Fanfic Interativa: Expert em interações!

fev. 20, 2018 by

Qual é a quantidade razoável de perguntas que se deve ter?

Muita gente acha um saco ficar respondendo-as. Se não puder mudar, tente deixar o mais direto possível, sem muitas mensagens iniciais. Não há um número exato para quantas perguntas devem existir. Varia de acordo com a necessidade da história.

Contudo, cabe a autora decidir o número de perguntas. Só que é bom pensar em personagens que apareçam mais na estória ou que são muito importantes, de certa forma. Talvez não deva colocar aquele personagem que quase não apareça, porém se ele for extremamente importante, a autora pode sentir a necessidade de colocá-lo. Tudo o que for escrito que a autora pensar “nossa, é importante”, é bom anotar para não esquecer, após isso também é bom fazer uma reflexão com tudo, por exemplo:

“Será que vai fazer diferença deixar o cabelo do menino preto? Ou não muda nada?”
“Será que vai fazer muita diferença eu deixar esse nome fixo? Não é tão importante…”

Tire um tempo para refletir nos seus personagens. Uma dica é fazer um perfil de cada um, além de deixar mais organizado, não tem como esquecer e também faz a autora avaliar a importância de cada um.

Realmente, tudo varia de acordo com a fanfic.

E como funcionam as perguntas de características?

Existem perguntas do tipo “qual é a cor do seu cabelo?”, “qual é a cor dos seus olhos?”, “você é morena, loira, ruiva…?”; ou, então, as indagações sobre o famoso, que são as mesmas. Isso é necessário, entretanto não todas as vezes.

Algumas leitoras não curtem ver suas personagens com características físicas fixas, preferindo responder vinte perguntas; porém outras preferem as fixas para não ter tanto trabalho, ou até as ignoram. É algo relativo, vai de pessoa para pessoa.

O bom de características é que a autora pode fazê-las não especificando.

Há diferença na quantidade quando é de um determinado fandom ou original/outros?

Bom, sim. Um fandom pode ter muitas pessoas envolvidas, e deixar a todos interativos é, várias vezes, inevitável e algo que autoras gostam de fazer, pois amam quando a leitora entra na estória.

Quando a estória é de Original/Outros, a autora faz quantos personagens quiser, podendo haver um ou dois apenas. Não que seja obrigatório os fandons terem muitas perguntas, pode haver duas ou três, todavia é mais difícil de acontecer.

Agora… Quais perguntas podem ser feitas na hora de decidi-las?

Existem perguntas necessárias e não tão necessárias assim:

As necessárias são, em sua maioria:
“Qual é o seu nome?”
“Qual é o nome do cara?”
“Qual é o sobrenome dele?”

Bom, essas são as principais. Claro que se existirem mais de um principal, será necessário questionar o nome do(s) outro(s) homem(ns). Se for fandom de One Direction, por exemplo, e todos forem interativos, terá que haver uma indagação para cada um. Porém, não é tão necessário assim, caso só um seja principal.

A questão do sobrenome/apelido da garota e/ou do garoto, não são tão necessárias assim também, visto que não são todas as pessoas do mundo que tem um apelido ou que gostam de ser chamadas por apelidos. A escolha de um apelido/sobrenome ser usado na fanfic é da autora.

Porém, não está errado colocar todas essas perguntas. Se a autora sentir necessidade de colocar perguntas a mais ou a menos pode.

Uma dica para as autoras, que pode facilitar a vida de muitas leitoras, é: você tem o poder de colocar o nome dos personagens e as características deles na resposta das caixinhas de interação como exemplo, então se a leitora quiser escrever, a mesma apaga a resposta, ou se ela não quiser responder, apenas dá enter.

Muitas autoras fazem isso atualmente e pode ser bem prático.

Todavia, tudo depende da sua fanfic e de quantos personagens ela tem, e quantos você quer colocar interação. Só que tente ser neutro em questão a características.

Caso tenha dúvida sobre isso, fale com sua beta-reader. Peça a opinião dela e o que ela acha sobre isso. Tenho certeza que a mesma ajudará e te dará boas dicas!

Coluna por Juliana


Encontrando o Título Certo

jan. 30, 2018 by

Para muitos, escrever a sinopse é a maior dor de cabeça no processo de criação. Para mim, o grande e temido problema é o título da história. Nas histórias publicadas online, o título costuma chamar a atenção mais do que a capa, embora a mesma tenha uma grande importância para a conquista dos leitores. Aqui darei dicas que possam lhe ajudar a escolher o título certo a partir de algumas premissas.

Primeiro, é necessário ter em mente que o título precisa fazer referência a algo da história. Você não pode pegar um nome aleatório que não tem nada a ver com a história apenas porque achou bonitinho. É muito legal quando o leitor encontra a referência na história e entende a ligação do texto com o tema. Sentimo-nos igual ao Capitão América dizendo “Eu entendi a referência”.

Há diversas formas de se chegar a um bom título, mas eles costumam ser caminhos árduos e difíceis de trilhar. Minha preferência sempre foi para títulos longos, mas os mais curtos são bem mais fáceis de lembrar, obviamente. A vantagem do primeiro é que você pode usar siglas para facilitar a lembrança, já o segundo costuma colar como chiclete em nossas cabeças.

Existem também polêmicas que permeiam essa escolha. Há quem diga, por exemplo, que se um texto é escrito em português obrigatoriamente ele deve ser intitulado na mesma língua. Apesar de concordar em parte com isso, não acredito que haja alguma obrigatoriedade ou regra para ser seguida. A grande questão é se o título em inglês/italiano/alemão/coreano/etc faz sentido para sua obra. O que adianta ter um nome como I Need You se em nenhum momento o leitor sente a referência dele no texto? Qual é a lógica de escrever uma história que se passa em Florianópolis com o título em inglês e não há sequer um personagem americano/britânico/australiano/etc? Então, tenha em mente a coerência ao escolher o título.

Um bom caminho para encontrar o título certo é buscar a quem você quer fazer referência. É o protagonista, o enredo ou o lugar onde se passa? Se for o primeiro, pense na personalidade do personagem: o que mais se destaca em quem ele é? No enredo é um pouco mais complicado. O autor pode escolher dar uma resumida no plot, como em Amor por Contrato de Andhromeda ou especificar uma cena, como um spoiler para chamar a atenção do leitor. Em Seis Anos Depois do Harlan Coben, por exemplo, nos dar uma ideia do plot, mas nos faz pensar no resto da sentença “seis anos depois de quê?”. Já o lugar como título é o mais simples, porém apenas aconselho se ele for extremamente importante para a história.

Alguns autores usam os títulos das músicas que se encaixam com suas histórias, o que também é uma boa estratégia. Há um tempo escrevi um conto ao som de Águas de Março de Elis Regina e Tom Jobim e coloquei Àguas de Maio como título. Não que o conto esteja diretamente ligada a música, mas ela me inspirou o suficiente para ser nomeada desse jeito. Pelos principais acontecimentos terem ocorrido no mês de maio e a impressão é de que tudo é passageiro (igual as águas de um rio/mar), montei meu título como algo que havia se passado naquele mês em específico.

Muitos leitores levam bastante em consideração o nome, e títulos genéricos não chamam a atenção de jeito nenhum! Por isso ser original e criativo sempre é um bom caminho. Para saber se está no caminho certo, se pergunte “o título parece alguma coisa que li antes? Parece o título de uma novela mexicana?”

Nada contra novelas mexicanas.

Ficamos por aqui com as dicas para encontrar o título certo! Você tem outra estratégia para encontrar o seu? Compartilha com a gente nos comentários.

Até breve!

Coluna por Maraíza Santos


O Hífen e o Novo Acordo Ortográfico

jan. 23, 2018 by

O hífen, que já causava um pouco de problema para os escritores, acabou se tornando um elemento com uso bastante difícil depois do acordo ortográfico. Se você está, atrás da sua tela do computador ou celular, soltando um enfático “SIM!”, continue lendo para resolver suas dúvidas!

Basicamente, a regra geral é que se você vai ligar uma palavra à outra, você usa hífen se são letras iguais. Caso sejam letras diferentes, você apenas junta as palavras. Exemplos disso são: anti-inflamatório, supra-auricular, arqui-inimigo, e neoliberalismo, extraoficial, superintendente.

Preste atenção em alguns casos especiais:

1) Palavras iniciadas com H no Português não tem um som consonantal, portanto, considera-se que todas elas devem ser separadas por hífen. Por exemplo: pré-histórico, anti-higiênico, super-homem.

2) Prefixos que terminam em vogal e são seguidos de uma palavra que comece por R ou S devem dobrar essas letras, como em “suprarrenal” e “minissaia”. Mas se o prefixo terminar com consoante, deve-se usar o hífen sempre! Se não, pode transformar-se em uma nova sílaba e se pronuncia diferente, como em “ab-rogar”, “sub-reino” e “sob-roda”. Imagine-se lendo “abrogar”, “subreino” e “sobroda”. Você automaticamente lê como uma sílaba, certo? Por isso, o hífen ajuda a manter o prefixo separado.

É importante notar que no caso do R ou S, se o prefixo terminar com R ou S e a palavra seguinte também, mantém-se a regra geral de que LETRAS IGUAIS são separadas por hífen.

Não se usa mais o hífen quando a vogal final do prefixo e a inicial da palavra são diferentes, por exemplo “eraoespacial”. Isso com prefixos como agro-, anti-, auto-, infra-, pluri-, semi-… Destaca-se que o prefixo “co-” sempre se junta com a segunda palavra, mesmo quando ela começar com O, como no caso de “coordenar” e “cooperar”. A exceção dessa regra é o prefixo “vice-”, que sempre é escrito com hífen ao se juntar à outra palavra.

Depois da reforma ortográfica, palavras que se utilizavam do hífen para transformar o “não” em prefixo (Organização Não Governamental, texto não verbal, filme de não ficção) não precisam mais dele. Ou seja, assim como eu escrevi nos exemplos entre parênteses, essas palavras não vão ser mais ligadas através dele.

O uso obrigatório do hífen restringe-se agora aos seguintes prefixos: ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré e pró.

Espero que a coluna tenha ajudado, e uma dica bastante bacana que vi enquanto pesquisava era que os escritores tentassem lembrar-se de pelo menos uma palavra de cada tipo de sufixo, para usar como base para as próximas que desejam escrever e possam causar dúvidas. E, caso ainda fique em dúvida, não deixe de pesquisar, porque uma hora se torna automático lembrar o que vai junto e o que vai separado!

Coluna por Annelise Stengel