Yours Faithfully {Artistas, Não-Restrita, Finalizada}

dez. 4, 2017 by

Yours Faithfully {Artistas, Não-Restrita, Finalizada}

Nota: (3,3 / 5)

ESTA CRÍTICA CONTÉM SPOILER!

RAZÕES PARA LER: Os trechos da música intercalados nos parágrafos de acordo com as situações vividas pelos personagens encaixaram perfeitamente. O enredo é bem interessante e, apesar de apresentar uma proposta que já vimos algumas vezes, a autora soube manter a originalidade com louvor. Gostei do fato de, na maior parte da história, a narrativa focar mais no sofrimento masculino do que no feminino, que costuma ser bem mais frequente. A descrição dos sentimentos dos personagens também fora feita com muito cuidado, o que permitiu uma maior imersão na trama. Particularmente, fiquei bastante satisfeita com o final por ter estabelecido uma margem para o leitor imaginar um desfecho por si mesmo, simultaneamente sendo guiado pelas informações que os próprios protagonistas dão acerca do seu futuro como casal. Eles se amam, e podem imaginar uma vida juntos, no entanto, a autora não explicitou de fato como foram constituídas as suas decisões dali em diante. Em poucas palavras, “Yours Faithfully” é um romance leve e envolvente, sem excessos e sem carências.

O QUE PODE MELHORAR: Alguns erros de pontuação dificultaram a fluidez da leitura. Em um momento, temos períodos do tamanho de um parágrafo que cansam os olhos rapidamente, e em outro temos períodos curtos demais, que consequentemente freavam o raciocínio. Há também ocasionais erros de concordância, acentuação e repetições de palavras – pude perceber que houve a reiteração de um parágrafo inteiro ao final da fanfic. A narrativa também deixa algumas pontas soltas em relação ao enredo. Por exemplo, não fica claro o conteúdo do contrato. Não sabemos ao certo o porquê do contrato a “prender” a Marcus e tampouco a sua utilidade em relação à sua carreira, fator que poderia ter sido explicitado pela autora.

DICA: A história é bem interessante, e acho que o drama vivido pelos personagens em relação à distância e ao contrato da protagonista poderia ter sido mais explorado. A correção no tamanho dos períodos contribuiria para a fluidez da leitura, além da reparação nos demais erros gramaticais.

SUGESTÃO DE COLUNA: Dicas de Ortografia – A vírgula de cada dia
Dicas de Ortografia – Concordando com o Verbo

– Crítica por: Sofia C.

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All Night Long {Outros, Restrita, Finalizada}

dez. 1, 2017 by

All Night Long {Outros, Restrita, Finalizada}

Nota: (4,8 / 5)

RAZÕES PARA LER: Ao começar pela sinopse, ela é muito bem construída e cumpre muito bem seu papel, te convidando a ler a história de uma maneira até bem convincente.
All Night Long se apresenta sem muitas perguntas interativas, mas sem prejudicar a interatividade da história em si, onde as características físicas dos personagens não são citadas a todo momento no decorrer dos capítulos.
A construção do enredo foi feita de uma maneira muito boa, é uma shortfic completa, tem sua leitura rápida, mas ainda consegue ter uma riqueza nas descrições das cenas e ambientes, o que era necessário que tivesse mesmo em uma história como essa, para que pudéssemos estar imersos na leitura e não acabarmos com uma coisa bem genérica, o que não é o caso aqui!
Como citado, as descrições são bem feitas e ricas e, apesar de a história, basicamente, se passar em um único cenário, a autora não deixa a desejar quanto a ambientação na leitura, sendo possível visualizar de maneira quase que completa o lugar onde os personagens estão inseridos. Além dos cenários, a autora faz um ótimo trabalho na construção de seus personagens, que são exatamente como a história pedia que eles fossem, a principal vai até o fim com o mistério que a ronda e o principal é fiel ao seu pensamento e vontades também até o fim, afinal sabemos o quão difícil é alguém mudar de personalidade na vida real, não é mesmo? Por isso gosto quando encontro personagens que espelham o modo que as coisas são na “vida real”.
Acho válido falar que a escolha do ponto de vista foi muito ousada, mas que deu muito certo para a história, acho que o ponto de vista acompanhou o tom que a autora quis passar e casou bem demais! Está de parabéns!
Outro ponto importante de se colocar foram as grandes protagonistas dessa história, por assim dizer: as cenas restritas! Elas foram muito bem escritas, com detalhes importantes lembrados pela autora; não encontrei nada de genérico nas cenas e me arrisco a dizer que o clímax foi construído desde o primeiro capítulo até o fim, que, também, foi muito condizente com o tom do enredo.
Por fim, a gramática da autora é muito boa, quase não encontrei erros e os encontrados não foram nada que uma revisãozinha não resolva.

O QUE PODE MELHORAR: A única coisa que me fez descontar um pouquinho na nota foram algumas virgulas fora de lugar em alguns momentos que acabaram me incomodando um pouco, mas fora isso não tem mais nada que possa ser considerado aqui.
Não descontei ponto para esse erro, afinal não foi sua culpa, autora, mas achei alguns errinhos no código interativo do nome do principal, então seria interessante você dar um toque na sua beta para que ela possa arrumar.

MENSAGEM: Jullya, meus parabéns por essa história, ela é ótima e gostaria muito que tivesse uma segunda parte, de verdade ahahahahah a sua construção de enredo e descrições ficaram muito boas e a história fluiu bem demais! As cenas restritas então, uau, ficaram demais, arrasou!
Com certeza vou procurar outros trabalhos seus para ler!

SUGESTÃO DE COLUNA: Dicas de Ortografia – A vírgula de cada dia

– Crítica por: Tina H.

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Suor & Curvas {Outros, Restrita, Finalizada}

nov. 27, 2017 by

Suor & Curvas {Outros, Restrita, Finalizada}

Nota: (4,7 / 5)

ASPECTOS POSITIVOS: A autora soube dar um significado literal para a expressão “comer com os olhos”, e fez isso perfeitamente. Achei interessante usar o conceito da telecinese para outras coisas, se é que me entende – foi uma ideia criativa e bem explorada. A abordagem do feminismo também foi muito boa no que se diz respeito à influência que essa ideologia tinha sobre as ações da protagonista, uma gerente de uma agência de modelos que vai contra todos os padrões (apesar de algumas contradições ao longo da história terem me decepcionado). A autora também soube contextualizar a história de uma forma magnífica, apresentando uma subtrama tão interessante quanto a trama principal, e se preocupou em não deixar lacunas ao longo do enredo. Também teve o cuidado em criar um desfecho impecável, conferindo ao leitor uma sensação de satisfação ao final da narrativa. Erros de português são raríssimos (arrisco ao dizer que são inexistentes) e a habilidade de caracterização da autora é notável, principalmente nas cenas mais quentes e no detalhamento das sensações dos personagens. Também houve um equilíbrio excelente entre descrição e diálogo, que conferiu fluidez à leitura. Se estava procurando uma história que provocasse sensações intensas, essa é a escolha certa.

ASPECTOS NEGATIVOS E COMO MELHORÁ-LAS: Apesar da abordagem do feminismo ter sido bastante pertinente e inteligente de início, me decepcionei fortemente com alguns eventos posteriores. Sangria insiste em passar “a mão” ou sei-lá-o-quê por meio da telecinese no corpo da protagonista sem a sua permissão. Ela se incomodou diversas vezes com as carícias repentinas no meio do salão de festas, e chegou a lhe pedir para parar – pedido esse que linhas depois foi desrespeitado. Durante a narrativa ele praticamente toma controle sobre ela e desenvolve uma espécie de sentimento de possessão, assim como a protagonista o faz, como mostra na sua conversa com Mia antes de se dirigir à Ametista para conseguir o contrato. Esses fatores contrariam fortemente a ideologia feminista, ainda que a autora tivesse tentado traduzir esse sentimento como um querer da protagonista, ao meu ver, sem sucesso. Outro fator que levantou um questionamento foi a reação de alguns personagens em relação aos poderes da família Sangria. Hunter é absolutamente inexplicável. Suas habilidades, seu olhar e as reações que ele provoca na mulher são quase inacreditáveis. E parece que ela soube compreender isso muito rapidamente, sem questionar muito. A telepatia é um poder fantasioso, e para um indivíduo que a desconhece, o primeiro contato é extremamente complicado e assombroso. A forma branda que a mulher lidou com isso me deixou um pouco confusa, assim como a reação de Ametista ao saber que seus netos invadiam a mente de uma convidada trouxe o mesmo efeito.

DICA: O enredo é muito criativo e muito promissor. No entanto, seria interessante trabalhar com as reações da protagonista de uma forma mais realista, assim como seria interessante vê-la se impondo diante das investidas de Hunter a fim de dar validade ao seu pensamento feminista. Para aqueles que acreditam nessa ideologia, relacionamentos baseados no sentimento de possessão ou dependência, além de falas como “fique em silêncio” e “Não, você não quer” após a mulher pedir para que ele ficasse longe dela são absolutamente inaceitáveis. Trabalhando um pouco mais com esse raciocínio traria maior verossimilhança para a história, da mesma forma que exaltaria ainda mais o caráter feminista da personagem.

SUGESTÃO DE COLUNA: Você querendo ou não já é minha!

– Crítica por: Sofia C

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