Posted by on 30/07/2016

A Ste Pacheco é a autora de histórias como Lycanthrope e Acorrentados no Inferno aqui no Espaço Criativo! Confira abaixo a entrevista que fizemos com a autora:

1. Primeiramente gostaríamos de parabeniza-la pelo destaque! Você acha que o EC apresenta algum diferencial para quem escreve? Se sim, o quê?
Ste:
Muito obrigada, meus amores! De coração! Eu fiquei gritando de felicidade quando vi meu nome ali no destaque. Foi um choque e foi gratificante ao mesmo tempo.
Sim, eu acho que o Espaço Criativo apresenta um diferencial principalmente pela quantidade de projetos completamente diferentes e atrativos, que estimulam novos autores a também postarem as histórias no site. O outro diferencial é justamente o espaço mais aberto para autores novos e uma equipe maravilhosa como vocês.

2. Para você, qual fator mais importante em um enredo? O início, seu desenvolvimento ou o fim? Por quê?
Ste:
Como a boa libriana que sou, vou ficar em cima do muro e dizer que, em minha humilde opinião, o mais importante é o conjunto das três coisas. Um início que deixe os leitores curiosos, um desenvolvimento que consiga prendê-los e um final que os deixe esquecer. E ainda mais importante do que isso é o autor se dedicar e amar seu enredo.

3. Você está recebendo bastante reconhecimento com histórias do gênero de suspense e terror. Como um gênero atípico e também com leitores de gostos exigentes, como você chegou à conclusão de que essa era a sua área?
Ste:
Eu confesso que olhei meio boba para essa pergunta haha. Creio eu que ainda tenho muito que caminhar, mas fico feliz em saber disso. Escrever suspense e terror não é fácil, porque o público não é tão amplo e como vocês mesmo citarem, ele é exigente, então eu acho que para entrar nessa área, só realmente gostando dela. Eu comecei escrevendo romances colegiais, depois me aventurei um pouco escrevendo contos eróticos, tenho alguns projetos de ficção científica, mas o que realmente me dá prazer e faz com que eu me empolgue escrevendo é o terror e o suspense. Cheguei à essa conclusão quando li o que tinha escrito e senti aquele orgulhinho bobo de mãe.

4. Há certamente uma boa resposta dos leitores às suas histórias, mas já houve casos em que alguns mais exigentes lhe fizeram críticas, principalmente em relação às suas cenas de terror e suspense? Se sim, como lidou com elas?
Ste:
Eu diria somente aos meus amados leitores para interagirem um pouco mais comigo porque eu não mordo, sério. Eu amo quando me procuram pedindo atualização ou qualquer outra coisa. De macabra eu só tenho a escrita. Quanto às cenas, sinceramente, nunca recebi críticas negativas, somente elogios. Mas eu sou o tipo de pessoa que quando recebe uma crítica construtiva, avalia o ponto da pessoa e tenta incorporar as dicas da melhor forma possível.

5. Qual a maior dificuldade que você encontra ao criar uma cena de terror? Você começa a história pensando em como vai colocar mais terror ou a coisa simplesmente vai aparecendo de acordo com o desenvolvimento?
Ste:
Sair da navegação aleatória e me focar na escrita. Definitivamente, essa é minha maior dificuldade no geral. Eu me distraio com muita facilidade quando escrevo pelo computador. Por isso, ultimamente eu estou optando por desligar a internet do celular e escrever por ele. Eu sempre começo as cenas tendo mais ou menos uma ideia do que eu quero, mas a maior parte das coisas vai aparecendo de acordo com o desenvolvimento.

6. Lycanthrope é sua última história lançada aqui no Espaço Criativo e logo no prólogo traz uma série de emoções com a descrição “pesada”, como espera-se ver em uma história de terror. É interessante ver que no enredo não há um assunto fixo, como a relação do casal principal, mas outros fatores que tornam tudo mais elaborado. Como foi que surgiu a ideia?
Ste:
AI, QUE COISA LINDA ESSA PERGUNTA! Eu estou bem feliz com seus elogios aqui, nossa, me abraça! Lycanthrope é meu mais novo bebê e eu realmente estou empolgada com a história. A ideia surgiu enquanto eu estava no ônibus, indo para o treinamento de professores no meu trabalho e eu tenho costume de ler quando ando de ônibus. Nesse dia, eu estava lendo “Serial Killers – Anatomia do Mal”, numa parte que falava dos serial killers no contexto histórico. Bem, ali falava sobre os assassinos que influenciaram a população a acreditarem em lendas como a dos lobisomens e a dos vampiros. Aí deu aquela epifania básica, meus olhos brilharam, o nome “Lycanthrope” piscou em neon na minha cabeça e a ideia da capa deu um tapa em minha cara, junto com o nome do personagem principal e o um rascunho do roteiro inteiro. Eu quase gritei dentro do ônibus.

7. Vimos no seu perfil de autor do site que você cursa Biologia e pretende ir para a área de perita criminal forense. Suas histórias foram influenciadas por essa escolha, ou seja, ao decidir seguir essa área suas histórias também seguiram esse rumo, ou foi por começar a ler histórias do gênero e escrevê-las que você foi para esse lado do curso?
Ste:
Na verdade, as duas coisas surgiram em conjunto. Eu comecei a escrever terror um pouco antes de começar a faculdade, mas quando eu decidi cursar biologia, eu já sabia desde o início que queria a área forense. Uma influencia a outra desde o início.

8. Há coisas que você aprende nas suas aulas que você usa em suas histórias? Ou tudo é pesquisa extra do seu próprio gosto? Como é a experiência de pesquisar esse assunto para incluir em suas histórias?
Ste:
Tem muita coisa que eu aprendi na faculdade que eu uso nas minhas histórias, principalmente em Estrada Para a Redenção e na trilogia Sweet Psychosis. Eu tive uma oportunidade incrível de estudar nos Estados Unidos e lá cursei algumas disciplinas, dentre elas a de Investigação Criminal e lá pude me aprofundar sobre casos reais, tanto que eu ambiento as histórias em cidades onde morei ou passei um tempo considerável. Além disso, eu amo estudar ciência forense e comportamento criminal, então eu estou sempre lendo alguma coisa extra sobre o assunto, o que influencia diretamente nas minhas histórias. Não é novidade se você olhar meu histórico e ver várias páginas sobre patologia, alguma coisa meio bizarra ou até mesmo a homepage do FBI hahaha. A experiência é deliciosa. Eu amo demais o que eu estudo e escrevo.

9. Tem alguma história que é sua favorita? Se sim, qual e por quê?
Ste:
Essa pergunta me pegou. Das minhas histórias postadas? Eu vou citar Lycanthrope e Acorrentados no Inferno, porque elas são meus bebês, eu as amo de paixão e eu sinto um prazer enorme escrevendo-as.
De outros autores, eu não vou citar uma história só. Vou citar três nomes: Lelen, Forlly e Clary. Dessas três eu leio até a lista de supermercado e tenho certeza que vou gostar.

10. Você poderia contar para nós se tem algum projeto futuro de história?
Ste:
Tenho parcerias em planejamento e mais um projeto com o qual eu estou tão empolgada que também já tenho boa parte pronta. Pra esta, vou citar somente um nome: Theodore Dasovic.

Eu gostaria de, mais uma vez, agradecer por esse destaque maravilhoso! Fico muito feliz que gostem do meu trabalho e que pessoas lindas como vocês reconheçam isso. De verdade, isso é gratificante e me deu mais um daqueles incentivos que eu precisava para continuar nesse universo da escrita.

» Confira outras entrevistas aqui!

Posted in: Entrevista

Comments

  1. Clary
    30/07/2016

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    SUA BAE TE AMA TAMBÉM, mas você nunca me mandou sua lista de supermercado, também quero

  2. Clary
    30/07/2016

    Leave a Reply

    COISINHA LINDA DE MAMÃE

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