui minha satisfação em ver que o uso do que/quê foi feito corretamente; é tão difícil encontrar autores que saibam diferenciar os dois, que sou capaz de chorar toda vez que um aparece em minha frente.
Agora, vamos partir para os personagens!
Gosto bastante da principal e sua personalidade independente e segura, apesar de ser bastante rebelde e negativa; estes lados, mesmo parecendo “negativos”, não devem ser vistos como um defeito. A autora, logo no primeiro capítulo, explicita muito bem os motivos da personagem ser como é e agir da maneira que age com o pai. Particularmente, não é meu tipo de personagem favorito porque sinto bastante raiva de jovens rebeldes, rs! Então podemos concluir que a autora fez um bom trabalho com a pp, não é? A relação entre pai-e-filha foi bastante legal de se ler, porque se vê logo de cara as diferenças dos dois (e como eles possuem personalidades parecidas? Rs!) e como será interessante acompanhar o desenvolvimento desse relacionamento (e está sendo bem interessante).

ASPECTOS NEGATIVOS E COMO MELHORÁ-LAS: Um dos fatores que achei negativo foi a autora, logo de cara, pedir ao leitor que “não tire conclusões precipitadas”. Apenas de mencionar, já faz com que o próprio comece a imaginar N motivos e até criar a possibilidade de começar a tirar as tais conclusões, antes mesmo de iniciar a leitura. Pode ser que a sinopse tenha sido feita de uma maneira que possa ser vista de forma machista e negativa; mas pessoalmente, eu só tive essa sensação porque li essa mensagem de “conclusões precipitadas”. Se a autora apenas deixasse a mensagem de que a história não tem a ver com incesto, era o suficiente para deixar claro que a relação que se passa no enredo não é essa que provavelmente vem primeiro na mente do leitor.
Como mencionado nos aspectos positivos, a escrita da autora se sobressai muito além de outras histórias que já li antes, porém, como elas (as outras histórias), foi comum o erro no uso da vírgula e a repetição frequente de palavras. Mesmo que sejam erros “bobos” e que possam passar despercebidos; quando uma pessoa lê com muita atenção e tem o hábito de observar a gramática, a leitura pode chegar a tornar-se cansativa. Nada do que a prática e lembretes para não cometer mais o erro não possam ajudar! Fora isso, alguns errinhos de acentuação e gramática, provavelmente fruto da mudança na lei ortográfica vigente; mais uma vez, nada do que a prática e estudo não ajude.
O lado negativo que vi sobre a construção do personagem, foi a construção do assessor gay. Não sei se é porque tenho vários amigos gays que possuem personalidades diferentes; desde a “bicha afetada”, passando pelo “discreto e delicado”, até “o que não parece nada gay”, não consegui associar o personagem Martin com um gay. Talvez fosse a falta de expressão ou o uso errado dos adjetivos (que também são usados pelos héteros), mas ele me pareceu mais um amigo bastante próximo que se preocupa com o bem-estar da pp, do que um gay. Como sou muito a favor dos personagens gays para descontrair a história (principalmente se ela tem um tema pesado, como o enredo promete logo de cara), acabo sendo bastante exigente com eles.

DICA: Autora, sua história possui um gênero bastante interessante! Mesmo dando a entender no começo que a história possa ser extremamente pesada devido à sensação de que se trata de algo mais íntimo e proibido, achei o enredo leve e “comum” (positivamente falando, claro) ao invés de alguma esquisitice que merecesse uma nota baixa. Acho que você poderia colocar mais cenas da pp evoluindo os sentimentos que ela tem pelo pai, pois algumas vezes as ações e reações acabaram se tornando confusas – mas isso é apenas uma sugestão, por isso não coloquei como aspecto positivo, nem negativo.
Outra coisa que decidi mencionar como uma opinião minha ao invés de avaliar abertamente para todos considerarem como a crítica geral, é que o comportamento do Jack não pareceu, em alguns momentos, como a de um pai. Sei que eles não tiveram contato nenhum, mas esperava uma relação com mais dificuldades entre os dois, devido à questão da maturidade x imaturidade causada pela diferença de idade dos dois. De qualquer maneira, essa é apenas uma opinião pessoal minha, então fica a seu critério considera-la para uma possível melhoria ou não!

Ps. Você não mencionou nenhum dreamcast para a história, mas como a Miley Cyrus está na capa, logo a associei à pp. Achei uma escolha sensacional, apesar dela ter uma relação bem legal com os pais. Ainda assim, a imagem de rebeldia combinou bastante!

– Crítica por: Jess Manis

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Posted in: Críticas
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Comments

  1. Sâmela Ferpisou
    07/12/2016

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    Eu simplesmente adorei a minha crítica. Você citou pontos que eu devo rever e vou fazer isso com atenção. Obrigada por julgar minha ficção e apresentar os pontos bons e onde eu devo melhorar 😘😘

  2. Yin
    14/11/2016

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    Olá. Confesso que me chamou o comentário sobre o amigo gay, porque não acredito que para ser gay precise agir de determinado modo que se “assemelhe a um gay”, até porque isso vem muito dessa nossa cultura ocidental de que gay tem que usar “adjetivos” ou ter “expressões” que sejam de acordo com sua sexualidade, o que é besteira. Digo isso como homossexual, não tem essa de “não parecer gay”, muita gente não parece, porque sexualidade não está na cara que a pessoa tem. E essa ideia heteronormativa de que gays são “bobos da corte” deveria ser banida, não é representatividade incluir um homossexual para “descontrair” a história, principalmente se o tema for pesado, porque jogam o personagem ali sem profundidade alguma, só está ali pra ser “a bicha que torna tudo mais divertido” e só. Seria interessante se ocorresse o contrário, se o amigo gay fosse o personagem principal e encontrasse um amor, e a amiga ou o amigo hétero fosse a/o que faz palhaçada e torna tudo engraçado, mas que não fosse contada nenhuma história sobre ela ou ele e nem aprofundassem a personalidade.
    Pois é, porque gay só está ali pra ser isso mesmo, “a melhor amiga” que substitui a amiga mulher, porque, afinal, mulher é chata e falsa, não é? Não, não é. E gay não é palhaço.

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